
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Esquecer e prosseguir

domingo, 22 de novembro de 2009
Estudos sobre o Islamismo
1- Perguntas e Respostas: O Islamismo Ensina Que Todos Adoramos o Mesmo Deus?
2- Os Mais Belos Nomes de Alá
4- O Perdão no Islamismo
5- O Ramadã
6- Como Vivem Os Cristãos sob o Regime Islâmico
7- Inferno e Paraíso no Islamismo
8- Como as Mulheres são Tratadas no Islamismo
9- Como Alcançar os Muçulmanos - 1ª Parte
10- Como Alcançar os Muçulmanos - 2ª Parte
11- Como Alcançar os Muçulmanos - 3ª Parte
12- Como Alcançar os Muçulmanos - 4ª Parte
13- Como Alcançar os Muçulmanos - 5ª Parte
14- Como Alcançar os Muçulmanos - 6ª Parte
15- O Islamismo e o Livre Arbítrio
16- Em Nome da Liberdade
17- Cristianismo e Islamismo
via blog Equattoria
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Preparo profissional para servir em campos de acesso restrito

Mas o que significa um bom preparo profissional?
1. Escolha da profissão
Tudo começa na escolha da profissão. Não é fácil, principalmente diante das inúmeras opções do mercado atual de profissões, aliado à falta de autoconhecimento, experiência e maturidade, próprios da adolescência.
Alguns estudantes secundaristas, com o sincero desejo de servir a Deus em missão, nos perguntam qual profissão é mais requerida no campo. Eles querem tanto ir, que às vezes escolhem a profissão pela demanda do campo, e não tanto pelas habilidades próprias.
A pergunta deveria ser outra: que profissão mais se adéqua às minhas capacidades, habilidades e possibilidades? O que eu gostaria de fazer para contribuir com a sociedade? 2
Cremos que Deus dá habilidades e capacidades para cada pessoa de forma única. E cada pessoa vive em um contexto único de filiação, condição econômica, localização geográfica – uma séria de fatores que vão determinar, pelo menos em parte, em qual faculdade ou universidade esta pessoa poderá estudar, e quais cursos lhe serão acessíveis.
Como Deus criou o trabalho humano, e ele mesmo trabalhou, deixando-nos o exemplo, temos certeza de que quase todas as profissões e tipos de trabalho humano são honrados por Ele e úteis no mandato cultural – o cuidado com a criação. 3
2. Preparo profissional
Seria “chover no molhado” gastar tempo nesta parte. Há muita coisa bem melhor por aí, indicando como o estudante deve se tornar um bom profissional.
Segundo Ledo, independentemente da área em que vá atuar, espera-se do profissional as seguintes características: 4
• Conhecimento de informática e domínio de um segundo idioma;
• Constante preocupação em aprender cada vez mais, procurando a especialização no que faz;
• Competência para identificar e resolver problemas;
• Habilidade de comunicação;
• Visão critica e ampla das atividades que desempenha;
• Lógica de raciocínio;
• Habilidade para trabalhar em grupo.
Tudo isso é muito importante mesmo. Mas o estudante cristão, que deseja servir futuramente em missão, não pode seguir a correnteza e zelar “apenas” pelo lado profissional. Carreira virou um deus para muita gente hoje. Se o bom desempenho estudantil e profissional, assim como a carreira, tomar o lugar prioritário na vida de um vocacionado, ele poderá esquecer seu compromisso missionário de longo prazo e passar a viver para a profissão. Isso é um risco muito grande.
3. Caminhar com um mentor
Para não sucumbir ao risco de endeusar a profissão, e tornar-se escravo dela, seria ideal para o estudante cristão ter um mentor. Este mentor poderia ser uma pessoa madura, que já passou da fase de estudante e dos primeiros anos de exercício da profissão, que tem ampla visão de reino, boa compreensão da missão integral e das necessidades do campo. Sempre que possível, deve ser alguém da mesma área do “mentoriado”.
Tudo indica que Paulo foi uma espécie de mentor para Priscila e Áquila. Eles, por sua vez, ajudaram Apolo a “entrar nos trilhos”. Paulo e o casal Priscila e Áquila tinham o mesmo ofício e o mesmo amor pela expansão do reino. Um estudo mais detalhado da vida do casal mostra que, como Paulo, eles também acabaram viajando pelos campos e apoiando as diferentes igrejas por onde passavam. 5 Paulo imprimiu seu caráter neles – caráter que, por sua vez, Cristo havia imprimido em Paulo. Isso nos lembra a passagem paulina sobre o discipulado e a importância de “ser” e “ter” um mentor na caminhada cristã: “E o que de minha parte ouviste [...], isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Tm 2.2).
4. Preparo paralelo
Temos visto que o melhor profissional em missão é aquele que tem a mente aberta, vida de comunhão e serviço na igreja local, sabe se relacionar com humildade e amor, tem coração de servo.
Todas essas qualidades envolvem um preparo anterior, que deve começar muito antes, na família, na igreja local e na comunidade. Até mesmo as empresas seculares têm procurado profissionais cujo currículo mostra não apenas a dedicação à profissão, mas engajamento político, social e comunitário, interesse em hobbies e em outras áreas, não relacionadas ao trabalho da empresa.
Em relação à igreja local, poucas igrejas possuem um programa voltado para vocacionados para missões – menos ainda, para os vocacionados que desejam servir com suas profissões e habilidades no campo missionário. É interessante que as igrejas prontamente apoiam, acompanham, testam, sustentam e enviam os vocacionados para o ministério pastoral. Mas isso raramente acontece com os “demais” vocacionados. É importante iniciar um programa desse tipo. A própria igreja pode indicar o mentor para o seu vocacionado e dar as diretrizes básicas para testar sua vocação e prover o melhor preparo.
Outro preparo fundamental é o preparo em missões, ou preparo missiológico. É um verdadeiro desafio oferecer um modelo de preparo missionário para o profissional, de modo que ele consiga conciliar o tempo com as diversas áreas de sua vida, como preparo acadêmico, trabalho profissional, igreja, família etc. Mas é possível e importante. 6
Um líder internacional de uma missão que envia profissionais resumiu assim as características do tipo de pessoa que a agência procura: 7
1. Alguém com o coração de servo. Pronto para servir no país debaixo da autoridade e direção dos cristãos nacionais.
2. Alguém com uma visão de mundo abrangente – maior do que a visão circunscrita na igreja local. Uma visão interdenominacional.
3. Alguém pronto para a vida em equipe. Haverá pessoas na equipe que não são “do seu jeito”. Uma atitude de prontidão para trabalhar junto, em união, na equipe.
4. Alguém pronto para crescer nas disciplinas espirituais. Haverá tentações maiores quando se está fora da “zona de conforto”. Alguém que possui um mentor, a pessoa com quem pode conversar e para quem vai “prestar conta”.
Conclusão
A profissão jamais deve ser vista como um disfarce, pretexto ou passaporte para entrar em países de acesso restrito. Por isso o cristão vocacionado deve ser orientado a procurar o melhor preparo possível, tanto acadêmico quanto profissional, e nas diversas áreas da vida. Este preparo integral vai abrir portas, facilitar seu ingresso e serviço sacrificial no lugar onde Deus o chamar para servi-lo.
Notas
1. Veja mais detalhes sobre isso em: GREENWOOD, Philip John. “Fazedores-de-tendas, fazedores de discípulos”. Londrina: Descoberta, 2005. p. 13-15.
2. O pequeno livro “Minha escolha profissional – o que Deus tem a ver com isso?”, de Jeverton (Magrão) Ledo e Maria Fernanda Ledo (São Paulo: Vida, 2005), escrito numa linguagem adequada ao adolescente, é uma boa e didática ferramenta na escolha da profissão.
3. Afirmamos “quase todas” porque há profissões e serviços que servem à maldade instalada neste mundo, como o mundo do crime, a indústria do tabaco, a indústria de drogas ilícitas, vícios, pornografia etc.
4. LEDO, Op. cit., p. 21.
5. Veja mais sobre Priscila e Áquila em: GREENWOOD. Op. cit. p. 74-76.
6. Philip Greenwood dedica um capítulo inteiro de seu livro a este desafiante assunto. Ele apresenta quinze modelos contextualizados para a preparação do fazedor de tendas (ou profissional em missão) no Brasil. GREENWOOD, Op. cit. p. 123-152.
7. Documento “Perfil do Candidato da Interserve” (www.cem.org.br, link “Interserve”).
• D. César, casada, três filhos, é secretária executiva da Interserve Brasil-CEM. Serviu como nutricionista em Moçambique e Angola por quatro anos.
Fonte: http://www.ultimato.com.br
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Declaração sobre "difamação das religiões" é liberada

INTERNACIONAL - A Portas Abertas Internacional (ODI) e mais de 100 ONGs de mais de 20 países assinaram uma declaração protestando contra a aprovação da resolução. A preocupação é que essa resolução seja usada para justificar leis antiblasfêmia e anticonversão e para restringir liberdade de expressão, credo e imprensa.
A declaração foi liberada oficialmente na terça-feira, 10 de novembro de 2009:
Uma declaração da Sociedade Civil sobre o conceito da “Difamação das Religiões”
As resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a “difamação das religiões” são incompatíveis com a liberdade dos indivíduos de exercitarem e expressarem seus pensamentos, ideias e crenças.
Ao contrário das leis comuns de difamação, que punem falsas declarações de fatos que prejudicam os indivíduos, as medidas para proibir a “difamação das religiões” punem a crítica pacífica das ideias. O conceito de “difamação das religiões” é fundamentalmente inconsistente com os princípios universais propostos nos documentos de fundação da ONU, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a proteção dos direitos do indivíduo acima da proteção das ideias.
Tais resoluções dão apoio internacional para leis locais contra blasfêmia e “ferem os sentimentos religiosos”, que são frequentemente utilizados pelo governo para punir a expressão de ideias e convicções religiosas e políticas das classes desfavorecidas. Além disso, já existem ferramentas legais internacionais sobre a discriminação e difamação pessoal, focadas em confrontar esses problemas específicos, sem ameaçar os direitos de expressão e liberdade de pensamento, consciência e religião.
É extremamente importante que o governo combata a violência motivada pelo preconceito e pelo ódio, e encoraje o discurso e o diálogo civilizados, enquanto garante que a liberdade de expressão, pensamento, consciência e religião seja completa para o bem da sociedade e pela dignidade do ser humano.
Finalmente, somente os esforços legais não podem criar um ambiente de respeito e liberdade religiosa. A diplomacia educacional e pública são ferramentas essenciais na garantia de troca de ideias pacífica e saudável.
Para ver o documento original e conhecer quais ONGs participaram do protesto, acesse o site: http://whatisdefamationofreligion.com (em inglês).
Leia também o que foi publicado anteriormente em nosso site sobre o assunto:
Para especialistas da ONU, "difamação" não é racismo
Portas Abertas protesta contra resolução da ONU sobre difamação religiosa
domingo, 15 de novembro de 2009
A VIDA MISSIONÁRIA E A REALIDADE PESSOAL
Recentemente, quando estava conversando com um amigo, ele afirmou para mim:
---Você sabe que, como missionária, foi chamada para ficar solteira o resto da vida, não é?
--- Não, eu fui chamada pelo Senhor para ir ao campo missionário, e lá trabalhar para Ele! Parte dessa vida é solitária, ou, como você prefere chamar, é solteira.
Sim, por enquanto fui chamada para fazer a obra de Deus solitária. Eu sei que isto não será por muito tempo, pois eu desejo me casar ( no tempo que Deus preparar). E já que a minha vida está nas mãos de Deus, eu confio que Ele providenciará todas as coisas de que eu necessito; sei que tudo cooperará para o meu bem. Isso faz com que eu seja uma missionária solitária. Gerações inteiras de missionárias, antes de mim, passaram pelo que eu estou passando. Jamais me acostumei com a solidão, mas algumas coisas boas posso extrair dela...
Pois bem, desde pequena ouvia que, quando crescesse, casaria com um príncipe e seria “feliz para sempre”. Infelizmente o príncipe virou um sapo de brejo... mas essa é outra história. O que importa é que, num determinado momento da minha vida Deus me fez uma proposta:
---Você quer ficar e tentar, novamente, ter a vida que sonhou, ou Me acompanhar numa nova aventura? Sabe, o campo é grande e os ceifeiros são poucos...O que acha?
O sangue desbravador corre nas minhas veias, e naquela hora ele ferveu...
Enquanto decidia, falando “Sim!”, para Deus, parecia que falava “Não!” para uma vida de casada, de trabalho, de prestações mil, numa grande metrópole, essas coisas de gente ( que o mundo considera) “normal”.
Parece que escolhi entre desistir dos meus sonhos mundanos e me embrenhei numa nova aventura espiritual. Aventura essa ( aos olhos terrenos) incerta, em que só contaria com a suficiente graça do nosso Deus.
Não posso subestimar o significado de tal decisão. No momento em que nós, missionários, tomamos este rumo, sabemos que estamos sendo obedientes em seguir a Cristo, e isso é o mais alto conceito de liberdade; mas viver com os desdobramentos desta decisão é outra coisa!
Quando cheguei ao campo missionário percebi que muitos missionários eram casados. O povo do lugar também se casava antes dos 21 anos, com raríssimas exceções. Assim, eu era a “diferente” neste meio.Todos os outros missionários e missionárias eram bem mais jovens do que eu, o que acentuava o fato de eu “ser solitária”.
Um dos maiores desafios que uma pessoa solitária enfrenta no campo missionário é o fato de você estar sozinha, de uma forma que ninguém imagina exatamente como é. Você não tem ninguém, que conviva com você, que realmente saiba quem você é; que possa confortá-la nos momentos de estresse, e que pode lhe assegurar que você não está ficando louca! ( às vezes isso passa por nossa cabeça, sim). Isso faz com que você se sinta mal-compreendida. Parece que as pessoas só enxergam os seus defeitos, não suas qualidades.
O pior de tudo é não poder compartilhar das questões ministeriais, aquelas mais delicadas. Há a necessidade de falar das coisas espirituais, das dúvidas, dos questionamentos, dos aconselhamentos. Mas, com quem? É grande a falta, no campo missionário, de mentores.
Mas há um lado infinitamente prazeroso em estar solitária no campo. Podemos nos envolver com a cultura local, sem ter que nos preocupar com as coisas cotidianas da vida de um casal.
Outra coisa, no campo precisamos conhecer pessoas, e jamais ficamos de braços cruzados em casa. Não há opção: temos de sair, ganhar almas e discipulá-las para o Senhor.
Numa certa ocasião passei um mês na minha cidade natal, visitando as igrejas locais, alguns irmãos e familiares. Um dia, na estrada, ouvi uma música, que dizia assim: “Você é o meu lar”. A letra tinha o seguinte refrão: “ Nunca serei um estranho e nunca serei só. Onde quer que estejamos juntos, este será o nosso lar”...
Um dos momentos mais constrangedores do ministério missionário é quando você sente que não pertence a nenhum lugar e a nenhuma pessoa. Só quem vive este sentimento entende o que eu estou falando. O mundo é o lugar do missionário...e o mundo é vasto!
Mas dá para explicar um pouco... Quando revi meus amigos e parentes, e participei do seu dia-a- dia na metrópole, me senti deslocada. A vida deles contrastava radicalmente com a minha. Minhas necessidades eram outras. Não, jamais trocaria a minha vida pela deles. Deus me preparou na vida para viver assim, desapegada, e com valores diferentes.
Concluindo, sinto que Deus pôs algo dentro de mim que me faz sentir bem onde estou, do jeito que sou. Jamais me imaginei vivendo a vida que as minhas amigas e parentes casados vivem. Sinto que uma parte de mim morreria se eu não tivesse tomado a decisão de me aventurar, viver noutras culturas, amar as almas de povos que nunca imaginei amar, levando o amor de Cristo para cada uma delas. E quando comprovo a obra de Deus sendo feita nesses lugares, choro de alegria pela convicção do meu chamado.
Todo missionário é mal-compreendido, mas há um Deus que nos compreende.
Eu realmente tenho de olhar para trás, para os meus anos de casada, e agora de solitária, e agradecer a Deus por cada um deles. Nesta solidão eu cresci em Cristo. Desta solidão tirei grandes lições: aprendi, capacitada pelo próprio Deus, a acompanhá-Lo melhor nesta graciosa e excitante aventura.
Sei que os ventos de Deus soprarão novamente, e Deus me levará para outras terras, outros lugares. Pois para Deus não existem outros países ( falo de fronteiras geográficas), existem milhares de almas a serem ganhas para Cristo. Agora, quando Ele providenciar um marido para mim, para desfrutar desta aventura comigo, um marido preparado pela Sua graciosa mão...será ma-ra-vi-lho-so, não acha, caro leitor? O Deus que sirvo está preparando uma pessoa especial, feita só para mim, Deus sabe o que faz, e nEle espero!
Escrito por: Alzira Sterque
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
5º Congresso de Missões da I. B. Vida e Paz - ES

Maiores informações podem ser obtidas pelos sites www.igrejabatistavidaepaz.com.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Missões e aculturação
Os modelos sociais e religiosos da cultura de origem do missionário manifestam-se, ou insinuam-se, na abordagem que ele faz às pessoas e aos grupos.
Missionar é como construir um edifício. Quem vem de fora e constrói uma casa, constrói-a, geralmente, de acordo com o estilo das casas do país ou da região de sua procedência. Até muitos dos emigrantes retornados à terra donde partiram fazem isso. O missionário é levado quase sempre a construir segundo o modelo dominante na terra e no grupo de onde veio. Isto transparece nas formas litúrgicas do culto; nos materiais transferidos, alguns traduzidos e, na melhor das hipóteses, adaptados; nas ênfases dadas; nos métodos utilizados, etc.
Por vezes, os próprios naturais se acomodam a essa “invasão”, favorecendo, ou incrementando até, essa espécie de “colonização” cultural.
Considerar, a priori, que o que dá bom resultado num determinado ambiente há-de produzir idênticos resultados noutro, ou seja, o simplismo de transplantar cultura como quem faz transplantações de espécies vegetais, de região para região, é uma das causas do insucesso e do descrédito de certas organizações missionárias.
É muito louvável o espírito e a acção missionária, na justa medida em que representem generosidade, partilha, serviço desinteressado. Quando assim é, o missionário começa por se integrar, ele próprio, como Paulo, fazendo-se ... judeu para ganhar os judeus .... fraco para os fracos, para ganhar os fracos ... tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns ... I Coríntios 9:19/27. É ele, o missionário, quem, por força da sua vocação, precisa de se adaptar. E de, estudando as características históricas, sociais e psicológicas do povo a que foi enviado, ajudar a erguer, com os naturais, um edifício novo, trocando ideias e materiais, para obter resultados que tenham um cunho de originalidade, sem intransigência nem assimilação passiva. É preciso cooperação.
E cooperar é trabalhar lado a lado. Não para impor esquemas ou sistemas importados, mas para dar um contributo que se adeqúe aos critérios, prioridades e sensibilidade peculiares daquele povo e daquele grupo em particular.
Em missões (como aliás em qualquer outra actividade) seria repugnantemente exploratório e subornante, exercer pressões pela contrapartida financeira, como um negócio de “aceita que eu pago” ! Todavia, não estão isentos desta crítica, certos missionários e organizações missionárias que, inflexivelmente, pelo argumento do poder material e duma pretensa superioridade imanente, dominam as instituições com os seus agentes, e impõem estruturas e metodologias editadas, testadas (!?) e estabelecidas na e pela organização “materna”, no país de origem. E quando se trata de organizações missionárias internacionais, de cariz mais ou menos hierárquico e rígido, menos espaço resta para a expressão da identidade dos grupos missionados, na assunção da sua diversidade e da sua especificidade.
Missões implicam encontro de culturas. Que haja intercâmbio criativo, compartilhado, muito bem. As culturas não são superiores nem inferiores, são diferentes. Das trocas, podem resultar transformações de parte a parte. Mas sem força nem violência Zacarias 4:6. Sem a subtileza do aceno da moeda forte, exigindo subserviência; sem a promessa de recursos humanos, de fora, se ...
Quando a globalização acentua ainda mais esta problemática, é necessário voltar ao Cristo. Ele é o Missionário por excelência. Vindo “doutra Pátria”, Ele se fez Homem, e se identificou plenamente com o seu povo adoptivo Filipenses 2:5/8. Vestiu-se como eles, habitou com eles, comeu com eles, e com eles partilhou dos seus problemas e anseios. ... sendo rico se fez pobre ... II Coríntios 8:9, pois ... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida ... Mateus 20:28. E assim transmitiu a Boa Nova, oferecendo-se à Humanidade. Em vez de nos condicionar a novos esquemas e de introduzir novos regulamentos legalistas, Ele chamou-nos à liberdade, ao amor, à sinceridade, à alegria de viver. Em lugar de esquemas, Jesus propôs valores. E de tal maneira os viveu, no convívio com os desprezados, no atendimento dos carenciados, na denúncia da hipocrisia dos religiosos presumidos e autoritários, de tal maneira o fez que se comprometeu.
Ainda há missionários dignos e honestos. Estes são os que se comprometem.
Comprometem-se primeiro com Jesus Cristo, que os chamou, e comprometem-se com aqueles a quem vão levar a Sua mensagem.
Orlando Caetano
Fonte: http://www.estudos-biblicos.com/
sábado, 7 de novembro de 2009
A igreja “boa samaritana”

Aquela Igreja que o socorreu! - respondeu-lhe o Pastor “sem visão”. E Jesus lhe disse: - Pois vá e faça a mesma coisa.
Autor: Pr. Derval Carneiro, Missionário da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil
Fonte: http://www.evangelizabrasil.com
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Polícia Federal investiga postos missionários
Uma equipe formada por agentes da Polícia Federal e integrantes do Exército abordou na manhã da segunda-feira (dia 12 de Outubro) os missionários da MEVA (Missão Evangélica da Amazônia) que estavam nos postos de Parimi-u e Haricato-u. Os membros da operação, que chegaram sem aviso e armados às duas aldeias, apresentaram um mandado de busca e apreensão autorizando-os a recolher papéis e objetos relacionados a uma investigação sobre garimpos ilegais na região.
Em Parimi-u foram retidos CDs e cartões de memória de máquina fotográfica. Em Haricato-u não houve apreensões. O mandado também determinava que a investigação ocorresse nas instalações da MEVA em Auaris, onde há um quartel do Exército. No entanto, não havia nenhum missionário lá na hora da operação.
Não há muitos detalhes sobre a operação. O relato do ocorrido foi feito por rádio na manhã de ontem (dia 13). Os missionários que estavam nos postos se concentraram em transmitir à administração da missão em Boa Vista a solicitação da PF de que em 48 horas fosse apresentada à sede do órgão na cidade um documento da FUNAI autorizando a permanência dos missionários em Parimi-u e Haricato-u. A autorização já foi obtida e os missionários poderão permanecer nesses postos.
Asas de Socorro
No fim do dia, um piloto de Asas de Socorro e um casal de missionários da missão foram surpreendidos pelos agentes federais. O avião havia chegado de Mucajaí ao hangar da missão no Aeroporto Internacional de Boa Vista. No hangar foram apreendidos entre outros, laptop, GPS, pendrive e documentos. Ainda na manhã de ontem a equipe da missão conseguiu providenciar os documentos necessários para voar e retornou a operar.
Investigação
O número dos autos registrados no mandado de busca e apreensão refere-se a um processo que corre em segredo de justiça desde 2007. O que se sabe até o momento é que não foi apenas nos postos da MEVA que houve a abordagem. O jornal Folha de Boa Vista noticiou ontem que, na segunda-feira, agentes federais e membros do Exército fecharam dois garimpos ilegais operados por indígenas macuxis na reserva Raposa-Serra do Sol. A TV Roraima, afiliada da Rede Globo, informou que o Exército confirmara a existência da operação conjunta com a finalidade de investigar e remover garimpeiros das reservas indígenas de São Marcos, Raposa-Serra do Sol e Ianomâmi.
Trecho da matéria publicada hoje na Folha de Boa Vista:
A Polícia Federal e a 1° Brigada de Infantaria de Selva realizam a Escudo Dourado em parceria, com base em levantamentos de inteligência que apontaram a exploração ilegal de minérios nas reservas. Tropas do Comando de Fronteira Roraima do 7º BIS e do 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado também participam da operação, que tem apoio aéreo do Comando Militar da Amazônia (CMA), por meio do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus. O Exército não divulgou o número de homens na operação.
O general Carlos Alberto Barcellos, comandante da 1ª Brigada, explicou que a operação é feita anualmente. “Essa operação é realizada no contexto de uma operação dos pelotões de fronteira que acontece durante todo o ano. O objetivo específico é prevenir ou reprimir qualquer atividade ligada aos crimes transfronteiriços, garimpo ilegal, crime ambiental, narcotráfico, descaminho de combustível e contrabando. Vamos atuar especificamente na prevenção e repressão a esses crimes”, esclareceu.
Desconfiança antiga
A inclusão dos postos da MEVA na operação traz à tona uma acusação recorrente à missão. Em 1966, quando a maioria dos missionários da MEVA era norte-americana, um jornal de grande circulação no Brasil publicou uma matéria afirmando que havia um garimpo na região de Uaicás. O texto, que trazia inclusive nomes, chegava ao absurdo de afirmar que um jato aterrissava no local para levar as roupas dos missionários para lavar nos EUA.
A operação da Força Aérea Brasileira (FAB) decorrente dessa acusação iniciou uma aproximação entre a FAB e a MEVA. Hoje poucas pessoas sabem que as pistas de Uaicás, Auaris, Anauá, Surucucu e Parima A e B foram abertas em parceria dos militares com os missionários da MEVA, que falavam as línguas indígenas, o que possibilitava o contato dos militares com os povos. Missionários e militares tinham também um interesse em comum, a permanência de pessoas nessas pistas abertas em clareiras nas regiões de fronteira.
A Operação Parima, que coordenou a criação das novas pistas de pouso, tinha à frente o Coronel Camarão, posteriormente Brigadeiro da FAB, e que seria reconhecido como figura central na consolidação da presença militar nas fronteiras do Norte do Brasil. Mesmo não sendo cristão e não tendo nenhuma afinidade com a fé que movia os missionários, o coronel se tornou parceiro da missão por sua habilidade em conjugar os interesses das forças armadas com a proposta da MEVA de chegar a povos não alcançados.
Mesmo com anos de proximidade com a FAB, as acusações contra a MEVA nunca cessaram. Em Roraima correm de boca em boca histórias fantásticas de túneis e aviões invisíveis a radar. Para muitas pessoas a permanência dos missionário nas aldeias só se justificaria por um retorno financeiro alto, gerado por atos ilegais.
Tudo isso reflete a cegueira espiritual e a incapacidade do homem sem Deus de compreender que o amor à cruz de Cristo torna qualquer privação aceitável e que a salvação de almas vale mais do que qualquer bem material!
ORE PELA MEVA!
=> Pelas autoridades do nosso País, civis e militares.
=> Por esta operação. Que ela sirva para revelar às pessoas a seriedade e a correção diante da Lei do trabalho desenvolvido pela MEVA.
=> Pelos missionários que estavam nos postos durante a operação
Visite: http://blogdameva.wordpress.com/
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Traduzindo a Palavra, Transformando o Planeta - 2° Conferência de Tradução da Bíblia
Traduzindo a Palavra, Transformando o Planeta
Dia 21/11
Das 10:00 às 18:00 horas
Auditório da Sociedade Bíblica do Brasil - São Paulo
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A IGREJA DEVE CONHECER AS NECESSIDADES ESPIRITUAIS, SOCIAIS E FÍSICAS DO MISSIONÁRIO

1. A Igreja não deve enviar o missionário ao campo e esquece-lo.
2. A comunicação é fundamental para manter a igreja e o missionário comprometidos e sempre seguindo juntos avante.
3. A troca regular de: Cartas, mensagens por telefone, e-mails, podem prover a igreja de conhecimento de todas as necessidades pessoais e ministeriais dos missionários.
4. Ao mesmo tempo o missionário bem assistido transporá melhor os obstáculos e saberá sempre que não está só nos confins do mundo.
5. Falta de comunicação produz falta de oração e apoio, o que por sua vez, leva à derrota e volta prematura do missionário.
TRÊS MANEIRAS DE APOIAR OS MISSIONÁRIOS NO CAMPO:
a) Orando regularmente por eles.
O apóstolo Paulo escreveu do campo, onde ele era embaixador em cadeias, pedindo por suprimento espiritual. (Efésios 6.19-20).
A oração muda situações, move as forças espirituais de Deus e provê munição para a batalha espiritual.
Quando o mar estava revolto e o naufrágio parecia inevitável, os discípulos clamaram a Jesus e a situação tornou-se totalmente a favor (Mc: 4.38-39).
A igreja que está ciente da seriedade da guerra espiritual, mantém-se em constante oração. Não se trata de orações ocasionais em um ou outro culto. O que precisamos é de um movimento de oração interminável, sistemático em nossas igrejas.
Não se trata de um programa de oração, nem de uma semana de oração pró missões. Ao contrário deve ser um estilo de vida cultivado em nossas igrejas.
Um sólido e permanente estilo de vida em oração por missões deve ser alimentado com boas informações, boa correspondência com o campo e verdadeiro compromisso com o missionário.
b) SUSTENTANDO-OS COM NOSSOS RECURSOS MATERIAIS
c) ESCREVENDO PARA ELES (Provérbios 25.25)
Só é possível saber a importância de uma simples carta àqueles que já viveram fora de sua pátria.
Para os missionários, as cartas têm ainda maior significado, pois o mundo espiritual traz maiores aflições do que sofrem aqueles que simplesmente saíram do país para ganhar dinheiro.
Na guerra espiritual existem muitos inimigos e obstáculos a vencer. As cartas ajudam! E como! Deus usa as cartas para encorajar, aliviar, informar, atualizar e abençoar.
Algumas vezes Deus usa uma carta para responder a oração do missionário.
Fonte: Blog Visão Missionária - http://valmirbarbosa09.blogspot.com/
domingo, 25 de outubro de 2009
Fotos de Povos e Missões ao redor do Mundo
Turcomenistão
Chapéus tradicionais Turcomanos feitos de pele de carneiro são vendidos em um grande bazar ao ar livre perto de Ashgabat. A pobreza é uma das principais barreiras para o acesso ao Evangelho para muitos dos 5 milhões de habitantes deste país.
Um jovem mostra seu patriotismo como turcomano com a bandeira nacionalno Estádio Olímpico em Ashgabat.
Mulheres Turcomanas indo às compras em um bazar em AshgabatÁfrica
O chefe da aldeia Sabtenga , localizada no savanas do Burquina Faso, recebe os visitantes com amendoim na mão.
Roberto Gómez, brasileiro, e seu ministério de Futebol no Mali - note a camisa daSeleção Brasileira, onipresente. O esporte é um
dos abre-alas para Missões, principalmente para nós, brasileiros.
Visite a rica galeria de imagens do site:
http://hispanos.imb.org/recursos/post.asp?StoryID=6979&LanguageID=5847
Aproveite para explorar todo o site, que oferece muitos outros recursos.
Publicado originalmente no blog IMAGENS CRISTÃS.
Se você se identifica ou quer conhecer melhor o projeto, visite nosso blog: http://imagenscristas.blogspot.com/
Temos também nosso grupo no Flickr, junte-se a nós (toda imagem enviada para o grupo será considerada de uso livre não comercial): http://www.flickr.com/groups/1261675@N21/
E por fim, visite a página de nossa conta no Flickr, onde organizamos os Álbuns de imagens, por temas: http://www.flickr.com/photos/imagenscristas/sets/
Deus lhes abençoe, meus amigos. Que possamos nos unir nesta forma de também servir à causa de Cristo, com nossa arte e boa vontade!
Pode escrever-me no e-mail: sammisreachers@ig.com.br
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Destino Final – um site cristão de conteúdo evangelístico, compartilhado gratuitamente
A filosofia do site, pertencente ao ministério Chamada da Meia-Noite, é facilitar aos cristãos a propagação do Evangelho de todas as formas, fazer a mensagem de Cristo chegar ao maior número de almas possíveis. Uma excelente iniciativa evangelística!
Conheça o site e faça bom proveito! Destino Final
E.A.G. - Via Blog da UBE
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Dicas de livros: Como Deus chegou ao Tibete
Autor: Allan Maberly
Dica Veredas - Livro épico e instigante. Mais de 90(!) anos de luta para ver concluída a obra de tradução das escrituras para o Tibete. Uma história com poder para animar cada servo do Senhor a trabalhar com esforço e amor redobrados, e silenciar as murmurações que por vezes pronunciamos, muitas vezes por lutas tão pequenas.






