segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dois livros missionários para download


Amados irmãos, conseguimos no site da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, dois excelentes e-books missionários!

O primeiro é o livro ‘DE BRAÇOS ABERTOS - Em busca das criaturas de Deus -, do pastor A n t o n i o C a r l o s N a s s e r . O livro tem 70 páginas, onde o Pr. relata sobre seu envolvimento com os refugiados de todas as nações. Leia um trecho do prefácio do livro:

“Escrevi esse livro sob a luz de experiências vividas e de meditações nascidas de lágrimas diante da realidade de milhões de pessoas de nosso mundo. Elas são fruto da resistência humana às perseguições, às violências e aos maus tratos. Pessoas como cada um de nós que insistem em prosseguir no caminho da vida. Já não têm seus lares, perderam pessoas queridas, precisam aprender novas línguas e costumes para sobreviverem no caminho de fuga. ”

Uma leitura fascinante, que apresentará o leitor a questões em sua grande maioria desconhecidas, mas que nos chamam poderosamente a orar e agir! Leitura altamente recomendada.

Para baixar DE BRAÇOS ABERTOS - Em busca das criaturas de Deus, Clique Aqui.



O segundo livro chama-se O Sonho de Demba, escrito pelo Pr. Joed Venturini de Souza. Trata-se de uma interessante ficção missionária, porém baseada em fatos reais. A ação do enredo se passa na Guiné-Bissau. São 15 páginas que você lê de uma pegada só.

Para baixar O Sonho de Demba, Clique Aqui.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A CAMINHADA MISSIONÁRIA E A QUESTÃO DOS TRÊS MEDIDORES


O que você faria se, viajando no seu automóvel, percebesse no painel do veiculo uma luz acesa indicando que a temperatura do motor está além do normal ?

· primeira possibilidade: você continuaria com o pé no acelerador, tranqüilamente;

· segunda, retiraria o fusível que possibilita aquela luz de se acender ou

· terceira, pararia o carro tão logo pudesse, tendo o cuidado de mantê-lo ligado para não trancar o motor ?

A questão é simples, os automóveis têm medidores que mostram como está a temperatura do motor, a carga da bateria, a quantidade de combustível no tanque, a velocidade do carro na pista, etc.

Ignorar os fatos que esses medidores mostram ao motorista, pode resultar em graves acidentes, e, quando não, em desagradáveis momentos.

Qual motorista, e parece que a maioria já passou por este momento, andou sorridente e satisfeito aqueles longos dois quilômetros atrás de um posto de gasolina, porque não prestou a atenção devida ou ignorou o que o medidor do combustível dizia ?

Sem contar que alguns caminharam aquela parte da estrada de noite e debaixo de chuva.

Mas, que tem a ver de interessante o painel de um automóvel para a com a caminhada missionária ? Tem muito a ver.

Na vida missionária ha também alguns medidores que, se ignorados, podem resultar em estresses desnecessários, desânimos, retornos, ferimentos de difícil recuperação, etc.

Todos nós, não importa quem somos, temos pelo menos três áreas que devem funcionar bem para avançarmos. E, mesmo que estejamos muito bem em duas delas se, apenas uma, for ignorada, pararemos na estrada, e nada alegres.

Atentemos para os três medidores: O medidor físico, o medidor emocional e o medidor espiritual.

O MEDIDOR FÍSICO:

Todo o homem, enquanto nesta terra, e, portanto, também o obreiro cristão, precisa de um corpo para existir e trabalhar.

Deus nos fez corpo, alma e espírito. Seria tolice pensar que podemos desenvolver nosso ministério sem uma dessas três partes. Logo, é sensatez questionar como esta o estado do nosso corpo, o que o seu medidor esta marcando.

Ha reservas ou as energias estão esgotadas ?

O missionário se expõe a desgastes físicos, dantes, desconhecidos:

O aprendizado de idiomas, - o contato com um povo diferente, - atividades que fogem dos horários normais de trabalho, - uma nova alimentação que pode refletir no seu desempenho físico, etc., alem do estresse natural das tarefas diárias.

O próprio fato de estar em um país que não o seu, o expõe a novas doenças que podem acometê-lo.

As diferenças do clima, da alimentação, condições de vida, poderão afetar, de uma forma ou outra, na saúde física do obreiro.Ignorar o mal funcionamento do organismo, uma doença, ou o simples cansaço semanal, pode levar o missionário de volta aa sua terra para, simplesmente, ter umas ferias para descanso ou um tempo de recuperação física.Mas, porque não, ainda no campo, o obreiro não considerar a importância do sono, do descanso físico, de um dia de descanso semanal, de uma alimentação balanceada, etc. ?!

Se o medidor físico esta mostrando que o corpo está sendo usado alem do que se deve, e é fácil perceber seu sinal, seu dono deve considerar “estacionar o veiculo para um descanso ou diminuir a marcha.”

A mãe está cansada da casa, o pai está cansado do escritório ou do movimento do centro da cidade, as crianças estão cansadas da escola e das tarefas de casa, todos se sentem esgotados e continuam acelerando o carro.

Quando a questão em foco é DESCANSO FÍSICO, estão buscando mais e mais atividades desconsiderando em que pode resultar todo esse esforço.

E, quando alguém da sinal de que não caminhara nem um metro a mais, vem os descansos programados, mas, mais para escaparem de uma situação constrangedora do que como uma filosofia de trabalho. No momento em que se puder mexer com os dedos, as atividades voltarão com todos os atrasos do descanso.

Ou então, muitos saem para um passeio com seus companheiros de trabalho e levam, cada qual, alem das cestas de lanche, todas as discussões que ficaram pendentes na ultima reunião da equipe.

Um complemento para o descanso físico pode estar, também, na própria companhia no lazer. Às vezes os missionários passam, toda a semana, em trabalho conjunto com um circulo de companheiros. E, quando saem para descansar, saem, sempre, com aquele grupo fechado. Não que seja negativo a unidade do grupo também no lazer, mas quantas vezes uma pitada de variação não traria um resultado melhor ?

Outra consideração sobre o descanso está no que fazer. Normalmente a esposa e filhos, devido ao tempo que ficam em casa, não se sentirão descansados em programas realizados no seu local de trabalho. Por outro lado, o marido passou a semana fora de casa e, no dia de descanso, sonha em poder dormir até mais tarde, um boa espreguiçada depois do almoço fará muito bem. Para que pais e filhos possam ter, realmente, um dia de descanso, deve-se levar em conta esses fatos para que uma parte da família não fique sempre no prejuízo.

Outra fonte de descanso pode estar na própria amizade cultivada entre marido e esposa, em escapes que podem ter juntos, depois de um dia de atividade. Mesmo que não fizesse isso todos os dias, mas o fato despercebido de que juntos e a sós, poderiam conversar livres dos ouvidos e participação dos pequenos, e já se sentiriam, sem dúvida, um tanto descansados.

Alem da questão do descanso físico, entra também o fato de uma alimentação correta. A alimentação do campo missionário nem sempre é o que se pode chamar de ideal. Pode faltar vitaminas necessárias para o corpo nos alimentos mais consumidos pelo povo em geral ou o missionário se limita a uma alimentação comprometedora em razão do que recebe no campo. Alem do mencionado acima, entra o fato das doenças e o obreiro deve encará-lo com sensatez.

Quais as doenças que ha no campo missionário ?

Ha medicação no caso de contraí-las ?

O obreiro esta fazendo a prevenção correta para não contraí-la, ou a esta menosprezando ?

Em suma, o fato e a saúde física comprometida, comprometerá a presença missionária no campo.

O SEGUNDO MEDIDOR QUE DEVEMOS OBSERVAR BEM É: O MEDIDOR EMOCIONAL:


Como estamos emocionalmente ?

O desgaste físico, o cansaço, os desafios do campo, as dificuldades de adaptação, as diferenças culturais, a falta dos resultados esperados, o processo de assentamento no campo, preparação de documentos, aluguel de casa, escola para as crianças, a adaptação com os da equipe de trabalho, essas e muitas outras facetas das atividades missionárias afetarão, de uma forma ou de outra, desgastando emocionalmente o obreiro e sua família.

Pode chegar o momento em que o obreiro ficará surpreso por suas reações com fatos que, antes, eram fontes de risos de si para si mesmo. Porque sempre riem do meu sotaque ?

Porque não posso errar um termo na língua deles ? Porque tenho que comer deste prato ?

Porque estão sempre na minha casa ? Já não agüento ouvir esta língua !

Que povo mais estranho!...Que forma de negociar mais esquisita! Porque comem deste jeito ?!

E aquelas curiosidades que o missionário colocava nas cartas de oração, logo que chegara ao campo, se tornaram ocasiões para debates ferrenhos com nacionais, entre marido e esposa, colegas de equipe ou outros obreiros que trabalham no país.

O missionário não agüenta sair na rua e se isola no seu escritório de trabalho e estudo. Pede para não receber pessoas ou se afasta dos locais onde possa ser encontrado.

A esposa corre para o mercado e passa horas e horas vendo vitrines. Perguntas inocentes ganham respostas mal educadas, a altura do dialogo no lar aumenta de volume ou o silencio toma o espaço do dialogo do inicio. A obrigação toma o lugar do coração voluntário.

O medidor emocional acendeu sua luzinha há muito tempo e o obreiro , ele, ela ou eles, não a consideraram ou crêem que este estilo de ser, faz parte de toda caminhada missionária e seguem avante, ferindo e sendo feridos.

Até quando agüentarão será só uma questão de tempo

O momento virá que, emocionalmente atrofiados e com um forte sentimento de vitima, se quedarão inertes e, muitas vezes, ressentidos. A gota d'agua que fará entornar o copo serão enfermidades que surgirão do nada, sem explicação aparente e, ao mesmo tempo, com graves e assustadores sintomas.

A saúde emocional desceu água abaixo e já afeta a saúde física que ecoa novamente nas emoções em frangalhos.

Os ecos desses dois pólos comprometidos é, antes de tudo, desastroso. O missionário não vigiou nos primeiros alertas que recebeu, desconsiderou princípios, valores, prioridades, não estabeleceu uma filosofia de trabalho, ignorou horários, não deu atenção as suas resistências, partiu para uma caminhada competitiva, trocou os papeis no lar, cobrou de si o que é obra do Espírito de Deus, não teve paciência de esperar, partiu para uma marcha estafante e, agora, se sente inútil, envergonhado, desiludo com o campo e com o trabalho missionário.

Se sente incompreendido e, quase que amargurado, se vê usado e descartado. Neste clima de derrota, o dialogo no lar perde espaço, e quando vem, surge na forma de acusações ou depreciações. E a situação se agrava. Os filhos não compreendem tudo o que está se passando, os familiares tomam partido, a igreja edita desiludida e não previa esses resultados. Algumas das igrejas cortam o apoio aos missionários em questão. Abismo chama abismo. E verdade que nem sempre se chega a este nível de coisas, todavia, quantos não estão além deste estado, mas acobertados com uma capa, avançam como se tudo vai bem ?!...

A recuperação emocional envolve mais tempo que uma recuperação física e o medico não será um clinico geral ou um psicólogo não cristão. E verdade que serão exigidos vários exames médicos, mas a recuperação emocional é feita sob o acompanhamento de cristãos maduros e leva mais tempo do que gostaríamos que levasse. Mas, não precisamos esperar que nos afundemos nessa areia movediça. No momento em que percebemos o medidor mostrando que alguma coisa esta errada no nosso viver emocional diário, devemos reavaliar nossas prioridades, valores, atitudes, princípios, papeis, e tudo o mais que o Espírito nos mostrar.

POIS BEM, O TERCEIRO É O MEDIDOR ESPIRITUAL:

O que faria sua luz acender-se no painel ?

Nada tocará mais na nossa consciência que a impureza do pecado. A falta de vigilância na vida crista terminará em tropeço que resultará em sinais na consciência mostrando que nem tudo vai tão bem quanto parece. E, uma consciência sem paz é um arrastar de pés. A vida crista é, antes de tudo, uma vida de comunhão com Deus. Tê-lo e amá-lo será o que podemos pensar como o leito do rio. E o rio que corre também será obra do Espírito Santo. Pecados serão obstruções que impedirão o fluir do Espírito, e, nessa caminhada, a vida do missionário se tornará seca, sem vida e infrutífera. Qualquer resultado aparente ali, em nada melhorará ou fará que Deus se torne complacente com uma vida desajustada espiritualmente.

Outra questão que torna a vida do crente um pingue-pongue espiritual é a maneira como ele trabalha na sua lista de valores.

Jesus nos ensinara que seu reino e sua justiça deveriam ser buscados em primeiro lugar. As demais coisas, nos disse Ele, seriam acrescentadas por Ele mesmo e em seguida. Logo, nossa preocupação real deve ser se seu reino fora ou não, com todos seus valores, implantados no nosso coração. E o seu reino, nos assegura o Mestre, não é isso ou aquilo, mas gozo, paz e alegria no Espírito Santo. Gozo, paz e alegria no Espírito. Eis uma vida saudável espiritualmente.

Nossa vida crista tem sido uma fonte de gozo ou caminhamos ressentidos com Deus, com a igreja e com os que nos cercam ?

A paz de Deus que excede todo o entendimento tem sido nossa passarela segura ou estamos tentando atravessar a rodovia temerosos e inseguros porque, na passarela, o Pai nos veria com facilidade? Por fim, a alegria do Senhor tem sido nossa força ou estamos correndo atrás de paliativos ou de mascaras que escondem um estado crítico de tristeza? O reino de Deus não é para ser apenas estabelecido em nosso coração. E, também, para ser vivido dia a dia. Outra consideração sobre nossa saúde espiritual está em como encaramos o valor da oração e da Palavra de Deus em nossa vida. Através da oração falamos com nosso Pai Celeste e ele nos reponde.

O corpo de Cristo, a igreja, deve saber das nossas necessidades a fim de nos acompanharem em oração. Mas, quem agirá na nossa vida será o Senhor. Logo, mais do que todos, Ele deve estar a par de nossas necessidades, temores, lutas, carências, tropeços e outros sentimentos que nos assaltam no dia a dia.

Não que Ele já não saiba antes mesmo de orarmos. Não está a palavra na nossa língua, e Ele já a conhece.

Mas, o fato é que Ele estabeleceu princípios de relacionamento no qual ele espera que lhe contemos pessoalmente.

Outra fonte de saúde é a Palavra de Deus. Jesus deixou claro a importância da Palavra na nossa frutificação.

Ela nos limpa, nos lava, nos direciona, nos cura. O Espírito de Deus atua através da Palavra de Deus. Qual é o contato que temos com a Palavra do nosso Pai e qual é a atitude que temos ao lê-la? Seria sensato perguntar até que ponto amamos a sua lei, e se ela é nossa meditação todo o dia. Em suma, se queremos ter vida saudável espiritualmente, convém questionar qual tem sido nossa atitude para com a comunhão com Deus, para com sua Palavra, oração, nossa atitude para com os valores do reino, para com o pecado e uma vida de santidade.

Considerar os medidores Físico, Emocional e Espiritual, não é uma opção na caminhada missionária. E, sobretudo, um dever. Ignorá-los não será uma falta pequena, poderá devolver o missionário de volta a sua pátria em tristeza incontida ou em contumaz revolta. E, considerar o que os medidores dizem não é tarefa para especialistas.

Qualquer um sabe quando o cansaço bate a porta.

Todos sabem se o sono está sendo o bastante para a caminhada. Qualquer um percebe quando as emoções se descontrolaram e o tratamento para com os filhos, esposa, amigos de equipe e, sobretudo, para com povo alvo, se tornou de amigável para espinhoso. Ninguém é tão surdo que não possa ouvir a voz do Espírito Santo que avisa que tal e tal área da vida precisa de uma entrega total e definitiva. Mas, estaríamos todos abertos para dirigir nosso carro, considerando os medidores de temperatura, óleo, velocidade, e tudo o que for necessário? Ou queremos sentir o vento da velocidade batendo no nosso rosto e a alegria de termos, pelo nosso pé no acelerador e nossa mão ao volante, avançado alguns quilômetros na estrada da vida ?!

Se o carro fosse nosso e nós, os únicos no veiculo, todo o prejuízo resultante de qualquer insensatez seria unicamente nosso.

E verdade que nem isso justificaria nossas ações, mas de uma forma já limitaria os resultados do acidente.

Contudo, na caminhada missionária não estamos sozinhos. A igreja de Cristo segue conosco, há uma equipe que segue junto. Nossa família, esposa ou esposo, e filhos, estão conosco no campo. Enfim, é um sem numero de pessoas ligadas a nós.

Os próprios não cristãos estão de olho em nosso desempenho. Se ele parte para boas obras, Jesus disse que eles glorificariam ao Pai do céu. Se nosso desempenho parte para uma caminhada insensata, é certo que virá o escândalo. Que o Senhor nos ajude.

Baseado numa palestra do Pr.Eduardo Dudek a nossa equipe no Senegal.
Moises Suriba. Equipe da Missão Betania.

Fonte: http://www.missaoavante.org.br

sexta-feira, 18 de abril de 2008

[ DIVULGAÇÃO ] - VI Encontro de Mobilizadores e Lideres de Missões

Tema: Anunciando as insondáveis riquezas de Cristo

Data: 07 de Junho de 2008.
Local : Ig. Presbiteriana Unida de São Paulo - SP

Preletores:

Rev. Ronaldo Almeida Lidorio - APMT
Rev. Mauricio Rolim - APMT
Rev. Jair Morais - JMN
Rev. Ricardo Guttérrez - APMT
Rev. Lourival Prado - JMN

Inscrições e Informações:
APMT : (11) 3341-8339/3207-2139

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sugestão de Alguns Bons Livros Missionários


APÓSTOLO DOS PÉS SANGRENTOS, O
RIBEIRO, BOANERGES
C.P.A.D.

ATÉ AOS CONFINS DA TERRA
TUCKER, RUTH A.
EDIÇÕES VIDA NOVA

ATREVI-ME A CHAMAR-LHE PAI
SHEIKH, BILQUIS
EDITORA VIDA

CAMBOJA, PREPARADOS P/ MORRER
BURKE, TODD / BURKE, DeANN
EDITORA BETÂNIA

CAPACITANDO FORÇA MISS. INTERNAC.
TAYLOR, WILLIAM DAVID
EDITORA ULTIMATO

CARÁTER DAQUELE QUE ORDENA ‘IDE’,O
DAWSON, JOY
EDITORA BETÂNIA

CAÇA AO DRAGÃO
PULLINGER, JACKIE
EDITORA BETÂNIA

CHARLES T. STUDD
GRUBB, NORMAN
EDITORA LUZ E VIDA

CLAMOR DO MUNDO, O
SMITH, OSWALD
EDITORA VIDA

COMUN. TRANSCULTURAL DO EV. V. III
HESSELGRAVE, DAVID
EDIÇÕES VIDA NOVA

CONTEXTUAL, UMA TEOL. EV. E CULT.
NICHOLLS, BRUCE J.
EDIÇÕES VIDA NOVA

CONTOS DO CAMPO MISSIONÁRIO
SMITH, OSWALD
EDITORA VIDA

COSTUMES E CULTURA
NIDA, E. A.
EDIÇÕES VIDA NOVA

DE TODAS AS TRIBOS A MISS DA IGREJA
SOUZA, ISAAC COSTA DE
EDITORA ULTIMATO

ENTREVISTAS COM A. G. SIMONTON
CESAR, ELBEN M. LENZ
EDITORA ULTIMATO

ENTREVISTAS COM WILLIAN CAREY
CESAR, ELBEN M. LENZ
EDITORA ULTIMATO

EVANGELHO E DIVERSIDADE CULTURAS
HIEBERT, PAUL
EDIÇÕES VIDA NOVA

EVANGELISMO EM AÇÃO
SMITH, OSWALD
EDITORA VIDA

EVANGELIZEMOS O MUNDO
SMITH, OSWALD
EDITORA VIDA

FATOR MELQUISEDEQUE, O
RICHARDSON, DON
EDIÇÕES VIDA NOVA

FIEL TESTEMUNHA (WILLIAN CAREY)
GEORGE, TIMOTHY
EDIÇÕES VIDA NOVA

HISTÓRIA DAS MISSÕES
NEILL, STEPHEN
EDIÇÕES VIDA NOVA

IGREJA LOCAL E MISSÕES
QUEIROZ, EDISON
EDIÇÕES VIDA NOVA

INTERCESSÃO MUNDIAL
JOHNSTONE, PATRICK
MISSÃO AMEM

LIVRE DAS GARRAS DO DRAGÃO
HUNT, CARROLL F.
EDITORA VIDA

MELHOR PARA MISSÕES, O
QUEIROZ, EDISON
DESCOBERTA EDITORA

MISSIOLOGIA, A MISS.TRANSCULTURAL
PATE, LARRY D.
EDITORA VIDA

MISSÕES: PREPARANDO AQUELE QUE VAI
DR. DAVID HARLEY
EDIÇÕES VIDA NOVA

MISSÕES TRANCULTURAIS - PERSPECTIVA BÍBLICA
WINTER, RALPH D.
EDITORA MUNDO CRISTÃO

MISSÕES TRANCULTURAIS - PERSPECTIVA CULTURAL
WINTER, RALPH D.
EDITORA MUNDO CRISTÃO

MISSÕES TRANCULTURAIS - PERSPECTIVA ESTRATÉGICA
WINTER, RALPH D.
EDITORA MUNDO CRISTÃO

MISSÕES TRANCULTURAIS - PERSPECTIVA HISTÓRICA
WINTER, RALPH D.
EDITORA MUNDO CRISTÃO

PAIXÃO PELAS ALMAS
SMITH, OSWALD
EDITORA VIDA

POR ESTA CRUZ TE MATAREI
OLSON, BRUCE
EDITORA VIDA

QUANDO VEM A PERSEGUIÇÃO
PIT, JAN
C. P. A. D.

QUE AINDA NÃO OUVIRAM, AOS
Shedd, Russell; Queiroz, Edison; Costa, José Wellington da; e outros
Palestras do Congr.Bras.de Missões-Bertil Ekström
EDITORA SEPAL

SAMUEL MORRIS
BALDWIN, LINDLEY
EDITORA BETÂNIA

SEGREDO ESPIRIT. HUDSON TAYLOR, O
TAYLOR, HOWARD
EDITORA MUNDO CRISTÃO

SENHORES DA TERRA, OS
RICHARDSON, DON
EDITORA BETÂNIA

TOCHAS DE JÚBILO
DEKKER, JOHN
EDITORA VIDA

TOTEM DA PAZ, O
RICHARDSON, DON
EDITORA BETÂNIA

VALIOSO DEMAIS PARA QUE SE PERCA
William D. Taylor (Bill Taylor)
DESCOBERTA EDITORA

VOCÊ PODE MUDAR O MUNDO
JOHNSTONE, JILL
EDITORA UNILIT

www.missaoavante.org.br

O Desafio do Preparo Missionário em um Contexto de Prejuízo Histórico

Para entendermos os critérios das mudanças na área de ensino missiológico em todo o mundo nos últimos 30 anos precisamos estudar as tendências teológicas presentes em cada contexto.
A grosso modo veríamos que nos anos 70 a missiologia possuía uma ênfase eclesiológica localizada e pragmática. Avaliava-se na época a identidade da Igreja como comunidade responsável por transmitir o evangelho de Cristo por toda a terra. Esta ênfase eclesiológica com aplicabilidade pastoral/eclesiástica definia a formação da mentalidade evangélica levando à uma consciência de quem nós somos e para que fomos chamados. Foi uma época de fundamentação missiológica, a época dos conceitos, que preparou também a Igreja dos países missionário emergentes para a segunda década. Nos anos 80 iniciou-se um processo centrado na análise e avaliação do campo missionário e notamos o que tenho chamado de "Efeito PNA" (Povos Não Alcançados) fazendo com que o assunto Missões passasse a ter uma forma gráfica e estatística. Quem são os PNAs, onde estão e como alcançá-los. Surgiram os pesquisadores, os movimentos de categorização da prioridade missionária no mundo e a ênfase na definição do que seria a grande meta missionária da Igreja nos próximos anos. Movimentos como AD 2.000, WEC International (AMEM), World Mission e outras dedicavam-se intensamente à tarefa de definir quem eram, onde estavam e qual a chance de alcançar os grupos ainda intocados pelo evangelho. Definiu-se a janela 10X40, entendeu-se a dimensão do desafio islâmico, foi revelada a necessidade de investimento missionário entre o crescente grupo dos "Sem Religião" e compreendeu-se melhor a permanente resistência dos grupos animistas além do sempre presente perigo do sincretismo religioso. Era a década da definição da largura, extensão e profundidade do restante não alcançado em nossa geração e do que ainda precisava ser feito. Dois grandes passos haviam sido dados até então: a fundamentação de uma missiologia voltada para a identidade da Igreja e o estudo dos grupos alvos do esforço missionário. Neste ínterim, através do massivo envio missionários nos anos 80, percebeu-se a existência de uma brecha entre o ideal missionário e a realização missionária e assim entramos na década seguinte com uma forte consciência de que faltava algo. Nos anos 90, com a visão das limitações missionárias, problemas frequentes de contextualização e comunicação transcultural, limitada aplicabilidade das teologias bíblicas em contexto inter-cultural e reduzido número de igrejas autóctones entre os grupos recém alcançados, fomos levados a crer que a formação missiológica (a descrição de nossa identidade funcional, princípios e conceitos como Corpo chamado a fazer diferença na terra) era insuficiente perante o sonho de plantio de igrejas no restante intocado do planeta. Faltavam-nos instrumentos, preparo prático, instrução sobre como fazer, tecnicabilidade; enfim, faltava-nos um manual sobre "como fazer" - treinamento missionário. Ao longo dos anos 90 nos rendemos à conclusão de que o grande desafio da década, e possivelmente da década seguinte, seria a preparação teológica, ortoprática e funcional de obreiros transculturais e assim passamos a falar em redefinição de currículos, idealização de melhores treinamentos, fundação de novas escolas de Missões e toda a ênfase voltou-se para a pessoa do missionário gerando também um aprofundamento nos critérios de aceitação, treinamento e envio de novos missionários. Fenomenologia da Religião, Antropologia Cultural, Fonética, Aprendizado de Línguas, Tradução e Teologia de Missões ganharam ênfase em várias instituições de ensino. Após esta retrospectiva vejamos um pouco do momento atual. Prejuízo Histórico Vivemos em um prejuízo histórico missionário como todos os países missiologicamente embrionários onde possuímos uma pequena leva de missiólogos para um grande número de instituições de treinamento missionário onde a grande maioria de nossos professores não tiveram a oportunidade de ser expostos a um contexto transcultural missionário e por outro lado, o grosso dos nossos missionários mais experientes ainda encontram-se na ativa em diferentes campos. Este é um prejuízo histórico comum no momento que nos encontramos, basicamente vivendo a nossa segunda geração missionária e possivelmente apenas entre a terceira e quarta é que passaremos a experimentar um número maior de missionários envolvidos missiologicamente no preparo de novos obreiros. Entretanto devemos lembrar que missionários funcionalmente capazes em seus campos não são necessariamente missiólogos ou professores de missões. Países como a Coréia do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Brasil e Tanzânia vivem situações parecidas do ponto de vista do preparo: a falta de uma ponte que una a realidade do desafio do campo missionário e a presente proposta de preparo missiológico. É certo que não podemos lidar com todas as implicações desta realidade histórica na qual nos encontramos entretanto creio que podemos minimizar seus efeitos. Precisamos definir nossas prioridades e limitações em nosso treinamento e formação missionária. Costumo afirmar que, pela índole evangelística da Igreja brasileira, temos em nosso território um laboratório natural para a formação de plantadores de igrejas. Somos uma nação etnicamente multicultural e nossas raízes histórico/culturais remontam a um passado menos distante que países com homogenia étnica fazendo com que a chamada "Expectativa Cultural" seja menos gritante. Para minimizarmos os efeitos do prejuízo histórico no qual nos encontramos creio que poderíamos pensar e tentar enfatizar, sob as definições de sua aplicabilidade funcional, três áreas da formação missionária as quais, pelo simples fato de serem comumente apontadas por obreiros provindos de 'novos países' como as principais barreiras na tentativa de uma verdadeira comunicação do evangelho, constituem para mim o supra sumo da nossa carência de treinamento integral. São elas a Antropologia Cultural, Teologia Bíblica e Aprendizado de Línguas. Menciono estas áreas, entretanto, sob o pressuposto de que já temos em mente que o caráter missionário fala mais alto que sua habilidade. Portanto seria nulo o conhecimento missiológico em um homem desprovido do caráter de Cristo. Antropologia Cultural Entendamos inicialmente a relevância da Antropologia Cultural, ou "Antropologia da Observação Cultural" como definia M. Stuart no início dos anos 50, na necessária tarefa de 'explorar a possibilidade da comunicação do evangelho a outro grupo que, culturalmente, possua outros padrões de valores existenciais na transmissão de uma mensagem'. Fala a respeito da possibilidade de real comunicação entre dois grupos distintos com diferentes (e as vezes divergentes) cosmovisões. Respondendo a um missionário que fortemente indagava "mas qual a aplicabilidade da Antropologia Cultural em meu ministério" comecei a responder dizendo: A Antropologia Cultural, funcionalmente definindo, é um instrumento de reconhecimento das perguntas existentes em certa cultura, socialmente interpretadas ou não pelo próprio grupo, entretanto necessárias para se diagnosticar os pontos de tensão social ali existentes. Provê as ferramentas necessárias para o mapeamento cultural do grupo alvo através da definição da hierarquia social, hierarquia socio-espiritual, expressões ritualísticas e cerimoniais, cosmologia, cosmovisões e costumes, linguagem interativa e comunicabilidade. O alvo da antropologia cultural, missiologicamente falando, é levantar as perguntas socialmente relevantes afim de receber respostas biblicamente centradas. O alvo final é fomentar transformação de vida e sociedade através de um evangelho que faça sentido na cultura receptora e não apenas na mente e coração daquele que transmite. Ou seja, entender o contexto para que o Evangelho exposto seja inteligível ao que ouve. Como exemplo poderíamos pensar sobre o tempo linear e cíclico. Quando um povo animista possui toda a sua cosmologia definida pelo tempo cíclico (baseado em acontecimentos que 'marcam' o tempo e necessariamente se repetem, não avançam ou retrocedem) e não linear (como o nosso tempo ocidental que segue uma linha contínua progressiva e não repetitiva) fazendo com que o dia 4 de julho de 1999 nunca venha a se repetir em nossos calendários, mentes e cosmologia, isto gera questionamentos socio-existenciais que precisam ser respondidos para a compreensão, aceitação e viabilidade cultural do evangelho dentre o povo. Em termos práticos, é necessário saber quais são as perguntas (este é o trabalho da Antropologia Cultural) antes de tentar respondê-las (Teologia bíblica). Por exemplo, expor o evangelho numa perspectiva linear para um povo com cosmovisão cíclica terá um dos três possíveis resultados: a) entendê-lo como uma mensagem alienígena e possivelmente aplicável apenas a uma cultura estrangeira; b) entendê-lo parcialmente e tentar preencher os vácuos deixados com respostas da religião materna; o que geraria sincretismo religioso; c) não entendê-lo. Deixando o simplismo óbvio com o qual estamos lidando seria necessário pensarmos, numa perspectiva do prejuízo histórico no qual vivemos, quais seriam as áreas de estudo na Antropologia Cultural que fariam nossos missionários mais bem preparados para o grande desafio. Dentre as mais variadas áreas da Antropologia como Antropologia Cultural, Etnicismo, Etnologia, Costumes e Culturas, Fenomenologia Religiosa e Comunicação Social há duas altamente relevantes para nossos candidatos à obra missionária transcultural que são Fenomenologia da Religião e Etnologia. A relevância destas duas áreas de estudo deve-se mais à observação dos comuns erros de campo (inclusive e principalmente os meus) do que em uma tentativa de estruturar um currículo ideal de conhecimento antropológico. Dentre estes 'erros comuns' há três que tem vindo à tona quase sempre quando a comunicação é restritiva, parcial ou simplesmente ausente. Eles giram em torno da falta de compreensão de que: Nem tudo o que é diferente é religioso Entre os Bassaris, tribo vizinha aos Konkombas com os quais trabalhamos, há um complexo ritual onde um composto de água e gordura é derramado constantemente sobre o corpo de alguém morto recentemente, usando-se uma cuia de madeira enquanto algumas palavras são ditas por uma pequena multidão que se coloca ao redor. Próximo dali é acesa uma fogueira onde folhas verdes são queimadas enquanto um pouco de água é aspergida sobre o fogo por pessoas ligadas àquele que morreu. Lendo um relato de um missionário que esteve entre eles 20 anos atrás ele ao fim conclui: "É um ato de invocação demoníaca afim de pedir aos espíritos que guiem aquele que morreu". Nada mais longe da verdade. Apesar da tribo Bassari ser animista e estar debaixo de forte influência do mal, este ato em particular não passa de uma forma de conservar o corpo do morto durante os dias de espera pelos parentes de aldeias distantes. A água e gordura têm uma propriedade de retardar a decomposição do corpo; a cuia é usada porque não há panelas ou copos; a multidão posta-se ao redor da fogueira porque é assim que reúnem-se todas as noites mesmo porquê não há energia elétrica, e folhas verdes são queimadas (com um pouco de água sendo aspergida) afim de produzir bastante fumaça e espantar os mosquitos. As palavras ditas são provavelmente os cumprimentos a cada pessoa que chega de outras aldeias para o funeral. Na verdade este não é um ato religioso mas sim um processo cultural-científico, ou 'apenas um ato social' como diria Kenner. Denomino de 'neurose espírito-fenomenológica' a tendência que nós missionários temos de analisar religiosamente todo e qualquer fenômeno interpretando-o como quem chegou para dissecar a religiosidade cultural sem entretanto ver o povo como uma sociedade que vive e não apenas cultua. Nem tudo o que é cerimonial é demoníaco Duas posturas são destrutivas na ação missionária para fins de comunicação: não crer na ação demoníaca e crer que tudo é ação demoníaca. Afim de entender a diferença entre os dois pontos podemos usar o conhecimento missiológico, nossa teologia, observação e sabedoria. Entretanto creio que nunca entenderemos a raiz do que é diariamente posto à nossa frente se do alto não nos for dado discernimento espiritual. Um fator agravante é que os fenômenos religiosos em uma cultura recém alcançada devem ser entendidos e interpretados o mais cedo possível afim de ativar a comunicação aplicativa do Evangelho, o que nos força a tomar posições interpretativas quanto a fenômenos locais muito cedo, quando ainda estamos pouco imersos culturalmente. Olhando ao redor do universo Konkomba poderia citar um grupo expressivo de fenômenos sociais ou religiosos que necessitam de um esforço de discernimento afim de identificá-los do ponto de vista espiritual como por exemplo a circuncisão de rapazes quando passam para a idade adulta tornando-se 'ujaman' - homens; o corte da pele facial formando cicatrizes que apontam para o clã ao qual pertencem; a dança cerimonial após a morte de alguém; o banho de lama e óleo antes de um trabalho pesado ou longa viagem; a 'venda' das crianças que nascem após haver morte infantil na família etc. Outros são claramente negativos mas igualmente carentes de interpretação social como a morte de uma criança quando nascem gêmeos abandonando-a numa floresta a noite ou mesmo o sacrifício de crianças 'defeituosas' ou profundamente enfermas. Devemos entender que uma classificação normativa (demoníaco ou não demoníaco) pode saciar nossa sede de definições teológicas mas não são suficientes para alinhar um processo na ética de uma igreja que nasce entre um grupo recém alcançado. Há necessidade de uma interpretação um pouco mais profunda levando em consideração que entre vários grupos (como animistas, hindus ou budistas) o comum não se dissocia do sagrado nem o material do espiritual havendo o que pode ser chamado, quase que paradoxalmente, de 'integração dialética'. Entretanto nossa tendência exorcista brasileira pode levar-nos a uma maior dificuldade no discernir da linha divisória entre religioso e comum e na precipitação do julgamento cultural. Nem tudo o que é cultural é puro Este é o outro lado da moeda. O etnicismo defende a pureza natural das culturas intocadas o que pode, em certa instância, influenciar a comunicação. Devemos ser sempre relembrados de que o pecado é cultural. Ele não ocorre em um plano supra humano mas brota do coração do homem envolto em seus conceitos e costumes, manifestando-se moldado às circunstâncias externas como língua, costumes e meio ambiente e por fim caindo no mesmo abismo que foi aberto desde o início: a separação entre o homem caído e o Deus santo. O pecado é cultural, manifesta-se culturalmente e o homem, em sua cultura, necessita de redenção. O Evangelho, entretanto, é supra cultural pois não se limita às estruturas da sociedade. É aplicado a todo homem, de todas as culturas, em todas as gerações. Entre os povos isolados (meninas dos olhos dos antropólogos etnicistas) não encontramos um paraíso de pureza cultural, como alguma vezes se pensa, mas sim povos curvados ao inimigo vivendo um inferno na terra e procurando quase desesperados alguma maneira de redenção, mesmo que temporária. Procuram redenção nos sacrifícios, ídolos, amuletos, tabus, magias, rituais demoníacos e penitências. A verdade bíblica universal, entretanto, afirma que a redenção está em Jesus, a mensagem é o Evangelho e entregá-la a outros chama-se Missões. Esta é a nossa fé e para isto trabalhamos. Teologia Bíblica Teologia bíblica é um termo que deve ser pré conceituado antes de prosseguirmos. Utilizo-o sob o pressuposto temático. Não se trata portanto de ramos teológicos, teologia sistemática ou de teologia verdadeiramente bíblica mas simplesmente da sistematização bíblico-temática de assuntos específicos, como 'teologia de anjos', 'teologia de pecado' ou 'teologia de sofrimento': um estudo bíblico temático vetero e neotestamentário. Definindo o termo, sigamos em frente. A Antropologia Cultural tem como missão mapear, localizar e fazer as perguntas certas. Se olharmos para o Brasil, por exemplo, veremos um grande número de igrejas e pregadores que provêem diariamente respostas (muitas delas corretas teologicamente) para perguntas que nunca são feitas. Poucos interessam-se em estudar e compreender sobre câncer nos ossos quando na verdade o que os aflige é uma terrível gastrite. Esta é a primeira instrução antropológica cultural na abordagem de um novo grupo social: descubra as perguntas certas. Denominações que, em países da América Latina, apresentam uma teologia de 'prosperidade e sofrimento' ou mesmo de 'bênção e maldição' (apenas para ficar em dois exemplos) acham público; não necessariamente pela seriedade das respostas (muitas sérias e outras não) mas sim pela identificação das perguntas. Em um superficial mapeamento cultural realizado em países socialmente existenciais como o Brasil facilmente veríamos que duas claras perguntas na mente do povo são: "Porque sofremos ?" e "Como melhoraremos ?" Entretanto localizar as perguntas certas não pressupõe sucesso na comunicação do evangelho. É necessário apresentar as respostas certas. Alerta: não as respostas que irão surtir efeito, satisfazer a alma ou gerar impacto social: mas sim respostas biblicamente certas. Dar respostas certas às perguntas certas normalmente é uma tarefa conflitante. Aqueles que o fizeram, já no primeiro século, foram apedrejados, expulsos, perseguidos, denominados de 'peste' e 'transtornadores'. Para aqueles que pensam que uma genuína e culturalmente coerente exposição do evangelho redundará necessariamente em um positivo impacto social além de muitos frutos, precisamos ser relembrados que não se define Missões em termos de resultados mas sim de fidelidade ao Senhor. A questão final para a apresentação de uma teologia bíblica que responda à pergunta do coração do homem em sua cultura e língua não são os resultados humanos mas sim fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra. Nesta altura há duas verdades óbvias quanto ao treinamento missionário: primeiramente nossos candidatos à obra missionária precisam ser preparados biblicamente. Estudar a Palavra, conhecê-la, pesquisá-la textualmente, contextualmente e tematicamente. Investir em um bom preparo bíblico é investir diretamente no campo. Em segundo lugar precisamos entender que a fidelidade transpõe a habilidade. Neste momento o caráter cristão deveria ser a mais enfática disciplina em nossos cursos de formação missionária. Como um caráter à imagem de Cristo não pode ser forjado simplesmente em salas de aula precisamos urgentemente de discipuladores entre nossos professores de missões. Uma grande descoberta pessoal tem sido a primária importância do caráter do missionário acima de sua habilidade de comunicar inteligivelmente o evangelho transpondo barreiras lingüísticas, culturais e missiológicas. Após três anos entre os Konkombas, quando a Igreja crescia rapidamente e o Evangelho alcançava lugares remotos perguntei certa vez aos líderes locais sobre a principal razão que colaborava para a nossa boa comunicação, mencionando três opções: a) habilidade de falar no dialeto local e ser entendido com facilidade; b) entendimento cultural, dos costumes e forma de vida Konkomba; c) envolvimento pessoal com a sociedade tribal, sendo aceito e aceitando-a. Eles então responderam: "O nosso povo senta-se para ouvi-lo simplesmente porque você sorri quando nos vê e nos cumprimenta quando passa por nós". Naquele dia escrevi em meu diário: "caráter é mais importante que habilidade". Segundo Hustmann a história das missões se divide em três partes quanto ao conhecimento antropológico e aplicabilidade de teologia bíblica. Na etapa em que nos encontramos os erros antropológicos residem não na falta do conhecimento mas na falta da disposição em aplicar o conhecimento. Em suma, um número reduzido de missionários erra hoje, em um nível básico de comunicação, devido à falta de entendimento da cultura ou conhecimento bíblico. Os grandes erros de comunicação são conseqüência de uma decisão em não aplicar o conhecimento adquirido. Problema de caráter, não de estudo. Este princípio é também aplicável em todo um universo de existência missionária onde a grande maioria dos obreiros que voltam forçosamente do campo o fazem devido a problemas de relacionamento enquanto um pequeno índice apontaria para a falta de habilidade em aculturar-se. Caráter, em última instância, é o fator primordial que define relacionamentos, e relacionamentos, citando Abdulai Syin , definem a pressuposição social de aceitação ou rejeição da mensagem que será pregada. Isto implicaria no fato de que, mesmo sendo o evangelho o poder de Deus, este Deus deseja que nós que o transmitimos, o façamos com fidelidade de vida e não apenas conhecimento de causa. Aprendizado de Línguas O aprendizado de línguas, juntamente à tradução da Palavra, é uma área de gritante necessidade de atenção em nossos cursos de formação de obreiros transculturais. Pela óbvia necessidade do obreiro transcultural aprender uma nova língua para sobreviver, se relacionar e expor o evangelho. Enfim: comunicar-se. Quando falamos sobre aprendizagem de línguas estamos tratando sobre um ponto vital na comunicação missionária. Grande parte da força missionária que envolve-se com um grupo pouco evangelizado fora do nosso país necessitará, no mínimo, de aprender duas novas línguas: a primeira delas chamamos de 'básica' (inglês, francês, árabe etc) que será usada para se estabelecer em um novo país onde habita o grupo alvo. A segunda chamamos 'missiológica' e é justamente a língua ou dialeto do grupo alvo. Em muitas circunstâncias o grupo alvo pode usar mais de uma língua ou dialeto criando novas ramificações. Há portanto grande necessidade de investirmos a nível lingüístico-prático na formação de nossos obreiros transculturais: enfatizar um bom curso de aprendizagem de línguas; expô-los à uma segunda língua, desafiá-los a romper a barreira da adaptação lingüística, ensinar-lhes fonética, fonologia, morfologia e conceitos de tradução da Palavra, mesmo que informal e para transmissão verbal do evangelho. Enfim, dar-lhes as ferramentas. Do ponto de vista lingüístico há uma grande diferença entre o ideal missionário e a realidade missionária. Um exemplo pessoal. Quando chegamos em Gana fomos desafiados a trabalhar com um grupo conhecido como 'Konkombas' que, segundo os registros, falavam uma variação de 4 ou 5 dialetos. Chegando até eles e conhecendo-os de perto vemos hoje que 'Konkombas' é apenas uma expressão estrangeira sendo esta uma palavra totalmente desconhecida e sem sentido para a própria tribo. Também não são uma tribo mas algo que poderíamos chamar de 'Nação Tribal': um agrupamento de etnias irmãs sem concentração social mas com interesses comuns, onde são faladas 23 línguas e 64 dialetos diferentes, apenas dentre os grupos e sub grupos que conseguimos estudar. Nós hoje trabalhamos com 1 destes 23 grupos (que para facilitar a comunicação no Brasil continuamos a tratar como 'Konkombas') que se auto-entitula Bimonkpelnn onde são falados 9 diferentes dialetos, alguns tão distantes ao ponto de necessitarmos em média de três intérpretes a cada culto, apenas entre os 'Bimonkpelnn'. A realidade não romântica do campo força-nos a investir na formação lingüística de nossos obreiros pois as barreiras existem para serem ultrapassadas e foi-nos confiada esta tarefa. Conclusão É necessário avançar. Usar os instrumentos de instrução que o Senhor tem nos dado. Investir no entendimento antropológico cultural, conhecer a Palavra afim de propor um evangelho inteligível e estudar as línguas para que haja comunicação. Entretanto é necessário sempre lembrar que nenhum conhecimento acadêmico fala mais alto do que uma vida transformada. Que o caráter transpõe a habilidade. É preciso seguir Jesus.
Ronaldo Lidório

www.ronaldo.lidorio.com.br

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Papel Estratégico de Brasileiros em Missões Transculturais


POR QUE O BRASIL e os BRASILEIROS
É crescentemente reconhecido pela igreja e pelos líderes missionários ao redor do mundo que os brasileiros possuem uma função chave para o desenvolvimento da evangelização mundial. Segue alguns pontos a serem considerados:
  • Espiritualmente: Com mais de 25 milhões de adeptos, a igreja evangélica brasileira é a terceira maior do mundo. É uma igreja jovem e pulsante.
  • Culturalmente: Brasileiros são pessoas relacionais, que geralmente possuem mais aspectos em comum com os povos não alcançados que as pessoas de lugares que tradicionalmente enviam missionários como Norte América e Europa.
  • Etnicamente: O Brasil é um país com grande diversidade étnica (com milhões de imigrantes do Oriente Médio, Japão, China, Portugal, Itália, Alemanha, Polônia, Ucrânia, Rússia, Letônia, etc.) o que ajuda a minimizar muitos obstáculos para os missionários brasileiros no campo missionário.
  • Historicamente: O Brasil nunca foi um colonizador em nenhum sentido da palavra, ao invés disso, foi colonizado, tendo isso em comum com muitas nações não alcançadas do mundo.
  • Politicamente: O Brasil é tradicionalmente um país neutro e causou poucas ofensas ao redor do mundo (ninguém queima a bandeira do Brasil no meio da rua,....exceto, talvez, a Alemanha, após a copa do mundo!!).
  • Economicamente: O Brasil está entre a oitava e décima maior economia do mundo e está cada vez mais forte.
  • Biblicamente: Nós devemos nos lembrar que Deus chamou todo o seu povo, Sua família global , não somente a igreja do ocidente, para levar Sua glória para as nações.
  • Para não esquecer: Os brasileiros são os melhores jogadores de futebol do mundo e o mundo adora futebol, “o esporte encantador”! Futebol, e várias outras coisas distintas ou unicamente brasileiras, que abrem portas de oportunidades em lugares onde os ocidentais não podem freqüentar livremente, ou não serão verdadeiros se forem.
A CCI-Brasil existe para ajudar a direcionar o foco dessa igreja jovem e pulsante em uma das nações mais necessitadas do mundo, especialmente os mulçumanos turcos, curdos e árabes.


Fonte:
Missão CCI Brasil

sábado, 5 de abril de 2008

Uma crente morreu de fome!


E eu com isso? Num município minúsculo e paupérrimo do sertão da Paraíba uma senhora morreu por causa da subnutrição aguda que lhe atingiu em conseqüência da ausência quase total de alimentação em sua casa. E isso foi divulgado amplamente como denuncia pela Juvep. Uma irmã de Curitiba, em estado de choque, querendo resposta que explicasse esse lamentável fato, já que se tratava de uma serva de Deus, nos escreveu buscando resposta(s).

Crentes morrem atropelados, vitimas de assalto, queda de avião, afogado, de câncer, falta de atendimento em hospitais públicos... Há até casos de raios que caem e matam servos de Deus.
... Alguns morrem de fome...

O que nos diferencia de um não crente, fundamentalmente é que temos a salvação e, por conseguinte vamos reinar de forma plena com o Senhor quando da sua vinda....

A irmã não pode ser considerada mártir. Ela não morreu conscientemente pela causa do evangelho, nem morreu por que confessava a Jesus como seu único salvador. Não foi vitima clara de perseguição religiosa. Ela morreu por causa da injustiça social, da corrupção que assola esse país, também da omissão de boa parte da igreja brasileira que repete e imita àqueles que controlam o poder econômico. Segmento egoísta, acumuladora de capitais, materialista e excessivamente consumista, contribuinte também e mantenedora da industria de supérfluos com etiquetas e design "belissimamente" impressionantes. Vitima de distorções teológicas, de pregações superficiais, atrofiadas ou cheias de acréscimos perniciosos ao evangelho, do pecado que assola de uma forma profunda, forte e brutal à sociedade brasileira. Igreja evangélica que é, em grande parte omissa, volúvel... dispersa, desunida, não sabe encarar seus defeitos com maturidade. Fragmenta-se em infidaveis pedaços. Pobre e frágil igreja evangélica nacional.

Quantos irmãos não estão desempregados, endividados, falidos, amordaçados, "amarrados", passando necessidades? As vezes membros de igrejas onde grande parte tem um poder aquisitivo de fazer inveja.

Algumas tendências no meio cristão afirmam que toda dificuldade financeira, miséria, fome é causada por pecado ou falta de fé individual (da vitima), a parte da sociedade detentora do poder financeiro alega que os pobres são pobres porque são preguiçosos. Isso é simplismo, fruto de mentes alienadas, um falso desencargo de consciência legitimador de um genocídio silencioso que assola a nossa nação.
Há muito mais injustiça, opressão, descaso e omissão em nosso meio.

Denunciemos, oremos, profetizemos.

Pedro Luis
Fonte: Missão JUVEP

quinta-feira, 3 de abril de 2008

NAVIOS MISSIONÁRIOS


O blog do repórter Joziel Alves (Revista Enfoque Gospel, entre outras publicações) traz uma excelente matéria sobre os Navios Missionários. Repleto de fotos e informações, o artigo relata a fundo a história dessa belíssima iniciativa missionária. Vale a pena você ler!
Clique no link abaixo para acessar a matéria:
http://ozielfalves.blogspot.com/2008/02/navios-missionrios.html#links

sábado, 29 de março de 2008

É que você ainda não chegou em casa


Ouvi uma história, anos atrás, sobre um casal de missionários que estava voltando da África para os Estados Unidos.

Não tinham aposentadoria, sua saúde estava debilitada, sentiam-se derrotados, desanimados e apreensivos.

Depois de muitos anos de serviço missionário, lá estavam eles, iniciando sua longa viagem de volta a bordo do mesmo navio em que estava o Presidente Teddy Roosevelt (presidente dos EUA de 1901-1909), retornando de uma temporada de caça na África.

No momento do embarque, havia uma multidão de gente e uma banda tocando para a despedida do presidente, mas ninguém para se despedir dos missionários. O marido disse, então, à esposa:

- "Não é estranho, querida? Aqui estamos nós, sacrificamos nossas vidas no serviço do Senhor, gastamos muitos anos neste lugar, perseveramos no meio de imensas adversidades, perdemos alguns dos nossos filhos e os enterramos aqui. Tudo tem sido tão difícil, mas ninguém realmente se importa com isto, não é? Veja só toda essa fanfarra quando o presidente volta de uma simples excursão de caça! Mas ninguém se importa se fizemos algo de valor para Deus ou não."

- "Querido, você não deveria pensar assim", disse sua esposa.

- "Não dá para pensar de outra forma. É tudo tão injusto."

Durante toda a viagem, enquanto cruzavam o Atlântico, este sentimento crescia e fervia em sua mente. A amargura foi tomando conta da sua alma e ele disse à sua esposa:

- "Aposto que quando chegarmos em Nova Iorque vai haver outra banda para receber o presidente, e ninguém esperando por nós. Estaremos sozinhos".
-
E foi assim que aconteceu. Quando o navio atracou no porto de Nova Iorque, uma banda tocava as canções preferidas de Teddy Roosevelt, e todas as autoridades da cidade estavam lá para recepcioná-lo.

Enquanto isto, o casal de missionários desembarcou completamente despercebido e foi alugar um apartamento dilapidado no Setor Leste de Nova York.

Completamente arrasado, o homem disse à esposa:

- "Não é justo, não é justo mesmo! Aqui estamos nós, sem dinheiro, sem saber quem é que vai cuidar de nós ou para onde vamos. Deus nos prometeu grandes coisas, mas nada aconteceu. Entregamos a ele tudo que tínhamos, e o que fez por nós? Agora, veja o que acontece quando o presidente sai numa excursão de caça! Isso não é justo!"

- "Querido", a esposa respondeu, "eu sei que não é justo, mas esta não é a atitude certa. Não deve pensar assim. Por que você não vai até o quarto, converse com o Senhor sobre tudo isso e veja o que ele tem a dizer?".

E ele foi. Entrou no quarto e ajoelhou-se à beira da cama, sozinho. Ficou lá por um bom tempo e, quando saiu, seu rosto brilhava. Sua esposa percebeu que algo tinha acontecido. Então ela perguntou:

- "O que houve?".

E ele respondeu:

- "Eu me ajoelhei e derramei toda essa história diante do
Senhor. Contei para ele que havia achado tudo tão injusto, especialmente que ao chegarmos em casa, o presidente ganhou aquela tremenda recepção, enquanto ninguém se importou conosco. Eu disse também que ele não
estava nos tratando direito.

Mas sabe o que o Senhor me disse? Foi como se tivesse se inclinado e colocado sua mão no meu ombro, para me dizer:

- "Mas você ainda não chegou em casa!"

Do livro "TALKING TO MY FATHER" (Conversando com meu Pai), de Ray Stedman&Co. 1997.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Adoniran Judson – Um Missionário


O missionário Adoniran Judson levou o Evangelho até a Ásia e traduziu a Bíblia para o birmanês.
A história desse personagem é contada até hoje. Era o ano de 1824. Os oficiais do rei da Birmânia (atual Mianmar) - pais que fica às margens do Golfo de Bengala, no Sudeste Asiático tinham acabado de saquear o lar missionário de Adoniran e Ann Judson. levando tudo o que acharam de "valioso". No entanto, o tesouro mais precioso havia passado despercebido: o manuscrito de uma porção da Bíblia, traduzida por Adoniran Judson, que sua esposa Ann enterrara sob a casa.
Acusado de espionagem, Adoniran, um missionário magro e de corpo pequeno, ficou encarcerado por quase dois anos em uma prisão infestada por mosquitos. Ele e outros 60 condenados à morte ficaram encerrados em um edifício sem janelas, escuro, abafado e imundo. Durante aquele período, sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro - para que ele pudesse dormir melhor no duro chão de areia da prisão -, além de livros, papéis e anotações que ele usava para continuar a tradução da Bíblia para O birmanês. Dentro da cadeia, além das traduções, que ele escondia dentro de seu travesseiro, Adoniran evangelizava os presos.
O episódio descrito é parte da história do americano Adoniran Judson (1788 - 1850), o primeiro missionário cristão na Birmânia, que, por 30 anos, perseverou em seu trabalho de evangelização, apesar das doenças e perseguições constantes que sofria por pregar o Evangelho naquele país.
Em 1819 - seis anos depois de sua chegada à Birmânia -, Judson conseguiu seu primeiro convertido. Dois anos depois, já havia uma igreja fundada no país, com 18 batizados. Em 1837, havia 1144 convertidos batizados na Birmânia. Em 1880, esse número passou a sete mil, distribuídos por 63 igrejas. Em 1950, cem anos depois de sua morte, existiam mais de 200 mil cristãos na Birmânia, em sua maioria, resultantes da mensagem que Judson deixara naquele país. Dizia ele: "Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos."
Vida e Obra - Aquele amor à Palavra de Deus tinha história. Adoniran Judson nasceu em Malden, no estado americano de Massachussetts. Filho do pastor congregacional Adoniran Judson e de Abigail Brown Judson, o jovem Adoniran trabalhou duro em um moinho do pai. Tinha de caminhar muito até chegar à escola e tinha intensa devoção à Igreja.
Sua mãe ensinou-lhe a ler um capítulo inteiro da Bíblia quando tinha apenas quatro anos. Nos anos seguintes, freqüentou a New London Academy e depois a Brown Univercity, onde entrou com apenas 16 anos. Naquele período em que o ateísmo, proveniente da França, chegava com força aos Estados Unidos, o jovem Adoniran teve uma crise existencial. Recém diplomado, aos 19 anos, ele surpreendeu os pais quando disse que não mais acreditava na existência de Deus e que iria escrever peças de teatro. Era o ano de 1807.
Saiu de casa, mas, quando seguia para a casa de um tio, teve uma experiência que mudou sua vida por completo. No fim de uma noite, procurou um lugar para dormir em uma pensão. O proprietário disse que só tinha um quarto que ficava ao lado de outro em que estava uma pessoa muito doente. A voz agonizante de um homem no quarto ao lado só o deixou dormir no fim da madrugada. Ao acordar, Adoniran soube que aquele homem havia morrido, e tomou um susto ao saber que se tratava de Jacob Eames, um cético e descrente que ele conhecera na faculdade; e que também abandonara o Evangelho pelos ideais ateístas.
A notícia da morte de Eames atingiu seu coração como uma flecha. Foi, então, para Plymouth, onde assistiu a dezenas de palestras de pregadores cristãos. Em 1808, decidiu estudar para o ministério e entrou no seminário teológico de Andover. No ano seguinte, fez uma profissão pública de fé na igreja do pai e sentiu o desejo de tornar-se missionário.
Na época, escrevia a Ann, então sua noiva: Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor? [...] Hoje, tenho sentido grande alegria perante o Seu trono.
Os pais de Judson queriam que ele aceitasse pregar em uma igreja de Boston, mas recusou o convite. Tinha o mundo em seu coração. Em fevereiro de 1810, fundou, com quatro amigos pastores, a Junta Americana de Missões Estrangeiras, ligada à Associação Geral de Ministros Congregacionais de Bradford, em Massachussetts.
Casou-se com Ann em 5 de fevereiro de 1812, e apenas 12 dias depois, o casal partiu para Calcutá, na Índia, junto com os quatro pastores amigos de Judson. Ann tornou-se, então, a primeira missionária a deixar os EUA. Durante a viagem, dedicaram-se ao estudo das Escrituras. No entanto, ao chegarem a seu destino, a guerra fez com que eles deixassem o país. Como havia uma embarcação pronta para ir a Rangum, na Birmânia, o casal decidiu viajar nela. O percurso não foi fácil. Ann, que estava grávida, adoeceu no navio. Deu à luz seu primeiro filho, que morreu em seguida. Eles chegaram a Rangum exaustos, em julho de 1813. Ann, muito adoentada, desembarcou em uma padiola. Aquela experiência era uma prévia do que o casal ainda haveria de enfrentar.
Saída da prisão - A experiência na prisão, relatada no início desta biografia, não foi o único problema enfrentado pelo casal Judson na Birmânia. Depois de sair da cadeia - indultado pela Alta Corte de Justiça do reino birmanês, em novembro de 1825 -, viu a segunda filha do casal, Maria, morrer de febre amarela. Em outubro de 1826, Ann faleceu, também vítima da doença.
Adoniram mudou-se, então, para o interior da Birmânia, onde completaria a tradução do Antigo Testamento para o birmanês, em 1834, no mesmo ano em que se casou pela segunda vez, com Sarah, com quem teve oito filhos. Em 1837, Adoniram concluiu a tradução do Novo Testamento. Em 1845, Sarah faleceu, e ele retornou aos Estados Unidos, 33 anos depois do início de sua viagem à Ásia. Tanto interesse gerado por sua experiência na Birmânia rendeu a Judson uma platéia i inesperada. Grandes multidões corriam para ouvi-lo pregar em solo americano, pois se tornara uma lenda.
Em junho de 1846, casou-se pela terceira vez, com a escritora Emily Chubbock, e voltou no ano seguinte para a Birmânia para revisar mais uma vez o dicionário hirmanês-inglês que concluíra em 1826.
Muito doente, Judson foi aconselhado a fazer uma viagem marítima para se recuperar, mas veio a falecer no navio, em 12 de abril de 1850. Emily morreu quatro anos depois. Mas a frase que ele mais repetia em suas pregações tornou-se uma realidade: Eu não deixarei a Birmânia até a mensagem da cruz ser plantada aqui para sempre. Palavras proféticas de um verdadeiro herói da fé.

Fonte: Revista Graça, Ano 3, n.º 33 / http://www.ongrace.com/

quarta-feira, 19 de março de 2008

A fantástica fábrica de missionários


Bill Hybels, fundador e pastor de uma das maiores igrejas dos Estados Unidos, costuma dizer que a maior esperança do mundo está na igreja local e no quanto Deus pode usar esta força para transformar as pessoas. Eu posso entender com clareza o que ele quer dizer: basta imaginar as igrejas falando a língua das pessoas para transmitir, de maneira viva, a Palavra de Deus que não muda nunca! Seria a mais poderosa revolução!

Mas, o que é a igreja, e porque ela pode ser uma «Fantástica Fábrica de Missionários»?

Nós temos aprendido que a igreja não é a instituição, mas as pessoas. Não é o prédio, mas o ajuntamento maravilhoso de pessoas.

Pois quando uma criança freqüenta um lugar no qual tantas pessoas podem ser bons modelos, e onde a ação do Espírito Santo é viva e freqüente, o poder de influência positiva é enorme. A igreja é uma enorme ferramenta de Deus no despertamento e preparo da futura geração de missionários.

Vamos focalizar o olhar na microvisão e pensar na sua parcela desta responsabilidade.

Qual é a sua contribuição neste grande projeto de Deus?

Como pai, irmão, tio ou como «simples pessoa que passa por uma criança no corredor da igreja», o que você tem feito ou como Deus tem te usado para fabricar novos missionários? Quanto do seu amor a Deus tem se traduzido em sorrisos, palavras de incentivo ou encorajamento? E quanto às ações de serviço? Você tem mostrado que realmente vale a pena servir a Deus, trabalhando nas diversas áreas da igreja com alegria sincera?

Está na hora de fazer parte das engrenagens e linhas de montagem desta fábrica. Você já pensou que você mesmo pode ser um missionário?

Vamos juntos nesta força - Deus, você e toda a igreja - fabricar a maior e melhor geração de missionários que esse mundo já viu!

Visite: www.sermao.com.br

O papel de uma agência missionária

Qual é a utilidade de uma agência missionária ? Será que realmente precisamos deste veículo para realizar a obra transcultural ? Há várias maneiras de considerarmos o papel de uma agência missionária. Alguns são pessimistas e o definem como mal necessário, outros, como um bom instrumento do Senhor. As agências surgiram em resposta ao desafio de missões, e para servir à Igreja. Seus alvos básicos: despertar, treinar e enviar missionários. e isto sempre servindo a Igreja. Nem sempre foram tão eficientes para o que se propunham. Como qualquer outro ministério, as agências passaram pelas fases iniciais de uma organização, adquiriram experiência e se tornaram mais eficientes. Quando uma agência existe para servir um grupo de igrejas de uma mesma denominação, é chamada de junta missionária, fazendo o mesmo trabalho de uma agência interdenominacional, porém, servindo somente a uma denominação. Estamos em um momento histórico em que se reconhece a utilidade das agências e juntas, porém, como um certo apêndice desnecessário ao Corpo de Cristo. Alguns sugerem que por um certo tempo a Igreja foi desobediente e não atendeu ao seu chamado missionário, então o Senhor levantou as agencias, não como o ideal, mas por força das circunstãncias e negligência da Igreja. Uma outra maneira mais positiva de entendermos o papel de uma agência missionária é considerar as complexidades do campo missionário, pois, de fato, as agências foram fundadas por causa destas dificuldades e não por desobediência da Igreja, como tem sido sugerido. Pode ter havido erros históricos, quando as agências quase que se esqueceram o papel da Igreja como instrumento do Senhor, porém, o normal é terem a consciência que foram levantadas para servirem à Igreja naquilo que não lhe é fácil realizar. Será que uma só igreja conseguiria entender tudo sobre os povos tribais, muçulmanos, hindus e budistas? Será que urna só igreja conseguiria treinar todos os seus candidatos nos assuntos básicos necessários, tais como: adaptação transcultural, vida do missionário, base bíblica de missões, antropologia. Islamismo, etc.? Será que uma única igreja poderia dar todo apoio no campo que os missionários precisam? Uma agência pode realizar as seguintes tarefas em serviço da Igreja: 1. Fazer todo o trabalho administrativo de manter um missionário no campo, incluindo remessa de sustento, socorro médico, visitas pastorais, supervisão do trabalho, planejamento e estratégia, apoio logístico, etc. 2. Informar a Igreja onde há mais necessidades de obreiros. 3. Treinar transculturalmente os futuros missionários. 4. Participar de conferências, cultos e congressos missionários para assim instruir a Igreja. 5. Ter know-how dos campos onde atua, e instruir os recém-chegados. 6. Ajudar no levantamento de recursos para o trabalho normal e para projetos especiais 7. Ajudar a conseguir o visto. 8. Servir às igrejas já existentes, quando este for o caso, sempre treinando nacionais para assumirem o trabalho, tanto em um campo pioneiro, como em um campo com uma igreja já estabelecida. 9. Promover a unidade na expansão da obra missionária. Há outros pontos também importantes, porém, estes são suficientes para ilustrarmos como as agências podem ser uma bênção para a Igreja, e como é difícil para a Igreja ter toda a estrutura necessária para desenvolver a obra missionária. As agências e juntas são instrumentos do Senhor, levantadas por Ele, cujos dirigentes e trabalhadores são amantes da obra de missões, especializados nisto, e fiéis membros de suas igrejas locais. Trabalham para servir a Igreja em sua totalidade.

domingo, 16 de março de 2008

E-book para download: Árabe para Principiantes


Caro irmão, se você se interessa em aprender a língua árabe, eis aqui uma boa forma de iniciar seus estudos: Baixe o e-book Árabe Para Principiantes.
Para baixar, [CLIQUE AQUI].

É necessário ainda, para a correta apresentação do e-book, que o seu computador possua a fonte TraditionalArabic. Caso não possua, [CLIQUE AQUI] para baixar.

Fonte: www.equattoria.blogspot.com

O blog Equattoria é um novo blog que criei, para complementar o trabalho do Veredas Missionárias. No Equattoria publicarei fotos e informações sobre países, povos e línguas, além de links relacionados a estes temas. Espero assim estar disponibilizando para os irmãos mais subsídios missionários, sempre buscando incentivar a obra missionária da igreja. Divulgue também mais este espaço de informações!

terça-feira, 11 de março de 2008

A PERSPECTIVA MISSIOLÓGICA DA PÁSCOA CRISTÃ


Introdução


Num contexto de mudanças tão rápidas e da banalização do cristianismo, eu particularmente creio que a celebração cristã que mais representa o significado do verdadeiro cristianismo é a páscoa cristã.

Nela encontramos elementos que resumem o que verdadeiramente significa ser cristão no mundo de hoje. Sem a páscoa cristã não teríamos nenhuma boa notícia para contar a ninguém.

Ela nos diz por exemplo, que: 1. A experiência da páscoa cristã veio confirmar todo o ministério terreno de Jesus. Ele foi verdadeiro e tudo aquilo que ele disse e fez se consumam nesta experiência maravilhosa; 2. Os evangelhos só foram escritos por causa deste evento e que sem ele não teríamos nada prá contar ao mundo; 3. Também nos fala de uma era que se estava findando e de uma nova que estava tomando forma e começando. A páscoa cristã tem profunda influência na origem da missão da Igreja cristã primitiva, pois era o Cristo ressurrecto e exaltado que atraia e atrai as pessoas a Deus.

Neste contexto eu gostaria de pensar sobre o que tudo isto tem a ver conosco no inicio de um novo milênio e meditar sobre a perspectiva dessa experiência tão singular na história da humanidade, para nós hoje enquanto comunidade cristã, Igreja.

Eu quero pensar que os eventos dos últimos dias da vida de Jesus na terra nos falam sobre a nossa responsabilidade de encarnar sua história e nos remetem para a Missão.

1. A Perspectiva Futura da Comunidade Cristã - Com a páscoa a comunidade cristã ganha perspectiva de futuro, sentido de continuidade, o sonho não acabou. Ela ganha senso de auto definição e identidade própria para prosseguir com sua missão delegada e realizar o seu chamado. É somente com base na experiência deste evento que todo o ministério terreno de Jesus tem significado futuro. Este ministério não cessa, não desaparece, nem tão pouco é extinto, ele continua ministrando no mundo através desse ajuntamento de pessoas que são agregadas a esta comunidade. Sua Igreja.
É exatamente neste particular que podemos dizer que por causa da páscoa cristã, os evangelhos foram escritos, e também não seria muito dizer que sem ela, estes não teriam e nem fariam nenhum sentido para as gerações futuras dessa comunidade. Estes foram escritos não só para mostrar eventos passados e históricos, mas para revelar um fé viva, impulsionadora e verdadeira que queima o peito e faz esta comunidade marchar em direção ao futuro com confiança e segurança de que Cristo está e sempre estará presente com a sua comunidade, seu povo.

2. A Perspectiva da Vitória de Cristo Sobre o Mal - A páscoa também nos fala sobre o ápice da presença de Jesus na terra. Sua ressurreição e exaltação significam que Ele já possui a vitória sobre Satanás, a Morte, o Inferno, o Mundo. E que o seu Reino já se tornou uma realidade, mesmo que nem todos reconheçam isto ainda. Portanto não existe nenhuma perspectiva de se falhar nesta missão, o sucesso da missão da Igreja ou não, não trará ou deixará de trazer o Reino de Deus, que já é uma realidade presente no mundo, conduzida para dentro de nossa experiência (realidade) pelo evento da páscoa cristã.
A comunidade dos primeiros cristãos responde a tudo isto de uma maneira maravilhosa, através da sua expressão missionária. Manifestando por onde passavam os mesmos sinais do Reino de Deus, da mesma forma como Jesus fazia, curando, expulsando demônios e etc. Eles entendiam que não era um esquema, um método mas que o poder da experiência da páscoa cristã era que os conduzia a vitória e assim proclamavam a glória de Deus entre os homens, falando não só da experiência de Cristo que voltou dos mortos, como também de suas próprias experiências como aqueles que foram tirados das trevas para a maravilhosa luz de Deus.

3. A Perspectiva do Espírito Santo Sobre Esta Comunidade - Mesmo que o Pentecostes aconteça depois de quarenta dias, quando o Espírito de Deus foi derramado sobre esta comunidade. Podemos afirmar que existe uma intima ligação entre estes dois eventos. Se o evento da Ressurreição havia trazido confiança e identidade própria à esta comunidade, o derramar do Espírito Santo trouxe coragem, intrepidez e ousadia para que esta comunidade se tornasse testemunha dos fatos ocorridos, mesmo que isto viesse a custar-lhes a própria vida. Foi somente através do poder do Espírito Santo que eles se tornaram testemunhas. Newbigin diz que missão é o fluir do Pentecostes, e alguns até afirmam que a primeira atividade do Espírito Santo é Missão.
É através do Espírito Santo que Cristo continua vivo e ativo no mundo e que no dia de Pentecostes Ele escancara as portas dessa comunidade e lança os seus discípulos para o mundo. Com certeza a experiência da páscoa é o inicio do fim dos tempos. Quando será o fim? O tempo é curto e cabe a nós debaixo da orientação do Espírito Santo fazer a vontade de Cristo da mesma forma que Ele cumpriu a vontade do Pai.

Conclusão
Para os discípulos a ressurreição de Cristo e a vinda do Espírito Santo são provas incontestáveis da presença do Reino de Deus entre nós. Mas o que temos nós a ver com isso, as portas de um novo milênio, num contexto de "terceiro mundo", numa Igreja que luta para descobrir a sua própria identidade num mundo de tão rápidas mudanças?

Bom, penso que para nós, da América Latina:
1. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva do Cristo ressurrecto.
Sem o Cristo ressurrecto não existe a suprema autoridade sobre todas as coisas, principados, poderes e dominações deste século presente que nos tornaria impotentes para desenvolver qualquer tarefa missionária.

2. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva da natureza missionária da Igreja.
Sem páscoa Cristã a Igreja não seria existente. Esta comunidade cristã só existe por causa do Cristo ressurrecto e é sua tarefa primordial contar a todos que Deus em Cristo reconcilia o homem consigo mesmo.

3. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva do já e do ainda não.
A páscoa cristã nos diz que a realidade do Reino de Deus já é presente, e que a caminhada dessa comunidade tem que ser marcada por esta noção do já e do ainda não. Anunciar, buscar e clamar o Reino de Deus, presente e futuro é prerrogativa da existência desta comunidade.

Feliz Páscoa!

Bibliografia
Bosch, David J.,Transforming Mission:Paradigm Shifts in Thelogy of Mission New York, Orbis Books, 1999

Newbigin, Leslie, Trinitarian Doctrine for Today's Mission England, Paternoster Press, 1998

Valdir Xavier de França, Ministro da IPI do Brasil.
Atualmente trabalho com a Faculdade Teológica Sul Americana e ISBL-Faculdade de Teologia em Londrina-PR. Sou formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife. Minha formação missiologica é do Centro Evangélico de Missões em Viçosa-MG e aguardando resposta de matrícula para ingressar no programa de Doutorado do Oxford Centre for Mission Studies, na Inglaterra.

Fonte: http://www.msevangelico.com.br

quarta-feira, 5 de março de 2008

UM PRESENTE PARA VOCÊ


Amados leitores, é com felicidade que apresentamos aqui um verdadeiro presente para vocês: A antologia SABEDORIA: Breve Manual do Usuário. O e-book é uma seleção temática de versículos bíblicos, frases e pensamentos antológicos, além de trechos de poemas e provérbios de diversas culturas.
Organizada por Sammis Reachers , o e-book possui 257 páginas, e está em formato PDF.

Leia abaixo um trecho da apresentação do e-book:

“Nesta obra estão coligidas citações diversas, na forma de frases e pensamentos (de escritores, filósofos, pensadores, teólogos, personagens históricas); e ainda provérbios de diversas culturas, além de pequenos trechos de poemas. Foram agrupados por tema - Amor, Alegria, Saudade, etc., sendo a grande maioria deles iniciados por uma citação bíblica correspondente.
Embora concebida no intuito de enriquecer a Biblioteca Evangélica de e-books (ficando assim explicitados os princípios que nortearam a seleção das citações), sendo a referida biblioteca parte de um esforço coletivo para disponibilizar bons livros gratuitamente na internet, esta obra, pelo seu caráter francamente universal, é proveitosa a todo tipo de leitor, até mesmo ao cético ou ateu.

Creio ser este um humilde mas seguro ancoradouro para qualquer um em busca da verdadeira sabedoria (para e sobre a vida), e para aqueles que querem enriquecer sua cultura. Tal obra é de grande préstimo, ainda, para todos que necessitam de uma citação para abrilhantar seja um discurso, sermão ou pregação, seja uma obra de arte ou textos de qualquer espécie, desde uma reportagem a um trabalho escolar.”


PARA BAIXAR O E-BOOK, Clique Aqui.

Leia, divulgue, compartilhe. E comente.

Nosso sincero desejo é que esta obra seja útil à tua vida e ministério.

domingo, 2 de março de 2008

Os Campos estão brancos


Temos que repetir sempre para gravar em nosso coração:

1. O campo é o mundo - português
2. The field is the world - inglês
3. El campo és el mundo - espanhol
4. Thián di jiú shi shi-jié - mandarim
5. Le champ c’est le monde - francês
6. Nohara-gá shekai ô dês – japonês
7. Na lile konde ni ulimwengu - swahili
8. Der acker is die welt - alemão
9. Tirums ir pasaule - leto
10. Akern ar varlden - sueco
11. De akker is de wereld - holandês
12. Rola zás to swiat - polonês
13. Batun sensung iyo - sul coreano
14. Ul hakell hua alamm - árabe
15. Landang ialan dunia – indonésio
16. Ang bukid ay ang sanlibutan – tagalog (Filipinas)
17. Fusha eshte bota - albanês
(Mt 13:38 a)

Para termos os Campos Brancos sempre em nossa mente, precisamos ver Jesus por vários ângulos, e assim ele preencherá todas as lacunas de nossa vida:

Gênesis - A Semente da mulher Gn 3:15
Êxodo - O Cordeiro Pascoal Ex 12:5-13
Levítico -O Sacrifício Expiatório Lv 4:14, 21
Números - A Rocha Ferida Nm 20:7-20
Deuteronômios - O Profeta Dt 18:15
Josué - O Príncipe dos Exércitos do Senhor Js 5:14
Juízes - O Libertador Jz 3:9/Rm 11:26
Rute - O Remidor Divino Rt 3:12/Tt 2:14
1 e 2 Samuel - O Rei Esperado 1 Sm 8:5
1 e 2 Reis - O Rei Prometido 1 Rs 4:34/Ap 21:1
1 e 2 Crônicas - O Descendente de Davi 1 Cr 3:10/Mt 1:7
Esdras - O Ensinador Divino Ed 7:10/Mt 9:34
Neemias - O Edificador Nm 2:18, 20
Éster - A Providência Divina Et 4:14
Jó - O Redentor que Vive Jó 19:25
Salmos - O Nosso Socorro e Alegria Sl 46:1/Mt 28:20
Provérbios - A sabedoria de Deus Pv 8: 22-36
Eclesiastes - O Pregador Perfeito Ec 12:10
Cantares - O Nosso Amado Ct 2:8
Isaías - O Servo do Senhor Is 42
Jeremias - O Senhor dos Exércitos Jr 31:18
Lamentações - O Consolador de Israel Lm 1:2
Ezequiel - O Senhor que Reinará Ez 33
Daniel - O Quarto Homem Dn 3:25
Oséias - O Esposo Os 3:16
Joel - O Juiz das Nações Jl 3:12
Amós - O Deus de Fogo Am 1:4; 9:4, 6
Obadias - O Salvador Ob 21
Jonas - A Salvação do Senhor Jn 2:9
Miquéias - O Ajuntador de Israel Mq 2:13; 4:3
Naum - O Cavaleiro da Espada Flamejante - Nm 3:3
Habacuque - O Puro de Olhos Hc 1:13
Sofonias - O Pastor de Israel Sf 3:13
Ageu - O que faz tremer os céus e a terra Ag 2:6, 7
Zacarias - O Renovo Zc 6:12
Malaquias - O Anjo do Concerto Ml 3:1
Mateus - O Messias Mt 2:6
Marcos - O Rei Mc 15:9
Lucas - O Filho do Homem Lc 12:8
João - O Filho de Deus Jo 1:14
Atos dos Apóstolos - O Cristo Ressurgido At 2:24
Romanos - A Justiça de Deus Rm 8:30
1 Coríntios - O Cristo Crucificado 1 Co 1:23
2 Coríntios - A Imagem de Deus 2 Co 4:5
Gálatas - O Cristo que Liberta Gl 5:1
Efésios - A Cabeça da Igreja Ef 4:15
Filipenses - O Viver Fp 1:21
Colossenses - O Homem Perfeito Cl 1:28
1 e 2 Tessalonicenses - O Senhor que virá 1 Ts 4:13/2 Ts 2:1
1 Timóteo - A Nossa Esperança 1 Tm 1.1
2 Timóteo - O Nosso General 2 Tm 2:1
Tito - O Nosso Salvador Tt 3:6
Filemon - O Doador do Bem Fm 6
Hebreus - O Sacerdote Eterno Hb 7:3
Tiago - O Legislador Tg 4:12
1 Pedro - O Rei 1 Pe 2:17
2 Pedro - O Nosso Senhor 2 Pe 1:2
1 João - O Cristo 1 Jo 5:1
2 João - O Filho do Pai 2 Jo 3
3 João - A Verdade 3 Jo 4
Judas - O único Dominador e Senhor - Jd 4
Apocalipse - O Alfa e o Omega Ap 22:13

Fonte: Missão Evangélica Global.

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