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domingo, 22 de julho de 2018

Jesus, Missionário Maior: 30 chaves bíblicas para Missões


1 - Missões nasceu no coração de Deus - João 3.17

2 - Missões, fazer ou não fazer? - Romanos 10.13-15

3 - O missionário maior, Jesus - Hebreus 1.1,2

4 - Cumprir o seu programa de pregação global: a chamada Grande Comissão - Mateus 28.18-20

5 - Depender do poder único que deve mover a Grande Comissão - Atos 1.8

6 - Os agentes que vão realizar a obra missionária - Mateus 4.19

7 - Os campos missionários da Grande Comissão - Mateus 13.3, 8

8 - Os recursos financeiros da Grande Comissão - Lucas 8.5

9 - Resultado da nossa obediência à Grande Comissão - Salmo 126.5,6

10 - Contar aos familiares o que Deus fez por mim - Lucas 8.38,39

11 - Levantar os olhos para ver os campos brancos para a ceifa - João 4.35

12 - Atender um apelo vindo do inferno - Lucas 16.23, 24, 27, 28

13 - Lançar as redes enquanto podem fazê-lo - Lucas 5.4, 10

14 - Dar prioridade à obra missionária - João 4.31, 32, 34

15 - A busca dos perdidos - Lucas 15.4

16 - A reintegração dos deslocados espirituais - Lucas 15.8, 9

17 - Aceitando com festas os que voltam para o seio da família cristã - Lucas 15.20, 23, 24

18 - Antes da segunda vinda do Senhor temos de ceifar, pois a seara está madura - Apocalipse 14.14, 15

19 - Aproveitar as oportunidades enquanto é dia - João 9.4

20 - Levantando torres conforme Deus espera que o façamos - Lucas 14.28

21 - Enfrentando os inimigos da guerra desigual - Lucas 14.31

22 - Usando as chaves da pregação para que outros entrem no Reino - Mateus 16.18,19

23 - Aos que se consideram não contratados para trabalhar na vinha - Mateus 20.6, 7

24 - Saindo pelos caminhos e atalhos até que a Sua casa se encha - Lucas 14.23

25 - Mesmo que nasça o joio no meio do trigo - Mateus 13.24, 25

26 - Usando os talentos recebidos para realizar a obra missionária - Mateus 25.14, 15, 19

27 - Atendendo às necessidades espirituais do ser humano - Mateus 25.34-36

28 - Pastorear com prioridade os cordeirinhos - João 21.15

29 - Tendo Jesus como modelo de atividades missionárias - João 20.21

30 - Trabalhar antes que a porta seja fechada - Mateus 25.1, 6, 10

Texto do Pr. José Britto Barros, em seu livro de devocionais FAVOS DE MEL - Volume 10. No livro, o autor escreve um texto devocional sobre cada um dos trinta temas aqui elencados.
Aproveite também para ler um sermão de temática relacionada, do mesmo Pr. Britto, publicado AQUI no Veredas em 2013.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

A Festa de Josué - Recurso visual para ensinar crianças sobre a Grande Comissão


O Joshua Project (Projeto Josué) é uma organização dedicada a estudar e listar os povos ainda não-alcançados e mobilizar a igreja para que se engaje no alcance dos que nunca ouviram falar de nosso Senhor Jesus Cristo.
Um dos muitos recursos que o Joshua Project disponibiliza para a igreja é o material A Festa de Josué (Jess's Party), que traduzimos para o português. Ele narra, em linguagem simples e com ilustrações, a história de Josué, um jovem que resolveu dar uma festa, e para isso convidar os amigos de todas as casas vizinhas. Josué encarrega seu amigo Leo de entregar os convites. Mas, durante a festa, Josué percebe que faltaram alguns de seus amigos. Isso porque Leo deixara de entregar os convites a todos, pois havia começado a chover e o caminho ficara enlameado... Ainda assim, em plena festa, Josué resolve reunir todos os amigos ali presentes e juntos saem para convidar os que faltaram. Assim, a festa fica completa, POIS O CONVITE CHEGOU PARA TODOS.
Como você deve ter percebido, essa estorinha ilustra a questão dos povos não alcançados da Grande Comissão que nos foi legada por Jesus, e nossa obrigação de alcançar a cada "casa" (povo, língua e nação da Terra) com o "convite" (as Boas Novas de salvação) para a "Festa" (a vida eterna com Cristo). 
Um excelente recurso para ensinar missões aos nossos pequeninos!

Para baixar o arquivo (24 páginas em formato pdf) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

As cinco responsabilidades da Igreja em Missões



As cinco responsabilidades da Igreja em Missões

A Igreja Local é fundamental na responsabilidade das missões mundiais. Ela tem vários papéis importantes a realizar, se quisermos ter sucesso em cumprir a Grande Comissão que nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou. Abaixo listamos as diferentes responsabilidades relacionadas à Grande Comissão.


1. A igreja local tem a responsabilidade de TREINAR futuros missionários transculturais.
Ideias práticas para cumprir essa responsabilidade:
·        Oferecer um bom treinamento bíblico (base bíblica de missões) através da escola dominical, sermões, etc.
·        Manter uma ênfase na igreja na Grande Comissão, através de visitas de missionários, conferências e programas especiais sobre missões mundiais.
·        Oferecer viagens de curta duração para os membros da igreja visitarem ou ministrarem com missionários em diferentes partes do país e do mundo.
·        Oferecer oportunidades para o ministério dentro e fora da igreja de maneira constante.
·        Orar regularmente e com fervor para que Deus os use para treinar futuros missionários transculturais.

2. A igreja local tem a responsabilidade de RECRUTAR potenciais missionários transculturais.
Ideias práticas para cumprir essa responsabilidade:
·        Selecionar cuidadosamente os jovens ou outros membros com maturidade espiritual e com os dons e habilidades necessários para o ministério e incentivá-los a considerar as missões.
·        Apoiar os alunos enquanto se preparam para o ministério em um instituto bíblico ou seminário.
·        Orar regularmente e com fervor para que Deus envie missionários transculturais de sua igreja local em obediência à Grande Comissão.

3. A igreja local tem a responsabilidade de PREPARAR missionários transculturais.
Ideias práticas para cumprir essa responsabilidade:
·        Acompanhar ativamente o candidato para ajudá-lo a descobrir a vontade de Deus em relação à agência missionária com a qual ele deveria ir e para qual país.
·        Organizar uma equipe de membros da igreja para se reunir regularmente com o candidato e ajudá-lo a se preparar para sua partida.
·        Apresentar o candidato a outras igrejas para ajudá-lo a obter apoio financeiro e equipe de oração necessários para o seu ministério.
·        Orar regularmente e com fervor para que Deus continue a preparar o novo missionário em todos os aspectos para o seu futuro ministério.

4. A igreja local tem a responsabilidade de ENVIAR missionários transculturais.
Ideias práticas para cumprir essa responsabilidade:
·        Ter um serviço ou departamento especial para enviar o missionário.
·        Assumir responsabilidades com detalhes no país de origem que possam ajudar o missionário que já está longe.
·        Enviar o apoio prometido regularmente e ser generoso no envio de ofertas especiais quando possível.
·        Orar regularmente e fervorosamente pelo missionário e seu ministério.

5. A igreja local tem a responsabilidade de APOIAR seus missionários transculturais.
Ideias práticas para cumprir essa responsabilidade:
·        Manter um fluxo constante de comunicação com os missionários, a fim de promover neles um senso contínuo de pertencimento ao corpo local de Cristo.
·        Proporcionar o cuidado missionário e auxílio pastoral para o missionário e sua família, em colaboração com a agência missionária. Resolver situações de crise, como emergências de saúde, evacuações, ataque físico, etc.
·        Prestação de contas: de acordo prévio, trabalhar com a agência missionária, ter um papel ativo em ajudar a determinar as prioridades e estratégias do ministério.
·        Ajudar os missionários com toda a logística de suas viagens de volta ao seu país natal para descansar, relatar e se preparar para retornar à sua missão.
·        Orar regularmente e fervorosamente pelo missionário e pelas necessidades de sua família.

Das cinco áreas de responsabilidade na missão mundial, quais você está cumprindo? O que você pode fazer nos dias de hoje para começar a assumir responsabilidades na Grande Comissão?


Traduzido por Veredas Missionárias a partir de texto de ObreroFiel.com (via Sociedad Internacional Misionera).

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Mais de 200 maneiras práticas de se envolver com Missões - BAIXE O MANUAL GRATUITO



Neste breve manual estão elencadas algumas (na verdade, muitas!) ideias práticas que lhe ajudarão a, direta ou indiretamente, aproximar-se, envolver-se e finalmente comprometer-se com o esforço missionário da igreja de Cristo, vivendo uma vida cristã a cada dia mais autêntica.
Este texto foi traduzido, acrescido e adaptado por Veredas Missionárias, a partir de texto disponibilizado pela Sociedad Internacional Misionera, que por sua vez foi traduzido, acrescido e adaptado a partir de Six Ways to Reach God’s World: Involvement Ideas.

PARA BAIXAR O MANUAL (8 págs., em PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


Este é um recurso precioso, compartilhe-o com outros irmãos e igrejas!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Frases missionárias do pastor Josemar Bessa


Fique atento. A maior parte das oportunidades que Deus coloca diante de nós não parecem oportunidades, mas obstáculos.

Graça soberana é a única esperança do evangelismo - não o obstáculo.


Faça "fofoca positiva" diariamente. Fale da vida de Cristo para o maior número de pessoas possível.


É trágico segurar uma luz para os outros e ainda andar nas trevas. Falar a verdade não basta, temos que andar nela.


Missão bíblica não é ambição para fazer a diferença, mas a de viver para a glória de Deus!


Se você é um cristão, você nunca estará em um lugar que não seja um campo missionário.


Se nossa evangelização é convidar homens a pedir para Cristo fazer alguma coisa, perdemos totalmente o ponto. O Evangelho é o anúncio do que Ele já fez!


Jamais esvazie a teologia para encher a igreja!


Evangelismo é o culto que não acabou na noite de domingo!


Lembre-se, o Evangelho é para exportação, não apenas para o consumo interno.


Não somos cidadãos do mundo tentando chegar ao céu. Somos cidadãos de céu fazendo a Verdade chegar ao mundo.


Deus usou um erudito (Paulo) e um pescador (Pedro) para mudar o mundo. A missão é para todos os que Deus eficazmente chamou!


É muito melhor testemunhar à tua família enquanto eles estão vivos do que ir ao funeral deles e fingir que eles foram salvos.


Testemunho não é 'olhe para mim.' É 'olhe para Ele.'


Se tua maior alegria for conhecer Cristo, a segunda maior será fazê-lo conhecido.


Você deve estar escondido em Cristo, mas Cristo não deve estar escondido em você.


Enquanto houver alguma "moeda" de Deus perdida aqui, Ele não apagará a vela e encerrará a história.


Não estando pronto para ser criticado e maltratado por sua obediência a Deus, você não está pronto para ser usado por Ele.


Há lugares no mundo que não foram alcançados pelo evangelho... há lugares no seu coração também.


O nível mais alto de egoísmo é conhecer Jesus e não falar dele pra ninguém.


Visite o site do autor: http://www.josemarbessa.com/

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Don Richardson: Zelo paulino pelos povos não-alcançados


É difícil esperar que a igreja manifeste um zelo paulino por todos os povos ainda não-abençoados, se nós mesmos fracassarmos em infundir na igreja as perspectivas históricas que incentivaram o próprio Paulo a esse elevado nível de zelo. Para usar um exemplo correspondente, os físicos que trabalham com as propriedades da energia física nos contam que nenhuma partícula atômica pode ser acelerada até alcançar altas taxas de energia a não ser que: (1) seja uma partícula carregada desde o início; (2) seja envolvida por um campo magnético poderoso; e (3) essa partícula seja movida pelo campo magnético ao longo de um túnel muito comprido, o "acelerador".
Por analogia, primeiro precisamos nos tornar “partículas carregadas” mediante nossa conversão individual a Jesus Cristo. A seguir, é necessário que sejamos envolvidos por um campo magnético circunjacente - o poder do Espírito Santo permeando o Corpo de Cristo. Depois, esse campo magnético deve nos mover ao longo de um túnel bem comprido - o propósito de 4.000 anos de Deus na história - o qual é definido por uma única coisa - a aliança abrâmica. Porém, a importância dessa aliança jamais pode ser enfatizada em excesso. Sentir-se ligado a esse objetivo de 4.000 anos de Deus é tornar-se um indivíduo profundamente “carregado”. Não se pode imaginar um estímulo mais forte do que esse, no sentido de motivá-lo a buscar o cumprimento do plano de Deus para o mundo.
Sugerir que Deus não está mais interessado em cumprir suas duas antigas promessas a Abraão seria supor também que a mente divina mudou - Ele de alguma forma esqueceu que estava ligado por juramento, obrigado a cumprir essas duas promessas anteriormente feitas.
Lembre-se da resposta da Epístola aos Hebreus: “É impossível que Deus minta” (ou esqueça 6.18).
É isto então que quero dizer com a “conexão de 4.000 anos”.
Ver-se como um instrumento no propósito de 4.000 anos de Deus, a fim de conceder bênçãos a todos os povos, é livrar-se imediatamente de todos os sentimentos de insignificância, indecisão e falta de objetivo. Essa imensa perspectiva histórica, mediante o campo magnético espiritual nela infundido, começa na mesma hora a acelerar-nos em direção ao maior destino que qualquer ser finito pode desejar.
Certifique-se primeiro de que você é uma partícula carregada - um crente sincero em Jesus Cristo. Caso contrário, o campo magnético e o acelerador não terão qualquer efeito sobre você. Eles simplesmente o deixarão onde está.
Milhões de cristãos ouviram milhares de pregadores transmitirem inúmeros sermões baseados nos cânticos sublimes do Apocalipse, os quais foram cantados por entes celestiais, a fim de celebrar n grande reunião dos remidos no céu. Você encontrará isso registrado no livro do Apocalipse de João, o último livro da Bíblia. Mas bem poucos desses pregadores ou de seus ouvintes parecem ter compreendido o que João queria realmente nos dizer ao citar, por exemplo, os 24 anciãos entoando um desses cânticos: “Digno és (O Cordeiro do Deus)... porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra" (Ap 5.9-10, grifo acrescentado).
O que João estava realmente nos comunicando quando descreveu sua visão esplendorosa de “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro” (Ap 7.9)?
Do mesmo modo, quando um anjo lhe disse: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10.11), qual o significado que você percebe?
O que vem à sua mente quando, em Apocalipse 11.9, ele declara que “muitos dentre os povos, as tribos, as línguas e as nações” irão contemplar o milagre das duas testemunhas? E quando afirma que a besta (o anticristo) recebeu autoridade temporária para exercer domínio sobre cada tribo, povo, língua e nação (veja Ap 13.7)?
O que se destaca em sua descrição de outro anjo que proclama o "evangelho eterno...a cada nação, e tribo, e língua e povo” (Ap 14.6)?
Certamente, João não está descrevendo apenas a consumação da história, mas o cumprimento final do propósito específico de Deus na história, ou seja, abençoar todos os povos da terra através do Descendente de Abraão - Jesus Cristo! João poderia ter descrito com a mesma facilidade as cenas mencionadas mediante um único substantivo grego para designar a humanidade. Em vez disso, ele explora todo o vocabulário da língua grega, reunindo todos os substantivos disponíveis, a fim de indicar os tipos de subdivisões étnicas da humanidade que foram os alvos originais da “bênção” abrâmica, ordenados por Deus.
Em outras palavras, João está nos dizendo, mediante tais profecias, que Deus irá manter seu antigo propósito até o fim – quando ficará livre da obrigação que impôs sobre si mesmo com aquele juramento feito no passado. Pois essa é a "imutabilidade do seu propósito”!

Don Richardson
Trecho do livro O Fator Melquisedeque (São Paulo: Vida Nova, 1995).


sábado, 5 de maio de 2018

Terminologias Missionárias


A AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileira) reuniu há algum tempo especialistas brasileiros em missiologia para normatizar ou padronizar 12 termos da missiologia em nossa língua. O objetivo é facilitar os estudos, a comunicação e a reflexão missiológica. Você pode ler online ou baixar o arquivo com os termos AQUI.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Jogo da Memória VERSÍCULOS MISSIONÁRIOS - Baixe e imprima!



Olá, amigo de Missões! Elaboramos mais um pequeno recurso para lhe ajudar a aprender, ensinar e promover os valores missionários em sua família, grupo e igreja. Trata-se do jogo da memória Versículos Missionários.
Vamos explicar: Este jogo constitui-se de 32 cartas (que você deverá imprimir, recortar, dobrar e colar). Em DEZESSEIS dessas cartas apresentamos em um de seus versos VERSÍCULOS BÍBLICOS que fazem parte da base bíblica de missões. Nas outras DEZESSEIS cartas temos as REFERÊNCIAS (o livro da Bíblia, capítulo e versículo onde tal passagem se encontra). Isso torna este jogo um pouco diferente dos “jogos da memória” tradicionais: O objetivo aqui não é que a pessoa memorize uma figura ou texto apenas (se fosse assim utilizaríamos duas cartas com o mesmo versículo, para a pessoa encontrar as iguais); o objetivo aqui é que ela ASSOCIE determinada passagem bíblica à sua referência, podendo assim, de forma lúdica, memorizar tanto alguns versículos missionários quanto sua localização na Bíblia.
A forma de jogar é simples: Dispõem-se as cartas numa mesa ou superfície lisa, com os versículos e as referências voltados, claro, para baixo. Cada pessoa, na sua vez de jogar, poderá desvirar duas cartas, uma de "versículo" e outra de "referência"; se acertar versículo e referência, recolhe-as e joga novamente. Se errar, passa a vez para o próximo jogador, sem mover as cartas cuja combinação ela errou da posição original na mesa. Para que a pessoa não corra o risco de desvirar duas cartas de versículo, ou duas de referência, na FACE da carta onde consta o nome do jogo e o logotipo “Veredas”, está assinalado (no canto inferior direto) que carta é aquela: se REFERÊNCIA ou VERSÍCULO.
Apresentamos, junto ao arquivo com as cartas, estas instruções e a listagem com os dezesseis versículos e suas respectivas referências, para que o líder, caso tenha dúvidas, possa conferir se os participantes realmente acertaram.
Uma variação interessante é permitir que os participantes confiram, em suas próprias Bíblias, se a referência que desviraram é a correspondente ao versículo, caso não saibam ou não tenham certeza; assim podem certificar-se de que tal referência é ou não a correta, ao mesmo tempo em que “gasta-se” mais tempo em pesquisa bíblica, o que é sempre proveitoso.
Algumas dicas interessantes para aumentar a durabilidade das cartas: Imprimir em papel cartão, ou qualquer outro de maior gramatura (mais grosso) que o sulfite normal. Pode-se ainda colar as folhas numa cartolina para depois recortar, dobrar e colar.
Este é um jogo simples, que pode ser utilizado por crianças, jovens e adultos, e de baixíssimo custo (a impressão em preto e branco de 10 páginas, já contando com a folha de instruções e versículos). Por isso lhe convidamos a compartilhar este arquivo, e também a imprimir/xerocar quantas cópias puder e distribuir para igrejas, classes de escola dominical e mesmo famílias cristãs.

PARA BAIXAR O ARQUIVO DO JOGO (em PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


sábado, 14 de abril de 2018

Se Não Eu, Quem? Se Não Agora, Quando? Missões na Europa - Livro do missionário Alex Marques para download


O missionário Alex Marques serve junto à sua família como plantadores de igrejas na região sul de Portugal.
Neste livro, Alex apresenta parte de seu testemunho e desenvolve uma oportuna reflexão sobre o chamado missionário e outras questões e urgências da obra missionária. Enfatizando a realidade do continente europeu, o autor conclama por voluntários (indo ou segurando as cordas) para tal campo de grande carência (Portugal, por exemplo, possui apenas 1% de evangélicos). Ao final do livro, o autor apresenta ainda uma rica coletânea de frases edificantes, sobre variados temas cristãos. 
Uma leitura benéfica e prazerosa, neste livro que foi graciosamente disponibilizado pelo autor.

PARA BAIXAR O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

Acesse também o site do autor: https://alexmarques.jimdo.com

domingo, 8 de abril de 2018

Barão Justinian von Weltz, pioneiro promotor, missionário e mártir de missões mundiais



Há poucos que sabem alguma coisa sobre o profundo contributo que o barão Justinian von Welz (ou Weltz) realizou para missões mundiais. Ele nasceu 100 anos antes que suas ideias e propostas pudessem ser apreciadas e aceitas.
Welz, filho da nobreza austríaca, nasceu em 1621 em uma família luterana em um país dominado pelos católicos. Por causa da grave perseguição católica durante a Guerra dos Trinta Anos, sua família migrou para a Alemanha luterana. Seus dias escolares foram gastos na Holanda. Com cerca de 20 anos, ele voltou para sua casa na Alemanha e escreveu vários tratados sobre vários assuntos, os mais antigos sobre reforma política e justiça social.
A partir dos 20 anos de idade até aos 40 anos, ele levou uma vida de perdição, mas, no final desse período, começou a ler a Bíblia e os textos da doutrina ortodoxa luterana, se arrependeu de seus pecados e foi genuinamente convertido. Ele avidamente leu as Escrituras e a história da igreja, particularmente a dos mártires.
Então, aos 40 anos, seus valores e objetivos foram completamente alterados pela experiência da conversão, e ele estava pronto para emergir de um período de isolamento. Ele acreditava e praticava o esteticismo e vivia uma vida de separação do mundo e dedicação àquilo que glorificaria a Deus. Ele chamou seus contemporâneos para o autoexame e a conversão. Com os hábitos caros de comida, vestimentas e entretenimento, ele aconselhou que as pessoas deveriam ter mentalidade séria e viver uma vida separada do mundo como peregrinos e forasteiros. Ele evitou tanto quanto possível a sociedade mundana. Ele ensinou e meditou sobre o que ele chamou de quatro últimas coisas, ou seja:
A certeza de se aproximar da morte;
O último julgamento;
A dor e o sofrimento dos condenados;
A glória e o privilégio dos eleitos.
Ele propôs a formação de uma organização chamada "Jesus Loving Society". Ele pediu que os candidatos para o ministério saíssem e pregassem aos pagãos em vez de se sentarem vagarosamente enquanto esperavam um chamado. A sua visão, mesmo àquela época, era uma visão global, e ele sentia a responsabilidade por uma evangelização global.
Naquele momento particular na Igreja Luterana, a Grande Comissão era ensinada como territorial, não universal, e muitas vezes era realizada por métodos políticos e não espirituais. Pensando que os pagãos já rejeitaram o Evangelho no passado e que os esforços para evangelizar devem ser locais e não globais, alguns teólogos realmente ensinaram que era errado levar o Evangelho aos pagãos.
Welz sentiu que as escolas de formação de missionários deveriam ser instaladas nas universidades e estudantes formados em linguagem, religiões mundiais e outros temas relacionados às missões. Quando isso não foi feito, ele depositou 12.000 thalers alemães de seus próprios recursos pessoais em dois bancos diferentes para esse propósito. Um amigo contribuiu com uma soma de dinheiro semelhante. Ele sentiu que essas escolas de treinamento deveriam fornecer orientação pré-campo. Ele também sentiu que havia uma grande indiferença espiritual e defendia a renovação espiritual em casa e a pregação do Evangelho no exterior. Suas ideias, no entanto, não foram aceitas.
Ele escreveu uma série de tratados (folhetos) que propugnavam suas ideias e repreendiam a fria e indiferente ortodoxia legal da Igreja Luterana. A Jesus Loving Society, que Welz propôs, deveria ser composta por três grupos:
Os promotores - patronos e patrocinadores ricos;
Os diretores e secretários da missão de tempo integral;
Os voluntários missionários - jovens homens solteiros que se voluntariariam por dois ou três anos.
Antes de partir para o campo, eles deveriam estudar geografia, história da igreja e biografias de missionários anteriores, viagens de Paulo, evangelismo e línguas orientais. Uma vez no campo, os voluntários estudam costumes e religiões locais, aprendem a língua vernácula, traduzem porções da Bíblia e enviam relatórios regulares para os apoiadores da casa.
Welz, em sua Jesus Loving Society, revela algumas de suas ideias mais profundas e especialmente seus pensamentos sobre a oração - a única atividade que ele considerou mais essencial e que deve prevalecer sobre todas as outras atividades. Ele também afirmou que os missionários devem se contentar com o que Deus fornece. Ele fez as perguntas: "É certo que os cristãos mantenham o Evangelho para si mesmos, em vez de compartilhá-lo com os outros? É certo para tantos estudantes de teologia sentar-se esperando compromissos adequados ou talvez se tornar professores de escolas em vez de se aventurarem a pregar aos pagãos? É certo para os cristãos gastar tanto dinheiro em divertimentos, caros hábitos de comida e vestuário, e não dar seus pensamentos ou dinheiro para a divulgação do Evangelho?" A ortodoxia morta da igreja de Welz considerou sua proposta impraticável. Na realidade, alguns dos líderes achavam que eram ideias satânicas; e porque a liderança da Igreja Luterana adotou tal posição, suas ideias não foram aceitas.
Malsucedido em outros interesses, Welz finalmente decidiu que ele mesmo deveria ir; e ele convenceu um amigo a ordená-lo como "Apóstolo dos pagãos". Ele renunciou à sua herança e seu título de nobreza e navegou para o Suriname, América do Sul, em 1666. Na primavera de 1668 foi relatado de forma confiável que ele estava morto - um mártir de sua própria causa.
Assim morreu Justin von Welz, solitário e abandonado, um sacrifício para o seu próprio e auto-eleito chamado, um modelo esclarecedor para todos os tempos de coragem fiel e prontidão alegre para dar-se a todos, até a própria vida, por causa de Cristo.
Não há registro existente de seu ministério no Suriname; mas, tanto quanto se sabe, ele não ganhou um único convertido e uma igreja não foi plantada. Alguns relataram que ele foi morto por bestas selvagens, mas o fato mais provável é que ele tenha morrido de malária.
Mais tarde no mesmo século, em 1694, havia na Universidade de Halle uma divisão de treinamento missionário que acompanhava muito os princípios e propostas apresentados por Welz e sua Jesus Loving Society. Em 1732, os moravianos enviaram seus primeiros missionários para o Caribe. Um dos primeiros campos deles foi o Suriname, onde Welz morreu. Alguns historiadores modernos de missões acreditam que Welz influenciou muito William Carey, que estabeleceu uma Sociedade de Missão Batista em 1792.
Então a vida de Welz foi de rejeição. Ele era um homem nascido muito cedo, “à frente de seu tempo”; mas suas ideias foram, dentro de um século, implementadas e continuadas até o presente. Sua Jesus Loving Society soa muito como uma moderna sociedade missionária do século XXI. Welz é uma espécie de figura fundamental na história das missões protestantes. Ele ocupa um lugar simbólico de grande respeito como um precursor de coisas maiores que viriam. O ensino ortodoxo dos teólogos luteranos de sua época foi que o chamado apostólico ao ide havia terminado com a morte dos apóstolos. Para Welz, a Grande Comissão continuou a ter perfeita validade. Ele argumentou que a obrigação missionária era permanente e contínua.
Welz era um homem que, através do estudo da Palavra de Deus, havia captado uma ampla visão do evangelismo mundial em uma época em que tal mentalidade era considerada muito cara e mesmo impraticável. O mundo não estava pronto para o seu ensino. Ele realmente foi condenado como um agente de Satanás por sua defesa sincera de missões mundiais. Ele morreu um mártir por sua própria causa. Ele renunciou à sua nobreza, sua riqueza, sua casa e sua vida para realizar a Grande Comissão. Onde estão aqueles que estão dispostos a ser tão abnegados quanto Justinian von Welz?

Traduzido por Sammis Reachers / Veredas Missionárias, a partir de original em GFA Missions.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Eventos missionários acontecendo pelo Brasil e o mundo

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

Caicó - RN


Rio de Janeiro - RJ
AGORA - Conferência/Treinamento Missionário promovido pela CRU Cruzade. - https://www.agora2018.com/


Manaus -AM



Campo 9 - Paraguai






Impacto missionário em Geminiano - PIhttp://somossolidarius.com.br/avanco



Rio de Janeiro - RJ



Impactos missionários na Bahia e na Bolívia



Impacto missionário em Campo Alegre do Fidalgo - PIhttp://expedicaomissionaria.org/


Diversas ações e datas (a maioria acontecendo em SP)

sábado, 31 de março de 2018

Os benefícios de fazer Missões de curto prazo



Os benefícios de fazer Missões de curto prazo

Benefício 1: O serviço missionário beneficia a própria pessoa que decide ir.
Amplia sua perspectiva mundial no que diz respeito aos problemas e necessidades.
Dá a oportunidade de testar a si mesmo e a sua capacidade de servir e se adaptar.
Ajuda a perceber os benefícios advindos do cuidado das necessidades espirituais e materiais dos outros.

Benefício 2: O serviço missionário beneficia as pessoas que recebem o missionário.
Elas conseguem ver o cuidado e interesse dos missionários.
Obtêm nova perspectiva de seu mundo e do mundo exterior.
Recebem auxílio espiritual e/ou material.

Benefício 3: O serviço missionário beneficia aquele que envia.
Ocorrem experiências de fé prática compartilhadas na igreja local.
Ocorre maior dedicação à missão e à igreja.
Aumenta em grande medida o potencial para a missão futura na igreja local e no exterior.
Há uma nova visão do que a igreja pode e deve fazer.
É formado um corpo de missionários experientes disponíveis para realizar mais serviços de curto prazo ou para serem missionários de tempo integral.

Extraído de Passaporte para a Missão.

sábado, 10 de março de 2018

EVANGELIZAÇÃO: MISSÃO DA IGREJA, NECESSIDADE DO MUNDO


O evangelho é a mensagem do Deus santo a homens pecadores. É a mensagem do céu de luz aos que na terra estão mergulhados em trevas. É a mensagem que alcançou os perdidos, transformou-os e por eles é transmitida ao mundo. A evangelização é uma tarefa gloriosa que aos anjos não foi outorgada. É uma missão que somente à igreja foi confiada. Nenhuma entidade humana pode desempenhá-la. Nenhuma outra mensagem pode substitui-la. Ao mesmo tempo que é tarefa exclusiva da igreja é necessidade absoluta do mundo. A salvação só é possível por meio de Cristo, o conteúdo do evangelho. Diante desses pressupostos, três verdades devem ser aqui enfatizadas:
Em primeiro lugar, a evangelização é uma tarefa imperativa. Há cinco mandamentos expressos para a pregação, o ensino e o testemunho do evangelho dados diretamente por Cristo. Essa ordem é dada em todos os evangelhos e também no livro de Atos. A grande comissão, dada pela autoridade máxima do universo, exige obediência imediata da igreja. Todo o universo ouve a voz de Cristo e obedece-a prontamente. A igreja não pode desafiar o soberano Senhor do universo nem desobedecer o seu mandato. Jesus comissionou seus discípulos a ir por todo o mundo, pregar o evangelho a toda a criatura, fazer discípulos de todas as nações, até aos confins da terra. Nosso papel não é questionar essa ordem nem mudar a mensagem. Cabe-nos obedecer e cumprir nossa missão prontamente, imediatamente e fielmente.
Em segundo lugar, a evangelização é uma tarefa intransferível. A ordem de levar a boa nova do evangelho a toda criatura em todas as nações não foi dada aos anjos, mas à igreja. Nenhuma outra instituição tem essa incumbência; nenhum outra agência humana tem essa competência; somente a igreja recebeu esse desiderato e tem essa autoridade. A igreja é o método de Deus para alcançar o mundo e não há outro. Se nos omitirmos, seremos tidos como culpados. Todo alcançado é um enviado. Todo crente é um missionário. Toda a igreja é uma agência evangelizadora. A igreja só tem duas opções: é um corpo missionário ou um campo missionário; evangeliza ou precisa ser evangelizada. Lamentavelmente, a vasta maioria daqueles que foram chamados pelo evangelho, calam a sua voz e não o proclamam. Acovardam-se e sonegam ao mundo a única mensagem que pode trazer esperança e salvação aos pecadores.
Em terceiro lugar, a evangelização é uma tarefa impostergável. A mensagem do evangelho não pode ser adiada. Hoje é o dia da salvação. Deixar para amanhã pode ser tarde demais. Não há tragédia maior do que o ímpio morrer na sua impiedade. Não há ingratidão mais profunda do que alguém que encontrou o pão da vida sonegar aos famintos essa boa nova. Não há insensibilidade maior do que alguém que foi perdoado e salvo pela graça, calar a sua voz e deixar perecer aqueles que estão indo para a condenação. A evangelização não é apenas a mensagem mais importante, mas também, é a mensagem mais urgente. Pregar o evangelho, portanto, não é uma opção, mas um mandamento. Não é uma responsabilidade para ser transferida para outrem, mas para ser cumprida sem detença por nós. Não é um trabalho que pode ser deixado para depois, mas uma obra a ser realizada hoje. Cristo morreu e comprou com o seu sangue aqueles que procedem de todas as etnias da terra e o nosso papel é ir a eles, enquanto é tempo, anunciando-lhes a salvação pela graça. Oh, que Deus levante a igreja e desperte seus membros, a fim de irmos por toda a parte, contando à nossa cidade, ao nosso Estado, à nossa nação e todas as nações da terra a melhor notícia, a notícia de que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. Que estejamos atentos à verdade insofismável de que a evangelização é missão da igreja e necessidade do mundo.
Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 4 de março de 2018

Afinal, você sabe quem são os povos não alcançados?


“Povos Não-Alcançados” é um termo que começou a ser usado com mais intensidade na Missiologia moderna na última parte do século 20. É uma referência para designar povos, nações ou áreas geográficas do mundo com pouca densidade ou influência cristã e evangélica. Em outras palavras, são áreas do mundo que compreendem povos, idiomas, culturas e tradições, onde o Evangelho ainda não chegou e a Igreja não existe. Estes grupos humanos e etnias são chamados de povos não-alcançados. Portanto, o Natal e a Páscoa não são celebrados porque discípulos não comunicaram o Evangelho entre eles. Clamam pelo envio de missionários biblicamente treinados e devidamente contextualizados, a fim de que a Igreja e a esperança em Cristo se tornem uma realidade no meio deles. Esse é o plano de Cristo conforme Mateus 24.14 e Atos 1.8.

Povos não-alcançados – um desafio

Segundo pesquisas apresentadas por especialistas no Congresso de Lausanne, realizado em 1974, na Suíça, um marco extraordinário do cristianismo mundial, naquela época, eram cerca de 16 mil povos do mundo ainda sem nenhum contato com o Evangelho. A evangelização se intensificou a partir de então e em Lausanne II, em 1989, em Manila, nas Filipinas, o número de povos não-alcançados caiu para 8 mil. Segundo a Missiologia atual, hoje existem pouco mais de 2.200 grupos étnicos sem a presença cristã e cerca de 4 mil povos sem uma evangelização forte para alcançar a sua própria etnia. Estes clamam pela ação missionária do discípulo de Cristo e da Igreja. Jesus mandou fazer discípulos de todas as nações. As etnias são mosaicos da criação de Deus e não uma anomalia do plano de Deus.
Oswald Smith, um grande estudioso de missões, no início do século 20 foi pastor da Igreja dos Povos em Toronto, no Canadá. Sua igreja sustentou mais de 300 missionários no mundo. Ele conta, em um dos seus livros, uma história interessante. Suponha, diz ele, que você tenha convidado muitas pessoas para a sua festa de aniversário. A alegria é intensa entre os presentes.
Chegou a hora de cortar o bolo. Os pedaços do bolo são colocados nas bandejas e os garçons começam a distribuí-los. As pessoas que estão na frente comem o primeiro pedaço e, também, o segundo pedaço. Alguns até três pedaços. Suponha que o bolo acabe. As pessoas do meio e de trás nem sequer experimentaram um pedacinho. Ninguém se preocupou em distribuir para todos primeiramente. Imagine que você é o aniversariante. Estaria contente? É justo? Assim, da mesma forma, há pessoas que ouvem o evangelho uma, duas ou mais vezes. Há outras, porém, que nem sequer ouviram uma só vez. É justo? Existem povos e regiões do mundo assim.
Uma outra expressão muito usada, chamando a atenção da Igreja para maior mobilização em oração e ação missionária, é a Janela 10/40. É uma referência ao mundo budista, hinduísta e islâmico com pouca ou nenhuma presença cristã. São autênticos “cinturões” de resistência. E o desafio muçulmano naquela região é gigantesco. São cerca de 42 países de maioria islâmica localizados no Oriente Médio, Norte da África e Sul da Ásia. Na Europa ocidental existem mais de 15 milhões de muçulmanos e a maioria é não-alcançada. Sim, eles também precisam da graça do Pai!

Povos não-alcançados – uma prioridade

O livro de Romanos pode ser considerado um tratado missionário. É o livro que contém os pressupostos bíblicos e missionários de Paulo. Ele queria deixar o Oriente e levar o Reino de Deus ao Ocidente (Rm 15.23-24). Sua estratégia para concretizar este objetivo envolvia a igreja em Roma. Como era a capital do Império à época, portanto, um lugar estratégico, Roma era o centro do mundo cultural e político. Paulo percebeu que a igreja poderia ser um centro de apoio muito importante para o avanço do Reino no Ocidente. Ele fez uma exposição teológica do plano e missão de Deus a fim de conseguir o envolvimento missionário da igreja. Após essa elaboração, Paulo fala de suas intenções missionárias. Seu ministério no Oriente terminara (15.17-23) e o alvo agora era a Península Ibérica (15.24). Tencionava passar pela igreja em Roma, ter momentos de comunhão e edificação com ela e, também, desafiá-la para o envolvimento na extensão do Reino de Deus. Naquela altura, a Espanha era a região mais recôndita do mundo.
Paulo declara aos crentes de Roma, então, que sua presença não era mais necessária (Rm 15.23). Porém, o pano de fundo dessa afirmação era o objetivo que ele tinha em mente: evangelizar grupos étnicos sem a presença cristã (Rm 15.20-21). Apesar de ainda haver necessidade da pregação do Evangelho para alcançar mais pessoas, de organizar mais igrejas e de preparar mais discípulos em Roma, Paulo prioriza missões em áreas não-alcançadas, isto é, anunciar as Boas-novas onde Cristo não houvera sido anunciado.
Em Romanos 1.16-17 Paulo apresenta a definição do Evangelho, sua natureza e universalidade. A mensagem é para todos: judeus, gregos, bárbaros, sábios e ignorantes, e a salvação é para “todo aquele que crê”. No capítulo 10.14-15, ele é mais enfático quando pergunta: “Como crerão naquele de quem não ouviram falar?”. Em Romanos 3.21-31 afirma que apenas a fé em Cristo pode salvar o homem do pecado. Deus revelou a sua justiça “pela fé em Jesus Cristo para todos os que creem” (3.22). Note-se que a justiça vem de Deus e é para “os que creem”. Entende-se “justiça” aqui não como a natureza de Deus, nem a qualidade moral do ser humano, mas o meio divino para a salvação do homem (3.25).
Já que a consciência, a natureza (gentios) e a lei (judeus) se tornaram impotentes para salvar o homem, o único meio possível no plano divino é pela fé em Cristo. Como o ser humano pode responder sem ouvir? Não há nenhuma possibilidade de salvação sem o Evangelho. O caminho de Deus para a salvação chegou até nós pela revelação e precisa ser anunciada (Rm 10.8-17, 16.25-26).

O que isso tem a ver com você e sua igreja?

O livro de Romanos demonstra como teologia e missão, fé e vida, convicção e missão andavam juntas em Paulo. Por isso, a Espanha precisava ser evangelizada (Rm 16.25-27). O apóstolo tinha uma consciência clara e profunda de história e de seu tempo, acerca da hora e do lugar onde começar, fronteiras a conquistar e filosofia a nortear o ministério. O capítulo 15.19 fala sobre a hora, o lugar e as fronteiras a conquistar. Em Romanos 15.20-21, Paulo testifica da filosofia que norteava o seu ministério e sua vida. Tinha prazos para sair (vs. 23 e 24). As expressões “Passa a Macedônia e ajuda-nos” e “confins da terra” dão-nos várias implicações missionárias para a Igreja no século 21. Quais as áreas não evangelizadas e não alcançadas hoje? O que a sua igreja pode fazer por elas?

O slogan usado por William Carey, o Pai das Missões Modernas, “Espere grandes coisas de Deus; faça grandes coisas para Deus”, ainda é tão relevante e desafiador hoje como foi há 250 anos. Portanto, seja um instrumento para viabilizar o plano do Deus na Janela 10/40, no mundo islâmico etc. Sim, os muçulmanos e os não-alcançados precisam da graça do Pai. O Senhor nos chama para ser Seus instrumentos da criação e redenção em Cristo. Jesus disse: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24.14). Deixar os não-alcançados sem o Evangelho do Reino, como é o caso das tribos indígenas, os sertões do Nordeste brasileiro, o mundo budista, hinduísta e islâmico, é uma agressão ao plano mundial de Deus e uma violência à nossa vocação e missão. Mais de 2000 anos já se passaram. Até quando?

Fonte: Revista do Promotor de Missões (2011). Junta de Missões Mundiais da Igreja Batista Brasileira.


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