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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ronaldo Lidório: Avaliando o avanço missionário mundial


Nas três últimas décadas, fomos positivamente bombardeados pela missiologia do avanço final, na qual Ralph Winter defendia uma abordagem em massa em direção aos 13 mil povos não alcançados da terra. Movimentos mundiais como o AD 2000 propuseram “uma igreja para cada povo e o evangelho para cada pessoa até o ano 2000”.
Foram listados inicialmente mais de dez mil grupos sem uma igreja com pelo menos cem membros. Logo depois, missiólogos como Patrick Johnstone conseguiram fragmentar o estudo, identificando menos de quatro mil etnias totalmente não alcançadas, enquanto que a World Mission International, em uma avaliação mais recente, estimou que apenas 2.134 grupos étnicos não tenham hoje uma igreja entre eles. As estatísticas mostram que houve um incrível avanço missionário nos últimos 30 anos.
É inquestionável o avanço da igreja cristã, que, entre 1999 e 2000, obteve um índice de 6,1% em termos de crescimento global — o maior crescimento entre as principais religiões mundiais, incluindo o Islã. Também não podemos desconsiderar o avanço das missões que se puseram a encontrar, estudar e catalogar os grupos ainda não alcançados pelo evangelho, fazendo-nos saber quem eles são, onde estão, quantos são e quais as principais barreiras a vencer para alcançá-los.
É preciso, entretanto, compreender que enquanto antigas barreiras vão sendo derrubadas, novas vão se formando. Não vivemos em um mundo estático. Precisamos de uma missiologia mais ágil do que precisávamos há dez anos. Além disso, algumas das antigas barreiras não têm dado o menor sinal de mudanças. Permita-me citar quatro novas fronteiras com as quais, creio, lidaremos nas próximas duas ou três décadas:

1. A redoma de resistência e entre os não alcançados

Os povos que foram alcançados – dentre os 13 mil inicialmente propostos por Winter e McGavran – seguiram a regra da menor resistência; e esta é uma regra normal. Ou seja, em regiões onde havia três grupos não alcançados, acontecia a penetração missionária nos dois que demonstravam menor resistência, seja geográfica, política, religiosa, linguística, cultural ou espiritual. O mais resistente ficava para um segundo momento. Em linguagem simples, “coamos” esses 13 mil povos não alcançados.
Quando analisamos o avanço missionário entre os grupos nômades, por exemplo, percebemos que 90% deu-se entre os chamados seminômades, os quais apresentavam maior tolerância à abordagem missionária. De acordo com o Dr. David Philips, da WEC International (Missão AMEM), há ainda mais de 150 grupos nômades totalmente não alcançados no mundo. Atingimos, em regra, os menos resistentes. Menor resistência funciona em geral como uma lista de oportunidades no mundo missionário.
Portanto, o que temos em nossas mãos neste início de milênio não são simplesmente outros dois mil PNAs (povos não alcançados), mas os dois mil PNAs mais resistentes em toda a história do Cristianismo. Consequentemente, precisaremos agora de maior preparo missiológico, cultural e linguístico que os missionários de 50 anos atrás. Também precisaremos de nova motivação, pioneirismo e, sobretudo, da graça de Deus. Poderíamos chamar essa primeira fronteira de redoma de resistência.

2. O desdobramento étnico entre os isolados

O desdobramento étnico é uma expectativa comum em boa parte da antropologia mundial, mesmo entre os não cristãos. Ele parte do pressuposto de que a maioria desses dois mil grupos étnicos não alcançados nunca foram mapeados antropologicamente. Existe grande possibilidade de que cada nome nesta lista corresponda a bem mais do que apenas uma etnia. Comumente encontramos uma nação étnica na qual diversas tribos, falando dialetos similares e possuindo coexistência cultural, dividem o mesmo território. Assim aconteceu com os Frafras no Noroeste Africano. Descobriu-se que não formavam apenas um povo, mas, dois grupos distintos linguística e culturalmente. O segundo se intitulava Kassena. Os Natuis, da Papua Nova Guiné, tidos como um só grupo por pelo menos um século, na verdade constituíam sete diferentes etnias, vivendo em relativa harmonia e compartilhando o mesmo território. Alcançar um povo não pressupõe alcançar todos.
Esse fenômeno ocorreu em 70% dos grupos estudados cientificamente nos últimos 50 anos, atingindo uma média de desdobramento de 4,2 (de acordo com o Departamento de Antropologia da London University). Ou seja, em 70% dos grupos isolados que sofreram uma abordagem antropológica nas últimas cinco décadas, cada um escondia, em média, outros três grupos. É possível, portanto, que os nossos dois mil PNAs se tornem cerca de cinco a oito mil grupos étnicos. Ainda há um bom caminho a andar.

3. A incapacidade de evangelização local por igrejas locais

Outra nova fronteira com a qual deveremos lidar nas próximas duas décadas é a da incapacidade de evangelização local por igrejas locais. Nem todos os países do mundo experimentam um bom crescimento da igreja evangélica como o Brasil, a Coréia e a Nova Zelândia. Segundo David Barrett, existem mais de quatro mil grupos étnicos no mundo entre os quais a igreja local não se mostra forte o suficiente para alcançar seu próprio povo. É igualmente alarmante o número de pessoas nascidas em países não cristãos: 48 milhões por ano (Global Report Magazine).
É preciso passar esses quatro mil grupos por uma nova avaliação de avanço missionário. Caso contrário, terminaremos as próximas duas décadas com um número expressivo de etnias nas quais o evangelho já foi exposto, mas permanece desconhecido pela maioria. Seriam eles alcançados?

4. A vasta diversidade linguística entre grupos minoritários

Entre as 6.528 línguas vivas no mundo, possuímos a Bíblia completa em 366, o Novo Testamento completo em 928 e grandes porções da Bíblia em outras 918 línguas. Entretanto, de acordo com a Wycliffe Bible Translators, mais de quatro mil línguas não possuem sequer uma porção da Palavra, sendo que 70% delas podem ser definidas como minoritárias. Lidamos, então, com um fato da cultura cristã: tem se tornado cada vez mais difícil arregimentar força missionária para alcançar grupos étnicos minoritários. De acordo com o Ethnologue, quatro mil das 6.528 línguas existentes são faladas por apenas 6% da população mundial.
Outro aspecto a ser lembrado é que dois bilhões de pessoas no mundo não conseguem ler ou escrever, seja por falta de alfabetização, seja por pertencerem a grupos ágrafos. Isso significa que não poderiam ler a Palavra mesmo que a tivessem em sua própria língua.
Considerando que um número cada vez menor de missionários tem tido tempo e estrutura suficientes para trabalhar simultaneamente na tradução bíblica e na alfabetização, corremos outro risco: terminarmos as próximas três décadas com porções da Palavra traduzidas para a maioria das línguas mundiais, ao mesmo tempo em que o índice de leitores nessas línguas diminui sensivelmente. Assim, teríamos mais traduções da Bíblia e menos leitores em potencial nas próximas 2.500 línguas mais necessitadas do evangelho.

Desafio

Nessa entrada de milênio, fomos mais uma vez bombardeados com um crescente número de propostas missiológicas visando apressar a conclusão do alcance do mundo que ainda desconhece o evangelho. Muitas foram novas ideias, novas propostas ou novas estratégias. David Hesselgrave nos alerta: “nem todo novo pensamento é dirigido pelo Espírito. Nem tudo o que é novo é necessariamente bom. A Bíblia é antiga, o Evangelho é antigo e a Grande Comissão é antiga”. Ele defende que, neste imenso mar de necessidades no mundo não alcançado, precisamos entender que “o evangelho dá a direção… pois a Palavra precede a nossa visão”.
O desafio que temos pela frente estatisticamente pode ser descrito como dois mil PNAs que poderão ser fragmentados em um número até três vezes maior, mais de quatro mil línguas e dialetos sem porções da Palavra, cerca de 150 grupos nômades sem presença missionária, 118 tribos não alcançadas em nosso próprio país e 72% de todos os grupos intocados pelo evangelho vivendo em países com fortes limitações políticas e religiosas. É, portanto, parte da nossa missão conhecer tais barreiras, estudá-las e transpô-las, discernindo os tempos e as épocas para a glória de Deus.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Silas Tostes: UM PEDIDO AOS MISSIONÁRIOS BRASILEIROS

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Amigo missionário brasileiro,


Ao escrever, presumo que agência e igreja são parceiras nas decisões de envio e acompanhamento de nossa atuação missionária.



Encontro-me regularmente com líderes e missionários. Percebo que a nossa força missionária tem muitos pontos positivos. Mas manifesta-se numa minoria comportamentos bem independentes, ao tornarem-se agenciadores de novos missionários. Nesse caso, passam a facilitar a chegada de novos missionários, sem que estes passem pelos critérios de seleção, treinamento/orientação e envio de agências estabelecidas e experientes. O resultado deste comportamento independente costuma ter inúmeras dores de cabeça que poderiam ser evitadas. Não estou dizendo que o envio por boas agências sempre dá certo, mas as falhas são bem menos frequentes. Quando missionários recebem novos missionários, sem processá-los via estruturas enviadoras, na prática, fazem o seguinte:



1) Desonram os centros de treinamento e de envio do Brasil, passando o recado implícito de que possuem pouco valor. Ou seja, as pessoas podem ir de qualquer jeito.



2) Adicionam casos trágicos que levam pessoas a pensar que no Brasil não somos sérios, quando, na verdade, a empreitada problemática não passou por critérios estabelecidos de ministérios respeitados.



3) Implicitamente, endossam independência como valor cristão. Sabemos que pessoas que não prestam conta a líderes costumam gerar uma série de problemas para eles próprios e para outros.



Por isso, com humildade, peço aos missionários do Brasil que recusem a tentação de agirem como se fossem agências missionárias. Deixem que as agências sejam agências. E que a força missionária brasileira seja uma força atuante no campo, no papel designado por Deus. Entendo que assim, funcionando como Corpo em comunhão, cada um no seu papel, produziremos mais para a glória de Deus.



Silas Tostes

Silas Tostes é presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e diretor da Missão Antioquia.


Fonte: 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Abrindo o coração francamente. De novo!

  David e Cleonice Botelho

Queridos amigos,

Nós não estamos conformados com o atual quadro missionário brasileiro, na realidade, estamos indignados. Vocês poderiam perguntar: “por que?” Por favor, leiam abaixo a resposta  para essa pergunta.
No final dos anos 80, havia um crescimento anual de 12.8% no envio de missionários, mas no meio desta década esse crescimento apresentou uma redução drástica para 3.5% ao ano, segundo dados da Sepal. Os resultados dessa redução brusca começam a refletir significativamente na maioria das agências missionárias.
Nas conversas com líderes dessas organizações o que ouvimos de um modo geral é que, nunca na história de missões, as agências missionárias receberam um número tão pequeno de candidatos. Isto leva muitos ao desânimo, pois o custo aumenta muito quando o treinamento é feito com poucos candidatos. Por isto, algumas agências já não fazem treinamento há algum tempo.
Contudo, entendemos que outros líderes que estão à frente de algumas associações acham um exagero, e somos vistos como alarmistas diante desse caos. Ora, o que temos procurado é mostrar apenas a realidade.
Nosso objetivo é trabalharmos juntos para tentar mudar esta realidade que temos diante de nós.
 
Economia brasileira ascendente ainda não é a resposta
Acreditamos piamente que precisamos de profetas para nos despertar e nos levar a amar a obra missionária transcultural, principalmente aos povos menos evangelizados da terra, ou seja, os que nunca ouviram a mensagem das Boas Novas, nem ao menos uma vez. Esta mensagem é o Evangelho do Reino que deverá e será pregado a todas as gentes, como proclamou nosso Senhor Jesus.
Sim, os que nunca ouviram o Evangelho do Reino precisam ouví-lo pelo menos uma vez. Oswald Smith, pastor da Igreja dos Povos em Toronto - Canadá no século passado, cuja igreja sustentava centenas de missionários perguntou e sua pergunta deve ecoar ainda hoje em nossos ouvidos e corações:
“Por que uma pessoa tem o direito de ouvir o Evangelho duas vezes, enquanto outras nunca ouviram sequer uma vez?”.
Como igreja no Brasil não podemos, de maneira nenhuma, nos queixar da falta de recursos financeiros. Em 2002 o salário mínimo correspondia a 75 dólares, e hoje ele corresponde a aproximadamente 280 dólares, um crescimento de 3,7 vezes. Nessa hipótese, proporcionalmente o envio de obreiros aos povos da Janela 10-40 poderia ter aumentado em mais de três vezes.
Em pouco mais de duas décadas o Brasil se tornou uma das maiores economias do mundo e a igreja evangélica cresceu cerca de quatro vezes em tamanho. E o número de missionários enviados?
 
Os pastores e a leitura das Escrituras
A Sociedade Bíblica Ibero-Americana patrocinou uma pesquisa em profundidade durante seis meses, na cidade de São Paulo, com centenas de pastores e líderes evangélicos de várias denominações, que espontaneamente, participaram de entrevistas e responderam a um questionário específico.
Ao final da tabulação dessa pesquisa concluiu-se que 51% destes pastores e líderes ainda não haviam lido totalmente – ao menos uma vez – qualquer versão das Sagradas Escrituras.
Se a maioria dos pastores nunca leu uma vez sequer o manual de ensino, o guia sagrado, como pode entender e amar a obra missionária transcultural?
Como pode compreender a questão do recrutamento, treinamento e envio de missionários?
Como podem entender a importância de sustentar adequadamente aqueles que se prontificam a ir aos lugares mais inóspitos e esquecidos da terra?
Será que conhecem o Evangelho do Reino? Será que percebem que não poderão crer os milhões e milhões que nunca ouviram a Palavra do Senhor?
Compartilhamos olhando os números a nossa frente. São técnicos, racionais, práticos e criteriosos, porém são a “balança” para avaliarmos se estamos alcançando o alvo ou não.
 
É importante acertar o alvo?
O apóstolo Paulo, registrou no capítulo 15, verso 22, do livro de Romanos que entre Jerusalém e Albânia já não tinha mais trabalho para fazer, pois já tinham alcançado toda a região com o Evangelho. Por que? Porque haviam trabalhado arduamente para levar a Palavra do Senhor a todos os seus habitantes.
Isto nos faz lembrar de dois casos práticos:
“O marinheiro que não sabe para onde vai qualquer porto que aportar está bem.”
O outro sobre certo atirador que causava certa admiração aqueles que viam a precisão de seus tiros: todos acertavam o alvo.
Certo admirador quis surpreendê-lo. Levantou bem cedo e foi observar o atirador. E escondido viu que ele atirava nas árvores e depois circundava o local acertado para fazer parecer que havia acertado o alvo.
Quantas vezes agimos da mesma maneira e acreditamos que estamos acertando o alvo!
É que estamos exportando o modelo brasileiro de missões para toda a América Latina usando o exemplo de nossas igrejas e organizações missionárias. Infelizmente, de fato, não estamos alcançando o objetivo de levar as boas novas aos não alcançados, não completamos a tarefa. Exportar o quê? E o que dizer dos missionários enviados que sem treinamento levam apenas a religião cristã para os povos e, por desconhecerem, não pregam o Evangelho do Reino?
 
O desafio brasileiro
Somente no Brasil temos mais de 150 tribos indígenas sem nenhum obreiro.
Como podemos tomar conhecimento disto sem suspirar diante da realidade de que possuímos aproximadamente 300.000 igrejas evangélicas em nossa pátria?  Mais de 99% delas não possui sequer um missionário transcultural. E a esmagadora maioria não sustenta nem sequer um missionário para povo algum.
Somos a terceira maior igreja no mundo!
Convivemos com as notícias de um exemplo clássico brasileiro: o grave problema do infanticídio entre os povos indígenas. E daí? A maioria das igrejas indiferentemente nem perguntam.
Que alegria no meio deste deserto de indiferença poder ouvir pelo menos uma voz que tem se levantado para combater este grande mal.
Marcia Suzuki está à frente da ATINI que produziu o documentário Hakani mesmo tendo sofrido e ainda sofre uma grande oposição de vários políticos liberais que crêem que não se deve mudar tal quadro, porque entendem que infanticídio entre índios é assunto antropológico. Para Deus é assunto que a Cruz de Seu Filho resolveu. Jesus morreu por todos os povos indígenas e eles precisam saber disto. Será que a igreja brasileira não sabe?
Temos que interceder por uma abertura para que estes povos sejam alcançados. A FUNAI não tem permitido a entrada de obreiros. Devemos lembrar que não existem portas fechadas para o Senhor quando oramos especificamente.
Vou repetir: Mais de 99% das igrejas no Brasil não possui um missionário transcultural sequer. E a cada dia deparamo-nos com uma grande e crescente dificuldade de recrutar um missionário transcultural no meio evangélico. Quando um candidato se apresenta, o maior desafio torna-se a obtenção dos recursos, não só para o treinamento apropriado, mas, também, para o envio e acompanhamento no campo. Suas igrejas não se envolvem, e seus líderes apenas lamentam quando, não poucas vezes, perde esse membro, decepcionado pela falta de apoio para seu projeto missionário.
 
Cooperação x Competição
Por outro lado, quando deveríamos ver as agências missionárias se unindo para lutar contra o inimigo comum, temos visto várias agências desesperadas competindo por obreiros e buscando os mesmos em outras organizações que deveriam ser parceiras. Algumas agências denominacionais conservadoras estão buscando obreiros pentecostais treinados devido à grande carência de obreiros preparados.
 
Modismos brasileiros
Como brasileiros apreciamos os modismos tais como: músicas e danças contemplativas, teologia da prosperidade, quebra de maldição hereditária, celebridades gospel e outros movimentos, implantados em nossas igrejas. Estes modismos têm drenado todos os recursos econômicos, tempo e pessoas. Pouquíssimo tem sobrado para a obra missionária. Fato é que infelizmente estes movimentos nunca vêm acompanhados de uma visão de alcançar os menos evangelizados da terra com a Palavra do Senhor. Como poderia se tudo é voltado para nosso próprio conforto, sucesso, riqueza e bem estar?
A realidade pobre é que a média de investimento por crente na obra missionária transcultural é de apenas R$ 1.30 por ano. 
Todas estas tremendas aberrações precisam parar. Precisamos urgentemente de um avivamento missionário que inflame nossas vidas e sopre para longe a apatia, indiferença, comodismo, egoísmo, avareza e incredulidade. Que expulse esta letargia espiritual.
O remanescente precisa se contrapor com uma nova atitude! Como os nobres bereanos que eram pensadores, questionadores, que checavam os ensinos paulinos com as Sagradas Escrituras. Por isto foram elogiados pelo doutor Lucas, escritor de Atos. De fato, foram elogiados pelo próprio Espírito Santo. É preciso analisar pela Palavra se toda esta teologia, prática de igreja, etc realmente confere com as Escrituras. No coração de Deus pulsa alcançar os perdidos em toda a Terra. E que igreja é esta que diz que prega e crê na Palavra, porém não a pratica. Principalmente no que diz respeito a fazer discípulos de todas as nações.
 
Preletores dos Congressos missionários
Há um elitismo quando alguns acadêmicos são os escolhidos para trazerem as reflexões em nossos congressos. Alguns deles são pastores, mas as igrejas que pastoreiam não têm um programa missionário transcultural. Outros chegam a criticar alguns projetos missionários sem ter nenhuma experiência missionária.  São apenas teóricos alienados da realidade missionária.
São poucos os congressos missionários pentecostais que falam dos desafios missionários e grande parte dos preletores não tem idéia dos desafios dos povos muçulmanos, budistas, hindus, tribais e do grande desafio das milhares de línguas que nada têm da Palavra de Deus, além da importância do treinamento específico, da logística e estratégia necessárias e do cuidado missionário.
Convém lembrar que os verdadeiros avivamentos sempre eram acompanhados por uma grande visão missionária.
 
Indiferença de alguns
A indiferença é tão grande que há muitos casos de missionários que compartilham nas igrejas seu trabalho e visão. São levantadas ofertas para o sustento dos missionários e estas não são entregues a eles ou somente uma pequena parte lhes é entregue. Mentira. Furto descarado. Misericórdia, Senhor Jesus!
O mesmo ocorreu no tempo de Neemias quando os quinhões deixaram de ser dado aos obreiros da casa do Senhor e cada um deles fugiu para os seus campos.
Então a voz de Neemias ecoou: - “porque se abandonou a obra de Deus?”.
Como resultado da voz profética do líder, a nação de Israel foi desafiada a trazer de volta os dízimos dos cereais. Então os celeiros se encheram e como resultado os obreiros voltaram para trabalhar na casa do Senhor.
Há um pensamento, quase generalizado, onde se estereotipa o missionário como um “ET” que deve ir para o campo sem o apoio ou a retaguarda. É como o caso de Urias que foi enviado por Davi para o “Front da batalha”. Sim, Davi que estava em pecado! Davi pediu para tirar a retaguarda de Urias e o resultado foi a morte de um inocente.
Se algo não for feito a tempo para levantar os recursos dos obreiros deste século 21 veremos a morte da visão missionária transcultural nesta nação, como tem ocorrido em vários países do hemisfério norte.
Estamos cometendo o pecado da omissão. Não é isto que Tiago disse? Aquele que sabe fazer o bem e não o faz está pecando?
 
Exemplo do remanescente a ser imitado
A Segunda Igreja Batista de Itapeva – Mauá – periferia de São Paulo, com aproximadamente 160 membros investe no sustento de três missionários. Enviou recentemente seis candidatos para o treinamento do Projeto Uniasia, inclusive o próprio filho do pastor.
O coração desse pastor ainda continua apaixonado pelo Senhor e pela extensão de Sua obra até os confins da terra.
Se cada igreja no Brasil enviar somente um obreiro para treinamento para ser enviado aos povos não alcançados iremos ver uma revolução missionária no mundo.
 
O que devemos fazer para reverter à situação?
Algo precisa ser feito. E de um modo diferente conforme disse Einstein: “É loucura esperar resultados diferentes se continuamos fazendo a mesma coisa”.
O que dizer de empresas e negócios que poderão ser levantados para gerarem recursos para a Obra? O que dizer de levantar homens de negócios para abrirem empresas em alguns destes países não alcançados para empregarem missionários brasileiros competentes que possam gerar seu sustento enquanto fazem discípulos nestas nações?
Isto nos faz lembrar da famosa frase de Martin Luther King Jr, pastor batista americano que viveu que nos anos 60 e foi preso mais de 120 vezes. Ele via os negros sofrendo um preconceito racial terrível onde não podiam estudar nas mesmas escolas, andar nos mesmos ônibus, comprarem nas mesmas lojas e freqüentarem os restaurantes dos brancos.
Ele disse: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada. Isto não é fé é superstição”.
 
Somente unidos poderemos mudar o quadro
Entendemos que é hora de unir as forças. Criar uma sinergia entre as igrejas missionárias e as organizações missionárias.
Há algumas décadas atrás a extinta revista Cruzeiro possuía uma página, sobre a direção de Péricles, onde o personagem era o “Amigo da Onça”.
Nessa página havia um quadro que mostrava dois cavalos no meio de um curral, amarrados um ao outro com uma corda bem curta. Nos cantos havia grama, mas cada um queria comer no seu canto, e eram limitados pelo tamanho da corda.
No quadro seguinte mostrava os dois lado a lado comendo juntos num dos cantos e no último quadro, também lado a lado, os dois comendo no outro canto.
A moral da história é que a unidade permite que ambos possam comer.
Associamos isto com o quadro atual. Devemos nos unir para mobilizar, recrutar, treinar, enviar, sustentar e acompanhar o remanescente. Juntos podemos despertar os que estão inertes, omissos e indiferentes a causa de alcançar os esquecidos e negligenciados pela igreja no mundo.
O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos de todos os povos. Desde o momento que Ele disse isto já se passaram dois milênios. E muita terra ainda há para se conquistar.
 
O grande desafio global:
- Há 24.000 povos no mundo e ainda faltam 6800 para serem alcançados.
- Há 6.909 línguas no mundo e 2.432 delas não têm nem uma porção da Bíblia.
- 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido nada de Cristo.
- 500 milhões de chineses  nunca ouviram nem o nome de Cristo.
- Das 600 mil cidades e vilas da Índia 500 mil delas não possui sequer um obreiro cristão.
- Há somente um missionário para atender a 380 mil muçulmanos.
 
A oração específica pode mudar o quadro
É claro que a resposta está na oração por obreiros para os povos não alcançados e pelas nações, pois Ele é o dono dos obreiros e das nações.
A Bíblia nos ensina a rogar ao Senhor da Seara por obreiros e a pedir nações por herança.
Temos orado por homens. Entre os não alcançados há duas mulheres missionárias para um homem missionário. É cômico pensar que os homens possam estar orando assim: - Eis me aqui, envia minha irmã.
Somente um grande avivamento espiritual e uma volta a Palavra de Deus é que fará com que pastores e igrejas peguem a visão missionária mundial.
Nós temos produzido literatura e vídeos para municiar os intercessores a orar com sabedoria por obreiros, recursos e oração para os lugares menos alcançados da terra. Acabamos de disponibilizar cinco documentários de muçulmanos que tiveram sonhos e visões com Jesus e se converteram. Eles não só encorajam os crentes, mas também são usados para evangelizar, pois ao final de cada documentário há um convite para tomar uma decisão ao lado de Cristo – ver o site: www.agoraleia.com
 
O nosso desafio vem da Ásia
No final de 2008 recebemos um desafio no Congresso Brasileiro de Missões realizado em Águas de Lindóia. Ao orarmos sobre este desafio entendemos que era clamor vindo do Senhor. Respondemos com o “sim” para levantar em 2.010 um contingente de 120 jovens para serem treinados para a Ásia.
Avaliando a atual realidade brasileira e para alcançarmos o objetivo do projeto Uniasia, nos prontificamos a receber os candidatos com apenas um terço do sustento necessário. Para cobrir os dois terços restantes, nos comprometemos a levantar juntos esses recursos em mobilizações. 
Louvamos a Deus pela parceria ampla que foi feita com um grupo da Ásia. É uma região com a maior população do planeta, com a maioria dos povos menos alcançados pelo Evangelho, com a maior quantidade de línguas sem sequer um versículo da Bíblia traduzido. É o centro dos três maiores blocos religiosos, depois do cristianismo: islamismo, budismo e hinduísmo.
No final do ano passado, enviamos para aquela região a equipe de logística e estratégia, composta de oito pessoas... Um pequeno, mas decisivo começo.
Neste início de ano recebemos 40 jovens de diversos estados e denominações diferentes. Alguns deles com cursos universitários e cursos bíblicos: um deles com curso bíblico, cursando o quinto semestre de direito, o quarto semestre de pedagogia, além de que tinha um emprego - primeiro lugar no concurso nacional do IBGE. Ele viu neste projeto uma oportunidade para ser um tradutor bíblico.
Ainda continuamos mobilizando arduamente em diversos estados brasileiros para levantar mais obreiros para a Ásia...
Recebemos os candidatos com um Salário Mínimo (R$ 510,00) mensalmente e estamos trabalhando juntos com os candidatos, pastores e internacionalmente, para levantar os outros dois salários durante o treinamento.
O projeto é de sete anos. Os candidatos passam dois anos na América Latina e país de língua inglesa. Os cinco anos restantes em universidades da Ásia.
O Uniasia proporcionará ao candidato a oportunidade de ter uma formação bíblica, Missiológica, transcultural, além de formação universitária no exterior e aprendizado da língua inglesa, espanhola e de uma língua asiática e a graduação universitária na Ásia.
Queremos convidá-lo agora para se unir conosco e ajudar a mudar este quadro nacional e global,  na esperança de vermos o nome de Jesus ser conhecido, enaltecido, glorificado e adorado entre todos os povos, línguas, raças e tribos da terra.
Clamando por misericórdia, sabedoria e Graça do Senhor para fazer a vontade do Mestre.

David e Cleonice Botelho

Horizontes América Latina
Diretor
Para investir no Projeto Uniásia: Missão Horizontes - Bradesco: Agência 1020 e Conta 3111-9
Convite:
Neste final de Junho e Julho vamos ter vários professores de várias universidades do exterior vindo a Monte Verde para ministrarem seis matérias: Apologética Cristã para o Islã; Fundar Igrejas em Contexto Islâmico; Quem é Alá; Ministério aos Muçulmanos e Seus Desafios,e abrimos para interessados.

sábado, 27 de março de 2010

Em defesa dos direitos dos órfãos do Marrocos

*
Nos últimos dias, o governo do Marrocos está expulsando do país trabalhadores voluntários de ONGs cristãs, em particular, os agentes da Aldeia da Esperança, sob alegação de proselitismo. As crianças são órfãs e, por anos, tinham esses voluntários como pais adotivos em suas casas-lares.


Leia abaixo a carta de um desses líderes (Jack Wald). Ore, divulgue, posicione-se em prol dessas crianças e pressione autoridades que possam influenciar.


“Foi um dia intenso, mas poucas notícias do que aconteceu na Aldeia da Esperança estão se espalhando por Marrocos e pelo mundo.


Na noite de segunda-feira, quando enviei a notícia sobre a expulsão da maioria dos líderes da Aldeia, eu estava totalmente chocado e o peso emocional do que aconteceu intensificou-se no dia seguinte.


O número de cristãos deportados do Marrocos cresceu e muitos cristãos estrangeiros, incluindo eu, estamos nos perguntando onde isso vai parar.


Os documentos apresentados no ato da expulsão acusam os cristãos da Aldeia da Esperança de proselitismo.


Quando minhas filhas eram pequenas, se eu tivesse descoberto que alguém as estava ensinando depois da escola sobre hinduísmo, islamismo ou qualquer outra filosofia, eu teria ficado indignado. Portanto, a afirmação de que essas crianças estavam sendo vitimas de proselitismo tem alguma verdade para eles – acontece que essas crianças não tinham outros pais.


Ain Leuh está em uma área conhecida pela prostituição em Marrocos. Quando as jovens engravidam, muitas vezes vêm para esta área para ter o bebê e depois são obrigadas por seus familiares a abandoná-lo. Em uma cultura baseada em honra e vergonha, uma mulher pode se casar se aparecer sangue nos lençóis do casamento, mesmo que todos saibam que ela não era virgem. Mas se ela tem um bebê, o casamento não pode acontecer. Assim, esses bebês são abandonados.


Em 1999, alguns cristãos pediram às autoridades permissão para reiniciar um orfanato que havia sido fechado há alguns anos e começar a cuidar destes bebês abandonados. Eles fizeram isso abertamente, como cristãos. Sua fé cristã nunca foi omitida.


O governador deu-lhes permissão e o processo de construção de casas, cozinha e refeitório começou. E eles passaram a tomar conta das crianças.


Ao longo dos anos, tem havido várias inspeções na Aldeia da Esperança por diferentes agências marroquinas. Os serviços sociais, de educação etc., em todos os casos, sempre deixaram os inspetores impressionados com a qualidade do atendimento. Durante todos estes anos, sempre esteve claro que as pessoas que estavam cuidando dessas crianças eram cristãs.


Este não era um orfanato institucional. Funcionava por meio de casas-lares. Cada casal tinha o compromisso de cuidar de um máximo de oito filhos e ficar com eles até que o último filho completasse dezoito anos. O objetivo era fornecer um ambiente familiar seguro e amoroso para essas crianças. Queríamos vê-las crescerem para se tornarem marroquinos patriotas, que amam a Deus, seu rei e seu país.


As crianças receberam instruções sobre o Islã, porque é impossível ser marroquino sem conhecer o Alcorão. A Aldeia da Esperança cumpriu a lei sobre o ensino islâmico. Mas os filhos também seguiram o modelo de seus pais. Isso é natural.


Teriam sido estas crianças vitimas de proselitismo? Se considerarmos as circunstâncias, veremos que elas foram resgatadas quando abandonadas; foram amadas e cuidadas.


Eu digo para os marroquinos, que agora estão tão interessados em retirar as crianças da influência de seus pais cristãos: "Onde você estava quando essas crianças foram abandonadas?". "Por que você concedeu permissão para que os cristãos resgatassem estas crianças abandonadas?"


Durante dez anos, os pais e os diretores da Aldeia da Esperança foram abertos e transparentes. Há dez anos que recebem relatórios positivos das inspeções que são feitas de tempos em tempos.


Ao contrário de muitos países, o processo não foi julgado em tribunais. Não existe processo legal. As autoridades chegaram, alegando que se tratava de questionamento de rotina e, em seguida, anunciaram que os pais e os funcionários deveriam arrumar as malas e ir embora. Sete horas depois, chegava o ônibus que arrancou, com lágrimas e gritos, as crianças dos pais e funcionários.


O governo confiscou as contas bancárias, a terra comprada pela Aldeia da Esperança, a casa e demais construções, os carros e outros veículos. Mas tudo isso seria aceito de bom grado se os pais pudessem continuar com seus filhos. Esta foi uma decisão cruel por parte das autoridades marroquinas.


Neste domingo teremos um culto de pesar por esta tragédia. Vamos pedir a Deus que cure o mal que temos experimentado e vamos orar pelos mais afetados: as crianças, os pais e outros agentes.


Há intensa pressão diplomática sobre o governo de Marrocos. Oro para que isso seja intensificado. A mídia está se mobilizando.


A questão não é só com os cristãos; é mais ampla. O governo fechou uma das revistas que era sua oponente e tem tomado medidas contra muçulmanos xiitas e homossexuais. Há uma mudança definitiva de política por parte do governo e a sociedade está perdendo a liberdade.


Escreva para a Embaixada do Reino do Marrocos em Brasília e apresente ao embaixador Mohamed Louafa a sua preocupação: sifamabr@onix.com.br .”


Via http://www.ultimato.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vídeo e informações sobre o avanço do Islã

*
Mesquita em Paris


Clique neste link para o Youtube e assista a um excelente (e perturbador) vídeo feito pela PIB de São José dos Campos, sobre o avanço do Islamismo no mundo:
http://www.youtube.com/watch?v=oRVAqb1Ga64


E se lhe parecer pouco, visite o site (em espanhol) Islamización de Europa – EURABIA: http://alianzacivilizaciones.blogspot.com/, e veja com riqueza de informações como o Islã tem avançado no Velho Continente.

Temas que exigem atenção, reflexão, oração e ação.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Missionários presos mostram os riscos de segurança dos emails


Internet sob suspeita


David Fulton, a mulher Fiona, segurando sua filha adotiva Elizabeth (à direita), a filha Iona e o filho Luke (à esquerda).

Os missionários David e Fiona Fulton foram sentenciados, no último mês de dezembro, a um ano de trabalho duro pelo Tribunal da Gâmbia depois de serem considerados culpados. A sentença foi dada por causa de um comentário que circulou em uma lista de oração que funciona por correio eletrônico.

Depois de quase uma década de serviço na nação muçulmana da África Oriental, os Fulton, missionários da Assembléia de Deus, experimentaram uma série de dificuldades, incluindo um desentendimento que os deixaram à parte de sua igreja local. Ao mesmo tempo, David reduziu seu papel como capelão do exército e ainda foi assaltado por um homem que ele descreveu como um muçulmano fundamentalista.

“Agora, como (um elemento extremista crescente) deveria ser negociado, eu não sei”, David escreveu em um email para colaboradores. “Eu sugeri que nós armássemos os muçulmanos com varas e os cristãos com metralhadoras e os deixássemos lutando. Mas na verdade, enquanto eu defender a mim e a minha família, não acredito que vou ou deveria tomar parte nesse papel dinâmico contra eles, pois é o trabalho do governo.”

Alguém da lista de pessoas de oração dos Fulton enviou o email para as autoridades de Gâmbia. “Esse comentário infeliz não foi bem recebido pelas autoridades”, conta Khataza Gondwe, o oficial da Christian Solidarity WorldWide na África Subsaariana. O email deu base para revoltas.

Gondwe disse que o sistema carcerário de Gâmbia é particularmente áspero, e o casal aparentou estar completamente fraco no tribunal. O esperado é que os Fulton cumpram a sentença trabalhando numa plantação, além do pagamento de 8.600 dólares.

Os Fulton não são os únicos missionários cujos emails lhes trouxeram problemas. O presidente da Wycliffe Bible Translators, Bob Creson, afirmou que o uso não autorizado de carta de colaboradores é um risco para muitos missionários.

O professor de Wheaton, Scott Moreau, explica que muitos governos sabem sobre os missionários e geralmente estão mais preocupados com a posição nas questões de natureza política, como no caso dos Fulton, do que com as pregações sobre Deus.

“Os Fulton não estavam em perigo por causa do email em si”, explica Pete Holzmann, diretor executivo da International Christian Technologists Association. “Isso é mais uma questão de pessoas do que de tecnologia”.

Missionários podem evitar atrair atenção usando métodos comuns, como Gmail e Fed Ex, ou enviando mensagens através de criptografia. Entretanto Holzmann avisa que o risco real é o que acontece depois que a mensagem chega. Cartas publicadas em websites de igrejas, fotos postadas em blogs, e histórias contadas em público podem ser usadas contra missionários.

Outro caminho que os missionários podem usar para diminuir o risco é simplesmente não ser ingênuo ao escrever, como se estivessem no próprio país. “Você quer que pessoas orem pelas circunstâncias”, diz Creson, “mas não arriscando o ministério”. Wycliffe e outras agências missionárias nomeiam missionários como supervisores e uma equipe de funcionários quando eles precisam escrever pensamentos muito delicados.

Steve Knight, coordenador internacional de comunicação do Serving in Mission, diz que ele instrui os missionários a perguntar para eles mesmos como os vizinhos se sentiriam com o conteúdo das cartas de oração.

Outra boa tática para missionários é lembrar os colaboradores que o conteúdo dos emails não pode ir muito longe. Holzmann recomenda o envio de material sensível num email criptografado com PDF, que previne de cópias e impressões. “É fácil quebrar o sistema de segurança, mas eles podem quebrá-lo sabendo que não estão respeitando seus desejos”, ele assegura.

A tática mais importante, concordam Holzmann, Creso e Knight, é que os missionários tenham uma vida coerente de modo que eles sejam respeitados e integrados. Nas palavras de Holzmann, “Se tudo é possível, e é possível em situações incríveis, viva a sua vida e faça o seu ministério de maneira que as pessoas do local e o governo amem você e gostem do que você está fazendo.”

Fonte: Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/

Copyright © 2009 por Christianity Today International
(Traduzido por Sulamita Ricardo)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dica de Blog sobre o I S L Ã M

Amados irmãos e leitores, esta dica é para aqueles que estão envolvidos ou se interessam por missões na Europa, bem como a todos os interessados no estudo do Islã em geral e sua crescente influência no Velho Continente, de modo particular.

O blog (em espanhol) 'Islamización de Europa – EURABIA' é um blog que registra diversas informações sobre a presença e o avanço do Islamismo na Europa, além de publicar estudos e links relacionados ao tema.

Visite: http://alianzacivilizaciones.blogspot.com/


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DESNASCIDOS DE NOVO! Grupo radical hindu obriga cristãos a se 'reconverterem'


O maior grupo radical hindu da Índia pretende eliminar o cristianismo com reconversões e violência.

Laba Digal, 50, fica sentado remendando pneus de bicicletas e triciclos perto de Kasinipada, um vilarejo da Índia que presenciou a maior violência anticristã deste o outono. Digal diz que ele era cristão até Setembro, quando um oficial local do grupo radical hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) veio falar com ele duas vezes.

“Ele me disse para me tornar hindu. Disse que se eu não fizesse isso, perderia minha casa. Disse que eu não poderia morar no vilarejo sendo um cristão. Eu não queria problemas. Então aceitei”, disse Digal.

Agora como um hindu, Digal diz que conseguirá um certificado do governo declarando que ele é um Dalit. Esse certificado o qualificará para outros benefícios, como trabalhos do governo reservados aos Dalits.

O RSS tem reconvertido pessoas ao hinduísmo, como Digal – geralmente do cristianismo –, por mais de uma década. A campanha de reconversão é chamada “de volta ao lar”. É bem organizada e tem oficiais distribuídos em quase todas as partes da Índia.

O RSS tem grupos que usam propaganda e grupos que usam violência. Os grupos encarregados da tarefa de levar a mensagem com palavras comandam encontros em que denunciam a igreja como sendo o inimigo. Acompanham tudo com avisos de que os cristãos devem se reconverter ao hinduísmo ou morrer. O exército RSS encarregado da força segue com ataques.

Uma lei de 1967 em Orissa proíbe conversões religiosas pelo uso da força e por meio de indução ou violência. A lei diz que o oficial da administração distrital deve permitir toda conversão. O RSS diz que, apesar da lei, poucos convertidos ao cristianismo em Orissa obtiveram sanção legal, embora o número de cristãos no Estado esteja crescendo rapidamente.

No dia 25 de Setembro deste ano, Vidyaram Pandey, oficial de uma divisão do RSS em Uttar Pradesh, fez uma denúncia de que o RSS havia reconvertido 50 mil cristãos até então, em todo o Estado, o maior da Índia. Acrescentou ainda que o RSS expulsaria todos os pastores de Uttar Pradesh em cinco anos.

A declaração de Pandey dá um vislumbre do cronograma estabelecido pelo RSS para sua investida contra os cristãos na Índia. A organização foi fundada em 1925 e agora já tem aproximadamente 30 divisões, incluindo o Bharatiya Janata, principal partido político de direita da Índia.


Continue a ler esta matéria no Portal CRISTIANISMO HOJE - Clique aqui e siga o link direto

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mais informações sobre o projeto evangelístico de Billy Graham no Brasil


Por Geremias do Couto

Minha Esperança Brasil é um projeto que está sendo realizado no país pelas igrejas evangélicas brasileiras em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham, cuja finalidade é alcançar toda a nação com a mensagem de Cristo, e que certamente resultará na maior colheita de almas na história do Brasil. Será uma resposta de Deus ao clamor por avivamento que se ouve em todas as partes do país.

O ápice do projeto será a transmissão de três únicos programas de TV, em horário nobre, sem intervalos comerciais e em rede nacional, no mês de novembro deste ano. Os dois primeiros programas serão de meia hora, com música evangélica brasileira e testemunhos impactantes, enquanto o terceiro constituir-se-á de um atraente filme evangelístico de 90 minutos. Na primeira noite o pregador será o Dr. Billy Graham, enquanto na segunda noite pregará o seu filho, Franklin Graham, presidente da AEBG.

O coração do projeto é a estratégia Mateus e seus Amigos, baseada na história de Levi, que fez um banquete em sua casa e convidou os seus amigos para ouvirem do próprio Senhor as boas novas do evangelho. De igual modo, os Mateus contemporâneos serão treinados através de suas igrejas para que nos dias das transmissões dos programas abram as suas casas e convidem os seus amigos, colegas, vizinhos e parentes para assistirem os programas. Ao final de cada programa, cada Mateus desligará a televisão, dará o seu testemunho pessoal em três minutos e fará então o convite àquelas pessoas presentes que desejam assumir o compromisso de receber Jesus como o seu Senhor e Salvador pessoal.

No entanto, até chegar às transmissões, mo mês de novembro, há uma série de fases em andamento para que todo o Brasil seja mobilizado e tenhamos então o maior número possível de igrejas e pessoas participando do projeto Minha Esperança. As fases são: organização, compartilhamento da visão, capacitação, mobilização, transmissões e acompanhamento.

Atualmente, estamos transitando da fase de organização para a fase de compartilhamento da visão, que ocorrerá nos meses de março, abril e início de maio, quando serão realizadas mais de três mil reuniões em todo o país para que todos os pastores tomem conhecimento do que é o projeto Minha Esperança Brasil e saibam porque sua igreja precisa estar envolvida e mobilizada. Temos hoje, entre coordenadores regionais, estaduais e capacitadores, cerca de mil pessoas devidamente treinadas em todo o país, munidas das ferramentas necessárias para promover essas reuniões e falar a todas as lideranças do país.

A fase seguinte, chamada de capacitação, ocorrerá entre maio e início de agosto. As mesmas reuniões se repetirão em todo o país, agora para preparar os pastores sobre como eles treinarão os membros de suas igrejas para se tornarem Mateus e usarem as três transmissões dos programas para uma grande colheita de almas em suas igrejas. Nesse período os pastores receberão novos materiais e kits para serem usados pelos Mateus nos três dias dos programas.

A fase de mobilização, que vem logo a seguir, ocorrerá entre o final de agosto até outubro, quando então os pastores, a partir do dia de lançamento da estratégia Mateus e seus Amigos em todo o país, mobilizarão os membros de suas igrejas, através de dezenas de reuniões de treinamento para que, enfim, eles estejam devidamente preparados para a fase seguinte, a das transmissões dos programas, que se constitui o grande momento do projeto Minha Esperança.

A fase que encerra o projeto é chamada de acompanhamento. É aí que os Mateus trarão para o celeiro - a sua igreja - a grande colheita de almas que vierem aos pés de Jesus durante os três dias das transmissões. É a fase mais importante do projeto, pois cuidará de preservar em cada igreja os frutos colhidos por Minha Esperança em todo o país.

A partir do dia 10 de março o site http://www.minhaesperanca.com.br/ estará definitivamente no ar, onde você poderá obter informações detalhadas sobre o andamento do projeto e localizar o endereço não só do coordenador denominacional de sua igreja no respectivo Estado, como também do coordenador que estará atuando junto às igrejas independentes. Entre em contato com ele e saiba como participar de uma das reuniões de visão, que estarão acontecendo entre março e abril. Haverá também material para download, bem como informações atualizadas sobre o projeto Minha Esperança. As primeiras três próximas fases (visão, capacitação e mobilização) terão também o apoio da mídia cristã e 15 dias antes das transmissões haverá maciça campanha na mídia secular, divulgando as transmissões que ocorrerão em novembro.

Contatos com o escritório nacional podem ser feitos através do seguinte endereço:

Av. Adolfo Pinheiro, 2360 - Santo Amaro
04734-004 São Paulo, SP
tel.: 11 34295100
email: secretaria@minhaesperanca.com.br

PS. Os demais blogueiros da blogosfera cristã estão autorizados a multiplicar livremente esta matéria nesta cadeia sem fim que nos oferece a Internet.

Qualquer contato para outros esclarecimentos, coloco-me à disposição em nosso escritório.

Geremias do Couto
Coordenador Nacional

Fonte: Blog do Autor.
Divulgação: UBE

Ps. Prezado blogueiro, divulgue este projeto e ganhe almas para Cristo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Enviem missionários enquanto é tempo, alerta cristão


NEPAL - O atual estado político do Nepal é instável. Apesar do governo secular, tudo indica que os maoístas assumirão o controle, mas ainda há uma abertura para a entrada de organizações cristãs de ajuda aos nepalenses.

Al Joslyn, do Ministério do Caminho Bíblico, diz que não se sabe por quanto tempo as portas para a ajuda aos cristãos no Nepal continuarão abertas.

Segundo ele, assim que forem fechadas, os cristãos passarão por uma tremenda perseguição. "Eu tenho medo porque ao que parece os maoístas estão tentando adquirir o controle do governo secular", disse Joslyn.

No passado, a intitulada "nação hindu" chegou a proibir o proselitismo religioso. Cristãos viveram sob fogo cruzado e intensa perseguição.

Por isso, Joslyn diz que os crentes ao redor do mundo precisam agir agora levando em conta a condição instável do governo. "Enviem missionários enquanto é tempo", alerta o cristão.

Convite urgente
"Todo ministério cristão deveria tirar proveito da oportunidade para poder entrar com materiais evangelísticos o mais rápido possível porque a porta pode fechar a qualquer momento", diz Joslyn.

O Ministério do Caminho Bíblico já se preparou para enviar um pastor ao Nepal e uma remessa de recursos. Ele se encarregará de aprontar os materiais evangelísticos para serem distribuídos. "Nós precisamos orar pelos cristãos no Nepal para que Deus lhes dê poder e a habilidade para permanecerem de pé".

Fonte:
Mission Network News

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