quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Igrejas são chamadas a enviar obreiros


Por: Carlos Siepierski

Os últimos anos nos têm dado uma grande safra de novos obreiros com chamadas de Deus para a obra missionária. Queremos vê-los no campo missionário ganhando muitas almas para Jesus e assim contribuindo para a evangelização do mundo. Entretanto, estamos correndo um risco sério de que estes novos obreiros nunca cheguem a ter o fruto que Deus quer do seu ministério.

Saem sem apoio das suas igrejas

O problema começa logo quando recebem sua chamada. Não querem perder tempo, e vencendo todas as barreiras, conseguem sair para o campo missionário sem muito apoio das suas igrejas de origem. Pois bem, muitas igrejas locais não têm visão missionária. Elas precisam dedicar todo seu dinheiro e seus melhores obreiros à obra local.

Aqueles que saem sem o apoio das suas igrejas invocam as palavras do apóstolo Paulo, um dos maiores missionários de todos os tempos: "não posso ser desobediente à visão celestial" (Atos 26.19). Não levam em conta que enquanto Paulo não conseguiu o apoio de uma igreja que o enviasse, ele enfrentou muita oposição.

Quando Deus chamou Paulo para pregar o evangelho aos gentios, Paulo tinha o que parecia ser todo o preparo necessário: conhecia as leis de Deus, tinha visto Jesus, e sabia argumentar. Ele saiu imediatamente para pregar em Damasco (Atos 9.20).

Mas, o que conseguia era que as pessoas se voltassem contra ele sendo que alguns elementos até resolveram matá-lo. Sabendo disso, os discípulos colocaram Paulo num cesto e ele escapou durante a noite. Depois desta experiência, a mesma coisa aconteceu em Jerusalém (Atos 9.26). Nesse momento, Lucas registra que os irmãos enviaram Paulo para Tarso, sua cidade Natal (Atos 9.30). No versículo seguinte, Lucas diz que houve paz para a igreja, e que a igreja crescia em número. É interessante notar que isso aconteceu logo depois que Paulo, apóstolo dos Gentios, foi enviado para casa. Penso que, algumas vezes, temos que fazer isto para que a igreja experimente paz.

Saem sem ter ministrado a suas igrejas

Paulo não foi encostado para sempre, após enfrentar tanta oposição em Damasco e Jerusalém. Depois de vários anos, Barnabé foi buscar Paulo em casa, e o levou para ministrar junto com ele na igreja de Antioquia (Atos 11.25-26). Ali ele ficou pelo menos um ano, fazendo seu trabalho dentro da igreja, ministrando às pessoas. Só depois é que a igreja, dirigida pelo Espírito Santo, também foi chamada para enviar Paulo à obra para a qual Deus o tinha chamado (Atos 13.3).

Depois disto é que Paulo começou suas viagens missionárias e realizou a grande obra registrada em Atos 13 até 26. O tempo que Paulo dedicou à igreja em Antioquia foi muito importante para preparar aquela igreja para ouvir a voz do Espírito Santo, enviando-o à realização do ministério que Deus já tinha lhe mostrado.

Mas não é assim que costuma acontecer com as pessoas que recebem chamadas de Deus hoje. Somos individualistas. Basta o indivíduo receber a chamada e logo vai. Mas, o melhor é que tanto a pessoa como a igreja, recebera a chamada para a obra a ser realizada.

Aquele que recebe uma chamada se assusta quando pensa que terá que dedicar-se por um tempo a um trabalho que nada tem a ver com o ministério para o qual foi chamado. Mas na medida em que se envolve com um grupo de crentes, e que estes se edifiquem, eles terão condições de reconhecer que a chamada é divina. E ainda terão disposição de dar apoio espiritual e trabalhar juntos para achar o dinheiro necessário. O vocacionado servirá o grupo e assim transmitirá sua visão esperando o dia em que o Espírito Santo fale ao grupo, "separai-me agora tal e tal pessoa para a obra à qual os tenho chamado". Entretanto, muitos missionários têm saído antes do Espírito Santo ter falado à igreja. Por isso, estamos vendo mais da metade dos missionários voltando do campo antes de terminarem os primeiros quatro anos. Eles voltam com o coração amargurado para nunca retornar à obra missionária. Não é isto que queremos para pessoas que Deus realmente chamou para sua obra!

Saem sem o compromisso da igreja com o campo missionário

Se tivermos a coragem de fazer como os irmãos em Jerusalém (Atos 9.30) e mandar para casa pessoas com chamadas divinas a fim de provar o seu chamamento, as coisas não serão assim, e a obra avançará com mais poder, pois o futuro missionário terá oportunidade de ministrar em sua própria igreja e assim formar não apenas um grupo de mantenedores mas pessoas altamente comprometidas com ele mesmo. E não só com ele mas também com o campo onde o missionário vai trabalhar. Irão adotar o povo entre o qual o missionário está trabalhando e irão orar por aquele povo.

Precisamos ter a mesma coragem dos irmãos de Jerusalém e mandar de volta para suas igrejas locais pessoas com chamadas genuínas. Eles precisarão de oportunidades para ministrar em suas próprias igrejas a fim de provar o seu chamamento. Se fizermos isto, a obra avançará com mais poder. Os mantenedores na'o serão apenas um grupo que se reúne para sustentar o missionário financeiramente, mas pessoas altamente comprometidas com o próprio missionário. E não só com ele mas com o campo onde ele irá trabalhar e com o povo com o qual ele estará trabalhando. Irão orar não somente pelo missionário, sim pelo avanço do evangelho entre aquele povo. Como uma Igreja vai passar a amar um povo como Deus amou ao mundo ao ponto de enviar Seu próprio Filho? Isto acontecerá quando uma pessoa tiver uma chamada para trabalhar entre aquele povo, e que antes de ir, ministre por um certo período (quem sabe demore até 10 anos!) dentro daquela igreja; até que ela tenha desenvolvido amor suficiente por aquele povo, a ponto de estar pronta a enviar seus melhores obreiros para um trabalho eficaz. A igreja liberaria o missionário da preocupação pelo sustento financeiro. Ele não teria que se preocupar achando mantenedores, porque a igreja comprometida com a mesma visão, estaria cuidando do sustento que ele precisa.

Como podemos ter mais condições de evangelizar nosso país e o resto do mundo? Primeiro, se tivermos o tipo de missionário visto e reconhecido por sua igreja como alguém que tem uma chamada genuína de Deus. Em segundo lugar, igrejas comprometidas com o missionário e com o povo ao qual Deus o está chamando.

Fonte: http://www.lideranca.org

Classificação de Países por Perseguição - 2009


A Classificação de países por perseguição, divide os países em cinco graus, que vão de “perseguição severa” a “alguns problemas”. Ela é compilada e divulgada anualmente pela Portas Abertas, a fim de chamar a atenção sobre a liberdade religiosa dos cristãos em diversos países do mundo.

O Top 10 da Classificação de países por perseguição

Coreia do Norte
Neste ano, o número um na Classificação de países por perseguição não é estranho para nós: a Coreia do Norte tem liderado a lista por sete anos consecutivos. Não há nenhum outro país no mundo onde os cristãos sejam perseguidos de uma maneira tão horrível e tão cruel.

Arábia Saudita e Irã
O reino Wahhabi da Arábia Saudita mantém seu sólido segundo lugar, tendo o mesmo número de pontos de outro país também dirigido pela lei sharia: Irã.

Afeganistão, Somália e Maldivas
O islamismo também é a religião oficial do Afeganistão, Somália e Maldivas. O Afeganistão subiu de sétimo para quarto lugar. O país se moveu na lista devido ao aumento da pressão causada pela atuação do talibã em 2008. A situação do país está tensa.

Iêmen e Laos
Em sétimo lugar encontra-se o Iêmen, cuja posição mudou de sexto para sétimo, mas em 2008 não houve nenhuma grande mudança em relação à falta de liberdade que os cristãos enfrentam. Isso também aconteceu no Laos, o país ainda é o número oito da lista.

Dois novos países entraram no Top 10: Somália e Eritreia.
No caso da Eritreia, o número total de pontos não teve alteração em comparação ao ano passado, mas outros países saíram do Top 10 e fizeram com que ela subisse. No entanto, a situação deplorável dos cristãos deste país justifica muito sua posição entre os dez mais perseguidos. Na Somália, o número de incidentes contra cristãos aumentou substancialmente em 2008, explicando assim seu aumento de décimo segundo para quinto lugar.

O islamismo é a religião predominante em sete dos dez primeiros países: Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Maldivas, Iêmen e Uzbequistão. Dois países possuem governos comunistas: Coreia do Norte e Laos. A Eritreia é o único país ditatorial entre os dez piores da lista.


Faça o download da
análise na íntegra

Ajude a divulgar a realidade da perseguição aos cristãos, indique essa página para um amigo.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Crianças da África Portuguesa para Cristo - Operação APEC Guiné-Bissau - 2009


Seja um missionário transcultural

Durante os meses de julho a outubro, a APEC do Brasil vai concentrar esforços nesta região da África para:
1) Realizar o ILMC - Instituto de Liderança para o Ministério com Crianças em Guiné Bissau. O ILMC tem a duração de 11 semanas.
Esperamos obreiros de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Principe, Angola e Moçambique (países de língua portuguesa).
2) Alcançar crianças em Projetos evangelísticos por todo o país durante o período do Instituto. Cada projeto tem a duração de 2 semanas.
Você pode IR para um trabalho missionário de curto prazo com as crianças africanas. Dentro do período do projeto, você pode escolher qual a melhor data para sua viagem.
O Projeto África irá:
- Transmitir visão às igrejas e líderes locais
- Treinar professores locais
- Equipar as igrejas com kits de literatura
- Alcançar milhares de crianças

O Projeto

1 - Instituto de Liderança
A APEC do Brasil realizará o 2º Instituto de Liderança para o Ministério com Crianças (ILMC) em língua portugesa na África. O ILMC funciona durante 11 semanas em regime de internato com teoria e prática para os alunos, que sairão capacitados para este minsitério. O 1º ILMC na África portuguesa foi realizado em 2007, em Moçambique, com alunos de Angola e Moçambique. O resultado foi maravilhoso: a entrada de 15 novos missionários nestes dois países em tempo integral.
2 - Projetos Especiais
Paralelamente ao ILMC serão realizados Projetos Especiais com duração de 2 semanas em várias regiões de Guiné-Bissau. Na 1ª semana há um treinamento de professores para a realização de Classes de Cinco Dias. Na 2ª semana as classes são realizadas na prática.
Trata-se de um grande impacto de evangelismo de crianças numa região, com um despertamento das igrejas para a importância deste ministério. Todas as igrejas envolvidas ficam equipadas com literatura apropriada para dar continuidade ao trabalho de discipulado após o projeto.

Você pode IR

Solicite seu Formulário de Inscrição.
Providencie seu Passaporte

Você pode ORAR

1. Que os líderes de Guiné-Bissau, responsáveis pelo Instituto Bíblico que a APEC utilizará para o ILMC, confirmem, o mais rápido possível, a data e os custos desta utilização.
2. Que venham para o ILMC as pessoas certas, chamadas por Deus para o ministério de alcançar crianças e também de treinar adultos para este trabalho.
3. Que cheguem os recursos financeiros para atender a todas as necessidades deste Projeto.
4. Que o Projeto seja de grande bênção para as igrejas evangélicas em cada um destes países.
5. Que milhares de crianças sejam ganhas para Jesus Cristo através deste esforço.
6. Que o nome do Senhor, tão somente, seja glorificado!

Você pode CONTRIBUIR

1. Patrocinando 01 aluno africano
Custo: R$1.200,00 - Bolsa de estudo, alimentação e hospedagem durante 3 meses.
2. Enviando 01 missionário do Brasil para o Projeto
Custo: R$4.000 - Passagens de ida e volta
3. Doando 01 Kit de literatura
Custo: R$120,00 - Os kits incluem lições bíblicas, lições missionárias, canticos ilustrados, livros didáticos.
4. Aquirindo o CD "Kantigas pa Mininus" (Músicas para Crianças)
Custo: R$25,00 - . O CD contém músicas selecionadas dos "Cânticos de Salvação para Crianças" da APEC e que foram traduzidas e adaptadas para o Crioulo falado em Guiné-Bissau. São 2 (dois) CDS que vêm acompanhados do livro com as letras em Crioulo. Toda a venda será destinada para o Projeto Guiné-Bissau em 2009. Peça seu CD para vendas@apec.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou (11) 5574-6633 ramal 203
Envie sua oferta durante os próximos 10 (dez) meses. Prencha aqui a ficha do Projeto e envie para APEC.
Informações e inscrições:
Área de Desenvolvimento - Projetos Missionários
Tel / Fax: (11) 5574-8661
E-mail: desenvolvimento@apec.com.br

Tradução da Bíblia: curso na Mackenzie


Para acessar direto ao curso no Mackenzie, clique aqui:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AJUDE MISSÕES COM R$ 30,00

Amados leitores, republico abaixo o texto colhido no blog do Jamierson de Oliveira, editor da Revista POVOS. É uma chamada a qual creio que muitos de nós podemos atender.
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Amigos, alguns de vocês já visitam meu blog a algum tempo e são assinantes do mesmo. Vocês sabem que tenho me esforçado a desafiá-los a um maior envolvimento em missões. Agora chegou uma rica oportunidade! A Missão Horizontes, está recrutando e capacitando um grupo de 120 jovens missionários, para enviá-los à Ásia num projeto batizado de UNIÁSIA.

O projeto é de sete anos, sendo dois na América Latina e país de língua inglesa e os cinco anos restantes em universidades da Ásia junto a nativos. O projeto proporcionará ao candidato, a oportunidade de ter uma formação bíblica, missiológica/transcultural, formação universitária no exterior, língua inglesa, espanhola e uma língua asiática, ao custo total de 30 mil dólares, algo próximo de R$ 70.000,00.

Para suprir esse recurso, gigantesco para uma agência missionária, o desafio é encontrar 500 investidores amantes dos povos menos alcançados da terra que invistam R$ 150,00 nestes próximos cinco meses (sendo R$ 30,00 por mês no Boleto Bancário). Pouco, não acha???

Que tal você ser um desses apoiadores? Se você tem condições financeira para esse SÉRIO COMPROMISSO, escreva para a missão, dizendo que leu sobre o assunto no blog do Jamierson (Missio Dei, Missio Eclesiae) , e ganhe um lindo presente: uniasia@mhorizontes.org.br

FOTO: David Botelho, líder e fundador da MH em Monte Verde, MG.

No blog Equattoria: 'Second Life' muçulmano

Foi criado a pouco tempo um tipo de 'Second Life', voltado apenas para muçulmanos. O objetivo dos organizadores é atingir principalmente a população islâmica ocidental.
Saiba mais sobre esta notícia, clicando aqui.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Como orar pelos missionários


ORANDO DIARIAMENTE

1º Dia: - Relacionamento com Deus

. Ore por uma vida de oração e comunhão com a Palavra
. Ore por enchimento do Espírito Santo
. Ore por maturidade e crescimento na graça
. Ore por vitória sobre Satanás e a carne

2º Dia: - Vida Física e Emocional

. Ore por boa saúde
. Ore por segurança
. Ore por libertação do desencorajamento, solidão e depressão

3º Dia: - Família do Missionário

. Ore pelo relacionamento conjugal
. Ore pelos filhos
. Ore pelos parentes em casa (pais, irmãos, etc.)
. Ore por uma vida familiar que sirva de exemplo

4º Dia: - Habilidade para Comunicar

. Ore pela contínua compreensão da língua
. Ore por adaptação à cultura nativa

5º Dia: - Ministério do Missionário

. Ore por coragem, por portas abertas e por corações abertas
. Ore por capacitação do Espírito Santo e um serviço frutífero

6º Dia: - Companheiros de Trabalho

. Ore pelo relacionamento com outros missionários
. Ore pelo relacionamento com os crentes nativos

7º Dia: - País de Trabalho

. Ore pela situação política
. Ore pelo governo e seus líderes
. Ore pelos vistos e pela continuidade das portas abertas
. Ore por liberdade para expansão da pregação do Evangelho por todo o país
. Ore para que o clima de resposta ao Evangelho seja aquecido


ORANDO PELO TRABALHO DO MISSIONÁRIO

Cl 4:3 Ore para que portas sejam abertas
Cl 4:4 Ore para que a mensagem seja clara
Ef 6:19-20 Ore por coragem (não temeridade)
II Ts 3:1 Ore para que a Palavra se espalhe e seja glorificada
I Co 3:6 Ore para que a necessidade de fé no missionário seja totalmente suprida
Tg 1:5-6 Ore por sabedoria no lidar com incrédulos, colegas de ministério e família
I Co 2:16 Ore para que o missionário compreenda claramente a situação do campo
Jo 13:35 Ore para que o seu amor cresça e o perdão abunde
I Co 7:20 Ore para que tenha alegria no trabalho dia-a-dia
Jr 1:8-10 Ore para que tenha paz e não sinta medo
Fl 4:11-13 Ore para que ele possa se sentir em casa (no campo)
I Tm 4:16 Ore por pureza de vida
Hb 11 Ore por vitória
Mc 1:35 Ore por tempo


ORANDO PELO APRENDIZADO DA LÍNGUA

1. Ore por habilidade para aprender a língua
2. Ore por capacidade de concentração
3. Ore para que as mentes estejam atentas
4. Ore por capacitação para ouvir
5. Ore por capacitação (clareza, segurança) para comunicar no novo idioma.
6. Ore para que o missionário desenvolva amor pelo idioma nativo

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Fonte: Missão AVANTE - http://www.missaoavante.org.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

No blog EQUATTORIA


Amados
, abaixo os links diretos para as duas últimas postagens do blog EQUATTORIA:


Um exame crítico e histórico da adoração islâmica - um artigo de João Flávio Martinez - Clique Aqui para ler

Nossa visita aos Konkombas de Gana - Ronaldo Lidório - Clique Aqui para ler

domingo, 8 de fevereiro de 2009

1º Encontro de Missões Mundiais - PIB Camargo Velho


Data e Programação do 1º Encontro de Missões Mundiais

28 de Março de 2009 - sábado

16 Horas – 1º Palestra

“Missões Urbanas” com Sandro Baggio– Projeto 242

17 Horas – 2º Palestra

“Angola” com Denis Ferreira – Ministério Água e Fogo

18 Horas – Momento de Confraternização

19 Horas – Culto de Missões (término previsto para 21h30min)

Local e Endereço

Primeira Igreja Batista do Itaim Paulista

Rua Curicharas nº203 – Itaim Paulista – Zona Leste – São Paulo - SP

(Rua Paralela com a famosa Avenida Marechal Tito e próximo a estação de trem do bairro Itaim Paulista)

Contatos: (11)80220902 CELULAR (11)25714083 RESIDENCIAL (11)25622829 COMERCIAL(falar com Raul Soares)

Email: raulsoares@hotmail.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Entrevista: RONALDO LIDÓRIO


Raio de Luz entrevista Ronaldo Lidório




Como foi sua experiência com a Igreja perseguida no Peru?


A Igreja Quechua no Peru impactou minha vida de maneira profunda em 1991. O contexto no qual viviam cerca de uma década atrás era de tremenda opressão terrorista. Vários pastores e líderes haviam sido mortos e uma onda de agressão dominava as regiões de Huancayo, Ayacucho e outras áreas por onde passamos. Mas a Igreja amava a Jesus até a morte e isto desafiou-me profundamente. Vi pequenas congregações reunidas com as portas fechadas e cantando aos susurros para não serem descobertos pelo grupo terrorista Sendero Luminoso, pastores viajando dias e arriscando suas vidas para darem uma palavra de encorajamento ao rebanho e um povo que canta o Salmo 23 (Dios Taytallay – ‘O Senhor é o meu pastor...”) como ninguém. Em um dos cultos sentei-me ao lado de uma senhora que contou-me haver se convertido devido ao testemunho do senhor Gonçalez, um idoso evangelista, que após ser torturado em 1989 embaixo de uma árvore, ter suas pernas e braços quebrados, gritava até a morte em alta voz: “A igreja de Jesus continuará caminhando”. Ela, ouvindo este testemunho, correu até a igreja e entregou-se ao Senhor. Jesus sem dúvida está contruindo a Sua Igreja na terra e os Quechuas são um testemunho vivo disto.


O que é Missões?


É um movimento salvífico e kerygmático que parte do coração e da volição de Deus, revelado nas Escrituras, onde o Evangelho é prometido, no Messias, a todas as pessoas em todas as etnias espalhadas pelo mundo. Portanto é um movimento de Deus. Eu poderia dizer que tem como principais elementos:

1. O sacrifício do Cordeiro o qual “com o seu sangue comprou, para Deus, homens que procedem de toda língua, tribo, povo e nação”;

2. O ‘dunamis’ do Espírito derramado sobre a Igreja em Atos que a capacita a comunicar esta Palavra revelada;

3. O amor do Pai que a cada dia tenta nos comunicar que “uma alma vale mais que o mundo inteiro”;

4. E a ação da Igreja como comunidade propagadora desta mensagem que salva a todo aquele que crê.

O cerne da obra missionária, portanto, não é a visão do mundo mas sim a submissão a Deus.


Como o senhor vê a diferença entre o que se fala e o que se faz sobre missões na Igreja de hoje?


A Igreja, de forma geral, tem entendido bem os princípios bíblicos que motivam a visão missionária, e isto é extremamente positivo. Hoje já se entende que é preciso falar de Cristo tanto perto quanto longe, que a prioridade da Igreja deve ser a prioridade de Deus e que a Igreja é uma comunidade funcional, precisa fazer diferença na terra. Entretanto há ainda um caminho a andar. Ainda vemos a força missionária brasileira no mundo indígena continuar numericamente a mesma desde uma década atrás; percebemos que o processo de cooperação entre denominações e Agências missionárias em áreas com fortes barreiras ao evangelho ainda é muito lento e há uma gritante necessidade de entendermos que o caráter é mais importante que a habilidade pois a grande parte dos problemas missionários que temos, dentro ou fora do campo, surgem a partir de uma vida distante de Deus e não da falta de conhecimento acadêmico.


A igreja brasileira é de fato um celeiro missionário, como temos tantas vezes ouvido? Se é, quais as implicações disso?


Não creio que sejamos ainda um celeiro missionário para o mundo. A visão e a seriedade missionária crescem em nossas igrejas e louvamos a Deus por isto, mas há barreiras vivas para que nos tornemos uma nação tipicamente missionária. Para citar apenas três:

- Vivemos no Brasil uma tendência eclesiástica de enfatizar mais o ministério humano do que a glória de Deus o que obscurece a nossa real motivação para fazermos missões;

- Temos também vivido um Cristianismo mais contemplativo do que prático mas estamos experimentando boas mudanças ao meu ver;

- Mas principalmente sinto falta que os pastores locais preguem mais sobre a obra missionária em suas próprias igrejas. Vejo a importância do testemunho missionário, das conferências anuais com preletores especiais, dos slides e filmes e também do momento informativo e ofertas entretanto a Igreja Brasileira não será um celeiro missionário para o mundo até que os pastores locais passem a expor a Palavra ao próprio rebanho de que esta é a visão de Deus.


Qual o fator determinante para a Igreja realizar missões? O que impede essa ação?


Conheço uma pequena igreja entre a tribo Bassari no Togo, África, que decidiu viver como Jesus. Passaram a dar ênfase à oração, santidade de vida e priorizar o que é importante para Deus, especialmente a comunhão e louvor. Em pouco tempo sentiram-se atraídos por uma outra grande aldeia Bassari onde não havia nenhum convertido. Em um dos cultos dois homens foram despertados pelo Senhor e decidiram se mudar para lá. A igreja comprometeu-se com eles. Após três anos aquela aldeia estava toda rendida ao pés de Jesus. Até onde sei é algo único no oeste africano. Aquela comunidade, mesmo sem ter o termo “missões” em sua própria língua, era uma comunidade missionária. Ou seja, o fator determinante para se fazer missões é o mesmo para se cumprir qualquer outro mandamento bíblico: estar submisso a Deus e andar na visão do Senhor.


O senhor fala no livro “Igreja: uma comunidade missionária” em “Viver de acordo com o que cremos”. Será que por causa da influência da teologia da prosperidade temos visto Deus como aquele que deve nos atender e nos servir e deixamos de viver a cruz de Cristo, ou melhor, morrer por Ele?


Creio que a Bíblia revela-nos grandes verdades mas é preciso equilibrá-las na cruz de Cristo. A prosperidade é um assunto bíblico como também o é o sofrimento. Quando os extremos distorcem a verdade isto torna a Igreja menos capaz pois dependemos da Palavra de Deus para viver. Quando afirmo que devemos “viver de acordo com o que cremos” tento enfatizar que o nosso problema, muitas vezes, não é a ausência do credo bíblico. Na verdade cremos em muitas coisas como a salvação em Cristo, o amor de Deus por todos os homens, o poder do Espírito sobre a Igreja, a necessidade de comunicar o evangelho e a comunhão entre os santos. O grande dilema que enfrentamos é como traduzir esta nossa fé para a vida diária e é justamente aí que nascem os paradoxos. Mas este é um caminho pelo qual percorreremos durante toda a nossa vida e por isto dependemos da graça, misericórdia e tolerância de Deus sobre nós. É necessário ir em frente.


O senhor disse “Não creio em um despertamento missionário sem quebrantamento espiritual”. O que isso significa?


Fazer missões é cumprir um mandamento bíblico e sem dúvida não conseguiremos fazê-lo sem submissão ao Senhor. Os grandes movimentos missionários na história como a Igreja Nestoriana no oriente e a Moraviana no ocidente passaram por um quebrantamento espiritual que os levou a desejar viver como Jesus antes de serem impactados por uma profunda compaixão pelo mundo perdido. E quando chegou o momento aqueles homens e mulheres estavam dispostos a viver e morrer por Ele. Como afirmou o conde Zinzendorf: “Só tenho uma paixão: Ele”. Não podemos divorciar nosso apelo missionário de uma pregação por santidade de vida. Creio que teólogos e missiólogos nos indicarão o caminho mas apenas uma Igreja cheia do Espírito Santo alcançará o mundo sem Cristo.


Como é a batalha espiritual em missões?


Efésios 2 ensina-nos que, na nossa caminhada cristã, lutamos como o mundo, a nossa própria carne e o diabo, que recebe ali o título de “príncipe da potestade do ar”. A batalha contra as forças espirituais portanto é apenas parte da guerra, pois nem tudo é demoníaco. Assim sendo precisamos, antes de mais nada, de muito discernimento espiritual na obra missionária pois é preciso tratar o ataque espiritual como ataque espiritual, o pecado como o pecado e o mundo como mundo.

Tendo isto em mente podemos ver que, como a expansão da Igreja de Cristo na terra é visão de Deus, o diabo fará tudo aquilo que puder para tentar enfraquecer esta expansão, ou distorcê-la, e para que isto aconteça é necessário que ele trabalhe especialmente na fonte da agência que propaga a mensagem: a Igreja. Temos a tendência de crer que as manifestações sobrenaturais diabólicas formam a linha de frente no seu ataque à Igreja. Mas há o ataque sutil que destrói a auto-estima, que corrompe o relacionamento entre o casal, fomenta a mentira, incita ao suborno e enche a mente do que não edifica. Ataques como este podem devastar uma família na frente missionária sem grandes alardes. Na vida cristã é preciso renovar a cada dia nosso compromisso com Deus.


Até que ponto as estratégias de crescimento e alcance podem determinar os resultados do trabalho missionário?


As estratégias de alcance fazem parte da nossa responsabilidade cristã e não asseguram um bom resultado pois tanto na obra missionária como na vida cristã estamos debaixo da soberania de Deus. Podemos plantar e regar mas o crescimento vem do Senhor. E o Senhor usa tanto a eloquência de Paulo como o coração apaixonado de Pedro. É preciso também lembrar que não devemos definir missões em termos de resultados mas sim de fidelidade. Ou seja, somos tomados positivamente pelo desejo inerente de ver a obra avançar, a igreja crescer e pessoas se renderem ao Senhor Jesus. Contudo somos chamados primariamente para uma vida bíblica, que cumpre a vontade de Deus e vive para a Sua glória. E muitos viveram assim sem colher os frutos do seu trabalho.


O senhor acha que a era da Comunicação de Massa influencia nossa maneira de ver as pessoas e suas necessidades a ponto de nos determos mais em números e estruturas?


A comunicação de massa foi necessária no passado e é ainda mais necessária em nossos dias pelos grandes números populacionais com os quais lidamos. Entretanto é certo que não podemos cair no processo de massificação descrito por Renuè onde “cada homem se tornará um número e um povo será uma nota de rodapé”. Há no mundo hoje 279 “mega-línguas”, ou seja, línguas faladas por mais de 1 milhão de pessoas. O filme Jesus já foi visto por mais de 2 bilhões de pessoas traduzido para mais de 50 idiomas. Das 6528 línguas vivas no mundo mais de 4000 ainda permanecem sem a Palavra traduzida.


Como a globalização afeta a igreja e sua tarefa de fazer missões?

Eu diria que a globalização influencia a obra missionária em alguns aspectos:

1. Temos maior acesso à informação e isto coopera muito com o mapeamento missionário. Assim já sabemos quem são os não alcançados e onde eles vivem. A próxima tarefa é definir como alcançá-los.

2. O mundo ganhou maior mobilidade social. Desta forma podemos encontrar centros urbanos como Dakar com mais de 250 etnias representadas. É o que podemos chamar de ‘caldeirão étnico’. A atual tendência populacional será a concentração étnica em grandes centros urbanos e isto mudará nossa forma de alcançá-los dentro de 20 anos.

3. Os missionários passaram a se locomover entre ministérios e campos com mais rapidez. Em Gana, onde trabalhamos, os missionários até 30 anos atrás traziam seus caixões quando chegavam ao país pois planejavam viver e morrer ali. Hoje o missionário tende a trabalhar mais em equipes e passar, em média, não mais de 4 anos em cada campo.

4. Mesmo em grupos tradicionalmente isolados há crescente interesse pelo mundo exterior. Assim o ensino do inglês como língua franca mundial, por exemplo, pode abrir portas para o evangelho em países islâmicos.

5. A Internet levantou uma grande expectativa no processo de evangelização em países ainda fechados. Entretanto, pela própria estrutura aberta e vasta, tem sido difícil usá-la como um instrumento preciso e ainda há muitas limitações.

6. Mas há também influências negativas como a massificação, o culto à personalidade, a atração por quaisquer métodos (bíblicos ou não) que atraiam grande público e o início de uma era onde o pastoreio do crente perde o apelo.



VISITE: http://www.ronaldo.lidorio.com.br
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Já publicamos aqui no Veredas outra entrevista com o missionário Ronaldo Lidório, realizada pela Ultimato. Para ler, Clique Aqui.

Um poema missionário


Ide Fazer Missões!

Ouço uma voz a me dizer, ó filho meu
Ergue o olhar além, bem longe, que me dizes ?
Europa, Ásia, Africa e à todos os paizes
Ide fazer missões, aos distantes de Deus!

Leva a santa palavra a toda a gente
Pelo mundo que vive em desamor
Levai a Paz de Cristo, o salvador,
E Deus eterno, que é dos sofridos clemente !

Missionário, leva a luz do evangelho
À quem nas sombras da morte habitar
Sai imbuído de fé e grande ardor;

Clama nas praças, vales, a jovem ou velho
Que Deus em Cristo a todos quer salvar...
Pois deu sua vida na cruz! só por amor!

Pr. Laerço dos Santos

Visite o blog do autor: http://oagape.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

VII Encontro Missionário Estudantil e Profissional



Vem aí o VII Encontro Missionário Estudantil e Profissional - Minha Profissão a Serviço do reino.

O evento será realizado no CEM (Centro Evangélico de Missões, em Viçosa, MG), de 21/02 a 24/02.

Para maiores informações ligue: (31) 3891-3030

E-mail: info@cem.org.br

Mais informações aqui: http://www.cem.org.br/prop/emep_2009.htm

domingo, 1 de fevereiro de 2009

SHOCKWAVE 2009 - Participe!

O shockwave é uma onda de oração que acontece anualmente no primeiro final de semana de março. Essa onda reúne jovens de todo mundo para orarem pelos cristãos que estão sendo perseguidos por causa da fé.

Durante o evento, em mais de dez países do mundo, em todos os continentes, jovens se reúnem para orar formando, por causa dos diferentes fuso-horários, uma onda gigante de oração. Isto é SHOCKWAVE.


SHOCKWAVE vem sendo realizado desde 2001 com cada vez mais adeptos!

Em 2008 só no Brasil tivemos mais de 2000 grupos de jovens reunidos para orar. Também batemos o recorde de 50 nações juntas orando pela Igreja Perseguida. Incluindo jovens da própria igreja perseguida. Isso é uma benção e nos motiva a orar mais.
Que o shockwave não pare por aqui! Que nosso ano seja uma constante onda de oração. Agradecemos a todos que participaram no ano passado e pedimos que se juntem conosco esse ano mais uma vez para passar a outros a realidade dos cristãos perseguidos!

O foco desse ano é o Mundo Muçulmano. Fique atento as notícias do site sobre o que tem acontecido nesses países e já vá colhendo o seu próprio material para realizar o evento. Uma outra dica é você acessar a seção “perfil dos países” http://www.portasabertas.org.br/paises/ no site da Portas Abertas e estudar os países que se enquadram no mundo muçulmano.

Queremos agradecer ao Estevão Xavier e a Alyne Romeiro por terem contribuído voluntariamente e diretamente na confecção do Manual. Sem vocês esse trabalho não seria possível.

Clique Aqui, faça seu cadastro e pegue o Manual do evento.

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Via UNDERGROUND

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Dez Maneiras de Fugir do Chamado Missionário

Crianças indonésias


(Adaptado da lista original do livro "How are you doing?" De Stewart
Dinnen)

1- Ignore o chamado de Jesus feito em João 4:35 para que olhemos os campos com atenção. Reconhecer as necessidades pode ser depressivo e muito desconfortável. E pode levar a uma preocupação missionária genuína. ("Vocês dizem: Mais quatro meses e teremos colheita. Porém, olhem bem para os campos... o que já foi plantado já está bom para ser colhido." - João 4:35)

2- Dirija toda sua energia para um alvo socialmente aceitável. Pode ser um ótimo salário, melhores qualificações, uma promoção no trabalho, um carro do ano, uma casa maior ou sustento para o futuro.

3- Case o mais rápido possível, de preferência com alguém que pense que"A Grande Comissão" é o que um patrão dá a seu empregado depois de uma grande venda. Depois do casamento, não se esqueça de "sossegar" por completo, estabelecer uma carreira e constituir família.

4- Fique longe de missionários. Seus testemunhos podem ser perturbadores. As situações que eles descrevem podem entrar em conflito com o estilo de vida materialmente confortável de sua casa.

5- Se você começar a pensar nos não alcançados, imediatamente pense naqueles países onde a abertura para a pregação do evangelho é inexistente. Pense apenas na Coréia do Norte, Arábia Saudita, China e outros países fechados. Esqueça as vastas áreas do globo, à espera de missionários. Nunca, nunca mesmo queira ouvir sobre 'abordagem criativa’, usadas nesses países.

6- Lembre-se sempre de suas falhas do passado. É irracional esperar que você vá melhorar algum dia. Não estude as vidas de Abraão, Moisés, Davi, Jonas, Pedro ou Marcos (que deram suas bolas-fora em um certo momento de suas vidas, mas não se afastaram).

7- Sempre pense que missionários são pessoas superdotadas e super-espirituais e que devem ser elevadas em pedestais. Mantendo essa imagem, você se sentirá confortável com seu próprio senso de inadequação. Sabendo que Deus não usa nunca pessoas normais como missionários, você não se sentirá culpado ao ter recusado tantas vezes o chamado de Deus.

8- Concorde com as pessoas que dizem que você não é indispensável onde está. Dê ouvido a todos os que dizem que a igreja local não sobreviverá sem você.

9- Preocupe-se incessantemente com dinheiro.

10- Se mesmo seguindo esses conselhos, você ainda sentir vontade de atender ao chamado, vá para o campo sem nenhum treino ou preparo. Em breve você estará de volta e ninguém poderá culpá-lo em não ter tentado.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Adoniram Judson - Um Missionário


Amor pelas letras e pelas almas

O missionário Adoniram Judson levou o Evangelho até a Ásia e traduziu a Bíblia para o birmanês

A história desse personagem é contada até hoje. Era o ano de 1824. Os oficiais do rei da Birmânia (atual Mianmar) - pais que fica às margens do Golfo de Bengala, no Sudeste Asiático tinham acabado de saquear o lar missionário de Adoniram e Ann Judson. levando tudo o que acharam de "valioso". No entanto, o tesouro mais precioso havia passado despercebido: o manuscrito de uma porção da Bíblia, traduzida por Adoniram Judson, que sua esposa Ann enterrara sob a casa.
Acusado de espionagem, Adoniram, um missionário magro e de corpo pequeno, ficou encarcerado por quase dois anos em uma prisão infestada por mosquitos. Ele e outros 60 condenados à morte ficaram encerrados em um edifício sem janelas, escuro, abafado e imundo. Durante aquele período, sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro - para que ele pudesse dormir melhor no duro chão de areia da prisão -, além de livros, papéis e anotações que ele usava para continuar a tradução da Bíblia para O birmanês. Dentro da cadeia, além das traduções, que ele escondia dentro de seu travesseiro, Adoniram evangelizava os presos.
O episódio descrito é parte da história do americano Adoniram Judson (1788 - 1850), o primeiro missionário cristão na Birmânia, que, por 30 anos, perseverou em seu trabalho de evangelização, apesar das doenças e perseguições constantes que sofria por pregar o Evangelho naquele país.
Em 1819 - seis anos depois de sua chegada à Birmânia -, Judson conseguiu seu primeiro convertido. Dois anos depois, já havia uma igreja fundada no país, com 18 batizados. Em 1837, havia 1144 convertidos batizados na Birmânia. Em 1880, esse número passou a sete mil, distribuídos por 63 igrejas. Em 1950, cem anos depois de sua morte, existiam mais de 200 mil cristãos na Birmânia, em sua maioria, resultantes da mensagem que Judson deixara naquele país. Dizia ele: "Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos."

Vida e Obra - Aquele amor à Palavra de Deus tinha história. Adoniram Judson nasceu em Malden, no estado americano de Massachussetts. Filho do pastor congregacional Adoniram Judson e de Abigail Brown Judson, o jovem Adoniram trabalhou duro em um moinho do pai. Tinha de caminhar muito até chegar à escola e tinha intensa devoção à Igreja.
Sua mãe ensinou-lhe a ler um capítulo inteiro da Bíblia quando tinha apenas quatro anos. Nos anos seguintes, freqüentou a New London Academy e depois a Brown University, onde entrou com apenas 16 anos. Naquele período em que o ateísmo, proveniente da França, chegava com força aos Estados Unidos, o jovem Adoniram teve uma crise existencial. Recém diplomado, aos 19 anos, ele surpreendeu os pais quando disse que não mais acreditava na existência de Deus e que iria escrever peças de teatro. Era o ano de 1807.
Saiu de casa, mas, quando seguia para a casa de um tio, teve uma experiência que mudou sua vida por completo. No fim de uma noite, procurou um lugar para dormir em uma pensão. O proprietário disse que só tinha um quarto que ficava ao lado de outro em que estava uma pessoa muito doente. A voz agonizante de um homem no quarto ao lado só o deixou dormir no fim da madrugada. Ao acordar, Adoniram soube que aquele homem havia morrido, e tomou um susto ao saber que se tratava de Jacob Eames, um cético e descrente que ele conhecera na faculdade; e que também abandonara o Evangelho pelos ideais ateístas.
A notícia da morte de Eames atingiu seu coração como uma flecha. Foi, então, para Plymouth, onde assistiu a dezenas de palestras de pregadores cristãos. Em 1808, decidiu estudar para o ministério e entrou no seminário teológico de Andover. No ano seguinte, fez uma profissão pública de fé na igreja do pai e sentiu o desejo de tornar-se missionário.
Na época, escrevia a Ann, então sua noiva: Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor? [...] Hoje, tenho sentido grande alegria perante o Seu trono.
Os pais de Judson queriam que ele aceitasse pregar em uma igreja de Boston, mas recusou o convite. Tinha o mundo em seu coração. Em fevereiro de 1810, fundou, com quatro amigos pastores, a Junta Americana de Missões Estrangeiras, ligada à Associação Geral de Ministros Congregacionais de Bradford, em Massachussetts.
Casou-se com Ann em 5 de fevereiro de 1812, e apenas 12 dias depois, o casal partiu para Calcutá, na Índia, junto com os quatro pastores amigos de Judson. Ann tornou-se, então, a primeira missionária a deixar os EUA. Durante a viagem, dedicaram-se ao estudo das Escrituras. No entanto, ao chegarem a seu destino, a guerra fez com que eles deixassem o país. Como havia uma embarcação pronta para ir a Rangum, na Birmânia, o casal decidiu viajar nela. O percurso não foi fácil. Ann, que estava grávida, adoeceu no navio. Deu à luz seu primeiro filho, que morreu em seguida. Eles chegaram a Rangum exaustos, em julho de 1813. Ann, muito adoentada, desembarcou em uma padiola. Aquela experiência era uma prévia do que o casal ainda haveria de enfrentar.

Saída da prisão - A experiência na prisão, relatada no início desta biografia, não foi o único problema enfrentado pelo casal Judson na Birmânia. Depois de sair da cadeia - indultado pela Alta Corte de Justiça do reino birmanês, em novembro de 1825 -, viu a segunda filha do casal, Maria, morrer de febre amarela. Em outubro de 1826, Ann faleceu, também vítima da doença.
Adoniram mudou-se, então, para o interior da Birmânia, onde completaria a tradução do Antigo Testamento para o birmanês, em 1834, no mesmo ano em que se casou pela segunda vez, com Sarah, com quem teve oito filhos. Em 1837, Adoniram concluiu a tradução do Novo Testamento. Em 1845, Sarah faleceu, e ele retornou aos Estados Unidos, 33 anos depois do início de sua viagem à Ásia. Tanto interesse gerado por sua experiência na Birmânia rendeu a Judson uma platéia i inesperada. Grandes multidões corriam para ouvi-lo pregar em solo americano, pois se tornara uma lenda.
Em junho de 1846, casou-se pela terceira vez, com a escritora Emily Chubbock, e voltou no ano seguinte para a Birmânia para revisar mais uma vez o dicionário hirmanês-inglês que concluíra em 1826.
Muito doente, Judson foi aconselhado a fazer uma viagem marítima para se recuperar, mas veio a falecer no navio, em 12 de abril de 1850. Emily morreu quatro anos depois. Mas a frase que ele mais repetia em suas pregações tornou-se uma realidade: Eu não deixarei a Birmânia até a mensagem da cruz ser plantada aqui para sempre. Palavras proféticas de um verdadeiro herói da fé.

Autor: Marcelo Dutra
Fonte:
Revista Graça, Ano 3, n.º 33
/http://www.ongrace.com

domingo, 18 de janeiro de 2009

Algumas Sugestões para o Preparo Pré-Campo


Antonia Leonora Van der Meer

Ter um chamado missionário é um grande privilégio, e na vida de muitas pessoas começa como uma grande paixão. Querem ir e querem ir já, porque há tantos que se perdem. Estudar muito seria uma perda de tempo.
Eu estou totalmente convencida do contrário. A tarefa é urgente sim, mas isso não significa que devemos ser imediatistas, nem que Deus tenha pressa. Deus se preocupa muito em preparar seu servo da melhor maneira para que se torne instrumento de bênção na hora própria.

A Necessidade de Confirmar a convicção da Vocação.

Não existe chamado a Cristo para a salvação, nem chamado para o discipulado, para o serviço, para a renúncia por amor a Cristo, em resposta grata ao Senhor que sendo rico, santo, glorioso, por amor de nós se fez pobre, vulnerável, pecado. Nesse sentido, o missionário não é diferente de qualquer outro cristão. O Espírito Santo foi dado à igreja, e a todo cristão verdadeiro para nos fazer testemunhas de Jesus Cristo (At 1:8). O que há então de especial no chamado missionário? Como posso saber se eu fui chamado, se a outra pessoa foi chamada?
Até certo ponto se trata de uma experiência subjetiva, no sentido de ser intensamente pessoal, e íntima. Por outro lado precisa de confirmação objetiva, deve haver outros que reconheçam e apoiem esse chamado.
Como a Bíblia nos ajuda para saber se tenho chamado, e para onde ou o quê Deus está me chamando?
Em primeiro lugar mostra que não há 2 chamados iguais, cada pessoa foi chamada de uma maneira especial, mas todos os chamados de Deus eram reconhecíveis e até certo ponto reconhecidos pelos fiéis e obedientes:

• Abraão foi chamado a abandonar sua família e terra e a peregrinar em terra desconhecida.
• Moisés foi chamado quando não mais o desejava, e quando se sentia menos capacitado e apesar de ter sido rejeitado pelo povo quando tentou ajudar.
• Davi, quando não pensava em nada além de sua tarefa de cuidar das ovelhas do pai;
• Samuel, quando era menino pequeno, consagrado pela mãe;
• Jeremias, como jovem sensível e tímido;
• Isaías, como pessoa marcada pela visão da glória de Deus;
• Neemias, porque foi sensibilizado com o sofrimento do seu povo, foi chamado a deixar o luxo e conforto da corte e a se identificar com um povo que vivia em circunstâncias simples, difíceis, e muita insegurança;
• Amós foi tirado de sua labuta no campo para levar a palavra de Deus ao reino do Norte que vivia em plena rebelião contra o Senhor, adorando falsos deuses e cometendo todo o tipo de injustiças sociais;
• Jonas, que não tinha o menor interesse na salvação dos assírios, foi enviado e usado por Deus para salvar a cidade que quer ver destruída;
• Pedro, quando reconheceu ser um pecador indigno, e Deus foi quebrando sua inconstância e seus preconceitos e tornando-o um instrumento para a salvação de muitos;
• Mateus, trabalhando na desprezada coletoria;
• Paulo, em plena tarefa de perseguir a igreja… Paulo o judeu extremamente zeloso e defensor das suas tradições tornou-se o instrumento de Deus para escancarar a porta da salvação para os gentios.

O que havia em comum é que uma vez chamados, esses homens de Deus não podiam se calar, e continuar seus caminho como se nada tivesse havido.

Nem todo o chamado é para missões transculturais, mas toda igreja deve comprometer-se com essa tarefa que Jesus lhe transmitiu. Isso faz parte da própria natureza e propósito básico da Igreja. E toda pessoa chamada deve ter o apoio e a confirmação da sua igreja, de líderes cristãos amadurecidos. Caso sua igreja local não tenha ainda visão missionária, você pode ser um instrumento para despertá-la e haverá outros “pais na fé” que reconhecerão o seu chamado. (Veja o caso de Barnabé, enviado pela igreja de Jerusalém; e Paulo e Barnabé, enviados pela igreja de Antioquia).

Uma pessoa chamada por Deus não vive em paz enquanto não obedece a esse chamado, e sentirá alegria e satisfação na obediência, recebendo o amor e a compaixão de Deus pelo povo a quem deve servir. Estará disposta a abrir mão de vários projetos/ambições pessoais para colocar a obediência ao chamado em primeiro lugar. Isso não significa que imediatamente seus problemas, suas fraquezas e ambições serão eliminadas. Como todos os demais cristãos ele também é muito influenciado pela sua cultura e contexto, e precisará de muita graça e muita paciência de Deus, além de um bom treinamento apropriado, para aprender a desenvolver as atitudes mais próprias (veja o caso da preparação de Pedro para sua visita a Cornélio).

O chamado para servir a Deus através da nossa profissão é tão válido e espiritual quanto o de deslocar-se a outras terras. Enquanto há cidades com excesso de profissionais no Brasil, há outros lugares com grande carência. Porque não nos oferecemos a ir aos interiores carentes de nossa terra? Ou para servir aos menores carentes ou outros grupos marginalizados nas grandes cidades?

Algumas correntes de pensamento dizem que o importante é saber para qual ministério você foi chamado, você precisa verificar seus dons, seu treinamento, etc. e então definir onde poderá melhor servir. Tem muito de verdade nisso. Nem toda a pessoa tem as qualificações e dons apropriadas para todo o tipo de ministério, Deus deu capacidades diferenciadas para os membros do corpo. E normalmente um chamado missionário não é para começar a fazer aquilo que nunca fiz, mas para fazer aquilo que já estou fazendo em outro contexto específico. Por outro lado, há um perigo de ser muito rígido nessa concepção, de chegar ao campo e de não estar disposto, disponível para fazer aquilo que é necessário, que se espera de nós, porque somos especialistas em nossa própria área. Uma das qualificações importantes para o campo é a flexibilidade. Ouvi uma vez um missionário dizer que precisavam de mais “generais” no campo, i.e. pessoas dispostas a servir em “generalidades”.

Outros enfatizam muito a questão do local do chamado. O missionário em treinamento deve saber para onde foi chamado, se não o souber negam que haja chamado. Alguns mentalizam um lugar porque não agüentam a pressão de ser alguém que não sabe; outros sofrem agonias tentando saber, decidir. Eu creio que em muitos casos Deus dirige o vocacionado para um determinado lugar, mas essa direção vem na hora que Ele achar conveniente. O importante é estar disponível, e andar de acordo com a luz que já recebemos. E buscar informações sobre campos, agências, possibilidades e necessidades, num processo de oração e confiança. Na hora certa o missionário poderá tomar sua decisão com toda a confiança.
Porque essa convicção é tão importante? Porque sem ela é muito fácil desanimar ou desistir no meio do caminho, mas quando temos uma forte e profunda convicção de chamado teremos mais disposição a resistir, com a ajuda e a graça de Deus.

Qualidades básicas do missionário:

Aquilo que somos é mais importante do que aquilo que falamos ou fazemos. Deus procura um relacionamento mútuo de amor com seus filhos redimidos. E é nossa maneira de ser, de relacionar-nos com as pessoas que tornará nossa mensagem aceitável ou não às pessoas. Por isso a qualificação essencial é que sejamos marcados pela presença de Jesus em nossas vidas, que as pessoas reconheçam em nós o seu amor, sua graça, sua verdade.
Para que isso aconteça precisamos andar com Ele, estar como Ele, como foi o caso dos primeiros discípulos. Permitir que sua vida cresça em nós, que comecemos a ver o mundo e as pessoas com os olhos compassivos e justos dele. A Bíblia tem pouco a dizer sobre métodos missionários e muita ênfase na intimidade com Deus. Que Deus nos dê esse coração de procurar desenvolver a intimidade com Ele, muito mais do que a eficiência ou a quantidade de nossas obras feitas para ele (Mc 3:13-15; Jo 4:23; Ex 33 e 34:1-9). Moisés não aceitou a oferta da terra, e de um anjo poderoso como guia protetor - recusou-se a dar mais um só passo se Deus não estivesse pessoalmente com eles. E quanto mais intimidade alcançou, mais cresceu o seu desejo de uma intimidade mais profunda. Se não desejamos aprofundar a intimidade com Deus é porque ainda sabemos muito sobre Deus, mas conhecemos pouco a Ele.

O Treinamento Missionário

Quando Deus me convenceu de que eu tinha um chamado para o ministério transcultural, através de todo um processo, eu pedi: “Senhor, dê-me a oportunidade de receber uma boa formação”. Naquela época (l979) ainda havia poucas opções no Brasil, e comecei a fazer pesquisas, e fiquei convencida que o All Nations Christian College seria o lugar indicado. Quase todos os alunos (de todos os continentes) são profissionais, e todos os professores tem 5 anos ou mais de experiência em ministério transcultural. Realmente foi uma experiência muito rica, que me deu não apenas uma boa base bíblico-teológica, mas um excelente preparo para servir e trabalhar num contexto transcultural. Como isso me valeu no campo, em Angola e Moçambique! Não vou dizer que não cometi erros ou enganos, mas eu tinha uma boa base até para superá-los através do diálogo, e para procurar sempre entender e valorizar uma cultura diferente da minha.
Na Angola eu convivi com meus amigos missionários brasileiros, a maioria dos quais tinha uma boa formação bíblico-teológica, mas faltava qualquer preparo transcultural. Sofriam muito, desnecessariamente, porque não tinham sido preparados para esse confronto e integração a uma cultura diferente. Alguns cometeram erros graves por essa falta de preparo. Fiquei convencida do quanto é indispensável um treinamento apropriado, e fiz o meu mestrado com esse objetivo, de me tornar um instrumento nas mãos de Deus para contribuir com o preparo de outros missionários brasileiros. E é o que estou fazendo em Viçosa, no CEM, nos últimos 4 anos, depois de 10 anos de experiência abençoada no campo.
Percebo que muitos vocacionados tem pressa demais, e sempre procuro mostrar a importância de um bom preparo, que dá muito mais fruto a médio e longo prazo. Esse preparo inclui uma boa base bíblico-teológica, matérias missiológicas (vida missionária, contextualização, antropologia cultural, teologia bíblica de missão, fenomenologia da religião e outras); e uma boa base de experiência prática – ministério na igreja local, ministério com comunidades carentes, ministério transcultural (em tribos, grupos étnicos minoritários, ou outros países latinos): além de um preparo na vida devocional e na batalha espiritual, um bom conhecimento pelo menos do inglês, e muitas vezes de outra(s) língua(s).
O preparo não é algo diferente da própria vida missionária, o preparo já é vida missionária. Se os queridos vocacionados e suas igrejas compreenderem isso, vai ser uma grande ajuda.

Fonte: http://www.familiamatioli.com.br/

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