segunda-feira, 7 de junho de 2010

Abrindo o coração francamente. De novo!

  David e Cleonice Botelho

Queridos amigos,

Nós não estamos conformados com o atual quadro missionário brasileiro, na realidade, estamos indignados. Vocês poderiam perguntar: “por que?” Por favor, leiam abaixo a resposta  para essa pergunta.
No final dos anos 80, havia um crescimento anual de 12.8% no envio de missionários, mas no meio desta década esse crescimento apresentou uma redução drástica para 3.5% ao ano, segundo dados da Sepal. Os resultados dessa redução brusca começam a refletir significativamente na maioria das agências missionárias.
Nas conversas com líderes dessas organizações o que ouvimos de um modo geral é que, nunca na história de missões, as agências missionárias receberam um número tão pequeno de candidatos. Isto leva muitos ao desânimo, pois o custo aumenta muito quando o treinamento é feito com poucos candidatos. Por isto, algumas agências já não fazem treinamento há algum tempo.
Contudo, entendemos que outros líderes que estão à frente de algumas associações acham um exagero, e somos vistos como alarmistas diante desse caos. Ora, o que temos procurado é mostrar apenas a realidade.
Nosso objetivo é trabalharmos juntos para tentar mudar esta realidade que temos diante de nós.
 
Economia brasileira ascendente ainda não é a resposta
Acreditamos piamente que precisamos de profetas para nos despertar e nos levar a amar a obra missionária transcultural, principalmente aos povos menos evangelizados da terra, ou seja, os que nunca ouviram a mensagem das Boas Novas, nem ao menos uma vez. Esta mensagem é o Evangelho do Reino que deverá e será pregado a todas as gentes, como proclamou nosso Senhor Jesus.
Sim, os que nunca ouviram o Evangelho do Reino precisam ouví-lo pelo menos uma vez. Oswald Smith, pastor da Igreja dos Povos em Toronto - Canadá no século passado, cuja igreja sustentava centenas de missionários perguntou e sua pergunta deve ecoar ainda hoje em nossos ouvidos e corações:
“Por que uma pessoa tem o direito de ouvir o Evangelho duas vezes, enquanto outras nunca ouviram sequer uma vez?”.
Como igreja no Brasil não podemos, de maneira nenhuma, nos queixar da falta de recursos financeiros. Em 2002 o salário mínimo correspondia a 75 dólares, e hoje ele corresponde a aproximadamente 280 dólares, um crescimento de 3,7 vezes. Nessa hipótese, proporcionalmente o envio de obreiros aos povos da Janela 10-40 poderia ter aumentado em mais de três vezes.
Em pouco mais de duas décadas o Brasil se tornou uma das maiores economias do mundo e a igreja evangélica cresceu cerca de quatro vezes em tamanho. E o número de missionários enviados?
 
Os pastores e a leitura das Escrituras
A Sociedade Bíblica Ibero-Americana patrocinou uma pesquisa em profundidade durante seis meses, na cidade de São Paulo, com centenas de pastores e líderes evangélicos de várias denominações, que espontaneamente, participaram de entrevistas e responderam a um questionário específico.
Ao final da tabulação dessa pesquisa concluiu-se que 51% destes pastores e líderes ainda não haviam lido totalmente – ao menos uma vez – qualquer versão das Sagradas Escrituras.
Se a maioria dos pastores nunca leu uma vez sequer o manual de ensino, o guia sagrado, como pode entender e amar a obra missionária transcultural?
Como pode compreender a questão do recrutamento, treinamento e envio de missionários?
Como podem entender a importância de sustentar adequadamente aqueles que se prontificam a ir aos lugares mais inóspitos e esquecidos da terra?
Será que conhecem o Evangelho do Reino? Será que percebem que não poderão crer os milhões e milhões que nunca ouviram a Palavra do Senhor?
Compartilhamos olhando os números a nossa frente. São técnicos, racionais, práticos e criteriosos, porém são a “balança” para avaliarmos se estamos alcançando o alvo ou não.
 
É importante acertar o alvo?
O apóstolo Paulo, registrou no capítulo 15, verso 22, do livro de Romanos que entre Jerusalém e Albânia já não tinha mais trabalho para fazer, pois já tinham alcançado toda a região com o Evangelho. Por que? Porque haviam trabalhado arduamente para levar a Palavra do Senhor a todos os seus habitantes.
Isto nos faz lembrar de dois casos práticos:
“O marinheiro que não sabe para onde vai qualquer porto que aportar está bem.”
O outro sobre certo atirador que causava certa admiração aqueles que viam a precisão de seus tiros: todos acertavam o alvo.
Certo admirador quis surpreendê-lo. Levantou bem cedo e foi observar o atirador. E escondido viu que ele atirava nas árvores e depois circundava o local acertado para fazer parecer que havia acertado o alvo.
Quantas vezes agimos da mesma maneira e acreditamos que estamos acertando o alvo!
É que estamos exportando o modelo brasileiro de missões para toda a América Latina usando o exemplo de nossas igrejas e organizações missionárias. Infelizmente, de fato, não estamos alcançando o objetivo de levar as boas novas aos não alcançados, não completamos a tarefa. Exportar o quê? E o que dizer dos missionários enviados que sem treinamento levam apenas a religião cristã para os povos e, por desconhecerem, não pregam o Evangelho do Reino?
 
O desafio brasileiro
Somente no Brasil temos mais de 150 tribos indígenas sem nenhum obreiro.
Como podemos tomar conhecimento disto sem suspirar diante da realidade de que possuímos aproximadamente 300.000 igrejas evangélicas em nossa pátria?  Mais de 99% delas não possui sequer um missionário transcultural. E a esmagadora maioria não sustenta nem sequer um missionário para povo algum.
Somos a terceira maior igreja no mundo!
Convivemos com as notícias de um exemplo clássico brasileiro: o grave problema do infanticídio entre os povos indígenas. E daí? A maioria das igrejas indiferentemente nem perguntam.
Que alegria no meio deste deserto de indiferença poder ouvir pelo menos uma voz que tem se levantado para combater este grande mal.
Marcia Suzuki está à frente da ATINI que produziu o documentário Hakani mesmo tendo sofrido e ainda sofre uma grande oposição de vários políticos liberais que crêem que não se deve mudar tal quadro, porque entendem que infanticídio entre índios é assunto antropológico. Para Deus é assunto que a Cruz de Seu Filho resolveu. Jesus morreu por todos os povos indígenas e eles precisam saber disto. Será que a igreja brasileira não sabe?
Temos que interceder por uma abertura para que estes povos sejam alcançados. A FUNAI não tem permitido a entrada de obreiros. Devemos lembrar que não existem portas fechadas para o Senhor quando oramos especificamente.
Vou repetir: Mais de 99% das igrejas no Brasil não possui um missionário transcultural sequer. E a cada dia deparamo-nos com uma grande e crescente dificuldade de recrutar um missionário transcultural no meio evangélico. Quando um candidato se apresenta, o maior desafio torna-se a obtenção dos recursos, não só para o treinamento apropriado, mas, também, para o envio e acompanhamento no campo. Suas igrejas não se envolvem, e seus líderes apenas lamentam quando, não poucas vezes, perde esse membro, decepcionado pela falta de apoio para seu projeto missionário.
 
Cooperação x Competição
Por outro lado, quando deveríamos ver as agências missionárias se unindo para lutar contra o inimigo comum, temos visto várias agências desesperadas competindo por obreiros e buscando os mesmos em outras organizações que deveriam ser parceiras. Algumas agências denominacionais conservadoras estão buscando obreiros pentecostais treinados devido à grande carência de obreiros preparados.
 
Modismos brasileiros
Como brasileiros apreciamos os modismos tais como: músicas e danças contemplativas, teologia da prosperidade, quebra de maldição hereditária, celebridades gospel e outros movimentos, implantados em nossas igrejas. Estes modismos têm drenado todos os recursos econômicos, tempo e pessoas. Pouquíssimo tem sobrado para a obra missionária. Fato é que infelizmente estes movimentos nunca vêm acompanhados de uma visão de alcançar os menos evangelizados da terra com a Palavra do Senhor. Como poderia se tudo é voltado para nosso próprio conforto, sucesso, riqueza e bem estar?
A realidade pobre é que a média de investimento por crente na obra missionária transcultural é de apenas R$ 1.30 por ano. 
Todas estas tremendas aberrações precisam parar. Precisamos urgentemente de um avivamento missionário que inflame nossas vidas e sopre para longe a apatia, indiferença, comodismo, egoísmo, avareza e incredulidade. Que expulse esta letargia espiritual.
O remanescente precisa se contrapor com uma nova atitude! Como os nobres bereanos que eram pensadores, questionadores, que checavam os ensinos paulinos com as Sagradas Escrituras. Por isto foram elogiados pelo doutor Lucas, escritor de Atos. De fato, foram elogiados pelo próprio Espírito Santo. É preciso analisar pela Palavra se toda esta teologia, prática de igreja, etc realmente confere com as Escrituras. No coração de Deus pulsa alcançar os perdidos em toda a Terra. E que igreja é esta que diz que prega e crê na Palavra, porém não a pratica. Principalmente no que diz respeito a fazer discípulos de todas as nações.
 
Preletores dos Congressos missionários
Há um elitismo quando alguns acadêmicos são os escolhidos para trazerem as reflexões em nossos congressos. Alguns deles são pastores, mas as igrejas que pastoreiam não têm um programa missionário transcultural. Outros chegam a criticar alguns projetos missionários sem ter nenhuma experiência missionária.  São apenas teóricos alienados da realidade missionária.
São poucos os congressos missionários pentecostais que falam dos desafios missionários e grande parte dos preletores não tem idéia dos desafios dos povos muçulmanos, budistas, hindus, tribais e do grande desafio das milhares de línguas que nada têm da Palavra de Deus, além da importância do treinamento específico, da logística e estratégia necessárias e do cuidado missionário.
Convém lembrar que os verdadeiros avivamentos sempre eram acompanhados por uma grande visão missionária.
 
Indiferença de alguns
A indiferença é tão grande que há muitos casos de missionários que compartilham nas igrejas seu trabalho e visão. São levantadas ofertas para o sustento dos missionários e estas não são entregues a eles ou somente uma pequena parte lhes é entregue. Mentira. Furto descarado. Misericórdia, Senhor Jesus!
O mesmo ocorreu no tempo de Neemias quando os quinhões deixaram de ser dado aos obreiros da casa do Senhor e cada um deles fugiu para os seus campos.
Então a voz de Neemias ecoou: - “porque se abandonou a obra de Deus?”.
Como resultado da voz profética do líder, a nação de Israel foi desafiada a trazer de volta os dízimos dos cereais. Então os celeiros se encheram e como resultado os obreiros voltaram para trabalhar na casa do Senhor.
Há um pensamento, quase generalizado, onde se estereotipa o missionário como um “ET” que deve ir para o campo sem o apoio ou a retaguarda. É como o caso de Urias que foi enviado por Davi para o “Front da batalha”. Sim, Davi que estava em pecado! Davi pediu para tirar a retaguarda de Urias e o resultado foi a morte de um inocente.
Se algo não for feito a tempo para levantar os recursos dos obreiros deste século 21 veremos a morte da visão missionária transcultural nesta nação, como tem ocorrido em vários países do hemisfério norte.
Estamos cometendo o pecado da omissão. Não é isto que Tiago disse? Aquele que sabe fazer o bem e não o faz está pecando?
 
Exemplo do remanescente a ser imitado
A Segunda Igreja Batista de Itapeva – Mauá – periferia de São Paulo, com aproximadamente 160 membros investe no sustento de três missionários. Enviou recentemente seis candidatos para o treinamento do Projeto Uniasia, inclusive o próprio filho do pastor.
O coração desse pastor ainda continua apaixonado pelo Senhor e pela extensão de Sua obra até os confins da terra.
Se cada igreja no Brasil enviar somente um obreiro para treinamento para ser enviado aos povos não alcançados iremos ver uma revolução missionária no mundo.
 
O que devemos fazer para reverter à situação?
Algo precisa ser feito. E de um modo diferente conforme disse Einstein: “É loucura esperar resultados diferentes se continuamos fazendo a mesma coisa”.
O que dizer de empresas e negócios que poderão ser levantados para gerarem recursos para a Obra? O que dizer de levantar homens de negócios para abrirem empresas em alguns destes países não alcançados para empregarem missionários brasileiros competentes que possam gerar seu sustento enquanto fazem discípulos nestas nações?
Isto nos faz lembrar da famosa frase de Martin Luther King Jr, pastor batista americano que viveu que nos anos 60 e foi preso mais de 120 vezes. Ele via os negros sofrendo um preconceito racial terrível onde não podiam estudar nas mesmas escolas, andar nos mesmos ônibus, comprarem nas mesmas lojas e freqüentarem os restaurantes dos brancos.
Ele disse: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada. Isto não é fé é superstição”.
 
Somente unidos poderemos mudar o quadro
Entendemos que é hora de unir as forças. Criar uma sinergia entre as igrejas missionárias e as organizações missionárias.
Há algumas décadas atrás a extinta revista Cruzeiro possuía uma página, sobre a direção de Péricles, onde o personagem era o “Amigo da Onça”.
Nessa página havia um quadro que mostrava dois cavalos no meio de um curral, amarrados um ao outro com uma corda bem curta. Nos cantos havia grama, mas cada um queria comer no seu canto, e eram limitados pelo tamanho da corda.
No quadro seguinte mostrava os dois lado a lado comendo juntos num dos cantos e no último quadro, também lado a lado, os dois comendo no outro canto.
A moral da história é que a unidade permite que ambos possam comer.
Associamos isto com o quadro atual. Devemos nos unir para mobilizar, recrutar, treinar, enviar, sustentar e acompanhar o remanescente. Juntos podemos despertar os que estão inertes, omissos e indiferentes a causa de alcançar os esquecidos e negligenciados pela igreja no mundo.
O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos de todos os povos. Desde o momento que Ele disse isto já se passaram dois milênios. E muita terra ainda há para se conquistar.
 
O grande desafio global:
- Há 24.000 povos no mundo e ainda faltam 6800 para serem alcançados.
- Há 6.909 línguas no mundo e 2.432 delas não têm nem uma porção da Bíblia.
- 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido nada de Cristo.
- 500 milhões de chineses  nunca ouviram nem o nome de Cristo.
- Das 600 mil cidades e vilas da Índia 500 mil delas não possui sequer um obreiro cristão.
- Há somente um missionário para atender a 380 mil muçulmanos.
 
A oração específica pode mudar o quadro
É claro que a resposta está na oração por obreiros para os povos não alcançados e pelas nações, pois Ele é o dono dos obreiros e das nações.
A Bíblia nos ensina a rogar ao Senhor da Seara por obreiros e a pedir nações por herança.
Temos orado por homens. Entre os não alcançados há duas mulheres missionárias para um homem missionário. É cômico pensar que os homens possam estar orando assim: - Eis me aqui, envia minha irmã.
Somente um grande avivamento espiritual e uma volta a Palavra de Deus é que fará com que pastores e igrejas peguem a visão missionária mundial.
Nós temos produzido literatura e vídeos para municiar os intercessores a orar com sabedoria por obreiros, recursos e oração para os lugares menos alcançados da terra. Acabamos de disponibilizar cinco documentários de muçulmanos que tiveram sonhos e visões com Jesus e se converteram. Eles não só encorajam os crentes, mas também são usados para evangelizar, pois ao final de cada documentário há um convite para tomar uma decisão ao lado de Cristo – ver o site: www.agoraleia.com
 
O nosso desafio vem da Ásia
No final de 2008 recebemos um desafio no Congresso Brasileiro de Missões realizado em Águas de Lindóia. Ao orarmos sobre este desafio entendemos que era clamor vindo do Senhor. Respondemos com o “sim” para levantar em 2.010 um contingente de 120 jovens para serem treinados para a Ásia.
Avaliando a atual realidade brasileira e para alcançarmos o objetivo do projeto Uniasia, nos prontificamos a receber os candidatos com apenas um terço do sustento necessário. Para cobrir os dois terços restantes, nos comprometemos a levantar juntos esses recursos em mobilizações. 
Louvamos a Deus pela parceria ampla que foi feita com um grupo da Ásia. É uma região com a maior população do planeta, com a maioria dos povos menos alcançados pelo Evangelho, com a maior quantidade de línguas sem sequer um versículo da Bíblia traduzido. É o centro dos três maiores blocos religiosos, depois do cristianismo: islamismo, budismo e hinduísmo.
No final do ano passado, enviamos para aquela região a equipe de logística e estratégia, composta de oito pessoas... Um pequeno, mas decisivo começo.
Neste início de ano recebemos 40 jovens de diversos estados e denominações diferentes. Alguns deles com cursos universitários e cursos bíblicos: um deles com curso bíblico, cursando o quinto semestre de direito, o quarto semestre de pedagogia, além de que tinha um emprego - primeiro lugar no concurso nacional do IBGE. Ele viu neste projeto uma oportunidade para ser um tradutor bíblico.
Ainda continuamos mobilizando arduamente em diversos estados brasileiros para levantar mais obreiros para a Ásia...
Recebemos os candidatos com um Salário Mínimo (R$ 510,00) mensalmente e estamos trabalhando juntos com os candidatos, pastores e internacionalmente, para levantar os outros dois salários durante o treinamento.
O projeto é de sete anos. Os candidatos passam dois anos na América Latina e país de língua inglesa. Os cinco anos restantes em universidades da Ásia.
O Uniasia proporcionará ao candidato a oportunidade de ter uma formação bíblica, Missiológica, transcultural, além de formação universitária no exterior e aprendizado da língua inglesa, espanhola e de uma língua asiática e a graduação universitária na Ásia.
Queremos convidá-lo agora para se unir conosco e ajudar a mudar este quadro nacional e global,  na esperança de vermos o nome de Jesus ser conhecido, enaltecido, glorificado e adorado entre todos os povos, línguas, raças e tribos da terra.
Clamando por misericórdia, sabedoria e Graça do Senhor para fazer a vontade do Mestre.

David e Cleonice Botelho

Horizontes América Latina
Diretor
Para investir no Projeto Uniásia: Missão Horizontes - Bradesco: Agência 1020 e Conta 3111-9
Convite:
Neste final de Junho e Julho vamos ter vários professores de várias universidades do exterior vindo a Monte Verde para ministrarem seis matérias: Apologética Cristã para o Islã; Fundar Igrejas em Contexto Islâmico; Quem é Alá; Ministério aos Muçulmanos e Seus Desafios,e abrimos para interessados.

sábado, 5 de junho de 2010

Blogs Missionários que merecem sua visita!

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Amados irmãos, como muitos de vocês já sabem, um dos focos deste blog é promover a ampla divulgação de links missionários, com o objetivo (além, é claro, de informar e edificar)  de fomentar a união e a colaboração dos irmãos, para que possamos alcançar melhor, mais longe e mais rápido os que carecem da Luz de Cristo. 

Procuro também publicar sempre textos edificantes sobre Missões e seus assuntos relacionados, e dentre os muitos blogs missionários (confira nossa lista na barra lateral) que publicam material semelhante, não poderia deixar de destacar três deles, pelo primoroso trabalho que fazem neste sentido:

Missões e Adoração - Blog do irmão Gilson de Moura.  
O link: http://missoeseadoracao.net

Visão Missionária - Blog do irmão Valmir Barbosa. 
Link: http://valmirbarbosa09.blogspot.com

Páginas Missionárias - Blog do irmão Isac Rodrigues. 
Link: http://paginasmissionarias.blogspot.com

Visitem sempre e sigam também esses blogs, para aumentar seu conhecimento, conhecer mais irmãos e obras missionárias e ter acesso a recursos que podem auxiliar sua vida/ministério. E não deixem de visitar os demais blogs missionários da nossa seção de links. 

Estamos juntos, pelo Rei, pelo Reino!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Filme gratuito para evangelização durante a Copa de 2010

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Vem aí o mais novo filme para evangelização durante a Copa do Mundo, o filme contem testemunhos exclusivos de jogadores brasileiros, além de um Francês, um Italiano e um Marfinense.

Entre os brasileiros estão: Kaká, Lúcio e Marcos Sena (Seleção da Espanha).
Fiquem atentos, pois o vídeo será  disponibilizado para downloads no site dos Atletas de Cristo e você poderá  usá-lo em sua cidade.

Atletas de Cristo -  www.atletasdecristo.org.

terça-feira, 1 de junho de 2010

MARIA SLESSOR, A PACIFICADORA DAS TRIBOS AFRICANAS

 *
Jefferson Magno Costa

É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam:
- Por que nos abandonas, mãe?
Maria Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes escuros e fala docemente:
- Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de um povo feroz, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim.
Em companhia das seis crianças, Maria entra na canoa, e parte, sob o olhar silencioso da tribo de Creek Town.
Maria Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. Aos 14 anos Maria já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.
Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos alguns incidentes da Missão Africana, viasando despertar-lhes o interesse pela obra missionária. Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.
Às cinco da manhã, Maria se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho. Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre. Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Maria, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Maria, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo. "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião. Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.
A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.
Quando, em 1874, Maria Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Maria, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos. Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Maria embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor.
Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira. Maria Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa. Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.
Era madrugada ainda quando Maria se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado. Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.
Foi de um vilarejo chamado Cidade Velha que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária. Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.
Durante mais de dois anos, Maria Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus. As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Maria abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos. Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca". E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.
Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo. Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Maria fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Maria era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos. Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.
Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Maria aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.
Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Maria. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia. Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town. Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Coiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo. Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei.
Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada. Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Maria avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórda de mim!" Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Maria gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada.
É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia. Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Maria Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.
Maria Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de negros tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu negros aos alvos caminhos da salvação. Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.
 
Jefferson Magno Costa - Blog Sublime Leitura

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PÓS GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA INTERCULTURAL

*
Área de Conhecimento (CNPQ): 7.03.01.00-00 – Antropologia

Temos o prazer de informar o início da ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM ANTROPOLOGIA INTERCULTURAL a ser realizada em Manaus, Amazonas.

Este curso é uma iniciativa da parceria entre a  UNIEVANGELICA e o INSTITUTO ANTROPOS e tem como principal alvo investir na qualificação de missionários, pastores e pesquisadores a frente de projetos e ministérios no Norte do país, sobretudo em ambiente intercultural ribeirinho e indígena.

É uma PÓS GRADUAÇÃO:

- Em sistema modular a fim de proporcionar maior oportunidade para quem não reside em Manaus ou precisa combinar diferentes atividades
- Organizada em 6 disciplinas, com um total de 375 h/a e orientação para o desenvolvimento do trabalho final (TCC)
- Ministrada por professores mestres e doutores em suas áreas de estudo.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Leia os últimos textos publicados no blog Equattoria

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O blog Equattoria é um blog irmão do Veredas, que criei para publicar informações que se poderiam dizer mais 'técnicas' sobre os saberes úteis a missionários, estudiosos e demais interessados - informações sobre povos, países, línguas, religiões, geografia, antropologia, curiosidades... 
Visite sempre e seja também um seguidor do Equattoria, para estar constantemente atualizado sobre o que é publicado lá. Dê uma olhada nas últimas postagens:

O tradutor eletrônico do Google e a rápida evolução dos tradutores

Mapas Ipea: Site interativo traz dados de municípios brasileiros

Racha entre os Sikhs. Surge uma nova religião?

Apostila: Noções Básicas de Cartografia

Diferenças entre o Budismo e o Cristianismo

Kibera - Maior Favela da África em Nairobi - Quênia

16 fotos da China

ALUKA: uma biblioteca digital sobre a África

Fazendo missões como profissionais biocupacionais

Conheça o Suriname

Alguns números a respeito do Mundo Muçulmano

Como evitar deslizamentos

Alfabetos - Sistemas de Escrita

Mudança de realidade

Segundo o Datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos

Aplicativo gratuito do Joshua Project para iPhone, iPod e iPad fornece dados sobre povos não alcançados

Globetrotter XL : Um super jogo online de geografia

Línguas Africanas no Brasil

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SBB lança Novo Testamento Chinês-Português este mês

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Uma obra inédita, desenvolvida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), está sendo aguardada com muita expectativa. Trata-se do Novo Testamento, Salmos e Provérbios Chinês-Português, que reúne, numa edição primorosa, dois dos idiomas mais falados em todo o mundo. Editada em conjunto com a Sociedade Bíblica de Hong Kong, esta publicação utiliza as duas traduções mais apreciadas pelas populações da China e do Brasil: Revised Chinese Union Version (RCUV) – em mandarim com escrita simplificada – e Almeida Revista e Atualizada (RA), respectivamente. Cada uma das traduções, apresentadas lado a lado, foi feita a partir dos textos originais e reflete fielmente a mensagem bíblica. 
O lançamento do NT Chinês-Português acontecerá no dia 23 de maio, às 15h, na Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, na capital paulista. O culto poderá ser acompanhado ao vivo, via internet, pelo link www.catedralonline.com.br (clicar no ícone “culto ao vivo”).

A obra pode ser considerada um símbolo da união desses dois países, além de apontar para a importância dos dois idiomas no cenário internacional: o português, dominante entre cerca de 250 milhões de pessoas, ocupa a 6ª posição no ranking dos idiomas mais falados no mundo; e o mandarim, que é utilizado por mais de 1,3 bilhão de pessoas, e configura-se no idioma mais falado do planeta. 
“Unir dois idiomas tão diferentes e lançar o Novo Testamento bilíngue Chinês- Português foi a meta que as Sociedades Bíblicas do Brasil e de Hong Kong assumiram e hoje comemoram a realização de mais esse projeto”, afirma o secretário de Tradução e Publicações da SBB, Paulo Teixeira. A edição conservou as características editoriais das traduções em mandarim e em português. Com isso, o leitor poderá encontrar pequenas diferenças na divisão das seções, o que, no entanto, não prejudica a compreensão da mensagem bíblica no seu todo. 
Para Teixeira, o lançamento – desenvolvido a pedido das igrejas cristãs chinesas do Brasil – representa, sobretudo, um importante avanço na consolidação da fé de uma comunidade em constante crescimento. “É missão da Sociedade Bíblica do Brasil levar a Palavra de Deus a todas as pessoas. Ao preencher mais esta lacuna em nossa sociedade, sentimo-nos recompensados e estimulados a continuar nossa tarefa”, resume.

Com 1,3 bilhão de habitantes, a China apresenta números grandiosos relacionados à sua população: um em cada cinco habitantes do planeta vive na China, representando um quinto da população mundial, estimada em 6,5 bilhões de habitantes. Sozinha, a China tem uma população duas vezes maior do que a da Europa inteira. Mais de 30% das pessoas com idade acima de 16 anos se denominam religiosos, quatro vezes mais do que há uma década. 

Conforto e evangelização

A importância desta edição bilíngue é destacada por líderes religiosos chineses residentes no Brasil. “É o instrumento eficaz da própria Palavra de Deus para evangelização, especialmente para o chinês que vem da China, para ler nas horas vagas. Quando eles chegam aqui sofrem de muita solidão, não falam e não entendem o português”, diz Wu Tu Hsing, médico da Universidade de São Paulo (USP) e pastor da Igreja Presbiteriana de Formosa no Brasil Tai-an (Grande Paz). Assim como os cristãos chineses que vêm para o Brasil, os brasileiros que fazem o caminho inverso também são alvo desta nova publicação. 
Outro grupo que poderá se beneficiar com a novidade são os brasileiros que estudam mandarim, como endossa Chang Lien Chuan, pastor da Igreja Cristã Pão da Vida: “Essa edição é muito importante para a geração nova que fala mandarim e também para os brasileiros que estão em contato com a língua. Foi feita na hora certa para abençoar a população. E se vier a Bíblia completa, melhor ainda”, arremata. 

Culto Bilíngue de Ação de Graças pelo lançamento do NT, Salmos e Provérbios Português-Chinês
Data: 23 de maio de 2010 (Domingo).
Local: Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo – Rua Nestor Pestana, 136.
Horário: Das 15h às 17h.
Mensagem e apresentação: Paulo Teixeira, secretário de Tradução e Publicações da SBB.
Louvor: Coral da Igreja Presbiteriana de Formosa no Brasil Tai-An (Grande Paz) – Hinos em chinês e português, alternados.
Obs.: Para acompanhar o culto ao vivo, pela internet, acesse www.catedralonline.com.br (clicar no ícone “culto ao vivo”)

Fonte: Site da Sociedade Bíblica do Brasil

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O desafio nas secretarias de missões e conselhos missionários

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Josiléia Ferreira Neves

Sem dúvida, grande parte do trabalho missionário acontece por causa do trabalho sério e comprometido das secretarias de missões e conselhos missionários das Igrejas locais.
Sem este trabalho pouco, bem pouco ao meu ver seria feito.
Afinal os servos que servem nas secretarias e nos conselhos missionários buscam levar despertamento, envolvimento, compromisso da Igreja com missões; buscam também, apoiar o missionário e direcionar bem as ofertas missionárias, além de buscar identificar e apoiar os candidatos a missões, pois é para isto que existe os conselhos e secretarias de missões, pois as mesmas são e devem ser apenas um 'braço' na atuação missionária da Igreja, visto que a obra missionária é uma obra pra toda a Igreja unida fazer.
Logo, é claro a importância das secretarias e dos conselhos missionários.
Aqueles que neles trabalham precisam ter amor por missões e é claro ser chamado por Deus.
Mas manter uma secretaria, um conselho missionário ativo, produtivo, gerando resultados na Igreja e por conseqüência no campo missionário, tem se tornado em alguns lugares um verdadeiro 'DESAFIO'
Por que? Porque muitos não tem recebido o apoio pleno do Pastor. Então realizar um momento missionário, um culto de missões, arrecadar e direcionar uma oferta missionária pro campo, realizar uma Conferência Missionária torna-se uma tarefa difícil, pesada e as vezes quase impossível. Quantos tem chorado frente a esses trabalhos quando o 'momento missionário' foi 'esquecido' quando 'não há vaga na agenda' pro culto de missões. Quando a oferta missionária (pasmem!) não foi direcionada pra missões!
Quando ouvem: 'não temos dinheiro para fazer missões' ou ainda aquela tão dura: 'temos que trazer o missionário de volta por causa das obras da Igreja' (isto quando tem missionário no campo).
Talvez você que lê este artigo esteja vivendo algo semelhante, e esteja pensando em desistir. Por favor, não faça isto!
Ao contrário persevere em submissão a seu Pastor, em oração e fazendo o que lhe for possível.
Pois Deus não lhe cobrará o que você não pode fazer. Lembre-se: 'tudo o que te vier às mãos para fazer, faze-o conforme as tuas forças.'
Pense se o trabalho missionário está fraco na sua Igreja, se for deixado de ser feito então ele morrerá, mas se é apenas uma fraca brasinha vá soprando, vá pondo gravetinhos, porque o Espírito Santo de Deus é poderoso para assoprar e fazer acender uma grande fogueira.
Se não puder levantar finanças para o campo missionário, levante inter-cessores, despertem a paixão por missões. Ore, faça o melhor que você puder, pois fazendo assim você poderá ao lado de Jesus, vencer este desafio. Mas se simplesmente, desistir, o desafio terá vencido.
Mas nós somos chamados para preservar, para batalhar, para sermos com Cristo, vitoriosos.!
É tempo de renovar os ânimos e continuar trabalhando por missões, divulgando, espalhando a semente missionária e amando esta obra.

Fonte: http://www.semipa.org.br

domingo, 16 de maio de 2010

Parceria possibilitará Bíblia para surdos em vídeo


A parceria entre a Wycliffe Associates e a Surdos Opportunity International Outreach possibilitará a tradução da Bíblia para a língua de sinais para milhões de pessoas que não têm acesso às Sagradas Escrituras.

As equipes de tradutores de várias nações trabalham para transformar a Bíblia para o formato de vídeo. "Ser cego, separa pessoas das coisas, mas ser surdo separa pessoas das pessoas. Nós queremos ter certeza de que o ser surdo não vai separá-lo de Deus", explicou Bruce Smith, presidente da Wycliffe Associates.

Ao contrário da crença popular, muitas pessoas que usam línguas de sinais não conseguem ler as Escrituras. Além disso, as línguas de sinais não são baseadas na língua falada no país de origem. A pessoa da América Latina, para exemplo, não estaria assinando em espanhol, mas em suas próprias expressões.

De acordo com a Wycliffe Associates, existem mais de 200 línguas de sinais identificados sendo usadas no mundo e cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo se comunicando com a linguagem de sinais. Nenhuma outra língua de sinais conhecida no mundo tem a Bíblia em forma completa.

Apesar da necessidade de alcançar pessoas surdas, existem poucas línguas gestuais sendo usados para ensinar as Escrituras. Somente as pessoas que utilizam a Língua Gestual Americana têm o Novo Testamento, em formato vídeo. A gravação de vídeo do Antigo Testamento está em andamento.

Wycliffe Associates enviou voluntários para construção de San Jose, Costa Rica, onde completou a remodelação de um edifício que será usado como um estúdio para gravar a conversão de vídeo.

O grupo pretende construir mais dois estúdios na América Latina e tantos como dez estúdios mais nos próximos anos para ajudar as traduções em línguas de sinais.

Fonte: Christian News Today | CPADNews
Via http://interdenominacional.com.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Antologia de Poesia Missionária - Baixe o seu exemplar!

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Amados irmãos, é com grande alegria que apresentamos e disponibilizamos para download gratuito o livro eletrônico Antologia de Poesia Missionária - Volume 1.

A obra, organizada por Sammis Reachers, editor dos blogs Poesia Evangélica e Veredas Missionárias (entre outros), reúne belíssimos poemas de, sobre e para Missões, da lavra de diversos poetas evangélicos. O livro (de 108 págs. em formato PDF) traz ainda, como Apêndice, uma seleção de frases sobre Missões e Evangelismo.

Além de ser um subsídio devocional para edificação de toda a igreja, o livro objetiva ser uma ferramenta de auxílio a promotores de missões, pastores e missionários de todas as denominações, com poemas para serem declamados em cultos e eventos missionários, e publicados em sites, blogs, jornais e informativos de igrejas, missões e etc.

Baixe gratuitamente o livro, leia e compartilhe com seus irmãos. O livro não pode ser vendido, mas você pode redistribuí-lo eletronicamente, ou imprimi-lo para uso próprio ou distribuição a interessados.

E mais: Se você possui blog ou site, ou é responsável por site institucional (de Igrejas, Missões, Agências Missionárias, Ongs, etc.), convido-lhe a disponibilizar este livro a partir do mesmo, ajudando a promover o amor pela obra missionária, e edificando seus leitores. Não é preciso autorização prévia para isso, nem é necessário me comunicar.

Para baixar o livro pelo GoogleDrive, Clique Aqui.
Para baixar o livro pelo 4Shared, Clique Aqui.

E se você está numa lan house que não o permite, ou por qualquer outro motivo não pode fazer o download, leia o livro online pelo site Scribd, Clicando Aqui.

Que o Senhor nosso Deus lhe abençoe, e una-nos cada vez mais no objetivo de alcançar os inalcançados, estejam eles próximos ou distantes.

Um fraterno abraço de seu irmão e conservo Sammis Reachers

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SIMPLESMENTE MÁRCIA...

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 Joed Venturini

A noite já se tornara madrugada quando a sede me acordou. Estava de férias da faculdade de medicina que fazia em Lisboa e aproveitava uns dias em casa de meus pais, em Barcelos, norte de Portugal. Fui à cozinha buscar água e no caminho passei pela porta da sala. Vi então uma cena que todo filho deveria poder ver pelo menos uma vez na vida. Mamãe estava ajoelhada em frente a um sofá, com a cabeça pousada suavemente sobre a almofada e orava. Para evitar o sono ela orava em voz baixa porém audível. No momento em que passei na frente da entrada da sala ouvi meu nome sair de seus lábios. Era madrugada ainda, mas mamãe já orava. Orava por muita gente, por muitas coisas. Orava por mim!

Marcia Venturini de Souza, é o nome de mamãe. Ela não tem cursos, nem títulos ou posições. Nunca foi doutora, mestra, pastora ou outra coisa assim. Simplesmente Márcia. Mas, que Márcia! Onde esteve deixou saudades profundas e marcas indeléveis. Mamãe tinha o dom de conquistar. Um sorriso meio tímido, uma boa voz de contralto, e uma simpatia natural, pura, genuína, sem enganos ou tentativas de agradar. Mas era quando contava hstórias que ela se transformava!  Bastavam duas crianças e a paixão dela subia como um vulcão.  Mamãe era capaz de contar histórias como ninguém!  Ela fazia 3, 4 até 5 vozes diferentes, voz de criança, de idoso, de homens bravos ou medrosos apenas mudando o tom, o jeito e até acrescentando um certo tremor na voz. Dava vida aos cenários, encontrava os pormenores mais incríveis e tornava tudo mágico e especial. Quem alguma vez ouviu mamãe contar uma história nunca mais esqueceu.

Após 15 anos morando fora de Portugal voltei ao país. Onde vou as pessoas me falam da Márcia. A maioria com lágrimas nos olhos. Mamãe tinha caracteristicas que fazem falta em nosso mundo e em todas as mães.  Em primeiro lugar ela era uma mulher de Deus. A vida espiritual para mamãe não era algo para apenas alguns dias, era diário, constante, permanente. Ela não filosofava, não se preocupava com discussão doutrinária. Apenas vivia com Deus e para Deus a cada momento. Respirava essa relação e transmitia realidade ao contato espiritual, o que nos marcava profundamente.

Mamãe era uma missionária que amava missões de todo coração!  Ela não se limitava a estar no campo missionário e trabalhar. Ela amava as histórias misionárias, os heróis de missões, tudo que fosse relacionado com o alcance daqueles que ainda não conheciam seu Mestre amado. Ela nos fazia entender que não havia nada mais valioso neste mundo que levar alguém a Jesus e que tudo o mais era passageiro e fugaz.

Mamãe era incansável! Fazia 2 e 3 coisas ao mesmo tempo e fazia parecer que era fácil. No meio de tantas atividades  preparava um almoço gostoso e ainda era capaz de fazer uma sobremesa saborosa que ela mesma nem podia comer, por causa de sua diabetes. Ela nunca reclamava, apesar dos seus vários problemas de saúde. Quando mamãe precisava parar e se deitava era melhor correr para o hospital porque era grave. Mas, para ela os outros estavam sempre em primeiro lugar.

Mamãe não escondia que a vida do obreiro era dificil e dolorosa. Seu grande amor foi traído muitas vezes por pessoas a quem se dedicara com sacrificio. Se minha irmã e eu seguimos para os campos missionários não foi por ilusão de facilidades ou de glória.  Aprendemos com nossa mãe que a obra requer desprendimento material, entrega total e que muitas vezes ainda traz dor, lágrimas e sofrimento.
Mas também aprendemos com seu salmo favorito, o 126:
 "Aquele que leva a preciosa semente andando e chorando voltará sem dúvida
 com alegria trazendo consigo os seus molhos".
Apesar das muitas desilusões mamãe também deixou muitos apaixonados, de todas as idades e de várias raças diferentes.

Foi um grande privilégio ser filho de Márcia. Que falta que ela faz! Quando acompanhava seus últimos dias no hospital em Campinas, a médica que a atendia veio falar comigo.  Era uma professora universitária, acostumada a ver de tudo e experiente. Conhecia bem a medicina e estava familiarizada com a morte. Porém,quando me falou de mamãe, chorou. Ela me disse entre lágrimas: "Conheci sua mãe e depois de 20 minutos e já estava apaixonada por ela... não vamos deixar que ela sofra mais".  Mamãe era assim, ela sempre conquistava por sua beleza e simplicidade. E ela já não sofre mais. Desde 28 de fevereiro de 2007 que está na paz de seu querido mestre.

Depois que mamãe se foi já sonhei muitas vezes com ela. Numa dessas vezes tive um vislumbre de como pode estar. Eu a vi no céu, rodeada de crianças, contando uma história bíblica. As crianças a acompanhavam hipnotizadas, como sempre vi acontecer. A única diferença é que ela não estava usando figuras, apenas apontava para o personagem biblico alí perto e contava sua história. Ela estava feliz, muito feliz. Estava radiante! Estava onde nunca mais sofreria dor ou desilusão. Estava junto de seu amado Salvador onde será para sempre, simplesmente Márcia.

LER BIOGRAFIA

Fonte: http://joedventurini.blogspot.com/

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Mais sobre o Dia das Mães

Em homenagem ao Dia das Mães, publiquei diversos textos relacionados à data, em alguns dos blogs que edito, ou onde colaboro. Dê uma olhada:

No Cidadania Evangélica: Conheças as Mães Sociais

No Poesia Evangélica: Dois poemas de Norma Penido sobre as Mães
No Azul Caudal: A mãe que teve mais filhos até hoje...
No Bradante: A figura materna pelo pincel de grandes pintores
No Imagens Cristãs: Imagens sobre Mães, de uso livre não-comercial para seu blog ou site

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