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domingo, 7 de junho de 2026

RAZÕES PARA IR AO CAMPO MISSIONÁRIO

 


RAZÕES PARA IR AO CAMPO MISSIONÁRIO

João Petreceli

Inicialmente, é comum atribuir ao plantio de igrejas uma das finalidades últimas da missão. Interessante lembrar que a ordem de Cristo não versava especificamente sobre isso, pois o intuito não é constituir uma réplica de um modelo empresarial, como uma franquia. Não são requisitos encontrar um ponto adequado, oferecer um bom pacote de serviços que atendam a necessidade do público-alvo e, assim, esperar as pessoas comparecerem. Infelizmente, quem detém esse ímpeto, até consegue algumas adesões, porém, normalmente, estão insatisfeitos com suas antigas igrejas. Não foi essa a missão entregue a nós pelo nosso Senhor.

Por que não há na Bíblia um mandamento para plantarmos igrejas? Ora, não é necessário. Se o alicerce estiver apoiado em fazer discípulos, o plantio será saudável. Desde a fundação dessa comunidade, veremos discípulos que crescem no firme propósito de serem mais parecidos com Cristo e, por isso, brilharão a luz do evangelho e salgarão a terra. Certamente, também descobriremos nesse meio outras pessoas que, apesar de declarar publicamente a fé, vivem para seus sonhos. No entanto, o discipulado será a chave para transformar esse grupo em terreno fértil para aperfeiçoá-lo na visão de Cristo.

Como vimos, defender apenas o evangelismo para iniciativa missionária é superficial e, se estiver desvinculado do discipulado, significa preparar terreno para as seitas e quaisquer ventos de doutrinas. Além disso, existe o perigo de gerar pessoas que perpetuarão mal testemunho e envergonharão o nome de Cristo, pois elas não assimilaram a real dimensão da vida cristã. Não alimente essa visão exclusiva de evangelizar, planeje formar discípulos para Cristo, sim, investir em homens e mulheres com teologia saudável e, sobretudo, desenvolver ética e missão que caminham juntos. A verdade é que obra missionária sem discipulado é [ou pode ser] um desserviço ao reino de Deus.

Outros são motivados para ir ao campo para se tornarem professores de seminários e, em certos casos, é oportuno; no entanto, o ato de ensinar teologia não reflete, necessariamente, em formar discípulos para Cristo. Enganam-se os que pensam que a simples transmissão de informações, como propõe o modelo grego, será o alvo da missão. Aprender a Palavra do Senhor com profundidade tem lugar reservado durante o discipulado, como ficou nítido no ministério de Cristo e dos apóstolos. Contudo, eles seguiam o modelo judaico, que alinha a doutrina e a prática, ou seja, propõe o ensino e obediência de tudo o que Jesus ministrou. Essa aplicabilidade estende-se para além da sala de aula, atinge a caminhada cristã como um todo e cria oportunidades para os conceitos se encaixarem no cotidiano. Não se dedique apenas ao magistério tradicional, aspire por servir ao reino, formando discípulos por meio do ensino formal e informal.

Por fim, a razão de alguns irem ao campo é para tão somente cuidar e amar pessoas. Esses indivíduos assim se expressam: "Não vou para pregar ou ensinar, mas para servi-las" e, dessa forma, concebem a versão evangélica da ordem dos franciscanos. Nesse afã, muitos citam a famosa frase atribuída a Francisco de Assis: "Evangelize, evangelize, evangelize e, se necessário, use palavras." Jesus não nos deu uma tarefa social para resolver problemas temporais e externos dos homens, mas uma missão espiritual, eterna e profundamente arraigada na raiz de todos os seres humanos. As estratégias sociais, esportivas, educacionais e artísticas são válidas desde que não sejam um fim em si mesmos.



Trecho do livro Conselhos para vocacionados à missão transcultural (Kingdom Words, 2025).


 

domingo, 24 de maio de 2026

Eventos Missionários acontecendo no segundo semestre de 2026

 


Como já é tradicional, apresentamos a nossa listagem de eventos missionários (viagens, cursos, congressos etc.) que irão acontecer neste final de primeiro semestre (junho) e durante todo o segundo semestre de 2026

Caso saiba de algo que deveria figurar por aqui, nos envie a informação escrevendo para o endereço de e-mail:  sreachers@gmail.com



Congresso Missionário da ABUB - Aliança Bíblica Universitária do Brasil. Informações: https://www.missao2026.com.br/












Informações e inscrição: https://www.e-inscricao.com/EMP/32edicao


Congresso Missionário Internacional - Igreja Batista do Caminho









Escola de Missões Esperança e Fé no Sertão - https://www.mef.org.br/emef


Informações: (31) 9 9244-5921





Inscrições: CLIQUE AQUI


Eventos acontecerão nas cidades de Manaus, Anápolis (GO), Anastácio (MS), Campinas e Belo Horizonte. Acesse as informações: https://linktr.ee/vocarebrasil











Informações e inscrições: CLIQUE AQUI.








Imersão missionária. Instagram: https://www.instagram.com/novastribosshekinah


No Amazonas. Informações pelo tel/whatsapp: (92) 92474798

sábado, 28 de março de 2026

As perdas preciosas – e evitáveis – quando o missionário rompe com sua igreja local

 


Paulo Bottrel

Quando se rompe com a igreja, ou não se criam vínculos muito fortes, três grupos perdem com isso. O primeiro é o próprio missionário, porque o missionário que não vai realmente enviado pela sua igreja local, vai passar muita necessidade, seja financeira, espiritual ou de outra sorte; não haverá cobertura. Quando a igreja não envia o missionário, ele fica batendo de porta em porta, apresentando o seu projeto. E o que eles precisam para ir para o campo? Precisam de muitos mantenedores. Às vezes vão em 30 igrejas. Muitas nem recebem com carinho, outras prometem que vão ajudar e às vezes ajudam com uma quantia muito pequena e algumas prometem e depois nem ajudam mais. E quantos missionários estão lá no campo e têm que voltar porque uma igreja cortou, de repente, o sustento porque começaram a construir, por exemplo? O missionário que não é enviado por sua igreja acaba ficando em último lugar nas prioridades de outras igrejas que, muitas vezes, nem conhecem direito aquele missionário. A questão financeira é muito estressante. Há muitos missionários que estão nesse modelo. Sofrem muito, sim, com a questão financeira, com esse estresse de toda hora precisar voltar para conseguir mais mantenedores. Esse é um exemplo de como o missionário perde.

Mas não é só ele que perde. O grupo-alvo também perde. O povo, com o qual o missionário está trabalhando. Isso porque quando o missionário vai como freelancer, independente, o povo ganha apenas aquele missionário e, no máximo, a sua família. Mas se o missionário vai realmente sustentado, apoiado de verdade pela sua igreja local, que conhece os seus defeitos, suas qualidades, que está realmente ligada a ele, o povo ganha uma igreja inteira.  Vemos isso acontecendo na IB Central. Em todas as férias há alguma viagem missionária nas quais vão 40-60 pessoas.

Para onde vão? Para onde estão nossos missionários. E ali, então, aquele povo-alvo recebe médico, dentista, gente que vai trabalhar na área de agronomia, que vai ensinar sobre microcrédito... E é impressionante como o povo é abençoado não só pelo missionário, mas pela igreja daquele missionário. Por isso é algo muito mais completo quando o missionário paga o preço de esperar o tempo certo para ser realmente enviado pela sua igreja.

Mas ainda há um terceiro grupo que perde quando o missionário rompe com a sua igreja local, dizendo que a igreja não tem visão missionária. Qual é esse grupo? A própria igreja local, naturalmente. Por que a igreja perde com isso? Porque exatamente aquela pessoa incendiada por missões, que poderia incendiar a igreja toda, vai embora. E então, quem é que vai passar essa chama para o restante da igreja se o missionário rompe com ela? Mas quando o missionário paga um preço e espera a igreja amadurecer na visão, porque ele a está alimentando com a visão missionária, fomentando tudo isso que vimos acima, o que acontece? A igreja, quando envia o missionário, sente que está indo juntamente com ele.

Ela se sente parte daquela obra, e ela é realimentada constantemente com a visão missionária. Então o pessoal da igreja vai numa viagem para visitar o seu missionário e volta incendiado. Quem vai numa viagem missionária, mesmo de curto prazo, em geral, nunca volta a mesma pessoa. E acaba então incendiando a igreja. Não é incomum que muitos dos que participaram dessas viagens queiram também ser missionários. Então, a igreja perde muito quando aqueles que têm o ardor missionário resolvem romper com a igreja local.


 Trecho do artigo Enviar e acolher: Duas faces do cuidado responsável e amoroso. In Gestão de Missões na Igreja Local (org. de Seir Vasconcelos; Descoberta, 2025).


sábado, 15 de novembro de 2025

Palavras de Encorajamento Para Aqueles que Serviram em Missões

 


Palavras de Encorajamento Para Aqueles que Serviram

 George Verwer (Fundador da Operação Mobilização)


Vida Após

Estou sentado em um trem, de volta para minha casa em Londres depois de uma reunião de igreja em Bristol. Tenho clamado ao Senhor pelas palavras corretas para este artigo, pois desejo ser capaz de ajudar e encorajar aqueles que têm estado fora, no campo missionário, e agora estão de volta em casa, ou preparando-se para isso.

A reentrada, como algumas vezes é nomeada, pode ser um desafio maior do que ir para um campo missionário pela primeira vez! Sete palavras bíblicas desafiadoras vêm à minha mente. Eu gostaria que você pensasse sobre estas palavras e permitisse que elas o lembrassem de grandes temas da Palavra de Deus.

 

Integridade

Uma das maiores palavras no nosso vocabulário é integridade. Ela requer de nós abertura, pureza e realidade, isso significa que não iremos exagerar a respeito do que fizemos ou vimos no campo missionário, isso significa que tomaremos cuidado extra sobre os pecados da língua, bem como em sermos absolutamente honestos e transparentes em relação às finanças.

 

Disciplina

Já foi provado milhares de vezes que graça sem disciplina é igual a desgraça.

Depois de um duro período de experiência missionária que demanda trabalho duro e disciplina é fácil baixarmos nossa guarda nesta área. Fora de uma situação de equipe e estrutura de liderança teremos que mudar a marcha para uma autodisciplina ainda maior. Na busca por fazer isso será fácil cair em falhas na comunicação e fracassar no ajuste de equilíbrio. Você pode namorar alguém que se diz cristão e ainda assim tentar ir pra cama no primeiro encontro ou antes do casamento. Algumas pessoas deixam certas situações missionárias onde há muitas restrições quanto à conduta sexual e quando voltam pra casa onde há um ambiente mais liberal e promíscuo eles facilmente deixam baixar a guarda moral e acabam em uma grande bagunça.

Algumas pessoas rejeitam rapidamente os missionários e não querem manter contato, riscando-os de seus contatos por serem superespirituais ou devotos. Esforços para provar o contrário nem sempre funcionam e sentimentos de rejeição podem vir facilmente. Satanás fará tudo o que pode para nos desencorajar, e quando estamos desencorajados isso abre a porta para outras tentações. Diariamente devemos segurar alto o escudo da fé (Efésios 6), ou parar aqueles dardos inflamados do desânimo.

 

Realidade

Eu vejo que algumas pessoas voltam de certos programas de treinamento e eventos missionários de verão tendo uma visão fantasiosa da vida cristã (isso também pode acontecer em algumas igrejas e ao ler certos tipos de livros). Devemos nos dar conta de que não importa o quão cheios possamos estar com o Espírito Santo, ainda assim somos bem humanos. Se formos realistas reconheceremos que pessoas muito boas — até mesmo cristãos comprometidos — podem e irão falar e fazer coisas muito más e cometerem pecado. Coisas terríveis também acontecem com pessoas boas. Nós amamos Salmos e algumas vezes lemos Provérbios, mas temos a tendência de esquecer que estes dois grandes livros são precedidos pelo livro de Jó.

 

Visão

Devemos lutar duramente para manter a visão que Deus nos deu. Devemos ser enviadores e mobilizadores de missões — missionários lutando por missões — fazendo todo o esforço possível para passar a outros com veracidade e humildade o que Deus nos ensinou no campo. Isso não será fácil e haverá muitos confrontos e desencorajamento pelo caminho.

Algumas vezes seremos capazes de amar, influenciar e ajudar somente uma pessoa de cada vez ao longo da estrada em que nos tornamos cristãos mundiais. Tente fazer bom uso das ferramentas como livros, CDs e DVDs e vídeos que ajudam as pessoas a compreender do que se trata tudo isso.

Precisamos manter contato com as pessoas no campo, especialmente aqueles que ajudamos a chegarem a Cristo. Tente não quebrar promessas — se você falou a alguém que iria orar por ele ou ela, então você deve orar. Tente ter comunhão, até mesmo por telefone se for necessário, com pessoas que pensam como você. Mantenha este fogo por missões ardendo em seu coração.

 

Graça

Eu rogo a você que leia o livro de Charles Swindoll chamado O Despertar da Graça. Este livro, juntamente com o livro de Peter Jordan chamado Re-entry podem ser fundamentais para lhe ajudar a enfrentar — no poder do Espírito Santo — os desafios e dificuldades que você sabe com certeza que irá enfrentar em casa. Estes livros lhe ajudarão a ter um coração generoso quando as pessoas lhe fizerem perguntas tolas — ou pior, absolutamente nenhuma pergunta.

Esta revolução de graça nos ajuda a aceitar e perdoar pessoas que parecem ser egoístas ou sem visão. Precisamos aprender a graciosamente concordar em discordar. Precisamos aprender a como nos darmos conta das formas mais sutis de orgulho, até mesmo de orgulho missionário. Isso também nos ajudará a continuar perdoando-nos quando falhamos ou pecamos. A graça irá nos manter no centro do caminho de Deus para a santidade. Também rogo a você que leia o livro do Philip Yancey chamado O que há de tão maravilho na graça?

 

Perdão

Você realmente já perdoou aqueles que o feriram no campo missionário? E sobre você mesmo? Você já se perdoou pelas mancadas, falhas e pecados que você cometeu? Se já o fez, então está no caminho certo, pois agora você pode perdoar aqueles que o feriram de volta ao lar. Esteja atento quanto as expectativas irreais, principalmente aquelas conectadas à sua agência missionária e sua igreja local.

Se você foi saudado no aeroporto e foi recebido com uma recepção real, então glorifique a Deus. Se não, ainda assim glorifique a Deus. Que sua primeira fonte de alegria e satisfação seja o próprio Senhor. Que o amor humano e a ajuda sejam a água que derrama no topo do copo — a cobertura do bolo.

Por favor, esteja atento às expectativas irreais — geralmente bíblicas. Você deve aprender a amar e aceitar pessoas ao retornar para sua cultura, da mesma forma como aceitou aquelas pessoas novas numa terra estrangeira, dentro de suas culturas. Creio que precisamos de uma abordagem contextualizada para voltarmos pra casa, tanto quanto precisamos ao sair dela. Precisamos ser mais do que gratos àqueles que estiveram orando por nós e nos apoiando. Devemos estimar os enviadores e reconhecer que eles têm igual importância nesta grande tarefa missionária.

 

Pró-atividade

Como é fácil, debaixo de pressão, nos tornarmos reacionários. Reações geralmente são negativas — os golpes mais duros da vida e das pessoas parecem atingir-nos abaixo da cintura. Estes golpes não são justos! Lembremo-nos de 1 Coríntios 15.58 — "Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nado os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não serei inútil."

Que nos mantenhamos seguindo em frente, tentando não ser críticos e negativos sobre a igreja local, especialmente se eles não ajudaram ou apoiaram você tão bem. Por favor, tente ouvir e discernir a situação deles e algumas das lutas que eles experimentaram enquanto você esteve fora.

Lembre-se de Filipenses 2.3 — "(...) mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos." É fácil ver problemas em sua própria nação, cidade ou igreja, embora possa ser intimidador. Precisamos da mesma coragem que tínhamos quando colocamos o pé fora do avião na Turquia, Índia ou qualquer outro lugar.

Precisamos nos manter ativos em oração e evangelização, buscando encontrar as pessoas dos países onde servimos e que agora são imigrantes ou estudantes em nossas cidades. Precisamos reforçar que o campo missionário está em todo lugar, mantendo uma visão fundamentada em missões.

Bem, meu trem está quase chegando em Londres e escrevi tudo isso à mão em uma mesa de trem chacoalhando. Espero que minha secretária consiga ler isso. Uau! Espero que você também tenha lido isso!

Deus te abençoe!

 

No livro Gotas de Uma Torneira Quebrada.


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

NOTÍCIAS MISSIONÁRIAS - Um clipping de notícias de interesse missionário

 


Apresentamos aqui um mix de notícias de interesse missionário. As fontes principais são as newsletters da Brigada (www.brigada.org) e Justin Long (https://justinlong.org/roundup/ ). A maioria dos sites e links finais está em inglês (se tiver dificuldade, não tenha medo de utilizar o tradutor do Google, que por sinal avança para a perfeição).

 

 

Manual de Missões na Igreja Local (gratuito, em inglês) – David Mays

Este manual antigo, mas ainda excelente, gratuito e disponível para download, é um tesouro para igrejas que navegam pelo cenário em evolução das missões. Ele oferece 86 guias práticos e concisos — desde políticas missionárias de curto prazo até descrições de cargos para pastores missionários. Mays enfatiza a relevância contextual, ajudando as igrejas a irem além de modelos ultrapassados em direção a um engajamento globalmente consciente e localmente enraizado. Encontre-o aqui: https://davidmays.org/Resources/resmays.html

 

 

Lançamentos de livros missionários

A Editora Descoberta lançou recentemente o livro Barbara Burns: Vida e Obra. Escrito por Keila Pecher, a obra narra a vida desta missionária norte-americana de certa forma fundamental para o esforço missionário brasileiro. - https://editoradescoberta.com.br/product/barbara-burns-vida-e-obra/

Confira outros lançamentos da Descoberta aqui: https://editoradescoberta.com.br/product-category/lancamentos/

 

 

Série The Chosen em Árabe

The Chosen ("Os Escolhidos"), a série sobre a vida de Cristo, já está disponível em vários dialetos árabes através do aplicativo Belight FM. Seja assistindo com a família ou compartilhando com amigos, esta poderosa série dá vida ao Evangelho de uma forma profundamente pessoal e culturalmente relevante. Baixe a Belight FM hoje mesmo e comece a assistir ou compartilhar "Os Escolhidos" em árabe!

Google Playstore: https://play.google.com/store/apps/details?id=fm.belight.radioapp&hl=pt

Apple Store: https://apps.apple.com/us/app/belight-fm/id1597094577?l=pt-BR

 

 

Audiolivros cristãos gratuitos

Uau! A Scroll Reader é uma editora de audiolivros totalmente gratuita que produz audiolivros cristãos de alta qualidade com foco em biografias clássicas e recursos relacionados a missões, como "Métodos Missionários ", de Roland Allen, e "Não Temos Direitos?", de Mabel Williamson. Confira www.scrollreader.com .

 

 

China proíbe trabalho de missionários estrangeiros

Novas regras também impactam a importação e a distribuição de Bíblias. Leia em https://portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/china-proibe-trabalho-de-missionarios-estrangeiros

 

 

Missão em Destaque: International Christian Maritime Association

A Associação Marítima Cristã Internacional (ICMA) é uma associação livre de organizações cristãs sem fins lucrativos que trabalham pelo bem-estar dos marítimos ao redor do mundo.

As organizações membros representam diversas igrejas e comunidades cristãs. Cada organização membro mantém sua independência e autonomia. A ICMA define marítimos como pessoas que trabalham na navegação mercante, na pesca e em navios de passageiros. Por meio de seus membros, a ICMA representa atualmente mais de 400 ministérios de marítimos e 750 capelães e visitantes de navios em aproximadamente 90 países.

Conheça mais em https://icma.as/

 

 

Jogos de carta “missionários”

A empresa Chasm Gaming tem um currículo simples para usar com seus baralhos de cartas (Black Mission Legends, Pray4Unreached Peoples) para ajudar a transformar uma noite de jogos em um "momento de aprendizado" e alguns "inícios de conversa sobre a Grande Comissão". - https://chasmgaming.com/products/play-pray-curriculum-free

 

 

Curso de IA para organizações do terceiro setor

Com apoio do Google.org, IDIS realizará capacitação em IA para OSCs: https://www.idis.org.br/com-apoio-do-google-org-idis-realizara-capacitacao-em-ia-para-oscs/?utm_campaign=newsletter_-_10072025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

 

 

Líderes africanos e suas religiões

Um vídeo mostrando qual é a religião de cada chefe de estado da África: https://youtu.be/AmATBEauQHs?si=VENrb9h3Rz2GxMGz

 

 

Dicas para viajantes sobre aeroportos 

Você usa o www.SleepingInAirports.net — seu guia para lidar com escalas, longas esperas e pernoites em aeroportos do mundo todo? Repleto de avaliações de viajantes, classificações de aeroportos e dicas para encontrar os melhores (e piores) terminais para descansar, este site é uma visita obrigatória para viajantes com orçamento limitado e para quem está em viagem missionária. Seja para planejar com antecedência ou para quem está preso em trânsito, o SleepingInAirports ajuda você a transformar o tempo de inatividade do aeroporto em uma experiência mais confortável. - https://www.sleepinginairports.net/

 

 

Yaba, a “nova” droga que castiga o sudeste asiático:

https://theconversation.com/yabas-grip-how-cheap-methamphetamine-is-fuelling-thailands-addiction-crisis-262765

 

 

Localizando as traduções da Bíblia difíceis de encontrar

Find-A-Bible é um diretório online de Bíblias, recursos e filmes selecionados, catalogando 5.446 versões da Bíblia e 2.1593 recursos das Escrituras em 7.899 idiomas, representando 1.023 agências. Como um projeto conduzido por voluntários, o Find-A-Bible foi criado para garantir que Bíblias e recursos bíblicos valiosos sejam fáceis de encontrar, usar e compartilhar em todos os idiomas. Confira em https://find.bible/

 

 

Como encontrar grupos de povos não alcançados em sua cidade

Descubra como usar o Google Maps para identificar grupos de pessoas não alcançadas em sua cidade, localizando pontos culturais importantes — como supermercados étnicos, restaurantes halal e locais de culto —, marcando-os em um mapa personalizado, visitando com curiosidade e compaixão e interagindo por meio de oração, relacionamento e alcance local. Leia o artigo aqui: https://www.crescentproject.org/blog/how-to-find-unreached-people-groups-in-your-city-with-google-maps

 


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

DISTRIBUINDO LITERATURA EVANGELÍSTICA – DICAS DE GEORGE VERWER


DISTRIBUINDO LITERATURA – DICAS DE GEORGE VERWER


Embora a distribuição de folhetos possa parecer simples à primeira vista, na verdade, pode ser um pouco difícil. Entregar um folheto a um passante é uma coisa, mas entregá-lo de forma a levar a pessoa lê-lo é outra muito diferente. Embora nosso contato com aquele indivíduo seja bastante breve, ele pode ter efeitos duradouros, positivos ou negativos. Damos abaixo algumas sugestões práticas, que consideramos bastante úteis para se fazer uma distribuição mais proveitosa.

 

1. ESTAR BEM ARRUMADO E COM BOA APARÊNCIA

Infelizmente, alguns crentes se descuidam muito da aparência, tornando-se desmazelados. E nisso não existe nenhuma virtude. Paulo disse que fez-se "tudo para com todos" a fim de ganhar alguns para Cristo. Precisamos estar sempre bem arrumados, se é que desejamos ganhar um mundo que se interessa apenas por aquilo que tem uma boa apresentação exterior. As pessoas nos julgam pela nossa aparência, e sua avaliação a nosso respeito muitas vezes vai determinar se querem ou não ler o folheto que estamos oferecendo.

 

2. MOSTRAR-SE BEM HUMORADO E AMIGÁVEL

Um simples sorriso, às vezes, pode ter uma importância básica no fato de alguém aceitar e ler um exemplar da literatura evangélica. É difícil resistir a um sorriso, e uma aparência feliz é essencial para se obter sucesso na distribuição.

 

3. TER UMA ATITUDE CALMA E SEM TEMORES

As pessoas logo percebem quando outra está temerosa e pouco à vontade. Se, ao distribuirmos folhetos, tivermos uma atitude intranquila, de quem deseja sair correndo, os outros nos julgarão mais como um indivíduo que deve ser levado para um asilo de loucos. Devemos fazer a distribuição de literatura como quem está distribuindo notas de cem reais para os pobres. O evangelho é boas-novas. Ele é o poder de Deus para a salvação, portanto sejamos destemidos e arrojados.

 

4. DAR À PESSOA QUE ESTÁ RECEBENDO O FOLHETO A IMPRESSÃO DE QUE ELA ESTÁ-NOS PRESTANDO UM FAVOR.

A maioria das pessoas não gosta de reconhecer que precisa de auxílio espiritual. Muitas vezes, mesmo sem o perceber, elas se dispõem a ajudar a outrem, principalmente se essa ajuda não exigir muito tempo e esforço. Ao entregar o folheto, se dissermos: "Muito obrigado", tornamos mais difícil uma recusa. Talvez seja a melhor coisa para se dizer, principalmente se estamos num lugar movimentado e há muitos passantes. Outras sentenças que podemos dizer ao apresentarmos folhetos são as seguintes:

a) — Olhe aqui um folheto para você ler quando chegar em casa. Obrigado!

b) — Olhe aqui uma coisa muito importante para você ler. Obrigado!

c) — Já recebeu um folheto desses? Provavelmente a pessoa dirá que não, ou então perguntara: "O que é isso?" Então, entregamos-lhe o folheto, dizendo: — É uma oferta muito importante, que você precisa conhecer.

d) — Olhe aqui um panfleto pra você. Obrigado!

e) — É de graça! (Isso pode ser dito quando se aproxima um grupo grande de pessoas e não temos tempo para maiores explicações.)

 

5. LEVAR LITERATURA ÀS PESSOAS

Não esperemos que as pessoas venham a nós e nos peçam os folhetos. Nós é que temos de ir a elas, entregando-lhes os folhetos, como que já esperando que elas o aceitem. Quando alguém recusar, podemos dizer uma das seguintes frases:

a) — É de graça. Ou então — Não paga nada.

b) — Pegue, por favor. Você o lerá num instante.

c) — Pode pegar. Não pesa nada. — Se conseguirmos que a pessoa ria, geralmente ela pega o foIheto. O bom humor pode derrubar a barreira da recusa.

Nunca devemos obrigar ninguém a aceitar um folheto.  Se não conseguirmos convencer a pessoa a aceitá-lo, devemos dizer: "Bem, obrigado assim mesmo.''

 

6. CERTIFICAR-SE DE QUE O FOLHETO É REALMENTE BOM

É de grande importância que distribuamos folhetos bem escritos e bem impressos. O ideal é que seja escrito por uma pessoa do próprio país onde será distribuído. E quando não, deve ser adaptado especialmente ao povo do lugar. Sempre que possível, deve ser impresso no próprio país, para que não tenha características estrangeiras, como por exemplo, Printed in USA.

Devemos verificar se não está cheio de erros tipográficos ou gramaticais. O folheto precisa conter uma mensagem teologicamente correta, mas, ao mesmo tempo, uma linguagem simples que o homem da rua possa compreender.

É importante lembrar também que as pessoas são diferentes, e que os tipos de folhetos devem corresponder a essas diferenças. Portanto, é bom levar sempre consigo um bom número de folhetos “sortidos”, para usar em contatos pessoais, dando a cada pessoa o que melhor atende às suas necessidades espirituais. Por isso, acredito que a melhor maneira de se distribuir literatura é por intermédio do contato pessoal. Deste modo, podemos procurar saber qual é o problema mais sério daquele indivíduo e oferecer um folheto adequado a ele.

Quando selecionamos folhetos para distribuição generalizada, devemos ter em mente tanto o contato inicial, como o objetivo de plantar uma semente no coração de quem o ler. Nesses últimos anos, temos sentido que os que produzem os melhores resultados são as "cartas-folheto". Esses folhetos são feitos sob a forma de uma carta, onde geralmente se apresentam várias razões por que a pessoa deve escrever de volta, a fim de receber mais informações sobre a Bíblia ou sobre o plano da salvação. Ele deve conter uma espécie de cupom, com espaço para colocar nome e endereço, que a pessoa deve enviar ao remetente solicitando mais literatura evangélica. Geralmente, aqueles que enviam o cupom recebem um curso por correspondência. Esse é um dos melhores métodos de se distribuir literatura evangélica [hoje em dia, na era da internet, é possível colocar um link, QR Code e endereço de e-mail para que a pessoa busque retornar o contato inicial].

 

7. PRONTOS PARA IR?

Onde podemos ir? Alguns lugares a que podemos ir são os seguintes:

a) Estação rodoviária ou ferroviária. As pessoas que ali se encontram provavelmente estão aguardando o momento do embarque, e portanto têm mais chance de ler. Pode ser que o segurança da estação lhe peça para sair. Se isso acontecer, aceite sua palavra simpaticamente.

b) De casa em casa. Em minha opinião, este é o melhor método de distribuição em alguns países. Eu aconselharia a falar mais demoradamente com as pessoas, sempre que Deus nos der a oportunidade. Na visita de casa em casa, podemos também tentar a venda de livros. Nas ocasiões em que desejarmos distribuir o máximo possível em tempo limitado, podemos simplesmente colocar folhetos na caixa de correspondência.

c) Mercados. Em muitos países, o mercado é um lugar excelente, pois ali há sempre muitas pessoas. E muitas delas colocam os folhetos nas sacolas de compra, para lerem ao chegar em casa.

d) Numa esquina ou praça. Desejando-se uma distribuição rápida, este é o melhor lugar, principalmente durante a hora do rush. Contudo, depois que o movimento diminui, podemos atingir um maior número de pessoas, se as procurarmos pessoalmente, em vez de permanecermos parados num lugar só, dando folhetos apenas àquelas que passam por nós. É muito fácil ficarmos preguiçosos, depois de passarmos algumas horas parados numa esquina. Mas essa nossa preguiça pode implicar em que várias pessoas fiquem perdidas por toda a eternidade. Sabendo que um homem está perdido e que Cristo o ama e morreu por ele, devemos fazer tudo que pudermos para ganhá-lo para o Senhor.

e) Ônibus e trens, etc. Estes são os lugares ideais para distribuirmos folhetos. Podemos ir caminhando de uma ponta a outra do trem, um sorriso no rosto, dando a todas as pessoas uma literatura qualquer para ler na viagem. Isso exigirá de nós um pouco de destemor, mas, se Deus não nos der um destemor santo, nunca pregaremos o evangelho ao mundo todo.

f) Hospitais, prisões e outras instituições. Nesses casos, precisamos obter permissão para fazer a distribuição. Se a conseguirmos, temos uma excelente oportunidade de divulgar o evangelho.

g) Universidades, escolas e repartições. Devemos ir a esses lugares no horário em que as pessoas estão saindo. Em geral, os jovens são mais prontos a receber a literatura do que os adultos. Mas, por outro lado, podem também rir e zombar. Em momentos assim, temos que nos voltar para Deus e pedir-lhe graça.

h) Pelo correio. As cartas-folheto são as melhores para serem enviadas pelo correio, e geralmente dão melhor resultado quando distribuídas dessa forma. Existem muitos meios de obtermos nomes e endereços, entre os quais a lista telefônica e os jornais, ou mesmo a internet.

 

8. AONDE FORMOS.

Aqui está o segredo da distribuição da Palavra de Deus. Imaginemos se todos os crentes distribuíssem literatura em todos os lugares a que fossem. A distribuição de folhetos seria uma prática normal de nossa vida, e não um esforço especial durante uma campanha evangelística. Seria ato praticado o tempo todo, onde quer que estivéssemos.

Muito mais ainda poderia ser dito acerca da distribuição de literatura, mas o principal é que, antes de qualquer coisa, comecemos a agir. A experiência é nosso melhor mestre. Podemos ler livros e livros sobre o assunto, mas nenhum deles será melhor que sairmos e entrarmos em ação.

Milhares de pessoas têm sido salvas como resultado do trabalho da distribuição de livros, folhetos e cursos de correspondência. E milhões de pessoas poderiam ser ganhas por este método. O grande empecilho somos nós. Se não nos dispusermos a ir e perseverar nesse ministério, esses milhões não serão alcançados com a mensagem. Uma coisa é distribuir folhetos numa semana de campanha especial. Outra muito diferente é usarmos todas as nossas horas de folga para fazer essa distribuição, apresentando Cristo a todos que dele precisam, lembrando sempre que cada pessoa com quem falamos é tremendamente importante, e estando prontos a seguir com o trabalho de consolidação com aqueles que revelarem interesse na mensagem.


George Verwer, no livro Evangelismo pela Literatura.



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