sexta-feira, 29 de maio de 2020

Portas Abertas lança documentário sobre a Igreja Perseguida


Série conta com 12 episódios em que cristãos perseguidos contam suas histórias e como enfrentam a perseguição
 A Portas Abertas vai lançar, nos próximos dias, o projeto Faces da Perseguição, que visa aproximar a igreja brasileira da realidade enfrentada por cristãos perseguidos. Ele consiste em uma série de documentários que apresenta a história de cristãos perseguidos de países como Coreia do Norte, Eritreia, Irã, Índia, Síria, Nigéria, República Centro-Africana, Quênia e Indonésia.
No total, serão 12 episódios com histórias de impacto sobre como cristãos convivem com o medo da possibilidade de terem a vida devastada a qualquer momento, mas mesmo assim, perseveraram na fé. A cada semana, será disponibilizado um novo episódio.
Neste vídeo abaixo você pode ver um pouco do que vai acontecer!

sábado, 23 de maio de 2020

Vídeo: Uma impactante aula sobre missões transculturais e responsabilidade missional, com Kelem Gaspar


Kelem Gaspar, missionária e professora de missões, com seu estilo ao mesmo tempo forte e franco, didático e tocante, nos dá uma verdadeira aula de missões transculturais e responsabilidade missional, neste vídeo. Confira!

terça-feira, 12 de maio de 2020

DEPENDÊNCIA DA IGREJA LOCAL EM RELAÇÃO AOS MISSIONÁRIOS DE FORA: UM PROBLEMA



Steve Saint

A dependência não é somente um estado de bem-estar. Ela se torna um estado mental traiçoeiro que pode adoecer geração após geração uma vez que ganha uma posição segura. Em igrejas novas e inexperientes, pode ser uma doença debilitadora e até fatal.
O objetivo de missões é plantar entre grupos nativos a igreja de Cristo com cara nativa. O propósito não é transplantar a cara da nossa igreja de Cristo para os povos indígenas e eles se acostumarem com ela. As verdadeiras igrejas nativas são enviadoras, autônomas e autossustentáveis. A igreja não é realmente nativa até que ela possa funcionar por si só ao realizar a comissão de Cristo, sem contribuição externa. Mas o objetivo de desenvolver igrejas independentes não é só para que sejam independentes. A razão para fazermos igrejas capazes de se autogovernar é que cada igreja tem uma missão a cumprir. As barreiras políticas nos diferentes países vão e vem. Quando as barreiras se levantam, os estrangeiros geralmente tem de sair do país. Se a igreja é dependente dos estrangeiros que estão saindo, ela não pode mais cumprir sua missão.
Outra razão pela qual todas as igrejas locais devem ser capazes de funcionar independentemente é que esta é a maneira mais eficiente de cumprir a Grande Comissão de Cristo para a Sua igreja. E esta é a forma que Cristo nos ensinou a construir Sua igreja. O objetivo de fazer igrejas independentes das missões que as plantam não é de se livrar dos missionários. É para que os crentes locais assumam as responsabilidades dos missionários fundadores e assim estes possam se mudar para outras localidades onde são mais desesperadamente esperados. Ainda há milhares de grupos de pessoas que não tem testemunhas para contar o que Cristo fez para salvá-los. Ao liberar um missionário para seguir adiante também os crentes locais são liberados para fazer o que Deus os comissionou a fazer. Além disso, o quanto antes uma igreja nativa funcionar bem sozinha, mais cedo ela será capaz de enviar seus próprios missionários para ajudar a alcançar grupos semelhantes.
A dependência tem duas características muito perigosas. A primeira: pode espalhar-se com boas intenções e com malícia; é um veneno mortal se administrada por engano. A segunda: é muito mais difícil parar que começar; o melhor remédio para a dependência é a prevenção.
Dar aos crentes de uma nova igreja os meios para sustentar a igreja por conta própria e as ferramentas para governá-la é tão importante quanto ensiná-los a compartilhar sua fé. Tornar-se enviadora é natural para a maioria das novas congregações. Qualquer pessoa pode dizer a outra pessoa como sua vida foi mudada e é natural para um novo crente querer contar o que aconteceu com ele ou ela.
Aprender a ser autogovernável é mais difícil e aprender a ser financeiramente autossustentável é quase sempre o mais desafiador de tudo. Prestamos aos missionários um grande desserviço quando medimos sua eficácia primariamente pelo número de pessoas nas igrejas que eles plantam. A coisa mais espiritual que eles podem fazer por uma igreja enviadora que também pode se autogovernar é ajudar as pessoas a encontrar empregos, de forma que estes apoiem o ministério. Hoje há uma necessidade maior em muitas regiões por missionários com treinamentos em negócios/administração do que com diplomas de teologia avançada.
É bem mais fácil dar alguma coisa a alguém do que ensiná-lo a fazer essa mesma coisa, assim como é mais fácil dar um peixe do que ensiná-lo a pescar. Se você dá um peixe a uma pessoa, você a alimentou por um dia e provavelmente gerou o princípio da dependência. Se você a alimentar por muitos dias e então parar, ela vai ressentir-se por causa disso. No entanto, se ensinar essa pessoa a pescar, você a terá alimentado para o resto da vida e desenvolvido nela a habilidade de alimentar outros.

Trecho do livro A Grande Omissão (Horizontes América Latina).

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O que podemos oferecer ao próximo? Atitudes missionais


     
 Estamos cercados por pessoas que vivem no sofrimento, especialmente neste momento de pandemia do coronavírus. As incertezas, angústias e o medo da morte dominam os corações e as mentes das pessoas neste mundo. Neste sentido, para que alguém seja alcançado pelas bênçãos divinas e possa experimentar a paz e a alegria indivisível de pertencer ao reino de Deus é necessário a manifestação dos servos de Deus. Quem são os seus servos? São porventura os que servem a si mesmos ou os que servem a Deus?
   Então, servir a Deus, um ser invisível e indivisível por seus atributos, que opera no mundo físico e espiritual a sua vontade, pode ser feito por aqueles que estão em comunhão com Deus e que operam pela observação da Palavra de Deus. Nesta perspectiva, o que podemos oferecer ao próximo, seria apenas o pão físico, a despeito de ser legítimo e necessário para viver.  Todavia, quando abro a Bíblia e a leio enxergo que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus. Logo, procuro me alimentar dos favos de mel que ela produz, a fim poder oferecer um conselho ao “próximo”, ou seja, leia a Bíblia.
 Entretanto, para muitas pessoas, o fato de ler a Bíblia Sagrada não se subtende esclarecimento, pois, evoca-se a necessidade de alguém explicar e ensinar. Neste sentido, gostaria de convidá-lo a olhar para o cenário apontado no livro dos Atos dos Apóstolos no cap. 8, a partir do versículo 26 até o versículo 38, a fim de percebermos o seguinte episódio: o Eunuco - alto funcionário de Candace, rainha dos etíopes, que carregava dentro de si a seguinte inquietação: “Não entendo o que leio”. Salvo se alguém como Felipe, servo de Deus, desse alguma explicação, a fim de que o eunuco pudesse compreender o amor de Deus, a partir das Sagradas Escrituras. Por isso, quando Jesus afirmou: “Examinai as Escrituras porque vós julgais ter nelas a vida Eterna”. Obviamente que uma pessoa como o eunuco, de pouco conhecimento, não a entenderia. Mas um crente como Felipe, convertido ao Senhor, saberia dar uma explicação e sobretudo testemunhar sobre Cristo Jesus.
          Neste sentido, a passagem Bíblica citada, nos chama atenção para quatro atitudes missionais, a partir do entendimento que missional é uma igreja que compreende ser uma testemunha de Cristo em vida, obras e palavras, a fim de oferecer o melhor de Deus ao nosso próximo, ou seja, Jesus Cristo, o Salvador e Redentor de pecadores. A primeira atitude missional diz respeito à obediência; Felipe tomou a decisão de responder ao chamado do Espírito de Cristo (V.26). A partir disso, Felipe toma a iniciativa de se aproximar do eunuco e de abordá-lo com uma pergunta – “Compreendes o que vens lendo?”  O eunuco respondeu: “Como poderei entender se alguém não me explicar?” Então, esteja você meu irmão e minha irmã disponíveis para Deus, a fim de explicar e apresentar ao seu próximo, o Senhor Jesus.  
 A segunda atitude missional, aponta para a intencionalidade de Felipe, ou seja, o estado de consciência do seu chamado e de sua responsabilidade diante de Deus. Por isso, Felipe correu ao lado do eunuco, a fim de ajudá-lo a compreender o que estava lendo e sobretudo não desperdiçou a oportunidade de estar ao lado do eunuco para anunciar Jesus (v.30-31). Seja você meu irmão, esta pessoa para estar ao lado do seu próximo, com o propósito de ajudá-lo a compreender quem é Jesus, a partir do seu testemunho de vida em Cristo Jesus.  
 A terceira atitude diz respeito à disposição de Felipe, de cumprir a seguinte ordenança de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mat. 28.18). Pois, bem no caminho de Gaza, um lugar deserto e inóspito, onde muitos de nós não desejaríamos caminhar, pode ser o local onde se encontre um predestinado à salvação e um discípulo de Cristo. Como aquele eunuco, que era etíope. Este pediu a Felipe: “Explique a quem se refere o profeta”. Assim, Felipe anunciou-lhe Jesus, até ao ponto de chegar a um local, onde havia água para ser batizado. Pois, o coração do eunuco, rendeu-se ao governo de Cristo, por meio da exposição da Palavra Deus (v. 34-35). Ao ponto deste alto funcionário público da Etiópia (um equivalente nos dias de hoje, digamos, ao presidente do Banco Central da Etiópia) seguir o seu caminho com alegria indivisível, em virtude da salvação. Obviamente que a Bíblia Sagrada não relata sobre seus passos de fé na sua nação, mas possivelmente, a sua alegria e a consciência da sua fé em Cristo, o tenha levado a dar testemunho de Cristo junto à rainha Candace e talvez à sua equipe de trabalho na corte e dentre o séquito da rainha.
           Finalmente, a quarta atitude diz respeito à disposição de Felipe, de ir além, ou seja, avançar na evangelização de outras cidades até chegar em Cesareia (v.40).  Por isso, amados irmãos, somos chamados para ir além dos nossos muros geográficos, atendendo a ordem de Jesus em Atos 1.8: “Sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém (ou Ceilândia) como em toda a Judéia e Samaria (ou outros estados) e até os confins da terra (ou nações).
Portanto, irmãos, oferecer o melhor de Deus ao nosso próximo exigirá de nós atitudes missionais enquanto Igreja missionária, a partir da decisão de obedecer e responder à convocação imperativa do Espírito de Cristo, ou seja, IDE! Para além disso, agir com intencionalidade, que é o nosso estado de consciência acerca da nossa vocação ministerial bíblica e pessoal de fazer discípulos. E, sobretudo, indo além das nossas fronteiras geográficas e culturais anunciando o Senhor Jesus, pois este é o dever de todo o cristão.
Rev. Sergio Rezende
Igreja Presbiteriana P Sul - Ceilândia - DF

sábado, 25 de abril de 2020

Ilustrações sobre a vida do missionário Robert Moffat


TUA TAREFA É PREGAR O EVANGELHO

Um velho membro da igreja aproxima-se de seu pastor certa manhã e lhe diz, triste mas com firmeza: “Há certamente alguma coisa que não vai bem na sua prédica ou na sua obra pastoral, pois que a igreja este ano não conseguiu mais do que um membro novo, e esse mesmo não passa de um garoto.”
O velho pastor pregou nesse dia com o coração magoado, e quando terminou a oração tinha lágrimas nos olhos. Desejava naquele momento que sua carreira estivesse terminada para que pudesse deitar-se para o derradeiro sono sob os ciprestes do velho cemitério. Deixou-se ficar na igreja querida, procurando solidão, quando se aproxima um jovem com o rosto transfigurado pela emoção.
-           Acha que, trabalhando bastante, eu poderia chegar a pregar o Evangelho? perguntou com hesitação.
-           A pregar o Evangelho?
-           Sim, poderia tornar-me missionário?
Um longo silêncio; as lágrimas banharam as faces do pastor e a ferida de seu coração estava cicatrizada.
-           Robert, diz ele, vejo aí a mão de Deus. Que o Senhor lhe abençoe, meu filho. Sim, penso que você pregaria o Evangelho.
Esse rapaz era o missionário Robert Moffat (1795 - 1883) que, mais tarde anexou à igreja uma nova província da África Meridional, traduziu a Bíblia para a língua Setswana e enriqueceu o mundo com suas descobertas geográficas. Moffat veio ainda a ser a inspiração, e posteriormente sogro de outro grande missionário: David Livingstone. E não passava, no entanto, de um garoto!
Respigando / D. P. Silva - Mil Ilustrações


A CORAGEM DE MOFFATT

Na biografia de Robert Moffatt (1795 - 1883), conta-se como um chefe do sul da África e doze de seus bravos seguidores esperavam com as suas lanças envenenadas, levantadas nas mãos. Estavam prontos a enfiá-las no peito do missionário. Este estava consertando o seu vagão com a esposa ao lado, quando chegaram os guerreiros. Deixando as ferramentas cair ao chão, e expondo o peito aos selvagens, Moffatt disse-lhes calmamente: "Não temos receio nenhum das suas ameaças. Viemos abençoá-los e pretendemos ficar aqui. Se quiserem, porém, ficar livres de nós, façam o que quiserem. Mas quando estivermos mortos virão outros para fazerem o nosso trabalho".
As lanças caíram, e o chefe disse aos seus homens: "Estes missionários não têm receio algum da morte, parecem ter dez vidas. Ou com certeza há uma vida além, na qual confiam".
O espírito de Robert Moffatt animou e anima a todo missionário de coração, pois muitos, seguindo o seu exemplo, têm arriscado e dado até suas vidas ao trabalho da Causa.
200 Ilustrações


O CÃO QUE COMEU AS ESCRITURAS NO CAMPO MISSIONÁRIO

Conta o célebre missionário Dr. Moffat que numa ocasião um chefe negro veio a seu encontro, lamentando dolorosamente.
-           Que se passa com você? - perguntou o missionário.
-           Ah! Ah! - gemia o negro.
-           Vamos, homem, diga-me o que acontece, e não te lamentes tanto.
-           Meu senhor, é que aqui vai acontecer outra coisa terrível - disse o negro.
-           Mas que pode acontecer? Como?
-           Meu cão para mais nada me vai servir.
-           Por que não? - disse alarmado o Dr. Moffat, sabendo que a posse mais valiosa do indígena era o seu próprio cão.
-           Porque foi ele quem comeu uma folha de minha Bíblia.
O Dr. Moffat ficou muito contente ao ver assim um sinal bem claro de que a Bíblia estava sendo apreciada. Mas suspeitava que este chefe tinha algo mais a dizer-lhe e não se enganou.
-           Isto não lhe fará mal, respondeu o missionário. Tem aparência de estar enfermo?
-           Mas já não me servirá para nada. Comeu as palavras da Bíblia e agora ficará tão manso que não se atirará mais sobre os ladrões.
O missionário compreendeu então que o negro não se preocupava tanto pela perda da folha da Bíblia como pela perda do cão.
O negro tinha observado os efeitos produzidos pela Bíblia na vida de seu povo. Muitos homens violentos, intrigantes e ladrões, tinham-se tornado humildes, pacíficos e bondosos. Estava contente, satisfeito de que seus súditos experimentaram semelhante mudança pelo poder do Evangelho. Mas não queria tal mudança para seu cão. Temia que por ele ter engolido uma folha da Bíblia, nele se fizessem sentir os mesmos efeitos.
-           Por teu cão ter engolido uma folha da Bíblia - disse o pastor - isto não lhe trará mal nem bem.
Meu desejo, amigo, é que você receba em seu coração as verdades do Evangelho, para que alimente sua alma e seja fortalecido. Isto é o que Jeremias expressa ao dizer: “Achando tuas palavras logo as comi; e, tua palavra foi para mim gozo e alegria do meu coração”.- Jr 15:16.
 J.R.C. / D. P. Silva - Mil Ilustrações


FÉ PARA OS CONVERSOS

A fé honra a Deus e Deus honra a fé. Por 10 anos Robert e Mary Moffat trabalharam fielmente em Bechuanaland (agora chamado Botswana) sem um raio de encorajamento para iluminar seu caminho. Eles não conseguiram reportar um único convertido.
Finalmente, os diretores do conselho da missão começaram a questionar a sabedoria de continuar o trabalho. A ideia de deixar o campo, no entanto, trouxe grande pesar a esse casal devoto, pois eles tinham certeza de que Deus estava em seus labores, e que eles veriam pessoas se voltando para Cristo no devido tempo. Eles ficaram; e por um ano ou dois, a escuridão reinou. Então, um dia, um amigo na Inglaterra mandou dizer aos Moffats que ele queria mandar um presente para eles e perguntou o que gostariam de receber. Confiando que com o tempo o Senhor abençoaria seu trabalho, a Sra. Moffat respondeu: “Envie-nos um conjunto de comunhão para a ministração da Santa Ceia; tenho certeza de que em breve será necessário”.
Deus honrou a fé daquela querida mulher. O Espírito Santo moveu-se sobre o coração dos aldeões e logo um pequeno grupo de seis convertidos se uniu para formar a primeira igreja cristã naquela terra. A encomenda da Inglaterra sofreu atraso pelo correio; mas no dia antes da primeira comemoração da ceia do Senhor em Bechuanaland, o conjunto chegou.
Heather Hanly - Coragem para Conquistar / Ministry 127



DO LIVRO GRATUITO ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: 777 ILUSTRAÇÕES SOBRE MORDOMIA CRISTÃ E AS OBRAS DE EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES.

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Um jogo virtual sobre a História das Missões - Aprenda e ensine se divertindo!



Queridos, utilizando a plataforma virtual Kahoot!, muito utilizada em iniciativas educacionais baseadas em gamificação ao redor do mundo, eu elaborei um pequeno jogo de quiz (questionários) reunindo questões sobre a história da expansão missionária da igreja cristã. São ao todo 50 questões. É uma forma lúdica e muito divertida de aprender e também ensinar.

A participação é gratuita, e não é necessário inserir informações pessoais para fazer LOGIN. Para quem utiliza COMPUTADOR, basta acessar o link de nosso jogo (confira ao final do texto), colocar um apelido ou nome qualquer e participar (clique em GO!). Para quem utiliza CELULARES, é possível também acessar diretamente pelo link, ou então baixar o aplicativo Kahoot!, que é gratuito, leve e está disponível na Playstore: https://play.google.com/store/apps/details?id=no.mobitroll.kahoot.android . Neste caso de quem utiliza o APLICATIVO, é necessário inserir um código (PIN) do jogo (confira ao fim do texto os códigos disponíveis).
Esta é uma iniciativa humilde e despretensiosa, mas inovadora, e que espero possa ser divertida e útil para jovens, adultos e até crianças, principalmente neste momento de quarentena. 
Para professores, é uma forma de conhecer um pouco das possibilidades educacionais da tal ‘gamificação’. Sim, você mesmo poderá criar seus questionários e aplicar para seus amigos e alunos utilizando esta plataforma.

OBS.: Para criadores de conteúdo, a plataforma oferece planos pagos e um plano gratuito. Eu utilizo o gratuito, o que limita o número de palavras que podem ser usadas na formulação dos questionários; por isso a brevidade dos textos. Também é limitado o número de participantes em cada sala ou “partida” – apenas 100. Por isso, criei três jogos (ou salas) idênticos; caso você não consiga acesso por um link, tente pelo próximo. O tempo de disponibilidade do jogo também é limitado (o nosso irá até o dia 07 de Maio, e depois disso geraremos novos links).
Compartilhe a dica com todos os irmãos ao seu alcance, pois a diversão é edificante e gratuita, e creio que será do agrado de muitos.

Sammis Reachers – Veredas Missionárias

LINKS DIRETOS PARA O JOGO:





CÓDIGOS PIN (Para quem deseja acessar desta forma):

Código 1: 07965665

Código 2: 07740015

Código 3: 09425496


domingo, 5 de abril de 2020

Portas Abertas lança campanha #UmComEles - Participe!



Seja ‘um’ com os cristãos perseguidos
Portas Abertas lança campanha #UmComEles para impactar na vida de sobreviventes e famílias das vítimas do ataque na última Páscoa, no Sri Lanka
A Páscoa é um período de tensão para cristãos que vivem em países perseguidos. Isso porque com a data vêm as possibilidades de ataques, tornando nossos irmãos e irmãs ainda mais vulneráveis.
Para incentivar o cristão brasileiro a se lembrar, se engajar e ser ‘um’ com os cristãos perseguidos, a Portas Abertas lançou a campanha #UmComEles .
“Queremos convidar a todos durante este mês da Páscoa a promover um grande impacto e ajudar aqueles que seguem a Jesus custe o que custar. Para isso lançamos ações de oração, de compartilhamento nas mídias sociais e de doação para projetos de ajuda emergencial da Portas Abertas no Sri Lanka”, afirma Marco Cruz, secretário-geral da organização.
O ataque ocorrido no domingo de Páscoa de 2019 no Sri Lanka foi considerado o maior e mais violento dos últimos tempos.
No total, 259 pessoas foram mortas e outras 500 ficaram feridas nos ataques a igrejas cristãs e hotéis no país. O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentando causado por 7 homens-bomba, três deles em igrejas. Apesar disso, a pressão e o trauma influenciaram de forma positiva a vida dos sobreviventes e familiares das vítimas. Eles perceberam que, mesmo em meio a tragédia, o Senhor continua fiel e no controle de todas as coisas. 

Você pode participar
A melhor forma de auxiliar cristãos que enfrentam ataques violentos é oferecendo ajuda durante o tempo que for preciso. Por isso sua doação faz diferença, com ela, você permite que um cristão afetado pelos ataques no Sri Lanka receba ajuda rápida durante 5 meses. O valor escolhido pode ter um impacto extraordinário na vida dos cristãos perseguidos afetados por ataques. 

A Cruz de Cristo
Além disso, a Portas Abertas lançou uma ação nas mídias sociais, para que todos se envolvam e compartilhem causa. “A Páscoa fala sobre a ressurreição de Jesus após sua morte na cruz. Por isso, convidamos você a desenhar uma cruz no pulso e publicar em suas redes sociais com a #UmComEles”, explica o secretário-geral.
Segundo ele, a cruz foi escolhida porque, além de ser uma marca da vitória de Cristo sobre a morte, ainda hoje, é um sinal que faz com que muitos cristãos perseguidos sejam feridos e mortos pela fé em Jesus. As imagens podem ser publicadas durante todo o mês de abril.
Para saber mais sobre a Campanha acesse o vídeo #UmComEles :



quinta-feira, 26 de março de 2020

Missiologia do Distanciamento Social: Inovação do Ministério em Meio a Eventos de Biossegurança



Warrick Farah

A extensão em que eventos de biossegurança como esta atual pandemia do COVID-19 afetam o mundo, incluindo a missão, ainda precisam ser determinados. Mas grandes mudanças no ministério estão (provavelmente) chegando e as coisas podem nunca mais ser as mesmas. Pode deixar um impacto duradouro em vários contextos para as próximas gerações.
Precisamos pensar em como o "distanciamento social" afetará as comunidades e os povos - se esse coronavírus continuar sem parar por 18 meses, também poderá haver uma crise psicológica em todo o mundo. É provável que sejam expandidos os números em relação a problemas como suicídio, depressão, pornografia, abuso de substâncias, etc.
Se as curvas de infecção não se achatarem, e os sistemas de assistência médica se estenderem além da capacidade, a Igreja poderá intensificar seu esforço em servir (de fato muitos já o estão fazendo), mas isso exigirá sacrifício pessoal. Alguns podem até morrer.
Um estudo de caso relevante é um movimento da África Ocidental que foi apresentado em Movimentos Milagrosos . Quando a epidemia de Ebola começou em 2014, eles estavam plantando 2.000 igrejas por ano. Diminuíram para 200 por ano durante a crise de 18 meses.
Mas o movimento atendeu às necessidades que o governo não conseguiu - os plantadores de igrejas se ofereceram voluntariamente para servir em áreas remotas. A estação de rádio que estava sendo usada para evangelizar e pregar começou uma campanha de conscientização para combater os rumores de que o Ebola era apenas uma conspiração da CIA. Vários voluntários morreram depois de viajar para as aldeias para ensinar aqueles que não tinham consciência de como seus costumes funerários estavam espalhando o vírus.
Esses voluntários construíram uma relação de tanta boa vontade com as comunidades que muitas igrejas foram plantadas após o término da epidemia em 2016, e o movimento continuou. Poderíamos tirar exemplos semelhantes do crescimento da igreja primitiva durante as pragas no Império Romano.
Uma resposta tão amorosa exige uma teologia robusta do sofrimento. Precisamos aprender a orar. Os marginalizados e os invisíveis em nossas comunidades serão os mais vulneráveis.
Durante o distanciamento social, precisamos examinar como o uso de várias tecnologias da Internet afetará a "difusão de inovações" nas comunidades, especialmente no que diz respeito ao evangelho. O que acontecerá com igrejas grandes, atraentes e dirigidas por programas? A eclesiologia se tornará desinstitucionalizada e isso poderia permitir movimentos de discipulado? 
Ou as estruturas oikos (sócio-familiares) se tornarão menos comunais e isso poderia restringir os movimentos de discipulado? O individualismo aumentará?
Quando as doações de caridade secam com o colapso das economias, o que acontecerá com o nosso atual modelo de apoio aos missionários? E as igrejas e seminários no chamado terceiro mundo que dependem de igrejas ricas no Ocidente?
Haverá mais resistência à mobilização de ministros para servir em lugares que não têm uma igreja indígena, geralmente países com sistemas de saúde fracos? A xenofobia, o racismo e até o tribalismo teológico aumentarão? Mas isso poderia aumentar simultaneamente o número de pessoas que se preocupam com a construção da paz e o ecumenismo?
Eu me pergunto se deveria haver espaço para eventos de biossegurança embutidos em muitas áreas da missiologia, seja pesquisa, culto e música, pregação, construção da paz, ensino, estratégia, treinamento, desenvolvimento de liderança, educação teológica etc.
Estamos apenas começando a pensar sobre o que ciclos prolongados e esporádicos de distanciamento social significarão para a missão. Mas temos esperança e há muitas oportunidades pela frente. Para seguidores fiéis de Cristo em tempos incertos, é necessária inovação apostólica.

Traduzido por Veredas Missionárias a partir do blog
 http://muslimministry.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de março de 2020

As Ferramentas de um Evangelista



Todo crente é dotado de virtudes, pois o próprio Espírito do Senhor é quem o equipa com Seus benditos dons.
Entretanto, precisamos reconhecer que, na evangelização, necessitamos das "ferramentas" divinas e das "ferramentas" humanas.
 As "ferramentas" divinas, são a própria capacitação do Espírito Santo para o exercício de nossa tarefa evangelizante.
Jesus, antes de Sua ascensão ao céu, lançou aos Seus discípulos esta gloriosa promessa: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra"- (Atos 1.8).
Já as "ferramentas" humanas são inerentes ao nosso ser, e indispensáveis para o dinâmico uso dos dons que o Senhor nos concedeu. Pelo menos, três delas, nos são imprescindíveis:

1. CONSCIENTIZAÇÃO - Você precisa nutrir em sua alma, este mesmo sentimento de responsabilidade do apóstolo Paulo: "Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes"- (Romanos 1.14).
O apóstolo era cônscio de que ele, assim como todos os demais cristãos, também fazia parte da geração eleita, do sacerdócio real, da nação santa, do povo adquirido, "para anunciar as grandezas" dAquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

2. ORAÇÃO - É impossível obter-se qualquer êxito na "força" da carne. Como a batalha é literalmente espiritual, você precisa manter "uma vida de oração!" - Efésios 6.11,12: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra si, príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais".
Para realizar com sucesso sua tarefa, você deve sempre orar antes, durante, e depois de lançar a semente (a Palavra de Deus) - independente do tipo de terreno a ser semeado (do coração a ser evangelizado).
Toda semeadura precisa ser "regada" com ardentes e constantes orações; assentando-se perfeitamente à esta realidade a recomendação apostólica: "Orai sem cessar" - (I Tessalonicenses 5.17).

3. CONSAGRAÇÃO - Afinal, o que é mesmo consagração? Jamais confunda consagração com "alguma" virtude manifestada esporadicamente: ela, é muito mais do que isto; consagração, é "um modo de vida" - pois "se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" - (2 Coríntios 5.17).
Notemos o testemunho paulino: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim" - (Gálatas 2.20). Observe, ainda, o que nos diz o apóstolo: "O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade" - (II Timóteo 2:19b).
Entretanto, a sua consagração, está literalmente condicionada a estas duas realidades: Rendição e Dependência!
Ela depende, pois, de sua total rendição a Jesus - tal como o apóstolo Paulo o fez: "Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte" - (Filipenses 1 .20b).
E, também, ela condiciona-se à sua inteira dependência de Cristo -segundo o que Ele mesmo proferiu: "Sem mim, nada podeis fazer" - (João 15.5b).

Trecho do livrete Assim Você Salvará Almas – Guia prático para evangelismo pessoal, da Cruzada Mundial de Literatura

terça-feira, 10 de março de 2020

Ludwig Ingwer Nommensen, missionário aos Batak de Sumatra


Ludwig Ingwer Nommensen (6 de fevereiro de 1834 - 23 de maio de 1918) foi um missionário luterano alemão de Sumatra que também traduziu o Novo Testamento para o idioma nativo de Batak . Stephen Neill, historiador de missões, considerou Nommensen um dos maiores missionários de todos os tempos. Ele é comemorado como missionário em 7 de novembro no Calendário dos Santos da Igreja Luterana com John Christian Frederick Heyer e Bartholomäus Ziegenbalg .
Nommensen nasceu na península de Nordstrand em 1834, quando a área fazia parte da DinamarcaEm 1846, uma carroça rolou sobre suas pernas, esmagando-as. O prognóstico inicial era que ele provavelmente não andaria novamente. Depois de orar por recuperação, três anos depois, ele conseguiu recuperar-se.
O interesse no trabalho missionário cristão levou à inscrição de Nommensen no seminário da Sociedade Missionária da Renânia em Wuppertal-Barmen em 1857. Ele foi enviado como missionário para Sumatra em 1862. Ele concentrou sua atenção no povo Batak do interior de Sumatra. Sua primeira missão foi no vale do SilindungEle experimentou dificuldades iniciais, mas depois conseguiu converter vários chefes locais e seus seguidores ao cristianismo. Em 1865, ele relatou que 2000 Batak haviam se convertido à fé cristã. A princípio, a maioria dos conversos teve que deixar suas aldeias e veio morar com Nommensen em sua dama Huta (Aldeia da Paz). Em 1878, ele completou a primeira tradução do Novo Testamento para a língua Batak.
No mesmo ano, ele, seus companheiros missionários e os cristãos Batak foram ameaçados pelo rei sacerdote Singamangaraja XII, que ganhou apoio de Aceh, envolvido em uma guerra contra os ocupantes holandeses. Na expedição militar subsequente contra Singamangaraja XII, que ficou conhecida como a Primeira Guerra de Toba, Nommensen desempenhou um papel proeminente ao servir o exército colonial como intérprete e consultor cultural. O próprio Nommensen expôs seu envolvimento na guerra em um relatório publicado em BRMG 12, 1878: 361–81, no qual explicou que seu envolvimento visava salvar vidas e evitar ações punitivas brutais holandesas contra aldeias locais. Após a guerra, Nommensen foi visto pelo povo Batak como aquele que poderia protegê-los contra a influência holandesa.
Em 1890, ele se mudou para o norte, para a vila de Sigumpar, perto de Laguboti . A área teve maiores influências islâmicas, mas Nommensen continuou com sucesso na construção de uma igreja indígena de Batak. Ele já havia instituído uma ordem e hierarquia da igreja, supervisionada por um éforo Batak Na época de sua morte, a igreja contava com 180.000 membros, com 34 pastores Batak e 788 professores-pregadores. Hoje, a maioria dos cristãos de Toba Batak pertence à igreja Huria Kristen Batak Protestan (HKBP), uma das maiores denominações de igrejas da Ásia.
Ele recebeu um doutorado honorário de teologia pela Universidade de Bonn e em 1911 foi nomeado oficial da Ordem Holandesa de Orange-Nassau . A Universidade Cristã Batak em Medan e Pematang Siantar foi nomeada Universidade Nommensen em 1954.
O bispo Stephen Neill, em sua História das Missões Cristãs, descreve Nommensen como “um dos missionários mais poderosos dos quais já registramos em qualquer lugar” (página 348). Outra fonte escreve: “Nommensen pode ter sido um dos missionários mais bem-sucedidos de todos os tempos a pregar o evangelho” (Embaixadores para Cristo, ed. por J. Woodbridge, página 146).
Wikipédia

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A questão do sustento missionário: Um guia de ações



Trecho do (pequeno e excelente) livro Manual do Viajante – Um Guia Para Viagens de Curto Prazo (Editora Horizontes América Latina)

Aqueles que estão se preparando para uma missão de curto prazo vão encontrar vários obstáculos pelo caminho. Alguns, entretanto, não são tão desafiadores (e potencialmente desencorajantes) como o levantamento de sustento. De fato, para muitas missões de curto prazo, o levantamento de sustento coloca-se como a razão mais significativa para ficar em casa. Essa apreensão está normalmente baseada numa ansiedade sem qualquer fundamento ou simplesmente numa falta de compreensão do processo. Levantar o sustento necessário pode ser uma experiência bastante excitante. O levantamento de sustento baseado na Bíblia pode servir como uma introdução divina na aventura de fé que envolve uma missão de curto prazo.

1. Base Bíblica. Os mais experientes para levantar recursos para uma missão de curto prazo começam por depositar seus fundamentos na Bíblia. Sem serem exaustivas, estas passagens são facilmente reduzidas a um princípio básico que é a chave para qualquer esforço de levantamento de fundos monetários. Por toda a Bíblia, Deus ordenou que aqueles que tivessem um ministério de tempo integral, fossem sustentados pelo povo de Deus. Isto está demonstrado nas orientações dadas aos sacerdotes e levitas (Números 1 8), nas instruções de Jesus aos discípulos (Mt. 10:9,10) e pelas suas palavras quando diz que "digno é o obreiro de seu salário" (Lc. 10:7). Paulo também escreve, "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho" (I Co. 9:14). Uma exposição mais profunda pode ser encontrada com clareza nos seguintes textos: I Crônicas 29:14-17; Neemias 1-2; Êxodo 35:4-9.

2. Porque é que as pessoas dão? Muitos estudos têm considerado esta questão com resultados positivos. Para alguns pode parecer que responder a uma pergunta destas com o propósito de levantar recursos é um passo em direção à manipulação. O fato é que ao examinarmos esta questão, aqueles que estão no ministério são capazes de conhecer as verdadeiras necessidades e desejos dos seus mantenedores. As quatro razões básicas das pessoas contribuírem estão fundadas em verdades bíblicas.

a. As pessoas contribuem porque estão informadas. Aqueles que estão prestes a viajar numa missão de curto prazo deverão informar, de qualquer forma, o seguinte para os seus mantenedores:

1. Quem é você?
2. Para onde você vai?
3. Porque é que você está indo?
4. Com quem você está indo? (organização)
5. O que você está esperando dar a outros através dessa missão?
6. O que você espera receber dessa experiência?
7. Qual a duração da missão?
8. Quanto vai custar?
9. Quanto dinheiro é ainda necessário?
10. Como é que o dinheiro vai ser usado?
11. Como é que outros podem se envolver?

b. As pessoas contribuem porque creem que as suas ofertas vão mudar vidas. Além disso, eles devem crer que:

1. A sua vida vai ser mudada.
2. Os não-salvos vão ser alcançados com o Evangelho.
3. A Igreja vai ser fortalecida, edificada e encorajada.
4. A vontade e a obra de Deus vai ser realizada.

c. As pessoas contribuem porque são valorizadas e sentem-se participantes da missão. Os mantenedores têm que sentir-se parte da viagem missionária tal como a pessoa que vai viajar. Eles têm que sentir uma gratidão especial por parte da pessoa a quem estão sustentando. Por isso, sugerem-se algumas ideias a seguir.

1. Tenha um interesse genuíno por eles (além do envolvimento deles).
2. Comunique-se com eles antes, durante e depois da viagem.
3. Comunique a sua dependência neles e a importância que eles têm. Lembre-se das datas de aniversário, cartões de Natal, telefonemas, etc.
4. Ore por eles e com eles.

d. As pessoas contribuem porque você está completamente rendido ao projeto. As pessoas não ajudarão ninguém que esteja com dúvidas em relação ao seu compromisso com um projeto. Se você não está convencido, porque é que eles estariam? Por outro lado, se você está convencido, mas não o expressa externamente, que diferença faz? Por isso, quando estiver comunicando sua missão, lembre-se:

1. Seja entusiasta, confiante e animado!
2. Compartilhe sobre o porquê de você crer no projeto.
3. Esteja preparado para comunicar claramente o propósito e valor do ministério.
4. Compartilhe como a viagem missionária se encaixa com os seus objetivos e alvos pessoais.

3. Cartas de Pedido de Sustento.
a. Orientações. O levantamento de sustento é a maior parte da preparo de uma viagem missionária. Inclui o aspecto financeiro e também o apoio espiritual através dos intercessores. Muitos recursos excelentes estão disponíveis para o guiar no processo. Estes recursos dão um entendimento bíblico de levantamento de sustento, na direção a tomar ao solicitar sustento, comunicar de forma eficaz a sua visão, relatório, construir unia base de intercessão, etc. Na lista abaixo estão alguns passos básicos para começar o processo de levantamento de sustento.

ORACÃO: Faça da oração uma prioridade. Invista tempo em oração buscando a direção de Deus para levantar sustento. Peça-lhe para que prepare os corações daqueles de quem você vai se aproximar para sustentarem o projeto. Peça ao Senhor para que levante intercessores por você e sua equipe. Embora o sustento financeiro seja necessário para chegar ao campo, o seu suporte em oração vai sustentá-lo enquanto você serve como missionário.

POSSÍVEIS MANTENEDORES: Faça uma lista de possíveis mantenedores (por exemplo, família, vizinhos, amigos, igrejas, amigos dos pais e colegas, clubes, fundos escolares, etc.). Inclua também indivíduos que não possam sustentar você. Algumas vezes essas pessoas podem sustentá-lo mais do que aquelas que você espera. Use essa lista como um guia. Você poderá não utilizar todos os nomes, mas tente fazer uma lista exaustiva.

VISITAS PESSOAIS: Ainda que as cartas pessoais de levantamento de sustento sejam essenciais, as visitas pessoais são a forma mais eficaz de levantar mantenedores. Se o tempo e a viagem o permitirem, as visitas pessoais devem preceder as cartas. Marque com antecedência um encontro. Prepare uma apresentação perfeita de sua oportunidade missionária. Esteja sempre disponível para ministrar às pessoas e procure saber as suas necessidades e pedidos de oração. Isto permite-lhes ver que você está realmente preocupado com eles e não simplesmente com aquilo que eles podem fazer por você. Leve com você todas as informações relacionadas a sua viagem missionária (folhetos, itinerário, cartões de oração, etc.).
Aproxime-se dos seus possíveis mantenedores com a atitude de que eles têm a oportunidade de fazer parte do seu grupo de mantenedores se assim eles desejarem. Você é responsável por apresentar a sua visão. Depois Deus vai providenciar as pessoas que vão sustentá-lo em oração e financeiramente.

CONTATO TELEFÔNICO: Faça contato telefônico com os possíveis mantenedores com os quais você se sente mais à vontade de se aproximar dessa forma. Informe-os da sua oportunidade de participar num projeto missionário de curto prazo e faça-os saber de que você vai estar mandando uma carta para que eles possam se envolver no projeto. Lembre-se sempre de estar disposto a orar pelas necessidades específicas deles.

CARTAS DE PEDIDO DE SUSTENTO: Uma ferramenta fundamental em direção ao sucesso no processo de levantamento de recursos é a carta de pedido de sustento. Ainda que não seja eficaz em si mesma, se tiver um seguimento apropriado, pode produzir grandes resultados! As estatísticas mostram que a carta de pedido de sustento, seguida por uma visita pessoal, produz uma resposta favorável de 60% das pessoas contatadas! Uma carta de pedido de sustento seguida por um contato telefônico tem um índice de eficácia de 40% Estudos revelam que, embora uma carta de pedido de sustento seja vital para o processo geral de levantamento de recursos, se não houver uma visita ou um telefonema em seguida, produz somente uma resposta de 2%.
Escrever uma carta de pedido de sustento com qualidade é um processo que exige entrega e deve ser esmerado. A carta deverá ser a primeira indicação aos seus mantenedores sobre a sua missão e a sua atitude em relação a ela. Por isso, a sua carta deverá refletir a qualidade e o compromisso da viagem missionária e da sua caminhada cristã.
Comece por fazer um rascunho da sua carta. Dependendo dos leitores, poderá ser uma carta sua ou da equipe. Faça algo pessoal, que trate das suas intenções para o ministério. Não tente incluir tudo. Escolha simplesmente alguns pontos principais e seja conciso. Isto significa, reescrever a carta várias vezes até você ficar satisfeito com o resultado.
Inclua informações sobre a sua agência/ organização missionária — pode ser incluído um folheto. Torne as coisas mais fáceis para o seu possível mantenedor — inclua um cartão de resposta e um envelope. Lembre-se de indicar a quantia exata de dinheiro necessário e providencie um lugar no cartão de resposta para indicar o montante específico da oferta. Coloque um espaço para indicar o apoio em oração. É bom incluir um cartão de oração com o seu nome, as datas da sua viagem, a organização, o lugar de destino e qualquer outra informação relevante. Se os recursos forem limitados, considere a possibilidade de imprimir cartões de visita (comerciais) numa gráfica local. Isso é barato e também eficaz.
Desenvolver uma carta com qualidade, embora seja preponderante para a apresentação da sua viagem missionária, não é um fim em si mesmo. Se for escrita apropriadamente, pode servir de base para todos os outros esforços que se seguem. Por exemplo, a carta de pedido de sustento pode servir como base para as suas apresentações de relatório.

A seção anterior "Porque é que as pessoas dão?" também deverá influenciar fortemente o conteúdo básico da carta. Ao combater estas questões enquanto escreve a sua carta, você também vai abrir mais a sua visão para a viagem.

INFORMATIVO/CARTÃO POSTAL: Se você vai ficar no campo por muito tempo, publique um boletim informativo que contenha necessidades, oportunidades, vitórias alcançadas, etc., para informar os mantenedores durante o tempo de preparo e ministério. Se você ficar fora do país por algumas semanas ou um mês, envie um cartão postal a cada mantenedor. Não esqueça de levar uma lista de endereços.

RECEPÇÃO: Seja o anfitrião de uma recepção para apresentar os alvos e objetivos da sua viagem de curto prazo. Use este tempo como um tempo de comunhão e de oração pelo projeto como um todo. Isto facilita no contato um a um com os seus amigos mais íntimos, membros da igreja, família, vizinhos e outros. A sua igreja ou a sua família poderão querer ser os anfitriões dessa recepção para levantar sustento para você. Tenha disponíveis cartões de resposta, cartões de oração, folhetos e outros materiais.

RELATÓRIO: Os mantenedores deverão receber uma carta com o relatório da viagem depois de duas a quatro semanas do seu retorno. Inclua um panorama geral de toda a viagem. Destaque alguns tópicos, mas seja conciso. Não se esqueça de incluir outro agradecimento aos seus mantenedores para que eles saibam o quanto as suas orações e finanças beneficiaram o projeto. Se for possível, traga algumas lembranças ao menos para os seus maiores mantenedores. Isto deverá ser tão simples quanto um autêntico marcador de páginas. Se o seu presente for de dimensões reduzidas, você poderá inclui-lo na sua carta de relatório como um toque adicional de apreço.
Não deixe que o seu relatório acabe aqui. Continue a cultivar relacionamento com aqueles que sustentaram ativamente você e sua equipe. Envie boletins informativos periodicamente para que as pessoas saibam aquilo que você está fazendo e corno é que o Senhor está trabalhando em sua vida. O Natal e um período ótimo para você enviar uma carta com últimas informações.

b. Pontos práticos para escrever uma carta de levantamento de sustento com qualidade.

1. A carta deve ser sempre bem organizada e de uma só página.
2. A carta deve ser escrita, se possível, em computador ou então numa máquina de escrever com uma fita de qualidade.
3. A carta deve ser impressa, ou copiada numa fotocopiadora de boa qualidade.
4. A carta deve ser impressa num papel com uma textura de boa qualidade. A cor do papel deve ser suave, neutra (branco, cor de camurça, amarelo claro, etc.). Não coloque cores fortes nem brilhantes que tornam a carta muito difícil de ser lida.
5. O envelope deve sempre coincidir com a cor e textura do papel. O seu endereço de resposta deverá estar no envelope.
6. O endereço e o nome completo do seu ministério deverá ser incluído na carta como um pós-escrito ou então no envelope de resposta.
7. Use se possível uma saudação pessoal (Querido Sr. e Sra. Souza) ou se for mais geral use uma saudação no singular (Querido amigo, nunca Queridos amigos).
8. A carta deve ser pessoal, informativa (sinta como se estivesse escrevendo para uma só pessoa). Deve expressar calor e apreciação (use palavras como compartilhar, convidar e por favor).
9. Não se esqueça de incluir respostas a questões básicas (veja "Porque é que as pessoas dão?").
10. Esteja sempre encorajando as pessoas para estarem sustentando você em oração.
11. Facilito as coisas aos seus mantenedores incluindo um cartão de resposta ou um envelope com o endereço de seu ministério.
12.Comece as frases com palavras ativas ou palavras de conexão (como preposições ou palavras no gerúndio).
13. A carta deve ter uma boa apresentação visual de maneira que seja convidativa à leitura. Não coloque desenhos ou ilustrações (peixinho, smile, etc.).
14. A primeira carta deve ser excepcional. Ela estabelecerá sua credibilidade para os contatos futuros. Tenha duas ou mais pessoas para lerem a carta e verificar gramática, ortografia e o conteúdo. Prepare-se para reescrevê-la várias vezes.
15.Invista algum dinheiro extra para a impressão e para a papelaria. Tudo vai se pagar no final. Uma carta mal impressa pode causar má impressão.

c. Fonte de recursos. As três principais fontes de recursos financeiros usadas para sustentar viagens missionárias de curto prazo são pessoais, fundos externos e projetos especiais de levantamento de recursos.

FUNDOS PESSOAIS: O uso de finanças pessoais (por exemplo, salários, economias) deve ser desencorajado ou limitado para um fundo de emergência, gastos pessoais em viagem e na compra de itens pessoais para a viagem. Os fundos pessoais devem ser usados para trazer pequenas lembranças para os mantenedores.

FUNDOS EXTERNOS: Dinheiro doado por amigos, família, igreja e outro fundo escolar, clubes e organizações (por exemplo, Rotary Internacional) providenciam um sustento mais amplo. Ao obter sustento financeiro a partir de fundos externos isso vai gerar fé no doador bem como no receptor. Os membros da equipe podem organizar pequenos jantares de confraternização (10 a 12 pessoas) para apresentar a visão da viagem missionária de curto prazo de forma mais pessoal.

PROJETOS: Alguns esforços especiais de levantamento de fundos como lavagem de carros, rodízio de pizzas, venda de churrascos e outros eventos animam o trabalho da equipe e também gera publicidade para a viagem. Estes são bons projetos para grupos de jovens organizarem.
Enquanto você está empenhado no levantamento de sustento pessoal, lembre-se sempre de que Deus é a fonte. Ele prepara e responsabiliza os indivíduos para contribuírem financeiramente e espiritualmente para sustentarem a obra de missões. Como o grande missionário Hudson Taylor disse, "A obra de Deus feita no tempo de Deus nunca terá falta do sustento de Deus".


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