quarta-feira, 23 de julho de 2008

Entrevista com José Bernardo - A tarefa essencial

Entrevista concedida pelo pastor José Bernardo à Agência Soma a respeito do Curso de Habilitação para o Trabalho Missionário da Escola Superior de Missões.

O crente enquanto aguarda a volta de Cristo ou sua morte física, o que vier primeiro, tem uma tarefa essencial de vida: evangelizar todo mundo. Para realizar essa tarefa, pode permanecer no espaço em que sua vida foi organizada ou, sendo chamado por Deus, seguir para campos mais distantes. Sair do seu ambiente para ir a lugares de cultura totalmente diferente exige um preparo especial. Pensando nisso, resolvemos entrevistar o Pr. José Bernardo, fundador e presidente da AMME Evangelizar, sobre a inauguração da Escola Superior de Missões da missão AMME Evangelizar em março de 2008.

1- Como surgiu a idéia de iniciar uma Escola Superior de Missões da AMME? E qual a necessidade que a ESM espera suprir no cenário de missões?

José Bernardo - O propósito da AMME é ajudar as igrejas evangélicas brasileiras a cumprir sua tarefa de evangelizar todo mundo. Na medida em que as igrejas que ajudamos apresentam a necessidade de ajuda no preparo de missionários para trabalho transcultural, nós nos propusemos a formar a escola. Estamos respondendo a uma demanda das igrejas que atendemos.

2- O que é necessário para estar realmente preparado para o campo missionário?

J.B. - Observo duas tendências no preparo de missionários: academicismo e pragmatismo. De um lado há escolas oferecendo tanta antropologia, filosofia, sociologia que não tem tempo de preparar os missionários para ganhar almas. Também há escolas que oferecem preparo tão rápido que mais parecem cursinhos de vestibular, o missionário chega no campo e se acha incompetente. Nós optamos por um programa baseado no que denominamos PME (Projeto Missionário Específico), ou seja, o projeto que cada aluno realizará no campo é o eixo do curso. Para tornar isso possível, o ponto forte de nossa escola é a mentoria. Cada aluno será acompanhado de modo particular, com orientações específicas a partir de entrevistas pessoais mensais.

3- Faça uma breve análise da realidade da maioria dos missionários hoje.

J. B. - A Igreja “resolveu” a questão de missões de forma simples, apenas colocando o rótulo de “missionário” em tudo o que faz: pizza missionária, safari missionário, viagem missionária à Disneilândia, compras missionárias, fachada de mármore missionária etc. Ser missionário vai no mesmo rumo; o irmão cansa de procurar emprego aqui no Brasil e decide ir para a Itália “fazer missões”. Mas cumprir a Grande Comissão tem parâmetros claros: 1) Tem que fazer discípulos - se não faz discípulos não é missionário; 2) Tem que ensinar o que Jesus ordenou - se não ensina o que Jesus ordenou não é missionário; 3) Tem que ensinar a obedecer (o que Jesus ordenou) - se não ensina a obedecer não é missionário. De um modo geral, falando da maioria, precisamos voltar ao firme fundamento da Grande Comissão bíblica, conforme Jesus a apresentou. A festiva Igreja Brasileira tem feito de missões uma festa. Precisamos de um pouco mais de choro e clamor pelos que se perdem. Como Igreja carecemos de seriedade!

4-Como será e quanto tempo durará o curso da ESM?

J. B. - No HTM a formação do aluno está baseada nas competências necessárias em quatro relacionamentos fundamentais para o missionário: a) o missionário e Deus; b) o missionário e a igreja local; c) o missionário e o campo missionário; d) o missionário e sua família. Fazendo jus ao caráter prático do curso, com o objetivo de efetivamente levar o aluno ao campo, as matérias o prepararão para desempenho nesses relacionamentos fundamentais.

O curso funciona em um sistema modular com um módulo de uma semana por mês. Os módulos iniciam sempre na 2ª feira e encerram no sábado. De segunda a sexta-feira o horário será das 19:30h às 22h e as aulas abordarão um dos conteúdos do curriculum. No sábado, com uma média de 3 a 4 horas, são realizadas atividades especiais, como ações práticas, debates sobre temas missionários, etc. São 16 módulos, com a duração de 2 anos. Duas viagens missionárias serão obrigatórias durante o curso de Habilitação para o Trabalho Missionário.

5-Quem pode se inscrever?

J. B. - Os alunos deverão ter: a) suficiente formação – curso superior em teologia (ou experiência ministerial equivalente acompanhada de formação superior em outra área, ou equivalente); b) comprovada experiência – atuando ativamente em ministérios da mesma igreja, por pelo menos dois anos, com ênfase na evangelização; c) claro chamado – um decidido interesse em ir para o campo missionário. Os alunos deverão contar ainda com o consistente apoio de uma igreja apoiadora e aprovação de seus líderes.

6-Haverá algo especial na abertura da escola?

J. B. - A semana de abertura da Escola Superior de Missões será de 17 a 22 de março. A programação se iniciará com um seminário sobre santificação, apresentado pelo missionário Edward Dudek - USA, um dos administradores da rede GlobeServe. O seminário será de 17 a 20. Atividades iniciais da Escola ocuparão os dias 21 e 22. Para este evento, a liderança das igrejas dos alunos está convidada a participar.

7-Se nossos leitores quiserem mais informações como deverão proceder?

J. B. - A escola é coordenada pelo missionário Saulo Piloto, missionário da AMME há alguns anos, pastor de evangelização e missões em sua igreja. Para maiores informações, fale com os missionários da AMME pelo tel. 0800-772-1232 e (11) 4473-4373, envie um e-mail para saulopiloto@evangelizabrasil.com e visite sempre o site www.evangelizabrasil.com

A única pergunta que importa



http://www.jmm.org.br/

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Rio Grande do Norte: Informações úteis para Missões


Dos 222 municípios brasileiros menos evangelizados 15% estão na “Janela Potiguar” (Rio Grande do Norte) . Um numero equivalente a 31 municípios com menos de 1% de Cristãos evangélicos( IBGE/CPR-RN). A saber:

· Água Nova
· Caiçara do Norte
· Carnauba dos Dantas
· Carnaubais
· Cerro Cora
· Cruzeta
· Equador
· Fernando Pedrosa
· Francisco Dantas
· Ipueira
· Jardim de Piranhas
· Jardim do Seridó
· Jucurutu
· Lagoa de Pedras
· Lagoa Salgada
· Major Sales
· Messias Targino
· Monte das Gameleiras
· Parau
· Parazinho
· Porto do Mangue
· Presidente Juscelino
· Rafael Fernandes
· Riacho da Cruz
· Rodolfo Fernandes
· Ruy Barbosa
· Santa Maria
· Santana do Matos
· Santana do Seridó
· São Bento do Trairi
· São José do Serido

  • Mais de 2,1 milhões de potiguares praticam um “Cristianismo” dotado com “Paganismo”. São adoradores de Galo, Padres, Santos, Pedras e outros seres inanimados. Prática não muito diferente dos hinduístas na Janela 10/40 e 35/45(IBGE).
  • 81.827 norte-rio-grandenses declaram não fazer parte de nenhuma religião. Um número bem próximo da quantidade total dos evangélicos no estado.
  • 46% dos potiguares são “Indigentes”, 1,3 milhão de pessoas vivem em estado de privação alimentar( sem seca!) ou no linear da sobrevivência biológica(IDEC/IPEA). Excluindo Natal, ou seja, considerando-se apenas o interior do estado, esse índice atinge 52%, em média(IDEC/1997).
  • 74,8% dos potiguares residem em domicílios com esgoto inadequado.
  • De cada 1000(Mil) crianças que nascem vivas, 88( oitenta e oito) morrem antes de completar um ano(IDEC-1995).
  • 7,79% dos norte-rio-grandenses vivem em estado de miséria com uma renda mensal inferior a R$ 80,00(Oitenta reais). Se a distribuição de renda do Brasil é uma das piores do Planeta, a do Rio Grande do Norte está entre as piores do território nacional(IDEC/1997).

Para mais informações, visite: http://missoesrn.zip.net/

domingo, 13 de julho de 2008

VIDA MISSIONÁRIA

Vida Cristã é vida missionária. Vida missionária (missões) é a nossa prioridade. Mas, de que forma podemos afirmar que missões são a nossa prioridade? Hoje, no Brasil, por baixo, somos mais de 25 milhões de evangélicos. Se cada um contribuísse com R$ 1,00 por mês, nós teríamos condições de enviar 12 mil missionários para o campo, cada um com a renda, só do real, de R$ 2.000,00. Se 25 milhões de cristãos, por baixo, se motivassem a orar 10 minutos por dia, nós teríamos campos com mais de 173.500 pessoas orando a cada 10 minutos. Imaginem só... se um põe mil pra correr e 173.500 quantos porão? (Js. 23.10). Se 25 milhões de cristãos quisessem mandar 12.000 missionários, isso corresponderia a 0,05% aproximadamente. Nós temos mais de 25 milhões e menos de 1.000 missionários trans-culturais. Vejam só!

Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é vida comprometida com o ir, orar e contribuir. Há muito tempo, pensava-se que você poderia fazer missões indo, orando ou contribuindo. Graças a Deus, já é aceito que, fazemos missões das três maneiras. Você é missionário quando vai, ora e contribui. Se você não for aos povos não alcançados, terá que enviar alguém, ou, será indesculpável diante de Deus. Se não orar e não contribuir é culpado diante de Deus. A Palavra diz: “E este evangelho do Reino será pregado em todo mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”; “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia enumerar de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono do Cordeiro”. Será o Reino de Deus prioridade para os evangélicos? Ou é o nosso próprio reino, nossa denominação, nosso ministério, igreja? Por que será que todos temos que ir para todos os lugares, e não todos se unirem, e se fizerem representados por alguns?

Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é vida totalmente comprometida com o cristianismo. É uma vida que reproduz Cristo na terra, reproduz as palavras, atitudes, disposição, entrega e o amor. Nós devemos fazer missões, desta forma, aqui, ali, além. Indo orando e contribuindo.

Vida cristã é vida missionária. Missões são as várias formas de se fazer a missão. A missão é a proclamação das boas novas. Quantos dos nossos melhores estão proclamando? Quanto das nossas arrecadações é destinado para missões?

Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é a vida que mais agrada a Deus. Vida que nem sempre é vista, respeitada e valorizada, mas, é a vida que dá a Deus o que mais o alegra: almas. Uma alma vale mais que o mundo inteiro. Vale mais que conforto e aparências. Vale mais que aplausos e glórias.

Vida cristã é vida missionária. Vida missionária, vida que o mundo precisa, Deus espera, e que a igreja se revelará.

Por Pr. Vanilson Alcântara
Pastor da Segunda Igreja Batista Ebenézer Renovada de Aracaju


Fonte: http://blogdonatalino.blogspot.com

Epitáfio de William Carey



Nascido a 17 de agosto de 1761
Falecido em junho de 1834
Eu, verme miserável, pobre e incapaz,
Caio em teus braços carinhosos.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Conferência IDE ÀS NAÇÕES

Relatório da CPI do Sistema Penitenciário defende assistência religiosa em presídios

A assistência religiosa para a população carcerária é defendida por deputados como forma de inibir o domínio do crime organizado nos presídios. A presença de grupos religiosos em prisões de todo o país foi um dos aspectos investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, que enfatiza a necessidade das instituições serem contempladas, “de forma obrigatória”, com espaços físicos para cultos, missas e reuniões. O documento ainda critica o cerceamento a estas práticas. O texto afirma que esta é uma “situação injustificável diante da importância das atividades religiosas como meio de amenizar o inferno em que vive a população carcerária”. O relatório da CPI apresenta outros dados relevantes para igrejas que desejam traçar estratégias de evangelização dentro dos presídios.

Membros da Comissão visitaram instituições em todo o país e observaram trabalhos regulares de assistência religiosa. O relatório enfatiza que este é um direito do detento e cita diversas leis, tanto nacionais como de outros países, que asseguram a organização do regime carcerário de maneira a permitir a prática religiosa e participação em serviços e reuniões. Isto inclui as visitas de líderes e representantes da religião professada pelo preso e o acesso a livros e publicações de caráter religioso e espiritual.

O relatório também alerta que “no atual ambiente carcerário, as organizações religiosas correm riscos de vida, tendo suas atividades limitadas”. Por isso propõe a construção de capelas, salas ou auditórios onde as reuniões possam acontecer. Conforme as observações da CPI, os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão possuem marcantemente a presença de igrejas evangélicas dentro dos presídios. Os deputados também constataram a atuação da Pastoral Carcerária, vinculada à Igreja Católica, com cerca de três mil voluntários em todo o Brasil que trabalham na defesa dos direitos e dignidade humanos no sistema prisional.

As informações sobre religião no sistema carcerário estão na versão final do relatório da CPI (em PDF), que será votado no dia 8 de junho. O documento ainda apresenta um perfil do presidiário no Brasil, dados sobre violência e informações variadas sobre os problemas enfrentados pela população carcerária, que podem contribuir com a elaboração de estratégias de atuação e evangelismo dentro dos presídios.
(por Priscila Vieira)

FONTE: http://www.agenciasoma.org.br

sábado, 5 de julho de 2008

Vale a pena todo o esforço…


Esta história foi recebida por e-mail. Não sei se é um fato ou um conto, mas tem muito a nos dizer: Vale a pena todo o esforço para cumprir o Ide de Cristo.

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de domingo, quando chegou a hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-’Ok, papai, estou pronto.’
E seu pai perguntou:
-’Pronto para quê?’
-’Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos.’
Seu pai respondeu:
-’Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito.’
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-’Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?’
Seu pai respondeu:
-’Filho, eu não vou sair nesse frio.’
Triste, o menino perguntou:
-’Pai, eu posso ir? Por favor!!!’
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-’Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho.’
-’Obrigado, pai!!!’
Então ele saiu no meio daquela chuva.
Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.
Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.
De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-’O que eu posso fazer por você, meu filho?’
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-’Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.’
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:
-’Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!’
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- ‘Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?’
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- ‘Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem, antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-’Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.’
Eu esperei e esperei, mas a campainha parecia tocar cada vez mais alto e era mais insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-’Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar.’
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alto.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-’Senhora, eu só vim aqui para dizer que JESUS A AMA MUITO.’
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês veêm- eu agora sou uma FIlha Feliz do REI!!!
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADA ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno.’
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção à primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho… Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

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domingo, 29 de junho de 2008

Entrevista com Silas Tostes – Coordenador do 5ª Congresso Brasileiro de Missões


Neste ano, teremos a 5ª edição do Congresso Brasileiro de Missões. Acontecerá entre os dias 13 a 17 de outubro de 2008 em Águas de Lindóia SP. O congresso é organizado pela Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) e pela Associação dos Professores de Missões do Brasil (APMB) e com participação do COMIBAM – Cooperação Missionária Ibero-americana e da Comissão de Missões da Aliança Evangélica Mundial. Esta entrevista foi concedida pelo pastor Silas Tostes, coordenador do 5º CBM.

1- Como está a preparação para o 5º CBM?

Silas Tostes - Poderia dizer que excelente, pois trabalhamos com muita antecedência. O processo que culmina num CBM é bem participativo. Temos 27 líderes de missões. Ouvimos a opinião de todos ao longo do processo. Depois de decidirmos a data e o local do CBM, a comissão de programa elabora uma pré-proposta. Essa é modificada inúmeras vezes, até que todo o grupo receba eletronicamente para fazer suas observações. Então, marcamos um dia para a comissão de programa e os demais convidados se reunirem para aprovar todo o programa. O resultado tem sido a realização de um congresso missionário com muita unidade. No geral, o pessoal sente ser parte do processo, e num certo sentido, donos do mesmo. Eliminamos a idéia de um grupo privilegiado, tanto nas decisões, como no ter despesas pagas. Certamente que, com um grupo grande assim, não podemos pagar despesas. Então, a porta está aberta para todos. Líderes de missões podem participar, mas todos pagam suas despesas durante o processo de organização e no 5o CBM.
Lançamos o 5o CBM em outubro de 2007. Estamos divulgando-o muito. O site do congresso recebe pelo menos 120 novas visitas ao dia. Há semanas que a média aumenta para 300 pessoas diariamente. Temos vários movimentos de oração e organizações divulgando o congresso. Deveremos ter muitos líderes e futuros missionários presentes.

2- Quais são os objetivos desse congresso?

S.T. - Desejamos contribuir para uma maior conscientização missionária. Cremos que é possível a Igreja Brasileira engajar-se mais em missões. Essa Igreja tem seus pontos fortes (sabemos dos pontos fracos também). Normalmente a Igreja Brasileira é bem criativa nas suas metodologias organizacionais, litúrgicas e evangelísticas. Costuma contextualizar-se bem, atingindo diferentes faixas da sociedade. Imagine se pudéssemos transferir isso tudo para as áreas mais necessitadas do mundo. Imagine se, ao fazê-lo, o fizéssemos de tal forma que os missionários fossem bem selecionados e treinados (teologicamente com experiência prática). Imagine se levássemos a Igreja Brasileira a ser mais atuante socialmente no contexto brasileiro e missionário transcultural. Estaríamos, então, levando essa Igreja a ser relevante em seus dias. O 5o CBM tem a pretensão de contribuir para essas mudanças. O congresso mostrará também que nesse momento: Missões Brasileiras já respondem ao clamor do mundo.

3- Como avalia o envolvimento do evangélico com a obra missionária? E como o evento pode fortalecer esse envolvimento?

S.T. - Nosso envolvimento missionário está aquém do crescimento numérico da Igreja Brasileira. A última estatística mostrou que temos por volta de 3700 missionários. Isso é pouco se formos 30 milhões de evangélicos. Não se trata somente de melhorar a estatística numérica. Não deveríamos levar ao campo nossas divisões e competições. Unidade da Igreja é parte essencial da expressão do verdadeiro Cristianismo. O ideal é melhorar a estatística numérica, com a melhora da qualidade daquilo que se mostra como cristão. O serviço em amor precisa tomar a primazia. A impressão que temos deixado para a sociedade é que estamos atrás do dinheiro das pessoas.

4- O que se tem feito para levar um maior número de participantes?

S.T. - Como mencionado acima, estamos divulgando e orando muito. Está tarefa de divulgação tem sido o esforço de muitas organizações juntas.

5- No 4º CBM foram tratados alguns desafios. O que evoluiu de três anos para cá no cenário de missões? Faça um breve apanhado dessas conquistas.

S.T. - Olha, nesse momento, uma nova pesquisa está sendo feita. As estatísticas atuais não refletem um possível impacto do 4o CBM na realidade da Igreja Brasileira. Esperamos ter os novos resultados antes do 5o CBM.

6- Quem serão os preletores principais já confirmados?

S.T. - Todos os preletores como aparecem no site www.5cbm.com estão confirmados: Bertil Ekstron, Barbara Burns, Durvalina Bezerra, Alex Araújo, Antonia Van Mer, Carlos Queiroz, Paul Freston, Reuben Ezemadu, Ronaldo Lidório, Olinto Oliveira, Rinaldo de Mattos, Ester Lucena, Afonso Cherene, Gideon Tanbunaan. E muitos outros para mini-cursos, reuniões temáticas e mesas-redonda. São 80 no total.

7- Como obter informações para participar do CBM? E a quem se destina?

S.T. - O congresso destina-se a líderes, pastores, apoiadores de missões, missionários, futuros missionários e todo aquele que deseja aprender sobre o assunto. A forma mais completa de informação é o site www.5cbm.com

8- Deixe uma palavra desafiadora para nosso leitor.

S.T. - Há uma realidade ao nosso redor que precisa mudar. Entendemos que Deus pode usar o 5o CBM como um dos instrumentos para mudança de mentalidade. Nossos atuais pontos fracos são os seguintes:
1. O crescimento numérico da Igreja no Brasil se dá em troca de promessas de vitórias. As idéias de sacrifício e entrega a Deus são pouco ensinadas. Sem entrega não tem missões;
2. O Brasil como celeiro de missões devido ao seu potencial é bom. Mas, como celeiro presumindo superioridade em terminar a tarefa é ruim. Isso é orgulho. Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Coréia (12 mil missionários) e Nigéria tem mais missionários que nós. Sei que não é competição. Mas existe muita presunção entre nós. Deus parece estar usando muito mais outras nações;
3. Ficamos especializados em missões. Nem sempre entendem o que falamos. Precisamos de pessoas que mobilizem, produzindo paixão no coração. Pessoas que se destaquem nesse trabalho como George Verwer. Sem mobilização não tem mais obreiros para os campos. Precisamos de pregadores apaixonados pelos campos;
4. Ensinar Missões poderia ser de forma mais produtiva à luz dos feitos do Senhor na história, mostrando, por exemplo: como Ticunas e Terenas (grupos indígenas) e outros vieram a Jesus. Acho que criamos muitas dicotomias, como: missões nacionais versus estrangeiras; missões urbanas versus transculturais; missões versus templo; ir versus ficar; missões entre os pobres versus negócios; agências versus igrejas enviadoras; denominacional versus interdenominacional; curto versus longo prazo… De alguma forma, precisamos falar de missões de forma mais positiva, mais simples. Muitas vertentes conflitantes confundem o povo. Precisamos falar das vertentes existentes, mais somando do que subtraindo.
Se você deseja mudar esse quadro, participe do 5o Congresso Brasileiro de Missões: www.5cbm.com

FONTE: http://www.evangelizabrasil.com

terça-feira, 24 de junho de 2008

A Chave para o Problema Missionário


Este texto faz parte do capítulo 8 do livro " A Chave para o Problema Missionário", de Andrew Murray, publicado pela editora da Missão Horizontes.
Que o mesmo possa despertar não só líderes, mas o povo de Deus como um todo para a responsabilidade que nos cabe!
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Várias citações foram feitas no capítulo inicial, nas quais a principal responsabilidade para a solução do problema missionário era, de comum acordo, colocada sobre a liderança. Ao pastor pertence o privilégio e a responsabilidade do problema missionário no exterior. Essas palavras, aparentemente endossadas por toda a conferência, apontam, em relação ao ministério, para uma alta honra, uma falta grave, um dever urgente e a grande necessidade de buscar em Deus a graça de cumprir dignamente a sua vocação. Não precisamos procurar distribuir proporcionalmente a responsabilidade entre o ministério e os membros da igreja. Todos concordam em que uma responsabilidade santa e pesada repousa sobre o ministério nesta questão. Que todos os ministros admitam e a aceitem sinceramente, preparando-se para viver nessa conformidade.

Qual a base em que essa responsabilidade se apóia? Os princípios subjacentes são simples, mas de inconcebível importância. Eles são quatro: (1) As missões são a principal finalidade da igreja. (2) A principal finalidade do ministério é guiar a igreja neste trabalho e equipá-la para ele. (3) A finalidade principal da pregação para uma congregação deve ser treiná-la, a fim de fazer com que ela cumpra o seu destino. (4) E a finalidade principal de cada ministro com relação a isto deve ser preparar-se cuidadosamente para esse trabalho.

Ninguém deve pensar que essas declarações são exageradas. Elas podem parecer assim porque estamos muito acostumados a dar às missões uma posição subordinada em nossa igreja e seu ministério. Precisamos voltar à grande verdade central, "o mistério de Deus", de que a igreja é o Corpo de Cristo, absoluta e exclusivamente ordenado por Deus para executar o propósito de Seu amor redentor no mundo. Assim como Cristo, a igreja só tem um objetivo, ser a luz do mundo. Da mesma forma que Cristo morreu por todo homem e que Deus quer que todos sejam salvos, assim também o Espírito de Deus na igreja só conhece este propósito: o evangelho deve ser levado a toda criatura. As missões são a principal finalidade da igreja. Toda a obra do Espírito Santo na conversão de pecadores e edificação dos crentes, tem como seu principal objetivo, equipá-los para a parte que cada um deve desempenhar para atrair o mundo de volta a Deus. O alvo da igreja não pode ser nada além daquilo que é o eterno propósito de Deus e o amor do Cristo agonizante.

À medida que aceitamos isto como verdadeiro, veremos que a finalidade principal do ministério deve ser preparar a igreja para essa tarefa. Paulo escreve: "(Deus) concedeu... pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos (o que esses santos têm de fazer) para o desempenho do seu serviço (o objetivo final desse trabalho dos santos), para a edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12). Através do ministério, o ser viço amoroso dos santos, é que o corpo de Cristo será reunido e edificado. Os pastores e professores são dados para aperfeiçoar os santos para este trabalho de ministrar.

Uma Escola ou Classe de Treinamento para Professores é muito diferente de uma escola comum. Ela procura não só treinar cada estudante, a fim de que adquira conhecimento para si mesmo, mas também para que transmita esse conhecimento a outros. Cada congregação deve servir como classe de treinamento. Cada crente, sem exceção, deve ser "aperfeiçoado", ser cuidadosamente preparado para a tarefa de ministrar e fazer a sua parte no trabalho e oração para os que estejam perto ou distantes. Em todo o ensino de arrependimento e conversão, de obediência e santidade, feitos pelo pastor, este deve ser definitivamente seu objetivo final: chamar os homens para servirem a Deus na obra nobre, santa, cristã, de salvar os perdidos e restaurar o reino de Deus na terra. A principal finalidade da igreja será necessariamente o objetivo final do ministério.

De acordo com isto, segue-se, então, naturalmente, a afirmativa de que o principal objetivo da pregação deve ser preparar todo crente e toda congregação para desempenhar a sua parte em ajudar a igreja a cumprir o seu destino. Isto determinará a freqüência com que deve ser pregado um sermão missionário. Se apenas uma mensagem missionária for pregada por ano, é possível que o principal objetivo seja obter uma coleta maior. Isto pode ser obtido sem que a vida espiritual se aperfeiçoe absolutamente. Quando as missões tomam o seu lugar como o propósito principal da igreja em que existe realmente um espírito missionário, o ministro pode sentir a necessidade, vez após vez, de voltar ao assunto-chave, até que a verdade negligenciada comece a dominar pelo menos alguns da congregação. É possível que, às vezes, embora não haja uma pregação direta sobre missões, todo o ensino sobre amor e fé, sobre obediência e serviço, sobre santidade e conformação a Cristo, possa ser inspirado por esta única verdade: devemos ser "imitadores de Deus e andar em amor, como Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo como sacrifício por nós" (Ef 5.1,2).

Isto leva agora ao que, em vista da responsabilidade do ministro, é o ponto crítico - o objetivo principal de cada ministro deve ser preparar-se para esta grande tarefa. Ser professor numa Escola de Professores ou de Treinamento exige um preparo especial. Inspirar, preparar e ajudar crentes não é fácil. Não basta ser um cristão sincero e ter tido treinamento no ministério. Trata-se de dar um espaço muito maior para as missões em nossos seminários teológicos. Mas até mesmo isto pode ser apenas parcial e preparatório. O ministro precisa preparar-se para combater com sucesso o egoísmo que se contenta com a salvação pessoal, o mundanismo que não cogita de sacrificar tudo ou sequer alguma coisa por Cristo, a incredulidade que mede o seu poder de ajuda ou de bênção pelo que sente e vê. Ele, sem dúvida, precisará de um treinamento especial para equipá-lo neste sentido, a parte mais elevada e santa da sua vocação.

Como o ministro pode preparar-se para cumprir a sua responsabilidade? A primeira resposta será, geralmente, pelo estudo. Muitas coisas pertinentes foram ditas sobre isto na Conferência, as quais são especialmente aplicáveis ao pastor, como representante e guia do seu povo.

A sra. J.T. Gracey salientou: "É possível que um dos maiores fatores no desenvolvimento do interesse missionário seja o estudo sistemático de missões".

Quantas vezes, no estudo da Bíblia ou na teologia, tudo é considerado simplesmente como um problema do intelecto, deixando o coração intacto. O indivíduo pode estudar e conhecer a teoria e a história das missões, faltando-lhe, todavia, a inspiração que esse conhecimento deveria dar. Estudar ciência com admiração, reverência e humildade é um grande dom - quanto mais isto é necessário na esfera superior do mundo espiritual e especialmente neste ponto, o destino maior da igreja, "o mistério de Deus"!

Para estudar missões, precisamos de uma profunda humildade que tenha consciência da sua ignorância e não confie em seu próprio entendimento; da espera e da paciência reverentes, dispostas a ouvir o que o Espírito de Deus pode revelar; do amor e da devoção que se deixam dominar e guiar pelo amor divino para onde quer que Ele leve.

O que o pastor precisa estudar especificamente? Existem três grandes fatores no problema missionário. (1) O mundo em seu pecado e miséria; (2) Cristo em Seu amor agonizante; (3) a Igreja como um elo entre ambos.

A primeira coisa é esta: estude o mundo. Descubra algumas das estatísticas que mostram a sua população. Pense, por exemplo, nos milhões de pessoas não evangelizadas que morrem todos os meses; despencando precipício abaixo e caindo nas trevas sombrias à razão de mais de uma a cada segundo. Ou pegue um livro que o coloque frente a frente com o pecado, degradação e sofrimento de algum país especial. Estude se us diagramas, seus mapas, suas estatísticas. Pare um pouco e pense se acredita no que leu, se sente as palavras lidas. Faça uma pausa, medite e ore, pedindo a Deus que lhe dê olhos para ver e coração para sentir essa miséria. Pense nesses milhões como seus semelhantes.

Olhe para a fotografia de um homem adorando uma cobra de pedra com uma reverência que poucos cristãos conhecem. Pense no significado disso até que não se esqueça mais. Esse homem é seu irmão. Ele tem, como você, uma natureza formada para adorar. Ele não conhece, como você conhece, o Deus verdadeiro. Você não se sente disposto a sacrificar tudo, até mesmo a sua pessoa, para salvá-lo? Estude o estado do mundo, algumas vezes como um todo, outras em detalhe, até que comece a sentir que Deus te colocou neste mundo sombrio com o único objetivo de estudar essas trevas e viver e ajudar aqueles que estão morrendo nelas.

Se você sentir, às vezes, que isso é mais do que pode suportar, clame a Deus para ajudá-lo a olhar novamente e novamente, até que conheça a necessidade do mundo. Mas lembre-se sempre, o intelecto mais forte, a imaginação mais viva, o estudo mais cuidadoso, não pode dar a você a compreensão certa dessas coisas. Nada senão o Espírito e o amor de Jesus podem fazer você sentir o que Ele sente, e amar como Ele ama.

Depois disso, vem a segunda grande lição: o amor de Cristo, morrendo por esses pecadores e agora ansiando para que sejam atraídos para Ele. Não pense que você já conhece esse amor agonizante, esse amor que pousa sobre cada criatura da terra e anseia por ela! Se quiser estudar o problema missionário, estude-o no coração de Jesus. O problema missionário é muito pessoal e se aplica a cada crente, mas é especialmente aplicável ao ministro que deve ser o modelo e o professor dos crentes. Estude, experimente e prove o poder do relacionamento pessoal, a fim de que possa ensinar bem este segredo profundo da verdadeira obra missionária.

Junto com o amor de Cristo vem o Seu poder. Estude isto até que a visão de um Cristo triunfante, com todos os inimigos a Seus pés, tenha lançado a sua luz sobre a terra inteira. A obra de salvação dos homens é de Cristo, tanto hoje como no Calvário, tanto na conversão de cada indivíduo como na propiciação pelos pecados de todos. O Seu poder divino continua a obra em Seus servos e através deles. Ao estudar uma solução possível para o problema, em qualquer caso especialmente difícil, não deixe de fora a onipotência de Jesus. Com humildade, reverência e paciência adore a Ele, até que o amor e o poder de Cristo se tornem a inspiração da sua vida.

A terceira grande lição a ser estudada é: a Igreja, o elo entre o Salvador agonizante e o mundo agonizante. Aqui serão encontrados os mistérios mais profundos do problema missionário: que a Igreja seja realmente o corpo de Cristo na terra, com o Cabeça nos céus, tão indispensável para Ele quanto Ele é para ela! Que a Sua onipotência e o Seu amor remidor e infinito estejam ligados, para o cumprimento dos Seus desejos, com a fraqueza da Sua Igreja! Que a Igreja tenha ouvido durante todos esses anos a declaração: As missões são o supremo objetivo da Igreja e mesmo assim se contente com um desempenho tão pobre! Que o Senhor esteja ainda aguardando para provar maravilhosamente como considera a Igreja uma só com Ele, e esteja pronto para enchê-la com o Seu Espírito, poder e glória! Que haja fundamento abundante para uma fé confiante em que o Senhor é capaz e está aguardando para restaurar a Igreja ao seu estado pentecostal, equipando-a, assim, para realizar a sua comissão pentecostal!

Em meio a este estudo surgirá a convicção mais clara de como a Igreja é realmente o Seu Corpo, dotada com o poder do Seu espírito, participando verdadeiramente do Seu amor divino, parceira abençoada da Sua vida e Sua glória. Essa fé será despertada se a Igreja se levantar e se entregar inteiramente ao Senhor. A glória pentecostal pode ainda voltar.

O mundo em seu pecado e miséria, Cristo em Seu amor e poder, a Igreja como o elo entre ambos - essas são as três grandes magnitudes que o ministro deve conhecer, se quiser dominar o problema missionário. Em seu estudo, ele pode usar as Escrituras, a literatura missionária, e livros sobre teologia ou sobre a vida espiritual. Mas a longo prazo, ele terá sempre de voltar à verdade: o problema é pessoal. Ele exige uma entrega completa e s em reservas de todo ser, passando a viver por esse mundo, por esse Cristo, por essa Igreja. O Cristo vivo pode manifestar-Se através de nós; Ele pode transmitir Seu amor em poder. Ele pode fazer nosso esse amor, a fim de que possamos sentir como Ele sente. Ele pode permitir que a luz do Seu amor caia sobre o mundo, para revelar a sua necessidade e a sua esperança. Ele pode proporcionar a experiência de quão íntima e real é a Sua união com o crente, e quão divinamente Ele pode habitar e atuar em nós.

O problema missionário é pessoal, devendo ser resolvido pelo poder do amor de Cristo. O ministro deve estudá-lo, a fim de aprender a pregar mediante um novo poder - missões, a grande obra, o fim supremo, de Cristo, da Igreja, de cada congregação, de cada crente, e especialmente de cada ministro.

Dissemos que a primeira necessidade do ministério, se quiser cumprir o seu chamado para as missões, é estudá-las. Mas quando começa a surgir a luz, e a mente se convence e as emoções são estimuladas, essas coisas devem ser imediatamente traduzidas em ação, caso não devam permanecer estéreis. E onde deve começar essa ação? Sem dúvida, em oração, oração intermitente pelas missões. Elas podem ser pelo despertar do espírito missionário na igreja como um todo, seja em sua própria igreja, ou em congregações especiais. Pode ser por algum campo específico. Ou talvez por si mesmo em especial, para que Deus dê e renove sempre o fogo missionário do céu. Qualquer que seja a oração, o estudo deve levar imediatamente a mais oração; caso contrário, o fruto talvez seja relativamente pequeno. Sem oração, embora possa haver aumento de interesse nas missões, mais trabalho e maior investimento, o verdadeiro crescimento da vida espiritual e do amor de Cristo nas pessoas pode ser bastante reduzido.

Quando a vontade e o trabalho do homem são prioritários, a vida espiritual é fraca; a presença e o poder de Deus são pouco conhecidos. É possível haver pessoas que leiam livros missionários e façam fielmente contribuições liberais, embora haja pouco amor a Cristo ou oração pelo Seu reino. Você pode, por outro lado, ter pessoas simples, com condições de ofertar muito pouco, mas com esse pouco elas dão todo o seu coração em amor e oração. O nível espiritual destas últimas é mais alto, pois o amor de Deus é o alvo supremo. Ninguém deve vigiar tão atentamente quanto o ministro para ver se o entusiasmo missionário que ele promove em si mesmo e em outros é, de fato, o fogo que vem do céu em resposta à oração de fé para consumar o sacrifício. O problema missionário é pessoal. O ministro que resolveu esse problema para si mesmo, também saberá guiar outros para encontrar a sua solução no poder constrangedor do amor de Cristo.


FONTE: Missão Horizontes.

domingo, 22 de junho de 2008

MENSAGENS EVANGELÍSTICAS


Amados irmãos e leitores, preparamos um pequeno arquivo onde reunimos oito pequenos textos de caráter evangelístico, para que você possa imprimir e distribuir, enviar por e-mail, publicar no seu Orkut, blog, site, etc.

“O que ganha almas sábio é.” Pv 11:30


PARA BAIXAR O ARQUIVO,
Clique Aqui.

FONTE: www.arsenaldocrente.blogspot.com.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Quais as implicações do nosso "jeitinho brasileiro" no campo missionário?

Creio que em todas as culturas, há um “jeitinho” que a caracteriza como uma cultura particular e única. O “jeitinho” brasileiro é parte integrante de nossa cultura e da cosmovisão do povo brasileiro. Isso a torna única e especial. Creio que devemos ter orgulho do que somos e como somos. E como em todas as culturas há pontos positivos e negativos no que se refere ao seu “jeito”.
Em particular, o “jeitinho” brasileiro tem – como em todas as culturas – seu lado positivo que nos ajuda em varias situações e em diferentes circunstâncias, como seu lado negativo que nos atrapalha e nos faz errar, quer em questões éticas e morais quer em questões bíblicas.
Quando nos referimos a missões, devemos lembrar, que nós – brasileiros – temos incrustado em nossas raízes este jeitinho, e que conseqüentemente o levamos para todos os lugares; e com isso precisamos ser moldados por Deus e pela Sua Palavra para que possamos ser bênçãos aonde quer que estivermos. Principalmente quando se tratar de missões transculturais, devemos ter a preocupação de cuidarmos com os jeitos e trejeitos brasileiros para que as nossas atitudes e estilo de vida não sejam uma pedra de tropeço no campo missionário.
Há em nosso “jeito” implicações positivas como a criatividade diante das dificuldades, sendo o brasileiro capaz de sair-se bem em diferentes situações; a nossa solidariedade para com o próximo; nosso modo simpático de se relacionar com pessoa de vários lugares e de diversas culturas, e em conviver com maior facilidade com pessoas de diferentes opiniões. Todas estas qualidades devem ser usadas para o sucesso da missão. Porém mesmo diante das qualidades devemos ter cuidado para que as usemos de forma equilibrada dependendo do meio onde estivermos vivendo.
E há também os pontos negativos, como a facilidade que o brasileiro tem em burlar as leis; em tirar vantagens de todas as situações; o nosso imediatismo nos levando muitas vezes a pegar atalhos que pareçam ser mais fáceis; como também o dualismo, onde aceita outras culturas e pensa que será aceito por todos. Estes defeitos pertencentes ao “Jeitinho brasileiro” têm graves implicações no âmbito da moral, da ética e principalmente na parte Espiritual, em nosso relacionamento com Deus. Por isso devemos nos lembrar que para Deus, não importa qual é o nosso “jeito”, aonde nascemos ou que cultura recebemos, mas o importante é que andemos em obediência a Sua Palavra que vai muito além de qualquer cultura e de qualquer “Jeito”.
Concluo com tudo isso que indiferente da cultura, indiferente dos “jeitos” – com seus pontos positivos ou com seus pontos negativos – que sempre devemos prezar pelo equilíbrio e direção de Deus. Pois quando somos direcionados por Deus somos moldados por Ele de acordo com as necessidades do campo para que o nosso testemunho somado a ministração da Sua Palavra possa atingir a sua finalidade que é glorificá-lO e exaltá-lO em todos os povos, línguas, nações e “JEITOS”.

“Todos tropeçam em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavras ‘ou em jeitos’, esse homem é perfeito, e capaz de refrear todo o corpo” (Tg 3:2).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CANAIS DE EDIFICAÇÃO, CANAIS DE BÊNÇÃO

Amado irmão, amado visitante, talvez você não saiba, mas além deste blog eu mantenho ainda alguns outros, e colaboro em outros mais. Em todos eles procuro publicar o melhor para edificar, exortar, informar e abençoar a sua vida. Blogs de temática variada, indo da poesia evangélica a missões, de notícias cristãs a estudos bíblicos, de e-books a denúncias, sempre buscando fechar lacunas no que se refere à plena informação e capacitação cristã, além de enfatizar principal: a evangelização.

VEJA ABAIXO UMA DESCRIÇÃO DOS BLOGS QUE MANTENHO, OU ONDE COLABORO, SEGUIDA DOS LINKS:

Poesia Evangélica
( http://www.poesiaevanglica.blogspot.com ) - Blog destinado a divulgar a poesia evangélica, seja ela antiga ou atual, de autores consagrados ou iniciantes. E ainda matérias, e-books poéticos e estudos sobre o tema.

Arsenal do Crente
(http://arsenaldocrente.blogspot.com ) – Estudos bíblicos, artigos , entrevistas e uma grande variedade de links relacionados. Um compacto 'arsenal' de conhecimentos para a informação e capacitação cristã.

Veredas Missionárias
(http://veredasmissionarias.blogspot.com) – Um blog de caráter evangélico interdenominacional, destinado a divulgar e incentivar a obra missionária da Igreja de Cristo. Reunimos aqui artigos, notícias, e-books, links e tudo o mais que for útil ao cumprimento da Grande Comissão.

Azul Caudal
(http://azulcaudal.blogspot.com. ) – Meu blog ‘pessoal’: Fotos, opiniões, textos, livros. Uma colagem de tudo de legal que encontro na internet, e fora dela. Um exercício de diário pessoal, uma zona livre para experimentos. Enfim, um pouco de mim, um pouco do que gosto, sempre voltado para as coisas do alto. Um blog menos sério, mais prolixo, relaxado, aéreo. Azul... Um lugar de descanso.

Equattoria
( http://equattoria.blogspot.com/ ) - Este blog reúne fotos e informações sobre países, povos e línguas, com o foco em Missões, além de links relacionados. É um blog que vem complementar ainda mais o trabalho do Veredas Missionárias, apresentando outras vertentes e recursos dos saberes necessários ao bom cumprimento da Grande Comissão.

Blogs onde colaboro:

Confeitaria Cristã
(http://confeitariacrista.blogspot.com ) – Este blog reúne postagens selecionadas de um time de blogueiros atuantes e influentes na blogosfera evangélica.
A proposta que fiz a cada um deles foi esta: que a cada semana, ou de 15 em 15 dias (sendo esse o prazo máximo, e o mínimo nunca inferior a 7 dias), eles inserissem aqui aquelas postagens que eles consideram as melhores postadas em seus próprios blogs, no período.
Sendo assim, a Confeitaria apresenta a seus visitantes um variado, porém seleto cardápio de informação e opinião. Temos tortas, biscoitos e salgados. A casa funciona 24 horas por dia.
Ah, sim, já ia me esquecendo: os boatos que você ouviu eram mesmo verdadeiros. Servimos o melhores cafés deste lado do Atlântico.
Bom apetite, boa leitura e volte sempre.

Letras Santas
( http://www.letrassantas.blogspot.com ) – O portal-blog da Literatura Evangélica. Uma reunião de textos edificantes, notícias, estudos, poemas, peças teatrais, e-books e links interessantes. Blog criado pelo amado escritor e incansável colaborador do Evangelho Naasom A. Souza, que já há vários anos realiza uma excelente obra na internet, seja com o Letras Santas, seja escrevendo, preparando e divulgando e-books. O LS já conta com mais de 200.000 acessos (Fev/2008).

Igreja Virtual
(http://www.igreja-virtual.blogspot.com ) – A igreja virtual está aberta! Aqui você poderá ler mensagens devocionais, artigos e estudos bíblicos, ouvir e/ou assistir sermões/pregações, música cristã, além de ficar por dentro do que acontece no mundo das religiões.
Capitaneada pelo abençoado Ricardo Miranda (do poderoso, mas infelizmente descontinuado Estandarte Books), o Igreja Virtual é um repositório de notícias e textos diversos, atuais e mesmo polêmicos, além dos melhores vídeos de interesse evangélico.

União de Blogueiros Evangélicos
(http://blogueirosevangelicos.blogspot.com ) – Blogando o Evangelho na net. A UBE é o blog/órgão que congrega centenas de blogs evangélicos associados. Comandada pelo competente Valmir Nascimento Milomem, tem impactado a blogosfera ao proporcionar uma maior união e interação entre os blogueiros cristãos.

Visite os blogs. Explore, divulgue, republique o que você achar importante.

Ministério com Surdos-Mudos


Amados, um dos segmentos menos alcançados pelo Evangelho em nossa sociedade é o dos surdos-mudos. Eles chegam a serem chamados de ‘povo invisível’, pela dificuldade ou mesmo descaso em percebê-los e alcançá-los.
Nesta postagem, preparamos algumas dicas para ajudar você a desenvolver a missão de evangelização focando este segmento.


O primeiro item é um e-book, CURSO BÁSICO DE LIBRAS - Preparação de Intérpretes para o Ministério com Surdos, elaborado por Nilzélia Leite, do MINSTÉRIO COM SURDOS DA ASSEMBLÉIA DE DEUS DO GAMA OESTE . A apostila apresenta excelentes noções sobre como iniciar e dar prosseguimento ao ministério com surdos-mudos.
Para baixar o e-book, Clique Aqui.


As outras dicas são sobre dois sites voltados para o tema.

O site Portal LIBRAS é isso mesmo que o nome diz: um verdadeiro portal sobre o tema, com oferta de recursos, livros, dicas de cursos e etc. Eis o link: http://www.libras.org.br/

Outro site muito interessante é o Academia de LIBRAS, o Portal de notícias da comunidade surda. O link: http://www.academiadelibras.com/

O terceiro site é o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais, uma excelente ferramenta online, que lhe permitirá até mesmo ver o vídeo de como se deve sinalizar a palavra pesquisada. Eis o link: http://www.acessobrasil.org.br/libras/

domingo, 8 de junho de 2008

A Família Mais Rica da Igreja


Eu nunca vou esquecer a Páscoa de 1946. Eu tinha 14 anos. Minha irmãzinha, Olga, tinha 12, e minha irmã mais velha, Darlene, tinha 16.
Nós morávamos numa casa de periferia com nossa mãe, e todas sabíamos o que era ficar sem muitas coisas. Meu pai havia morrido 5 anos antes, deixando mamãe para cuidar de 7 filhos em idade escolar, e sem dinheiro.
Até 1946 minhas irmãs mais velhas já haviam casado e meus irmãos já haviam deixado o lar. Ficamos somente eu, Darlene e Olga com mamãe.
Um mês antes da Páscoa o pregador da Igreja anunciou que uma oferta especial seria feita na Páscoa para ajudar uma família pobre. Ele pediu publicamente a todo o mundo para poupar e dar de forma sacrificial.
Quando chegamos em casa nós falamos sobre o que poderíamos dar. Decidimos comprar 20 quilos de batatas e nos alimentarmos só delas durante aquele mês.
Assim, poderíamos poupar R$20 para a oferta. Então decidimos que não utilizando muita luz, nem escutando rádio à noite poderíamos economizar na conta de energia.
Darlene decidiu trabalhar fazendo faxina. Olga e eu resolvemos trabalhar de babá para arrecadar mais para a oferta. Por 30 centavos, conseguimos bastante material para costurar panos de cozinha e depois os vendemos por R$2,00. Conseguimos arrecadar R$40 com aqueles panos.
Aquele mês foi um dos melhores de nossas vidas. Todo dia contávamos o dinheiro poupado e durante a noite, em meio à escuridão de nossa casa, falávamos sobre aquela família pobre e como iriam gostar de ter o dinheiro que a igreja se propusera a dar.
Havia 80 membros naquela igreja, então calculamos que a oferta deveria ser umas 20 vezes maior do que o valor que nós teríamos para dar, pois a cada Domingo o pregador lembrava à congregação sobre a oferta sacrificial.
Um dia antes da coleta especial da Páscoa, Olga e eu andamos até o mercadinho e lá trocamos o dinheiro velho por notas novas. O gerente nos deu 3 notas de $20 e uma de $10 por todo o trocado que a gente tinha.
Nós corremos satisfeitas para nossa casa a fim de mostrarmos aquelas cédulas novinhas a mamãe e Darlene. Nós nunca tínhamos visto tanto dinheiro em nossas vidas.
Naquela noite estávamos tão animadas que mal conseguimos dormir. Queríamos que amanhecesse logo para irmos à Igreja entregar a nossa oferta.
Nós nem nos importávamos com o fato de não termos vestidos novos para a Páscoa, porque já tínhamos os $70 para ofertar àquela família pobre.
Quase não conseguimos chegar à reunião da igreja a tempo. Amanheceu chovendo, nós não tínhamos um guarda-chuva e o prédio da igreja ficava a mais de um quilômetro de nossa casa.
Darlene tinha buracos nos sapatos, tão gastos que estavam, pois ela também os usava para ir todo dia à escola. Por isso ela colocou papelão dentro. Mesmo assim, ficou com os pés molhados.
Nós tomamos nosso lugar no salão que havia sido construído todo em madeira há uns vinte e cinco anos antes. Estávamos meio molhadas, mas estávamos todos animados.
Eu ouvi um jovem comentar sobre nossos vestidos velhos. Eu olhei para as moças e as senhoras da Igreja nos seus vestidos novos, mas eu me sentia rica.
Quando a oferta foi feita estávamos na segunda fileira da frente. Mamãe colocou a nota de $10 e, cada uma de nós três colocamos uma nota de $20.
Ao voltarmos para casa depois do culto, nós cantamos durante o caminho todo. Para o almoço mamãe preparou uma surpresa. Ela tinha comprado 12 ovos para a Páscoa. Nós comemos ovos cozidos com batatas fritas.
Era Tarde naquele dia quando, de repente, alguém bateu à nossa porta. Era o pregador! Mamãe imediatamente abriu o ferrolho e o recebeu em nosso pequeno terraço. Ninguém sabia do que se tratava.
Quando ela se despediu dele e voltou para a sala, estava segurando um envelope. Nós perguntamos o que era, mas ela não disse uma palavra sequer. Ela abriu o envelope e caiu dinheiro. Lá estavam 3 notas novas de R$20 , uma de R$10 e 7 de R$1.
Mamãe colocou o dinheiro no envelope e nós permanecemos em silêncio. Nós ficamos lá, imóveis, olhando para o chão e umas para as outras. Os sentimentos mudaram.
Pela manhã naquele dia, nos sentíamos como milionárias. Agora à noite, soubemos que éramos as pessoas mais pobres da igreja.
Durante nossa infância, tivemos uma vida tão feliz que sempre sentíamos pena daqueles que não tinham pais como os nossos e uma casa cheia de irmãos e irmãs.
Nós achávamos divertido compartilhar talheres e ver quem iria comer com garfo e quem com colher durante aquelas refeições tão simples. Só tínhamos duas facas e sempre era preciso usá-las rapidamente, passando-as depois para quem ainda não havia jantado.
Eu sabia que outras pessoas tinham mais do que a gente mas, nós nunca nos achamos pobres. Naquela Páscoa, porém, eu fiquei sabendo que éramos.
Se o pregador nos trouxe o dinheiro para a família pobre, então, realmente, devíamos ser pobres. Eu não gostei da idéia de ser pobre.
Eu olhei para meu vestido desbotado e sapatos desgastos e tive vergonha de mim – eu não queria mais voltar àquela igreja. Todo mundo lá, a esta altura, já devia saber que éramos pobres.
Eu pensei sobre a escola. Eu estava no primeiro ano colegial e no topo da minha turma de mais de 100 alunos. A lei só exigia estudo até a oitava série. Eu resolvi que não iria mais para a escola.
Ficamos sentadas sem trocarmos uma palavra sequer, durante um bom tempo. Ao cair da noite, fomos dormir.
Durante toda aquela semana nós fomos e voltamos da escola, sem aquelas alegres conversas que tínhamos até então. Finalmente, no Sábado, mamãe perguntou o que iríamos fazer com o dinheiro.
O que é que pobres faziam com dinheiro? Nós não tínhamos a menor idéia porque não sabíamos que éramos pobres.
Naquele Domingo nós não queríamos ir ao culto. Estávamos com tanta vergonha. Mas mamãe, gentilmente, nos fez ir. Embora fosse um dia lindo, nós não conversamos no caminho até a igreja. Mamãe começou a cantar, mas, ninguém a acompanhou, e ela só cantou um estrofe.
No culto, um missionário estava nos visitando. Ele pregou sobre as igrejas na África. Ele disse que lá os irmãos faziam manualmente seus próprios tijolos para a construção de seus prédios. Ele contou também que, apesar de todo o esforço, ainda lhes faltava dinheiro para colocar um telhado nos prédios.
Ele disse que com $100 daria para comprar o material necessário para cobrir o prédio de uma igreja.
O pregador perguntou: “Será que nós podemos ajudar este povo pobre?” Nós nos olhamos entre nós e sorrimos pela primeira vez naquela semana.
Mamãe pegou o envelope e o deu a Darlene. Darlene me deu e eu passei para Olga. Olga, sorridente, o colocou na sacola da coleta.
Quando a oferta foi contada o pregador anunciou que fora arrecadado um pouco mais de $100.
O missionário ficou tão animado. Ele não podia imaginar uma oferta de uma congregação tão pequena. Ele disse, “Vocês devem ter algumas pessoas realmente ricas nesta igreja.”
De repente, nos ocorreu que nós demos $87 daqueles pouco mais de $100. Agora nós éramos a família mais rica da igreja. Daquele dia em diante eu nunca mais me senti pobre. E, sempre tenho me lembrado do quanto sou rica porque eu tenho a Jesus!

Foi Jesus mesmo que disse “Mais bem-aventurado é dar que receber.” Atos 20:35
Deus promete abençoar aqueles que ajudam os necessitados.


Deut 15:10 Quanto ao pobre, Deus disse: “Livremente, lhe darás, e não seja maligno o teu coração, quando lhe deres; pois, por isso, te abençoará o Senhor, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes.”


Deut 24:19 Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos.


Provérbios 28:27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.

Eddie Ogan

Tradução de Paulo Vieira

terça-feira, 3 de junho de 2008

Preocupação com minoria cigana cresce entre evangélicos brasileiros


Eles vivem uma vida nômade, por isso são muitas as barreiras socias e culturais entre os ciganos e o resto da sociedade.

Eles vivem, costumeiramente, sob tendas, ganham a vida com o comércio, não se ligam a governos, reis, eleições... Enfim, são livres. Os ciganos são totalmente desligados de coisas como residências fixas e não existe consenso sobre a origem deles. A versão mais aceita, segundo o presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana (APRECI), Cláudio Iovanovitchi, aponta que esse povo surgiu no norte da Índia, na região onde hoje está o Paquistão, por volta de 4 mil anos atrás. A partir dali, eles se espalharam pelo mundo, seguindo suas crenças. Estimados em 50 milhões, dividem-se em dois grupos no Brasil: 16 mil ciganos Rom, no sul do país, e 330 mil ciganos Calon, no Nordeste. Mas eles, que são conhecidos como aqueles que não se curvam à burocracia, têm se rendido à grandeza de Deus.

O interesse desse povo pelo Evangelho tem feito com que muitos ministérios se preocupem e comecem a se mobilizar para atendê-los e acompanhá-los no processo de crescimento espiritual. Prova disso é a Missão Amigos dos Ciganos (MACI), localizada em Curitiba (PR), que tem se dedicado à evangelização desse grupo. Em razão das dificuldades e do preconceito que os ciganos enfrentam, o pastor Igor Shimura, coordenador do projeto, e alguns missionários, convidam igrejas a desenvolverem pequenos ministérios, montando equipes formadas por quem se sente chamado para este desafio.

A estratégia tem dado certo. Hoje, muitos já apóiam a visão. Um exemplo é a Igreja Batista Aliança, que fica no bairro Vila Sandra, em Curitiba, local muito freqüentado por ciganos. Os membros do ministério iniciaram um trabalho social e evangelístico. “As atividades deste ‘núcleo de amigos dos ciganos’ acontecem todas as terças-feiras, quando é realizado um culto na tenda do líder do acampamento. Nós não só ministramos a Palavra de Deus, como prestamos assistência médica e viabilizamos as condições para que eles consigam fazer seus próprios documentos de identificação. Não somos assistencialistas, mas os abençoamos com aquilo que julgamos necessário”, diz o pastor Shimura.

Por serem nômades e manterem seus hábitos e tradições culturais, os ciganos enfrentam dificuldades geradas pelo preconceito. Uma delas é o ensino escolar dos filhos. Para Shimura, por se sentirem discriminados, eles também acabam discriminando e construindo uma espécie de barreira, o que dificulta o relacionamento e a aproximação das pessoas, principalmente daquelas que vão falar de Jesus. Por isso, conquistar a confiança e mostrar que não existe nenhum interesse, a não ser o de falar do amor incondicional de Deus, é essencial.

Um evangelismo que acontece dentro de um acampamento de ciganos recebe uma atenção toda especial. Aqueles que vão falar da Bíblia e dos ensinamentos de Jesus têm cuidados e preparos, inclusive referentes às roupas. As missionárias sempre se vestem de acordo com as mulheres ciganas. Usam saias coloridas e blusas de meia manga. O mesmo fazem os homens, que sempre usam calças e blusas de manga comprida. Tudo para evitar ciúmes e conflitos entre os casais do grupo. Segundo a missionária Sheila Moreira, uma das coordenadoras da MACI, falar de Deus a este segmento é uma experiência diferente. No entanto, mesmo com as inúmeras dificuldades, torna-se gratificante. Ela afirma que ao se converterem, os ciganos perdem alguns de seus costumes, como o uso de bebidas alcoólicas em suas festas e a leitura de mãos, não mais permitida, uma vez que a Bíblia condena a previsão do futuro. Mas muitos de seus hábitos ainda são mantidos, até para preservar sua cultura e tradições.

E não é só no sul do Brasil que igrejas têm se mobilizado. Em Campinas, interior de São Paulo, onde há a maior concentração cigana do Brasil – mais de 400 famílias – foi fundada, em 1987, a primeira Igreja Evangélica Pentecostal Comunidade Cigana, freqüentada hoje por cerca de 900 ciganos. No Mato Grosso do Sul, a Missão IDE é coordenada pelo pastor Klaus Simon e tem dado muitos frutos. O mesmo se pode dizer da Assembléia de Deus de Andradas, em Minas Gerais.

Em Santa
Fé do Sul, na zona oeste de São Paulo, os Amigos dos Ciganos contam com o apoio do pastor Artaxerxes Fernandes, coordenador do Ministério Calon. Segundo ele, esse trabalho representa um enorme desafio missionário, já que os ciganos ficam três meses na cidade e os outros nove passam viajando. É um tempo que, mesmo curto, faz muita diferença no discipulado. Um exemplo disso é o do cigano Valdir, que já participou de diversos cursos sobre missões e, hoje, é presbítero da igreja e um cooperador na tarefa de levar o Evangelho ao seu povo.

Um relatório publicado pela Igreja Central Cigana, localizada na França e responsável pelos templos evangélicos dos ciganos brasileiros, informou que existem mais de 1.900 ciganos convertidos a Cristo no Brasil. O documento afirma, ainda, que os ciganos estão se organizando em igrejas evangélicas em 36 países do mundo.


Fonte: www.elnet.com.br

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