quarta-feira, 1 de julho de 2026

Uwumbor Adiin (Deus ouviu!) - Ronaldo Lidório

 


Uwumbor Adiin (Deus ouviu!)

Era uma manhã bastante ensolarada e seca como de costume antes de o harmatã (vento quente e seco que vem do interior, carregando pó do Saara) soprar do Saara em direção à nossa região. Eu acordara um pouco depois das seis horas para falar ao rádio e preparar nosso café da manhã. Queria fazer isso antes que começassem a chegar as pessoas que vinham de outras aldeias para serem atendidas por Rossana, minha esposa. Apesar de ser uma enfermeira especializada apenas na área de obstetrícia, desde que chegamos, ela começou a receber todos os tipos de casos, como doenças de pele, tumores, hepatite, tuberculose, meningite e outros.

A aldeia em que morávamos, chamada Nakpai, era uma típica aldeia konkomba. Tinha mais de vinte palhoças espalhadas numa grande área seca. Três enormes árvores separavam a área das palhoças da outra, onde começavam as plantações de inhame.

Depois de preparar o café, saí para cumprimentar os anciãos que estavam embaixo da árvore mais próxima. Isso é muito importante na cultura konkomba. Sentei-me com Rossana embaixo dessa árvore. Nesse momento surgiu no meio das palhoças uma mulher que certamente não era da tribo. Sua pele negra era de um tom mais claro. Os traços do rosto eram mais finos, como os dos povos do Norte. E ela carregava um bebê nos braços, ao passo que as konkombas o amarrariam nas costas com um largo pano.

Chegando-se a nós, usou um dialeto que não conhecíamos. Por meio de gestos, fizemos com que se sentasse e então pedimos que alguém fosse chamar Keke. Ele conhecia, além de muitos dialetos, o dagbani e o hausa, línguas comuns ao norte. Quando Keke chegou, vimos que, apesar de conversar algo com ela em dagbani, não havia clareza suficiente para travarem um diálogo. Resolvemos montar uma corrente de tradução. Assim as palavras viriam do hausa, passariam para o dagbani e chegariam ao konkomba. Depois de feito isso, pudemos entendê-la:

— Sou fulani-krê e vim porque ouvi dizer que alguns accharan (forasteiros) estavam curando pessoas.

Nós nos entreolhamos perplexos. Os fulani-krês eram de uma tribo nômade ao extremo norte, do ramo fula, que viera do sul de Burquina Faso. Até então não havíamos ouvido sobre nenhum contato missionário com esse grupo. E estava ali uma fulani-krê à nossa frente. Viera exclusivamente para nos encontrar.

Logo entendemos que o bebê estava doente.

— Posso ver a criança? perguntou Rosana.

Ela tomou a menina para examinar. Devia ter uns sete meses de vida.

O quadro era terrível. O crânio se mostrava deformado por um tumor que crescia do lado esquerdo, perto da orelha. Havia outros: no lado esquerdo do tórax, vários nas costas, pernas e calcanhares. Os tumores se espalhavam por todo o corpinho dela. Estavam todos cobertos por uma secreção amarela que brotava por entre as feridas.

— Isto começou há sete alunyes (cerca de três meses). Os curandeiros não sabiam o que fazer, pois a pele rachava e uma nova ferida aparecia quase todos os dias.

Podia-se notar que a criança tinha muita dificuldade para respirar. De tão enfraquecida, seu choro era quase inaudível. Estava febril, com os olhos avermelhados, certamente devido às infecções. Aquela secreção amarela sujara o pano que a enrolava. A mulher fulani-krê dava sinais de estar bastante cansada. Devia estar várias noites sem dormir, e o percurso desde a aldeia Nakpai era bem longo.

Rossana e eu nos entreolhamos. Sabíamos que não havia condições de tratá-la ali ou de enviá-la a alguma clínica ou hospital. Também não tínhamos como realizar testes. Além disso, os medicamentos que havíamos trazido já estavam no fim. Planejávamos fazer logo uma viagem para a capital, ao sul do país, a fim de reabastecer o estoque. Enfim, estávamos numa situação melindrosa. Primeiramente pela própria necessidade física da criança, e também pela raríssima oportunidade de podermos contatar os fulani-krés, o que dava um peso extra àquela circunstância.

Foi Rossana quem tomou a palavra:

— Em geral, nós temos medicamentos que ajudam na cura das doenças mais comuns. Mas, quanto a esta doença, não estamos certos sobre as causas, não temos condições de fazer testes que nos ajudem, e também o nosso estoque de medicamentos está no fim.

A mãe olhava para baixo com uma expressão de desânimo.

— Mas há algo que não é um remédio de homens, que é mais poderoso do que tudo o que temos e que pode curar sua filha, acrescentou Rossana.

— O que é? perguntou a mulher levantando o olhar.

— Há um Deus a quem servimos, que é o Uwumbor bro (único Deus), o qual tem todo o poder até sobre nossa vida...

Passamos, assim, a descrever quem é Deus, falamos do seu amor, do seu Filho — Yesu Kristu — e da sua Palavra para os povos, inclusive para os fulani-krês. Ela ouviu atentamente. Por fim, concluímos:

— Podemos pedir a Deus que, com o poder dele, cure a sua filhinha?

Rossana então orou, deixando que cada sentença da oração fosse traduzida para a sua língua, a fim de que entendesse claramente o que pedíamos.

Aa balen aa? (Você crê?) indagou Rossana.

N nlen! (Creio!)  

Depois disso, usamos um pouquinho do mercúrio, que havíamos misturado com água para render mais, e limpamos externamente as feridas. E assim ela se levantou e se foi, com a pequena criança envolta em um outro pano, limpo.

Quatro dias se passaram desde então. Mantínhamos nossa rotina, com os dias cada vez mais cheios. Num fim de tarde, vimos mais uma vez o perfil esguio da mulher fulani-krê. Vinha para nós com um olhar perplexo, trazendo a criança envolta em um pano.

Confesso que, ao se aproximar, senti um frio no estômago, pois a criança não se mexia. Aí pensei: “Ela morreu”.

Parando à nossa frente, ela abriu um grande sorriso, desenrolou o pano e, para surpresa da minha incredulidade, ali estava aquela pequenina criança dormindo calmamente. Estava curada por completo! Não se tratava de uma melhora, de uma cura parcial ou de uma diminuição dos tumores — eles haviam desaparecido totalmente. Estávamos perplexos. Passávamos a mão por sobre o crânio e o tórax, antes deformados pelos tumores, onde se abriam feridas cobertas pela secreção amarela. E não havia mais nada; nem tumores, nem feridas, nem secreção e, o que mais me impressionou: nem cicatrizes.

Uwumbor adiin (Deus ouviu), dizia ela entre sorrisos.

 A pele havia descascado ao redor dos lugares onde antes estavam as feridas no crânio, tórax, costas, pernas e calcanhares. Logo percebemos que aquilo seria a prova para o testemunho. Foi então que uma cena inimaginável até quatro dias antes começava a acontecer, o que me convenceu de que o Senhor estava produzindo um milagre. Aquela mulher, representante dos fulani-krês, povo até então sem nenhum contato com o evangelho de Cristo, começou a andar de palhoça em palhoça naquela aldeia onde morávamos. Ela ia testemunhando do Senhor, mostrando a criança curada e dizendo a única coisa que sabia na língua konkomba: “Uwumbor adiin” (Deus ouviu). E ali estávamos nós, missionários transculturais, saídos do Brasil para fixar residência no noroeste da África. E, nesse momento, nos encontrávamos sentados embaixo de uma árvore bem em frente da aldeia konkomba, enquanto uma mulher fulani-krê testemunhava do Deus vivo ao povo para o qual fomos chamados a evangelizar.

Querido leitor, enquanto aquela mulher passava de palhoça em palhoça, sorrindo e falando de Deus, sobre o qual nem ela nem ninguém do seu povo havia ouvido até quatro dias antes, três pensamentos correram pela minha mente:

1. Há uma promessa de bênção para todos os povos da Terra;

2. Jesus está vivo e presente entre nós;

3. Deus pode fazer o impossível acontecer.

Ronaldo Lidório, no livro Missões: O desafio continua (Ed. Betânia).


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Alcançando as fileiras de trás - Ilustração missionária

 


Alcançando as fileiras de trás

Neste momento, volte comigo para a história bíblica dos cinco mil que foram alimentados.

Um evangelista norueguês, que muito ministrou na África até a sua morte, anos atrás, compartilhou a seguinte analogia:

Imagine que essa história tenha sido bem diferente daquela que conhecemos nas Escrituras:

Jesus enche os cestos dos discípulos. Eles vão e dividem a comida com as pessoas que estavam sentadas em fileiras na grama. Eles começam com a primeira fileira. Todos da primeira fileira pegam sua porção. Depois, a segunda fileira e, depois, a terceira. Nesse tempo, os cestos ficam vazios. Então, os discípulos voltam a Jesus para enchê-los com mais peixe e mais pão.

Felipe, André e os outros voltam para as pessoas, mas em vez de irem para a quarta fileira, eles começam na primeira fileira novamente. Servem a fileira número 1, a número 2 e a número 3. Seus cestos se esvaziam de novo. Eles voltam a Jesus. Ele enche os cestos outra vez. E durante todo o dia, até o Sol se pôr, somente as três primeiras fileiras são servidas.

O que você acha que as pessoas das fileiras de trás diriam?

— Ei! O que está acontecendo? Como é que aqueles que estão nas primeiras fileiras são servidos vez após vez enquanto nós ainda não temos comida alguma?

Felizmente, não foi isso o que aconteceu. Todos conhecemos essa história bíblica.

Trágico é o que está acontecendo em todo o mundo cristão nos dias de hoje. A maioria das igrejas está servindo as fileiras da frente, vez após vez, enquanto mais de dois bilhões de almas ainda estão esperando nas fileiras de trás por um único pedaço de pão. Oitenta e sete por cento de toda obra missionária e das finanças ainda estão indo para os povos e nações que têm ouvido o evangelho de novo, e de novo.

Deus está procurando homens, mulheres e crianças que façam das fileiras de trás a sua prioridade. Oswald Smíth questionou: "Por que alguns devem ouvir o evangelho duas vezes enquanto Outros não o ouviram uma vez sequer?".  

Eu o convido a orar:

"Senhor, tu podes usar um menino no evangelho, também podes me usar. Eu te entrego meu pão e meu peixe. Toma a minha vida e usa-me. Eu atendo ao chamado para ir às fileiras de trás, onde quer que elas estejam. Nunca terei falta de pão, porque o Senhor o providenciará à medida que eu servi-lo fielmente. Em teu nome, eu vou".

Timothée Paton – É Tempo de Deixar a Praia


sábado, 13 de junho de 2026

A Oração do Mobilizador de Missões

 


Oração e compromisso do mobilizador de Missões

 Fabrício Freitas

Senhor da Seara, eu me coloco diante de ti com o coração quebrantado, consciente da grandeza do teu chamado e da urgência da tua missão. Tu és o Deus que chama, que envia e que provê, e eu sou apenas um servo, desejoso de te obedecer.

Obrigado por me permitir fazer parte da tua obra, por confiar a mim o privilégio de mobilizar outros para a tua missão. Reconheço que esta tarefa não é minha, é tua. Por isso, eu peço: renova em mim o teu Espírito, enche-me de paixão pelas almas, de amor pela igreja e de zelo pela tua glória entre as nações.

Usa minha voz para despertar os que dormem. Usa minhas mãos para plantar e colher. Usa minha vida como ponte entre o clamor do campo e o coração da igreja. Que eu nunca tema falar da tua obra. Que eu nunca me cale diante da tua voz. Que eu nunca me acomode diante da tua causa.

Senhor, ensina-me a interceder com lágrimas, a mobilizar com coragem, a ofertar com alegria, a servir com humildade e a planejar com excelência. Faz-me fiel no pouco e perseverante no muito. Que eu não vivo para ser aplaudido, mas para ver teu nome exaltado entre todos os povos.

Se for preciso semear com dor, que eu semeie com esperança. Se for preciso caminhar sozinho, que eu caminhe convicto. Se for preciso enfrentar oposição, que eu me firme na tua Palavra, mas que eu nunca perca o amor pela obra missionária, nunca esqueça o alvo, nunca abandone a cruz.

Que minha vida seja resposta de oração de missionários cansados. Que minha voz leve consolo aos corações desanimados. Que meus pés se apressem em anunciar boas notícias. E que meu coração permaneça firme, até que toda tribo, povo e nação te conheça e te adore.

Tudo é teu, Senhor. Minha mente, minhas mãos, meus recursos, meus dias. Recebe a minha entrega, fortalece o meu chamado e sustenta a minha caminhada até o fim.

Em nome de Jesus, o Senhor da Missão, eu oro.

Amém.


No livro Elo: Entre o campo missionário e o coração generoso da Igreja: Chamado e prática do mobilizador de missões. Rio de Janeiro: Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, 2026.


domingo, 7 de junho de 2026

RAZÕES PARA IR AO CAMPO MISSIONÁRIO

 


RAZÕES PARA IR AO CAMPO MISSIONÁRIO

João Petreceli

Inicialmente, é comum atribuir ao plantio de igrejas uma das finalidades últimas da missão. Interessante lembrar que a ordem de Cristo não versava especificamente sobre isso, pois o intuito não é constituir uma réplica de um modelo empresarial, como uma franquia. Não são requisitos encontrar um ponto adequado, oferecer um bom pacote de serviços que atendam a necessidade do público-alvo e, assim, esperar as pessoas comparecerem. Infelizmente, quem detém esse ímpeto, até consegue algumas adesões, porém, normalmente, estão insatisfeitos com suas antigas igrejas. Não foi essa a missão entregue a nós pelo nosso Senhor.

Por que não há na Bíblia um mandamento para plantarmos igrejas? Ora, não é necessário. Se o alicerce estiver apoiado em fazer discípulos, o plantio será saudável. Desde a fundação dessa comunidade, veremos discípulos que crescem no firme propósito de serem mais parecidos com Cristo e, por isso, brilharão a luz do evangelho e salgarão a terra. Certamente, também descobriremos nesse meio outras pessoas que, apesar de declarar publicamente a fé, vivem para seus sonhos. No entanto, o discipulado será a chave para transformar esse grupo em terreno fértil para aperfeiçoá-lo na visão de Cristo.

Como vimos, defender apenas o evangelismo para iniciativa missionária é superficial e, se estiver desvinculado do discipulado, significa preparar terreno para as seitas e quaisquer ventos de doutrinas. Além disso, existe o perigo de gerar pessoas que perpetuarão mal testemunho e envergonharão o nome de Cristo, pois elas não assimilaram a real dimensão da vida cristã. Não alimente essa visão exclusiva de evangelizar, planeje formar discípulos para Cristo, sim, investir em homens e mulheres com teologia saudável e, sobretudo, desenvolver ética e missão que caminham juntos. A verdade é que obra missionária sem discipulado é [ou pode ser] um desserviço ao reino de Deus.

Outros são motivados para ir ao campo para se tornarem professores de seminários e, em certos casos, é oportuno; no entanto, o ato de ensinar teologia não reflete, necessariamente, em formar discípulos para Cristo. Enganam-se os que pensam que a simples transmissão de informações, como propõe o modelo grego, será o alvo da missão. Aprender a Palavra do Senhor com profundidade tem lugar reservado durante o discipulado, como ficou nítido no ministério de Cristo e dos apóstolos. Contudo, eles seguiam o modelo judaico, que alinha a doutrina e a prática, ou seja, propõe o ensino e obediência de tudo o que Jesus ministrou. Essa aplicabilidade estende-se para além da sala de aula, atinge a caminhada cristã como um todo e cria oportunidades para os conceitos se encaixarem no cotidiano. Não se dedique apenas ao magistério tradicional, aspire por servir ao reino, formando discípulos por meio do ensino formal e informal.

Por fim, a razão de alguns irem ao campo é para tão somente cuidar e amar pessoas. Esses indivíduos assim se expressam: "Não vou para pregar ou ensinar, mas para servi-las" e, dessa forma, concebem a versão evangélica da ordem dos franciscanos. Nesse afã, muitos citam a famosa frase atribuída a Francisco de Assis: "Evangelize, evangelize, evangelize e, se necessário, use palavras." Jesus não nos deu uma tarefa social para resolver problemas temporais e externos dos homens, mas uma missão espiritual, eterna e profundamente arraigada na raiz de todos os seres humanos. As estratégias sociais, esportivas, educacionais e artísticas são válidas desde que não sejam um fim em si mesmos.



Trecho do livro Conselhos para vocacionados à missão transcultural (Kingdom Words, 2025).


 

domingo, 31 de maio de 2026

ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS: Folheto gratuito para evangelizar jovens em risco de criminalidade



O Ministério Veredas Missionárias apresenta o folheto ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS. O material é na verdade um folder do tamanho de uma folha A4, com duas dobras (compondo seis páginas ou painéis). Sua mensagem é adequada para adolescentes e jovens adultos em risco de envolverem-se, ou já envolvidos, com o tráfico de drogas e a criminalidade em geral. 


O folheto é disponibilizado em duas versões: Colorido e em preto-e-branco. Você pode imprimi-lo em sua impressora caseira, ou pode levar o arquivo a uma gráfica, e imprimir a quantidade que desejar. Isso mesmo: Liberamos o material para uso livre, e sem a necessidade de você pedir licença.

OBS.: Recomendamos que você tenha sabedoria e discernimento ao evangelizar com este material, em virtude de poder estar confrontando, ainda que amigavelmente, pessoas envolvidas de alguma forma com a violência.


PARA BAIXAR O ARQUIVO DO FOLHETO COLORIDO (uma pasta compactada contendo as duas artes, frente e verso), CLIQUE AQUI (para baixar pelo Google Drive) ou AQUI (para baixar pela Biblioteca de Missões).


PARA BAIXAR O ARQUIVO DO FOLHETO em PRETO E BRANCO (uma pasta compactada contendo as duas artes, frente e verso), CLIQUE AQUI (para baixar pelo Google Drive) ou AQUI (para baixar pela Biblioteca de Missões).


ATENÇÃO: Se você verdadeiramente realiza o trabalho de evangelismo e acredita que pode utilizar este material, podemos lhe enviar pequenas quantidades (de 20 a 100 exemplares) deste folheto. Mas é necessário que você nos prove, de alguma maneira, que realmente realiza este tipo de trabalho, pois nossos recursos são escassos e não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar material. Escreva para o e-mail: sreachers@gmail.com


LEIA ABAIXO A MENSAGEM DO FOLHETO:


ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS

 

Uma agonia dilacera minha mente. Sou uma estatística, um número frio. Quando cheguei aqui, me sentia muito sozinho. Estava tomado pela tristeza e esperava encontrar algum conforto.

Não encontrei. O que vi foram diversas outras pessoas com os corpos tão estraçalhados quanto o meu. Recebi um número e fui colocado em uma categoria. A categoria se chamava “Autos de resistência”.

O dia em que morri era um dia normal no morro. Como queria ter ficado em casa! Mas eu achava que era esperto demais para ficar em casa. Agora me lembro de como entrei para o tráfico achando que ia virar alguém.

— Brota lá na boca — me disseram. — Todo mundo aqui faz isso.

Tinha dezesseis anos quando peguei o primeiro rádio e fui pro vapor. A adrenalina parecia liberdade. Parecia poder. Parecia dinheiro no bolso e respeito na rua. Ninguém me ensinara que aquilo tudo não durava. Ou eu não acreditei.

Não importa como aconteceu o confronto, eu estava no lugar errado — fazendo um trabalho que não devia, e em meio a uma grande operação policial. Mas estava vivendo o que achava que era minha vida, minha escolha. A última coisa de que me lembro foi o barulho do helicóptero sobrevoando o morro, gritos de “Lombrou, lombrou! A casa caiu!”, e então o beco virou um inferno de tiros. Ouvi estampidos. Senti um ardor violento no peito, outro na perna. Tudo ficou torto. Ouvi meu próprio grito.

De repente, acordei. Tudo estava em silêncio. Um policial estava de pé ao meu lado. Vi um socorrista da ambulância. Meu corpo estava estraçalhado. Estava coberto de sangue, misturado com a lama da viela. Havia cartuchos de bala espalhados por todo lado. Achava estranho não sentir nada. “Ei, não ponham esse lençol em cima da minha cabeça. Não posso estar morto. Tenho só dezesseis anos. Tinha planejado sair do tráfico. Tinha prometido pra minha mãe. Ainda nem vivi. Não posso estar morto!”

Mais tarde, fui colocado em uma gaveta. Minha mãe veio me identificar. Por que precisava me ver desse jeito? Por que eu precisava olhar nos olhos dela enquanto ela enfrentava o pior calvário da sua vida? Ela veio com o avental de trabalho ainda amarrado na cintura — nem teve tempo de trocar de roupa. Disse ao encarregado com a voz que mal saía:

— É o meu filho. É o meu menino.

O enterro foi estranho. Vi todos os meus parentes e amigos andarem na direção do caixão. Eles olharam para mim com os olhos mais tristes que já vi. Alguns dos meus amigos estavam chorando — os mesmos que me chamaram pra vida que me trouxe até aqui. Algumas meninas tocavam na minha mão e soluçavam enquanto se afastavam.

“Por favor, alguém me acorde! Me tire daqui.” Não posso suportar ver minha mãe sofrendo tanto. Ela trabalhou tanto pra me criar sozinha. Meu irmão mais novo está olhando pro caixão sem entender. Ele tem onze anos. Eu era o espelho dele. Que espelho eu fui. Todo mundo está em transe. Ninguém pode acreditar nisso. Eu também não posso acreditar.

“Por favor, não me enterrem! Não estou morto! Tenho muita vida para viver! Quero rir e correr de novo. Quero ver meu irmão crescer. Quero uma chance de sair do morro por conta própria, com dignidade. Por favor, não me ponham no chão! Prometo que se o Senhor me der só mais uma chance, Deus, vou ser diferente. Vou achar outro caminho. Tudo o que quero é mais uma chance. Por favor, Deus, eu tenho só dezesseis anos.”

 

UM CONVITE À VIDA

Jovem, este relato não precisa ser o seu. O crime faz promessas de poder e dinheiro, mas só entrega duas coisas: a prisão ou o cemitério. Não espere chegar ao ponto onde o arrependimento é apenas um grito no vazio.

Deus oferece a você uma saída agora mesmo. Como diz a Palavra em Atos 3:19-20: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor".

Busque um novo caminho. Honre o esforço de quem ama você. Escolha viver com dignidade e deixe que Deus transforme a sua história enquanto ainda há vida em seus pulmões.

 

VERSÍCULOS BÍBLICOS PARA SUA REFLEXÃO:

 

“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!” – Salmos 1:1

 

“Disse-lhe Jesus: ‘Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.’” – Mateus 26:52

 

“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” – Gálatas 6:7

 

“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço. Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda!” – Provérbios 1:8-10

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” – 1 João 1:9

 

“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor [...]” – Atos 3:19,20a

 

“Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês. Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel? Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!” – Ezequiel 18:30-32


domingo, 24 de maio de 2026

Eventos Missionários acontecendo no segundo semestre de 2026

 


Como já é tradicional, apresentamos a nossa listagem de eventos missionários (viagens, cursos, congressos etc.) que irão acontecer neste final de primeiro semestre (junho) e durante todo o segundo semestre de 2026

Caso saiba de algo que deveria figurar por aqui, nos envie a informação escrevendo para o endereço de e-mail:  sreachers@gmail.com



Congresso Missionário da ABUB - Aliança Bíblica Universitária do Brasil. Informações: https://www.missao2026.com.br/












Informações e inscrição: https://www.e-inscricao.com/EMP/32edicao


Congresso Missionário Internacional - Igreja Batista do Caminho









Escola de Missões Esperança e Fé no Sertão - https://www.mef.org.br/emef


Informações: (31) 9 9244-5921





Inscrições: CLIQUE AQUI


Eventos acontecerão nas cidades de Manaus, Anápolis (GO), Anastácio (MS), Campinas e Belo Horizonte. Acesse as informações: https://linktr.ee/vocarebrasil











Informações e inscrições: CLIQUE AQUI.








Imersão missionária. Instagram: https://www.instagram.com/novastribosshekinah


No Amazonas. Informações pelo tel/whatsapp: (92) 92474798

sábado, 23 de maio de 2026

Igrejas ainda podem participar do Domingo da Igreja Perseguida 2026, em 31 de maio

 


Faltando poucos dias para o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2026, igrejas de todo Brasil ainda podem se mobilizar para participar da campanha, que será realizada no próximo 31 de maio.

Promovido pela missão Portas Abertas, o DIP é um movimento global que convida igrejas a dedicarem um culto ou programação especial à Igreja Perseguida, cristãos que enfrentam níveis elevados de perseguição, discriminação, violência e restrições por causa da fé em Jesus.

Neste ano, o evento traz o tema “Fé corajosa no Oriente Médio e Norte da África”, voltando o olhar da igreja brasileira para uma das regiões mais desafiadoras do mundo para os seguidores de Cristo.

O Oriente Médio, berço de grandes religiões, é também marcado por conflitos intensos. Em diversos países da região, ser cristão representa um risco real. Em meio à guerra, destruição e pobreza, milhões de irmãos e irmãs carregam marcas profundas da perseguição: muitos são forçados a fugir, outros são expulsos de casa, e os que permanecem enfrentam isolamento e pressão diária para renunciar à fé.


Um retrato de fé em meio à guerra

Dois países ilustram essa realidade e são destaque no DIP 2026: Síria e Iêmen.

Na Síria, a igreja sofre há mais de uma década com a violência. Em 2011, havia cerca de 2 milhões de cristãos no país; hoje, restam menos de 580 mil. Mesmo diante da drástica redução, muitos permanecem firmes. “Estou muito temeroso com a questão da presença dos cristãos do Oriente Médio em geral”, afirma o pastor Ibrahim Nsier, da Igreja Presbiteriana de Alepo. Para ele, o êxodo cristão impacta toda a igreja global: “A igreja não deveria se sentir saudável quando a igreja no Oriente Médio não está”.

Já no Iêmen, considerado um dos contextos mais difíceis para seguir a Jesus, a fé pode custar liberdade, dignidade e até a vida. Cristãos enfrentam ameaças de morte, prisão, violência e discriminação até mesmo no acesso a ajuda humanitária. Ainda assim, a igreja cresce de forma silenciosa e resiliente. Um líder cristão local resume esse cenário: “Não passou um único ano sem um incidente grave de perseguição. Cada vez, a igreja fica abalada e tomada pelo medo”.


Fé corajosa que permanece

A proposta do tema deste ano é destacar uma fé que não depende das circunstâncias. Uma fé semelhante à de Daniel e seus amigos, que declararam: “O Deus a quem servimos pode livrar-nos, mas, se não nos livrar, não serviremos aos teus deuses” (Dn 3:17-18).

É essa fé corajosa que permanece mesmo quando o livramento não vem, que sustenta cristãos que perderam casas, empregos e até familiares, mas não negaram a Cristo.


Ainda dá tempo de participar

Mesmo com a data próxima, igrejas de qualquer denominação ainda podem se cadastrar e organizar sua programação.

A Portas Abertas reforça que o DIP foi pensado para ser simples e acessível, permitindo que qualquer igreja participe, independentemente do tamanho ou estrutura. Todo o material já está disponível online.


Materiais completos e gratuitos

Para apoiar as igrejas na vivência do tema deste ano, a Portas Abertas disponibiliza gratuitamente:

Explicação detalhada do tema “Fé corajosa” e do contexto do Oriente Médio e Norte da África; guia prático com orientações passo a passo; sugestão de liturgia e roteiro de culto; vídeos e testemunhos reais de cristãos perseguidos; artes e materiais de divulgação; notícias e conteúdos atualizados; material para culto infantil, entre outros.

Os recursos ajudam a conectar a igreja local à realidade de cristãos que vivem sob pressão constante e risco iminente.


Uma resposta que vai além de um dia

Há quase quatro décadas, o Domingo da Igreja Perseguida mobiliza milhares de igrejas no Brasil em intercessão.

Mais do que um evento, o DIP é a resposta da igreja livre à dor da igreja perseguida, um chamado para:

  • Orar intencionalmente pelos cristãos do Oriente Médio e Norte da África
  • Desenvolver empatia e consciência global
  • Apoiar quem enfrenta perseguição diariamente
  • Fortalecer a unidade do Corpo de Cristo


Mobilização global

O DIP já se consolidou como um dos maiores movimentos de oração pela Igreja Perseguida no Brasil, reunindo comunidades cristãs em uma rede de apoio espiritual e prático.

Cada igreja pode adaptar a programação à sua realidade, seja em cultos, encontros menores ou ações online.


Como cadastrar sua igreja

No dia 31 de maio, sua igreja pode fazer parte dessa mobilização global. Veja aqui como cadastrar sua igreja. A inscrição é gratuita e aberta a todas as denominações.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Temor e Amor motivam a Dedicação à Missão – Russell Shedd

 


“Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os homens. O que somos está manifesto diante de Deus e esperamos que esteja manifesto também diante da consciência de vocês. Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração. Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” - 2 Coríntios 5:11-17

 

Descobrimos neste parágrafo central a explicação do enigma da dedicação de missionários como Paulo. As motivações que foram transparentes para ele, são desgastadas para a grande maioria dos obreiros na seara do Senhor, hoje.

A primeira motivação é o temor do Senhor (v. 11). Ele fala da reação enraizada no conhecimento do julgamento por Cristo que todos teremos que enfrentar (v. 10). A falta do temor do Senhor, que caracteriza a igreja evangélica moderna, se deve em grande parte à "graça barata" que frequentemente se prega. O perdão não custa nada, portanto o horror da desobediência ao onipotente Deus desvanece. O aperfeiçoamento da nossa santificação ocorre onde o temor do Senhor reside (2Co 7.1). Se experimentarmos o real temor do Senhor, persuadiremos os homens (5.12). Se um alarme de fogo ressoa nos corredores de um hotel ou de uma escola, e sabemos que é apenas um ensaio, não nos apressamos para sair, nem tomamos cuidado. Porém, se surgir um cheiro de fumaça, se o alarme não para de incomodar, se os ruídos dos carros de bombeiros cortam o silêncio da noite e gritos de hóspedes ou alunos desesperados começam a ecoar nos corredores, aí sim, o temor dominará.

Algo semelhante motiva o coração de Paulo. Uma visão realista do futuro e a condenação dos homens perdidos o incomodavam. "Tenho grande tristeza e incessante dor no coração" são palavras que ele escolheu para descrever esse incômodo (Rm 9.2). "Persuadimos aos homens" (v. 11) descreve como o apóstolo tentava mostrar a lógica do caminho da salvação aos não-cristãos. Pelo relatório em Atos, sabemos que Paulo ensinava nas sinagogas dos judeus em toda cidade em que queria implantar uma igreja. Usava as Escrituras em que os judeus confiavam para mostrar que Jesus era o Messias esperado e que ele precisava morrer e ressuscitar para cumprir as profecias (At 17.2,3; 1Co 15.3). Em Atos também, encontramos pregações de Paulo para auditórios gentios (veja At 14.14-17; 17.16-31). Ele contextualizava suas mensagens, citando poetas ou filósofos, para tornar mais persuasiva sua palavra. Em Éfeso, Paulo apresentava diariamente os argumentos, favorecendo o cristianismo na escola de Tirano (At 19.9). "Alguns deles foram persuadidos", escreve Lucas, acerca dos gregos piedosos e mulheres distintas que creram (At 17.4)

A segunda motivação central para incentivar um compromisso com a missão é "o amor de Cristo" (5.14). Do original não podemos saber se é o amor de Cristo por nós ou de nós por Cristo. Provavelmente, não faz muita diferença neste verso. O que importa é que seja um amor constrangedor, que exclui outros amores que usualmente nos preocupam. Uma vez que o Espírito derramou o amor de Deus no coração de Paulo (Rm 5.5), esses amores alheios cederam lugar ao seu amor por Cristo (cf. 1Jo 4.10,19).

As distinções na quantidade de amor que motiva os obreiros, têm sua explicação nesse fator variável. Jesus quis enfatizar essa verdade, quando foi convidado para ir à casa de um fariseu (Lc 7.36-47). Uma pecadora também entrou na casa. Ficou aos pés de Jesus, regando-os com lágrimas, ungindo-os com unguento e enxugando-os com os cabelos. Jesus notou que o fariseu não tinha dado o mínimo da atenção esperada de um anfitrião. Jesus perguntou ao fariseu quem dentre os dois devedores perdoados amava mais ao credor compassivo. A resposta óbvia era quem foi perdoado mais. Então Jesus fez a aplicação. Acerca da mulher, ele declarou "ela amou muito" (Lc 7.47).

Nada é mais óbvio no ministério do que a diferenciação de intensidade de amor nos missionários enviados para os campos. Um ministro de justiça, em Brasília, amargamente comentou que, enquanto ele fosse responsável, não concederia nenhum visto a missionário algum. Ficou amargurado, ao perceber que um missionário do seu conhecimento veio ao Brasil, para criar gado e buscar riquezas. Faltou o amor constrangedor de Cristo.

Acontece que ainda que todos os pecadores salvos pela graça tenham recebido perdão, não são todos que o apreciam com a mesma intensidade. Se o sentimento de indignidade e merecimento de castigo for muito forte, o alívio do perdão constrange mais. O amor cresce e emana do coração, com mais devoção.

Paulo acrescenta um outro fator explicativo: a solidariedade de Cristo com os eleitos em sua morte. "Um morreu por todos, logo todos morreram" (v. 14b). É um conceito pouco comentado, hoje, mas que é uma verdade central do Novo Testamento (veja R. Shedd. A Solidariedade da Raça. S. Paulo: Ed. Vida Nova, 1994, passim). A morte do Chefe ou Cabeça implica na morte de todos que estão nele. Se não fosse assim, a morte vicária de Jesus não teria valor algum para nos livrar da culpa ou inserir-nos no Corpo de Cristo. Tal como o pecado de Adão incluiu a toda a raça, assim a obediência de Cristo salva a todos que nele se abrigam.

É bom lembrar que a morte de Cristo teve uma razão pouco reconhecida. Ele morreu por todos, para que os que vivem (ressuscitados com ele pela fé) não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (v.15). Jesus padeceu para conquistar nosso egoísmo e para que sirvamos Aquele que deu a si mesmo por nós. O esforço missionário, portanto, é uma consequência de uma compreensão clara do significado da cruz. Assim como é irracional praticar a fornicação porque não pertencemos a nós mesmos (1Co 6.19,20), o cristão depois de ter morrido com Cristo, não tem uma existência independente.

Devemos entender por que Paulo diz que "daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne" (v. 16). A importância de cada homem ou mulher não reside na sua raça, riqueza, inteligência ou talentos. O significado da existência humana mudou totalmente com esta união com Cristo. Ser uma "nova criatura" (ou criação, v. 17) implica no fato único: sua importância para Deus e o seu reino. Depois da morte, teremos mudanças incríveis em nossa maneira de avaliar as pessoas. Os heróis serão, seguramente, os humildes desconhecidos (cf. Lc 16.25).

"As cousas antigas já passaram" (v. 17b) quer dizer que as demandas da velha aliança são substituídas pelas da nova. As novas cousas que regem a vida do homem se resumem na nova ambição do verso 15, "Para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu..." A nova valorização daqueles que nenhuma importância têm para o mundo, mostra a nova realidade do homem em Cristo. A nova criação se torna visível na igreja de Jesus Cristo, a nova sociedade unida pelos laços de amor e do Espírito.

Russell Shedd

Capítulo do livrete Missões: Vale a pena investir? (Shedd, 2001).

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

NOVAS ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: Livro gratuito com 600 ilustrações sobre missões, serviço e mordomia cristã

 


O livro gratuito que você tem diante dos olhos possui um valor altíssimo. Está mesmo na prateleira de cima dos livros mais valiosos. Ele é uma antologia: uma reunião do melhor encontrável nos melhores livros. Um antologista percorre milhares e milhares de páginas para extrair aquilo que julga ser o mais relevante segundo o propósito que ele tem em mente. E, após muita depuração, entrega ao leitor a riqueza que custou o suor, as experiências, a inteligência e a criatividade de dezenas ou centenas de autores.

Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

PDF com tamanho de fonte (letra) otimizado para
leitura em aparelhos celulares.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder.


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E, se você deseja o LIVRO IMPRESSO, ele está disponível na editora Uiclap, ao preço de custo (não obtemos lucros com a venda, para deixar o livro no mínimo valor possível na editora, que imprime e vende sob demanda). Ele possui 542 páginas, em formato 16x23cm. Acesse o site da editora AQUI.





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