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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Como devo ofertar para missões? - Edison Queiróz

 


Edison Queiróz


A oferta missionária de fé

A oferta missionária de fé é um método usado por diversas igrejas ao redor do mundo, e tem sido um grande instrumento de Deus para levantar muitos recursos financeiros para o sustento e ampliação da obra missionária.

O Dr. A.B. Simpson, fundador da Aliança Cristã e Missionária, foi quem primeiro usou este tipo de oferta, na sua igreja, a partir das últimas duas décadas do século 19. Para implementar este tipo de oferta, ele realizava anualmente uma conferência missionária, onde o povo era desafiado pela Palavra de Deus e por testemunhos de missionários a dar ofertas para sustentar a obra missionária. Sua denominação sempre teve como característica, pelo menos na sua época, dar mais para o trabalho missionário do que para o trabalho local. Ela começou como um centro evangelístico em Nova York e hoje tem 1.250 missionários em cinquenta países, tendo já mais membros fora dos Estados Unidos do que ali onde começou. E mesmo nos Estados Unidos a denominação tem muitas igrejas entre minorias vietnamitas, cambojanas etc.

O Dr. Oswald Smith, fundador da Igreja dos Povos em Toronto, no Canadá, aperfeiçoou o sistema, e sua igreja o está usando há mais de 50 anos. Somente no ano de 1992 ela levantou mais de US$ 3.500.000,00 para o sustento do trabalho missionário.

O que é a oferta missionária de fé? Aqui está uma definição bem simples:

A oferta missionária de fé é um compromisso pessoal que o crente faz com Deus, de dar uma quantia, mensalmente, durante um ano, para a obra missionária da sua igreja local. 

[...]


Como devo ofertar para missões?

O salário do missionário é mensal e o nosso também, portanto a contribuição deve ser mensal, dentro de um compromisso de um ano, a ser renovado na próxima conferência missionária anual.

Temos visto denominações dirigindo suas igrejas a fazerem uma contribuição anual para a obra missionária. Este tipo de oferta está sendo usado há muito tempo e tem sido um instrumento de Deus para enviar muitos missionários, mas eu estou vendo que, com ele, não estamos usando todo o potencial de nossas igrejas.

Certa vez eu preguei numa igreja no domingo que eles dedicavam para missões mundiais. Eles tinham como alvo levantar 2.500.000,00 de cruzados, que era a moeda da época, como oferta daquele ano para missões. No meio do sermão eu disse que esta importância era muito pequena para aquela igreja, e que eu iria provar que eles poderiam dar aquele valor mensalmente. Voltei-me para o pastor e lhe perguntei:

— Pastor, quantas pessoas há aqui no auditório nesta manhã?

Ele olhou e respondeu:

— Mais ou menos 800 pessoas.

A seguir eu disse à igreja que, se cada pessoa ali desse mil cruzados por domingo (que na época era o equivalente a uma passagem de ônibus urbano), teríamos 800.000,00 por domingo que, multiplicados por quatro, acumulariam 3.200.000,00 mensalmente para missões. Depois pedi que eles dividissem os 2.500.000,00 do seu alvo por 12, para saber quanto estariam dando mensalmente para missões, comparado com aquele valor. O resultado foi dezesseis vezes menos!

Louvado seja Deus que aquela igreja ficou convencida e hoje está usando a oferta missionária de fé e levantando muito mais recursos para o sustento missionário.

Há pessoas que têm resistência a este tipo de oferta, por ser mensal, achando que os membros da igreja desviarão todas as outras ofertas, inclusive o dízimo, para missões. A experiência tem demonstrado que não é assim.

O Dr. Paul Smith, pastor da Igreja dos Povos em Toronto, no Canadá, disse: “Minha experiência usando a oferta missionária de fé durante 50 anos para o sustento de missões tem demonstrado que, quanto mais nosso orçamento missionário aumenta, mais aumentam as entradas da igreja.”

Esta realidade tenho visto em diversas igrejas no Brasil e América Latina. Quanto mais levantamos ofertas para missões, mais os dízimos aumentam.

A oferta missionária de fé é um instrumento de Deus para que as igrejas levantem muitos recursos para o sustento de missionários. Eu o incentivo a experimentá-la em sua igreja.


Trechos do livro A Administração das Finanças na Obra Missionária (Ed. Descoberta)


quarta-feira, 28 de junho de 2023

A oferta que se perdeu a caminho do campo missionário



Eu tinha vontade de ir China, ma
s uma menina me gastou comprando sorvete.

Eu estava disposto a ir à África ajudar a pregar ali o Evangelho, mas um jovem me gastou comprando uma entrada para o cinema.

O meu plano era ir ao Oriente e contar lá a história de Cristo, mas um menino me usou para comprar pipoca.

Eu estava planejando ajudar os pobres da Índia, mas uma senhora me colocou junto com outros reais para comprar um colar de pérolas.

Eu estive nas mãos de uma pequena menina que me queria dar como oferta para as missões, mas outra menina a convenceu que devia comprar um refrigerante.

Eu estava resolvido a ajudar na construção de um templo nas Filipinas, mas o diácono me gastou comprando combustível.

Eu estive nas mãos de um ancião, e estava resolvido a ir ao Japão, mas o ancião disse: "Cinquenta centavos é o suficiente para a coleta" e me pôs de novo dentro de sua carteira velha e mofada.

Eu fazia parte do compromisso de contribuição do irmão X este mês, mas fui usado para pagar mais uma prestação do seu carro.

Nós estamos tão despontados! Queríamos fazer alguma coisa pela igreja.

Não quereis vós, povo que amais o vosso Mestre, esta igreja e aqueles por quem ele se deu, estar certos de vossa fidelidade, através de uma honesta devolução do dízimo e de um liberal, constante e significativa contribuição para a missão de Deus?

Gotas de Esperança

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Catálogo de Produtos e Empresas que contribuem com Missões

 


O Ministério Missões em Suas Mãos (MSM), mantido por Julio Heleno, elaborou uma nova edição do Catálogo de serviços, produtos, negócios e empresas que contribuem diretamente com Missionários e Missões. São Escolas de idiomas, livros, arte, planos de saúde, serviços de tradução e muitos outros produtos e serviços que, de uma forma ou outra, contribuem com o esforço missionário da igreja.


Você pode conferir o Catálogo CLICANDO AQUI.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Os oito grupos menos evangelizados do Brasil


Quilombolas

Os QUILOMBOS ou mocambos, cujas origens remontam à época colonial, foram inicialmente comunidades formadas por agrupamentos de escravos fugitivos. Posteriormente alguns abrigaram também escravos ALFORRIADOS (libertos). Buscavam para abrigo florestas e regiões isoladas, para evitar a dura perseguição. Há ocorrência deles em praticamente todo o BRASIL.
Em alguns quilombos, buscava-se retomar práticas de vida e cultura típicas da África, havendo até a nomeação de reis TRIBAIS.
Muito famoso foi o Quilombo de PALMARES, localizado em Pernambuco, e que chegou a ter 30 mil habitantes, tendo durado 94 anos. O herói ZUMBI dos Palmares chefiou durante algum tempo o quilombo. Outro quilombo famoso foi o de Campo Grande, em Minas Gerais, que chegou a POSSUIR quase 20 mil habitantes.
Atualmente, cerca de 2 mil comunidades quilombolas foram legalmente reconhecidas e certificadas pelo Estado brasileiro, com alguns de seus moradores recebendo o TÍTULO de posse da terra e outros benefícios. A Fundação Palmares (www.palmares.org.br), instituição federal focada na promoção e preservação da arte e CULTURA afrobrasileira, é a responsável pela certificação. Estima-se em 600 o NÚMERO de comunidades quilombolas sem igreja evangélica nelas ou nas proximidades.
Algumas das principais comunidades quilombolas do Brasil são:

Rio das Rãs, localizado próximo a Bom Jesus da Lapa (BA) - CAMPINHO da Independência (próximo a Parati - RJ) - Boa Vista (próximo ao município de ORIXIMINÁ - PA) - Frenchal (próxima a Mirinzal - MA) - CAFUNDÓ (próximo a Sorocaba - SP) - Kalungas (próximo a Monte Alegre e Cavalcante - GO) - Caxambu (Rio Piracicaba - MG) - Ivaporunduva (região do VALE do Ribeira - SP).




Povos Ciganos

Acredita-se que os ciganos tiveram sua origem no subcontinente INDIANO, devido à sua língua, o ROMANI (que por sua vez comporta diversos dialetos), possuir semelhanças com línguas daquela região.
Conhecidos pela característica de ser um POVO nômade, que evita fixar residência permanente (embora atualmente muitos grupos tenham abandonado essa característica), os CIGANOS sempre foram alvo de perseguição e preconceito, acusados de ladrões, místicos e desordeiros, acusações tantas vezes infundadas. Estão presentes em diversos países do mundo, notadamente na EUROPA.
Em geral, os povos ciganos não possuem uma mesma identidade religiosa, normalmente adotando as religiões dos PAÍSES onde vivem.
Ao contrário do que se pensa, os ciganos possuem grande variedade sociocultural, com grupos muito diferentes entre si. Entre eles, ainda é grande o índice de analfabetismo, principalmente entre as mulheres.
Os ciganos dividem-se em diversos grupos, dos quais os mais importantes são: sinti, rom (roma) e calon. No Brasil, os mais presentes são os rom (roma) e CALON.
Os primeiros a chegarem ao Brasil, ainda no período COLONIAL, foram ciganos calon, oriundos da Europa (principalmente Portugal e Espanha). Nos séculos XIX e XX chegam os roma e outras linhagens.
No Brasil, estimativas de associações ciganas e do governo dão conta de 800 mil a 1 milhão de ciganos vivendo no país atualmente.
As maiores comunidades ciganas no Brasil encontram-se em Nova Iguaçu (RJ), e nos estados de Minas Gerais e BAHIA.
Estima-se que existam atualmente apenas 14 missionários de tempo integral trabalhando entre os ciganos. Um dos MINISTÉRIOS que trabalham especificamente entre ciganos é a Missão Amigos dos Ciganos –www.amigosdosciganos.blogspot.com.br



Sertanejos

A região conhecida como Sertão Brasileiro ou Sertão NORDESTINO estende-se por grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí; por todo o estado do Ceará; e por uma pequena parte de SERGIPE e Alagoas, além do norte de Minas Gerais.
Frutos do contato entre brancos e índios principalmente, os povos SERTANEJOS habitam em regiões onde a ÁGUA é escassa (índice pluviométrico médio de 750 mm anuais). O CLIMA é quente e seco. Os pastos, poucos e ralos, são avidamente consumidos pelo gado bovino e CAPRINO.
Com sua dieta em geral baseada em MANDIOCA (macaxeira) e seus derivados, feijão, milho, carne seca ou de bode, dormindo em redes (herança indígena), espalhados em pequenos ASSENTAMENTOS por todo o interior nordestino, muitas vezes desassistidos pelas autoridades, o sertanejo é um forte. Em muitos LUGARES, estão ainda à mercê dos grandes latifundiários, os ‘CORONÉIS’ donos das terras e da água.
Altos índices de analfabetismo, desnutrição, POBREZA. Longos períodos de seca. População humilde, CATÓLICA, prisioneira de superstições e sincretismos: essa é a realidade do sertão.
Estima-se que existam 6.000 assentamentos sertanejos sem a presença de IGREJAS evangélicas, neles ou nas proximidades.
No site www.21diasdeoracao.com.br é possível acessar uma listagem dos 195 municípios nordestinos com índice de evangélicos de 0,8 a 5% da população. Muitos desses municípios estão localizados no sertão.



Imigrantes

Especialistas consideram que as pessoas que chegaram ao BRASIL até 1822, ano da independência do Brasil, eram colonizadores. A partir desta data, com a nação independente, passam a ser considerados imigrantes.
O Brasil tem recebido, ao longo de sua história, IMIGRANTES de mais de 100 países diferentes. Dentre esses, 27 são oriundos de países fechados à evangelização, ao Evangelho.
A recente CRISE econômica que abalou o mundo teve relativamente poucos efeitos sobre a economia brasileira, que obteve bons resultados no período, passando o país a ser visto como promissor campo de TRABALHO. Entre 2010 e 2011, quase 600.000 pessoas imigraram para cá.
Outro fenômeno recente é a chegada de HAITIANOS, principalmente pela fronteira do ACRE (por onde também entram senegaleses), notadamente após o grande terremoto que arrasou o país em 2010, e pelo fato do Brasil chefiar uma missão de paz da ONU naquele país, o que aumentou os laços entre nossos povos.
Em Foz do Iguaçu (PR) há um grande núcleo ÁRABE, com indivíduos de diversos países muçulmanos. Em São Paulo chegam bolivianos e peruanos (dentre outros sulamericanos) para trabalhar em confecções e fábricas (muitos de maneira ilegal). CHINESES e coreanos também têm vindo ao país. Quem, em nossas grandes cidades, nunca se deparou com uma das lanchonetes dirigidas por chineses?
Em quantidades totais, os maiores contingentes de imigrantes no Brasil são: portugueses, depois italianos, espanhóis, ALEMÃES e japoneses.
São Paulo é o estado brasileiro que mais recebeu e recebe imigrantes.




Indígenas

O Brasil possui em torno de 340 grupos e subgrupos indígenas, os quais falam 189 LÍNGUAS. Desses 340, 121 nunca ouviram falar do Evangelho. E se você imagina que essas tribos estão apenas na imensidão da Floresta AMAZÔNICA, engana-se: apenas no Nordeste, existem 57 TRIBOS, sendo que 23 delas permanecem não alcançadas.
As tribos indígenas brasileiras estão divididas de ACORDO com o tronco linguístico a que pertencem, que são principalmente o Tupi-Guarani (litoral do país), o Macro-Jê, e o Aruak, embora existam outras.
A contribuição dos índios para nossa CULTURA é imensa. Seja pela culinária, pelas palavras (mais de 20.000 anexadas ao português), seja por práticas como o banho DIÁRIO ou o dormir em redes, por exemplo.
Um problema comum, principalmente nas tribos mais urbanizadas ou que tiveram maior CONTATO com o homem branco, é o alcoolismo.
A Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica e Missionária -www.missaoalem.org.br) oferece TREINAMENTO para quem deseja ser um missionário tradutor da Bíblia, com foco especial em nossos povos indígenas não alcançados. A Missão Novas Tribos do Brasil (www.novastribosdobrasil.org.br), dentre outras, tem prestado também relevante serviço de EVANGELIZAÇÃO entre nossos indígenas.

Por diversas dificuldades levantadas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) à presença de missionários entre algumas tribos, tem-se incentivado aquilo que se chama de a Terceira Onda Missionária, onde os próprios indígenas, CONVERTIDOS, evangelizam outros indígenas, seja da mesma ou de outras tribos. Note-se o trabalho realizado, nesse sentido, pelo CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Indígenas).



Ribeirinhos

A AMAZÔNIA possui a maior bacia fluvial do mundo: são 7 milhões de quilômetros QUADRADOS, que se estendem por oito países. O rio Amazonas possui mais de 7 mil AFLUENTES, e 25 mil quilômetros de vias navegáveis. E é por tais extensões de águas que se espalham os RIBEIRINHOS. Apenas na Amazônia brasileira, estima-se que existam 37.000 comunidades ribeirinhas, sendo que 10.000 delas não possuem a presença de IGREJAS evangélicas, nelas ou nas proximidades. A imensa maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia só pode ser alcançada por via FLUVIAL (barcos), em viagens que podem durar diversos dias.
Mas quem são os ribeirinhos? Ribeirinhos são pessoas que vivem às margens dos rios, alimentando-se principalmente da PESCA artesanal, mas também da caça, extrativismo (recolhendo os ALIMENTOS que encontram na floresta), e da agricultura de subsistência. Suas casas de MADEIRA são construídas sobre palafitas, devido às constantes cheias dos rios e IGARAPÉS*.
Além do Amazonas, alguns dos principais rios da Amazônia são o Rio Negro, Rio SOLIMÕES, Rio Araguaia, Rio Nhamundá, Rio TAPAJÓS, Rio Tocantins, Rio Madeira, Rio Xingu.

*Igarapés são pequenos RIOS ou braços de rio, em geral estreitos e de pouca profundidade, aptos apenas para a navegação por CANOAS ou pequenos barcos.



Os mais ricos dentre os ricos

Um dos segmentos menos evangelizados do Brasil, o mais RICOS dentre os ricos, pode ser também um dos mais duros ‘campos missionários’. Isso a própria BÍBLIA deixa claro, ao falar da dificuldade maior de os ricos entrarem no Reino dos Céus (Mt 19:22-24). Como disse certo pregador: “”Nunca haverá muitos VERDADEIROS cristãos ricos, mas haverá alguns.” Pois muitos deles são pessoas ávidas pela verdade, mas vazias ou enganadas espiritualmente, e que muitas vezes, por incrível que possa parecer, nunca ouviram uma explicação satisfatória do EVANGELHO.
Pesquisas apontam a existência de mais de 165.000 MILIONÁRIOS no Brasil (considera-se milionário aquela pessoa que possui mais de um milhão de DÓLARES em ou para investimentos, não considerando-se o valor de sua habitação principal). Já o número de BILIONÁRIOS brasileiros chega a 65, Segundo a revista Forbes, e tende a mais que DOBRAR em 10 anos.
Ilhados em seus condomínios de LUXO e mansões, muitos escravizados pela MÁQUINA de fazer mais e mais dinheiro, sempre ocupados em seus NEGÓCIOS, ou então usufruindo em lazeres a vida que sua riqueza proporciona, eles estão ESPALHADOS por todo o pais, com concentração maior no Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo e RIO DE JANEIRO.
Ainda que a desigualdade econômica e social tenha diminuído nos últimos anos, em virtude da melhora na ECONOMIA e de programas sociais do Governo (como o Bolsa-Família), o Brasil segue como um dos CAMPEÕES mundiais em desigualdade, com poucas pessoas possuindo muito (recursos, terras etc.), e muitas possuindo tão pouco.



Os mais pobres dentre os pobres

Em economia, costuma-se falar em linha de pobreza e linha de pobreza extrema, também chamada indigência. Governos, entidades internacionais e ONGs não possuem um consenso sobre como efetuar essas medições, cada qual adotando padrões diversos. Segundo o GOVERNO brasileiro, vivem em pobreza extrema pessoas que recebem uma renda mensal per capita (por cabeça) de até 70 reais. No Brasil, em torno de 4% a 7% da população encontra-se nesta condição. Os programas sociais do Governo (como Bolsa-Família, Bolsa-Escola etc.), mesmo com os problemas que apresentam, têm contribuído significativamente para a diminuição da POBREZA extrema no Brasil.
Os cinco estados brasileiros onde é maior o índice de pobreza extrema são: MARANHÃO, Alagoas, Piauí, Pará e CEARÁ. O estado onde esse índice é menor é Santa Catarina.
Um subgrupo a ser considerado é o daqueles vitimados pelo trabalho ESCRAVO ou análogo à escravidão. Segundo dados do Índice de Escravidão Global, há no Brasil 200 mil PESSOAS nesta situação.
Mas, para além dessas estatísticas, há uma categoria de pessoas ‘invisíveis’ aos recenseadores: os moradores de rua, sobre os quais não há estimativas oficiais sobre sua quantidade. Números não oficiais dão conta de até 1,8 milhão de pessoas morando nas ruas, em situação de MENDICÂNCIA. Fatores como alcoolismo, uso de drogas, doenças psiquiátricas (além de problemas ESPIRITUAIS), problemas familiares ou simples falta de oportunidades, de perspectivas na vida, e de ajuda efetiva por parte de quem quer que seja (Estado, Sociedade, IGREJA), são as causas da dificuldade de reabilitação dessas pessoas. Muitos preferem não vê-los, ou acreditar que ‘para esses não há solução’. São geralmente os INALCANÇADOS mais próximos de nós. Estão sempre ao alcance de um abraço, de uma mão estendida.

Sammis Reachers
*Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2, que editamos, e que você pode baixar e imprimir gratuitamente. Acesse CLICANDO AQUI.

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