sábado, 23 de maio de 2026

Igrejas ainda podem participar do Domingo da Igreja Perseguida 2026, em 31 de maio

 


Faltando poucos dias para o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2026, igrejas de todo Brasil ainda podem se mobilizar para participar da campanha, que será realizada no próximo 31 de maio.

Promovido pela missão Portas Abertas, o DIP é um movimento global que convida igrejas a dedicarem um culto ou programação especial à Igreja Perseguida, cristãos que enfrentam níveis elevados de perseguição, discriminação, violência e restrições por causa da fé em Jesus.

Neste ano, o evento traz o tema “Fé corajosa no Oriente Médio e Norte da África”, voltando o olhar da igreja brasileira para uma das regiões mais desafiadoras do mundo para os seguidores de Cristo.

O Oriente Médio, berço de grandes religiões, é também marcado por conflitos intensos. Em diversos países da região, ser cristão representa um risco real. Em meio à guerra, destruição e pobreza, milhões de irmãos e irmãs carregam marcas profundas da perseguição: muitos são forçados a fugir, outros são expulsos de casa, e os que permanecem enfrentam isolamento e pressão diária para renunciar à fé.


Um retrato de fé em meio à guerra

Dois países ilustram essa realidade e são destaque no DIP 2026: Síria e Iêmen.

Na Síria, a igreja sofre há mais de uma década com a violência. Em 2011, havia cerca de 2 milhões de cristãos no país; hoje, restam menos de 580 mil. Mesmo diante da drástica redução, muitos permanecem firmes. “Estou muito temeroso com a questão da presença dos cristãos do Oriente Médio em geral”, afirma o pastor Ibrahim Nsier, da Igreja Presbiteriana de Alepo. Para ele, o êxodo cristão impacta toda a igreja global: “A igreja não deveria se sentir saudável quando a igreja no Oriente Médio não está”.

Já no Iêmen, considerado um dos contextos mais difíceis para seguir a Jesus, a fé pode custar liberdade, dignidade e até a vida. Cristãos enfrentam ameaças de morte, prisão, violência e discriminação até mesmo no acesso a ajuda humanitária. Ainda assim, a igreja cresce de forma silenciosa e resiliente. Um líder cristão local resume esse cenário: “Não passou um único ano sem um incidente grave de perseguição. Cada vez, a igreja fica abalada e tomada pelo medo”.


Fé corajosa que permanece

A proposta do tema deste ano é destacar uma fé que não depende das circunstâncias. Uma fé semelhante à de Daniel e seus amigos, que declararam: “O Deus a quem servimos pode livrar-nos, mas, se não nos livrar, não serviremos aos teus deuses” (Dn 3:17-18).

É essa fé corajosa que permanece mesmo quando o livramento não vem, que sustenta cristãos que perderam casas, empregos e até familiares, mas não negaram a Cristo.


Ainda dá tempo de participar

Mesmo com a data próxima, igrejas de qualquer denominação ainda podem se cadastrar e organizar sua programação.

A Portas Abertas reforça que o DIP foi pensado para ser simples e acessível, permitindo que qualquer igreja participe, independentemente do tamanho ou estrutura. Todo o material já está disponível online.


Materiais completos e gratuitos

Para apoiar as igrejas na vivência do tema deste ano, a Portas Abertas disponibiliza gratuitamente:

Explicação detalhada do tema “Fé corajosa” e do contexto do Oriente Médio e Norte da África; guia prático com orientações passo a passo; sugestão de liturgia e roteiro de culto; vídeos e testemunhos reais de cristãos perseguidos; artes e materiais de divulgação; notícias e conteúdos atualizados; material para culto infantil, entre outros.

Os recursos ajudam a conectar a igreja local à realidade de cristãos que vivem sob pressão constante e risco iminente.


Uma resposta que vai além de um dia

Há quase quatro décadas, o Domingo da Igreja Perseguida mobiliza milhares de igrejas no Brasil em intercessão.

Mais do que um evento, o DIP é a resposta da igreja livre à dor da igreja perseguida, um chamado para:

  • Orar intencionalmente pelos cristãos do Oriente Médio e Norte da África
  • Desenvolver empatia e consciência global
  • Apoiar quem enfrenta perseguição diariamente
  • Fortalecer a unidade do Corpo de Cristo


Mobilização global

O DIP já se consolidou como um dos maiores movimentos de oração pela Igreja Perseguida no Brasil, reunindo comunidades cristãs em uma rede de apoio espiritual e prático.

Cada igreja pode adaptar a programação à sua realidade, seja em cultos, encontros menores ou ações online.


Como cadastrar sua igreja

No dia 31 de maio, sua igreja pode fazer parte dessa mobilização global. Veja aqui como cadastrar sua igreja. A inscrição é gratuita e aberta a todas as denominações.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Temor e Amor motivam a Dedicação à Missão – Russell Shedd

 


“Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os homens. O que somos está manifesto diante de Deus e esperamos que esteja manifesto também diante da consciência de vocês. Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração. Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” - 2 Coríntios 5:11-17

 

Descobrimos neste parágrafo central a explicação do enigma da dedicação de missionários como Paulo. As motivações que foram transparentes para ele, são desgastadas para a grande maioria dos obreiros na seara do Senhor, hoje.

A primeira motivação é o temor do Senhor (v. 11). Ele fala da reação enraizada no conhecimento do julgamento por Cristo que todos teremos que enfrentar (v. 10). A falta do temor do Senhor, que caracteriza a igreja evangélica moderna, se deve em grande parte à "graça barata" que frequentemente se prega. O perdão não custa nada, portanto o horror da desobediência ao onipotente Deus desvanece. O aperfeiçoamento da nossa santificação ocorre onde o temor do Senhor reside (2Co 7.1). Se experimentarmos o real temor do Senhor, persuadiremos os homens (5.12). Se um alarme de fogo ressoa nos corredores de um hotel ou de uma escola, e sabemos que é apenas um ensaio, não nos apressamos para sair, nem tomamos cuidado. Porém, se surgir um cheiro de fumaça, se o alarme não para de incomodar, se os ruídos dos carros de bombeiros cortam o silêncio da noite e gritos de hóspedes ou alunos desesperados começam a ecoar nos corredores, aí sim, o temor dominará.

Algo semelhante motiva o coração de Paulo. Uma visão realista do futuro e a condenação dos homens perdidos o incomodavam. "Tenho grande tristeza e incessante dor no coração" são palavras que ele escolheu para descrever esse incômodo (Rm 9.2). "Persuadimos aos homens" (v. 11) descreve como o apóstolo tentava mostrar a lógica do caminho da salvação aos não-cristãos. Pelo relatório em Atos, sabemos que Paulo ensinava nas sinagogas dos judeus em toda cidade em que queria implantar uma igreja. Usava as Escrituras em que os judeus confiavam para mostrar que Jesus era o Messias esperado e que ele precisava morrer e ressuscitar para cumprir as profecias (At 17.2,3; 1Co 15.3). Em Atos também, encontramos pregações de Paulo para auditórios gentios (veja At 14.14-17; 17.16-31). Ele contextualizava suas mensagens, citando poetas ou filósofos, para tornar mais persuasiva sua palavra. Em Éfeso, Paulo apresentava diariamente os argumentos, favorecendo o cristianismo na escola de Tirano (At 19.9). "Alguns deles foram persuadidos", escreve Lucas, acerca dos gregos piedosos e mulheres distintas que creram (At 17.4)

A segunda motivação central para incentivar um compromisso com a missão é "o amor de Cristo" (5.14). Do original não podemos saber se é o amor de Cristo por nós ou de nós por Cristo. Provavelmente, não faz muita diferença neste verso. O que importa é que seja um amor constrangedor, que exclui outros amores que usualmente nos preocupam. Uma vez que o Espírito derramou o amor de Deus no coração de Paulo (Rm 5.5), esses amores alheios cederam lugar ao seu amor por Cristo (cf. 1Jo 4.10,19).

As distinções na quantidade de amor que motiva os obreiros, têm sua explicação nesse fator variável. Jesus quis enfatizar essa verdade, quando foi convidado para ir à casa de um fariseu (Lc 7.36-47). Uma pecadora também entrou na casa. Ficou aos pés de Jesus, regando-os com lágrimas, ungindo-os com unguento e enxugando-os com os cabelos. Jesus notou que o fariseu não tinha dado o mínimo da atenção esperada de um anfitrião. Jesus perguntou ao fariseu quem dentre os dois devedores perdoados amava mais ao credor compassivo. A resposta óbvia era quem foi perdoado mais. Então Jesus fez a aplicação. Acerca da mulher, ele declarou "ela amou muito" (Lc 7.47).

Nada é mais óbvio no ministério do que a diferenciação de intensidade de amor nos missionários enviados para os campos. Um ministro de justiça, em Brasília, amargamente comentou que, enquanto ele fosse responsável, não concederia nenhum visto a missionário algum. Ficou amargurado, ao perceber que um missionário do seu conhecimento veio ao Brasil, para criar gado e buscar riquezas. Faltou o amor constrangedor de Cristo.

Acontece que ainda que todos os pecadores salvos pela graça tenham recebido perdão, não são todos que o apreciam com a mesma intensidade. Se o sentimento de indignidade e merecimento de castigo for muito forte, o alívio do perdão constrange mais. O amor cresce e emana do coração, com mais devoção.

Paulo acrescenta um outro fator explicativo: a solidariedade de Cristo com os eleitos em sua morte. "Um morreu por todos, logo todos morreram" (v. 14b). É um conceito pouco comentado, hoje, mas que é uma verdade central do Novo Testamento (veja R. Shedd. A Solidariedade da Raça. S. Paulo: Ed. Vida Nova, 1994, passim). A morte do Chefe ou Cabeça implica na morte de todos que estão nele. Se não fosse assim, a morte vicária de Jesus não teria valor algum para nos livrar da culpa ou inserir-nos no Corpo de Cristo. Tal como o pecado de Adão incluiu a toda a raça, assim a obediência de Cristo salva a todos que nele se abrigam.

É bom lembrar que a morte de Cristo teve uma razão pouco reconhecida. Ele morreu por todos, para que os que vivem (ressuscitados com ele pela fé) não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (v.15). Jesus padeceu para conquistar nosso egoísmo e para que sirvamos Aquele que deu a si mesmo por nós. O esforço missionário, portanto, é uma consequência de uma compreensão clara do significado da cruz. Assim como é irracional praticar a fornicação porque não pertencemos a nós mesmos (1Co 6.19,20), o cristão depois de ter morrido com Cristo, não tem uma existência independente.

Devemos entender por que Paulo diz que "daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne" (v. 16). A importância de cada homem ou mulher não reside na sua raça, riqueza, inteligência ou talentos. O significado da existência humana mudou totalmente com esta união com Cristo. Ser uma "nova criatura" (ou criação, v. 17) implica no fato único: sua importância para Deus e o seu reino. Depois da morte, teremos mudanças incríveis em nossa maneira de avaliar as pessoas. Os heróis serão, seguramente, os humildes desconhecidos (cf. Lc 16.25).

"As cousas antigas já passaram" (v. 17b) quer dizer que as demandas da velha aliança são substituídas pelas da nova. As novas cousas que regem a vida do homem se resumem na nova ambição do verso 15, "Para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu..." A nova valorização daqueles que nenhuma importância têm para o mundo, mostra a nova realidade do homem em Cristo. A nova criação se torna visível na igreja de Jesus Cristo, a nova sociedade unida pelos laços de amor e do Espírito.

Russell Shedd

Capítulo do livrete Missões: Vale a pena investir? (Shedd, 2001).

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

NOVAS ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: Livro gratuito com 600 ilustrações sobre missões, serviço e mordomia cristã

 


O livro gratuito que você tem diante dos olhos possui um valor altíssimo. Está mesmo na prateleira de cima dos livros mais valiosos. Ele é uma antologia: uma reunião do melhor encontrável nos melhores livros. Um antologista percorre milhares e milhares de páginas para extrair aquilo que julga ser o mais relevante segundo o propósito que ele tem em mente. E, após muita depuração, entrega ao leitor a riqueza que custou o suor, as experiências, a inteligência e a criatividade de dezenas ou centenas de autores.

Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

PDF com tamanho de fonte (letra) otimizado para
leitura em aparelhos celulares.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder.


BAIXE O LIVRO PELO SITE BIBLIOTECA DE MISSÕES, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.

BAIXE O LIVRO PELO GOOGLE PLAY STORE (LIVROS), CLICANDO AQUI.


E, se você deseja o LIVRO IMPRESSO, ele está disponível na editora Uiclap, ao preço de custo (não obtemos lucros com a venda, para deixar o livro no mínimo valor possível na editora, que imprime e vende sob demanda). Ele possui 542 páginas, em formato 16x23cm. Acesse o site da editora AQUI.





quarta-feira, 22 de abril de 2026

O ABC da Mobilização Missionária

 


ABC da Mobilização Missionária Cristã

A — Amor pelas nações
A mobilização começa no coração de Deus, que ama todos os povos e deseja que todos O conheçam.

B — Bíblia como fundamento
A Palavra revela o propósito missionário desde Gênesis até Apocalipse.

C — Chamado compartilhado
Missões não são tarefa de poucos, mas responsabilidade de todo o Corpo de Cristo.

D — Dependência do Espírito Santo
Nenhuma mobilização frutifica sem direção, poder e sensibilidade espiritual.

E — Envolvimento da igreja local
A igreja é o centro da mobilização: envia, sustenta, ora e cuida.

F — Formação missionária
Ensinar, discipular e preparar gera obreiros firmes e conscientes.

G — Generosidade sacrificial
Recursos financeiros são instrumentos para que o evangelho avance.

H — Humildade cultural
Mobilizar é ensinar a servir povos diferentes com respeito e aprendizado mútuo.

I — Intercessão perseverante
A oração sustenta missionários e abre portas espirituais.

J — Jovens despertos
A mobilização floresce quando novas gerações abraçam o chamado.

K — Kairós de Deus
Reconhecer o tempo oportuno de Deus para agir e obedecer.

L — Lideranças engajadas
Pastores e líderes influenciam decisivamente a visão missionária da igreja.

M — Missão integral
Proclamar o evangelho cuidando também das necessidades humanas.

N — Nações não alcançadas
O foco permanece onde Cristo ainda não foi anunciado.

O — Obediência acima do conforto
Mobilização desafia zonas de segurança e comodidade.

P — Parcerias estratégicas
Agências, igrejas e cristãos unidos ampliam o impacto missionário.

Q — Qualificação contínua
Aprender línguas, culturas e estratégias fortalece o envio.

R — Responsabilidade bíblica
Ignorar missões é ignorar um mandamento claro de Cristo.

S — Sustentação fiel
Missionários precisam de apoio constante, não apenas entusiasmo inicial.

T — Testemunho coerente
A vida do mobilizador fala tanto quanto suas palavras.

U — Unidade do Corpo de Cristo
A missão avança melhor quando há cooperação, não competição.

V — Visão além das fronteiras
Mobilizar é enxergar o mundo como campo missionário.

W — Work (trabalho) perseverante
A obra missionária exige esforço contínuo e fidelidade.

X — Cristo (do grego Χριστός, transliterado como Christós)
Missões existem porque Cristo é digno de ser conhecido e adorado.

Y — Yield (rendição)
Mobilização verdadeira nasce de corações rendidos à vontade de Deus.

Z — Zelo pelo evangelho
Um ardor santo para que o nome de Jesus seja proclamado até os confins da terra.

 

 Agora um outro 'ABC', em estilo devocional:


ABC da Mobilização Missionária Cristã (Devocional)

A — Amor que nasce em Deus
Antes de qualquer envio, há um amor eterno que alcança todas as nações.

B — Bíblia que nos chama
A Palavra de Deus arde em nosso coração e nos envia ao mundo.

C — Coração disposto
Deus procura servos que digam: “Eis-me aqui”.

D — Dependência diária do Espírito
Sem Ele, caminhamos em vão; com Ele, avançamos com poder.

E — Entrega sem reservas
Missões começam quando colocamos tudo no altar.

F — Fé que se move
Crer é obedecer, mesmo sem ver o caminho completo.

G — Graça que alcança povos
O mesmo favor que nos salvou deseja alcançar outros.

H — Humildade para servir
Somos aprendizes diante das culturas e histórias que Deus ama.

I — Intercessão que sustenta
De joelhos, sustentamos aqueles que estão nos campos.

J — Jornada de obediência
Missões não são um evento, mas um caminhar com Deus.

K — Kairós do Senhor
Discernimos o tempo de Deus e respondemos sem demora.

L — Lágrimas que regam a semente
Onde há oração sincera, há colheita futura.

M — Missão que glorifica Cristo
Não anunciamos a nós mesmos, mas o Senhor crucificado e ressurreto.

N — Nações no coração de Deus
Cada povo é precioso aos Seus olhos.

O — Obediência que vence o medo
Seguimos adiante confiando naquele que nos envia.

P — Propósito eterno
Vivemos para algo maior do que esta vida.

Q — Quebrantamento sincero
Deus usa vasos rendidos, não perfeitos.

R — Resposta ao chamado
O Senhor ainda pergunta: “A quem enviarei?”

S — Sustento fiel
Cuidar dos que vão é parte da nossa adoração.

T — Testemunho vivo
Nossa vida proclama antes mesmo das palavras.

U — Unidade em amor
Juntos, refletimos o coração do Pai ao mundo.

V — Visão que ultrapassa fronteiras
O Espírito amplia nossos horizontes.

W — Work (obra) nas mãos de Deus
Trabalhamos confiando que Ele dá o crescimento.

X — Cristo (do grego Χριστός) exaltado
Ele é o centro, a mensagem e o destino final da missão.

Y — Yield (do inglês rendição; rendição completa)
Rendemo-nos à vontade de Deus, confiando em Sua sabedoria.

Z — Zelo santo
Queimar pelo nome de Jesus até que todos O conheçam.


Veredas Missionárias, com Chat GPT.


domingo, 19 de abril de 2026

Carta aberta aos familiares de missionários em zonas de conflito

 


Lilly Rivera

Prezado pai, mãe ou irmão(ã) de um ente querido que vive em uma zona de conflito,

Eu te vejo. Ah, como eu te vejo. Vejo você pegando o celular antes mesmo de sair da cama para ver o que aconteceu durante a noite no Oriente Médio e buscar informações que garantam que sua família lá está bem. Vejo você se perguntando por que eles ainda não pegaram um avião e voltaram para “casa”, em segurança. Vejo você mandando mensagens para eles, perguntando várias vezes por semana (talvez várias vezes por dia?) “Como vocês estão? Como estão as crianças? Do que vocês precisam?” 

Sei que existem muitos "e se" que passam  pela sua cabeça. Sei dos planos que você fez para preparar a casa, "por precaução". 

Você está exausto(a) depois dos últimos três anos de guerras no Oriente Médio, em especial. Você se despediu há anos e continua se despedindo cada vez que seus entes queridos vêm para casa a trabalho ou quando você os visita. Você sente falta dos seus filhos e netos, e essa instabilidade adicional (de novo!) parece ser demais.

Você está com dificuldade para entender por que seus entes queridos estão tomando as decisões que estão tomando, decisões que podem colocá-los em risco. O governo está até mesmo pedindo aos ocidentais que deixem a região — por que eles não estão atendendo a esse apelo? 

Um pouco de tranquilidade 

Primeiramente, quero tranquilizá-lo(a) dizendo que a maioria das organizações que enviam trabalhadores para o exterior são muito bem treinadas em como lidar com questões de segurança para seus funcionários no país de destino. Elas não apenas possuem informações de segurança precisas, como muitas também treinam seus funcionários em como avaliar riscos e como se manterem seguros quando estiverem no exterior.

A maioria das equipes costuma ter planos de contingência em vigor, com diferentes níveis de atenção dependendo da natureza da ameaça. Quando uma guerra irrompe em uma região, a opção mais segura nem sempre é fugir e abandonar sua casa. Há muitas outras coisas a serem consideradas, e geralmente os trabalhadores em campo têm a árdua tarefa de ponderar todos esses aspectos junto com seus cônjuges, filhos, colegas de equipe, líderes e organizações. 

No caso dos Estados Unidos (e presumo que o mesmo se aplique a outros países), o Departamento de Estado adota uma  política de "não usar dois pesos e duas medidas", segundo  a qual, se suas embaixadas e funcionários oficiais americanos em um país estrangeiro estiverem em perigo e precisarem ser retirados do país, o Departamento deve informar os cidadãos americanos não oficiais sobre a ameaça potencial. Mas quando uma embaixada é atacada e o pessoal é evacuado, isso não significa necessariamente que todos os ocidentais precisem deixar a região. 

Podemos sentir urgência quando ouvimos que o Departamento de Estado emitiu um apelo para que todos deixem uma zona de conflito, mas isso não significa que, se alguém optar por ficar, esteja em perigo imediato ou fazendo algo imprudente. O governo está se precavendo, mas cada unidade/família tem o direito de decidir o que é melhor para sua família e situação específica. Em uma equipe, pode haver membros que precisem partir, e nós os apoiamos nessa decisão. E, nessa mesma equipe, há outros que optarão por ficar, e nós também os apoiamos nessa decisão. Cada unidade precisa buscar, em oração, a sabedoria do Senhor para sua vida específica.

Lembre-se também de que seus parentes não são turistas presos em terras estrangeiras. Provavelmente falam o idioma local, sabem se locomover pelas cidades e sabem quais áreas evitar em caso de instabilidade. Têm acesso a comida e água, contam com o apoio da comunidade local e estabeleceram uma rotina segura. Em outras palavras, fizeram daquele lugar o seu lar. Às vezes, a experiência real das pessoas no local é muito diferente daquela que é noticiada, e é muito menos traumático para as famílias permanecerem onde estão, para que seus filhos continuem indo à escola e mantenham uma sensação de normalidade. 

Espero que essas informações ajudem você a se sentir mais tranquilo — que seus parentes provavelmente estejam treinados e sendo liderados por pessoas que prezam pela segurança deles e têm planos de contingência. E que permanecer na região pode ser muito melhor a longo prazo para seus parentes do que desenraizar suas famílias e suas vidas por um período indeterminado. 

Duas dicas comprovadas pela neurociência 

Ao mesmo tempo, não quero minimizar o impacto desta situação em você. Você está passando por um momento de angústia e preocupação reais com seus familiares, e quando nosso sistema nervoso é ativado, muitas vezes sentimos a necessidade de estender a mão e fazer algo. E isso faz todo o sentido. 

É importante entender, porém, que nosso sistema nervoso não existe isoladamente. Ele é programado para se comunicar com os outros. Deus nos deu  neurônios-espelho  que respondem ao que observamos nos outros.

Quando você compartilha muita ansiedade e medo profundo em relação aos seus entes queridos e às decisões deles, o sistema nervoso deles capta isso. E, em vez de você ser um porto seguro para a vulnerabilidade deles, eles sentem o estresse e o peso de cuidar de você e da sua reação emocional à situação. Também é difícil para eles quando percebem que seu julgamento e sua capacidade de tomar decisões sensatas estão sendo questionados. 

Sei que você quer amar bem e ser um porto seguro para seus entes queridos. Considerando como Deus criou nosso sistema nervoso e como ele se comunica, gostaria de compartilhar algumas dicas sobre como interagir:

1) Transmita confiança na orientação de Deus e no discernimento e capacidade de seus familiares em seguir o Espírito Santo enquanto seguem a Cristo.  Eles não precisam ouvir o que você acha que eles precisam fazer. Eles não precisam ouvir sobre o medo profundo. Lembre-se de que eles estão caminhando na corda bamba e que seus níveis de estresse já estão altos. Eles sentem a extrema responsabilidade de cuidar de seus filhos e daqueles que estão sob seus cuidados. Nesse contexto, eles precisam de alguém que os ouça, precisam da confirmação de que o que estão vivenciando é difícil e também precisam ser lembrados de que não estão sozinhos e que, seja qual for a forma como Deus os guiar, Deus será fiel. Sua confiança em Deus é um dos melhores presentes que você pode dar a eles nesta fase da vida. 

2.) Se você perceber que seu sistema nervoso está ativado, identifique essa ativação e movimente a energia em seu corpo, de preferência antes de interagir com seus entes queridos.  Cuide primeiro de si mesmo e da sua capacidade emocional, para que você possa estar presente para eles. Faça exercícios de respiração, dê uma caminhada, ligue para um amigo de confiança que seja carinhoso com você.

Uma Presença Confortante 

Por fim, querido parente, sei que você sabe disso: temos um Pastor que está conosco e que nos serve um banquete mesmo na presença de nossos inimigos (Salmo 23). Ele te conhece e te vê enquanto você cuida e carrega o peso da angústia por aqueles que você ama profundamente. Ele está com você neste vale. 

Lembrar do nosso generoso anfitrião, Jesus, que se entregou a nós para ser o nosso banquete através do Seu corpo e sangue, é como lutamos as nossas batalhas. Tomamos o pão e bebemos o vinho, cremos que Ele venceu, louvamos a Ele e esperamos que Ele nos liberte, a nós e aos nossos entes queridos. 

Certamente, a bondade e a misericórdia estão te buscando especificamente por amar pessoas em uma zona de conflito. Você é importante, e seu amor por seus filhos, netos, irmãos ou pais é algo belo e bom. O Senhor honra esse amor. Seu amor envolve todas essas pessoas preciosas e, ainda melhor, o amor do nosso Deus Trino envolve todos vocês, ao mesmo tempo. Na presença de um Deus assim, nossos corações ternos encontram paz. 

E se você não for parente, mas conhecer parentes de pessoas no exterior, entre em contato com eles. Pergunte como estão. Mostre que você se importa. Peça sugestões concretas de como você pode ajudar. Às vezes, entrar em contato com esses parentes é a melhor maneira de servir aos trabalhadores no exterior. Contatá-los diretamente pode ser difícil. Mas mostrar às famílias que eles não foram esquecidos é um presente que jamais esquecerão. 

Que você possa sentir de forma palpável o quanto está amparada,
Lilly. 

Lilly Rivera – https://parentsofgoers.com/2026/03/21/an-open-letter-to-relatives-of-workers-in-conflict-zones/


quinta-feira, 9 de abril de 2026

O LEGADO DE CADA GERAÇÃO PARA A ATUALIDADE DA OBRA MISSIONÁRIA


Leidiane Chaves Nogueira

Jesus Cristo está edificando uma Igreja a partir de uma multiplicidade de iniciativas missionárias, em diversas áreas e é Seu propósito que essa diversidade contribua para a realização da missão. Quando as gerações se unem para trabalhar juntas, a complementaridade entre forças e fraquezas pode gerar um impacto na atuação e no crescimento de cada cristão.

A intergeracionalidade, ao invés de ser uma fonte de conflito, pode se transformar em uma oportunidade valiosa para colaboração, troca de experiências, sabedoria e inovação. Vamos observar, então, algumas características das gerações que coexistem nesse momento dentro da Igreja e na obra missionária e pontos de contato e aprendizado entre elas.

A geração nascida entre 1946 e 1964, chamada de Baby Boomers, possui como característica marcante sua vasta experiência. De modo geral, se trata de uma geração que tem como valor a lealdade e a estabilidade no trabalho por terem uma visão consolidada de longo prazo. Na obra missionária, tem um profundo conhecimento bíblico e resiliência forjada em anos de serviço fiel. São, por conseguinte, aqueles que possuem uma sabedoria prática e têm feito uma carreira missionária perseverante. No entanto, apresentam certa rigidez em processos e estruturas já estabelecidas e dificuldade em adaptar-se às novas tecnologias e as mudanças culturais. Isso pode ser uma janela de oportunidade para se conectarem com as gerações mais jovens e se apropriarem das ferramentas digitais e da leitura de mundo necessária para os desafios dos campos missionários, entre eles a solidão, o autocuidado e a colaboração.

A Geração Coca-Cola ou Geração X é formada por aqueles que nasceram entre 1965 e 1980. Eles vivenciaram o mundo em constantes e rápidas transformações, especialmente no campo da globalização e novas tecnologias. Por esses fatores, eles conseguem fazer a mediação entre Baby Boomers e os mais jovens, apesar de serem mais individualistas. No ambiente missionário, são independentes, pragmáticos, adaptáveis e estão interessados em encontrar soluções práticas para os desafios missionários. Por outro lado, podem aprender com as gerações mais novas sobre formas diferentes de organização e como atuar de maneira mais colaborativa – tanto no campo, como em parceria com as igrejas. Ademais, pode confiar na solidez das vivências e na perspectiva mais tradicional e estruturada dos missionários mais experientes, garantindo o equilíbrio entre inovação no fazer missionário e os sólidos fundamentos bíblicos da missão.

Os Millennials, geração nascida entre 1981 e 1996 – também conhecida como Geração Y, estão abertos para o mundo digital e inovação. Estão em busca de significado naquilo que realizam e têm como valores a colaboração a transparência e as questões sociais. Isso contribui para criar um ambiente missionário com a participação de diferentes grupos, seja pela formação de equipes multiculturais e multidisciplinares, ou ainda pela participação ativa de grupos autóctones na evangelização dos povos. Isso pode contribuir para o crescimento de reflexões missiológicas e de práticas que sejam autossustentáveis, bem como contribui para o engajamento da Igreja nas causas missionárias. Estando sob a orientação dos Baby Boomers, são capazes de superar sua impaciência e tornam-se mais resilientes aos desafios, como o sofrimento e outras adversidades do campo missionário. Além disso, podem aprender com a geração X a lidar com aspectos práticos de missões, como gestão de recursos, criação de confiança nas comunidades-alvo, entre outros.

Os da Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, são fluentes no mundo digital e sabem navegar pelas diferentes formas de comunicação atuais. Assim como os Millennials, têm um senso de propósito e interesse genuíno pelas causas sociais, mas são mais pragmáticos e adaptáveis. Podem ser uma força significativa no trabalho missionário, avaliando as necessidades contemporâneas e criando novas estratégias missionárias, que, às vezes, se contrapõem aos métodos de trabalho já consolidados. Nesse sentido, precisam do suporte das gerações anteriores para desenvolverem resiliência quanto aos desafios do campo missionário e uma visão mais ampla do impacto a longo prazo de suas ações.

Nascidos a partir de 2013, os da Geração Alpha têm uma capacidade de aprendizado acelerado e estão imersos na cultura digital. Isso é um forte indício de que trarão uma nova onda de criatividade e inovação, mas precisam desde agora aprender sobre a importância de um relacionamento profundo com Deus e de orientação quanto a colocar seu potencial geracional a serviço da obra missionária.

Em suma, toda a diversidade própria do convívio entre gerações é algo que Deus proporcionou à Igreja e que podemos usufruir com sabedoria, humildade e na perspectiva bíblica da mutualidade. Seja nas potencialidades de cada geração ou em suas fraquezas, podemos ver a ação de Cristo edificando para si um corpo e ajustando-o para Sua glória.

Trecho do artigo Intergeracionalidade: Extraindo o melhor de cada geração. Do livro Gestão de Missões na Igreja Local (org. de Seir Vasconcelos. Descoberta, 2025).

 

sábado, 28 de março de 2026

As perdas preciosas – e evitáveis – quando o missionário rompe com sua igreja local

 


Paulo Bottrel

Quando se rompe com a igreja, ou não se criam vínculos muito fortes, três grupos perdem com isso. O primeiro é o próprio missionário, porque o missionário que não vai realmente enviado pela sua igreja local, vai passar muita necessidade, seja financeira, espiritual ou de outra sorte; não haverá cobertura. Quando a igreja não envia o missionário, ele fica batendo de porta em porta, apresentando o seu projeto. E o que eles precisam para ir para o campo? Precisam de muitos mantenedores. Às vezes vão em 30 igrejas. Muitas nem recebem com carinho, outras prometem que vão ajudar e às vezes ajudam com uma quantia muito pequena e algumas prometem e depois nem ajudam mais. E quantos missionários estão lá no campo e têm que voltar porque uma igreja cortou, de repente, o sustento porque começaram a construir, por exemplo? O missionário que não é enviado por sua igreja acaba ficando em último lugar nas prioridades de outras igrejas que, muitas vezes, nem conhecem direito aquele missionário. A questão financeira é muito estressante. Há muitos missionários que estão nesse modelo. Sofrem muito, sim, com a questão financeira, com esse estresse de toda hora precisar voltar para conseguir mais mantenedores. Esse é um exemplo de como o missionário perde.

Mas não é só ele que perde. O grupo-alvo também perde. O povo, com o qual o missionário está trabalhando. Isso porque quando o missionário vai como freelancer, independente, o povo ganha apenas aquele missionário e, no máximo, a sua família. Mas se o missionário vai realmente sustentado, apoiado de verdade pela sua igreja local, que conhece os seus defeitos, suas qualidades, que está realmente ligada a ele, o povo ganha uma igreja inteira.  Vemos isso acontecendo na IB Central. Em todas as férias há alguma viagem missionária nas quais vão 40-60 pessoas.

Para onde vão? Para onde estão nossos missionários. E ali, então, aquele povo-alvo recebe médico, dentista, gente que vai trabalhar na área de agronomia, que vai ensinar sobre microcrédito... E é impressionante como o povo é abençoado não só pelo missionário, mas pela igreja daquele missionário. Por isso é algo muito mais completo quando o missionário paga o preço de esperar o tempo certo para ser realmente enviado pela sua igreja.

Mas ainda há um terceiro grupo que perde quando o missionário rompe com a sua igreja local, dizendo que a igreja não tem visão missionária. Qual é esse grupo? A própria igreja local, naturalmente. Por que a igreja perde com isso? Porque exatamente aquela pessoa incendiada por missões, que poderia incendiar a igreja toda, vai embora. E então, quem é que vai passar essa chama para o restante da igreja se o missionário rompe com ela? Mas quando o missionário paga um preço e espera a igreja amadurecer na visão, porque ele a está alimentando com a visão missionária, fomentando tudo isso que vimos acima, o que acontece? A igreja, quando envia o missionário, sente que está indo juntamente com ele.

Ela se sente parte daquela obra, e ela é realimentada constantemente com a visão missionária. Então o pessoal da igreja vai numa viagem para visitar o seu missionário e volta incendiado. Quem vai numa viagem missionária, mesmo de curto prazo, em geral, nunca volta a mesma pessoa. E acaba então incendiando a igreja. Não é incomum que muitos dos que participaram dessas viagens queiram também ser missionários. Então, a igreja perde muito quando aqueles que têm o ardor missionário resolvem romper com a igreja local.


 Trecho do artigo Enviar e acolher: Duas faces do cuidado responsável e amoroso. In Gestão de Missões na Igreja Local (org. de Seir Vasconcelos; Descoberta, 2025).


segunda-feira, 16 de março de 2026

Orar, Ofertar, Mobilizar, Ir: Aplicando os quatro pilares de missões em sua igreja



 João Marcos Barreto Soares

ORAR

Cultos dedicados à oração missionária: Incorpore de forma regular momentos dedicados à oração missionária nos cultos, dedicando tempo para suplicar pelas nações, missionários e desafios na disseminação do evangelho. 

Listas de oração especificas: Forneça listas atualizadas de pedidos de oração de missionários e projetos, incentivando os membros da igreja a incluí-los em suas orações pessoais.

 

OFERTAR

Contribuições missionárias: Eduque sobre a importância de alocar uma parte dos recursos financeiros para apoiar missionários e projetos missionários. Desenvolva campanhas específicas para coleta de fundos destinados a missões.

Parcerias financeiras pessoais: Fomente parcerias diretas entre pequenos grupos da igreja e missionários ou entidades missionárias, promovendo uma comunicação clara sobre o uso dos recursos doados.

 

MOBILIZAR

Capacitação e workshops: Ofereça treinamentos frequentes em evangelismo, missões transculturais e adaptação a diferentes culturas, preparando os membros para serem divulgadores ativos do evangelho. Eventos de conscientização: Realize eventos que ilustrem as necessidades e as possibilidades missionárias, trazendo missionários para relatar suas vivências e desafios, conectando os membros às missões de maneira mais direta.

 

IR

Experiências missionárias de curta duração: Incentive viagens missionárias de curta duração para que os membros possam vivenciar a missão transcultural, envolvendo-se em atividades práticas, evangelismo e suporte a projetos específicos.

Apoio ao envio de missionários: Suporte de forma ativa àqueles que se sentem chamados para a missão, providenciando um processo claro de preparação, mentoria e suporte logístico.

 

A aplicação destes pilares não só reforçará o DNA missionário dentro da igreja, como também estabelecerá uma cultura missionária dinâmica. Líderes têm um papel essencial ao exemplificar essas práticas, evidenciando como a oração, contribuição, mobilização e participação direta são aspectos fundamentais do caminho cristão. Incorporando estes pilares na rotina da igreja, ela se torna um farol de luz, expressando o amor de Cristo e realizando a grande comissão de maneira prática e efetiva.


Do livro O Chamado Inadiável para Completar a Missão


quarta-feira, 11 de março de 2026

Um e-book edificante e evangelístico: PALAVRAS DE VIDA - Auxílios da Bíblia para todos os momentos

 

Há uma certeza que se apresenta a todos na vida: Cada um de nós, num momento ou noutro, passará por dificuldades. Dificuldades que podem se manifestar das mais diversas formas, de doenças a questionamentos sobre o sentido da vida.

Neste e-book reunimos respostas e direcionamentos da Bíblia Sagrada para ajudar aqueles que enfrentam dificuldades.

Seja qual for a sua religião, ou mesmo se você não possui uma, saiba que nas Escrituras um oásis de sabedoria milenar está à sua disposição, para ajudá-lo.

Este é um e-book breve e bastante prático, composto de textos independentes, feitos como pequenos roteiros, a serem lidos e consultados sempre que necessário; você também pode utilizá-los como estudos guiados, aumentando seu conhecimento das verdades eternas.

Esperamos que tais auxílios possam trazer esperança e entendimento, paz e conforto ao seu coração.


OPÇÕES DE DOWNLOAD:

Baixe pelo Google Drive, clicando AQUI.

Baixe pelo nosso site Biblioteca de Missões, clicando AQUI.

Baixe pela Playstore do Google, clicando AQUI.

Disponível também na Amazon, gratuito para assinantes Kindle Unlimited, AQUI.


segunda-feira, 2 de março de 2026

Guias Fundamentos da Mobilização – Um recurso gratuito para igrejas e mobilizadores

 


Quando falamos sobre missões, normalmente focamos nos perdidos, no campo missionário e nos obreiros que atuam nesse campo. No entanto, ao longo de muitos anos de envolvimento com missões, pouco se tem dado atenção ao processo de mobilização de recursos para o trabalho no campo.

Aqueles que já estiveram envolvidos nesse processo — que chamamos de mobilização missionária — sabem que isso não acontece da noite para o dia.

Se esse processo não for bem conduzido, pode levar à quebra de confiança da igreja, ao envio de novos obreiros despreparados e até à desistência de missionários — entre outras consequências. A Missão OMF International (Overseas Missionary Fellowship), uma missão de atuação global com foco especial no Leste asiático, oferece gratuitamente, e em português, quatro livretos (e-books) sobre diversos aspectos da mobilização missionária. São eles: Mobilização como Vocação; Mobilização e a História da Igreja; Enfoque da Mobilização; e Princípios e Práticas da Mobilização.

Para fazer o download, acesse o site da missão aqui ( https://omf.org/pt-br/recursos/guias-fundamentos-da-mobilizacao/e preencha um breve cadastro, para receber o link para download dos e-books em seu e-mail.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

BIBLIOTECA DE MISSÕES: Novo site reúne nossos livros e recursos missionários gratuitos

 

Uma boa notícia para os engajados em missões: Todo o acervo de recursos (e-books, revistas, cartazes, jogos etc.) do ministério Veredas Missionárias agora está reunido em um site especial, a Biblioteca de Missões. Ficou muito mais fácil, rápido e prático encontrar materiais de seu interesse, e baixar gratuitamente o que quiser. Acesse, salve e compartilhe este link:

https://bibliotecademissoes.com/


Se você possui blog ou site, insira o link da Biblioteca em sua lista de links.


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