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sábado, 30 de maio de 2009

Pesquisa da AMTB sobre os missionários transculturais brasileiros

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O Depto de Alianças Estratégicas da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) lança necessária pesquisa (levantamento de dados), que nos dará um quadro atualizado do número de missionários transculturais do Brasil.

Abaixo transcrevemos o texto de apresentação da campanha:


Amados irmãos,

É com alegria que iniciamos através do site o Departamento de Alianças Estratégicas da AMTB.
Nosso objetivo é unir cada vez mais o movimento missionário Brasileiro para que possamos como corpo avançar em direção a povos que ainda não foram alcançados com a graça do Nosso Maravilhoso Salvador.

As palavras de Jesus: "que eles sejam um para que o mundo creia", é o que nos move a buscar ferramentas que possam gerar parceria entre as mais diversas organizações e movimentos missionários no Brasil e assim podermos impactar o mundo.

Como parte deste projeto estamos juntamente com a Sepal refazendo a pesquisa entre as Organizações Missionárias no Brasil. Sua participação é imprecindivel, pois após a coleta do dados estaremos publicando como em anos anteriores a relação de organizações missionárias presentes no Brasil. Participe!

Paulo Feniman - Coordenador do Depto. de Alianças Estratégicas da AMTB

Para maiores informações visite: http://www.aliancasestrategicas.org.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nota de falecimento do missionário Ralph Winter

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Morre missionário que foi considerado pela Time como um dos evangélicos mais influentes de sua época.

Na penúltima quarta faleceu, aos 84 anos, o doutor Ralph Winter, considerado em 2004 pela revista Time como um dos 25 evangélicos mais influentes então existentes.

Winter morreu na sua casa em Pasadena após uma batalha de sete anos contra múltiplos mielomas e após lutas adicionais contra um linfoma desde fevereiro deste ano.

A maior parte das contribuições da longa carreira de Ralph Winter's como missionário e professor na área de missões são provenientes de sua convicção de que as organizações cristãs atuam melhor quando cooperam umas com as outras de forma estratégica.

Foi no ano de 1974, durante o Congresso de Lausanne, que Winter compartilhou o conceito de "grupos não alcançados" que influenciou de forma significante as ações das missões evangélicas desde então.

Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Três livros do pastor Silas Tostes liberados para download


O pastor Silas Tostes escreveu 3 livros (agora convertidos em e-books) sobre o tema do Islã, que estão sendo disponibilizados GRATUITAMENTE através do Instituto Antropos, de Ronaldo Lidório.

Islamismo e a Trindade, Islamismo e a Cruz de Cristo e Jihad e o Reino de Deus.

Três excelentes livros que não podem faltar em sua biblioteca missionária. Ferramentas essenciais para missionários, professores, estudiosos, apologistas e qualquer interessado em conhecer mais sobre o islã, sobre como defender a nossa fé dos ataques islâmicos e como evangelizar de uma melhor maneira os muçulmanos.

Para baixar os livros, visite a página do Instituto Antropos, CLICANDO AQUI.
Louvável iniciativa!

domingo, 24 de maio de 2009

51º Projeto Missionário da Juvep

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Participe do 51º Projeto Missionário da Juvep
São José da Lagoa Tapada - PB
03 a 27 de Julho

Para maiores informações Clique Aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

6° Congresso de Missões - Ceifeiros Missionários - CEMIS


6° Congresso de Missões - Ceifeiros Missionários - CEMIS
Assembléia de Deus de Ipaba - MG

Clique na imagem para ampliar

Maiores informações no site: http://www.adipaba.com.br/

Missionário batista que atuou na Índia ministra curso no Recife


"Missão da Igreja à Luz do Apocalipse" é o tema do curso que será ministrado em julho, de 20 a 24, pelo pastor Tomé A. Fernandes, que atuou como missionário na Índia e que hoje coordena, desde sua residência em Portugal, o programa missionário dos batistas brasileiros (Junta de Missões Mundiais da CBB) na Ásia.

O curso é uma realização da Coordenação de Pós-Graduação do Seminário de Educação Cristã da Convenção Batista (SEC-CBB) e será oferecido a todos os interessados, mediante uma taxa de inscrição e com direito a Certificado de Participação.

Mais informações:

Seminário de Educação Cristã - Recife/PE Fone: (81) 3423-3396

via Agência Soma

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Entrevista com Sâmia Oliveira de Castro Rosário - Evangelização de surdos


MÃOS QUE FALAM


Você sente um chamado de Deus para evangelizar pessoas surdas, mas não sabe por onde começar?
Tem desejo de implantar um ministério de libras em sua igreja, mas são poucas as pessoas que querem se empenhar nesta área?
Veja o testemunho da Sâmia, de Fortaleza, que desenvolve um trabalho de implantação de ministérios de surdos nas igrejas.

Sâmia Oliveira de Castro Rosário, Pedagoga atuante na área de educação, participou de todos os níveis do FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos), nasceu em um lar cristão e sempre esteve envolvida nas atividades de sua igreja (IBMC-Fortaleza). Começou a trabalhar nas áreas de ensino, recepção e louvor, mas o que Deus havia preparado para ela, estava bem distante do que podia imaginar. Trabalha na Convenção Batista Cearense, no departamento de missóes.

Evangelizabrasil - Como surgiu seu interesse por aprender libras?

Sâmia - Uma noite após um culto, em minha igreja de coração, em Manaus (IB Constantinópolis), um irmão convidou a todos para fazerem parte de um grupo de obreiros que trabalhavam com surdos. Muitos procuraram o irmão para participar, mas depois desisitiram. Restaram apenas 10 pessoas para fazer o curso, porém, somente eu e mais duas amigas persistimos nos estudos.

Evangelizabrasil - Quais as dificuldades que você enfrentou para implantar este ministério em sua igreja?

Sâmia - O início de nossas atividades não foi fácil, pois não tínhamos surdos em nossa igreja e muitos não tinham o convívio com a comunidade surda. Meses e meses buscando em sites, informações sobre a Língua de Sinais, igrejas que já tivéssem este ministério, visitas a locais onde eles se encontravam, afim deconhecermos surdos, porém parecia mais difícil do que imaginávamos. Mas algo começou a se tornar mais claro. Depois de estudarmos bastante, começamos o ministério de surdos em nossa igreja, mas não tínhamos surdos e sempre aprendemos que não deveríamos pescar no aquário do vizinho. Por isso, os surdos de outras igrejas nos visitavam, mas acabavam não permanecendo, pois já tinham suas igrejas.
Começamos então a fazer as interpretações nos primeiros bancos, sem nenhum surdo presente. Uma fazia a mensagem, outra os louvores enquanto as outras observavam tudo e anotavam os erros e as dúvidas para depois podermos conversar com nosso professor. Durante meses foi assim… às vezes irmãos na igreja nos perguntavam porque fazíamos aquilo tudo. A minha resposta era uma só: “Quero que todos saibam que em nossa igreja tem um grupo capaz, preparado para receber os surdos que nos visitarem”. E assim foi, durante quatro anos não tivemos surdos em nossa igreja. Tínhamos irmãos dispostos a trabalhar, mas além do grande desejo em ter surdos em nossa igreja, sabíamos também da necessidade de se ter um nome, uma marca para sermos reconhecidos pelos surdos. Depois de muitas sugestões e mudanças, escolhemos “Mãos que falam”.
Neste período o grupo cresceu e se fortaleceu e um dia depois de fazermos um evangelismo em um shopping, recebemos nosso primeiro surdo, o Valério. Tivemos então que nos adaptar e montar outros grupos de trabalho, porque ele precisaria de um intérprete na sala de jovens da EBD, ter sempre alguém com ele nas atividades da igreja. O Valério se preparou, se batizou, trouxe sua família para a igreja e com ele veio Diane, uma outra amiga surda, que trouxe sua família e por aí o grupo foi aumentando.

Evangelizabrasil - Que passos devo tomar para implantar um ministério de surdos em minha igreja?

Sâmia - Deve se tomar as seguintes ações:

1- Saber quem são as pessoas interessadas e convidá-las para uma reunião. Cadastrar estas pessoas para que você tenha os dados e os contatos delas.
2- Apresentar a proposta para a igreja e o pastor. Fale com ele sobre o desejo de montar este ministério na igreja e apresente a lista de interessados.
3- Fazer um curso de libras. Se o número de interessados for grande, quem sabe você possa conseguir alguém para dar aula de libras em sua igreja.
4- Preparar um material de divulgação.
5- Incluir libras nas atividades da igreja. Durante o louvor, cantatas, nas coreografias, programações especiais, etc… isto vai ajudar você apraticar libras e pode despertar o interesse de outros.
6- Procurar associações, escolas, igrejas que trabalhem com surdos perto de sua igreja.

Quem quiser saber mais informações sobre o curso de Implantação de Ministério de Surdos em igrejas, envie um e-mail para samia_oliveiracastro@hotmail.com ou samiamissoes_batistasnoceara@yahoo.com.br ou pelos telefones da CBC (85) 4008-2329 / 4008-2371.


Fonte: Missão AMME Evangelizar - http://www.evangelizabrasil.com

sábado, 16 de maio de 2009

CURSO PARA FAZEDORES DE TENDAS

Com o objetivo de equipar líderes profissionais para atuação em missões, paralelamente ao exercício de sua profissão, o Centro Evangélico de Missões, em parceria com a Associação de Fazedores de Tendas do Brasil - AFTB, oferece o Programa para Treinamento de Fazedores de Tendas.

Público Alvo:

Profissionais (com formação superior, média e também com outras capacidades práticas para servir no campo) e universitários. Candidatos para servir como missionários alternativos, testemunhando do amor de Cristo através do exercício de sua profissão de maneira ética e responsável e através dos relacionamentos pessoais que evidenciam o caráter cristão e o compromisso com o Reino de Deus.
O profissional ou estudante normalmente é muito ocupado. Por isso o Fazedor de Tendas poderá fazer um programa com algumas matérias presenciais - cursadas junto com as turmas da pós graduação - que facilitam a integração, a convivência, debates, a comunhão, etc., além de outras a distância.
A maioria das matérias será feita como Curso a Distância, com orientador para acompanhar o aluno. As matérias presenciais são oferecidas na Escola de Missões do CEM.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE: http://www.cem.org.br/academico/disciplina_fts.asp

quinta-feira, 14 de maio de 2009

III Clamor das Nações

III Clamor das Nações - realização Igreja Missionária Tabernáculo de Deus
Local Rua das Palmeiras- Itararé -vTª - ES - Prox ao colégio Caic

Programação - Treinamento de Missões - COm TV Missões de SP - Horário 09h - Local na Igreja Evangelica Batista em Itararé
Conferência com Missionários da faixa 10/40 voz e video - Kit de Misões ( camisa,CD,Apostila e Certificado) - Faça sua inscrição, será um grande treinamento contatos abaixo:

Inicio Evento: 15h - Grande Ação Social - JOCUM (Meio Ambiente e outros) AJUNAM ( Atendimento Judiciario para pequenas causas) Mundo Jovem Cidadão ( aferir Glicose, pressão, concientização e outros ) - APES - IEBV
Missão Portas Abertas ( Igreja Perseguida) .

Apresentação: Rozeani Ribeiro- RJ - G- Hoffman e Banda - Bruna Olly e outros
preletora: Pra Elis Rovenia

MAIORES INFORMAÇÕES: 9841 2592/3381 6719 ( SERV) - 3225 6006 ( RES)
Contato : Pra Elis Rovenia

http://www.tvmissoes.com.br/

domingo, 10 de maio de 2009

Baixe Apresentações Missionárias

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Disponibilizamos aqui para download algumas excelentes apresentações em PowerPoint, voltadas para Missões e temas correlatos. Vale a pena fazer o download e divulgar!

A Grande Comissão - Para Baixar Clique Aqui.

Dados sobre o a presença do Evangelho na região Nordeste (SEPAL) Para Baixar Clique Aqui.

Dados sobre o Evangelho na região Sudeste (SEPAL)Para Baixar Clique Aqui.
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Fontes: Escola de Missões Mundiais e SEPAL.

terça-feira, 5 de maio de 2009

ENTREVISTA: Dr. Paul Hiebert - Contextualização Missionária

Nota Veredas: a entrevista abaixo foi extraída da revista TodosNós, Nº 1, Maio- Julho de 2003. O honrado Dr. Hiebert veio a falecer em 2007.
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Ele também foi missionário. É professor de antropologia e autor de vários livros sobre antropologia missionária. Ele é considerado o principal antropólogo cristão da atualidade. Viaja ao redor do mundo dando palestras e cursos sobre missões em escolas missionárias e seminários. Ele é referencial para muitos líderes de missões em vários países.

Dr. Hiebert foi um dos principais preletores do 1º Congresso Nordestino de Missões, que aconteceu em outubro de 2002 na cidade de Caruaru/PE, onde gentilmente concedeu esta entrevista à Revista TODOSNÓS.

TODOSNÓS – Qual a importância da antropologia para a obra missionária?

PAUL HIEBERT – Eu creio que o missionário precisa pelo menos de duas coisas: uma é estudar as Escrituras, estudando teologia, teologia bíblica e teologia sistemática. A outra é estudar as pessoas e saber como se comunicar com as pessoas. A antropologia é importante para ajudar-nos a entender as pessoas. Muitos missionários não conhecem o povo, a cultura; a antropologia é essencial para que sejamos bons missionários. Mas a antropologia também pode nos ajudar a estudar as Escrituras porque ela nos ajuda a entender as pessoas envolvidas nas Escrituras.

TODOSNÓS – Quais os perigos e benefícios da contextualização das Sagradas Escrituras na pregação transcultural?

PAUL HIEBERT – O perigo da contextualização é quando colocamos a mensagem na língua local e na cultura do povo, porque a língua e a cultura do povo podem destruir, mudar a mensagem, ou afastá-la da verdade. Se não tivermos cuidado, o Evangelho pode ser convertido à cultura.
Mas há um perigo em não contextualizar; não teremos testemunha, nem mensagem, nem evangelismo. Em ambas as partes há perigo, mas o perigo de não contextualizar é maior do que o perigo de contextualizar.

Nós precisamos contextualizar criticamente, pensando e sabendo o que estamos fazendo, não só adotar tudo ou rejeitar tudo, mas fazer isso com critério.

TODOSNÓS – Quando fizermos alguma contextualização ou usarmos a antropologia para a pregação e ensino, não há algum perigo de deixarmos as Escrituras em segundo plano?

PAUL HIEBERT – Eu diria que o perigo é colocar a nossa teoria acima das Escrituras, a teoria social que usamos para estudar as pessoas, porque o Evangelho é para ganhar as pessoas. Então não podemos colocar as pessoas contra as escrituras; o Evangelho é para as pessoas. Mas também há o mesmo perigo na teologia sistemática e teologia bíblica, porque usamos métodos humanos para estudar as Escrituras. Então, existe o mesmo perigo em fazer teologia e fazer missiologia.

TODOSNÓS – O senhor pode citar algum exemplo na Bíblia onde Jesus usou a contextualização em seus ensinos?

PAUL HIEBERT – Todas as parábolas são contextualizações locais. Hoje nós devemos usar parábolas, não somente as parábolas bíblicas, mas situações reais do nosso dia-a-dia também.

TODOSNÓS – O senhor deve saber que a igreja brasileira foi influenciada na sua formação e ao longo do tempo pela cultura européia e americana, que implantou seus costumes como sendo “o certo”, é possível para a nossa igreja hoje resgatar sua identidade cultural e aplicá-la a uma teologia nos moldes brasileiros?

PAUL HIEBERT – Num certo sentido a igreja católica trouxe o catolicismo da península ibérica, Portugal e Espanha, e trouxe para cá um modelo de catolicismo ibérico. Os protestantes trouxeram mais da Europa do norte e dos Estados Unidos. Minha pergunta é: Qual é a identidade brasileira?Porque aqui há uma influência muito grande ibérica, depois, norte da Europa, Estados Unidos, também árabe, dos índios nativos e dos negros africanos... È uma grande mistura. Por isso eu vejo no Brasil um bom modelo de integração transcultural. Então todos esses detalhes devem ser estudados para se estabelecer qual é a “identidade brasileira”. Então vem a questão da nova contextualização cristã brasileira.
Os estudiosos precisam trabalhar exatamente nessa questão da identidade, de como juntar essas partes, porque isso pode se tornar um modelo na evangelização tribal, nos vilarejos, e inclusive urbana. Não existe só uma identidade brasileira; existem muitas influências de tudo quanto é lugar, misturado. Não podemos somente pegar uma identidade – aquela que achamos correta – e aplicarmos o Evangelho para ela; ela é muito mais complexa. Eu creio que a igreja evangélica no Brasil pode ajudar a formar essa identidade brasileira, mais vai ter que avaliar todas as influências que teve dos Estados Unidos e Europa e não somente aceitá-las como se fossem as respostas.

TODOSNÓS – Bruce Olson em seu livro “Por esta cruz te matarei”, comenta que quando estava ensinando os índios sobre a questão de “construir sua casa sobre a rocha”, os índios não conseguiam aceitar essa parte, pois eles não conheciam esses métodos de construção e construíram suas casas (ocas) apoiadas em estacas fincadas na areia; então ele inverteu os fatos bíblicos para que eles compreendessem a moral do ensino e ensinou que o homem sábio edificou sua casa sobre a areia. O que o senhor acha? Ele contextualizou correto ao inverter os fatos bíblicos?

PAUL HIEBERT – Antigamente se pensava que não se poderia fazer isso, porque a Bíblia não diz isso. A tradução teria que ser literal, sem nenhuma contextualização. Depois começaram a dizer: “Não, temos que contextualizar, então foram para o outro extremo”. Bruce, nesse caso representa o outro extremo. Ele tentou corrigir o modelo antigo, porque o modelo antigo estava errado. Talvez as pessoas entendessem melhor dessa forma, mas não é o que as Escrituras estão dizendo. Agora estamos chegando mais para a contextualização crítica, temos que manter a Bíblia como foi escrita, depois podemos colocar notas no roda-pé ou notas explicativas. È mais fácil fazer esse processo com parábolas, porque elas são literais. Nos ensinamentos de Jesus, temos que ter ainda mais cuidado para manter a forma como está nos originais. Eu compreendo o que ele fez, mas eu não faria dessa forma. O que eu faria era o seguinte: traduziria como está no texto sagrado, mas colocaria uma nota de roda-pé, explicando o que isso significa na nossa cultura.

TODOSNÓS – Dentro da mesma questão: nós queríamos saber se ele poderia ensinar aos índios o método de edificação sobre a rocha? Ou se ele fizesse isso estaria adulterando a cultuara dos índios?

PAUL HIEBERT – O que eu acho que poderia fazer era dizer: “Isso é o que a Bíblia diz”. Jesus disse: “Façam suas casas sobre a rocha”. Então, nas notas de roda-pé, um comentário dizendo o que isso significa para essa cultura. Isso não mudaria a cultura, mas explicaria o que Jesus estava dizendo para aquela cultura. Um exemplo simples disso seria o dinheiro. A Bíblia pode dizer lá que “eram trinta ciclos”. Nós podemos traduzir como trinta ciclos. Alguém diria: “Temos que traduzir isso como quinhentos dólares. Agora todos compreenderiam”. A questão é que na época não havia dólares. Então com a inflação o valor vai mudando e na próxima edição sairia por setecentos ou novecentos dólares. Então devemos traduzir como trinta ciclos e colocarmos uma nota do roda-pé, dizendo que isso corresponde a mais ou menos tantos dólares. Assim ficaria fácil mudar a nota de roda-pé, porque todos sabem que roda-pé é uma explicação e não o texto em si.

TODOSNÓS – O senhor concorda com a afirmação de que o missionário é um destruidor de culturas, como dizem os antropólogos? Quando é que isso é verdade?

PAUL HIEBERT – Missionários destroem culturas, o comércio destrói culturas, o governo tem destruído culturas, educação tem destruído culturas, Coca-cola tem destruído culturas, Mercedes Benz tem destruído culturas. As culturas estão sempre mudando. Não existe cultura estática.
O comércio e o governo têm destruído as culturas muito mais que os missionários. A questão sobre mudança é: a mudança é boa ou ruim. Não queremos olhar para aquelas pessoas que estão morrendo de fome e dizer que isso faz parte da cultura e deixá-las morrerem de fome. Não queremos que elas morram de pragas ou doenças se nós temos remédios e podemos ajudar. Nós como missionários, devemos ajudar as pessoas a manter suas culturas, mas transformá-las fazendo com que elas sejam melhores.Muitos antropólogos acusam os missionários falsamente de destruírem culturas, mas o sistema educacional moderno destrói mais culturas do que os missionários. Cientistas, sociólogos...Todos estão tentando fazer mudanças culturais. Programas de desenvolvimento e outros mais. Agora, os antropólogos não querem que elas mudem. Nesse caso, o antropólogo é colonialista, porque o antropólogo decide: “Eles não podem mudar, mesmo que eles queiram”. Se sair um novo modelo de computador , o antropólogo quer um ; mas se um nativo quiser também, o antropólogo diz que não, que eles não podem ter.
Então os antropólogos devem ter muito cuidado porque às vezes eles não mudam culturas, mas eles se transformam em colonialistas, tão maus quanto aqueles que mudam as culturas.

TODOSNÓS – No Brasil os antropólogos não querem que os missionários entrem nas tribos indígenas, dizendo que essas tribos devem continuar com sua cultura original. Será que isso não é remorso pelo que o próprio país fez com o índio no passado, desprezando sua cultura e sua gente?

PAUL HIEBERT – Eles estão tentando nos lembrar que não devemos destruir culturas de uma forma maléfica. Como missionários devemos ser sensíveis ao que as pessoas das tribos estão falando. Mas se querem ser honestos, os antropólogos deveriam falar muito mais alto contra os grandes projetos, (empreendimentos onde milhões de árvores são cortadas). Onde os missionários foram, acabaram traduzindo a Bíblia para a língua nativa. Fazendo isso estamos mostrando respeito pela cultura e tentamos preservá-la. Quando o governo diz para os índios que eles devem aprender o português, o governo está destruindo a cultura. Muitas vezes os missionários têm ajudado essas tribos a se modernizarem, mas manter a sua cultura dentro da “modernidade”. Então isso é uma ponte entre o tradicional e o moderno. Muitos antropólogos querem mantê-los, querem que eles permaneçam tradicionais, mas o povo quer os remédios, eles querem os computadores, nós dizemos: “Não, não podem”. Nós mantemos essas pessoas como animais num zoológico para que possamos estudá-las e ganhar dinheiro com elas. Se os antropólogos gostam tanto delas, então por que não vão lá viver com elas? Não, eles não querem isso, eles querem viver em suas casas grandes. Eles não amam essas pessoas, eles não vivem toda sua vida lá. Eles as estudam como animais, você compreende? Eles dizem: “vamos preservar essa cultura”, mas eles não as amam realmente; se não, eles iriam lá e tentariam ajudá-las. Num mundo moderno, não haverá pessoas que não sejam afetadas pelo modernismo. Porque as pessoas tribais , na primeira oportunidade que têm, vão logo comprar lanternas, facões, facas e outros artefatos ou até mesmo armas de fogo? Elas querem isso. Nós não devemos forçá-los a permanecer num estado tradicional. Nós devemos deixar que eles mesmos tomem essa decisão, e devemos estar lá para ajudar da melhor forma possível. Dessa forma eu acho que os antropólogos nem sempre são amorosos.

via site da Missão Avante - http://www.missaoavante.org.br/