No dia 04/12/2023 participamos do Programa Conversa de Missões, apresentado por Sylvia Maia de Souza. O programa, a cada segunda feira, entrevista pessoas envolvidas com o esforço missionário da igreja brasileira. O programa é uma iniciativa do DEM Congregacional e também da AMTB.
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terça-feira, 5 de dezembro de 2023
Programa Conversa de Missões com Sammis Reachers - A escrita como ferramenta de evangelização e mobilização missionária
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terça-feira, 18 de outubro de 2022
Programa Conversa de Missões - O universo missionário brasileiro em perspectiva
Apresentado por Sylvia Maia de Souza, o programa Conversa de Missões traz, a cada edição, algum tema de importância para a obra missionária da igreja de Cristo. Sempre contando com convidados especiais - missionários, missiólogos, pastores e outros - o universo de missionário abarcado pela igreja brasileira, no Brasil e no mundo, é posto em perspectiva.
Os programas vão ao ar às segundas-feiras, no horário das 20h. Com duração de 1h20 em média, já são mais de 120 programas disponíveis. Um verdadeiro tesouro de informação e edificação.
Conheça e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/conversademiss%C3%B5es
Alguns programas para sua apreciação:
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Crossover Global: Plantando igrejas multiplicadoras entre os não-alcançados
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terça-feira, 28 de março de 2017
Missão Notícia - Notícias do mundo missionário na Rádio Transmundial
O programa Missão Notícia é uma iniciativa da Rádio Trans Mundial. Apresentada por Daniel Beltrão, o programa apresenta informações e entrevistas diversas relacionadas ao universo missionário, sempre em programas curtos, de três a cinco minutos.
Uma excelente forma de aprender e atualizar-se sobre iniciativas levadas a cabo no Brasil e no mundo em prol do Reino de Deus.
Clique nos links para poder ouvir alguns dos programas:
A Triste Realidade E Como Igrejas E Missões Cristãs Têm Atuado Na Maior Cracolândia Do Brasil
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Desafios para a evangelização na Amazônia
No período de 15 a 18 de junho de 2015 aconteceu a Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil. O encontro que reuniu líderes de diversas agências missionárias de várias partes do país tinha como objetivo refletir sobre a realidade da evangelização e propor ações necessárias para o alcance dos povos minoritários do Brasil.
A Consulta concentrou-se em cinco segmentos socioculturais menos evangelizados no Brasil, seu contexto e desafio. São eles: Indígenas, Quilombolas, Ciganos, Sertanejos e Ribeirinhos. Ronaldo Lidório apresentou o panorama geral dos segmentos menos evangelizados, destacando a necessidade de maior pesquisa para dimensionar o desafio e direcionar os esforços missionários.
A respeito do segmento Ribeirinho, o relatório elaborado na Consulta diz que um grupo constituído por 35 mil comunidades na Amazônia, do qual se estima que 10 mil comunidades ainda não foram alcançadas pelo Evangelho. Vinte e seis milhões de pessoas habitam a Amazônia Legal sendo que cerca de 1 milhão tem pouco ou nenhum contato com o Evangelho. Há mais de 40 iniciativas evangelizadoras na Amazônia Legal e a maioria das comunidades tradicionais num raio de 100 Km das principais cidades já foram alcançadas.
Necessidades de desafios
Dentre as necessidades apontadas no relatório para o avanço do evangelho entre os ribeirinhos estão a conscientização da igreja brasileira, missionários bem treinados, com capacidade de leitura cultural adequada, formação de líderes locais e material pedagógico adequado.
Um grande desafio continua sendo o isolamento histórico e geográfico de milhares de famílias e comunidades, o que exige uma logística complexa para o acesso. O relatório citou ainda outros desafios para a evangelização: pecados culturais arraigados – promiscuidade; iniciação sexual precoce; abuso sexual familiar; conformismo da comunidade; convivência pacífica de lideranças evangélicas com pecados da cultura local; prejuízos resultantes de más experiências evangélicas anteriores e a sustentabilidade econômica.
O que fazer e o que evitar
O relatório orienta que os interessados em se envolver com a evangelização entre os ribeirinhos devem evitar atitudes como de “turistas”; ter cuidado ao firmar alianças com líderes nativos antes de conhecê-los profundamente; não aparentar atitude de superioridade; e fugir do assistencialismo.
Dentre os itens citados como melhores práticas, estão: oferecer preparo para nativos plantadores de igrejas, em localidades mais próximas de seu ambiente; recrutamento considerando chamado e caráter; preparo missionário específico voltado para a realidade ribeirinha; estudo antropológico e histórico da comunidade; recrutamento de professores e agentes de saúde na sede do município para as vilas não alcançadas; adoção de postura de respeito à liderança no processo de evangelização da comunidade; equipes de curto prazo bem preparadas, com alvos definidos e acompanhadas por liderança da igreja.
Para falar mais sobre os desafios da evangelização da Amazônia, o Paralelo10 entrevistou três pastores que atuam na região. Confira na entrevista abaixo:
Paralelo 10 – Qual a maior barreira para a evangelização da população que vive na Amazônia?
Moacy – Existem inúmeras barreiras que posso citar (custo de locomoção altíssimo, comunidades hostis ao evangelho por conta da dependência financeira e da posse da terra pela igreja romana, difícil acesso em muitas comunidades por conta da seca dos rios, dificuldades de comunicação com comunidades indígenas), porém, cito a falta de obreiros que topem enfrentar a realidade amazonense, principalmente a ribeirinha, a maior barreira para a evangelização.
Gilson – Diria que seriam a localização geográfica e as crenças religiosas. No nosso campo de atuação, entre indígenas, além da localização a língua materna de cada povo também é um grande desafio.
William – Acredito que existem duas barreiras significativas para a evangelização na Amazônia. A primeira é a falta de uma instrução e treinamento dos líderes das igrejas ribeirinhas já estabelecidas para a obra missionária. A segunda é a dificuldade de transporte para os locais mais carentes de ação missionaria, tanto naval quanto aéreo. Nenhuma dessas opções é barata.
P10 – Quais aspectos da geografia da região amazônica dificultam e quais favorecem o trabalho de evangelização?
Moacy – Calor beirando ao insuportável na maior parte do ano; secas que encarecem e, muitas vezes, impossibilita o acesso a comunidades; caminhos de estrada de barro em péssimas qualidades para locomoção. Normalmente as cheias favorecem o trabalho missionário, quando se trata de terra seca (áreas que não alagam), porém, quando as comunidades estão situadas em áreas de várzea o trabalho fica prejudicado pelo êxodo sazonal dos moradores.
Gilson – Seja por água ou terra, sempre será um trabalho desafiador. Mesmo que sejam estradas, muitos grupos estão há muitos quilômetros de distância das cidades. Como são regiões longínquas, quem vem trabalhar aqui tem que planejar ficar mais tempo com o povo a ser alcançado. Há muitos recursos naturais: rios, animais, peixes, aves, insetos, plantas, frutas, etc, os quais podem ajudar no sustento diário do obreiro.
William – Ironicamente, um aspecto da geografia que favorece o trabalho da evangelização na Amazônia é o fato de que, através de embarcaçôes e aeronaves, existe como chegar praticamente em qualquer lugar na Janela Amazônica. Praticamente todo povo da Amazônia vive na beira dos rios da Amazônia, mas com uma boa instrução e treinamento de líderes das igrejas ribeirinhas/indígenas, é possível alcançar os que não moram nessas margens.
P10 – Como usar o potencial dos recursos humanos e naturais da região para plantar igrejas autossustentáveis?
Moacy – Cada região do Brasil tem suas peculiaridades, os obreiros locais se comunicam, exemplificam, entrosam-se, com muita facilidade, pois não há a necessidade de adaptação. Por já estarem acostumados com a forma de viver das comunidades não enfrentam o choque cultural. Outra coisa que precisa ser entendido é que a Amazônia é riquíssima em recursos naturais e se faz necessário adaptar a transmissão das Boas Novas de Cristo para poder aproveitar estes recursos. Um Evangelho importado dificulta o processo de discipulado por não haver condições de multiplicar uma forma que não se tem os recursos dos quais foi aprendido.
Gilson – Temos várias iniciativas. Entre elas estão o treinamento bíblico de nativos na própria língua materna e a produção de materiais na língua materna com a ajuda do próprio povo. Construir igrejas usando os recursos naturais existentes na região e participar de eventos culturais nas aldeias também são formas de valorizar o potencial da comunidade e se aproximar do povo.
William – A forma mais viável para a plantação de igrejas na Amazônia é treinando lideres locais para dirigir e pastorear essas igrejas. O ribeirinho já está acostumado a viver da terra pescando, caçando e plantando. Não precisa de uma renda ou contribuição mensal. Se plantarmos “igreja indígenas”, ou seja, igrejas que refletem a cultura em que ela é plantada, vamos estar usando ao máximo os recursos naturais e humanos de cada região.
P10 – De que maneiras as igrejas do Sul e Sudeste poderiam contribuir com a igreja nortista para a evangelização da região?
Moacy – Acredito que a primeira e mais importante é a oração, muitas vezes as forças parecem sumir e acreditamos que as orações são a energia que nos realimenta. Apoiar obreiros locais ajudaria bastante o trabalho, muitos de nossos obreiros se desdobram para poder manter seu lar e tocar o trabalho missionário. Peço a Deus para levantar igrejas que abracem pelo menos um obreiro autóctone, isto faria uma imensa diferença na vida de várias comunidades.
Gilson – Parcerias com profissionais voluntários nas áreas de saúde, construção civil, educação e agronomia. Outra forma seria na adoção de sustento parcial de obreiros autóctones.
William – Elas podem subsidiar viagens missionárias para diminuir os custos. Contribuir para o sustento de pastores itinerantes, que dedicam suas vidas para o apoio e instrução das igrejas ribeirinhas e indígenas. Contribuir para associações missionárias sérias, que tem uma infraestrutura considerável para manter. Enviar equipes para o desenvolvimento de projetos evangelísticos, médico e social na Amazônia.
P10 – Quais são as principais características que uma pessoa que se sente chamada para evangelizar na Amazônia deve apresentar?
Moacy – Amar a Deus, amar as pessoas e disposição para renunciar em prol do reino.
Gilson – Convicção do chamado. Fácil adaptação. Abertura ao aprendizado. Ter formação teológica, missiológica e linguística.
William – Precisa ser um(a) aprendiz, conhecer como o povo vive, seu dialeto, sua cultura; não podemos chegar à um local pensando que sabemos de tudo. Não pode ser uma pessoa de julgamento; sempre observando e reconhecendo as diferenças culturais, sem julgá-las como erradas ou tentar conformar a sociedade à forma que é na sua terra de origem. Uma pessoa criativa, que procura meios de como ser usado por Deus, como suprir necessidades. Precisa ser uma pessoa que está crescendo espiritualmente humildade é chave nisso. Reconhecer que ainda não conhecemos tudo e que dependemos de Deus para nos guiar. Uma pessoa compromissada, que está disposta a sacrificar o conforto de seu lar, entendendo que isso tudo faz parte de algo muito maior que nós. Uma pessoa flexível, que espera mudanças nos planos e busque honrar somente a Deus em todas as coisas. Uma pessoa que vê além de suas preferências e preocupações pessoais, que ame pessoas – alguém disse uma vez, “o contrário de amor não é ódio, é indiferença”. Alguém que compartilhe sua vida com os outros, faça amigos, lembre nomes, lembre de histórias. Enfim, uma pessoa que saiba amar.
P10 – O que os missionários e cristãos do Sudeste que vão para a Amazônia aprendem sobre a fé e evangelização?
Moacy – Sobre fé, acredito que a dependência em Deus é multiplicada nesta região. Muitos enfrentam rios, chuva, sol e fome por horas para poder chegar a uma comunidade na qual esteja atuando. Em relação a evangelização, acho que o que mais chama a atenção é a percepção da necessidade de uma evangelização integral, é praticamente impossível visitar um ribeirinho e não se sentir sensibilizado em querer lhe apoiar a crescer em todos os aspectos de sua vida.
Gilson – Aprendem que mesmo dentro do seu forte contexto religioso, social e cultural, as pessoas aqui têm uma fé vibrante e visível ante as dificuldades da vida diária. São receptivas, hospitaleiras e gostam de dividir o que possuem. Se um nortista oferecer algo, não pergunte quanto custa, receba e depois de algum tempo, presenteio-o também. Quanto à evangelização, melhor método é a amizade.
William – Se você permitir Deus falar com você, Ele vai te mostrar exatamente o que Ele quer de você. Você vai saber sua missão aqui na terra.
• Moacy Paulino da Silva, pastor na Primeira Igreja Batista de Parintins, coordenador Centro de Treinamento de Líderes Profª Eglantina Lessa (CTL). Atua no baixo Amazonas nos municípios de Parintins, Nhamundá, Barreirinha, e comunidades ribeirinhas e indígenas.
• Gilson Ricardo da Silva, secretário executivo da Missão Evangélica aos Índios do Brasil (MEIB). Atua nos estados do Pará e Maranhão há mais de 40 anos, entre as etnias Kayapó, Xikrin, Tembé e Anambé (Pará). Guajajara e Kanela (Maranhão) e agora com os Kayapó do norte do Mato Grosso.
• William Boyd Walker Junior, diretor executivo da Missão AMOR, uma organização cristã, sem fins lucrativos, envolvida com projetos de evangelização na região amazônica.
Foto: Amina Tagemouati / Fickr
segunda-feira, 28 de março de 2016
Boletim Missiológico Veredas - Baixe o primeiro número
O Boletim Missiológico Veredas é uma publicação de caráter evangélico não denominacional, que tem por objetivo compartilhar conhecimentos, fomentar o debate e promover a reflexão missiológica entre cristãos brasileiros e de demais países lusófonos. Mesmo cientes da humildade desta publicação, almejamos com a presente iniciativa ajudar a suprir a incompreensível e também injustificável carência de publicações periódicas que tenham por foco específico a Missiologia em nossas fileiras protestantes.
Sendo assim, efetivamos aqui um clipping de artigos, resenhas, monografias, entrevistas e notícias de interesse para a igreja protestante e o seu esforço de reflexão & ação missionárias.
Nesta primeira edição, trazemos uma entrevista exclusiva com o missionário e escritor Jairo de Oliveira; o artigo O perfil do missionário em um mundo turbulento, do Dr. Jonatán Lewis, inédito em português; e ainda artigos de Wellington Barbosa e Bárbara Helena Burns. E as seções: Humor, Livros em Lançamento, Eventos, Gráficos e Mapas e Citações.
Editor: Sammis Reachers
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terça-feira, 21 de abril de 2015
EMPRESÁRIOS INVESTINDO EM MISSÕES
(Matéria publicada em 2008)
Não é novidade para a liderança cristã o fato que muitos projetos de expansão missionária ficam somente na pauta de oração porque faltam recursos e não há mantenedores. Muitos missionários ainda estão no time de reserva porque não há que os sustente no campo. Será que os membros das igrejas sofrem de "falta de visão missionária"?
Entrevistamos dois empresários de sucesso em suas áreas e que também são mantenedores fiéis de projetos missionários para entender melhor que critérios os levam a investir e que ações daqueles que recebem as doações os levam a manter suas contribuições.
Amado Góis é o presidente da Hydronorth, empresa do Paraná que atua na área de tintas e impermeabilizantes. Alberto Schlatter é o presidente do Grupo Schlatter, sediado no Mato Grosso do Sul e que atua nos segmentos de agricultura, pecuária, benefício de algodão, transportes e armazenagens.
Qual o seu envolvimento com missões atualmente?
Amado - Meu envolvimento com missões é feito em diferentes localidades. Em Londrina na Creche Rei Davi, onde, além da missão junto às crianças fazemos da creche um centro para atendimento aos pais com vários problemas. Isso tem dado excelentes resultados, pois além das crianças levarem a Palavra de Deus para casa, os pais também a recebem por ocasião de reuniões e também de aconselhamento. Na Missão Vida em Anápolis que cuida de mendigos e homens de rua. Em Marilia no Esquadrão da Vida. No Instituto Paqto consiste na manutenção deste ministério em Maringá (esse ministério presta consultoria às igrejas que querem investir em missões mas não têm experiência). E por último, na Missão Portas Abertas, que dispensa comentários.
Alberto - Temos nos envolvido de forma mais expressiva com o Projeto Com Cristo no Cerrado, que é um ministério voltado para a abertura de novas igrejas e de um centro de treinamento de obreiros na cidade de Rondonópolis. Temos envolvimento também com o Centro Gileade que trabalha na recuperação de dependentes químicos, em Chapadão do Sul. Além disso, no Ministério Palavra da Vida e no Projeto Vinde Meninos.
O que o levou a escolher estes projetos ou organizações para serem alvo de investimento e não uma outra entidade?
Amado - Para a escolha de missão eu analiso primeiro a idoneidade e comprometimento. Isto depois de conhecer as pessoas que a administram e lideram e após consultas. Analiso muito também para que se destina. Isso faz parte da minha responsabilidade em investir. Investir não é somente dar mas também: o quê, como e pra quem dar. O dinheiro de missão não é meu, sou apenas instrumento que Deus usa para dar então tenho que ser responsável ou então Deus vai cobrar de mim.
Alberto - Vejo missões como um projeto global da igreja, isto é, alcança o ser humano no seu aspecto físico, emocional e espiritual, através das boas novas, do evangelho de Jesus, enquanto que os clubes de serviço apenas atendem necessidades materiais.
Quais os critérios que levou em conta para ser um contribuinte regular?
Amado - Não existe critério. Trata-se de obediência. Vejo a necessidade, sinto uma ordem e então inicio o processo que detalhei na pergunta anterior.
Alberto - Exatamente porque em tais projetos ficamos bem mais informados sobre a destinação dos investimentos que fazemos na condição de mordomos de Deus. Também porque ficamos inteirados das necessidades emergenciais que acabam surgindo na trajetória deste projetos.
Na sua visão, de que forma deve ser a prestação de contas de uma agência missionária?
Amado - Isso também faz parte de minha responsabilidade. A prestação de contas deve ser criteriosa e regular. Essas missões de que falei me prestam conta mensalmente através de noticias e relatórios. Também de tempos e tempos visito a missão e me reúno com os responsáveis. Repito, não só dar mas sim acompanhar.
Alberto - Com a maior transparência possível para que os investidores possam se alegrar em Deus vendo como seus investimentos estão abençoando vidas e fazendo o Reino de Deus prosperar.
O irmão acredita que os empresários não cristãos investiriam em missões?
Amado - Não acredito e vou além. Empresário não cristão não deve investir em missões porque não será uma boa obra. A ordem para investir em missões deve vir de Deus e nunca de homens. Repito: Os valores que invisto em missões não são meus, são de Deus, e eu não sou louco de roubar de Deus, ou seja, ficar com a "grana". A prova de que não são meus é o fato de nunca ter sentido falta desses valores. Creia: se fossem meus provavelmente não investiria, eu sou tão mau como qualquer outro homem.
Alberto - Não tenho muito o que falar sobre isso mas afirmo que isto até poderia acontecer se as agências missionárias os procurassem com um projeto bem elaborado e bem transparente, avalizado pelo bom testemunho dos empresários cristãos.
E quanto à igreja? Por que não há mais investidores?
Amado - Ovelha escuta o pastor e empresário escuta empresário. O que a Igreja precisa é envolver empresários cristãos para falar com empresários. A Igreja tem poucos investidores porque é a própria Igreja que gera dificuldades. Com receio de perder sua receita, não divulga com ênfase a missão. Vejo incompetência da Igreja nesse sentido.
Alberto - Não há como negar que vivemos uma crise generalizada de credibilidade das instituições eclesiásticas e isto gera um desconforto na aplicação de investimentos fora do dízimo, ou seja, das ofertas alçadas que são dever de todo crente.
Quais são suas sugestões aos líderes de ministérios, missões e igrejas para atraírem investidores?
Amado - Não sou a melhor pessoa para isso mas creio que algumas dicas já foram descritas anteriormente.
Alberto - Esta questão já foi tratada anteriormente, mas quero reforçar. A questão crucial é a credibilidade e a transparência. Isto com certeza motivaria mais investidores que estão à procura de oportunidade de poderem exercer com mais inspiração a mordomia que o Senhor espera de cada um. Sejam eles grandes investidores ou somente uma viúva que coloca uma simples moeda.
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o sitewww.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mailartigos@institutojetro.com
domingo, 2 de novembro de 2014
Assista dezenas de entrevistas missionárias do programa NaMissão, gravadas durante o 7o CBM
Durante o 7º Congresso Brasileiro de Missões, graças a uma parceria com AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e Ultimato, o Canal UPTV gravou vários programas “Na Missão”. Ao todo, 25 pessoas foram entrevistadas sobre temas relevantes da missão da Igreja (veja no final). A elaboração das pautas, os convites e o agendamento ficaram a cargo da equipe de Ultimato. As perguntas foram elaboradas por nós, com a ajuda importante da apresentador Paulo Castello. A diversidade das entrevistas é a cara da missão atual.
Temos desde o casal de missionários com mais de 50 anos no campo, até Luke e Sandro que evangelizam nas casas noturnas da Rua Augusta em SP; Henrique Terena, líder indígena; Marcos Amado desmistificando o Mundo Árabe; Marta Carriker contando (e cantando) como uma música de sua autoria evitou o suicídio de um jovem; Timóteo expondo o Deus missionário na “Bíblia Missionária”; Antonia Leonora (Tonica) falando do lançamento do livro Sangue, Sofrimento e Fé; e muitos outros.
Eles começarão a ser exibidos amanhã (terça-feira, dia 28), com a entrevista de Marcos Amado, especialista em Islamismo e atualmente representante do Movimento Lausanne na América do Sul. Na sexta-feira, dia 31, será a vez de Ronaldo Lidório. A cada semana, dois programas serão disponibilizados. Acesse o site www.canaluptv.com e procure a janela “Na Missão”.
O Canal UPTV tem tecnologia de transmissão em TV (por IP) de última geração.
Que isto sirva para multiplicar a mensagem e amplificar as respostas a tantos desafios!
ASSISTA AO PRIMEIRO PROGRAMA DA SÉRIE DO CBM:
segunda-feira, 2 de junho de 2014
JOCUM Kickoff - Ouça o podcast e conheça essa iniciativa de evangelização em eventos esportivos
A Copa vem aí, e será um período de oportunidades para a evangelização de brasileiros e estrangeiros. Aproveite o embalo e ouça o podcast do Irmãos.com sobre a iniciativa da JOCUM, o Kickoff, sobre evangelização em grandes eventos. Clique também nos links para saber mais sobre essas iniciativas!
Paulinho Degaspari, Marco Aurélio Lima e Sinval Jr conversam com Abel Santos da JOCUM que conta sobre o trabalho de evangelismo em grandes eventos e convoca a torcida para o grande "movimento missionário invertido" que acontecerá no Brasil na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
Duração: 00:19:27
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
“Missão de todo lugar para todo lugar” - Entrevista com o missiólogo John Baxter
http://www.ultimato.com.br/
Missiólogo analisa o fenômeno dos “povos da diáspora”. Eles representam o novo desafio missionário para a igreja global.
O missionário John Baxter é representante internacional da Rede da Diáspora Global do Movimento de Lausanne e professor de missões da Cebu Graduate School of Theology, nas Filipinas. Ele esteve em Viçosa de 8 a 12 de julho de 2013 e ministrou aulas no Centro Evangélico de Missões. O missiólogo estuda o fenômeno dos “povos da diáspora”, isto é, gente que vive fora de seu país de origem.
O que é diáspora? Como se define o termo pessoas “em diáspora”? A atual diáspora é provocada por quais motivos? É um fenômeno novo?
A diáspora global não é nova. Povos têm estado em movimento por toda a história humana. No entanto, nos últimos cinquenta anos, a intensificação de forças globalizadoras sociais, políticas e econômicas têm enviado um número sem precedentes de pessoas para viver e trabalhar fora de suas terras nativas. Mais de 215 milhões de pessoas -- o equivalente ao quinto país mais populoso -- estão em movimento hoje e estão vivendo fora de seu país de nascimento. Um número adicional de 700 milhões de pessoas são imigrantes internos, vivendo dentro de seus próprios países, mas fora de seus contextos culturais. Estes números continuarão a crescer dramaticamente.
A diáspora global é composta de grupos de pessoas vivendo fora de seu local de origem cultural, que retêm uma ligação sociocultural e um sentimento de identificação significativos com seu país de origem e que experimentam um sentimento de deslocamento ou alienação dentro de seu novo local de residência.
Há mais de 40 milhões de pessoas deslocadas de suas casas devido a guerras ou desastres naturais. Quase 3 milhões são estudantes internacionais. Porém, a vasta maioria nos grupos de diáspora global são trabalhadores. A maioria desses trabalhadores é procedente de países em desenvolvimento. Portanto, são forçados pela pobreza e pelo desemprego e atraídos pela oportunidade econômica e por maiores salários encontrados em outros países.
Quais reflexões, pesquisas ou estratégias a “igreja cristã global” tem desenvolvido a partir deste fenômeno?
Há uma grande oportunidade evangelística envolvida na diáspora global. Pessoas que estão experimentando um sentimento de deslocamento -- vivendo longe de família, amigos e padrões normais de vida -- são bastante abertas a novos relacionamentos e novas crenças. Milhões de muçulmanos, hindus e budistas, procurando por educação superior ou empregos, mudam-se para países onde há contato com o evangelho e com cristãos. Muitos mudam-se para terras onde a igreja é estabelecida, como os Estados Unidos. Outros encontram trabalho em países que são fechados para o evangelho, como no Oriente Médio, mas trabalham e vivem entre cristãos do Sul global e do Oriente que também encontraram trabalhos nessas terras.
O campo emergente de missões diaspóricas reconhece três fases de alcance [missional] dentro da diáspora. A primeira é a missão para a diáspora, ou seja, quando grupos ainda não alcançados se mudam e entram em contato com a igreja e o evangelho, como os budistas do Butão se mudando para a América do Norte. Há também a missão por meio da diáspora. Esta acontece quando cristãos são capazes de compartilhar o evangelho com os próprios compatriotas ainda não evangelizados, mas que estão vivendo e trabalhando em um país estrangeiro. Este é o tipo mais eficaz de missões diaspóricas. Por exemplo, milhares de filipinos trabalhando em terras árabes têm vindo a Cristo por meio do testemunho de outros compatriotas filipinos que estão trabalhando no exterior.
Finalmente, há a missão além da diáspora. Este terceiro tipo de missão abraça uma grande promessa para alcançar os países não evangelizados da Janela 10/40. Isto é, cristãos vivendo e trabalhando em um país estrangeiro, testemunhando a outros trabalhadores de países diferentes e à população que os recebe. Por exemplo, trabalhadores filipinos trabalhando no Kuait e compartilhando Cristo com trabalhadores muçulmanos e hindus de países da Janela 10/40 que vivem ali. Deus tem trazido milhões de pessoas de povos não alcançados para viver e trabalhar ao lado de cristãos de todas as partes do globo, em lugares como o Golfo Pérsico. Esta é uma tremenda oportunidade para missões.
As Filipinas são o país mais cristão da Ásia e a Arábia Saudita, um dos países mais muçulmanos do mundo. O senhor diz que há 1,2 milhão de filipinos trabalhando na “pátria de Maomé”. O convívio é pacífico?
As nações muçulmanas do Conselho de Cooperação do Golfo (Kuait, Qatar, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã) precisam de trabalhadores estrangeiros para que possam movimentar suas economias. Os filipinos preenchem muitas posições dentro dessas sociedades -- de babás a enfermeiros, de trabalhadores de construções a auxiliares de escritório. Mesmo assim, ainda pode ser perigoso para jovens filipinas trabalharem como domésticas ou babás. Muitas delas são maltratadas. Os cristãos filipinos correm o risco de serem aprisionados ou deportados por testemunharem aos muçulmanos. No entanto, cada vez mais filipinos vivendo no Oriente Médio estão se arriscando e compartilhando Cristo.
O que a igreja brasileira pode aprender com a experiência da “igreja da diáspora”?
Primeiro, a igreja brasileira precisa aprender a “ver” a diáspora. No Brasil, a igreja precisa saber onde os grupos de imigrantes estão morando dentro do país. A igreja tem de aprender os princípios de comunicação transcultural e contextualização para alcançar esses grupos -- indo até eles para viver e trabalhar entre eles, e não esperar que eles venham a uma igreja brasileira estabelecida.
As igrejas brasileiras devem ver o potencial para missões internacionais entre os profissionais cristãos trabalhando no exterior. A estratégia de missões delas precisa expandir para identificar esses trabalhadores e estudantes internacionais como parte de um programa intencional de missões. O recrutamento, a avaliação, o treinamento, a preparação e a forma contínua de prestação de contas são parte de um ministério de missões diaspóricas a partir da igreja local, o qual pode ser feito pela maioria das igrejas espalhadas pelo mundo, incluindo as igrejas do Brasil. Igrejas podem preparar trabalhadores no exterior para o discipulado e evangelismo antes que eles deixem o Brasil e podem prover encorajamento e prestação de contas enquanto eles estiverem no exterior, por meio da mídia eletrônica.
Igrejas locais e denominações podem também ajudar a prover treinamento e liderança para as igrejas e grupos de comunhão iniciados pelos trabalhadores brasileiros no exterior. Uma vez que eles são profissionais seculares -- e não missionários de tempo integral, treinados em escolas de missões e seminários --, a maior parte do treinamento em missões diaspóricas tem de ter como base a igreja local. Escolas bíblicas e seminários no Brasil devem ajudar os pastores e as igrejas a criarem programas de missões diaspóricas efetivos na igreja local para oferecerem cursos e modelos práticos de missões diaspóricas dentro de seus programas de treinamento pastoral.
Deus tem soberanamente colocado cristãos brasileiros como testemunhas e plantadores de igrejas ao redor do mundo. Há primeiramente a obrigação de alcançar seus próprios conterrâneos nessas terras estrangeiras. Depois, eles devem ver se há outros grupos de pessoas migrantes em seu novo país de residência para que possam evangelizá-los. Finalmente, eles têm de procurar oportunidades para compartilhar Cristo com a cultura hospedeira.
Entre permanecer na terra para “salgá-la” e ser uma igreja peregrina que alcança cada vez mais nações, que espiritualidade devemos cultivar num mundo cada vez mais em movimento e com fronteiras (geográficas e tecnológicas) sendo superadas?
A globalização promove uma consciência global. A mídia eletrônica global mistura culturas de todo o mundo e permite que pessoas se conectem e formem subgrupos culturais, embora elas vivam em continentes diferentes. Jovens americanos seguem bandas k-pop da Coreia e cafeterias italianas são abertas na China. Nossos filhos vivem em um mundo onde as fronteiras políticas estão cada vez mais porosas. A antiga percepção de missões era “a partir do Ocidente cristão para o resto do mundo”. As missões diaspóricas creem em missões de todo lugar para todo lugar, feitas por todo mundo para todo mundo. A divisão entre missões domésticas e estrangeiras começa a se esvanecer no meio das missões diaspóricas. Deus está trazendo as nações às nossas orlas e nossos trabalhadores estão se tornando cidadãos do mundo.
Precisamos de novos odres missiológicos para um novo dia de missões. Não deveríamos focar na geografia das missões -- como enviar missionários para a China --, mas, antes, nas afinidades étnicas e culturais a fim de fazer missões entre os chineses, quer morem em Beijing ou na Cidade do México. Isso nos permite responder à direção do Espírito Santo. Temos a habilidade de perguntar onde no mundo Deus está presente, operando entre um grupo étnico-cultural em particular, e então responder ao seu convite para trabalhar onde ele já está trabalhando. Essa perspectiva nos concede uma flexibilidade maior no recrutamento e envio de missionários.
Há ministérios específicos trabalhando na diáspora? Quais são eles?
Missões diaspóricas, reconhecidas como uma estratégia de missões, é algo novo. Há grupos que têm alvejado certos grupos migratórios, como os nepaleses ou coreanos. Algumas agências enviadoras de missionários -- como a Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos -- têm reconhecido a importância das missões diaspóricas e estão trabalhando para se distanciar de um foco geográfico para uma orientação dirigida à afinidade étnico-cultural. Algumas denominações estão criando departamentos de ministério diaspórico para ajudar as suas igrejas e os missionários a responderem às oportunidades de missão diaspórica ao redor do mundo. A Associação de Missões das Filipinas criou um programa de treinamento para as igrejas filipinas com o alvo de prover treinamento de discipulado e evangelismo para centenas de cristãos filipinos, antes que eles deixem as Filipinas. Poucas escolas bíblicas e seminários, como o Seminário Batista do Sul, em Baguio, estão criando programas de treinamento flexíveis para treinar líderes da igreja dentro da diáspora global. Estes novos “pastores da diáspora” não têm educação teológico-pastoral formal e não podem abandonar o trabalho no exterior para frequentar um seminário. O treinamento teológico e pastoral tem de ser levado até eles, nos países onde eles trabalham e vivem.
Qual é o envolvimento de Lausanne com esses ministérios?
O Movimento de Lausanne é o primeiro advogado para as missões diaspóricas. Um dos primeiros encontros para estudar esta nova ideia de missões aconteceu em Pattaya, na Tailândia, em 2004. A partir daquele encontro, Lausanne criou uma equipe responsável por missões diaspóricas para preparar a apresentação das missões diaspóricas no Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial, na Cidade do Cabo, em 2010. Na Cidade do Cabo, Lausanne criou a Rede da Diáspora Global, liderada por Sadiri Joy Tira. Os alvos da rede são: encorajar a criação de uma missiologia da diáspora e ajudar agências de envio de missionários a se envolverem com missões entre grupos de pessoas migrantes. A Rede da Diáspora Global realizará uma consulta global de Lausanne para missões diaspóricas em Manila, Filipinas, em 2015. Missiólogos e profissionais da diáspora de todo o mundo se reunirão para criar uma literatura básica para essa importante e emergente estratégia de missões.
Traduzido por Ehud M. Garcia.
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