terça-feira, 18 de janeiro de 2022

SORTEIO: Livros de William Carey e C. T. Studd


 É difícil dimensionar a importância do inglês William Carey para a obra missionária cristã. Em resumo, todo o movimento missionário dos últimos dois séculos, o maior da história da igreja, pode ser creditado em boa parte ao seu exemplo e seus esforços.

Um dos livros fundamentais nos quais Carey expressou suas ideias é Mobilização Missionária. O livrinho, pequeno em tamanho mas poderosíssimo em consequências, está publicado em português pela Editora Pro Nobis.

Já no século XX, um exemplo dentre muitos se destaca entre os missionários forjados do mesmo metal que Carey: Um outro inglês, Charles Tomas Studd. Se a maioria dos grandes missionários surgiU de meios de carestia ou ao menos de recursos limitados, Studd era rico - e seu dinheiro foi queimado em holocausto pela causa missionária, bem como sua vida. Aqui também, o exemplo de vida deste homem tem arrastado outros para a dedicação ao serviço missionário em todo o mundo.

E o espírito que o movia pode ser apreendido em outro pequeno livro, O Soldado de Chocolate, cujas repreensões e exortações, podemos dizer, são leitura obrigatória para todos os vocacionados à obra entre os povos - ou seja, todos nós, pois enviar é também ir de certa forma. O livro está publicado em português pela Editora Defesa do Evangelho.

Pois bem: O ministério Veredas Missionárias sorteará, entre seus leitores, esses dois livros fundamentais.

Serão TRÊS os premiados: O primeiro sorteado receberá o livro Mobilização Missionária, de William Carey; o livro Soldado de Chocolate, de C. T. Studd e um livro poético de Sammis Reachers, Cartas e Retornos; o segundo e o terceiro sorteados receberão cada um os livros Mobilização Missionária e Cartas e Retornos.

Mas, como participar? É simples: Basta curtir a página Veredas Missionárias no Instagram (https://www.instagram.com/veredasmissionarias/), e marcar nos comentários do post desta promoção, dois amigos cristãos. Somente será computada uma participação por pessoa, mas você pode marcar quantos amigos quiser.

O sorteio acontecerá no dia 06/02/2022, e os premiados serão contatados e receberão pelo Correio os livros.



sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Revista de informação e mobilização missionária VAMOS chega à sua centésima edição



A revista VAMOS é uma publicação gratuita da SIM (Sociedade Internacional Missionária, na sua divisão latinoamericana). Publicada em espanhol, a revista traz muitas informações, notícias, estudos e recursos/dicas sobre e para a obra missionária. 

Em dezembro passado, a revista chegou à sua edição de número 100.

Convidamos você a conhecer, ler e compartilhar este rico material. Que um dia possa ser publicada em português, ou que as miríades de entes missionários que temos em nossa pátria (que avança para ser uma país majoritariamente evangélico) possam criar e publicar algo semelhante. 

Para baixar a edição de número 100, CLIQUE AQUI.

Para baixar as demais edições, CLIQUE AQUI.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Reflexão: O Brasil missionário e a “cultura do evento”


A pandemia de Covid-19 descontruiu preconceitos, demoliu expectativa$ e, como a perseguição na Jerusalém do primeiro século, apressou o passo duma igreja sonolenta até o quase pecado.

Mas não adiantou de todo: Tiramos um pé do atoleiro, mas seguimos presos no que eu chamo de a “cultura do evento”. Encontros presenciais, capacitações, cursos de fim-de-semana ou que se estendem por três longos anos estão sendo retomados na modalidade presencial, para alegria de meia-dúzia que ainda não entendeu, e para azar de um país de colossais 8.510.000 quilômetros quadrados, 5.558 municípios e em torno de 60 milhões de crentes. SESSENTA MILHÕES DE CRENTES, que certamente não cabem na sua sede missionária, seminário, sítio, estádio ou o que você conseguir.

SESSENTA MILHÕES DE CRENTES.

Grandes igrejas, missões, denominações, agências e colegiados de agências nacionais parecem firmemente presos ao presencial, ao evento. O tempo que seria gasto em proporcionar RECURSOS GRATUITOS E DEMOCRATIZADOS (via web) é gasto em passagens de avião, hospedagens, alimentação, gasolina. Tudo com uma naturalidade, um “tem que ser assim, só pode mesmo ser assim” de causar arrepios em quem sabe dar valor (pois não o tem ou já não o teve um dia) ao DINHEIRO. Principalmente o dinheiro que compete ser alocado na obra de Deus.

Vamos a um teste, vamos ao que nos possa dar discernimento efetivo. Entre em sites de missões e colegiados (associações) de missão ou sites de igrejas genéricas/denominacionais (evangélicas/reformadas) e procure pela aba “Recursos”. Nos EUA, fonte nossa e de todos estes, é comum a cada site haver os recursos para capacitação de quem quiser se capacitar, em sua maioria gratuitos – e-books, podcasts, séries de vídeos auto instrutivos e etc. Mas faça o teste aqui em Pindorama, em nosso Brasil continental. Fez?

Pois bem, deve ter chegado a alguma conclusão. Sem querer desgastar ainda mais seu tempo, lhe proponho que faça agora outro teste. Procure pela aba “Eventos” ou “Agenda”.

Fez? Se fez, não preciso me estender, os festivos fatos são a melhor pedagogia.

Mas, E DAÍ?

Faça a sua parte. Empreenda esforços para trocar (no seu coração e na sua instituição) a “cultura do evento” pela “cultura dos recursos”. Ou a cultura do “venha” pela cultura do “tome aqui”. Não se questiona aqui a necessidade e riqueza maior proporcionada pelo tête-à-tête, o cara-a-cara; sou professor, como o faria? O questionável é a manutenção deste sistema monocórdio, pouco produtivo, elitista (sim, elitista!), num momento em que já adentramos até as canelas do século XXI, talvez o último.

Talvez o último. Será? Ou agimos no atacado sobre uma igreja de 60 milhões de almas dispersas por 5.558 municípios que se estendem por 8.510.000 km², ou pingamos gotas no varejo dos eventos - lá naquela estância hidromineral no Centro-Oeste, no indobrável eixo-de-aço RJ-SP, ou mesmo naquela base ensolarada no Nordeste...

No mais, celebro e reafirmo a importância de tais eventos, e ser um dos seus maiores divulgadores (vide a vida do blog/canais Veredas Missionárias) o comprova. Mas torço para que eles tenham cada vez menos importância, pelo simples e monolítico fato de sermos sessenta milhões de crentes. 

Sammis Reachers

- www.veredasmissionarias.blogspot.com

(Este texto pode ser livremente reproduzido, por quaisquer meios, sem necessidade de prévia autorização. Mamon já nos impõe pedidos de autorização demais, concorda?).


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Missões de curto prazo, eventos e treinamentos: Dedique suas férias para Cristo


Muitos cristãos gostariam de ter um maior envolvimento com o trabalho de evangelização e a obra missionária. Mas , seja devido ao trabalho ou estudos, seja por qualquer outro motivo, não tem condições de entregarem-se a um maior envolvimento com a obra. Pois bem, muitas Igrejas, Missões e Agências Missionárias realizam as chamadas missões de curto prazo, que são ações que não duram mais que um mês, e visam a impactar geralmente regiões carentes do Evangelho em diversos estados do Brasil. Tal tipo de Missão é bem comum entre cristãos dos EUAInglaterra e em outros países. 
Apresentamos abaixo alguns projetos de curto prazo, de Missões brasileiras, realizadas nos períodos de Férias (Dez/Jan ou Jun/Jul) nos quais você pode participar. A maioria dos projetos acontece todos os anos (e por vezes duas vezes ao ano), então, caso o número de vagas tenha se esgotado, programe-se para participar na próxima!
Para além do aqui exposto, agora os irmãos que desejam participar mais ativamente do esforço missionário da igreja de Cristo, tanto no Brasil quanto no exterior, em oportunidades de curto ou longo prazo, podem contar com o serviço Connect, organizado pelo movimento Vocare Brasil, que é ligado à Associação de Missões Transculturais Brasileira. O Connect apresenta dezenas de oportunidades de serviço, em diversas funções e profissões. Acesse a página, conheça as oportunidades, divulgue, participe: https://vocare.org.br/connect/












Informações e inscrições: https://www.sertaoclama.com/


Para informações e inscrições, CLIQUE AQUI.



Informações: (021) 965291551 / (021) 981694496






Avanço Missionário em Padre Marcos, no Piauí - Janeiro 2022





domingo, 5 de dezembro de 2021

12 PASSOS PARA PLANEJAR UM PROJETO MISSIONÁRIO


Via Missão Esperança e Fé


Planejar um projeto é importante para todos que se envolvem com missões. Apesar de parecer uma tarefa extremamente complicada, com oração, dedicação e técnica, a etapa do planejamento pode ser muito mais fácil do que se imagina.


Por sua vez, ela começa com o checklist, um trabalho muito comum que se repete pelo cotidiano das pessoas em geral. O ato de conferir listas é um importante aliado para o cumprimento das etapas.


Afinal, o mais fundamental de planejar um projeto é conferir sempre o que falta para ele ser concluído. O que não estiver ocorrendo de acordo com o planejado deverá ser anotado em uma lista diária.


Neste post, vamos utilizar o checklist como um ponto de partida para abordar os 12 passos para quem deseja transformar o planejamento em uma referência para aqueles que irão compartilhar das ações. É recomendável verificar essas dicas constantemente para se certificar de que nenhuma etapa importante foi perdida. Vamos começar?


1. Definindo o foco

Não adianta planejarmos e se não soubermos para onde estamos indo. Com isso, tudo inicia-se com a definição de nossa missão e visão.


Precisamos ter claro em nossa mente e nosso coração o proposito pelo qual estaremos mobilizando pessoas e recursos e quais resultados esperamos ter com nossa ação.


A oração é fundamental nessa primeira fase, pois precisamos estar alinhados com a vontade de Deus se assim queremos glorificar ao seu Filho Jesus em nossas ações.


Defina qual a missão do projeto e a visão que ira guia-los na caminhada.


2. Defina o escopo

A definição do escopo é a principal questão ao se analisar um programa, pois é nele que se encontram a abordagem e o processo que sua equipe usará ao fazer a gestão.


Todo projeto precisa de um escopo claro e maduro, estabelecendo prazos e comunicando as informações mais importantes.


Uma dica importante nesse quesito inicial é deixar de encarar essa etapa como uma documentação e abrir a mente para registrar mais do que datas e deadlines.


Um bom escopo é aquele que demonstra estratégias de relacionamento com o público-alvo e reflete a preocupação dos envolvidos com o cumprimento das metas estabelecidas.


Esse escopo precisa estar claro, articulando e definindo o projeto, apontando qual é a sua importância, revelando o que precisa ser realizado em cada etapa e o tempo de execução previsto para cada atividade.


3. Identifique os apoiadores do seu projeto

Um bom projeto definido deve ter patrocinadores ou parceiros — os stakeholders. Para esses dois grupos, a conclusão do programa é importante. Por isso, é preciso deixar claro quem são essas pessoas.


Além de financiar o projeto, elas podem ter a influência necessária para manter o trabalho em uma situação de crise. Esse grupo de pessoas precisa saber tudo o que está ocorrendo, tanto as boas quanto as más notícias.


O interesse de patrocinadores e parceiros é importante para definir o caminho do projeto. Portanto, valorize a comunicação clara da visão do esboço.


Afinal, ela é vital para atrair a aprovação da sua proposta pelas partes interessadas. Se você não conseguir demonstrar as oportunidades de negócios inerentes ao esquema e persuadi-los de que você tem um caminho claro do início ao fim, nada acontecerá.


4. Determine os recursos disponíveis


Sempre acompanhando o escopo definido na primeira etapa, é preciso garantir com confiança os recursos necessários para completar o projeto.


Esses recursos podem ser qualquer coisa que você precise para que o trabalho seja executado plenamente. Dentre eles, o mais importante são as pessoas que você precisará reunir para dar andamento às tarefas.


Lembre-se de que você deve conhecer os conjuntos de habilidades requeridos de cada membro da equipe para atender às demandas específicas do projeto. A partir de então, você precisará selecionar as pessoas que possuem a disposição e experiência exigidas para a realização do esquema dentro do seu orçamento e prazo.


Ao refletir sobre os recursos, em geral, faça o máximo de perguntas possíveis para ter a certeza de que você listou tudo o que será preciso. Eles são de caráter técnico? É preciso um conjunto de habilidades especiais ou de treinamento? Os colaboradores necessários já estão no local de trabalho e disponíveis ou precisam ser empregados ou contratados como voluntários?


A resposta a essas perguntas lhe dará uma boa noção sobre o que precisará ser feito para preencher eventuais faltas de recursos.


5. Construa um cronograma detalhado


Uma parte fundamental no ato de planejar um projeto é entender qual é o cronograma associado a cada etapa. Esse é o relógio na hora de planejar um programa, marcando o tempo que você precisa para completar as atividades que determinam o objetivo da sua proposta.


O escopo e os recursos disponíveis devem trazer informações de quanto tempo será necessário para concluir o projeto. Seja detalhista no momento de estimar quanto tempo as tarefas levarão para serem cumpridas… Tarefa por tarefa!


A linha do tempo é um bem necessário, mas a verdade é que, na prática, existe uma série de fatores que podem fazer com que o delineamento desande. Imprevistos acontecem e você precisa estar preparado para lidar com eles, atualizando o cronograma sempre que preciso.


Pressões do mercado, novos interesses, mudança de agenda e novas tecnologias são exemplos de eventos que podem forçar a mudança de prazo.


Por essas e outras razões, é preciso determinar se uma mudança nos prazos será viável com os recursos disponíveis. Ideias criativas são um grande aliado nesse caso.


6. Liste as grandes etapas


Com o cronograma elaborado, o próximo passo é montar a sua Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Esse instrumento de gestão funciona como um diagrama com níveis hierárquicos, construído a partir dos grupos de trabalho que definem um projeto.


Delineamentos que optam pelo modelo de cascata, sequenciando as ações, possuem um esquema mais facilitado de detalhamento dos processos. Outras partes como o gerenciamento da equipe, do escopo e dos recursos também podem ser mais bem compreendidos.


Enquanto a EAP é repartida em entregas, serviços, híbridos, etc., você precisa começar a pensar que essas atividades devem caminhar juntas até o mais alto nível dessa hierarquia.


Isso ajudará a determinar se você tem capturado “o grande quadro” sobre o que precisa ser feito para completar um projeto.


7. Quebre em pequenas etapas


Após determinar quais são as grandes etapas, o ideal é que elas sejam quebradas em pequenas etapas, dividindo as tarefas entre as equipes. Ao quebrar as etapas, a delegação das atividades tenderá a formar uma ação mais organizada e equilibrada.


É muito comum que as tarefas dentro de um esboço dependam umas das outras, num processo de subordinação quase que natural. Portanto, esteja pronto para dividir e subordinar o que for preciso.


Uma das grandes etapas pode ser, por exemplo, a documentação. As pequenas etapas seriam, então, compostas por entregas ao longo das linhas de Manuais Técnicos, Notas de Versão e Manual de Treinamento.


Isso pode ser quebrado ainda mais em passos como escrever o manual, desenvolver o design e imprimi-lo. Esse processo ajuda a garantir que cada entrega receba seu visto para conclusão.


8. Desenvolva um plano preliminar

Chegando nesse ponto, você já sabe o que o projeto é, qual a missão a visão e para onde está indo, quanto tempo você tem para fazê-lo, os recursos que estão disponíveis e, em linhas gerais, o que precisa ser feito.


O próximo passo é desenvolver um plano preliminar. Essa é a sua primeira tentativa de combinar as datas, entregas e recursos. É a hora de identificar dependências e incluí-las em um plano adequado.


Pense nas tarefas que foram delineadas no escopo do trabalho e se esforce para criar uma abordagem de planejamento no melhor esboço que você puder redigir.

Ao final, verifique se o esboço inclui resposta para os seguintes itens:


  • prazos claros ​​e tarefas bem descritas;
  • processo de aprovação do seu cliente;
  • ações alternativas em casos de imprevistos no cronograma;
  • descrição dos recursos necessários;
  • objetivos e estratégias.

Lembre-se de que esse é o primeiro esboço do planejamento. No momento que sua equipe coloca os olhos nele, serão identificadas diversas imperfeições. Isso significa que você não precisa se sacrificar para fazer todas as descrições incrivelmente minuciosas.


9. Crie seu plano de projeto base

Como você deve saber, um gestor de projetos deve estar em constante comunicação com sua equipe. Para planejar um projeto, é preciso desenvolver uma comunicação clara dos objetivos com uma visão múltipla do que cada meta requer como solução.


Esse tipo de atividade não costuma dar muito certo quando o gestor assume toda a responsabilidade para si, excluindo a participação do time nas etapas principais do planejamento.


Com o plano preliminar pronto, é preciso o feedback da equipe. Revise-o com os principais colaboradores, expondo seu pensamento e ouvindo suas ideias.


Eles vão reconhecer áreas que você talvez tenha deixado passar ou que podem ser tecnicamente impossíveis de executar.


Além disso, o time também poderá conflitar ou beneficiar alguma outra iniciativa em andamento. Junte tudo, pondere cada sugestão e, então, desenvolva a versão 1.0 do seu plano de projeto.


Você também pode usar essa etapa de revisão do plano preliminar para questionar seu próprio pensamento e impulsionar sua equipe em busca de uma nova abordagem de trabalho.


Por exemplo, se você estiver trabalhando em um esquema de construção de um blog, a equipe de design pode começar a criar conceitos visuais enquanto os responsáveis pelo conteúdo desenvolvem textos.


A execução de ideias pela equipe e a criação de um diálogo aberto sobre a abordagem utilizada podem te ajudar a criar um planejamento mais robusto.


Esse tipo de comunicação aberta aumenta a confiança na equipe e tende a gerar um ambiente de colaboração que é extremamente útil para o desenvolvimento do trabalho.


10. Faça ajustes, refine o projeto

Você fez sua pesquisa, esboçou sua abordagem, discutiu com sua equipe e criou o seu plano de projeto base. Muito bem. Agora que o seu programa está em uma fase avançada, os ajustes são muito bem-vindos.

Reflita com base na realidade de cada passo conforme o checklist padrão. Os processos funcionaram? Os prazos excederam? Houve imprevistos?


Nesse momento, o importante é fazer os ajustes de maneira adequada e calculada, buscando sempre o melhor resultado final.


Refinar o planejamento de um esboço desenhado pode ajudar na execução de tarefas, trazendo mais recursos para concluí-las a tempo ou reduzindo o escopo para uma entrega em uma fase futura.


11. Monitore o progresso

Muitas vezes, os projetos saem exatamente como esperado! Tudo dá certo e o gerenciamento pós-implementação é o mais tranquilo possível.


Por outro lado, há momentos em que o trabalho vira um pesadelo terrível e você precisa acordar em plena madrugada para resolver problemas que parecem não ter fim. Se você trabalha como gestor de projetos, deve saber bem disso.


O progresso do trabalho precisa ser acompanhado pela equipe, respeitando o escopo definido lá na primeira etapa. Isso porque, por mais que você tenha desenvolvido um plano sólido, gerenciável e bem pensado, imprevistos sempre podem acontecer.


Será que o seu planejamento está pronto para vencê-los? O plano está, de fato, correndo bem? Os benefícios esperados serão atingidos dentro do prazo estipulado?


O progresso precisará ser algo constantemente monitorado em uma base diária. Descrever como o progresso e o sucesso serão acompanhados durante toda a duração do projeto é função de um gerente interessado e comprometido.


12. Documente tudo

Ao se planejar um projeto, é preciso ter a clara noção de que as coisas vão ser diferentes do que o previsto no plano inicial. Certifique-se de prosseguir com essas alterações por escrito, com a documentação atualizada.


À medida que a proposta caminha, mantenha um registro com todos os problemas ocorridos. Assim, você criará um documento com serventia para o aprendizado e poderá utilizá-lo para a melhoria contínua.


A organização minuciosa contribuirá para que ninguém trabalhe na versão errada dos documentos ou cronogramas. Além disso, os registros de cada etapa servem como provas dos momentos construídos e da autenticidade do trabalho desenvolvido. Por isso, não ignore o valor que existe no processo de documentação.


13. Mantenha todos atualizados

Finalmente, você precisa incluir mecanismos no seu plano de projeto que vão manter todos atualizados. Eles podem ser desde uma simples mensagem de confirmação até uma chamada de conferência de emergência, a fim de resolver um problema que acabou de surgir.


Não deixe o plano de comunicação ao acaso. Os colaboradores precisam saber o que está ocorrendo. Caso não tenham a informação de que determinada etapa precisa de auxílio, fica praticamente impossível oferecer ajudar no que for necessário.


O planejamento é a base da gestão de projetos. Cumprir cada etapa com atenção te ajudará a conduzir o plano por um bom caminho, alcançando os objetivos almejados.


Esperamos que você tenha encontrado utilidade nos 13 passos descritos para planejar um projeto! Agora, é só colocar em prática sem esquecer do checklist e ajustando os processos de acordo com a realidade da sua empresa.


Texto modificado do site Project Builder


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

É tempo de avançarmos na obra missionária, poema de Gilberto Celeti

 


É tempo de avançarmos na obra missionária!

Precisamos “levar a sério o homem para o qual (quer saiba ou não) JESUS CRISTO nasceu, morreu e ressuscitou. Trata-se do homem destinatário da Palavra de DEUS, tenha ouvido ou não. Trata-se desse homem que tem por SENHOR a DEUS, quer saiba quer não.” (Karl Barth)

Precisamos levar a sério a ordem: “Vão por todo o mundo e preguem o EVANGELHO a toda criatura.” (JESUS CRISTO)

 

Eu quero, mesmo, é conhecer a Cristo,

E as provações, bem sei, são úteis nisto,

As mágoas, aflições e até as dores,

Preciso vê-las, sim, como favores

 

Daquele que, com mão tão amorosa,

Conduz minha vida e sabiamente dosa

Momentos de aflição e inquietude

Com anos de alegria e de saúde.

 

Participar, então, de sofrimento

Com Cristo, muda o meu pensamento,

E sendo pelo Espírito ajudado

Eu ando deste mundo separado.

 

E mais e mais a Cristo semelhante,

Vivendo a vida que é abundante,

Conheço o que me traz transformação,

Que é o poder de Sua ressurreição.

 

Eu quero mesmo é conhecer a Cristo,

E cada instante, então, é sempre visto

Como preciosa oportunidade

De estar bem submisso à Sua Vontade.

  

"O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte".

(Filipenses 3:10).

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

10 conselhos aos missionários - Ronaldo Lidório



10 conselhos aos missionários, que se aplicam a todos os que servem a Deus

Ronaldo Lidório


1. Cuide de sua vida com Deus. Cuide bem de sua vida pessoal, especialmente de sua vida com Deus. Não negocie os momentos devocionais diários, mesmo debaixo das pressões do campo e do ministério.
2. Priorize a família. Não é segredo que a família é a instituição mais atacada em nossos dias. Priorizá-la tem sido uma ordem amplamente repetida, porém pouco praticada. De forma simples, priorizar a família é dedicar tempo e atenção à mesma.
3. Tenha um modelo de descanso. Normalmente a agenda missionária não é linear, portanto, poucos conseguem desenvolver uma rotina semanal. Se retirar um dia de descanso por semana não é um modelo viável em seu caso, use outros. O modelo de Cristo era de se engajar intensamente com o ministério e depois desengajar por um tempo para se refazer. É necessário ter um modelo de descanso.
4. Mantenha relacionamentos saudáveis. O relacionamento é possivelmente a melhor ferramenta de trabalho no universo missionário. Não se envolva com conflitos desnecessários e tenha em mente que manter um bom relacionamento com sua equipe e com o grupo-alvo determinará, em boa medida, o rumo do seu ministério.
5. Siga sua visão e chamado. Envolver-se com tudo é a melhor receita para nada concluir. Tenha uma visão clara e um ministério definido. Projete o que você, de acordo com sua visão e chamado, gostaria de ver concluído em 5 ou 10 anos.
6. Organize-se. Tenha um projeto ministerial bem definido e, preferencialmente, por escrito. Tenha clareza de alvos, estratégias e atividades. Liste as atividades em sua agenda, separando-as por mês e por semana. Faça listas diárias - se for de ajuda - e revise, sempre, a relação do que precisa ser feito.
7. Administre as críticas. A única forma de não ser criticado é nada fazer. Portanto, saber administrá-las é essencial para o missionário. Algumas dicas: (a) Não a jogue fora. Mesmo a que é formulada ou comunicada carnalmente pode conter uma verdade sobre a sua vida; (b) Não durma com a crítica. Após avaliá-la perante o Senhor, use o que for proveitoso e se desfaça dela. A crítica guardada por períodos prolongados desenvolve a capacidade de gerar profunda ansiedade na alma; (c) Não se torne um crítico. As pessoas mais críticas que conheço foram muito criticadas no passado.
8. Não faça de sua casa um lugar de refúgio. Aprender uma língua e uma cultura, plantar uma igreja ou desenvolver um projeto social, requer relacionamento com o povo local. Gaste mais tempo com o povo do que com sua equipe. Limite o tempo no computador e tenha uma rotina diária fora de casa.
9. Trabalhe enquanto é dia. Missionários tendem a deixar seus campos sem aviso prévio. As causas vão desde enfermidades, vistos, educação dos filhos, até outros fatores imprevisíveis. O tempo que você tem no lugar que Deus o colocou é, portanto, preciosíssimo. Use-o com sabedoria e intensidade.
10. Mantenha seu coração ensinável. Sempre temos muito a aprender e, às vezes, com a pessoa mais improvável. Leia, converse, participe de cursos e encontros, reflita sobre o que vê e ouve. Um coração ensinável aprende mais de Deus e não comete duas vezes o mesmo erro.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

O Ocidente Pós-Cristão e o Sul Global


O Ocidente Pós-Cristão e o Sul Global

 David Mathis

No processo de buscar todas as nações, Paulo levou o evangelho a Filipos (At 16) e, mais além, e pelos próximos dezessete séculos, o cristianismo se enraizou, particularmente, no Ocidente (Europa e América do Norte). A Reforma do século XVI aprofundou raízes em muitos aspectos, mas as terríveis guerras religiosas do século XVII alimentaram o "iluminismo" do século XVIII e, com ele, no decorrer do tempo, o modernismo e o secularismo.

Hoje, o Ocidente, outrora o reduto do cristianismo global, está se tornando cada vez mais (e aceleradamente) pós-cristão. Há bolsões de bênçãos significativas e grande esperança para o avanço nos dias a frente, mas, em geral, a igreja que, antigamente, estava no centro da sociedade ocidental, agora está na periferia (o que, na economia de Deus, pode ser algo muito bom para a igreja ocidental).

Entretanto, o declínio do cristianismo no Ocidente não significou o declínio global para o evangelho. Jesus edificará a igreja.

E lembre-se, Jesus nunca mente. Os últimos cinquenta anos produziram um desenvolvimento global impressionante e histórico, ao mesmo tempo que o cristianismo prosperava na África, América Latina e Ásia, algo que muitos estão chamando de “o sul global”. Os números podem ser enganosos, pois registram apenas os cristãos professos, mas mesmo permitindo inflação significativa, a tendência geral é surpreendente:

• Em 1900, a Europa abrigava mais de 70 por cento dos cristãos professos do mundo, mas em 2000, abrigava menos de 30 por cento. Nesse entretempo, a América Latina e a África passaram a abrigar mais de 40 por cento.

• Em 1900, a África tinha 10 milhões de cristãos professos, ou seja, cerca de 10 por cento da população. Mas em 2000, o número era de 360 milhões, ou seja, cerca de metade da população africana. Esta, talvez, assinale a maior mudança de afiliação religiosa na história do mundo. 1

• “O número de cristãos praticantes na China está se aproximando do número nos Estados Unidos.” 2

• “No domingo passado, [...] mais cristãos crentes frequentaram a igreja na China do que em toda a chamada ‘Europa cristã.’” 3

• “Em suma, a igreja cristã passou por uma maior redistribuição geográfica nos últimos cinquenta anos do que em qualquer outro período comparável de sua história, com exceção dos primeiros anos da história da igreja”. 4

Associando-se com o Sul Global

Essa tendência incrível faz alguns perguntarem se o Ocidente parou de enviar missionários. Não caberia agora ao sul global terminar a missão? A resposta clara é não. Em primeiro lugar, não descarte o poder de parcerias entre o Ocidente e o sul global para o avanço do evangelho. Porém, em segundo lugar, essas parcerias não devem significar apenas enviar dinheiro ocidental, mas também pessoas ocidentais, pois ir é necessário para discipular.

De acordo com o Projeto Josué, que monitora o progresso global do evangelho entre os povos não alcançados do mundo, estima-se que há sete mil grupos de povos não alcançados no mundo, num total de cerca de dezessete mil povos etnolinguísticos. 5 O Projeto Josué lista mais de 1.500 destes povos não alcançados nomeando-os de não engajados, o que significa que, atualmente, não há nenhum trabalho missionário entre eles. Com muito trabalho ainda a ser feito, terá de haver a parceria evangelística da igreja global — ocidental, hispânica, asiática, africana, do leste europeu, russa, brasileira, do Oriente Médio e mais —, para que a mensagem de Jesus seja levada até a última fronteira do mundo missionário, aos povos mais hostis ao evangelho. Como Michael Oh nos mostra no Capítulo 4, as missões dos dias de hoje já não são do Ocidente para o Oriente e do Norte para o Sul, mas “de todas as terras para todas s terras”.

Esta nova situação global cria a promessa de novas formas de parceria para enviar pessoas e recursos, dando origem, também, a novas possibilidades e problemas no Ocidente.

 

1.      Philip Jenkins, “Believing in the Global South”, First Things (Dezembro de 2006): p.13.

2.      Mark Noll, The New Shape of World Christianity: How American Experience Reflects Global Faith (Downers Grove, IL: IVP Academic, 2009). P.10

3.      Ibid.

4.      Ibid.

5.      www.joshuaproject.com

 

Trecho do livro Cumprindo a Missão: Levando o Evangelho aos Não Alcançados e aos Não Engajados (Org. John Piper e David Mathis, CPAD).

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