Amados, baixem aqui um NT em duas línguas, inglês e português. Nas páginas deste -book, uma coluna do texto vem em inglês e a outra em português, sendo muito interessante para aqueles que querem aprender ou aprimorar-se na língua inglesa.
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sábado, 10 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
O grande exemplo de Oswald Smith

Uma visão capaz de influenciar o mundo
Pr. Jairo de Oliveira
Embora desejasse muito, ele não chegou a se tornar um missionário transcultural. Todas as suas tentativas de se estabelecer no campo missionário foram fracassadas em razão de complicações com a saúde; sem contar o fato de ter sido rejeitado como candidato por uma organização missionária. Nem por isso, desistiu de sua visão de alcançar o mundo com o evangelho. Pelo contrário, já que não tinha condições de ir pessoalmente, resolveu enviar outros em seu lugar. Um de seus lemas era: “Nenhuma visão que não seja o mundo é a visão de Deus”. Seu nome era Oswald Smith, pastor da Igreja do Povo, em Toronto, no Canadá, homem que sustentou centenas de missionários e chegou a enviar mais missionários para o mundo do que qualquer outra igreja de sua época. Suas iniciativas para influenciar o mundo foram tão grandes que milhares de pessoas o chamavam de “Sr. Missões”.
É fantástico quando a visão de Deus alcança o coração de um homem! A visão de Deus é aquela que sonda a necessidade de cada ser humano e produz uma ação prática para responder à humanidade e revelar Sua glória em todos os continentes, países, cidades, povos, aldeias e malocas. João bem descreve que essa perspectiva global da humanidade moveu o coração de Deus a ponto de dar seu Filho unigênito para a salvação de todos os homens, em todos os lugares. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
O projeto divino é global e sempre foi desenvolvido a partir desta perspectiva. Portanto, identificarmo-nos com uma visão global – em semelhança a homens como Oswald Smith – e trabalharmos para influenciar as nações é agir de acordo com os propósitos de Deus. Não se trata de modismo ou influência do movimento moderno de globalização, mas de uma atitude de obediência ao mandamento divino: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8).
Desta forma, podemos afirmar que o desafio para a igreja deste novo milênio é corresponder aos seus desafios locais, mas ao mesmo tempo pensar, visualizar e agir globalmente. Isto é, de maneira simultânea, tanto numa ação local, como num mutirão global.
Seria pedir de mais, requerer que uma igreja local desenvolva uma consciência e uma ação global? Bem, se uma empresa, no mundo de hoje, que não pensa globalmente está condenada à estagnação, o que dizer de uma igreja que não tem uma visão global e não considera sua tarefa globalmente? A igreja foi estabelecida para corresponder aos desafios mundiais e deve ser caracterizada por sua visão do mundo. De outra forma, ela perde sua identidade e nega a sua natureza como agência do Reino de Deus para as nações.
Não há dúvidas de que mais do que em qualquer outro tempo, o mundo clama por homens e mulheres com uma visão de Deus. Este cenário transforma em urgente a tarefa de cada igreja local se identificar com a visão do alto e assumir ações transformadoras, em todas as partes do planeta.
Depois das tsunamis, em dezembro de 2004, veio o terremoto, em maio de 2006. Em junho do mesmo ano, lá estava outra tsunami. Agora, o maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, sofre com a lama quente de um vulcão – em erupção em setembro de 2006 – que amplia o estado de destruição e eleva o número de desabrigados no país. De maneira angustiante e com a esperança de uma vida melhor abalada, o povo clama por socorro ao deus do Alcorão.
E o que dizer daqueles que vivem em condições mais favoráveis, mas clamam por nunca terem sido alcançados pela pregação verbal do evangelho? São, pelo menos, 2,3 bilhões de pessoas que não tiveram ainda a chance de ouvir o evangelho de forma compreensível. Estamos falando de pessoas que vivem em contextos de isolamento geográfico, religioso e social e para serem alcançadas carecem de ajuda externa, como, por exemplo, a intervenção de um missionário.
Em nossa própria nação, de um total de 251 tribos indígenas , cerca de 113 tribos não têm a presença de missionários evangélicos. Há ainda uma enorme quantidade de comunidades em todo o país, inclusive sertanejos e ribeirinhos, que não têm acesso ao evangelho. Segundo dados oferecidos pela Missão Juvep, somente na zona rural nordestina do nosso país, destacam-se mais de 320 municípios com 97% de pessoas que não conhecem o evangelho e mais de 10.000 aglomerados humanos sem nenhum crente. Calcula-se que em todo o sertão cerca de 95% das pessoas nunca foram evangelizadas...
É urgente expandirmos nossa ação e influenciarmos o mundo a partir de uma visão dada por Deus! Vale lembrar aqui que uma igreja que expande seus horizontes e atua globalmente não é aquela que disputa terreno com outras igrejas e faz da sua denominação uma marca registrada em cada país do mundo. Uma igreja que obedece a ordem divina é aquela que anuncia o evangelho e faz discípulos onde Cristo ainda não foi nomeado.
Ainda hoje, mesmo depois de sua morte no ano de 1986, a vida de Oswald Smith se destaca por sua visão global, capaz de influenciar o mundo. Testemunhos de vida como esse, além de empolgantes, servem-nos como amostra do que a visão de Deus pode fazer no coração de alguém apaixonado pela evangelização mundial.
Senhor, contempla a Igreja brasileira e nos dá a Tua visão, capaz de influenciar o mundo!
Nota: 1) O número de tribos indígenas brasileiras tem variado ao longo dos anos. Dessa forma, os números apresentados no texto estão de acordo com dados mais recentes divulgados pela FUNAI.
ALGUMAS FRASES DE OSWALD SMITH
"A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo".
"Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma vez?"
"Se Deus quer a evangelização do mundo, mas te recusas a sustentar missões, então te opões à vontade de Deus".
"Você deve ir ou enviar um substituto".
"Você não pode levá-lo (o dinheiro) com você mas pode mandá-lo adiante (ao céu) mediante missões".
"Por que tão poucos ouvem o Evangelho tantas vezes e tantos nunca o ouviram nem uma vez?"
"O maior obstáculo para missões são os pastores".
REVISTA ELETRÔNICA - Missão em Foco

Amados, reunimos nesta revista eletrônica diversos artigos, estudos, testemunhos e entrevistas sobre a obra missionária, publicados na internet por pastores, missionários, pesquisadores e agências missionárias diversas. São mais de 200 páginas de texto, em pdf. Confira ainda, no final da revista, uma grande lista de links missionários, com os endereços eletrônicos de diversas missões, agências, missionários e obras relacionadas, no Brasil e no exterior.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
DICA - Material abençoado para sua igreja ou missão
O blog SundayGraphx oferece, gratuitamente, dezenas de modelos ilustrados para capas de boletins de Igreja, datas especiais, fundos de tela,e muito mais. Materiais disponíveis em Português, Inglês e Espanhol. Vale a pena você visitar!
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Encontro nacional da AMME Evangelizar de 22 a 25 de Novembro em Águas de Lindóia - SP

O Encontro Nacional da AMME Evangelizar é um evento que reúne coordenadores, pastores e interessados em evangelização para discutir sobre assuntos urgentes na ação transformadora da Igreja Evangélica no Brasil e no mundo. Em novembro de 2007, trataremos da Santificação como fundamento para uma ação evangelizadora eficaz.
Esperamos você nessa data! Seu esforço em participar resultará em bênçãos para sua vida e ministério.
Para mais informações, Clique Aqui.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Dificuldades para cumprirmos nossa missão
Você já deve ter ouvido dizer que o Brasil em décadas anteriores foi um berço, mas que hoje é um celeiro missionário. Você sabe pra quê serve os celeiros ? O Dicionário Alpheu Tersariol define pra nós : “Casa em que se ajuntam e guardam cereais”. Creio que os missionários estão, de fato, sendo enviados, mas em grande quantidade para o interior do país, onde realmente Deus tem feito maravilhas. Por outro lado estamos nos acomodando em cuidar de nós mesmos. Esta foi uma situação comum na história de Israel e, talvez, mais evidente no N.T. entre os primeiros cristãos em Jerusalém.
Há aqueles que acreditam que ainda temos dificuldades para enviar missionários ao interior do Brasil onde há carência de igrejas fortes, imaginem então a dificuldade que existe para os desafios transculturais.
Gostaria de levá-lo (a) a refletir comigo sobre algumas dificuldades que enfrentamos como Igreja Brasileira para, sem deixarmos a atenção da responsabilidade local, sustentarmos atividades evangelísticas entre outras nações na mesma medida e na mesma força com que fazemos em nossa volta, principalmente através do importante e resultante trabalho de células que temos feito.
1. Problema Histórico
Após uma forte perseguição na França em 1555, um grupo de franceses cristãos veio para o Brasil, mas como os jesuítas (missionários da Igreja Católica), exerciam influência decisiva aqui, conseguiram expulsar o grupo de missionários da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. 69 anos depois vieram os holandeses, cristãos, irmãos nossos, cheios de fé, conquistaram a Bahia, Pernambuco e parte da costa brasileira, mas como o Governo Holandês não viu importância na América do Sul, abandonaram seus missionários e com a pressão da Igreja Católica, também foram expulsos do Brasil. Este mesmo grupo foi para os EUA e fundou a cidade de Nova York. Em 1855, 300 anos depois do primeiro grupo, um missionário chamado Dr. Robert Kalley chegou ao Rio de Janeiro dos EUA e estabeleceu ali uma base. Foi perseguido, mas protegido pela legislação do Império sobreviveu e abriu portas para outras denominações e missões que começaram a chegar no Brasil. O trabalho do Dr. Kalley cresceu e alcançou, além do Brasil, a Argentina e Peru. Após sua morte sua esposa abriu uma Missão chamada União Evangélica Sul Americana. Missionários desta missão foram pioneiros inclusive, em Goiás, meu querido Estado.
A Igreja se estabeleceu pelo trabalho missionário, os líderes desta Igreja foram formados pelo exercício evangelístico, o famoso “corpo-a-corpo”, mas do que acadêmico.
A Igreja Brasileira tem aproximadamente 140 anos. Seus fundadores foram missionários de outros países que vieram e em meio às perseguições, riscos e mortes, plantaram igrejas fortes que promoveram o nascimento de outras. Apesar desta história, no Brasil, o tema “missões”, especialmente no contexto da responsabilidade transcultural a exemplo de seus fundadores, nasceu em aproximadamente 30 a 40 anos. Foram, talvez, mais de cem anos em que a Igreja Brasileira, em todo seu ser, esteve voltada para suas necessidades internas e nacionais.
A cosmovisão da Igreja foi construída durante um século para afirmar que sua localização nacionalista e geográfica tem mais urgência que qualquer outra nação, deste pensamento surgiu a má interpretação de Atos 1:8 que diz : “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, e somente quando Jerusalém for totalmente alcançada, deverão ir a toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”, quando na verdade diz : “Sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”. Muitos preferem ignorar “tanto ... como”.
A falha não foi dos fundadores da Igreja Brasileira, mas dos seus sucessores que não compreenderam as razões teológicas da vontade de Deus que trouxeram missionários ao Brasil. Hoje, há uma persistência consciente de que enquanto houver perdidos no Brasil, a prioridade é o Brasil, algo que Jesus não nos ensinou. Talvez você entenda porque tantos missionários brasileiros sofrem tanto para saírem em cumprimento da ordem estabelecida em At. 1:8. Por não cumprirmos ainda como deveríamos missões, estamos afirmando, talvez de forma inconsciente, com nossos próprios lábios que “o Brasil é um celeiro missionário”, um país que retém seus missionários guardados. As igrejas estão cheias deles.
2. Problema Cultural
O etnocentrismo é mais que um conceito missiológico e antropológico. Etnocentrismo coloca-nos no centro das prioridades, interesses e urgências e por isto é uma forte barreira para sermos recebidos por outras culturas na tarefa da evangelização mundial.
Crescemos aprendendo uma língua, relacionando com pessoas e por elas aprendendo os limites da comunicação direta e indireta, aprendemos as bases de confiança e respeito mútuo, nossa personalidade foi constituída com base na educação patriarcal e dificuldades próprias dentro das acomodações que nos deram e dão condições de superá-las, patrimônios materiais de pequenos e grandes valores adquiridos pelas oportunidades do país, nosso organismo se adaptou a um sistema alimentar e climático capaz de certa imunidade, além da liberdade constitucional e a definição dos significados para certo e errado. Estas e outras razões são suficientes para super valorizarmos nossa cultura, entendendo que nenhuma outra oferecerá o que necessitamos para sentir-nos seguros e acomodados. Estas são verdades culturais existentes em qualquer cultura, mas é um problema porque não falamos outras línguas e a comida não é a mesma que estamos acostumados a aceitar, como um exemplo. Entrar em outra nação é entrar num campo desconhecido que esconde surpresas. É um problema também porque entendemos que nossa cultura é melhor em todos os sentidos, e, portanto, nos acomodamos nela. Enquanto super valorizamos nossa cultura de vida menosprezamos as demais. Por mais que tenhamos motivos para amar nossa cultura, não podemos classificá-la como a melhor, apenas como diferente dentro de uma visão abrangente.
Temos muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão, também, por enfrentarmos problemas culturais, problemas estes que atingem nossa base de fé e doutrina. A exemplo disto, somos freqüentemente frustrados pela tentativa de convencer autóctones a crer como cremos, ao invés de crer em que cremos. Pra nossa cultura, o conceito, por exemplo, aplicado ao que significa imoral, para outra não há nada de imoral e sofremos porque nos recusamos a ver culturalmente os valores, respeitando padrões éticos locais dentro da cosmovisão do povo a ser alcançado.
3. Problema da Auto-Estima
É provável que se entenda que este deveria estar relacionado ao tema do problema cultural, mas foi uma tentativa de destacá-lo. O problema da auto-estima é um problema que envolve todo o conjunto de temas que estão sendo tratados.
Países que foram colonizados preservam o estigma de que são inferiores como nações em vários sentidos, como por exemplo : senso de incapacidade ao desenvolvimento, falta de criatividade para executar projetos próprios e de forma autônoma, sentimentos fatalistas e a famosa dependência comercial e econômica.
Esta é uma questão histórica e cultural que vem transcorrendo épocas e alcançado nossos dias, nossas vidas e como vivemos. Transferimos para os relacionamentos quando nos deprimimos ao ver o sucesso dos outros, transferimos para a nossa criatividade quando copiamos o que os outros fazem, escrevem e falam, transferimos para o ministério quando apenas damos continuidade ao que o outro plantou, transferimos para a responsabilidade missionária quando só queremos investir em missionários que estão ou irão para fora do Brasil e de forma preconceituosa ignoramos e perseguimos com regras duras aqueles são vocacionados para o interior do país, transferimos para os vencedores quando passamos uma vida inteira somente os aplaudindo, transferimos para os estudos quando somos reprovados e nos conformamos, transferimos para as profissões quando não alcançamos êxito e aceitação e desistimos ... transferimos para Deus quando Ele nos chama e dizemos ser incapazes através de uma conduta omissa e silenciosa, sem uma resposta verbalizada e visivelmente prática.
Já testemunhei inúmeros estrangeiros chegarem ao Brasil e serem recebidos como celebridades como se nós sem eles não fôssemos nós. Já cansei de ver igrejas investindo muito dinheiro na vinda de estrangeiros para ministrarem quando poderiam usar brasileiros que, em comunhão com Deus, seriam mais profundos e sábios em suas ministrações, mas porque o estrangeiro tem um sotaque diferente valorizamos mais para dar um toque de internacionalidade aos nossos eventos.
O “de fora” tem mais importância pra nós, talvez por isto somos tão desunidos, não nos apoiamos uns aos outros, apesar de estarmos indo a direção do mesmo objetivo.
Há um tempo atrás, apoiando um almoço cujo objetivo era captar recursos que seriam investidos em um missionário na África descobri que a igreja tinha um missionário que estava em pleno esforço para conseguir apoio financeiro e cumprir sua vocação indo à África e lá desenvolver seu ministério. Procurei então a pessoa responsável pelo almoço e incentivei-a a investir o dinheiro arrecadado no missionário da igreja que após treinamento estava em fase de levantamento de sustento e precisando de apoio. A resposta foi decepcionante. Disse-me que o propósito era de somente enviar para quem estava na África e não para quem não estava. Perguntei novamente se sabiam a quem destinariam então. A resposta foi ainda mais decepcionante que a primeira, não sabiam.
Quando nossos missionários estão fora do Brasil alguns, recebem apoio financeiro, mas quando voltam, a maioria perde o apoio por estar no Brasil, próximo a amigos e famílias, mesmo que seja por férias, tratamento médico ou reciclagem. Só sentimos que devemos apoiá-los financeiramente e moralmente quando estão em outra nação, como se no Brasil eles não representassem nenhum valor além do que são capazes de realizar.
Necessitamos reconhecer que em Deus somos fortes e capazes de provocar grandes diferenças por iniciativas centralizadas no Seu propósito como verdadeiros agentes e emissários de Sua santa Palavra, seja indo ou apoiando responsavelmente aqueles que estão na “linha de frente da batalha” contra os governos de Satanás neste mundo.
4. Problema Espiritual
Quando nos posicionamos para fazer missões, nos posicionamos contra as forças espirituais que atuam neste século para tentar impedir o crescimento do Reino de Deus. Não há outro caminho, ou avançamos para fazer recuar o reino de Satanás, ou recuamos e o seu reino vence.
Minha análise desta batalha espiritual não se detém somente na realidade espiritual, mas nos meios através dos quais esta se evidencia no mundo natural. Partindo deste ponto de vista e analisando as influências desta batalha da Igreja contra o reino de Satanás no mundo, “recuamos” ou “avançamos” de acordo com o nível de obediência à vocação de Cristo.
Creio que temos perdido grandes oportunidades. Creio que precisamos dar passos importantes em direção a um avivamento começando a ser sinceros conosco, na verdade, muitos não crêem que missões é o plano de Deus para o mundo, só que confessar isto é duro demais, então dizemos que missões é o plano de Deus mas não estimulamos as pessoas a crerem a ponto de se envolverem. A maior prova desta falta de fé é o que fazemos com as finanças. Segundo o sistema capitalista, ninguém investe onde não se pode receber lucros. Nossas vidas sofrem esta influência diariamente e a situação fica ainda mais grave quando transferimos para a Igreja. Se há uma necessidade material local e a igreja não tem reservas no caixa, fazemos de tudo, são campanhas, ofertas especiais, cantinas, desafios recheados de versículos, etc., mas quando se apresenta um missionário com necessidade de ser enviado para o campo sob nossos cuidados financeiros, a situação muda completamente e o que os missionários ouvem são argumentos comuns à maioria : “Estamos com salários atrasados”, “temos muitas contas à pagar e não temos tido reservas”, “nossa arrecadação caiu”, etc. Se é para investir numa quadra de esportes, reformas luxuosas ou na construção de um acampamento, somos capazes de fazer de tudo, menos em favor de projetos missionários porque nos falta fé, esperança para os povos.
Uma quadra de esportes, reforma no templo, um acampamento, etc., são necessários para qualquer igreja, o problema é que muitas vezes usamos isto como desculpas para nos ausentar da responsabilidade financeira e prioritária que temos com a obra missionária. Os relatórios financeiros das igrejas podem denunciar a ordem de prioridades exercidas.
O coração de Deus anseia por nós. O Seu amor é indescritível à compreensão do homem. Somos incapazes de compreender Seu sentimento. O pecado nos tornou inimigos da Sua natureza, fizemos e fazemos o que Ele repudia. Grande foi nosso pecado, miseráveis somos, indignos de estar na santa presença de Deus, desconhecidos éramos de natureza, mas Ele nos aceitou, nos amou, nos perdoou, de graça nos concedeu através do Seu Filho a salvação eterna, encheu nossos corações do sentimento de paz, milagrosamente restaurou uma comunhão que estava definitivamente perdida, curou nossas chagas e demonstrou o que Ele faz por aqueles que o aceitam. Tudo o que Deus fez por nós, Ele quer fazer com outros, seja do Brasil ou entre outras nações. O problema é que muitos, e infelizmente a maioria pessoas de influência na Igreja, não crêem nisto e pensam que as nações merecem ir inteiras para o inferno por não crerem em Jesus. Outros pensam que Deus reservou salvação aos escolhidos, então “cruzam os braços” e esperam que Ele faça todo o trabalho, porque todo esforço humano será inútil para mudar a história na presciência de Deus. Não fazemos missões ainda como deveríamos por enfrentarmos problemas com nossa fé também.
Pense comigo : segundo o manual Intercessão Mundial, Edição Século XXI (2003) diz que em toda América do Sul no ano 2000 havia 36.900.030 evangélicos para 10.192 missionários dela enviados ao seu interior e nações fora dela. Isto significa que havia nada mais e nada menos que 3.611.297 de cristãos evangélicos para cuidar de cada missionário. Ainda sim é tão popular missionários representarem a dificuldade de fazerem o que é de responsabilidade de todos. Apesar de fazermos muita coisa, não conseguimos realizar o óbvio, o básico, o que justifica nossa permanência no mundo após nossa salvação que é sermos luz para as nações. Nos falta fé para crer que há salvação para outras nações e que vale a pena todo esforço e investimento porque nada se compara ao valor de uma vida salva.
5. Problema Moral
O empreendimento missionário só é possível por aquele que vai e por aquele que envia. A falta de um dos lados certamente compromete, ou aquele que foi, ou aquele que enviou.
Muitas vezes os missionários sentem falta de igrejas visionárias que poderiam investir em suas vidas, é comum encontrar missionários que já tenham enfrentado desentendimentos com suas igrejas porque não foram fiéis no compromisso de sustentá-los, mas é importante refletir também porque estas igrejas são tão falhas. Creio que a falta de temor a Deus é um grande fator, mas uma pequena parte de missionários também não são honestos com as igrejas que os apóiam, o que causa indiferença contra muitos. Nenhuma igreja vai querer investir em quem despreza valores tão importantes como o vínculo com quem o enviou (não me refiro a vínculos denominacionais).
Tenho bom relacionamento com vários pastores, durante onze anos no ministério de missões tenho ouvido dos pastores testemunhos tristes sobre a conduta de alguns missionários justificando suas antipatias, não contra o propósito missionário, mas contra uma pequena minoria que pelo mal testemunho tem provocado sérios prejuízos àqueles que de fato são vocacionados e merecem apoio. Todos nós devemos nos unir e combater esta minoria, discernindo-os sabiamente pelos frutos e testemunho que outros dão por onde ele passou. Já vivi, já vi e já ouvi vários testemunhos queixosos contra o desprezo que muitas igrejas têm à tarefa missionária, tanto quanto aos missionários, mas neste tempo, a quantidade de missionários que já testemunhei mentir através de seus relatórios para sustentar a impressão de que estão trabalhando muito quando na verdade estão “escondidos”, sendo inconstantes, indo de um lado para o outro para evitar que as pessoas se aproximem e percebam o descompromisso com o que se propôs a fazer, só escrever e só ligar para sua igreja em busca de dinheiro e a séria falta de comunicação constante por informativos e relatórios, de fato são evidências que muitos apresentam às igrejas como se elas não percebessem.
Jesus disse que a seara é grande e poucos são aqueles que trabalham nela. Depois Ele orientou que rogássemos ao Senhor da seara para que enviasse trabalhadores à Sua seara. Estes trabalhadores não podem decidir por si mesmos irem ao campo, somente Deus podem enviá-los, porque, sabendo das carências no mundo, quando Ele envia, envia pessoas da qualidade certa. O problema é que muitos ignoram o chamamento de Deus e se envolvem por conta própria na obra missionária sem avaliarem os prejuízos que este sem a bênção de Deus através da Igreja causará ao trabalho e à vida das pessoas. Missões infelizmente é como uma guarida para alguns, um lugar onde se pode esconder das responsabilidades na vida por medo de enfrentá-las; se envolvem na tarefa missionária porque não conseguem resolver suas dificuldades familiares, conseguir um emprego, oportunidade em uma Faculdade, etc.. Pessoas que agem assim estão em toda parte, em missões também. A falta da vocação de Deus, testemunho aprovado, vínculo forte com uma igreja (mais do que com qualquer organização missionária) e supervisão rigorosa das atividades missionárias no campo, são responsáveis por tantos problemas de caráter, improdutividade ministerial e péssimo exemplo para aqueles irmãos voluntários e igrejas que hoje poderiam estar seriamente comprometidas em apoiar missionários moralmente, espiritualmente, logisticamente, financeiramente e ministerialmente. Existe, de fato, pouquíssimo investimento destas áreas na obra missionária geral como na vida pessoal e familiar dos missionários, mas a falha também parte de alguns que não são sérios e honestos com as igrejas.
Temos ainda muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão neste mundo. Escrevi este artigo cansado de viver, ver e ouvir os mesmos problemas sem falar nada, e com dor em meu coração por ver tanta oportunidade dada por Deus se perdendo freqüentemente, mas por outro lado tenho fé e esperança no dia da vinda do Senhor Jesus. Milhares e milhares de pessoas irão se prostrar diante d’Ele confessando-o ser o Filho de Deus, gente como nós, de toda parte, de todas as etnias, falantes de línguas que nem imaginávamos existir, juntos, tendo a mesma visão da glória de Deus sobre Seu Filho, porque eu e você investimos na tarefa de pregar o Evangelho para a salvação de todos eles.
Quando medito na vinda de Jesus, sinto-me ainda mais desafiado na obra missionária, a maior e mais valiosa riqueza que poderemos receber será olhar nos olhos do Redentor e ver neles a alegria de ser glorificado por outros que um dia pudemos alcançar.
Apesar dos problemas, o que importa é a responsabilidade pessoal, se você pensa assim, certamente está no caminho certo.
Deus te abençoe !
Miss. Ericson Martins
Fonte: www.efatah.com
Há aqueles que acreditam que ainda temos dificuldades para enviar missionários ao interior do Brasil onde há carência de igrejas fortes, imaginem então a dificuldade que existe para os desafios transculturais.
Gostaria de levá-lo (a) a refletir comigo sobre algumas dificuldades que enfrentamos como Igreja Brasileira para, sem deixarmos a atenção da responsabilidade local, sustentarmos atividades evangelísticas entre outras nações na mesma medida e na mesma força com que fazemos em nossa volta, principalmente através do importante e resultante trabalho de células que temos feito.
1. Problema Histórico
Após uma forte perseguição na França em 1555, um grupo de franceses cristãos veio para o Brasil, mas como os jesuítas (missionários da Igreja Católica), exerciam influência decisiva aqui, conseguiram expulsar o grupo de missionários da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. 69 anos depois vieram os holandeses, cristãos, irmãos nossos, cheios de fé, conquistaram a Bahia, Pernambuco e parte da costa brasileira, mas como o Governo Holandês não viu importância na América do Sul, abandonaram seus missionários e com a pressão da Igreja Católica, também foram expulsos do Brasil. Este mesmo grupo foi para os EUA e fundou a cidade de Nova York. Em 1855, 300 anos depois do primeiro grupo, um missionário chamado Dr. Robert Kalley chegou ao Rio de Janeiro dos EUA e estabeleceu ali uma base. Foi perseguido, mas protegido pela legislação do Império sobreviveu e abriu portas para outras denominações e missões que começaram a chegar no Brasil. O trabalho do Dr. Kalley cresceu e alcançou, além do Brasil, a Argentina e Peru. Após sua morte sua esposa abriu uma Missão chamada União Evangélica Sul Americana. Missionários desta missão foram pioneiros inclusive, em Goiás, meu querido Estado.
A Igreja se estabeleceu pelo trabalho missionário, os líderes desta Igreja foram formados pelo exercício evangelístico, o famoso “corpo-a-corpo”, mas do que acadêmico.
A Igreja Brasileira tem aproximadamente 140 anos. Seus fundadores foram missionários de outros países que vieram e em meio às perseguições, riscos e mortes, plantaram igrejas fortes que promoveram o nascimento de outras. Apesar desta história, no Brasil, o tema “missões”, especialmente no contexto da responsabilidade transcultural a exemplo de seus fundadores, nasceu em aproximadamente 30 a 40 anos. Foram, talvez, mais de cem anos em que a Igreja Brasileira, em todo seu ser, esteve voltada para suas necessidades internas e nacionais.
A cosmovisão da Igreja foi construída durante um século para afirmar que sua localização nacionalista e geográfica tem mais urgência que qualquer outra nação, deste pensamento surgiu a má interpretação de Atos 1:8 que diz : “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, e somente quando Jerusalém for totalmente alcançada, deverão ir a toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”, quando na verdade diz : “Sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”. Muitos preferem ignorar “tanto ... como”.
A falha não foi dos fundadores da Igreja Brasileira, mas dos seus sucessores que não compreenderam as razões teológicas da vontade de Deus que trouxeram missionários ao Brasil. Hoje, há uma persistência consciente de que enquanto houver perdidos no Brasil, a prioridade é o Brasil, algo que Jesus não nos ensinou. Talvez você entenda porque tantos missionários brasileiros sofrem tanto para saírem em cumprimento da ordem estabelecida em At. 1:8. Por não cumprirmos ainda como deveríamos missões, estamos afirmando, talvez de forma inconsciente, com nossos próprios lábios que “o Brasil é um celeiro missionário”, um país que retém seus missionários guardados. As igrejas estão cheias deles.
2. Problema Cultural
O etnocentrismo é mais que um conceito missiológico e antropológico. Etnocentrismo coloca-nos no centro das prioridades, interesses e urgências e por isto é uma forte barreira para sermos recebidos por outras culturas na tarefa da evangelização mundial.
Crescemos aprendendo uma língua, relacionando com pessoas e por elas aprendendo os limites da comunicação direta e indireta, aprendemos as bases de confiança e respeito mútuo, nossa personalidade foi constituída com base na educação patriarcal e dificuldades próprias dentro das acomodações que nos deram e dão condições de superá-las, patrimônios materiais de pequenos e grandes valores adquiridos pelas oportunidades do país, nosso organismo se adaptou a um sistema alimentar e climático capaz de certa imunidade, além da liberdade constitucional e a definição dos significados para certo e errado. Estas e outras razões são suficientes para super valorizarmos nossa cultura, entendendo que nenhuma outra oferecerá o que necessitamos para sentir-nos seguros e acomodados. Estas são verdades culturais existentes em qualquer cultura, mas é um problema porque não falamos outras línguas e a comida não é a mesma que estamos acostumados a aceitar, como um exemplo. Entrar em outra nação é entrar num campo desconhecido que esconde surpresas. É um problema também porque entendemos que nossa cultura é melhor em todos os sentidos, e, portanto, nos acomodamos nela. Enquanto super valorizamos nossa cultura de vida menosprezamos as demais. Por mais que tenhamos motivos para amar nossa cultura, não podemos classificá-la como a melhor, apenas como diferente dentro de uma visão abrangente.
Temos muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão, também, por enfrentarmos problemas culturais, problemas estes que atingem nossa base de fé e doutrina. A exemplo disto, somos freqüentemente frustrados pela tentativa de convencer autóctones a crer como cremos, ao invés de crer em que cremos. Pra nossa cultura, o conceito, por exemplo, aplicado ao que significa imoral, para outra não há nada de imoral e sofremos porque nos recusamos a ver culturalmente os valores, respeitando padrões éticos locais dentro da cosmovisão do povo a ser alcançado.
3. Problema da Auto-Estima
É provável que se entenda que este deveria estar relacionado ao tema do problema cultural, mas foi uma tentativa de destacá-lo. O problema da auto-estima é um problema que envolve todo o conjunto de temas que estão sendo tratados.
Países que foram colonizados preservam o estigma de que são inferiores como nações em vários sentidos, como por exemplo : senso de incapacidade ao desenvolvimento, falta de criatividade para executar projetos próprios e de forma autônoma, sentimentos fatalistas e a famosa dependência comercial e econômica.
Esta é uma questão histórica e cultural que vem transcorrendo épocas e alcançado nossos dias, nossas vidas e como vivemos. Transferimos para os relacionamentos quando nos deprimimos ao ver o sucesso dos outros, transferimos para a nossa criatividade quando copiamos o que os outros fazem, escrevem e falam, transferimos para o ministério quando apenas damos continuidade ao que o outro plantou, transferimos para a responsabilidade missionária quando só queremos investir em missionários que estão ou irão para fora do Brasil e de forma preconceituosa ignoramos e perseguimos com regras duras aqueles são vocacionados para o interior do país, transferimos para os vencedores quando passamos uma vida inteira somente os aplaudindo, transferimos para os estudos quando somos reprovados e nos conformamos, transferimos para as profissões quando não alcançamos êxito e aceitação e desistimos ... transferimos para Deus quando Ele nos chama e dizemos ser incapazes através de uma conduta omissa e silenciosa, sem uma resposta verbalizada e visivelmente prática.
Já testemunhei inúmeros estrangeiros chegarem ao Brasil e serem recebidos como celebridades como se nós sem eles não fôssemos nós. Já cansei de ver igrejas investindo muito dinheiro na vinda de estrangeiros para ministrarem quando poderiam usar brasileiros que, em comunhão com Deus, seriam mais profundos e sábios em suas ministrações, mas porque o estrangeiro tem um sotaque diferente valorizamos mais para dar um toque de internacionalidade aos nossos eventos.
O “de fora” tem mais importância pra nós, talvez por isto somos tão desunidos, não nos apoiamos uns aos outros, apesar de estarmos indo a direção do mesmo objetivo.
Há um tempo atrás, apoiando um almoço cujo objetivo era captar recursos que seriam investidos em um missionário na África descobri que a igreja tinha um missionário que estava em pleno esforço para conseguir apoio financeiro e cumprir sua vocação indo à África e lá desenvolver seu ministério. Procurei então a pessoa responsável pelo almoço e incentivei-a a investir o dinheiro arrecadado no missionário da igreja que após treinamento estava em fase de levantamento de sustento e precisando de apoio. A resposta foi decepcionante. Disse-me que o propósito era de somente enviar para quem estava na África e não para quem não estava. Perguntei novamente se sabiam a quem destinariam então. A resposta foi ainda mais decepcionante que a primeira, não sabiam.
Quando nossos missionários estão fora do Brasil alguns, recebem apoio financeiro, mas quando voltam, a maioria perde o apoio por estar no Brasil, próximo a amigos e famílias, mesmo que seja por férias, tratamento médico ou reciclagem. Só sentimos que devemos apoiá-los financeiramente e moralmente quando estão em outra nação, como se no Brasil eles não representassem nenhum valor além do que são capazes de realizar.
Necessitamos reconhecer que em Deus somos fortes e capazes de provocar grandes diferenças por iniciativas centralizadas no Seu propósito como verdadeiros agentes e emissários de Sua santa Palavra, seja indo ou apoiando responsavelmente aqueles que estão na “linha de frente da batalha” contra os governos de Satanás neste mundo.
4. Problema Espiritual
Quando nos posicionamos para fazer missões, nos posicionamos contra as forças espirituais que atuam neste século para tentar impedir o crescimento do Reino de Deus. Não há outro caminho, ou avançamos para fazer recuar o reino de Satanás, ou recuamos e o seu reino vence.
Minha análise desta batalha espiritual não se detém somente na realidade espiritual, mas nos meios através dos quais esta se evidencia no mundo natural. Partindo deste ponto de vista e analisando as influências desta batalha da Igreja contra o reino de Satanás no mundo, “recuamos” ou “avançamos” de acordo com o nível de obediência à vocação de Cristo.
Creio que temos perdido grandes oportunidades. Creio que precisamos dar passos importantes em direção a um avivamento começando a ser sinceros conosco, na verdade, muitos não crêem que missões é o plano de Deus para o mundo, só que confessar isto é duro demais, então dizemos que missões é o plano de Deus mas não estimulamos as pessoas a crerem a ponto de se envolverem. A maior prova desta falta de fé é o que fazemos com as finanças. Segundo o sistema capitalista, ninguém investe onde não se pode receber lucros. Nossas vidas sofrem esta influência diariamente e a situação fica ainda mais grave quando transferimos para a Igreja. Se há uma necessidade material local e a igreja não tem reservas no caixa, fazemos de tudo, são campanhas, ofertas especiais, cantinas, desafios recheados de versículos, etc., mas quando se apresenta um missionário com necessidade de ser enviado para o campo sob nossos cuidados financeiros, a situação muda completamente e o que os missionários ouvem são argumentos comuns à maioria : “Estamos com salários atrasados”, “temos muitas contas à pagar e não temos tido reservas”, “nossa arrecadação caiu”, etc. Se é para investir numa quadra de esportes, reformas luxuosas ou na construção de um acampamento, somos capazes de fazer de tudo, menos em favor de projetos missionários porque nos falta fé, esperança para os povos.
Uma quadra de esportes, reforma no templo, um acampamento, etc., são necessários para qualquer igreja, o problema é que muitas vezes usamos isto como desculpas para nos ausentar da responsabilidade financeira e prioritária que temos com a obra missionária. Os relatórios financeiros das igrejas podem denunciar a ordem de prioridades exercidas.
O coração de Deus anseia por nós. O Seu amor é indescritível à compreensão do homem. Somos incapazes de compreender Seu sentimento. O pecado nos tornou inimigos da Sua natureza, fizemos e fazemos o que Ele repudia. Grande foi nosso pecado, miseráveis somos, indignos de estar na santa presença de Deus, desconhecidos éramos de natureza, mas Ele nos aceitou, nos amou, nos perdoou, de graça nos concedeu através do Seu Filho a salvação eterna, encheu nossos corações do sentimento de paz, milagrosamente restaurou uma comunhão que estava definitivamente perdida, curou nossas chagas e demonstrou o que Ele faz por aqueles que o aceitam. Tudo o que Deus fez por nós, Ele quer fazer com outros, seja do Brasil ou entre outras nações. O problema é que muitos, e infelizmente a maioria pessoas de influência na Igreja, não crêem nisto e pensam que as nações merecem ir inteiras para o inferno por não crerem em Jesus. Outros pensam que Deus reservou salvação aos escolhidos, então “cruzam os braços” e esperam que Ele faça todo o trabalho, porque todo esforço humano será inútil para mudar a história na presciência de Deus. Não fazemos missões ainda como deveríamos por enfrentarmos problemas com nossa fé também.
Pense comigo : segundo o manual Intercessão Mundial, Edição Século XXI (2003) diz que em toda América do Sul no ano 2000 havia 36.900.030 evangélicos para 10.192 missionários dela enviados ao seu interior e nações fora dela. Isto significa que havia nada mais e nada menos que 3.611.297 de cristãos evangélicos para cuidar de cada missionário. Ainda sim é tão popular missionários representarem a dificuldade de fazerem o que é de responsabilidade de todos. Apesar de fazermos muita coisa, não conseguimos realizar o óbvio, o básico, o que justifica nossa permanência no mundo após nossa salvação que é sermos luz para as nações. Nos falta fé para crer que há salvação para outras nações e que vale a pena todo esforço e investimento porque nada se compara ao valor de uma vida salva.
5. Problema Moral
O empreendimento missionário só é possível por aquele que vai e por aquele que envia. A falta de um dos lados certamente compromete, ou aquele que foi, ou aquele que enviou.
Muitas vezes os missionários sentem falta de igrejas visionárias que poderiam investir em suas vidas, é comum encontrar missionários que já tenham enfrentado desentendimentos com suas igrejas porque não foram fiéis no compromisso de sustentá-los, mas é importante refletir também porque estas igrejas são tão falhas. Creio que a falta de temor a Deus é um grande fator, mas uma pequena parte de missionários também não são honestos com as igrejas que os apóiam, o que causa indiferença contra muitos. Nenhuma igreja vai querer investir em quem despreza valores tão importantes como o vínculo com quem o enviou (não me refiro a vínculos denominacionais).
Tenho bom relacionamento com vários pastores, durante onze anos no ministério de missões tenho ouvido dos pastores testemunhos tristes sobre a conduta de alguns missionários justificando suas antipatias, não contra o propósito missionário, mas contra uma pequena minoria que pelo mal testemunho tem provocado sérios prejuízos àqueles que de fato são vocacionados e merecem apoio. Todos nós devemos nos unir e combater esta minoria, discernindo-os sabiamente pelos frutos e testemunho que outros dão por onde ele passou. Já vivi, já vi e já ouvi vários testemunhos queixosos contra o desprezo que muitas igrejas têm à tarefa missionária, tanto quanto aos missionários, mas neste tempo, a quantidade de missionários que já testemunhei mentir através de seus relatórios para sustentar a impressão de que estão trabalhando muito quando na verdade estão “escondidos”, sendo inconstantes, indo de um lado para o outro para evitar que as pessoas se aproximem e percebam o descompromisso com o que se propôs a fazer, só escrever e só ligar para sua igreja em busca de dinheiro e a séria falta de comunicação constante por informativos e relatórios, de fato são evidências que muitos apresentam às igrejas como se elas não percebessem.
Jesus disse que a seara é grande e poucos são aqueles que trabalham nela. Depois Ele orientou que rogássemos ao Senhor da seara para que enviasse trabalhadores à Sua seara. Estes trabalhadores não podem decidir por si mesmos irem ao campo, somente Deus podem enviá-los, porque, sabendo das carências no mundo, quando Ele envia, envia pessoas da qualidade certa. O problema é que muitos ignoram o chamamento de Deus e se envolvem por conta própria na obra missionária sem avaliarem os prejuízos que este sem a bênção de Deus através da Igreja causará ao trabalho e à vida das pessoas. Missões infelizmente é como uma guarida para alguns, um lugar onde se pode esconder das responsabilidades na vida por medo de enfrentá-las; se envolvem na tarefa missionária porque não conseguem resolver suas dificuldades familiares, conseguir um emprego, oportunidade em uma Faculdade, etc.. Pessoas que agem assim estão em toda parte, em missões também. A falta da vocação de Deus, testemunho aprovado, vínculo forte com uma igreja (mais do que com qualquer organização missionária) e supervisão rigorosa das atividades missionárias no campo, são responsáveis por tantos problemas de caráter, improdutividade ministerial e péssimo exemplo para aqueles irmãos voluntários e igrejas que hoje poderiam estar seriamente comprometidas em apoiar missionários moralmente, espiritualmente, logisticamente, financeiramente e ministerialmente. Existe, de fato, pouquíssimo investimento destas áreas na obra missionária geral como na vida pessoal e familiar dos missionários, mas a falha também parte de alguns que não são sérios e honestos com as igrejas.
Temos ainda muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão neste mundo. Escrevi este artigo cansado de viver, ver e ouvir os mesmos problemas sem falar nada, e com dor em meu coração por ver tanta oportunidade dada por Deus se perdendo freqüentemente, mas por outro lado tenho fé e esperança no dia da vinda do Senhor Jesus. Milhares e milhares de pessoas irão se prostrar diante d’Ele confessando-o ser o Filho de Deus, gente como nós, de toda parte, de todas as etnias, falantes de línguas que nem imaginávamos existir, juntos, tendo a mesma visão da glória de Deus sobre Seu Filho, porque eu e você investimos na tarefa de pregar o Evangelho para a salvação de todos eles.
Quando medito na vinda de Jesus, sinto-me ainda mais desafiado na obra missionária, a maior e mais valiosa riqueza que poderemos receber será olhar nos olhos do Redentor e ver neles a alegria de ser glorificado por outros que um dia pudemos alcançar.
Apesar dos problemas, o que importa é a responsabilidade pessoal, se você pensa assim, certamente está no caminho certo.
Deus te abençoe !
Miss. Ericson Martins
Fonte: www.efatah.com
PORQUE ORAR PELAS NAÇÕES

Porque a intercessão é uma das formas mais elevadas de oração porque trata com uma das coisas mais preciosas que existem: as almas dos homens e mulheres.
Atualmente, a igreja cristã está enfrentando um desafio espiritual - o desafio do Islamismo, Budismo e Hinduísmo, que tem se espalhado em cada continente da terra. George Otis Jr. escreveu: "Enquanto o igreja avança para o ano 2000... multidões ainda esperam no vale da decisão; a questão é quem vai alcançá-los primeiro. Nunca antes a igreja teve que enfrentar tal diversidade de rivais comprometidos com os princípios do ativismo". (O Último dos Gigantes). Enquanto Deus escolhe seus vasos, e Seu sacerdócio real, não podemos ignorar nossa responsabilidade para com esta geração de pessoas, desde a África até a Ásia, da Europa até o Oriente Médio. Devemos entrar na batalha. É surpreendente a evidência de como a oração é efetiva e faz uma diferença no destino de pessoas e nações.
Certamente Deus está disposto a responder orações. Resta aos homens e mulheres que se agarrem as vastas promessas que Sua palavra contém sobre a oração. E.M. Bounds declara que "oração é a linguagem de um homem carregado com um sentido de necessidade... Não orar não é apenas declarar que nada é necessário, mas admitir a não realização dessa necessidade".
Por razões além do nosso entendimento, parece que Deus se fez dependente de nossas orações. Isso é particularmente verdade em como Deus depende da oração intercessória para preparar os não salvos para a salvação. Andrew Murray disse: "O intenso desejo de Deus de abençoar parece que de alguma maneira está limitado a Sua dependência em intercessão como a mais elevada expressão da disposição de Seu povo em receber e submeter-se totalmente ao exercício de Seu poder. "Além disso, R.A. Torrey escreveu: "... tem havido reavivamento sem muita pregação, mas nunca houve avivamento sem oração poderosa".
Necessitamos agora que Deus mova as nações da JANELA 10/40. Felizmente, é para esses momentos que Ele prometeu através do profeta Joel "derramar Seu Espírito sobre toda carne". Joel 2:28
Quando participamos em orar pelos países da Janela 10/40 podemos estar seguros de que Jesus estenderá Seu Reino através de nossa intercessão. Enquanto chegamos a Sua presença com corações limpos e cheios de fé sabemos que Ele prometeu: "Pede-me e te darei as nações por herança e os fins da terra por tua possessão". Sl.2:8.
VOCÊ CONHECE AS 62 NAÇÕES DA JANELA 10/40?
Conheça um pouco sobre as nações da Janela 10/40. Incentivamos você a participar de maneira mais direta no alcance destas nações...através da intercessão, ou até mesmo indo. A nossa oração é que ao ler essas informações, Deus esteja falando ao seu coração e te chamando para um compromisso verdadeiro e profundo para orar pelos povos menos evangelizados do mundo.
AS 62 NAÇÕES:
- ÍNDIA Evangélicos 1% - MAURITÂNIA Evangelicos 0 % - SUDÃO Evangélicos 3% - AFEGANISTÃO Evangélicos 0,02% - JAPÃO Evangélicos 3% - GUINÉ-BISSAU Evangélicos 1,2% - KUWEIT Evangélicos 0,5 % - BANGLADESH Evangélicos 0,2 % - BUTÃO Evangélicos 0,03 % - ARÁBIA SAUDITA Evangélicos 0,007% - GUINÉ Evangélicos 0,75 % - TAILÂNDIA Evangélicos 0,3 % - NIGER Evangélicos 0,1 % - KIRGHIZISTÃO Evangélicos 0,003 % - IRÃ Evangélicos 0,05 % - BUKINA-FASO Evangélicos 3 % - MALI Evangélicos 0,9 % - AZERBAIDJÃO Evangélicos 0,003 % - BENIM Evangélicos 2 % - INDONÉSIA Evangélicos 6 % - LAOS Evangélicos 1,9 % - SAARA OCIDENTAL Evangélicos 0% - EGITO Evangélicos 0,8 % - UZBKISTÃO Evangélicos 0,001 % - NEPAL Evangélicos 0,5 % - EMIRADOS ARABES Evangélicos 0,7 % - ALBÂNIA Evangélicos 5 % - MARROCOS Evangélicos 0,01 % - IRAQUE Evangélicos 0,5 % - SRI LANCA Evangélicos 0,9 % - ISRAEL Evangélicos 0,35 % - TADJIKISTÃO Evangélicos 0,001 % - CHINA Evangélicos 4 % - DJIBUTI Evangélicos 0,03 % - LEMEN Evangélicos 0,01 % - VIETNÃ Evangélicos 0,6 % - FORMOSA Evangélicos 3 % - BAHREIN Evangélicos 1,5 % - BRUNEI Evangélicos 0,06 % - LÍBANO Evangélicos 4,3 % - CATAR Evangélicos 0,007 % - TURKOMENISTÃO Evangélicos 0,001 % - ETIOPIA Evangélicos 10 % - BISMÂNIA Evangélicos 4% - TIBET Evangélicos 0,02 % - ARGÉLIA Evangélicos 0,01 % -LÏBIA Evangélicos 0,1 % - MALÁSIA Evangélicos 2 % - OMÃN Evangélicos 0,1 % - CAZAQUISTÃO Evangélicos 0,004 % - TUNÍSIA Evangélicos 0,001 % - CAMBOJA Evangélicos 0,05 % - TURQUIA Evangélicos 0,03 % - COREIA DO NORTE Evangélicos 0,5 % - SOMÁLIA Evangélicos 0,01 % - PAQUISTÃO Evangélicos 0,5 % - NIGÉRIA Evangélicos 17 % - MALDIVAS Evangélicos 0,1 % - JORDÂNIA Evangélicos 0,4 % - SENEGAL Evangélicos 0,1 % - SIRIA Evangélicos 0,1 % - MONGÓLIA Evangélicos 0,1 %.
Colhido no site da Igreja Metodista Wesleyana
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
UMA REFLEXÃO - Dez Missionários...
Dez ambiciosos missionários colocaram suas vidas em risco Um parou para calcular o custo e então sobraram nove
Nove missionários em potencial preocupados com o destino do mundo Um achou que era velho demais e então restaram oito
Oito missionários estudiosos aprenderam a pregar sobre o céu Um preferiu ser fazendeiro e então ficaram sete
Sete sinceros missionários partiram em direção ao arado Um não conseguiu apoio e então ficaram seis
Seis ansiosos missionários desejando muito chegar Um cansou de esperar pelo visto e então ficaram cinco
Cinco missionários idealistas chegaram ao solo estrangeiro Um sofreu "choque cultural" e então ficaram quatro
Quatro sérios missionários tão ocupados quanto possível Um não manteve o casamento e então ficaram três
Três missionários cansados tentando não ficar tristes Um não voltou das férias e então ficaram dois
Dois missionários maduros Louvaram a Deus pelo que tinham feito Um foi chamado à glória e então só resta um
Um missionário idoso fazendo o que pode fazer. Mas o trabalho é muito grande. Quem irá ajudá-lo? Será você?
Fonte: Missão Horizontes - www.mhorizontes.org.br
Nove missionários em potencial preocupados com o destino do mundo Um achou que era velho demais e então restaram oito
Oito missionários estudiosos aprenderam a pregar sobre o céu Um preferiu ser fazendeiro e então ficaram sete
Sete sinceros missionários partiram em direção ao arado Um não conseguiu apoio e então ficaram seis
Seis ansiosos missionários desejando muito chegar Um cansou de esperar pelo visto e então ficaram cinco
Cinco missionários idealistas chegaram ao solo estrangeiro Um sofreu "choque cultural" e então ficaram quatro
Quatro sérios missionários tão ocupados quanto possível Um não manteve o casamento e então ficaram três
Três missionários cansados tentando não ficar tristes Um não voltou das férias e então ficaram dois
Dois missionários maduros Louvaram a Deus pelo que tinham feito Um foi chamado à glória e então só resta um
Um missionário idoso fazendo o que pode fazer. Mas o trabalho é muito grande. Quem irá ajudá-lo? Será você?
Fonte: Missão Horizontes - www.mhorizontes.org.br
E-BOOK - Resumo dos Municípios Menos Alcançados

Os Municípios brasileiros onde é menor o número de evangélicos
Este é um e-book fundamental para pastores, missionários e VOCÊ, que quer fazer a obra do Senhor: Aqui estão listados, segundo dados do IBGE, os municípios brasileiros onde há menos evangélicos (em porcentagens de 1% a no máximo 5% - quando a média nacional é de 26%!). Ou seja: Excelentes campos missionários!
Para baixar o e-book, [CLIQUE AQUI].
Mais um e-book colhido no site da SEPAL, que tem se esforçado pela capacitação da igreja brasileira.
Visite: www.sepal.org.br.
domingo, 28 de outubro de 2007
48º Projeto Missionário de Férias da JUVEP

Há um povo ainda não alcançado bem perto de nós.
Se você deseja doar tuas férias de janeiro e ganhar vidas para o Reino de Deus comece a se programar para estar conosco no 48º projeto missionário de férias da Juvep, desta vez no sertão sergipano.
Já temos à disposição: a carta ao pastor, o boletim informativo e a ficha de inscrição para enviar aos interessados. Você também poderá baixá-las direto do site www.ajudeosertao.com.br
Maiores informações sobre parcelamento da taxa de inscrição escreva para: projetomissionario@juvep.com.br - para Renato ou Néia.
Telefones da sede: (83) 3222-4430 / 3222-3842.
Em São Paulo: (11) 3782-3309.
Em Fortaleza: (85) 3496-2724.
www.juvep.com.br
3 E-BOOKS E UM ARTIGO PARA VOCÊ BAIXAR

Missões sem Fronteiras - Como iniciar um departamento missionário em sua igreja.
Excelente e-book escrito por Wal Cordeiro, da JOCUM. Em 39 páginas, o autor nos brinda com um verdadeiro curso sobre Missões, apresentando os variados aspectos teóricos e práticos para se entender e iniciar uma obra missionária. Bem abrangente.
Um e-book excelente, para você baixar, ler e compartilhar.
Para baixar o e-book, [CLIQUE AQUI].
Fonte: www.adoracao.com
Conselho Missionário: O que é e como organizar – Uma ótima apostila de 32 páginas, colhida no site da Assembléia de Deus de Missões.
Para baixar, [CLIQUE AQUI].
A Igreja Local e Missões – Artigo de cinco páginas, da SEMIPA (www.semipa.org.br), muito bom. E contém ainda um modelo de regimento interno para secretaria local de Missões.
[CLIQUE AQUI].
Povos Não Alcançados – 10 mapas e gráficos analisando a situação dos povos não alcançados, a nível mundial. Disponibilizado pela SEPAL (www.sepal.org.br).
Para baixar o e-book, [CLIQUE AQUI].
Dica Veredas: Amados, imprimam algum destes materiais (ou 2, ou 3, ou mesmo todos), e compartilhem com seu pastor e com outros irmãos.
POR QUE NÃO CHORAMOS?
Nós choramos quando perdemos um amor.
Nós choramos quando nosso navio não chega.
Nós choramos quando perdemos nossa mãe.
Nós choramos quando nosso dinheiro foi gasto.
Mas, quando sabemos de milhares que
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?
Nós choramos quando vemos um filme triste.
Nós choramos quando nosso time não ganha.
Nós choramos quando a festa acaba.
Nós choramos quando não nos adaptamos.
Mas, quando sabemos que milhares
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?
Nós choramos quando o casamento se acaba.
Nós choramos quando as crianças crescem.
Nós choramos quando nossa juventude se vai.
Nós choramos quando nossos pecados
Se tornam conhecidos.
Mas, quando sabemos que milhares morrem
na escuridão, sem nunca terem conhecido
a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?

Letra de música de Tommy O’Dell, do livro Por que Eles não Choram? (Comunidade Internacional de Ceifeiros) – Graça Editorial
Nós choramos quando nosso navio não chega.
Nós choramos quando perdemos nossa mãe.
Nós choramos quando nosso dinheiro foi gasto.
Mas, quando sabemos de milhares que
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?
Nós choramos quando vemos um filme triste.
Nós choramos quando nosso time não ganha.
Nós choramos quando a festa acaba.
Nós choramos quando não nos adaptamos.
Mas, quando sabemos que milhares
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?
Nós choramos quando o casamento se acaba.
Nós choramos quando as crianças crescem.
Nós choramos quando nossa juventude se vai.
Nós choramos quando nossos pecados
Se tornam conhecidos.
Mas, quando sabemos que milhares morrem
na escuridão, sem nunca terem conhecido
a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?

Letra de música de Tommy O’Dell, do livro Por que Eles não Choram? (Comunidade Internacional de Ceifeiros) – Graça Editorial
sábado, 27 de outubro de 2007
Para quem sai andando e chorando...
Uma palavra para os semeadores de hoje
Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.
Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos aquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.
Andar e chorar é cumprir a missão. Se você tem feito isto, louve a Deus por esta oportunidade. É um grande privilégio. Um dia você voltará...
Ronaldo Lidório - www.ronaldo.lidorio.com.br
Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.
Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos aquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.
Andar e chorar é cumprir a missão. Se você tem feito isto, louve a Deus por esta oportunidade. É um grande privilégio. Um dia você voltará...
Ronaldo Lidório - www.ronaldo.lidorio.com.br
Mapas & Gráficos Missionários - Baixe aqui

Disponibilizamos aqui diversos pacotes de mapas e gráficos, abordando regiões e temas de interesse missionário.
Cidades e Questões Urbanas (mapas e gráficos) - Para baixar, [CLIQUE AQUI].
Mapas Missionários Janela 10-40 - [CLIQUE AQUI].
Mapa Tribos Indígenas Brasileiras (2003) - [CLIQUE AQUI].
Evangélicos no Brasil (mapas e gráficos) - [CLIQUE AQUI].
O Islã (mapas e gráficos) - [CLIQUE AQUI].
O Mundo e o Evangelho (mapas diversos) - [CLIQUE AQUI].
Povos Não-Alcançados (gráficos e mapas) - [CLIQUE AQUI].
Fonte: SEPAL (Servindo a Pastores e Líderes) - www.sepal.org.br
CREDO DE MISSÕES
1. O propósito de Deus – Deus é soberano e tem
chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente
ao mundo para fazer discípulos de todas as nações. E que
apesar de nossas falhas, Seu reino está se expandido.
(Mt 25:19; Jo 20:21; At 15:14)
2. A autoridade da Bíblia – Afirmamos que a Palavra
de Deus como inerrante e infalível, sendo ela apenas,
sob o poder do Espírito Santo, capaz de operar a salvação em
cada cultura. (Rm 1:16; 2Tm 3:16)
3. A unicidade e universalidade de Cristo -
Afirmamos que só existe um salvador, Jesus Cristo, e
um só evangelho, embora haja uma variedade de maneiras
de se realizar a obra de evangelização do mundo.
(Jo 4:42; At 4:12)
4. A natureza da evangelização – A evangelização
em si mesma é a proclamação do Cristo bíblico
e histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de
persuadir os homens, para que por intermédio Dele recebam
perdão de pecados e reconciliem-se com Deus.
(At 20:47; 2Co 5:11, 20)
5. A responsabilidade social cristã – Afirmamos
que a reconciliação do homem com o homem não significa
a reconciliação deste com Deus, nem a ação social, nem a
evangelização. “A fé sem obras é morta”, e é nosso dever
cristão amparar os necessitados indiscriminadamente.
(Gn 1:26-27; Lc 6:27,35; Tg 2:14-26)
6. A igreja e a evangelização – A igreja ocupa
o ponto central do propósito divino e ela é o instrumento
para difusão do evangelho. A evangelização mundial requer
que a igreja toda leve a todo o mundo o evangelho
integral em trabalho mútuo de cooperação. (Jo 17:21-23;
At 1:8; Gl 6:14; Fp 1:27)
7. Cooperação na evangelização – O propósito
de Deus é que haja na igreja uma unidade visível de pensamento.
Confessamos que o nosso testemunho, algumas
vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo
que devemos nos esforçar em eliminar. (Ef 4:1-6; Jo 17:21)
8. Esforço conjugado de igrejas – Todas as igrejas
devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam
estar fazendo para alcançar o mundo, revelando assim o
caráter universal da igreja de Cristo. (Hb 12:23)
9. A urgência missionária – Com mais de dois terços
da humanidade ainda não eficientemente evangelizada,
como igreja, sentimo-nos envergonhados da nossa negligência.
Sendo cada geração responsável pela sua geração,
esta é a hora da igreja orar fervorosamente visando à evangelização total do mundo. (Jo 4:9; Rm 9:1-3; 10:11-16)
10. Evangelização e cultura – Afirmamos que a cultura
de um povo em parte é boa e em outra parte é má, devido à
Queda, por isso deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras,
para que possa ser redimida e transformada para a glória
de Deus. Diante disso, a evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias e metodologias novas e criativas.
( Mc 7:8,9,13; Rm 2:9-11; 2Co 4:5)
11. Educação e liderança – Reconhecemos a
grande necessidade de melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de líderes de igrejas, existindo
em todo povo enorme necessidade de ensino e treinamento
para seus pastores e leigos nativos. (At 14:21-24; Tt 1:5,9)
12. Conflito espiritual – Cremos que estamos envolvidos
em guerra constante contra os principados e potestades
do mal, que buscam destruir a igreja e malograr sua
tarefa de evangelizar o mundo, semeando falsas doutrinas e
mundanismo em nosso meio. O momento demanda vigilância
e discernimento. (Jo 17:15; Ef 6:10-20; 2Co 4:3)
13. Liberdade e perseguição – A liberdade de
praticar e propagar o cristianismo de acordo com a vontade
de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, mas não devemos nos esquecer de
que Jesus nos advertiu de que a perseguição seria inevitável.
(Mt 5:10-12; At 4:16.21)
14. O poder do Espírito Santo – A evangelização
mundial só se concretizará com uma igreja cheia do Espírito
Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado.
O Espírito Santo é o espírito de missões e tem um profundo
interesse pelas nações. (Jo 7:37-39; At 1:8; 1Co 2:4,5)
15. O retorno de Cristo – Afirmamos que a promessa
da segunda vinda de Cristo representa um incentivo
a missões. Cremos que o período intermediário entre
sua ascensão e o seu segundo retorno deve ser usado
para o cumprimento da nossa missão como Povo de Deus.
A obra missionária não poderá parar enquanto Ele não vier.
(Mc 13:10; 2Pe 3:13; Ap 7:9)
chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente
ao mundo para fazer discípulos de todas as nações. E que
apesar de nossas falhas, Seu reino está se expandido.
(Mt 25:19; Jo 20:21; At 15:14)
2. A autoridade da Bíblia – Afirmamos que a Palavra
de Deus como inerrante e infalível, sendo ela apenas,
sob o poder do Espírito Santo, capaz de operar a salvação em
cada cultura. (Rm 1:16; 2Tm 3:16)
3. A unicidade e universalidade de Cristo -
Afirmamos que só existe um salvador, Jesus Cristo, e
um só evangelho, embora haja uma variedade de maneiras
de se realizar a obra de evangelização do mundo.
(Jo 4:42; At 4:12)
4. A natureza da evangelização – A evangelização
em si mesma é a proclamação do Cristo bíblico
e histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de
persuadir os homens, para que por intermédio Dele recebam
perdão de pecados e reconciliem-se com Deus.
(At 20:47; 2Co 5:11, 20)
5. A responsabilidade social cristã – Afirmamos
que a reconciliação do homem com o homem não significa
a reconciliação deste com Deus, nem a ação social, nem a
evangelização. “A fé sem obras é morta”, e é nosso dever
cristão amparar os necessitados indiscriminadamente.
(Gn 1:26-27; Lc 6:27,35; Tg 2:14-26)
6. A igreja e a evangelização – A igreja ocupa
o ponto central do propósito divino e ela é o instrumento
para difusão do evangelho. A evangelização mundial requer
que a igreja toda leve a todo o mundo o evangelho
integral em trabalho mútuo de cooperação. (Jo 17:21-23;
At 1:8; Gl 6:14; Fp 1:27)
7. Cooperação na evangelização – O propósito
de Deus é que haja na igreja uma unidade visível de pensamento.
Confessamos que o nosso testemunho, algumas
vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo
que devemos nos esforçar em eliminar. (Ef 4:1-6; Jo 17:21)
8. Esforço conjugado de igrejas – Todas as igrejas
devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam
estar fazendo para alcançar o mundo, revelando assim o
caráter universal da igreja de Cristo. (Hb 12:23)
9. A urgência missionária – Com mais de dois terços
da humanidade ainda não eficientemente evangelizada,
como igreja, sentimo-nos envergonhados da nossa negligência.
Sendo cada geração responsável pela sua geração,
esta é a hora da igreja orar fervorosamente visando à evangelização total do mundo. (Jo 4:9; Rm 9:1-3; 10:11-16)
10. Evangelização e cultura – Afirmamos que a cultura
de um povo em parte é boa e em outra parte é má, devido à
Queda, por isso deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras,
para que possa ser redimida e transformada para a glória
de Deus. Diante disso, a evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias e metodologias novas e criativas.
( Mc 7:8,9,13; Rm 2:9-11; 2Co 4:5)
11. Educação e liderança – Reconhecemos a
grande necessidade de melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de líderes de igrejas, existindo
em todo povo enorme necessidade de ensino e treinamento
para seus pastores e leigos nativos. (At 14:21-24; Tt 1:5,9)
12. Conflito espiritual – Cremos que estamos envolvidos
em guerra constante contra os principados e potestades
do mal, que buscam destruir a igreja e malograr sua
tarefa de evangelizar o mundo, semeando falsas doutrinas e
mundanismo em nosso meio. O momento demanda vigilância
e discernimento. (Jo 17:15; Ef 6:10-20; 2Co 4:3)
13. Liberdade e perseguição – A liberdade de
praticar e propagar o cristianismo de acordo com a vontade
de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, mas não devemos nos esquecer de
que Jesus nos advertiu de que a perseguição seria inevitável.
(Mt 5:10-12; At 4:16.21)
14. O poder do Espírito Santo – A evangelização
mundial só se concretizará com uma igreja cheia do Espírito
Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado.
O Espírito Santo é o espírito de missões e tem um profundo
interesse pelas nações. (Jo 7:37-39; At 1:8; 1Co 2:4,5)
15. O retorno de Cristo – Afirmamos que a promessa
da segunda vinda de Cristo representa um incentivo
a missões. Cremos que o período intermediário entre
sua ascensão e o seu segundo retorno deve ser usado
para o cumprimento da nossa missão como Povo de Deus.
A obra missionária não poderá parar enquanto Ele não vier.
(Mc 13:10; 2Pe 3:13; Ap 7:9)
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