segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pós-Graduação em Missiologia e Missões - Faculdade Teológica Batista de São Paulo


Objetivos do curso
  • Compreender os desafios globais para a atuação missionária na cultura contemporânea.
  • Identificar e compreender a atuação missionária na realidade brasileira, incluindo o alcance étnico e grupos como ciganos, índios, surdos, quilombolas, realidades como a sertaneja, ribeirinha, etc.
  • Conhecer e aprofundar o pensamento missiológico, a partir do conceito de Missio Dei e suas transformações ao longo da história.
  • Discutir estratégias de atuação missionária.
Aulas semanais às quartas e quintas-feiras, das 19h30 às 22h45
Duração do curso: 3 semestres
Público alvo
  • Missionários
  • Cristãos com vocação missionária
  • Cristãos engajados em projetos sócio missionários
  • Líderes da igreja local
  • Graduados interessados
Disciplinas
  • Fundamentos bíblico-teológicos da Missão
  • História do Movimento e Pensamento Missionário
    Missão na cidade
  • Estratégias Missionárias e plantação de Igrejas
  • Missão integral e o movimento de Lausanne
  • Antropologia Missionária
  • Desafios globais para a Missão – igreja perseguida, globalização, economia
  • Prática missionária - estudo de casos e campo
  • Fenomenologia da Religião aplicada às Missões
  • Missões transculturais e Comunicação Transcultural do Evangelho
  • Desafios brasileiros para a Missão – ciganos, índios, ribeirinhos, surdos, quilombolas, sertanejos
  • Gestão de Projetos e desenvolvimento comunitário
    Metodologia de Pesquisa
Pré-requisito: Graduação reconhecida pelo MEC
Nº mínimo de vagas: 30
Coordenação do curso:
Dra. Analzira Nascimento & Prof. Me. Lucas Merlo Nascimento
Docentes:
Dra. Analzira Nascimento, Prof. Me. Bertil Ekstrom, Prof. Paulo Cappelletti, Moacyr Jr.; Prof. José Prado, Pr. Me. Ed René Kivitz, Prof. Ricardo Dias, Prof. Marcel Camargo, Prof. Me. Christopher Marques e outros.

Para maiores informações, CLIQUE AQUI.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Recursos para a Evangelização de Grupos Específicos - Listagem


Amigos de veredas, apresentamos uma nova ferramenta para auxiliar a igreja em seu esforço evangelístico e missionário. O blog Recursos para a Evangelização de Grupos Específicos apresenta uma listagem de recursos para evangelismo e discipulado, focados em segmentos específicos (étnicos, econômicos, culturais etc.), no objetivo de auxiliar os obreiros cristãos em seu esforço missionário. Não trata-se nem de lista exaustiva, nem fixa, pois ela estará sempre sofrendo acréscimos. 
Na página listamos ministérios, livros, literaturas evangelísticas (folhetos etc.) e outros recursos voltados para segmentos específicos (ciganos, crianças, muçulmanos, tribos urbanas diversas).
A listagem foi criada em colaboração com a querida Vilma Pires, nossa dedicada colaboradora (que somou forças conosco no livro Teatro Missionário e no financiamento da revista Colorindo Missões).
Contamos com sua ajuda, para enviar dicas e informações que possam ampliar a listagem. Escreva para:  sreachers@gmail.com

Acesse a página e salve em seus favoritos: 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ebook gratuito: Introdução ao Isl@mysmo


A Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira disponibilizou, dentro de sua campanha missionária de 2017 (cujo tema deste ano é Até Que Ele Venha), o pequeno e-book Introdução ao Isl@mismo, escrito pelo missionário Caleb Mubarak. Em 50 páginas, o livro traça um panorama do Islã, de suas origens aos dias atuais, e finaliza refletindo sobre os desafios de ganhar os muçulmanos para Cristo.

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Citações Missionárias: A cada dia uma nova frase missionária para você


A página Citações Missionárias é a nossa mais recente iniciativa de promoção missionária. A cada dia, pontualmente às 8:00h da manhã e durante todo o ano de 2017, uma nova frase é publicada (veja alguns exemplos abaixo).
Uma ferramenta de edificação e reflexão, para você curtir e compartilhar!

Conheça a página, deixe seu like, compartilhe com seus irmãos as imagens (no próprio Facebook, e em outras redes sociais):
https://www.facebook.com/citacoesmissionarias








sábado, 7 de janeiro de 2017

Uma ferramenta para ajudar você a servir em Missões


Chamado.org é um sistema desenvolvido pela Missão BASE para que o voluntário se cadastre com seu perfil, interesses e disponibilidade. Esses dados serão cruzados com as necessidades no campo missionário em projetos desenvolvidos por organizações filiadas à AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileira).
Lembre-se: Uma disponibilidade pequena numa ação pontual pode ser a resposta de oração de quem está no campo!


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Calendários Missionários 2017 - Baixe e imprima


O ano de 2016 se aproxima de seu término, e como fizemos no ano passado, preparamos para nossos leitores uma série de calendários com foco missionário, para você baixar e imprimir.
Se no ano de 2016 o foco foram países variados onde é pequena a presença do evangelho (Arábia Saudita, Indonésia etc.), o tema para o ano de 2017 são os seis países lusófonos (que têm o português como língua oficial) da África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Cada uma das seis páginas (formato A4) traz, além de uma bela imagem do país e os calendários de dois meses do ano, informações gerais sobre o país em questão (população, povos, povos não-alcançados, principais cidades, línguas oficiais, estatísticas religiosas e bandeira). E ainda uma frase de incentivo à tarefa de evangelização da igreja.
Preparamos ainda o calendário tendo por tema as crianças. Neste caso, também como no ano passado, são duas páginas, com uma imagem (neste caso, de crianças africanas) e seis meses de calendários em cada uma, além de uma frase sobre a importância da evangelização/discipulado de nossos pequeninos.
Note ainda o selo em comemoração aos 500 Anos de Reforma Protestante (1517 - 2017), que elaboramos especialmente para a data, e que será inserido em todas as nossas publicações e projetos durante 2017. Sobre os significados do selo, confira AQUI.

Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.



Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.


Além dos arquivos em PDF, ideais para você imprimir, também disponibilizamos as imagens do calendário, em boa resolução, para você copiar e usar onde quiser. Confira abaixo:


PAÍSES 2017
(Clique nas imagens para ampliar, em seguida copie/salve em seu computador)









CRIANÇAS 2017



Caso não consiga fazer o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

Um selo para os 500 anos da Reforma Protestante



Apesar de não ser um designer, achei por bem criar um selo comemorativo para celebrar os quinhentos anos da Reforma Protestante (1517 – 2017), selo que, embora simples, expressasse alguns valores dignos de reflexão neste momento festivo.
Perceba em primeiro lugar que algumas das linhas paralelas que envolvem ou guarnecem os braços da cruz estão ‘faltando’: Isso representa o lema proposto pelo reformador holandês Gisbertus Voetius (1589-1676): “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (“A Igreja é reformada e está sempre se reformando). A frase significa que a obra da Reforma não está concluída, mas persevera ou deve perseverar em seu avanço em direção à verdade e à vivência de um cristianismo a cada dia mais bíblico (há quem utilize o termo apostólico, perfeitamente válido) e equilibrado.
Repare também nas setas direcionais, postas nos quatro cruzamentos da cruz (apontando para o que seriam os pontos colaterais em uma rosa-dos-ventos); tais setas referem que, se a Reforma representou um retorno ou reaproximação à verdade, tal verdade deve ser comunicada com urgência e ímpeto; ímpeto maior do que o daqueles que comunicam o engano, cada vez maior, em cada vez mais variadas formas. Cremos que a Reforma é um movimento engendrado em Deus, peça de perfeito encaixe dentro de seu kairós, seu tempo; movimento que aponta para conserto dos agentes E engajamento na ação, ou seja, reerguimento da Igreja e/para o cumprimento da Grande Comissão. Assim, a Reforma é um prenúncio da volta do Rei, e um movimento fundamental de seu glorioso retorno.
Tal selo integrará todas as publicações e demais projetos editoriais que elaborarmos ao longo do ano de 2017. Mas não trata-se de selo distintivo ou exclusivo: Se lhe parecer oportuno, você está livre para utilizá-lo como quiser, bastando referir esta explicação, sobre a simbologia do selo, em algum lugar de seu projeto, site etc.

Sammis Reachers



sábado, 17 de dezembro de 2016

Vem aí o VOCARE 2017 em Londrina/PR - Participe!


Vocare é m movimento, sob a liderança da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras), que reúne organizações, agências missionárias e ministérios que levam a sério a juventude e também a experiência espiritual do chamado de Deus que afeta a vida toda em todas as dimensões.
Para maiores informações e inscrições, acesse: http://vocare.org.br/site/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Alcançando o Mundo em Família


Durante suas viagens, Paulo plantou igrejas, fez discípulos e abençoou diversas famílias. Uma dessas famílias ficou registrada nas Escrituras como uma família de Fazedores de Tendas. Eles viveram o Evangelho de tal forma que até hoje são um modelo perfeitamente reproduzível de família cristã.
Atos 18.2-3 traz a história do encontro de Paulo com essa família:
“[Paulo] encontrou certo judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas”.
Nesses versículos, o autor conta que eles eram judeus exilados provavelmente por terem se convertido ao cristianismo, já que há indícios históricos de que a expulsão ocorrida naqueles dias teve como principal causa os judeus cristianizados que estavam causando tumulto em Roma.
Uma característica relevante dessa família era a sua hospitalidade. Eles não apenas passaram a trabalhar com Paulo, mas o receberam na própria casa. Essa estratégia permite que laços profundos sejam criados. Ao morar e trabalhar com eles, tanto Paulo quanto seus anfitriões tiveram tempo para conversar, compartilhar e mutuamente crescer no conhecimento da Palavra. Esse foi o período no qual Áquila e Priscila adquiriram um conhecimento ainda mais sólido e profundo a respeito do Evangelho.
Em Atos 18.24-26, o casal não morava em Corinto, mas em Éfeso. Lá eles conheceram Apolo, um engajado pregador da Palavra. Curiosamente Apolo não conhecia a Cristo. Ele tinha ouvido a mensagem de João Batista e saiu a pregá-la. Porém, nesse meio tempo, Jesus se revelou e viveu todo o seu ministério sem que Apolo o soubesse. O casal de missionários, tendo percebido isso, novamente foi hospitaleiro e levou-o consigo para expor-lhe mais precisamente o Evangelho.
Ao escrever aos romanos, Paulo se referiu a essa família e mostrou com clareza o modelo de atuação deles. Nas saudações finais da carta, Paulo faz referência ao casal e à igreja que se reunia em sua casa. É interessante ver que, mesmo após ser expulso de Roma, o casal de missionários volta para lá e estabelece uma igreja em sua casa. Juntos começaram um novo grupo em que os cidadãos podiam ter acesso à mensagem da Cruz.
Esse modelo que leva em conta a hospitalidade, a pregação do Evangelho e a iniciativa de começar uma igreja na própria casa atualmente é a forma de atuação de inúmeras famílias de missionários. Esse é um modelo de família cristã em que Cristo é exposto de forma natural e intencional e deve ser seguido por cada crente, por cada família cristã que tem o desejo de alcançar o mundo com o Evangelho.
Por Gustavo Borges – missionário do PEM

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Devocional: A Fidelidade do Pai


"As misericórdias 
do Senhor são 
a causa de não 
sermos consumidos... 
Grande é a tua fidelidade." — Lamentações 3:22-23
Hudson Taylor, o humilde servo de Deus na China, demonstrou confiança extraordinária na fidelidade de Deus. Em seu diário ele escreveu: “Nosso Pai Celestial é alguém muito experiente. Ele sabe muito bem que Seus filhos acordam com muita fome todas as manhãs…. Ele sustentou três milhões de israelitas no deserto por 40 anos. Nós não esperamos que Ele envie três milhões de missionários para a China; mas se os enviasse, teria todos os meios para sustentá-los. Confie nisso, o trabalho de Deus, feito à Sua maneira nunca deixará de ser suprido por Ele.” 

Podemos estar fracos e desanimados, mas o nosso Pai Celestial é todo-poderoso. Nossos sentimentos podem ser abalados, mas Ele é imutável. Até mesmo a própria criação é um registro da Sua fidelidade. E por isso podemos cantar essas palavras de um hino escrito por Thomas Chisholm:

Flores e frutos, montanhas e mares 

Sol, lua, estrelas no céu a brilhar 

Tudo criaste, na terra e nos ares

Todo o universo vem, pois, te louvar.

Que encorajador é viver para Ele! Nossa força para o presente e esperança para o futuro não se fundamentam na estabilidade da nossa própria perseverança, mas na fidelidade de Deus. Não importa qual a nossa necessidade, podemos contar com a fidelidade de Deus. —PVG


Aquele que se entrega totalmente a Deus 
jamais será abandonado por Ele.

domingo, 27 de novembro de 2016

XI Encontro Missionário Estudantil e Profissional – Carnaval 2017


Tema de 2017: O Mundo ao meu Lado
Tema Bíblico: A Cosmovisão Cristã
EMEP – Encontro Missionário Estudantil e Profissional, acontece a cada dois anos, sempre no Carnaval, alternando com o Alargando as Tendas (encontro para profissionais). São palestras, oficinas, mensagens inspirativas, testemunhos e momentos de intercessão, todos visando despertar visão e compromisso missionários, tanto no estudante ainda em formação, quanto no profissional já atuante. O Encontro é aberto a estudantes universitários e profissionais em geral.
Objetivo
Incentivar o estudante e o profissional a comprometer-se com missões em nível mono e transcultural, em tempo integral, no contexto estudantil, na vida profissional e como bi-ocupacional.

Data: 25 a 28 de fevereiro de 2017
Início: sábado 25 de fevereiro às 10h15
Término: terça-feira 28 de fevereiro com almoço

Local do encontro: O Encontro será realizado nas dependências da Escola de Missões – CEM.
Para maiores informações, acesse: http://www.cem.org.br/site/cursos/curta-duracao/emep/

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

NÃO VÁ! SEJA ENVIADO - Ronaldo Lidório


Percebo que cresce o número de missionários que desejam caminhar de forma independente, sem serem enviados por uma igreja local e sem prestar contas a alguma liderança. Há também igrejas que não creem no envio missionário ou não desejam participar deste processo.
Parece-me que a Bíblia dá clara importância ao processo do envio missionário, coordenado por Deus e envolvendo tanto a igreja quanto os vocacionados. Em Atos 13, nos versos 1 a 4, lemos que a igreja em Antioquia estava orando e jejuando quando ouviu a voz do Espírito Santo e impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé para que chegassem aos gentios, segundo a vontade de Deus. Vejamos como o processo aconteceu.
O verso 1 fala sobre aqueles que eram reconhecidamente líderes na igreja em Antioquia. O verso 2 destaca que Paulo e Barnabé "serviam ao Senhor", demonstrando que possuíam vida com Deus e testemunho entre os irmãos. Logo depois declara que o próprio Espírito Santo falou com a igreja para que os separasse "para a obra a que os tenho chamado", que era a evangelização dos gentios. Não sabemos como a igreja ouviu a voz do Espírito, mas a Palavra esclarece a sua postura de busca, oração e submissão ao ouvi-la. O verso 3 afirma que a igreja (possivelmente os líderes) impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé e os despediu. Despedir, do grego 'apoluo', significa "não reter", ou seja, soltar as amarras ou abrir a porta para que alguém saia. O verso 4 narra que eles, enviados pelo Espírito Santo, logo seguiram para Chipre cumprindo a missão.
A declaração de que foram "enviados pelo Espírito Santo" não exclui a igreja ou os missionários deste processo, ao contrário, os inclui. Enviar, do grego 'ekpempo', significa "fazer sair". A figura nos versos 3 e 4 é da igreja abrindo a porta e do Espirito Santo fazendo Paulo e Barnabé sairem. Assim, a narrativa do texto demonstra que todo o processo de enviar e ser enviado se deu na igreja de Deus (v 1), foi elaborado pela iniciativa de Deus (v 2), conduzida na relação com Deus (v 3) e finalizada por Deus (v 4). O papel da igreja ao enviar e do missionário a ser enviado, portanto, é fazer a vontade de Deus.
A imposição de mãos possuía um significado específico entre romanos e gregos no primeiro século. Compreendê-lo também nos ajuda a perceber a responsabilidade de enviar e o privilégio de ser enviado.
Sinal de autoridade. Esse “impor de mãos” em Atos 13 remonta ao grego clássico quando um pai impunha suas mãos sobre o filho que lhe sucederia na liderança da família, uma transferência de autoridade. Para Paulo e Barnabé indicava que eles possuíam a autoridade eclesiástica para fazer o que a igreja faria, mesmo onde ela não estivesse presente como congregação. É, portanto, ao mesmo tempo uma carga de autoridade e responsabilidade. Eles poderiam pregar a Palavra, orar pelos enfermos e confrontar os incrédulos com o evangelho, mas ao mesmo tempo precisariam também compartilhar da mesma fidelidade e dedicação que existia naquela comunidade dos santos em Antioquia. Prestariam contas à igreja.
Sinal de reconhecimento. A imposição de mãos também era usada em momentos oficiais, como na cidade de Alexandria, quando vinte oficiais foram escolhidos para guardar a entrada da cidade que sofria com frequentes ataques de nômades. Sobre eles foram impostas as mãos em sinal de reconhecimento de que eram dotados das qualidades para aquela função. Para Paulo e Barnabé, significava que a liderança da igreja reconhecia não apenas o chamado (que era claro), mas também a maturidade e dons para cumprirem a missão.
Sinal de cumplicidade. Encontramos também no contexto imperial o “impor de mãos” no sentido de cumplicidade, quando generais eram enviados a terras distantes para coordenar uma província. As autoridades enviadoras impunham as mãos demonstrando que os enviados não seriam esquecidos. Permaneciam como parte do corpo mesmo não estando entre eles. Para Paulo e Barnabé, era o equivalente a dizer que, por mais distante que fossem, permaneceriam ligados à igreja de Antioquia. E que essa igreja continuaria responsável por eles, amando-os, orando por suas vidas e sustentando-os em suas necessidades.
Havia, portanto, um forte vínculo de relacionamento entre a igreja enviadora e os missionários enviados. Este vínculo, porém, não se fundamentava prioritariamente no compromisso humano ou em um projeto de trabalho, mas na profunda convicção de que enviadores e enviados estavam fazendo a vontade de Deus, o qual inicia, autoriza e coordena toda a ação. Ao fim do dia, sejamos a igreja que envia ou os missionários que vão, é isto que nos fundamenta: a profunda convicção de que estamos fazendo a vontade do Pai.
Impor as mãos como sinal de autoridade e reconhecimento não é tão desafiador para a igreja como em sinal de cumplicidade, pois ser cúmplice implica em algo contínuo que demanda dedicação, amor e prolongado cuidado.
Ter as mãos impostas como sinal de reconhecimento e cumplicidade não é tão desafiador para o missionário como em sinal de autoridade, pois aponta para a necessidade do missionário respeitar, submeter-se e prestar contas à igreja.
É certo que todo salvo em Cristo é chamado por Deus (1 Pedro 2:9). Chamado para a oração, adoração, comunhão, testemunho, Palavra e proclamação do evangelho. E em meio a todos os salvos Ele também chama alguns para ministérios específicos (Efésios 4:11), a fim que a igreja seja edificada e que o evangelho seja propagado.
Ao vocacionado ao ministério, eu aconselho: não vá, seja enviado. Envolva-se com sua igreja local a fim de que o seu chamado e dons sejam reconhecidos, a voz do Espírito seja ouvida e você seja enviado pela igreja e como parte da igreja.
Aos pastores e líderes, dois conselhos: (1) Não retenham aqueles que Deus tem chamado. Envie-os em nome de Jesus para que o evangelho de Jesus seja proclamado e o Seu nome glorificado. (2) Não enviem para longe aqueles que não são uma bênção perto. Quem não possui um bom testemunho perto não o terá longe. Observem o testemunho de vida, a convicção do chamado e o preparo para o ministério antes de envia-los.
Entendo que alguns vocacionados ao ministério sofrem pela falta de consciência missionária da própria igreja local ou de sua liderança perante o seu chamado. Muitos aguardam um encorajamento e apoio que nunca chegam, o que lhes traz frustração e desencorajamento. Neste cenário o primeiro passo é orar. Ore por sua igreja e por seus líderes, para que sejam conduzidos por Deus a entender a forma e o tempo certo para o seu envio. Deus ouve as orações. Em segundo lugar invista. Invista na vida de seus pastores e líderes para o estudo da Palavra sobre a missão. Tenho visto muitos pastores com uma visão missionária despertada após terem lido um bom livro ou ouvido uma exposição bíblica sobre a missão. Em terceiro lugar testemunhe. Não aguarde ser enviado para servir a Cristo, envolva-se com sua igreja local e desafios missionários ao seu redor. Sobretudo, não desanime. Aquele que o chamou há também de envia-lo, para que o evangelho seja pregado e o nome de Deus seja glorificado entre todas as nações.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Devocional: Eis me aqui

"Depois disto, ouvi 
a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim." 
—Isaías 6:8
Um dos meus amigos mais queridos do seminário tinha um amor ardente pelo Salvador. O desejo do seu coração era se formar, casar-se com a sua noiva, retornar à sua cidade no interior e implantar uma igreja para levar seus amigos e família a Cristo.

Entretanto, o sonho acabou quando os noivos morreram em um trágico acidente, deixando seus amigos estudantes chocados com a perda. No culto memorial, o desafio foi lançado: “Ele se foi. Quem servirá em seu lugar?” Como prova do impacto daquele exemplo, mais de 200 alunos se levantaram para assumir a responsabilidade do 
servo do Senhor que partira.

A resposta daqueles alunos ecoa o compromisso de Isaías. Em um tempo de medo e insegurança, o profeta foi convocado à sala do trono de Deus, onde ele o ouviu dizer: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8). 

Deus ainda chama homens e mulheres para serem Seus embaixadores nos dias de hoje. Ele nos desafia a servi-lo — às vezes perto de casa, às vezes em terras distantes. A pergunta para nós é: como responderemos ao Seu chamado? Que Deus nos dê coragem para dizer: “eis-me aqui, envia-me a mim.” —WEC


A quem Deus chama, Ele capacita; 
a quem Ele capacita, Ele envia.

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