segunda-feira, 9 de março de 2015

Quanto Resta a Fazer na Grande Comissão? - John Piper


Nós deveríamos ficar pasmos ao ver o quanto é possível de realizar o que resta na tarefa de missões mundiais. Antes que eu explique isso, vamos esclarecer algumas definições.
Missões não é o mesmo que evangelismo. Evangelismo é compartilhar o evangelho com qualquer descrente, e esse trabalho nunca será terminado até que Jesus venha.
Missões, por outro lado, tem a ver com grupos étnicos, e não apenas pessoas, e o número é finito e relativamente estável — como "toda tribo, língua, povo e nação" em Apocalipse 5:9.
Portanto, missões é atravessar uma cultura, aprender um idioma, e plantar uma igreja através da pregação do evangelho no meio de grupos étnicos que não possuem igrejas fortes o suficiente para evangelizar seu grupo.
De acordo com o Joshua Project (dados de 16 de Fevereiro) existem 16.598 grupos étnicos no mundo. 7.165 desses são "não-alcançados" (menos de 2% evangélicos).
Definindo as coisas de uma forma um pouco diferente, a divisão de pesquisa da Junta de Missões Internacionais da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidosestima que são 11.310 grupos étnicos, dos quais 6.405 são não-alcançados e 3.100 são "não-abordados" (nenhum trabalho missionário evangélico para alcançá-los está em andamento).
Esse número parece grande pra você? 3.100? Estes são os grupos étnicos que ainda precisam ser buscados e penetrados por um trabalho missionário. O número é, de fato, incrivelmente pequeno comparado aos recursos que temos disponíveis.
Considerem estes números da edição de Janeiro de 2013 do Boletim Internacional de Pesquisa Missionária (vol. 37, no. 1):
  • Existem 44.000 denominações Cristãs no mundo — 14 para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 700 milhões de Cristãos evangélicos no mundo — 225.000 para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 4.5 milhões de congregações Cristãs no mundo — 1.451 congregações para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 4.900 agências de missões transculturais Cristãs no mundo — 1,5 agências para cada grupo étnico não-abordado.
Isso é simplesmente incompreensível. Eu tenho consciência de que a maior parte destes 3.100 grupos étnicos não-abordados estão em lugares e sob regimes políticos que são hostis à presença Cristã. Portanto, não estou dizendo que será fácil alcançá-los. Será muito árduo.
Mas se Deus nos concede a paixão e coragem e sabedoria, a tarefa restante não é nem vaga, nem enorme, nem irrealizável. Você se uniria a mim para obedecer o que diz em Mateus 9:38: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara"?
E então, seja um dos que vai radical e sacrificialmente; ou um dos que envia, radical e sacrificialmente. Jesus tem toda autoridade para realizar isto. Ele promete estar conosco até o fim dos tempos enquanto nos mobilizamos para isso. Que expectativa emocionante! Que razão para se viver! Que santa ambição.

domingo, 1 de março de 2015

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil?

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil? A MEAP (Missão Evangélica Pescadores) é uma testemunha e um instrumento do que Deus tem feito. Conheça as histórias, as ações e os objetivos da nossa parceira MEAP no documentário a seguir.


Via http://renas.org.br/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VOCARE 2015 - Participe!


A AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileira) tem a alegria de lhe convidar pra participar do Vocare 2015, um encontro missionário voltado para o público jovem com a intenção de debater o tema: Qual é nossa vocação?
O QUE

Vocare = vocação (em latim)
Tempo, espaço e ajuntamento com a cara dos jovens evangélicos brasileiros. Teoria e prática, ação e oração, Bíblia e experiências pessoais, reflexão e adoração. Três dias para conversarmos, honestamente, sobre uma pergunta que não sai da nossa cabeça: QUAL A NOSSA VOCAÇÃO?


POR QUE

Porque é muito vazio passar pela vida sem um senso verdadeiro de missão.
Porque só conhecemos a Deus quando caminhamos com Ele, radical e apaixonadamente, colocando mente e coração a serviço dele.
Porque o mundo precisa das nossas mãos a serviço do reino de Deus.
Porque a igreja de Jesus Cristo conta com nossa paixão e nosso amor.


QUANDO E ONDE

De 18 a 21 de abril de 2015, na UNICESUMAR – Maringá (PR)


QUEM?

Jovens evangélicos de 16 a 26 anos e os principais ministérios cristãos ligados à juventude no Brasil.


INSCRIÇÕES

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Vocação - Ronaldo Lidório


Ronaldo Lidório 

A vocação de Deus é incontestável e irresistível. Incontestável, pois Ele, ao vocacionar, o faz de forma clara e nada mais enche o coração. Irresistível pela abordagem, pois quando Deus vocaciona, tudo nos impele a segui-Lo.

Chamado e vocação são termos correlatos na Palavra de Deus e derivam da expressão kaleo - chamar. Em todo o Novo Testamento vemos que Ele chama para a salvação (2 Pe 1.10), para a liberdade (Gl 5.13), para sermos de Jesus Cristo (Rm 16) e para a ceia das bodas do Cordeiro (Ap 199). Todo chamado se dá segundo o Seu propósito (Rm 8.28) e somos encorajados a permanecer firmes no chamado (1 Co 7.20), andar de forma digna da nossa vocação (Ef 4.1) e a vivê-la junto com outros igualmente chamados em Cristo (Ef 4.4).
O chamado de Deus não é uma prerrogativa do Novo Testamento. Deus, ao longo da história, chamou o Seu povo para o Seu propósito. Israel é chamado para ser bênção entre as nações (Gn 12.2) e para anunciar a salvação e a glória do Senhor (Sl 96.3). Em Isaías, o Senhor fala sobre “todos os que são chamados pelo meu nome”, também menciona que foram criados “para a minha glória” (Is 43.7).
Antes de tudo, é preciso compreender que, em Cristo Jesus, todos somos vocacionados (1 Pe 2.9-10). A Palavra deixa isso bem claro ao expor que somos vocacionados para a salvação, para as boas obras, para a santidade e para a missão. Ou seja, nascemos em Cristo Jesus com um propósito. Não estamos neste mundo de forma aleatória e descomprometida. Fomos salvos em Cristo para fazer diferença – sendo sal e luz -  e cumprir o chamado de Deus. E, dentre todas, a nossa maior vocação é glorificar o nome de Deus Pai (Rm 16.25-27).

Encontramos também na Palavra de Deus a vocação ao ministério, para uma função específica no Reino do Senhor. Trata-se daqueles que são separados por Deus para uma ação específica e funcional em Sua igreja.

Escrevendo aos Romanos, Paulo se apresenta como “servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1), expressando que é servo de Cristo, porém, com um chamado ministerial específico: ser apóstolo.

Ele afirma ser “servo” – doulos – escravo comprado pelo sangue do Cordeiro, liberto das cadeias do pecado e da morte e, apesar de livre, cativo pelo Senhor que o libertou.
Afirma também ser chamado para ser “apóstolo”, demonstrando que alguns servos podem ser chamados ao apostolado, porém, não há apóstolos que não sejam primeiramente servos.
Em Efésios 4:11, entendemos que o Senhor Jesus chama, dentre todos na igreja, “alguns” para serem apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres, ou seja, para funções específicas de trabalho.

Quem nós somos - nosso chamado em Cristo - é mais determinador para nosso ministério do que para onde iremos. Não há na Palavra um chamado geográfico (para a China, Índia ou Japão), ou mesmo étnico (para os indígenas, africanos etc.), mas um chamado funcional, para se fazer alguma coisa.

Na exposição aos Efésios, Paulo afirma que alguns foram chamados para ser apóstolos, ou “a pedrinha lançada bem longe”, na expressão de John Knox. São aqueles que vão aonde a igreja ainda não chegou. Há os profetas, que falam da parte de Deus e comunicam Sua verdade. Há os chamados para serem pastores, que amam e cuidam do rebanho de Cristo, que amam estar com o povo de Deus e se realizam ministerialmente cuidando desse povo. Há os evangelistas, que são aqui os “modeladores” do Evangelho, ou seja, os discipuladores. São os irmãos que fazem um trabalho nos bastidores, de discipulado, extremamente relevante para o Reino, o crescimento e amadurecimento da igreja. Por fim os mestres, que ensinam a Palavra de forma clara e transformadora, são os que leem a Palavra e a expõem de forma tão clara que marcam vidas e corações.

Na dinâmica do chamado há certamente uma direção geográfica. Se alguém possui convicção de que Deus o quer na Índia, isso significa que há uma direção geográfica de Deus, não um chamado ministerial. Mas, notem: a direção geográfica muda, e mudou diversas vezes na vida de Paulo. O chamado, porém, permanece.

Paulo foi chamado para os gentios, como por vezes expressa (At.13:1-3). Era uma força de expressão para seu perfil missionário, pois, com exceção dos judeus, todo o mundo era gentílico. Assim, ele expressa em Romanos 15.20 a prioridade geográfica do ministério da Igreja: “onde Cristo ainda não foi anunciado”. Na época, prioritariamente entre os gentios.  Hoje, porém, pode ser perto e pode ser longe. Uma pessoa, de qualquer língua, raça, povo ou nação, que ainda não tenha ouvido as maravilhas do Evangelho, é a prioridade de Deus para a obra missionária.

Percebo algumas crises entre os vocacionados no Brasil. As principais talvez sejam de compreensão, discernimento e ação.

A crise de compreensão se estabelece à medida que não entendemos, na Palavra de Deus, que somos todos vocacionados para servir a Cristo. Assim, relegamos o trabalho aos que possuem um chamado ministerial específico. Outras vezes, por associarmos o chamado puramente a títulos ou posições eclesiásticas, esquecendo que fomos todos chamados em Cristo para a vida no Espírito e para o trabalho na missão.

A crise de discernimento nasce quando não fazemos clara distinção entre o chamado universal e o chamado ministerial específico. Podemos passar a vida frustrados em qualquer lado do muro se não buscarmos discernimento vocacional. Esse discernimento é encontrado primeiramente na Palavra, estudando o que a Bíblia nos ensina sobre vocação. Em segundo lugar, caso haja uma convicção de chamado ministerial específico, associando-nos ao trabalho da igreja e passando nossa vocação pelo crivo dessa experiência. Por fim, precisamos buscar ao Senhor em oração especialmente para saber qual será o próximo passo. Deus, geralmente, só nos mostra o próximo passo.

A terceira crise que percebo é de ação. Há um número grande de irmãos e irmãs com clara compreensão bíblica sobre a vocação, claro discernimento sobre os passos a serem dados, mas nunca os dão. Para alguns, esse passo é um envolvimento maior com o ministério da igreja local. Para outros, é seguir para um centro de treinamento bíblico e missionário ou participar de um estágio ministerial. O importante é perceber que, em algum momento ao longo da convicção de um chamado ministerial, é preciso dar um passo.


Somos, portanto, todos vocacionados em Cristo para servir a Deus e glorificar o Seu Nome. Alguns são vocacionados, também em Cristo, para funções específicas – ministeriais – para o encorajamento da igreja e expansão do Evangelho no mundo. Em qualquer situação, a nossa vocação é um privilégio. Na verdade, talvez seja o nosso maior privilégio, bem como o nosso maior desafio.
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Projeto Missionário IDE da Missão Asas de Socorro - Participe!

logo IDE1
VEM AÍ O PROJETO IDE 2015!
Oportunidade sem igual para participar!


LOCAL:  Santarém /Pará
DATA: 
  • 14/07 - Recepção dos Projetista em Santarém
  • 15/07 - 07:00h Saída para a Comunidade
  • 16 e 17/07 – Treinamento na Comunidade
  • 18 a 22/07 – Atividades na Comunidade
  • 23/07 – Retorno da Comunidade 
  • 24/07 – Dia de Lazer
  • 24/07 -  Após as 18:00h todos estarão liberados para retornar  a suas cidades de origem.

INSCRIÇÃO : Clique aqui e faça sua inscrição.
TAXA DE INSCRIÇÃO:  R$ 350,00
FORMAS DE PAGAMENTO: 
  • 4 X de R$ 87,50
  • 3 X de R$ 117,00
  • 2 X de R$ 175,00
  • À vista - R$ 350,00
Ao preencher sua ficha assinale  o número de parcelas, para que seja enviado os  boletos,que devem ser pagos até o mês de junho. 
VAGAS:  180 pessoas
CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO:
  • Ser maior de 16 anos.
  • Ser cristão comprometido com Deus e com a Igreja local.
  • Ser alegre, comunicativo, ter disposição para trabalhar em grupo e ser submisso às regras.
Qualquer dúvida entre em contato conosco!
Email: ide@asasdesocorro.org.br
Telefone: (62) 40140323 / (62) 9299-1541 (TIM) / (62) 99154-1212 (VIVO)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Missões: Nosso dia é agora! - Tim Conway (vídeo)


Os grandes do passado se foram. Nós estamos aqui e nosso tempo de agir é agora!

*Tim é pastor da Grace Comunnity Church, em San Antonio, Texas. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A paciência de Cristo e a pressa da Igreja


André Filipe, Aefe
“O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (…) Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda” – 2Pe.3.9,11-12.
Dizem que um noivado dura alguns meses e uma eternidade. A brincadeira diz respeito ao aumento da expectativa dos noivos na medida em que vai chegando o dia do casamento, e o último mês parece não acabar! Essa é a expectativa própria do encontro de pessoas que se amam. A segunda carta de Pedro parece nos apresentar, em uma linguagem poética, uma maneira como Cristo e sua igreja estão em ardente expectativa pelo encontro definitivo.
Em 2Pe.3.9, Pedro responde àqueles que diziam que Cristo estava demorando a retornar. Teria o Cristo esquecido de sua igreja? Pedro mostra que Jesus, na verdade, ao contrário de estar indiferente à sua igreja, Cristo possui grande paciência para aguardar que todos os eleitos recebam o Espírito Santo por meio da pregação da Palavra. O que Pedro quer nos mostrar é que Cristo não volta enquanto sua igreja não esteja completa. Cristo não volta enquanto o evangelho não for pregado em todos os povos. Há uma ardente expectativa de Cristo pelo avanço do evangelho, e não uma indolência para retornar.
Da mesma maneira, o seu povo não fica amortecido. Por sua vez, a igreja espera também com grande expectativa pelo retorno de seu Noivo, e ela faz isso vivendo uma vida santa e piedosa (2Pe.3.11-12). Esta vida piedosa diz respeito não apenas à questão moral, mas também à intensa atividade de evangelização no mundo. Quando a igreja evangeliza e envia missionários, e quando pessoas no mundo todo se arrependem, o evangelho vai sendo completado e, em linguagem poética, o retorno de Cristo é apressado! Enquanto prega, o crente está com um olho no mundo e um olho nos céus, pois cada alma convertida a Cristo é um vislumbre do retorno de Jesus.
É claro que nenhum dos comprados pelo sangue de Cristo irá se perder. O que Pedro está nos mostrando é o coração de um noivo e de uma noiva com grande expectativa para o reencontro. Ele, aguardando pacientemente pela noiva, e a noiva trabalhando arduamente para estar pronta para as bodas! Isso são missões. Cristo aguarda com ardente paciência a evangelização mundial, e a igreja trabalha com ardente pressa pelo grande encontro. É essa a visão e o coração de uma igreja missionária.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

R$ 1,30, nada mais?!


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” Mt 28:19 
O Senhor nos comissionou para fazer discípulos de todos os povos, tribos, etnias, línguas e nações. Desde que recebemos essa ordem já se passaram dois milênios e continua havendo muita terra para ser conquistada. Os desafios são muitos, por exemplo:
  – Há 24.000 povos no mundo, faltando 6.800 para serem alcançados pelo Evangelho.
  – Há 6.909 línguas no mundo, sendo que 2.432 delas não têm Bíblia
  – 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido de Cristo.
  – 500 milhões de chineses nunca ouviram ao menos o nome “Cristo”.
  – Das 600 mil cidades e vilas da Índia, 500 mil delas não possuem obreiros cristãos.
Diante do exposto a igreja brasileira pode fazer muito mais para encarar esses desafios, afinal somos a terceira maior igreja do mundo, com mais de 300.000 templos. Infelizmente precisamos de 100.000 crentes para sustentar um único missionário na Janela 10-40 e investimos em média apenas R$ 1,30 por pessoa ao ano para missões transculturais. O mais triste é saber que mais de 99% das igrejas brasileiras não adotou único missionário transcultural.
Isto é inadmissível e vergonhoso. Algo tem que ser feito para mudar este quadro. Creio que estamos cometendo o mesmo pecado que os filhos de Israel cometeram nos tempos de Josué, quando sete tribos foram negligentes em possuir a terra, apesar de Deus já ter dado a terra (Js. 18:2 e 3). Creio que podemos chamar este pecado de Grande Omissão, conforme Tg. 4:17.
Oswald Smith pastoreava uma igreja que tinha mais de 800 missionários e que escreveu muitos livros impactantes, tais como: Paixão pelas AlmasEvangelizemos o Mundo, Clamor do Mundo, etc. Ele cunhou, com muita coragem, a triste frase: “O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores…” Aqueles que tem a incumbência de descobrir vocacionados, orientá-los, treiná-los, enviá-los aos campos não alcançados e sustentá-los dignamente, seriam os maiores obstáculos para missões?
Precisamos ter coragem para mudar a nossa prática como igreja de Jesus. Com um pouco mais de criatividade e ousadia podemos seguir o exemplo dos irmãos morávios, que enviavam 1 missionário para cada 12 membros da igreja.
Imagine se cada igreja brasileira com 100 membros enviasse apenas um missionário bem preparado e dignamente sustentado aos povos não alcançados? Graças a Deus que a igreja brasileira tem as condições para isso, portanto, oremos ao Senhor para que desperte os vocacionados para alcançar os confins da terra.
 BertrantPr. Bertrant Vilanova
(Dados extraído do site:www.horizontes.com.br)

sábado, 3 de janeiro de 2015

Células ou missões? Como duas práticas bíblicas podem ser concorrentes?


Luis Fernando Nacif Rocha
Entender de ondas não é algo só para surfistas. A igreja é um campo fértil para o surgimento de ondas, ainda que elas não sejam todas tão bem-vindas, como as ondas na praia são para os surfistas. Enquanto alguma sondas vêm suprir necessidades básicas da Igreja, para depois perder sua foça, outras ondas acabam terminando mais como uma inundação danosa.
Quando alguns falam sobre o movimento de células ou grupos pequenos, o enxergam como uma onda inicialmente boa que acabou arrebentando sobre a Igreja, de forma especial sobre o movimento de Missões Transculturais. Mas colocar esse peso sobre o trabalho de células é tentar apontar um erro cometendo outro.
Levar o Evangelho a todas as nações( missões Transculturais) é indiscutivelmente algo bílbico. Porém, viver o Evangelho na intimidade do lar em comunhão, edificação e evangelismo através de células é também bíblico, então estamos em um impasse. Como duas práticas bíblicas podem ser concorrentes? Só há uma resposta: não são!
A meu ver não há ambiente mais propício para se viver tanto a simplicidade, quanto o poder do Evangelho do que em um grupo caseiro. Amo e acho imprescindível nos reunirmos em cultos públicos para celebrarmos juntos o amor de Deus dentro de um templo. Mas acho simplesmente fantástico ver a diversidade da Igreja em ação nas células, onde cada um pode ter a oportunidade de exercitar seu dom espiritual em um grande banquete preparado pelo Espírito de Deus.
Se a vivência nas células é assim tão boa, Missões não só pode como deve ter nelas uma importância especial. E isso pode ser feito de formas bem simples e práticas.
Intercessão missionária
As células têm um potencial fantástico de mobilização para a intercessão e não é diferente em relação a Missões Transculturais. O departamento de Missões pode estabelecer uma canal de comunicação com as células, alimentando-as com informações sobre o avanço do evangelho entre as nações, os desafios da Igreja de Cristo em países onde há grand eperseguição, atualizações sobre a Janela 10x40 e regiões em guerra. Os momentos de oração comunitária nos cultos são multiplicados exponencialmente à medida que as células intercedem diariamente por esses motivos.
Cuidado Missionário
A comunhão entre os irmãos, ponto alto na vivência dos grupos caseiros, pode ser usada em benefício do cuidado integral dos missionários. A partir de orientações da liderança, as células podem ser desafiadas a adotar as famílias de misisonários. Se cada célula adota uma ou duas familias no campo com contatos através da troca de cartas e vídeos, isso não só acende a visão missionária da igreja como renova a alma dos missionários, que não se sentem solitários na frente de batalha.
Treinamento missionário
De modo geral o trabalho de plantação de igreja em um campo transcultural é feito através de um evangelismo por relacionamentos, estabelecimento de estudos bíblicos, discipulado e uma treinamento de liderança para formação da igreja local.
O interessante é que este é exatamente o processo de formação, pastoreio e multiplicação de uma célula, fazendo dela um dos melhores ambientes para se treinar um vocacionado. A célula é um ótimo teste ministerial para o vocacionado, para que se firme a máxima de que " só é benção longe quem é benção perto."
A diferença entre o surfista mediano e o excelente é que o último não costuma reclamar do tamanho da onda. seja ela pequena ou daquelas de dar frio na barriga só de olhar, ele tira as melhores manobras possíveis.
Alimentar uma suposta tensão entre células e missões é perder a riqueza daquilo que Deus tem colocado à nossa disposição. Ao invés de pensar em células ou missões, façamos da nossa igreja células em missões.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A estagnação da progressão missiológica



O quadro atual da Igreja Evangélica Brasileira é surpreendente. Somos considerados uma Igreja com condições reais para desenvolver um papel significativo em missões globais. Nas últimas décadas temos sido muito abençoados pelo Senhor. Este fato também pode ser observado por meio de estatísticas nacionais como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica ( IBGE) Censo 2010, onde se destaca o número de evangélicos brasileiros, 40 milhões, que representam 22% da população nacional.
Essa representação evangélica está presente em várias esferas da sociedde brasileira. O Senhor nos tem equipado com dons e talentos que estão sendo direcionados para diversas áreas profissionais e isso tem resultado numa realidade social ainda não vivida no Brasil. Acima de tudo Deus tem aberto os céus e derramado ricamente suas bençãos espirituais sobre as famílias que o buscam em nossa nação. Cremos que você, como evangélico e brasileiro, pode testemunhar isso.
P ponto de alerta que não devemos deixar de considerar é a desproporcionalidade de nossa representatividade em missões globais. Conforme as mais recentes estatísticas da SEPAL( Servindo aos Pastores e Líderes), apenas cerca de 4.000 missionários brasileiros estão ativos em um contexto transcultural. Isso significa que somente 0,01% da Igreja Brasileira está presente na frente missionária em outras nações. Mesmo que tenha ocorrido certo crescimento do envio de missionários transculturais, esse número é ainda assustadoramente desproporcional ao crescimento do número de evangélicos no Braisl nas últimas décadas.
Quadro Nacional
O rompimento dessa progressão ao final da virada do século encontra-se em destaque devido a vários fatores que precisam ser analisados com muita atenção. Qual deve ser nossa atitude diante dessa alarmante estagnação da caminhanda missionária transcultural no Brasil? O que pode ter gerado esse contraste? O que isso pode causar no futuro? O que fazer para quebrar a indiferença?
O final da década de 90 marcou o início de uma fase de retorno de misisonários brasileiros do campo, seja pelo despreparo que ocasionou o aborto missionário, ou pela descontinuação no envio e apoio da igreja local. Essa triste realidade inquieta muitos líderes nacionais e os têm levado a buscar do Senhor a maneira bíblica de como mudar essa situação, pois uma fenda entre a realidade eclesiástica e missiológica no contexto evangélico brasileiro tem se  desenvolvido desde então.
Negligência no avanço transcultural
Esse fenômeno da estagnação do avanço missionário pode ser indentificado na vida de muitas igrejas ao longo da história cristã. O livro de Atos registra que a Igreja em Jerusalém necessitou de uma perseguição para que os cristãos rompessem para outras localidades ( At 8:4). Não muito tempo depois desse evento ocorreu a diáspora, onde toda Jerusalém é dispersa.
É importante notar que a negligência para com esse avanço é um dos fatos que cooperou para a ruína espiritual e total destruição da igreja em muitas localidades ao longo do tempo. Onde estaria a Igreja no Norte da África que foi plantada entre as etnias Berberes, de Alexandria (Egito) até Marrocos, se tivesse atravessado o deserto do Saara e avançado para a " África Negra"? Onde estaria a Igreja de Éfeso (Turquia) se não tivesse interrompido a oavnaço missionário que realizou tão bem na Ásia Menor ( At 19:10) e tivesse ido além das fronteiras romanas?
A Igreja Brasileira precisa estar alerta, pois se fizermos as mesmas escolhas, certamente sofreremos as mesmas consequências. De forma alguma podemos considerar que estamos imunes. Precisamos avançar cumprindo nosso papel na Grande Comissão ( At 28:18-20), rompendo nossas fronteiras nacionais, superando barreiras linguísticas e culturais. Essa é uma questão de sobrevivência.
Espaço para uma reflexão missionária
A forma bíblica e madura para tratarmos esse desafio deve ser processada com muita oração e diálogo entre os segmentos da Igreja Brasileira que possuem papéis significativos: vocacionados, igrejas locais, agências missionárias transculturais. Uma possição defensiva ou acusadora por qualquer de um desses segmentos certamente não contribuirá para uma solução bíblica.
Um espaço cheio de amor, respeito e presença do Senhor abrirá portas não somente para o diálogo, mas para cura e restauração. muitos são os pastores e líderes que já se envolveram em missões se decepcionaram e hoje simplesmente tiraram de suas agendas ministeriais tal prioridade. Diversas agências missionárias simplesmente se afadigaram de tentar desafiar o povo evangélico a cumprir seu papel missionário. Muitos jovens evangélicos responderam ao chamado missionário, mas interromperam o processo de treinamento por diferentes motivos e agora não dispo~em de "tempo" para um envolvimento direto em missões transculturais.
Em contra partida, vários missionários que foram envoados retornaram feridos e decepcionados, não entendendo muito bem o que deu errado. De alguma forma cada um de nós que representamos esses segmentos temos falhado em algum aspecto e pertence a nós uma porção de responsabilidade na reparação dessa falha e prevenção desse risco.
Portanto, que tenhamos a mesma atitude do rei Ezequias( Is 37:1), ao conscientizar-se do perigo ele teve uma reação de quebrantamento, arrependimento, confissão, mudança de atitude e buscou ao Senhor.
É fundamental que cada segmento da Igreja Brasileira venha cooperar no processo de conscientização dos desafios globais. Os vocacionados junto com suas igrejas locais devem maximizar o seu papel com o desenvolvimento da capacidade linguistica, transcultural e ministerial para cumprir o Ide do Senhor e realizar o que Ele deseja entre os povos não alcançados.
Cada um de nós, evangélicos brasileiros, deve refletir sobre como podemos contribuir para que esse ajuste de engrenagens dos segmentos da Igreja realmente aconteça,. Caminhando juntos podemos verdadeiramente nos tornar um Brasil missionário.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não tem como cumprir a Grande Comissão sem plantação de igrejas

Ed Stetzer
Ao ouvirem essas palavras, os discípulos entraram em ação. O que eles fizeram revela o que eles pensavam que Jesus queria dizer ao ordenar-lhes que fossem a todas as nações. Eles foram a todas as nações – e plantaram igrejas. E nós deveríamos fazer o mesmo.
A Grande Comissão sem um foco nas nações está perdendo de vista o seu contexto bíblico, a atitude dos discípulos e o lugar que ela ocupa na missão de Deus. A Grande Comissão sem um foco na plantação de igrejas está perdendo de vista o que eles fizeram ao ouvirem a Grande Comissão.
Quando Jesus disse: “todas as nações”, ele redirecionou a missão e enviou o seu povo para as nações. Dependendo de quem conta e de como se conta, há mais de seis mil grupos populacionais não alcançados. Pouco menos de três mil deles são povos não engajados, significando que há pouco ou nenhum testemunho presente.
As nações importam na Grande Comissão, e Deus nos chama a plantarmos igrejas entre essas (e outras) nações. Elas precisam de novas igrejas plantadas.
A sua nação, onde quer que você esteja lendo isto, está entre as nações. Onde quer que você esteja lendo isto, essa passagem se aplica. Plantar igrejas deve acontecer em sua nação, assim como em todas as nações. Algumas vezes isso ocorre porque as nações moram em nossa nação. Apenas nos Estados Unidos, há mais de quinhentos grupos populacionais não engajados, não alcançados.
Em uma pesquisa do Gordon-Conwell Theological Seminary divulgada no ano passado, o missiólogo Todd M. Johnson e sua equipe descobriram que quase vinte por cento dos não cristãos na América do Norte não conhecem pessoalmente um cristão. Mais de setenta e cinco por cento dos sikhs, hindus e jains que moram nos EUA não conhecem um cristão. O mesmo é verdade para mais de sessenta e cinco por cento de budistas, xintoístas, taoístas, zoroastristas e praticantes de religiões populares chinesas. Até mesmo quarenta e dois por cento dos muçulmanos reconhecem que não têm proximidade com nenhum cristão. Eles precisam de novas igrejas plantadas.
Mas mesmo pessoas na cultura majoritária precisam de novas igrejas. A igreja é central à missão de Deus de proclamar a história de Jesus a todo homem, mulher e criança. Ao olharmos para o Novo Testamento, vemos que a plantação intencional de igrejas, sob a condução do Espírito Santo, era um método chave usado pelas igrejas primitivas para obedecerem à ordem de Jesus. Isso deveria ser verdade hoje. E isso inclui plantar igrejas em centros urbanos, áreas nobres em crescimento, comunidades rurais e por aí vai. Eles precisam de novas igrejas plantadas.
A Grande Comissão não pode ser cumprida sem plantação de igrejas. Jesus nos disse para discipularmos, batizarmos e ensinarmos. Essas três coisas são feitas no contexto de uma igreja local. Se você deseja ver pessoas tornarem-se discípulas, serem batizadas e ensinadas na Palavra de Deus, seja em uma grande cidade americana ou em uma vila rural asiática, a plantação de igrejas deve ser um dos meios.

Tradução de Vinícius Silva Pimentel

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Revista Passatempos Missionários 5: Ásia Central - Baixe o seu exemplar!


Olá amigos, aqui estamos novamente! Chegamos a mais um número de nossa revistinha Passatempos Missionários. 
Esta edição é dedicada a uma região relativamente bem pouco conhecida entre nós: a Ásia Central. Um lugar de grande beleza e importância geopolítica, principalmente em virtude de sua localização estratégica e seus recursos naturais.  Uma região também profundamente carente da presença do Evangelho, onde o Islamismo predomina e a pequena igreja existente tem enfrentado perseguição (haja vista que quatro dos cinco países da região encontram-se na lista dos 50 países que mais perseguem cristãos, elaborada pela Missão Portas Abertas). Uma região do mundo que necessita de nossas orações intercessórias e de missionários capacitados que levem até eles a verdadeira luz do Evangelho.
Além dos tradicionais Caça-palavras, a revistinha traz ainda Quiz, Palavras cruzadas, Labirinto e Jogo dos sete erros.
Aprenda e se divirta com esse material gratuito. Tire cópias e distribua entre seus irmãos e igreja!

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Desafios da Evangelização do Interior do Nordeste

Por Sérgio Ribeiro
O Sertão Nordestino é, historicamente, a região menos evangelizada do Brasil.
Segundo o último Censo (IBGE, 2010) a presença evangélica no sertão está em torno de 7%, enxugando com a retirada das seitas que o IBGE considera como evangélicas, vamos ter um percentual de apenas 5,5%.
No Sertão encontramos uma sociedade fortemente marcada pela idolatria, por um fundo de cultura animista, pelos mais tristes índices sociais (alto índice de analfabetismo, de evasão escolar, baixíssima renda familiar, baixo IDH, etc), pelo problema das secas cíclicas e pelo descaso dos poderes públicos.
A igreja do Senhor Jesus em nosso país deve encarar o desafio da evangelização dos Sertões Nordestinos amando o povo sertanejo e enviando missionários para o plantio de igrejas bíblicas, pois nada é mais eficiente para evangelizar uma região (ou uma nação), que plantar igrejas.
No meio de uma população pobre, os missionários devem ser preparados e equipados para implantar projetos de transformação social seguindo princípios bíblicos, fugindo das tentações do paternalismo e do imediatismo, que tanto atrapalham projetos de plantio de igreja e de empoderamento do próprio povo.
No interior nordestino são 196 municípios com até 5% de crentes, cerca de 6 mil povoados rurais sem nenhuma igreja evangélica, a maioria absoluta no sertão.
Além do povo sertanejo, encontramos em solo nordestino outro desafio, espalhado em todo o território, com presença marcante no Sertão: os povos minoritários, que são os Ciganos, os Quilombolas e os Indígenas da região Nordeste, todos pouquíssimo evangelizados e em todos os aspectos mais carentes que o sertanejo comum.
As igrejas das capitais nordestinas tem uma grande responsabilidade pela evangelização dos povos de nossa terra e o primeiro passo é conhecê-los melhor e amá-los ao ponto de desejar incontidamente que sejam alcançados com o Evangelho de Cristo. Todavia, a responsabilidade é de toda a igreja: dos sertões, das capitais e de todo o Brasil.
Que o Senhor faça emergir em nossos corações um amor mais ardente e um compromisso crescente em favor deles, que nos remeta a esforços maiores pela salvação de muitos sertanejos, ciganos, quilombolas e indígenas do Nordeste.
Que Deus nos fale, nos ajude e nos use!
Sergio Ribeiro
Sérgio Ribeiro

Presidente e um dos fundadores da Missão Juvep, que trabalha com o proposito de plantar igrejas nas cidades e povos menos evangelizados do Nordeste.

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