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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Participando de projetos sociais apoiados pela igreja – Alguns exemplos de sucesso

 


Em seu livro Missões Para Pequenos Grupos Multiplicadores (JMN, 2017), o pastor Djalma Albuquerque dá alguns exemplos de ações sociais evangelísticas realizadas por sua igreja.


Nossa igreja (1ª PIB de Campo Grande) apoia muitos projetos sociais aqui em Campo Grande (MS), alguns dos quais precisam de voluntários para funcionar. Imagino que em sua cidade haja projetos assim também, quem sabe até organizados por sua igreja. Se for assim, o líder de missões pode incentivar os membros ou os participantes de grupos como células ou PGMs (Pequenos Grupos Multiplicadores, metodologia adotada por algumas igrejas) e segmentos como a Secretaria de Missões a marcar um dia para servir e abençoar vidas. Certamente será uma experiência inesquecível.

O grupo pode começar um trabalho em um hospital, e se já tiver alguém atuando em um, ele pode se unir e somar forças. Podemos visitar os enfermos, orar com eles, entregar presentes ou cartões escritos pelos membros da igreja, cantar músicas cristãs, entre muitas outras atividades. Para isso, podemos inclusive aproveitar as datas comemorativas do ano, como o Natal. Ações como essas farão toda a diferença na vida de quem as recebe e de quem as pratica. Às vezes não precisamos dizer nada, nem fazer nada demais, porém somente nossa presença já "fala alto" por si só. Mas esse contato precisa ser constante o ano todo.

O trabalho em nossa igreja tem o nome de Equipe da Esperança. Essa equipe visita duas mil pessoas por mês, vinte e quatro mil por ano. É muito bom quando temos alguém que ama esse ministério e se dedica a ensinar os membros de seu grupo a fazer visitas e ajudar no que for preciso. O grupo pode, por exemplo, pintar uma parede do hospital, levantar doações de cadeiras de rodas, muletas, chinelos, fraldas para adultos e produtos de higiene pessoal. No dia da entrega, o líder de missões do grupo deve estar preparado para fotografar, filmar, organizar um momento de culto com a direção do hospital para que vejam que a igreja se importa e participa.

Lembro-me de uma vez que o Projeto IDE (Instituto de Desenvolvimento Evangélico) precisava pintar as paredes de seu prédio mais antigo. Voluntários da nossa igreja se prontificaram e, em um fim de semana, conseguiram pintar prédio inteiro por dentro e por fora. Glória a Deus! Em outra oportunidade, num Natal a igreja coletou e encapou caixas de sapato e colocou dentro um brinquedo simples, além de um minipanetone, balas e pirulitos. Marcamos o dia para levar os presentes a uma comunidade carente. Foi algo maravilhoso que marcou a todos. Esse projeto atende hoje mais de cem mil pessoas por ano e, por se dedicar a crianças em risco, já recebeu recursos do Criança Esperança e da Petrobras. Hoje as crianças têm uma história linda para contar. Elas aprendem a montar instrumentos musicais e recebem aulas de robótica. Várias delas tocam na orquestra do projeto. Melhoraram seu comportamento em casa, na escola e na sociedade. Isso tudo é fruto da integração do projeto com uma igreja que ora e participa.

Há também o Projeto Nova, que resgata mulheres "profissionais" do sexo e as abriga em uma casa. No começo não sabíamos como fazer. Havia muito preconceito, muito medo. Como preservar o anonimato e ao mesmo tempo trabalhar e colher frutos? Deus levantou uma irmã abençoada, que junto com seu marido iniciaram o projeto. Depois de alguns anos a igreja começou a aprender a interagir além de orar nos grupos e células. O próximo passo foi perguntar o que podíamos fazer para ajudar. Em certa ocasião os grupos se organizaram e, em um sábado, pegaram caixas de madeira, envernizaram, cortaram e montaram suportes de flores e hortas, que embelezaram a sede do projeto. Foi um dia em que aquelas mulheres perceberam que a igreja ama longe e perto. Foi inesquecível! Eu também estava lá e perguntei a uma irmã, Elza:

- Você já conhecia o projeto?

A reposta foi negativa.

- O que está achando do trabalho? - quis saber.

- Maravilhoso! - ela disse. - Não imaginava que eu poderia ser tão útil fazendo tão pouco e me divertindo tanto na obra de Deus!

Hoje Elza é voluntária do projeto e contagia outros voluntários.

Temos outro projeto chamado Nova Criatura, que há mais de vinte anos trabalha com resgate, restauração e ressocialização de egressos do sistema prisional. São pessoas que aceitaram Jesus dentro do presídio e que, quando saem, vão para uma casa abrigo, onde tiram documentos, aprendem uma profissão e recomeçam a vida. O projeto começou pequeno, foi ganhando experiência e hoje tem uma associação que cuida dessas pessoas. No início alguns irmãos da igreja tinham dificuldades de oferecer uma nova oportunidade para alguém com aquele perfil, mas aos poucos Deus foi permitindo que o coração desses irmãos fosse tocado com testemunhos vitoriosos, e as portas foram se abrindo.

Alex é um bom exemplo. Começou sozinho a fazer tapeçaria, e deu tão certo que hoje é empresário e faz sofás, pufes, cadeiras e é líder de um PGM abençoado. Outro exemplo é Oscar. Preso por assaltar bancos, conheceu Jesus dentro do presídio e, depois de cumprir sua pena, foi para a casa abrigo. Começou lavando carros usados e aos poucos foi crescendo. Hoje é gerente da Michelin Pneus na cidade de Três Lagoas-MS. Há muitos outros testemunhos como esses. Tudo começa quando pedimos direção de Deus para fazer a sua vontade e nos dispomos a obedecer.

Outro projeto que a nossa igreja apoia é o Impacto Aventuras, que surgiu com Fernando Campos, um dos ex-presidiários. Ele abriu uma empresa de dedetização e é apaixonado por esportes radicais e de aventura. Lidera uma equipe de voluntários que vão a escolas, praças, retiros e igrejas para levar alegria e ensino de vida. Eles usam cama elástica, futebol de sabão, torre para fazer escalada, piscina de bolinhas, malha de escalada, tirolesa, giroscópio, floorball e rapel. A criançada fica louca de ver tanta coisa boa e dá atenção a uma palavra que impacta por meio do amor e da dedicação de cada um. Os PGMs da igreja abençoam o Projeto orando e se envolvendo para conhecer como é na prática o seu cotidiano. Os voluntários ajudam a montar e desmontar o equipamento, organizar filas e colocar os equipamentos, preencher fichas, cuidar da segurança, preparar lanches, limpar as áreas, conversar com os pais e ainda participam ativamente das brincadeiras.

Garanto que, quando envolvemos os membros dos PGMs em projetos sociais e eles começam a ver os milagres de Deus por meio das orações chegando ao campo missionário, eles não permanecem os mesmos.

Djalma Albuquerque


sábado, 28 de junho de 2025

A motivação para a missão

 


Alan Bazilio

Missão Raabe


Se todo seu empenho e esforço missionário for baseado nas necessidades que você enxerga ao olhar para o mundo, inevitavelmente você será tragado pelas circunstâncias e se tornará um ativistas com motivações ideológicas.

A causa social é justa, real e inegável.
Mas a missão não existe por causa da fome, miséria, injustiça e guerras no mundo.
A missão existe porque "Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o seu filho para salvar todo aquele que Nele crer".
A fome, a miséria, a injustiça e as guerras existem por causa do pecado.
A missão é Deus resgatando e salvando o homem pecador e esse novo homem agora em Cristo, por meio de Cristo e para a glória de Cristo, manifestar, tornar visível ao mundo a sua nova vida através de novos frutos.
Abandonando a maldade, a corrupção, a injustiça; ou seja, abandonando as obras das trevas, do pecado e a partir de agora andando na luz.
A missão deve ser feita com os olhos voltados para o Deus e não para as mazelas humanas.
A missão é muito mais que uma causa social.
A missão é uma obra divina, uma porta para a eternidade.
A missão não visa apenas o agora, o presente.
Não quer apenas justiça para quem sofre hoje.
A missão impõe a sua justiça sobre causas sociais sim, mas principalmente sobre o pecado.
Não apenas para que a humanidade não sofra hoje, mas principalmente para que não sofra na eternidade.
A missão de Deus não quer te dar apenas uma vida melhor agora.
A missão de Deus quer te dar vida eterna.
E isso nenhuma agência social, nenhuma ONG, projeto ou fundação pode fazer.
Só a missão de Deus pode oferecer a vida eterna para a humanidade.
E Deus faz isso por meio da sua igreja.
A igreja "não faz missões".
A igreja é o instrumento missionário usado por Deus para o cumprimento da sua missão no mundo.

sexta-feira, 29 de março de 2024

O ABORTO em Frases, Poemas e Reflexões: Antologia em e-book gratuito para download

 

O tema do aborto tem mobilizado mentes, corações e culturas ao longo da história. Nos dias de hoje, tornou-se questão incontornável, transcendendo delimitações sanitárias, sociológicas, políticas e religiosas para inserir-se no centro do debate público.

Temos, ao longo dos anos, editado diversas antologias, dos mais variados escopos e amplitudes. Em sua maioria, antologias poéticas ou de citações. Para execução de tal atividade, é de praxe a aquisição e/ou consulta de livros no gênero, e o leitor deve saber que é relativamente farta a disponibilidade – no caso das citações – de livros de frases em nossas prateleiras. No entanto, transitando, por prazer e a trabalho, por dezenas de antologias e mesmo dicionários de citações, jamais vimos o verbete “aborto” categorizado em obra alguma. Até citações esparsas sobre um tema tão significativo estão curiosamente ausentes deste gênero de literatura. Assim, tomamos para nós a tarefa de, mesmo reféns da brevidade, organizar e disponibilizar a presente obra, de maneira alguma exaustiva, sobre esse assunto vital.

E este pequeno livro é na verdade uma antologia multigêneros: às diversas citações sobre o aborto, unimos uma seleção de poemas e, por fim, uma coleção de pequenos textos de reflexão que ajudarão a iluminar nosso entendimento sobre o assunto.


       Esse é um livro gratuito, que nasce em serviço da sociedade e da melhor das intenções. Convidamos você a ler e também a compartilhar este conteúdo, com quantos achar conveniente.

Para baixar o seu exemplar gratuitamente pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.


sexta-feira, 8 de março de 2024

A LUTA CONTRA O ABORTO: Desvio da Grande Comissão ou parte dela?

 

MUITOS CRISTÃOS BEM-INTENCIONADOS ACREDITAM que as igrejas deveriam mencionar o aborto. Alguns dizem que ao falar do aborto, nós faremos as pessoas se sentirem culpadas. Todavia, a razão para se falar do assunto é prevenir o aborto e a culpa que ele traz, bem como oferecer ajuda e esperança àqueles que se sentem culpados e precisam ser libertos. O fato de nossas igrejas estarem cheias de pessoas que se envolveram em aborto não é razão suficiente para se manter em silêncio. Na realidade, é o melhor argumento para se tratar da questão face a face e oferecer toda a perspectiva, ajuda e apoio que podemos.

Um seminarista em minha igreja me disse algo que sempre ouvi de um jeito ou outro: “Questões como o aborto são simplesmente um desvio da coisa principal”.

– Qual é a coisa principal? – indaguei.

– A Grande Comissão – respondeu ele. – Ganhar pessoas para Cristo. É isso que temos a obrigação de fazer. Tudo o mais é desvio – ele completou.

Ele estava se referindo às palavras de Cristo em Mateus 28.19,20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os à observar todas as coisas que eu vos tenho mandado”.

 

 UM HOMEM CHAMADO WILLIAM

 

Há duzentos anos viveu um inglês chamado William, um sincero oponente à escravidão que boicotou o açúcar proveniente das Índias Ocidentais porque era produto da escravidão. William sentiu que Deus queria que ele fosse à Índia, onde ficou chocado por descobrir que muitos hindus expunham seus bebês à morte. Também abandonavam o fraco, doente e o leproso. O governo britânico na Índia fingia não ver porque não queria interferir na cultura e religião, mas William sentiu-se compelido a interferir porque as pessoas estavam morrendo.

Certo dia, William presenciou uma prática chamada sati, em que as viúvas eram queimadas vivas na pira funerária de seus maridos mortos. Após presenciar uma morte dessas, ele pôs-se à frente de um grupo reunido para queimar viva uma mulher e disse a eles que aquela prática estava errada. Liderou um grupo de missionários em protesto. Preparou debates públicos sobre o assunto para trazer a perspectiva de Deus à luz.

Na manhã de domingo de 6 de dezembro de 1829, após anos de ativismo, William recebeu o decreto oficial proibindo a queima de viúvas. Ele tinha o compromisso de pregar na igreja aquela manhã, porém não o fez. Em vez disso, dedicou o dia inteiro à tradução do decreto para a língua bengali, porque sabia que vidas estavam em risco.

Alguns criticavam William por suas ações morais e políticas. Eles diziam: “Não é para isso que você está aqui. Não é este o seu chamado. Concentre-se na coisa principal. Apenas pregue o evangelho e ore”.

Quem era esse ativista social tão preocupado com moralidade, leis e em salvar vidas humanas? Seu nome era William Carey, “o pai das Missões Modernas”. Quando pensamos na Grande Comissão e o movimento moderno de missões, nenhum outro nome é tão relevante como o dele.

Carey foi à Índia para ganhar pessoas para Cristo e discipulá-las, não apenas compartilhando o evangelho, mas vivendo-o – o que incluía intervir para salvar vidas e trabalhar arduamente para mudar a opinião pública e leis injustas.

Randy Alcorn, no livro Por Que Ser a Favor da Vida? (Arte Editorial & CERVI, 2010).


 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

O exemplo de Dorothea Dix

 


A intrépida senhorita Dix

Os médicos proporcionaram a Dorothea Dix, uma professora de 29 anos que viveu na América no início do século passado, uma vida bastante curta, mas frutífera. Os médicos acreditavam que se ela conseguisse se recuperar do sangramento contínuo que sofria, sem dúvida ficaria inválida.

Ela foi para a Inglaterra para se recuperar. Lá ela leu o Novo Testamento repetidas vezes com a intenção de descobrir o que Cristo queria que ela fizesse.

Ela encontrou a resposta quando voltou para casa e seu pastor lhe pediu que ensinasse a Bíblia às presidiárias da prisão feminina na cidade de East Cambridge, Massachusetts.

Enquanto ensinava numa cela, ouviu gritos agudos que não vinham de muito longe.

“Duas pessoas malucas”, comentou uma das mulheres. “Eles deveriam colocar uma mordaça nelas.”

Dorothea insistiu que o carcereiro lhe mostrasse onde estavam “os malucos”. Ele os encontrou em uma cela de pedra fria, em farrapos e acorrentados. Uma delas era uma pobre senhora de setenta e cinco anos que estava quase nua. O outro, ainda adolescente, de dezoito anos, estava machucado de frio.

—Ajude-nos! —suplicaram a Dorothea.

—O que eles fizeram para merecer esse tratamento? — Dorothea perguntou ao carcereiro.

—Nada, senhorita —, ele respondeu. —Eles são loucos.

Dorothea Dix foi embora, mas logo voltou com roupas de inverno e alguns cobertores. Quando pediu a instalação de um fogão em sua cela, simplesmente lhe disseram que não valia a pena se preocupar com os direitos humanos dos loucos.

Mas a senhora Dix estava apenas começando. Ela coletou montanhas de dados que mostravam até que ponto os doentes mentais eram maltratados e os apresentou ao Congresso de Massachusetts:

“Senhores”, começou, “quero revelar-lhes como são tratados os doentes mentais neste Estado: são privados de liberdade em armários, porões e currais; estão acorrentados, nus; são espancados com varas e tratados com chicotes.”

Seu discurso comoveu toda a Nova Inglaterra. Alguns a chamaram de sensacionalista, outros de mentirosa. Mas começaram a levantar-se vozes apelando a reformas.

Ela foi a outros estados e descobriu que os doentes mentais eram tratados de forma semelhante. Ignorando quem a ridicularizava, ela instigou a construção de hospitais e a aprovação de reformas.

Depois foi para outros países, para Canadá, Escócia, Inglaterra e Itália, exigindo reformas. Ela encontrou um manicômio em condições atrozes em um prédio próximo ao Vaticano. Ela disse isso ao Papa e mudanças imediatas foram feitas.

Aos oitenta anos ela ficou inválida. Recebeu honras nos últimos cinco anos de sua vida e foi visitada por muitas personalidades famosas. Quando ela morreu, um superintendente do hospital disse:

—Uma das mulheres mais distintas e trabalhadoras que os Estados Unidos produziram acaba de morrer.

O segredo do seu destemor estava no capítulo 25 do Evangelho de Mateus.

Hoje, no século XXI, todas as nações do mundo juraram defender os direitos humanos, o que é mais ou menos cumprido nos órgãos oficiais dos Estados, mas não podemos afirmar que o coração do homem seja, hoje, diferente de como o consideram muitas passagens da Sagrada Escritura. Ainda existem terroristas e sádicos de todo tipo, e as diferenças sociais fazem com que as pessoas honestas reconheçam que os conceitos mais elevados dos ensinamentos de Jesus não têm sido praticados no mundo de uma forma geral, mas que o egoísmo humano produziu a grande diferença entre as nações ricas e as nações pobres, e enquanto em alguns, o que poderia literalmente remediar a fome e a miséria destes últimos é literalmente desperdiçado em luxos e armas, em outros é desperdiçado em trivialidades inúteis ou tremendamente mortais. A tudo isso se está tentando corrigir devido à influência indireta de cristãos sinceros. Embora milhões de pessoas se recusem a aceitar Cristo como seu Salvador pessoal, não podem negar que a moralidade cristã regeneraria o mundo se fosse praticada como Jesus a ensinou.

Samuel Vila – Gran diccionario enciclopédico de anécdotas e ilustraciones


sábado, 26 de maio de 2018

Técnicas de captação de recursos em e-book gratuito


A organização cristã Tearfund, especializada em ações sociais, elaborou um Guia de Captação de Recursos, focado em organizações assistenciais (Ongs) e missionárias diversas.
Todas as organizações do Terceiro Setor, independente de seu estágio de desenvolvimento, se deparam em algum momento com a necessidade de Captar Recursos. Mas tão logo surge a necessidade, surge também a questão de como fazê-lo de forma eficaz. No guia sobre Captações de Recursos você encontrará formas práticas de como fomentar os recursos a serem investidos em sua Organização.

Para baixar o Guia (80 páginas, formato pdf), CLIQUE AQUI.

domingo, 18 de junho de 2017

Missio Dei X Missio Ecclesiae


Romildo Gurgel
Acho que não é fácil entender o conceito de missão sem que haja um atrelamento entre a missão de Deus e a missão da Igreja. Não há quem perceba que o assunto de missão acontece entre duas direções se é que podemos fazer alguma  distinção. Numa direção, missão está muito presa às ações da Igreja, quanto a sua existência missiológica.  Aqui, serve aos seus ministérios bem ordenados, desenvolvem programas, criam projetos na intenção não só de manter, mas principalmente de expandir-se como Igreja. Um dos conceitos que mais contribui para a expansão nessa argumentação é expandir através do plantio de Igrejas (plantatio ecclesiae), supostamente quando assim acontece em áreas onde não exista igreja no local.
Noutra direção, missão caracteriza também aquelas atividades e projetos que tem em vista um publico bem mais amplo, além dos vínculos da instituição, cujo foco situa-se nas estruturas sociais desfavorecidas que apresentem sinais de injustiça e discriminação.
Em 1974, na cidade de Lausanne – Suíça, realizou-se o Congresso Internacional de Evangelização Mundial que contou com a participação e o tom dos teólogos latino-americanos, e, dentre eles, René Padilla. O documento final desse congresso foi denominado Pacto de Lausanne. Nele, fica claro que o Evangelho deve alcançar o ser humano, em sua totalidade:
A mensagem da salvação implica também em uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, opressão e discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que prevaleçam. Quando alguém recebe a Cristo, nasce de novo no seu reino e, conseqüentemente, deve buscar não somente manifestar como também divulgar a sua justiça em meio a um mundo ímpio. A salvação que afirmamos usufruir deve produzir em nós uma transformação total, em termos de nossas responsabilidades pessoais e sociais.
Perceba que dentro deste aspecto de reino o sentido de missão adquire um caráter mais testemunhal da fé do que de proclamação ou anúncio unicamente.
Assim, cabe aqui citar um texto escrito por Tiago, o irmão de Jesus:
“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. (Tiago. 2.14-17 NVI)
Lembramos ainda  aquilo que foi dito pelo Senhor Jesus registrado em Mateus 25:35ss “tive fome (…) tive sede (…) era estrangeiro (…) estava nu, (…) adoeci, (…) estive na prisão, (…)”. As palavras de Tiago 2:14-17 corroboram com estas ditas por Jesus, mesmo assim, devemos ter o cuidado para não super valorizar as obras a ponto de tê-la como meio de salvação, lembrando sempre  as palavras do apóstolo Paulo bastante conhecida em Efésios 2:8-9 “Pela graça sois salvos mediante a fé,  isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie”.
Sendo assim, parece razoável que a população marginalizada necessita de cristãos que estejam comprometidos com o que é, de fato, a pregação do Evangelho, dentro de uma perspectiva bem mais ampla. Ela necessita de “pessoas que creem que o propósito de Deus é unir todas as coisas sob a autoridade de Cristo e que definem o significado de sua própria existência à luz desse propósito” (PADILLA, 2009, p. 53). Ou seja, ela necessita de cristãos que vivam uma vida pessoal e comunitária voltadas para o reino e a justiça de Deus. A missão da igreja não é separar-se do mundo, mas ser enviada ao mundo. “Portanto, ide por todo o mundo e pregai o evangelho” (Marcos 16:15), e “Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1:8).

MISSIO DEI
No ano de 1932, Karl Barth foi o primeiro teólogo a declamar sobre missão como atividade articulada por Deus em uma conferência missiológica em Brandemburgo na Alemanha. Se existe uma missão, essa missão é a de Deus (missio Dei). No entanto o pensamento de Barth atingiu o auge em 1952 na Conferência de Willingen, onde foi revivenciado o termo “missio Dei”. Foi de lá que a ideia de missio Dei emergiu pela primeira vez de uma forma mais esclarecida. Compreendeu-se a missão como derivada da própria natureza de Deus. Ela foi colocada no contexto da doutrina da Trindade, e não da eclesiologia ou da soteriologia.
George Vicedom, nesta mesma conferência, destacou-se pela famosa obra Missio Dei:  Introduction to the Science of Mission. Cuja ênfase foi:
  1. a)      “Deus é o sujeito ativo da missão”.
  2. b)      Deus o Pai enviou o Seu Filho (João 1:1-5 e 1:14)
  3. c)      E ambos enviaram o Espírito Santo (João 14:16)
  4. d)     A trindade envia a Igreja e os crentes em particular, para cumprir a tarefa da Grande comissão (Atos 1:8 e 2:4). Ou seja, Pai, Filho e o Espírito Santo enviando a igreja para dentro do mundo.
Foi nesta conferência que houve o reconhecimento que a igreja não poderia ser nem o ponto de partida e o alvo da missão. A obra salvífica de Deus precede tanto a igreja quanto a missão. Não se deveria subordinar a missão à igreja e, tampouco, a igreja à missão; pelo contrário, ambas deveria ser inseridas na missio Dei que se tornou então o conceito abrangente. A missão de Deus institui a missão da Igreja. A Igreja deixa de ser a remetente para ser a remetida. A missão não é a atividade primordial da Igreja, mas um atributo de Deus. Deus é um Deus missionário. Compreende-se a missão, desse modo, como um movimento de Deus em direção ao mundo; a igreja é vista como um instrumento para essa missão. Deus teve um único Filho e fez dele um missionário.
Como igreja, nossa missão não tem vida própria: só Deus que envia pode denominar verdadeiramente a missão. Nossas atividades missionárias só são autênticas na medida em que refletirem a participação na missão de Deus. A missio Dei é a atividade de Deus, a qual abarca tanto a igreja quanto o mundo e na qual a igreja tem o privilégio de poder participar.  “ Não é a igreja que tem uma missão na terra, é o Deus da Missão que tem uma igreja na terra.” A Igreja não  anuncia ela mesma, o kerigma consiste em saber que: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2Coríntios 5:19). Quem reconcilia é Deus e não a igreja.
A estreita relação do ser da igreja é ser enviada por Deus e é nisso que consiste o  cerne da forma de se fazer a missão. O texto de (João 17:18), deve ser visto como inquebrável, já que não há outra igreja, mas a Igreja enviada ao mundo e nenhuma outra agência missionária, mas a Igreja de Cristo. Aqui merece um sério questionamento aos modelos vigentes de Igreja na atualidade.
Em O Que É Missão Integral?, René Padilla mostra que a igreja que se compromete com a missão integral entende que seu propósito não é chegar a ser grande, rica ou politicamente influente, mas sim encarnar os valores do reino de Deus e manifestar o amor e a justiça, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário.
As igrejas precisam rever  as suas ações e  cumprir a missão que lhe foi confiada  para que não esteja alheia ao clamor do povo. Assim como os profetas denunciavam as autoridades quanto à exploração dos pobres, a igreja precisa denunciar a injustiça social, ter voz profética somada com ações que transformam não somente o estado deprimente espiritual, mas também o contexto que elas vivem. Se a igreja falhar na sua voz profética, quem irá clamar serão as pedras contra a missão da igreja. A igreja é a corporificação da missão de Deus na comunidade onde ela está inserida. O maior pecado da Igreja é fechar-se por causa da sua saúde e ignorar a comunidade em volta dela, que sofre toda espécie de alienação. A igreja não pode isolar-se frente ao clamor e a indagação de um povo que sofre e vive a margem da sociedade.
Entendo que se a igreja incorporar a missão que lhe foi atribuída, as metáforas bíblicas ficarão bem mais fácil de serem entendidas, como p. ex., “o sal da terra”, “a luz do mundo”, “uma cidade sobre um monte” e outras semelhantes.
Que o Senhor nos ajude.

Questionário:
1 – Em que consiste a missio Dei?
2 – Quais os principais aspectos da missio Dei?
3 –  Como se deve compreender a missão da Igreja?
4 – Como é a prática da missão da sua Igreja?

BIBLIOGRAFIA
1 – PADILLA, C. René. O que é Missão Integral? Viçosa: Ultimato, 2009.
2 – CABRIAL, Silvano Silas R. Missio Dei. Londrina – PR: Descoberta, 1ª Edição: Janeiro/2005.
3 – BOSCH,  David J. Missão Transformadora, Mudanças de Paradigma na Teologia da Missão. Editora Sinodal, 1998.
4 – http://estudos.gospelmais.com.br/missio-dei.html  – Acessado em 01/10/2013.
5 – http://www.postost.net/2011/01/missio-dei-historical-perspectives-part-1 – Acessado em 01/10/2013.
6 – 
http://conversation.lausanne.org/en/conversations/detail/10505#.UkpPXIY04wI
 – Acessado em 01/10/2013.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Publicações gratuitas da Ong TEARFUND - Utilidades para a obra missionária


A Ong cristã Tearfund disponibiliza diversas publicações gratuitas, dentre elas a revista Passo a Passo. Focada na assistência social e na melhoria da qualidade de vida de pessoas e comunidades, a cada número você tem acesso a informações que podem ser de grande valia para a sua vida e para a obra missionária: Avicultura, Saneamento Básico, Levantamento de Recursos, Tráfico Humano, Migração, Gestão de Desastres... são dezenas de temas e edições. 

Conheça, baixe, leia, compartilhe: 
http://tilz.tearfund.org/pt-pt/resources/publications/footsteps/

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Baixe e imprima diversos cartazes que vão lhe auxiliar na obra missionária

Dentro de nossa proposta de oferecer recursos, ainda que humildes, para servir às igrejas, elaboramos mais uma vez diversos cartazes temáticos, que podem ser usados para evangelização e para conscientizar a sua igreja sobre a importância de evangelizar e fazer Missões. Há também cartazes para crianças, e ainda cartazes contra as drogas. Confira! E ajude-nos, espalhando esses materiais entre outros irmãos e igrejas de seu conhecimento.



JESUS: PROCURADO e outros cartazes



Traduzimos e adaptamos um antigo cartaz evangelístico, originalmente elaborado na década de 60 por uma Missão norte-americana que era uma ramificação da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Um excelente e criativo recurso para evangelização, principalmente de jovens.


Junto também disponibilizamos mais três cartazes para incentivar sua igreja a evangelizar. 
Imprima e espalhe à vontade! O arquivo está em formato PDF.

Para baixar pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

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Cartazes contra o uso de drogas, álcool e cigarros


Elaboramos uma série de seis cartazes simples, em tamanho A4 e preto-e-branco, com mensagens de combate ao uso de drogas, álcool e cigarro. Para tal, valemo-nos tanto da criação 'pura' como da adaptação de materiais/mensagens já disponíveis na internet, como a mensagem sobre o álcool solvente, ou o cartaz da caveira formada por drogas, que é um cartaz do artista americano Jude Landry, e que nós traduzimos. São materiais ideais para você imprimir e tirar cópias, e espalhar por sua comunidade, e em murais de escolas, faculdades, empresas etc.
Outra dica: note que os cartazes sobre álcool e cigarro possuem dois modelos de cada um: em um está inserida uma pequena mensagem evangelística, e no outro não, para que ele possa ser veiculado em locais onde é proibida ou mal recebida a mensagem religiosa.
O arquivo com os cartazes está em formato PDF.

Para baixar o arquivo pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar (ou visualizar online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.






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Cartazes para Escola Bíblica Infantil, com o 
foco em Missões e Evangelização


Desta vez disponibilizamos uma série de 9 cartazes, em preto e branco, para serem utilizados com crianças (Departamento Infantil, EBI, EBF, Culto Infantil etc.). 
São cartazes que podem ser coloridos pelas crianças, e cujo foco é incentivá-las a evangelizar e apoiar Missões. Há ainda um bonito cartaz para você marcar os aniversariantes do mês.
O arquivo está em formato PDF.

Para baixar o arquivo pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar (ou visualizar online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.



Caso não consiga realizar o download dos arquivos, por favor solicite-me o envio por e-mail:  sreachers@gmail.com


E não deixe de baixar também os CARTAZES EVANGELÍSTICOS e os CARTAZES MISSIONÁRIOS.



sábado, 7 de junho de 2014

Congresso Internacional de Missão Integral


Congresso Internacional de Missão Integral
De 8 a 10 de Agosto de 2014
Na Faculdade Teológica Sul Americana - Rua Martinho Lutero, 227, Londrina PR

Para maiores informações, CLIQUE AQUI.

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