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terça-feira, 8 de abril de 2025

E-books gratuitos sobre grupos não alcançados (Christar América Latina)

 

O Ministério Christar, uma missão dedicada a plantar igrejas entre comunidades menos alcançadas pelo evangelho, através de sua divisão da América Latina, oferece em português nada menos que cinco e-books gratuitos, sobre povos/grupos não alcançados e suas religiões: Islamismo, Budismo, Hinduísmo, além de Surdos e Refugiados.

Os e-books são de leitura breve e trazem informações relevantes sobre cada um destes grupos.

CLIQUE AQUI e acesse a página de download dos e-books.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

LIÇÕES DA HISTÓRIA DA IGREJA NO NORTE DA ÁFRICA

ABRAÇANDO UMA TEOLOGIA DE "UNIDADE NA DIVERSIDADE"

A história de como a igreja primitiva se expandiu pela Ásia Menor e encontrou uma base na Europa é bastante conhecida. No entanto, a história da expansão para o outro lado do Mediterrâneo, ao longo do norte da África, não é tão conhecida assim. Houve um tempo em que as maiores cidades do Império Romano eram, além de Roma, Alexandria, no Egito, e Cartago, na atual Turquia.
Essas cidades também se tornaram um reduto para a igreja cristã. Pensadores cristãos primitivos, como Tertuliano, Cipriano e Agostinho, nasceram no norte da África e serviram em Cartago. Com uma história tão rica, pode ser intrigante a expansão árabe pela região que ocorreu a partir do século VII. Muitos eruditos já debateram os motivos por que a igreja não conseguiu resistir aos novos dominadores.
Vários fatores podem contribuir para uma parte da resposta. No entanto, destacamos duas razões que podem ensinar algo para nós, hoje:
  1. Pode ser um equívoco falar de uma igreja única. Durante os 300 anos anteriores à expansão árabe na região, foram estabelecidas duas igrejas paralelas, e a divisão entre elas estava crescendo. Os esforços de unidade sempre falhavam e as igrejas rotulavam uma à outra como falsas. Essa divisão realça uma tensão importante entre a igreja como uma entidade global e uma entidade local, contextualizada.
  2. Ressentimento do povo nativo contra governantes estrangeiros e sua respectiva identidade religiosa. A população berbere aparentemente escolheu uma “religião diferencial”: a filiação à igreja alternativa contribuiu para a identidade berbere e para a oposição política.
Nós nos perguntamos se essa dinâmica também pode nos ajudar a compreender melhor o andamento da igreja contemporânea.
Augustinho e os Donatistas

Contextualização ou unidade?
O movimento Donatista, que ganhou apoio entre os berberes, surgiu depois que o cristianismo se tornou a religião romana oficial. A Igreja Católica permaneceu política e culturalmente fiel ao Império Romano, enquanto a Igreja Donatista representava um movimento eclesiástico mais nacionalista, moldado pela comunidade berbere nativa. A Igreja Donatista adotou uma postura dogmática conservadora, mas incorporou uma forma de expressão mais carismática. Eles se orgulhavam de sua herança africana, de sua identidade como uma igreja de mártires e do ensino de Tertuliano sobre o discipulado radical e a pureza da vida cristã.


A Igreja Católica, por outro lado, enfatizava a universalidade da igreja, os ensinos de Tertuliano sobre unidade e o serviço da igreja à sociedade, trabalhando arduamente para se adaptar ao seu novo status de igreja oficial do Império Romano.
O conflito entre as igrejas Católica e Dontista pode então representar a tensão entre a igreja como entidade global e como entidade local – os Donatistas eram considerados uma ameaça à unidade da igreja.[1] Alguns dos fatores eram:
  • uma tensão político-religiosa entre a igreja “global” romanizada e a igreja como uma fé integrada de forma contextualizada; e,
  • uma tensão entre a uniformidade de linguagem e expressão e a necessidade de manter uma identidade cristã local.
No trabalho missionário atual, podemos questionar se a unidade necessariamente significa unidade organizacional e cultural cristã. Talvez o missionário deva encorajar a “unidade na diversidade”,[2] estimulando características culturais, em vez de as considerar como ameaça à unidade cristã.
Devemos também prestar mais atenção à história da Igreja Donatista quando falamos da igreja no norte da África, no mínimo porque a Igreja Donatista resistiu diante da expansão muçulmana, enquanto a Igreja Católica fugiu.
Além disso, somos tentados a pensar como L. R. Holme:
Se a igreja tivesse conseguido acesso à grande quantidade de tribos berbere, se tivesse conseguido unir sob a bandeira de Cristo todo o entusiasmo que mais tarde apoiou a causa islâmica, poderia ter evitado que os Sarracenos esmagassem o cristianismo africano após a conquista da província, e poderia ter evitado até mesmo a conquista da província. Acontece que o ensino que atraiu fortemente a mente berbere foi condenado pela igreja como imperfeito, e aqueles que o ensinavam e criam nele estavam sujeitos a banimento por parte das autoridades eclesiásticas e seculares. (tradução livre).[3]
Pode ser doloroso para os envolvidos em missões quando uma igreja nativa busca separação e independência ou estabelece práticas que são pouco familiares ou desconhecidas. Apesar disso, missionários de hoje devem se perguntar se isso não é simplesmente resultado do amadurecimento da igreja.

A igreja entre o centro e a periferia cultural

Os berberes eram tradicionalmente nômades e permaneceram predominantemente rurais. Eles nunca foram tentados pela cultura das cidades, que era fortemente influenciada e dominada pelos imigrantes romanos e sua herança cultural. As sociedades berberes se organizavam em estruturas tribais, opondo-se naturalmente ao estado centralizado e controlado por Roma.
Ao longo dos séculos, as cidades no norte da África tornaram-se cada vez mais centros administrativos, povoados pela elite política, financeira, militar e religiosa. A Igreja Católica, o latim e a forma de vida romana eram dominantes em todos os aspectos. Assim, os berberes, apesar de representarem a população nativa e constituírem a maioria étnica, permaneceram culturalmente marginais, sem influência nem representação política, financeira e cultural.
Diversos estudos demonstraram como a conversão religiosa e o desenvolvimento religioso de vários grupos se interrelacionam com as dinâmicas sociopolíticas e etnopolíticas, e, da mesma forma, devem ser interpretados a partir dessas estruturas.[4]
As experiências de marginalização étnica e cultural podem ter um papel significativo no fortalecimento da identidade cultural de um grupo, em oposição ao grupo dominante.
The history of the Berber population in North Africa follows a recognizable pattern in this regard. When the Roman occupying power discouraged and persecuted Christians during the first three centuries, surprisingly, Christianity found a foothold and thrived among the Berber population. Later, after the Catholic Church became the religion of the state from the year AD 380, the Berbers turned from the Catholic Church to Donatism, and persecution continued. Thus, religious following and religious identity continued to constitute an element of opposition to foreign rulers in the area throughout this considerable timespan.

Um padrão semelhante foi identificado em vários outros contextos, inclusive nos tempos modernos. Um dos exemplos é a história do desenvolvimento religioso em partes da África Oriental. Diversos estudos têm demonstrado como a oposição ao cristianismo ortodoxo do povo Amhara, grupo historicamente dominante, teve um papel significativo na formação da estrutura religiosa da Etiópia atual[5]:
  • Com a colonização das áreas a sul e oeste do país por parte dos Amhara, a composição religiosa dessas áreas mudou.
  • No entanto, grupos mais étnicos não abraçaram o cristianismo ortodoxo. Eles preferiram adotar interpretações alternativas da religião dos colonizadores.
  • A igreja evangélica etíope Mekane Yesus, numericamente forte e espiritualmente vibrante, por exemplo, é formada majoritariamente pela população da etnia Oromo, que experimentou uma marginalização cultural persistente pelos governantes Amhara.
Apesar de haver dinâmicas sociopolíticas e etnopolíticas influenciando a mudança religiosa e a conversão ao cristianismo, isso não necessariamente significa que as conversões individuais não sejam genuínas. Elas simplesmente ressaltam o fato de que a reorientação religiosa não acontece fora de contexto. Nenhum de nós fica intocado pela cultura e sociedade a que pertencemos.
Isso também pode ser uma indicação de que Deus está trabalhando em condições variáveis, e que Deus se relaciona conosco como pessoas em suas culturas e sociedades. Assim, é interessante observar que uma dinâmica semelhante pode estar ocorrendo agora no norte da África:
  • O número de cristãos árabes é pequeno.
  • No entanto, por vários anos, há relatos rotineiros de que alguns berberes estão se convertendo ao cristianismo no norte da África.[6]
  • É digno de atenção que David Garrison enfatize, por exemplo, o impacto de usar o idioma berbere entre cristãos, ao contrário do programa oficial de arabização e repressão da cultura tradicional berbere.[7]

Outras lições para a igreja contemporânea


Todo missionário transcultural traz consigo uma herança teológica e cultural. Ambas podem ser difíceis de identificar, uma vez que a religião também integra a cultura. Da mesma forma, nenhum missionário é culturalmente neutro. Nossa mensagem do evangelho tende a carregar pressupostos culturais. Não existe diferença nesse aspecto, se nossa herança teológica e cultural for coreana, nigeriana ou norueguesa. Uma simples reprodução de nossa herança religiosa em outras culturas pode perfeitamente tornar-se um “imperialismo eclesiástico”, em que nós, talvez de forma involuntária, impomos nossa tradição sobre outros. Devemos nos perguntar qual parte de nossa mensagem é indispensável e qual não é.
Missionários transculturais também precisam considerar os aspectos da representação política, financeira e de poder. Sendo forasteiros culturais, não existe um “espaço neutro”. Nós sempre representamos alguma coisa. Apesar de não podermos remover tal representação, o missionário deve estar atento a isso e procurar contrabalancear a influência de tais elementos. Caso contrário, podemos contribuir para que a igreja fique alienada de seu contexto.
O pioneiro da missiologia no século XX, Paul Hiebert, defendeu a importância da “autoteologia”.[8]
oda nova igreja precisa desenvolver uma teologia contextual, uma que faça sentido em sua cultura e que responda a questões de relevância cultural. Os missionários devem encorajar esse desenvolvimento, ainda que os líderes locais não tenham as mesmas conclusões que o missionário. O processo pode ser doloroso, como a história da igreja berbere enfatizou. No entanto, também pode ser um processo de crescimento para o missionário, já que nossa herança eclesiástica é assim desafiada e podemos aprofundar o diálogo com novas perspectivas.
Igrejas de todo o mundo podem se beneficiar ao abraçar a “unidade na diversidade”. No mundo ocidental contemporâneo, este desafio é igualmente válido no que diz respeito às novas igrejas de imigrantes.  As “igrejas majoritárias” do Ocidente devem considerar um relacionamento com as novas igrejas de imigrantes de forma a que o fluxo de cristãos do hemisfério sul contribua de forma positiva na revitalização e na reinterpretação do cristianismo no Ocidente.[9]

Notas de fim

  1. Chris J. Botha, “The Extinction of the Church in North Africa,” in Journal of Theology for Southern Afrika 57 (December 1986): 24-31. 
  2. Harding Meyer, That All May Be One: Perceptions and Models of Ecumenicity (Grand Rapids: Eerdmans, 1999), 93. 
  3. L. R. Holme, The Extinction of the Christian Churches in North Africa, 1st Edition 1898 (Leopold Classic Library, 2016), 253. 
  4. Øyvind M. Eide, Revolution and Religion in Ethiopia. The Growth and Persecution of the Mekane Yesus Church 1974-1985(Oxford: James Currey Ltd, 2000), 15-22, 85-93. 
  5. Hassen Mohammed, The Oromo of Ethiopia. A History 1570-1860 (Cambridge, 1990), 77. Arne Tolo, Sidama and Ethiopian. The Emergence of the Mekane Yesus Church in Sidama. Studia Missionalia Upsaliensia (LXIX. Uppsala, 1998), 279-82. 
  6. Bruce Maddy-Weitzman, “The Berber Awakening” in The American Interest, Volume 6, Number 5 (1 May 2011), and similarly David Garrison, A Wind in the House of Islam: How God is Drawing Muslims Around the World to Faith in Jesus Christ (Colorado: Wigtake Resources, 2014), 81-98. 
  7. Ibid., 93-94. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Conheça os infográficos sobre a obra missionária de MissioGraphics



O ministério Missiographics é um ministério norte-americano que utiliza as artes gráficas para promover a causa de Cristo. São especializados na produção de infográficos de grande qualidade e que retratam a realidade e os números dos assuntos relativos ao cristianismo e à obra missionária, no objetivo de informar e facilitar a tomada de decisões de ação por parte da Igreja.

Os gráficos estão em sua grande maioria em inglês, mas há já gráficos em português, espanhol e em outras línguas. O site permite que se faça o download gratuito dos gráficos, em formato PDF ou JPG, em grande definição.

Eles mesmos explicam os motivos da utilização da infografia:

"Por que Infografia?

É mais difícil do que nunca romper a confusão de informações. Precisamos de novas ferramentas para se comunicar efetivamente. A infografia é uma dessas ferramentas. Você sabia que uma infografia tem 30 vezes mais chances de interagir com um artigo? Ao apresentar os dados visualmente, você permite que mais dados sejam apresentados com mais rapidez com maior impacto!

Como você pode usar Infografia

Infografia é uma ferramenta incrível para envolver seus vários públicos sobre informações importantes que estão afetando seu ministério. Infografias estão sendo usadas ​​para conscientização, angariação de fundos e planejamento estratégico."

Acompanhe o trabalho de Missiographics:

Novo site: https://missionexus.org/missiographics
Facebook: https://www.facebook.com/missiographics
Instagram: https://www.instagram.com/missiographics


domingo, 25 de junho de 2017

Apresentando as boas novas para os hindus


Como evitar que o pacote se perca, seja roubado ou danificado

O hinduísmo afirma possuir 900 milhões de seguidores em todo o mundo, o que o tornaria a terceira maior religião mundial depois do cristianismo e do islamismo. A grande maioria, mais 827 milhões, vive na Índia.
O evangelho tem contribuído para o bem estar e o desenvolvimento holístico de comunidades marginalizadas, disseminação da educação e da saúde e crescimento de comunidades que cultuam Cristo entre os hindus. Em muitos lugares, porém, os que levam as Boas Novas falham na encarnação do evangelho, de modo que a comunidade não tem oportunidade de investigar a autenticidade das Boas Novas.
Hoje, quando oferecemos as Boas Novas a comunidades dentro do mundo hindu, não somos capazes de separá-las das embalagens culturais do Ocidente. Assim, o que oferecemos é rejeitado porque as Boas Novas ou ficaram perdidas ou danificadas sob as embalagens de uma cultura estranha ou foram roubadas, de modo que tudo o que realmente entregamos é a embalagem.
Infelizmente, ficamos mais confortáveis com símbolos e rituais ocidentais. Nós nos apegamos a eles como se fossem mandamentos bíblicos e somos menos tolerantes com expressões hindus de fé. Comunidades hindus baseiam-se em famílias e comunidades muito bem entrelaçadas. É comum dizerem para os jovens que as práticas da família e da comunidade são más e precisam ser renegadas, de modo que precisam optar entre a família e a fé. A vida deles fica dilacerada por questões de cultura, não de Cristo. O medo de serem extirpados da família é um dos obstáculos para pessoas de formação hindu seguirem Jesus.
A ênfase na conversão cultural em lugar da verdadeira transformação espiritual interior tem prejudicado o evangelho. Temos transportado o evangelho com toda sua embalagem cultural e esperamos que uma civilização antiga, com uma profunda consciência de Deus e fundamentação filosófica e teológica, jogue fora sua identidade, cultura e valores para ficar com nosso pacote. Precisamos nos fazer vulneráveis, atrevendo-nos a desembrulhar as Boas Novas e oferecê-las para que as comunidades possam inspecionar, alterar, aceitar ou rejeitar.
Quando estendemos essa graça a eles em oração, podemos ter a certeza de que o evangelho também irá inspecionar e transformar os hindus, sua cultura e comunidades de maneira singular que talvez nem imaginemos. Relacionamentos profundos caracterizados por aceitação incondicional, interesse genuíno e atitudes não condenatórias levarão as pessoas a examinar melhor as Boas Novas.
O caminho do progresso é o caminho do diálogo em que estamos primeiramente prontos a ouvir, aprender, nos humilhar e a sermos acessíveis; e a partir disso apresentar nossa vida e palavras para serem contempladas por nossos amigos hindus. Nosso envolvimento em diálogo e missão é uma aventura, antevendo surpresas à medida que o Espírito nos guia a um entendimento mais profundo. A beleza do evangelho é que se apresenta de novas maneiras em cada situação, quando permitimos que o Espírito Santo nos dirija.
O caráter maravilhoso do mundo hindu é que a maioria das pessoas acredita profundamente em Deus e está tentando relacionar-se com ele, conhecê-lo, agradá-lo e receber sua ajuda. Deus está empenhado em alcançar os hindus, apesar dos erros que nós, seus seguidores, cometemos em nossas ações missionárias. Como um mestre tecelão, ele é capaz de tecer desenhos grandiosos, se estivermos dispostos a lhe devolver o controle, fazendo-nos vulneráveis, saindo de nossa área de conforto, e lhe permitir que nos corrija, nos ensine e nos mantenha humildes. 
Traduzido por: Lucy Yamakami

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ebook gratuito: Introdução ao Isl@mysmo


A Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira disponibilizou, dentro de sua campanha missionária de 2017 (cujo tema deste ano é Até Que Ele Venha), o pequeno e-book Introdução ao Isl@mismo, escrito pelo missionário Caleb Mubarak. Em 50 páginas, o livro traça um panorama do Islã, de suas origens aos dias atuais, e finaliza refletindo sobre os desafios de ganhar os muçulmanos para Cristo.

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.

domingo, 22 de novembro de 2015

John Piper: Como devemos amar os muçulmanos

Há muitas respostas para essa questão como também maneiras de fazer o bem e não o mal. “O amor não pratica o mal contra o próximo” (Romanos 13,10). “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13,7). Aqui, há algumas coisas que me parecem precisar ser enfatizadas em nossa época.
Atualização: a menção de amar nossos inimigos não significa que todos os muçulmanos se sintam inimigos ou se comportam com hostilidade em relação aos cristãos. Eles não são assim. Eles são frequentemente receptivos, gentis e afetuosos. O fato é que, mesmo quando alguém nos trata com hostilidade (seja de qual religião for ou que não tenha religião), devemos continuar a amá-los.
Outro esclarecimento é necessário em nosso contexto hoje. Quando digo que o amor nos desafia a fazer o bem de formas práticas que satisfaçam às necessidades físicas, não quero dizer que essa ajuda é oferecida sob a condição de que os mulçumanos se tornem cristãos. O amor prático é um testemunho do amor. O testemunho não pode ser refreado onde ele é mais necessário. Conversões coagidas pela força ou finanças contradizem a natureza essencial da fé salvadora. A fé salvadora é a espontânea aceitação de Jesus como nosso Salvador, Senhor e o mais sublime tesouro. Ele não é um meio para se alcançar o tesouro. Ele é o tesouro.

1. Ore por eles pela bênção plena de Cristo, se eles o amam ou não
Lucas 6.28: Bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.
Romanos 12.14: Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
1 Coríntios 4.12: Quando somos injuriados, bendizemos.

2. Faça o bem a eles de maneiras práticas que satisfaçam às suas necessidades físicas
Lucas 6.27: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam.
Lucas 6.31: Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.
1 Tessalonicenses 5.15: Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.
Romanos 12.20: Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isso, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.

3. Não revide quando ofendido pessoalmente
1 Pedro 3.9: Não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois, para isso mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção…
Romanos 12.17-19: Não torneis a ninguém mal por mal […]. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: “A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor”.

4. Viva em paz com eles, enquanto depender de você
Romanos 12.18: Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.

5. Busque, em prol deles, a feliz libertação do pecado e da condenação falando-lhes sobre a verdade de Cristo
João 8.31-32: Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

6. Deseje sinceramente que eles se juntem a você no céu com o Pai por lhes mostrar o caminho, Jesus Cristo
Romanos 10.1: Irmãos, a boa vontade do meu coração […] a favor deles são para que sejam salvos.
João 14.6: Respondeu-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
João 3.16: Para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.

7. Procure compreender o sentido do que eles dizem para que suas afirmações ou críticas sejam baseadas no verdadeiro conhecimento e não em uma distorção ou caricatura
1 Coríntios 13.6: O amor não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade

8. Avise-os com lágrimas que, aqueles que não recebem Jesus Cristo como o Salvador crucificado e ressuscitado que tira os pecados do mundo, perecerão sob a ira de Deus
João 1.12: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus […]
Romanos 10.9: Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, crerdes que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Filipenses 3.18: Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.

9. Não lhes engane ou lhes dê falsa esperança por dizer: os muçulmanos adoram o verdadeiro Deus
Essa afirmação apresenta a quase todos uma imagem positiva do coração muçulmano, pois eles afirmam que conhecem, amam e reverenciam o verdadeiro Deus. Mas Jesus faz da reação de uma pessoa a ele próprio o teste decisivo da autenticidade da reação da pessoa a Deus. E Cristo é explícito ao afirmar que, se uma pessoa o rejeita como Deus — que concede vida como resgate pelos pecados e ressuscita novamente — essa pessoa não conhece, ama ou reverencia o verdadeiro Deus.

João 8.19: Então, eles lhe [Jesus] perguntaram: “Onde está teu Pai?” Respondeu Jesus: “Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”.
João 5.23: Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.
João 5.42-43: [Jesus disse] Sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis […].
O amor não induzirá os muçulmanos ao erro ou por aqueles que se preocupam com os muçulmanos aos lhes falar que não conhecem, reverenciam ou amam o verdadeiro Deus se não recebem a Jesus pelo que realmente ele é. Não podemos ver os corações das pessoas. Como podemos saber se conhecem, reverenciam e amam o verdadeiro Deus? Dedicamos nossas vidas para lhes oferecer Jesus. Se o recebem, eles conhecem, amam e reverenciam a Deus. Se não, então não o fazem da forma Ideal. Jesus é o teste.
Esse é o ponto central das palavras de Jesus em Lucas 10.16: “Quem me rejeitar, rejeita aquele que me enviou”. E em Mateus 10.40: “Quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. E em João 5.46: “Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim”.

A ação mais amável que poderíamos fazer pelos muçulmanos, ou alguém mais, é lhes dizer toda a verdade sobre Jesus Cristo no contexto do cuidado sacrificial por eles e a disposição em sofrer por eles em vez de abandoná-los, e então, suplicar-lhes que abandonem a vã adoração (Marcos 7.7) e recebam a Jesus Cristo como o Salvador crucificado e ressuscitado para o perdão dos pecados e a esperança da vida eterna. Essa seria nossa grande alegria — ter irmãos e irmãs de todos os povos muçulmanos do mundo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Três equívocos dos muculmanos sobre os cristãos


A história do islã e do cristianismo não é nada amigável. Muitas pessoas de ambas as religiões veem as outras com suspeitas (na melhor das hipóteses) ou com medo e ódio (na pior). Tal suspeita existiu desde o primeiro dia, e séculos de violência só serviram para aumentá-la. Tragicamente, a fronteira entre o cristianismo e o islã sempre foi muito sangrenta.
Um passado incerto, é claro, produz um presente incerto. Mas não é apenas a nossa história que transforma a fronteira entre cristãos e muçulmanos em uma perigosa falha sísmica. Muito também repousa em equívocos causados por desinformação. Existem, é claro, diferenças teológicas substanciais entre as duas religiões, e essas diferenças podem levar a uma colisão legítima. Mas o diálogo não pode avançar a menos que afastemos alguns mitos sutis. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, através de dezenas de conversas constrangedoras e, às vezes, dolorosas com muçulmanos no sudeste da Ásia. Você pode fazer o que eu nunca pude — aprender com os meus erros sem chegar a cometê-los.
Muitos obstáculos se colocam diante dos muçulmanos que vêm à fé em Jesus — confusão teológica e o custo da conversão são dois dos mais intimidadores. E, é claro, a razão mais comum para os muçulmanos não virem a Cristo é porque a maioria simplesmente nunca ouviu o evangelho.
Dito isso, há um conjunto de equívocos que a maioria dos muçulmanos têm a respeito dos cristãos que evita que eles sequer considerem o evangelho. No próximo artigo olharemos o outro lado da moeda: equívocos cristãos sobre muçulmanos. Mas aqui estão três dos maiores equívocos que os muçulmanos têm com relação aos cristãos:

1. Os cristãos adoram três deuses

Essa me pegou de surpresa. Eu sabia que a doutrina da Trindade era difícil para muçulmanos (assim como o é para cristãos). Mas eu nunca havia percebido por completo o quão erroneamente os muçulmanos a entendem, e o quão ofensiva ela é para eles.
Muitos muçulmanos me perguntaram como eu podia acreditar que Deus fez sexo com a Virgem Maria para conceber Jesus. “Cristãos são blasfemos”, me diziam, “pois eles adoram três deuses: deus pai, deus filho, e deus mãe”. Essa era nova para mim, é claro, então eu perguntei onde eles haviam aprendido isso. Eles me diziam que aprenderam do imã local, o líder religioso islâmico.
Obviamente, cristãos acham essa representação da Trindade tão ofensiva quanto os muçulmanos, e esse é um bom ponto de início. A ideia de Jesus como resultado da cópula entre Deus e Maria é blasfema, e devemos nos sentir livres para expressar a nossa repugnância e ultraje contra a “trindade” assim erroneamente descrita. O monoteísmo é central ao cristianismo, assim como o é para o islã. Assim, os cristãos podem concordar sinceramente com os muçulmanos que só há um Deus digno de adoração. Nossa concepção dele é dramaticamente diferente, mas a ofensa aqui, normalmente, é mal orientada.

2. O cristianismo é moralmente corrupto

A MTV era uma sensação na parte do mundo em que eu vivi. Videoclipes ocidentais sempre mostravam estrelas do rap ou mulheres seminuas usando crucifixos. Meus amigos muçulmanos presumiam, naturalmente, que aqueles eram cristãos, e que aquele comportamento era típico dos cristãos.
Certa vez fui até questionado por uma das minhas amigas, uma universitária muçulmana, se eu podia organizar uma festa de aniversário “cristã” para ela. Quando perguntei o que ela queria dizer, ela respondeu que queria uma festa com muita bebida e dança picante, assim como ela tinha visto na televisão. Equívocos como o dela, infelizmente, são a regra, e não a exceção.
Muitos muçulmanos sequer consideram o evangelho, pois consideram (corretamente) que tal comportamento é ofensivo a Deus. Contudo, você pode usar isso para a nossa vantagem. Quando os muçulmanos descobrirem que você não é daquele jeito, eles vão querer saber o que o torna diferente. Essa é a sua oportunidade para explicar a eles do que se trata uma fé viva em Cristo.

3. “O ocidente” e “a igreja” são sinônimos

“Separação entre igreja e Estado” é parte do fundamento cultural dos ocidentais. Muçulmanos, contudo, não entendem tal distinção. O islã é, em sua própria natureza, uma entidade política, repleta de inúmeros códigos sociais. Não existe conceito paralelo no islã, como a “separação entre a mesquita e o Estado”. Assim, quando os muçulmanos olham para as nações ocidentais, como o Estados Unidos, a Alemanha, a França ou o Reino Unido, eles veem “países cristãos”. Eles presumem que nossos presidentes são os líderes cristãos, e nossas políticas são reflexo da política da igreja. O que o governo faz, a Igreja faz. Por exemplo, certa vez me perguntaram: “Por que ‘a Igreja’ bombardeou o Iraque?”
Para atrair os muçulmanos ao evangelho, você deve delinear essas duas entidades, e você provavelmente terá que, em muitas situações, colocar o seu patriotismo de lado. Se você quer ser um defensor de políticas norte-americanas, você provavelmente não ganhará ouvidos para o evangelho. Há um lugar para a discussão de ambos, mas só temos espaço suficiente para representar um certo número de questões e, para mim, como representante da igreja, simplesmente não vale a pena sacrificar uma plataforma para o evangelho em nome de defender decisões políticas norte-americanas. Recentemente um muçulmano turco me disse que “todos os problemas do mundo são causados pelo Estados Unidos”. Eu concordo com ele? Não. Mas é ali que eu firmarei a minha base? Não. Por amor do evangelho, nosso patriotismo deve morrer quando servimos em países muçulmanos.
Como sempre dizemos na nossa igreja, o evangelho é ofensivo. Nada mais deve ser. Visto que grande parte da nossa mensagem repele os muçulmanos, precisamos nos equipar para desmascarar as falsas ofensas do cristianismo. Só então a ofensa que dá vida, a cruz, pode brilhar como deveria.
Quando o ocidental comum ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — principalmente imagens negativas. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados como nós com o que presumimos a respeito deles. No meu próximo post, eu discutirei três dos mais comuns equívocos que ocidentais têm a respeito dos muçulmanos.
No meu último post, discuti três equívocos comuns que muçulmanos têm sobre cristãos. Hoje exporarei três equívocos que cristãos muitas vezes têm a respeito dos muçulmanos.
Quando o ocidental em geral ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — a maior parte negativa. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados quanto nós com o que presumimos a respeito deles. Eis alguns dos equívocos mais comuns que ocidentais têm a respeito de muçulmanos:

Equívoco 1: A maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo

Cristãos normalmente não saem dizendo que pensam que todos os muçulmanos são terroristas. Mas muitos presumem que a maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo, embora em silêncio. Muito tem sido escrito sobre como o islã foi fundado “pela espada”, ou como muçulmanos que se comprometem com atividades terroristas estão simplesmente obedecendo o que o Corão manda. Certamente é fácil encontrar muçulmanos usando o Corão para justificar a violência. Mesmo quando você dá ao Corão uma leitura indulgente, perguntar “O que Maomé faria?” levará a um lugar muito diferente do que “O que Jesus faria?”
Dito isso, a maioria dos muçulmanos que você encontra — quer seja em países ocidentais ou islâmicos — não são pessoas violentas. São pessoas gentis e pacíficas que, muitas vezes, se envergonham das ações dos muçulmanos ao redor do mundo. Embora haja uma boa chance de elas verem políticas internacionais de forma muitodiferente do ocidental em geral, é mais provável que você as ache calorosas, hospitaleiras e gentis.
Sim, muçulmanos sinceros creem que o Islã um dia dominará o mundo, e podemos certamente nos queixar dos muçulmanos não falarem mais contra o terrorismo. Mas não iremos estender muito o diálogo quando presumimos coisas a respeito deles que não são verdade. Assim como nós odiamos ser caluniados, eles também odeiam.

Equívoco 2: Todas as mulheres muçulmanas se sentem oprimidas

Ocidentais muitas vezes pensam na mulher islâmica como gravemente oprimida. Eles têm um retrato mental de uma mulher curvada, caminhando dois metros atrás de seu marido, olhando obedientemente para baixo. Ela mal sabe ler, não sabe escrever e anseia por liberdade do domínio opressor do islã e de seu marido ditador.
Muitas vezes isso está muito longe da verdade. Eis três coisas para se ter em mente com relação às mulheres do islã:

A. Muitos homens e mulheres muçulmanos têm casamentos felizes.

Os casais que conheci quando vivi em um país muçulmano certamente não eram “românticos” como ocidentais estão acostumados. Mas as mulheres também não eram as escravas sexuais humilhadas que muitos ocidentais muitas vezes presumem.
Havia, é claro, algumas exceções. Tive amigos cujas esposas raramente eram permitidas sair dos fundos da casa, menos ainda fora de casa, e há certas culturas (no Afeganistão, por exemplo) nas quais a opressão parece mais a norma do que a exceção. Mas é um exagero dizer que todas as mulheres muçulmanas se veem como oprimidas.

B. Mulheres, muitas vezes, são as mais ardentes defensoras do islã.

É irônico, mas é verdade: apesar do histórico do islã de opressão, mulheres são, muitas vezes, as mais ardentes adeptas. Muitas mulheres islâmicas, especialmente no mundo ocidental, clamam por reforma em como as mulheres são tratadas na cultura islâmica, mas raramente por um fim do próprio islã.

C. Não há como negar, contudo, que o Corão e o Hádice falam de maneira depreciativa sobre as mulheres.

O Hádice diz que 80% das pessoas no inferno são mulheres. Ao explicar o motivo de o testemunho de uma mulher valer apenas metade do testemunho de um homem num tribunal, ele diz: “Por causa da deficiência em seus cérebros”. O Corão diz que as esposas muçulmanas “são como um campo a ser lavrado”, o que é muitas vezes usado para legitimar o patriarcado e o domínio masculino, e nada disso leva em conta práticas que, muitas vezes, excedem o Corão em brutalidade.
Alguns estudiosos islâmicos dirão que estou lendo esses textos de maneira errada, mas o fato permanece: muitos dos piores casos de opressão acontecem em países muçulmanos. O islã carece do ensino robusto judaico-cristão que assevera a igualdade de homens e mulheres como ambos sendo feitos à imagem de Deus. Pode não ser universal, mas muitas mulheres islâmicas se sentem sim aprisionadas. Em contraste, mostrar às mulheres muçulmanas a sua dignidade em Cristo tem, em muitos lugares, provado ser uma estratégia de evangelismo imensamente eficaz.

Equívoco 3: Muçulmanos buscam conhecer um deus diferente do Deus cristão

Isso é controverso, mas deixe-me explicar. Muçulmanos afirmam adorar o Deus de Adão, de Abraão e de Moisés. Assim, muitos missionários acham útil começar a trabalhar os muçulmanos usando o termo árabe para Deus, “Alá” (que significa, literalmente, “a Deidade”) e, a partir daí, explicar que o Deus que os muçulmanos buscam adorar, o Deus dos Profetas, era o Deus presente em forma corpórea em Jesus Cristo, revelado mais plenamente por ele; e Aquele que é adorado pelos cristãos pelos últimos dois milênios. Isso não é o mesmo que dizer que se tornar um muçulmano é como um “primeiro passo para se tornar um cristão”, e certamente não significa que o islã é um caminho alternativo para chegar ao céu. Simplesmente significa que ambos estamos nos referindo a uma única Deidade quando dizemos “Deus”.
Podemos perguntar: “Mas o deus islâmico não é tão diferente do Deus cristão que eles não podem ser, apropriadamente, chamados pelo mesmo nome?” Talvez. A pergunta de se Alá se refere ao deus errado (ou a ideias erradas de Deus) é uma pergunta com muitas nuances, e não existe resposta fácil. Não há dúvidas de que os muçulmanos creem em coisas blasfemas a respeito de Deus, e suas crenças sobre Alá nasceram a partir de uma visão distorcida do cristianismo. O mesmo pode ser dito, embora em grau menor, da visão do deus dos saduceus do primeiro século, assim como o deus da mulher samaritana e, em um grau ainda menor, o deus dos hereges pelagianos do século 5 — sem mencionar vários dos estudiosos medievais.
A pergunta é se a presença dessas crenças heréticas (e qual grau de heresia nelas) exige que digamos: “Você está adorando um deus diferente”. Claramente, os apóstolos não disseram isso a respeito dos judeus do primeiro século que rejeitaram a Trindade (muito embora Jesus tenha dito que o pai deles era o diabo!). E Jesus também não disse à mulher samaritana em sua visão étnica, de justiça pelas obras e distorcida de Deus que ela estava adorando um deus diferente. Ao invés disso, ele insistiu que ela o estava adorando incorretamente e buscando salvaçãoerroneamente. Nunca ouvi ninguém dizer que os hereges Pelagianos adoravam um deus diferente, ainda que eles tenham sido considerados (corretamente) como hereges.
Ao mesmo tempo, Paulo nunca disse: “O nome verdadeiro de Zeus é Jeová”, como se o gregos estivessem adorando o Deus verdadeiro erroneamente. Assim, a pergunta é: a visão muçulmana de Alá é mais como Zeus ou como a concepção herege da mulher samaritana de Deus? Essa é uma pergunta difícil, e uma pergunta que precisamos deixar o contexto determinar. Por exemplo, muitos cristãos acham que o uso de “Alá” gera mais confusão do que ajuda. Para eles, “Alá” cai na categoria de “Zeus”.
Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana. “Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil. Isso não vem de um desejo de ser mais politicamente correto, mas de um desejo de começar onde os muçulmanos estão e trazê-los à fé naquele que é o único Filho de Deus, Jesus.
Quando conversamos com muçulmanos sobre o evangelho, precisamos eliminar quaisquer distrações desnecessárias. As necessárias, afinal de contas, serão difíceis o suficiente. Devemos ver os muçulmanos com amor, nos recusando a estereotipá-los. Nós vivemos em um mundo de estereótipos, mas o amor pode conquistar o que o politicamente correto não pode. Ouvir alguém sem preconceito é o primeiro passo para amá-los. Em outras palavras: “Faça ao próximo” se aplica aqui também: vejamos o próximo como ele gostaria de ser visto.

evangelho_para_muculmanos_ampO Evangelho para Muçulmanos

Como pregar o evangelho a um muçulmano?
O islamismo é uma religião que cresce em escala global. Para auxiliar o cristão a anunciar as boas novas de Jesus Cristo, o livro “O Evangelho para Muçulmanos” afirma o poder transformador do evangelho, encoraja o leitor na tarefa evangelística e o equipa com os meio necessário para comunicar o caminho de Cristo com clareza, ousadia e sabedoria.
Thabiti Anyabwile, sendo alguém que se converteu do islamismo ao cristianismo, é qualificado para ajuda-lo a compartilhar a mensagem do evangelho de Jesus Cristo a seus amigos e conhecidos muçulmanos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Livros e recursos missiológicos em lançamento - diversas editoras

(ao clicar sobre os nomes das editoras, você será direcionado para os respectivos sites)
A Missão de Deus - Christopher J. W. Wright (Editora Vida Nova) - Esta obra é considerada um dos mais importantes livros sobre Missões já escrito.

A maioria dos cristãos concorda que a Bíblia fornece a base da missão. Chris Wright crê que, na verdade, o que existe é uma base missional para as Escrituras: elas são geradas pela missão de Deus, e essa missão é seu tema fundamental.
Para entendermos a Bíblia, precisamos de uma perspectiva interpretativa que esteja sintonizada com esse grande e abrangente tema missional. Devemos enxergar o quadro maior da missão de Deus e perceber como todas as partes das Escrituras se encaixam em sua grande narrativa. 




Sangue, Sofrimento e Fé - William W. Taylor, Antonia Leonor van der Meer e Reg Reimer (Editora Ultimato) - A cada dia sabemos mais sobre lugares em que a igreja de Jesus Cristo sofre uma perseguição injusta, obscurantista, sistemática e cruel.

No entanto, como brasileiros não pensamos nos irmãos nossos que são perseguidos, expulsos de suas casas e até morrem “simplesmente” porque fazem o que “nós fazemos”.
Sangue, Sofrimento e Fé – A Missão Cristã em Contextos de Perseguição reúne vários autores, de várias nacionalidades, que escrevem a partir de suas próprias experiências e paixão. Prepare-se para se emocionar. E, claro, permaneça atento e, quando apropriado, que a oração o desperte à ação, além das lágrimas.

Compartilhando Jesus com os muçulmanos - Phil Parshal (Editora Esperança) - Dr. Parshall desafia a igreja a olhar com olhos críticos para o assunto da evangelização de muçulmanos. Devemos abandonar antigas pressuposições e nos conscientizar de que Deus está falando de uma nova maneira – não em relação à sua Palavra imutável – mas em relação a áreas da contextualização e metodologia.


Perseguidos - O ataque global aos cristãos - PaulMarshall, Lela Gilbert e Nina Shea (Editora Mundo Cristão) - Perseguidos não é um livro fácil de ler. Não foi concebido como obra de referência; não é mero estudo demográfico e estatístico sobre excessos sofridos por um segmento da sociedade. Seu enfoque é altamente pessoal e narrativo, apontando muitos casos específicos de abuso e tortura com pessoas reais em situações registradas e documentadas. Com dezenas de cenas de brutalidade e horror, o conjunto dessas narrativas é arrasador.
Também vista como uma obra com escopo e objetivos similares aos encontrados em O livro dos mártires, de John Foxe, publicado no século 16, é considerado um dos livros mais influentes do último milênio. Seu alvo não é providenciar registro histórico, é mudar a história.
Se de fato reservamos as emoções mais fortes para o que nos afeta diretamente, sugerimos que o leitor se sensibilize para a leitura deste livro. Nosso objetivo ao publicar Perseguidos em português não é apenas informar, mas degelar mentes e corações, e conclamar o povo de Deus para comprometer-se em oração, conscientização e ação social em defesa daqueles que sofrem. (Mark Carpenter).




Comunicação e Cultura - Ronaldo Lidório (Editora Vida Nova) - Comunicação e cultura são indissociáveis. O ato de comunicar pressupõe um contexto cultural dinâmico em que uma mensagem se insere. Compreender o universo cultural do indivíduo ou da comunidade que receberá essa mensagem é essencial para assegurar uma comunicação inteligível e relevante.
Este é um dos grandes desafios que se apresenta à igreja de Cristo em sua ação missionária: comunicar o evangelho de forma clara e compreensível, portanto dentro do código cultural do receptor e, ao mesmo tempo, manter-se fiel ao conteúdo teológico da mensagem. A fidelidade teológica associada a uma comunicação inteligível deve ser o alvo de quem comunica o evangelho em qualquer contexto, e de forma especial em um ambiente transcultural.




Fenomenologia da Religião - Cácio Silva (Editora Vida Nova) - Quem deseja anunciar a mensagem de Cristo para outra cultura de forma inteligível, relevante e aplicável precisa desenvolver uma habilidade essencial: analisar as manifestações religiosas e as ideias que estão por trás delas. E para isso, esta obra apresenta uma ferramenta importantíssima, a Fenomenologia. 
Nesta obra a Fenomenologia será considerada como área da Antropologia voltada para o estudo das manifestações religiosas e como disciplina a serviço da Missiologia. Seu objetivo é responder as seguintes questões: Que ideias estão por trás das manifestações religiosas? Quais as implicações dessas ideias para a comunicação do Evangelho?




Devocional Explorer (Editora Cristã Evangélica) - EXPLORER é um livro com espírito latino, nascido na América do Sul, porém adotado nos EUA e Europa. É o resultado de uma sinergia cultural de um ministério que integra mais de 12 nacionalidades e culturas.
Mais de 25.000 exemplares distribuídos nos EUA, América Latina e Europa.
É um livro que convida à reflexão bíblica, ao desafio missionário e à oração pelos menos alcançados. É um livro jovem e de leitura agradável, porem de profundidade bíblica e teológica. Os ensinos tem força particular de seus escritores, que transmitem tanto teoria quanto princípios vividos por eles mesmos. Acompanha um plano para ler a Bíblia em um ano.
EXPLORER é o fruto do esforço, tempo e dinheiro investidos por muita gente da América Latina, dos EUA e da Europa. É uma ferramenta útil para levarmos a leitura diária da Bíblia, dobrar nossos joelhos e orar pelos povos que ainda não conhecem Jesus. Irá abençoar não somente você, mas também todos os povos por quem você irá orar.



Ciganos - Um desafio missionário esquecido pela igreja - Igor Shimura (Editora Descoberta) - Há em torno de 700 mil ciganos calón no Brasil e menos de 1% se declara cristão evangélico. Neste livro prefaciado por Ronaldo Lidório, o pr Igor Shimura, presidente da Missão Amigos dos Ciganos (MACi), adentra esta questão e desvela este grupo esquecido pela igreja brasileira, mas não por Jesus.


Duvelismo - Identidade e pluralidade religiosa cigana - Igor Shimura (Editora Descoberta) - Segundo Ronaldo Lidório, os ciganos são talvez o grupo menos evangelizado no Brasil. Neste livro o pr. Igor Shimura, presidente da Missão Amigos dos Ciganos (MACi), traça um panorama da cultura cigana. 



Amor além das fronteiras - Jairo de Oliveira (Editora Reflexão) - Jairo é missionário desde seus 17 anos, tendo servido ao Senhor em 4 diferentes países africanos. É autor de sete livros, tendo vencido Prêmio Aretê 2010 na categoria Missões. Neste lançamento, ao longo das suas 204 páginas, a obra conta uma parte da  jornada missionária do autor e sua família, desenvolvida ao longo de oito anos (de 2005 a 2012) de trabalho no continente africano. 


A Grande Comissão - O resgate da estratégia divina para o discipuladoMichael Horton (Editora Cultura Cristã) - Deus não se fez carne e não sofreu vergonhosa morte pelas nossas mãos para que pudéssemos ter propriedades, programas atraentes e grandes orçamentos para a igreja. Está em andamento algo mais profundo – mais radical. Mas do que se trata?  
Este livro está dividido em três seções:
- A Primeira parte focaliza “A grande proclamação”. A Grande Comissão começa com um triunfante anúncio de que toda a autoridade nos céus e na terra pertence a Jesus Cristo.
- A Segunda parte examina “Os termos da missão”, que se acham no centro da Grande Comissão.
- A Terceira parte investiga “O plano estratégico”, que Jesus inclui em seu mandato.
"Uma rigorosa, mas acessível exegese da Grande Comissão e da cultura ocidental. Diante de pressões sociais os evangélicos recuam no cumprimento de sua missão ou vão em frente com empreendimentos missionários defeituosos, desvinculados da teologia e do discipulado, obcecados com resultados numéricos. Contra esse cenário, Horton nos convoca para recuperarmos o entendimento bíblico de missão e restaurar sua centralidade na vida da igreja. A Grande Comissão contém análise perspicaz e orientação pastoral. Eu o recomendo com entusiasmo."

Missões do jeito que Deus quer - O papel da igreja no envio e sustento do missionário - Mônica de Mesquita (Editora Cultura Cristã) - Este livro o levará a compreender de forma ampla e prática algo essencial na missão que é o cuidado missionário. William Carey, Charles Studd e Hudson Taylor já apontaram no passado para a estreita relação entre o cuidado missionário e a qualidade do trabalho realizado nas linhas de frente.
Sugiro que leia este livro em pessoal reflexão sobre o seu envolvimento com a missão por meio do envolvimento e cuidado com seus missionários. O propósito de Deus se dá pela revelação da Palavra que nos ensina a verdade do Evangelho, pela igreja local que é o celeiro usado para o nascer das vocações e o envio missionário, pela oração dos santos e o cuidado com aqueles que ficam e aqueles que vão, para que, ao fim, o Nome de Jesus seja conhecido e adorado entre todos os povos. - Ronaldo Lidório (Do Prefácio)



Bíblia Missionária de Estudo (SBB) - Com texto bíblico na tradução de Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia Missionária de Estudo é uma publicação inédita e totalmente desenvolvida no Brasil. A obra enfatiza as perspectivas missionárias da Bíblia ao mesmo tempo em que reforça a importância da Bíblia Sagrada como o livro da missão de Deus. Um de seus diferenciais é contar, ao longo de todo o texto bíblico, com extensas notas de estudo escritas por líderes do movimento missionário no Brasil, como Russell Shedd, Bárbara Burns, Hernandes Dias Lopez, Antonio Gilberto, Samuel Escobar, Edison Queiroz, Valdir Steuernagel, Ronaldo Lidório e Timóteo Carriker, este último um dos idealizadores da obra. A publicação oferece recursos como: introdução a cada livro bíblico, com informações sobre conteúdo e visão missionária, encarte com mapas e gráficos sobre missões e apêndice com artigos e recursos missionários. Entre seus propósitos, visa informar cristãos e igrejas sobre como a Bíblia orienta a ação missionária em várias vertentes, tais como evangelismo pessoal, implantação de igrejas e virtudes da vida cristã. 




Bíblia do Pescador (Editora CPAD) - A Bíblia do Pescador oferece muitas respostas úteis para todo aquele que milita no ministério do evangelismo pessoal. 
Através de mais de 500 notas de versículos, aborda de forma acessível conceitos fundamentais que tornam simples e claro a evangelização, o discipulado e o aconselhamento de pessoas em nosso dia a dia.




Revista Povos e LínguasUma compilação de conteúdo jornalístico e teológico sobre o universo missionário – essa é a Revista Povos e Línguas.
A cada edição um time de renomados escritores, missiólogos e correspondentes no Brasil e ao redor do mundo promovem reflexões profundas e substanciais, colocando em pauta assuntos como o diálogo e a relação entre agência missionária, igreja local e vocacionados.

Se você é autor ou editora, e deseja comunicar o lançamento de algum produto editorial voltado para as temáticas de Missões ou Evangelização, envie-nos um e-mail: sreachers@gmail.com  . Se você deseja nos enviar alguma obra para ser resenhada no blog, escreva-nos solicitando nosso endereço postal.

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