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sábado, 7 de junho de 2025

A mesma missão para uma Igreja em movimento: O que aconteceu no COMIBAM 2025



Evangelical Focus

Por Elsa Correia Pereira


A capital do Panamá sediou, de 22 a 25 de abril de 2025, a 5ª edição do Congresso Ibero-Americano de Cooperação Missionária ( COMIBAM ).

Com o tema A mesma missão para uma Igreja em movimento , o congresso reuniu cerca de 1.600 pessoas de 25 países e diversas organizações cristãs evangélicas.

Entre líderes, teólogos, pastores, missionários e intercessores, uma verdade se destacou: a Grande Comissão , "Ide por todo o mundo", continua sendo um chamado oportuno, urgente e global.

Ao longo dos quatro dias, os participantes não foram apenas informados sobre estatísticas e estratégias. Eles foram profundamente confrontados com a realidade espiritual de um mundo em transformação, onde o centro da fé cristã está se deslocando para o Sul Global e onde muçulmanos e outros povos antes considerados inacessíveis estão cada vez mais encontrando Jesus de forma pessoal.

Irmãos e irmãs de diferentes partes do mundo abençoaram os participantes com seus testemunhos de como Jesus continua a edificar Sua igreja, mesmo em meio à perseguição e às dificuldades.

Zaza Lima, Andres Duncan, Carlos Madrigal , Afeef Alasah e muitos outros estavam presentes, assim como dezenas de organizações missionárias comprometidas em equipar, enviar e treinar missionários, incluindo Crux Institute , Perspectives , Interserve , Pioneers , Frontiers e muito mais.

Eles também tiveram acesso a um espaço de oração com dezenas de referências a grupos étnicos e povos não alcançados, pelos quais fomos convidados a interceder. Houve inúmeros testemunhos de cristãos surpresos ao encontrar pessoas dos mesmos grupos pelos quais oravam.

A coragem de Urias e a omissão de Davi

A imagem de Urias, o hitita, fiel até a morte, vem à mente como símbolo de um dos perigos mais insidiosos da nossa época: o conforto espiritual. Urias estava na linha de frente da batalha, embora não fosse israelita de nascimento. Davi, o rei ungido, ficou em casa, descansando em seu palácio — e foi nesse conforto que ele caiu.

Essa comparação ressoou especialmente em mim quando refleti sobre os contextos europeu e ocidental, onde a igreja evangélica enfrenta não apenas a secularização, mas também a constante tentação da complacência.

Quantos de nós hoje vivemos como Davi, abrigados em igrejas, estruturas seguras como palácios, debatendo doutrinas, discutindo posições políticas e eclesiásticas, enquanto os verdadeiros heróis da fé, como Urias, estão sozinhos na linha de frente, em contextos de perseguição, migração e pobreza, vivendo fielmente seu chamado missionário?

Povos não alcançados: entre pontes e muros

Um dos temas centrais da COMIBAM 2025 foi o crescente número de muçulmanos que se converteram a Cristo. Desde o ano 2000, mais muçulmanos se converteram ao cristianismo do que em todos os séculos anteriores juntos. Esse fenômeno foi abordado com profundidade e respeito, não com triunfalismo, mas com esperança.

Além das sessões plenárias, os participantes tiveram a oportunidade de escolher entre workshops e grupos de trabalho estratégicos que os ajudaram a entender melhor o contexto em que vivemos e a nos preparar para a missão.

Os tópicos incluíram missão policêntrica , apoio a imigrantes e refugiados , comunidades indígenas , diásporas , esportes e artes como campos e ferramentas de missão, religiões não cristãs, urbanização e muito mais.

Essa compreensão histórica, sociológica e teológica é essencial para dissolver mal-entendidos e construir pontes. Em vez de abordagens apologéticas agressivas, somos chamados a uma atitude de escuta, compaixão e encarnação.

Foi profundamente comovente ouvir quantos muçulmanos têm sonhos e visões de Jesus. Alguns reconhecem Sua voz antes mesmo de saber quem Ele é.

Quando descobrem que as palavras que os confortavam são os ensinamentos do Cristo dos Evangelhos, algo muda. A partir daí, ao ouvirem Suas palavras, sentem que sua alma encontrou um lar.

A hospitalidade como chave para a missão

Um dos conceitos teológicos mais recorrentes no congresso foi a filoxênia, o amor pelo estrangeiro. Hospitalidade bíblica não é caridade. É reconciliação. É profética.

Os cristãos do primeiro século transformaram o Império Romano não com a espada, mas com a hospitalidade. E hoje, o Espírito Santo parece sussurrar mais uma vez à Igreja: "Abre a tua mesa. Escuta antes de falar. Caminha ao lado".

Migrantes de religiões não cristãs na Europa não são mais acessíveis apenas por terem cruzado as fronteiras nacionais. Muitos obstáculos permanecem. No entanto, a autêntica hospitalidade cristã, sem intenção manipuladora, tem sido uma porta de entrada para a fé. Uma frase ecoou repetidamente: "O Evangelho chega primeiro pela mesa, depois pelo púlpito."

Isso representa um grande desafio para as igrejas evangélicas na Europa, especialmente em contextos pós-coloniais como Portugal ou Espanha. Abrir espaço para o outro, para o diferente, é mais do que um ato de tolerância — é um ato de fé.

Quando abrimos nossas casas e igrejas para aqueles que não creem como nós, estamos participando da missão do Deus Trino, que acolhe, ouve e se revela ao longo do caminho.

Caminhando com Deus

Três quartos do Evangelho de Lucas se passam na estrada. Jesus cura na estrada, ensina na estrada, chama na estrada. A missão não é um evento, mas um estilo de vida em movimento. Uma espiritualidade enraizada no discipulado, não meramente no pertencimento institucional.

Em minha pesquisa sociológica, estudei como as igrejas evangélicas oferecem espaços emergentes de sociabilidade para aqueles que se sentem excluídos pela sociedade acelerada (como descreve Hartmut Rosa) e pelo individualismo moderno.

Esse tipo de comunidade também é o que muitos migrantes não europeus buscam: um lugar de pertencimento, significado e conexão.

O desafio proposto pelo COMIBAM 2025 é claro: a missão é agora. E está aqui. Não é mais apenas "até os confins da Terra", mas também no prédio ao lado, na escola dos nossos filhos, na rua por onde andamos todos os dias. Se não formos, perdemos o passo e o ritmo com Deus.

Conclusão: Levante-se, veja e aja

Há um mover de Deus acontecendo em regiões que antes víamos como "difíceis". O Espírito Santo não é impedido por geopolítica, doutrinas ou traumas históricos. Ele continua a soprar onde quer.

Cabe a nós discernir os tempos, afinar os ouvidos e nos erguermos como Igreja para caminhar com o Deus que se move. Que nossa teologia não seja um álibi para a paralisia. Que nossa ortodoxia não nos impeça de amar concretamente.

E que a nossa fidelidade seja como a de Urias, leal até o fim, mesmo que ninguém veja, mesmo que ninguém nos aplauda. Pois o verdadeiro reconhecimento vem de Deus, o Senhor da missão.


Traduzido a partir de https://evangelicalfocus.com/world/31188/the-same-mission-for-a-church-on-the-move-learnings-from-the-comibam-2025-congress


domingo, 27 de janeiro de 2013

MissioBlogs – Os conteúdos de 10 blogs evangélicos de informação missionária, reunidos num único aplicativo para seu celular



MissioBlogs – Os conteúdos de 10 blogs evangélicos de informação missionária, reunidos num único aplicativo para seu celular, tablet ou smartphone!

O aplicativo gratuito MissioBlogs reúne os conteúdos de 10 blogs missionários diferentes. São notícias, estudos, artigos, imagens, testemunhos, materiais para download e muito mais. Os blogs são: Veredas Missionárias e Equattoria, de Sammis Reachers; Missões e Adoração, de Gilson Moura; Visão Missionária e Curiosidades e Culturas, de Valmir Barbosa; Celeiro Missionário, de Vilma Pires; Uma Visão Missionária, de Patrícia Telles; Compaixão pelas Almas, de Ana Chagas; Vêde os Campos, de Silvio Araújo; e Vila Missões, mantido pela Igreja Videira em Vila Mariana.

Para baixar o aplicativo, acesse: http://universo.mobi/missioblogs

Ajude-nos a divulgar esta iniciativa de apoio à obra missionária!

*Se algum dos blogs for desatualizado, será substituído. 
**O número de dez blogs deve-se ao fato de o aplicativo suportar apenas dez itens.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sonhos e visões movendo muçulmanos para Cristo

Muçulmano rezando

Jennifer LeClaire
Vários anos atrás, Ali embarcou na peregrinação muçulmana para Meca conhecida como Hajj.
“É claro que quando fui a Meca eu estava indo ali a fim de prestar reverência a Kabba e cumprir os requisitos do islamismo”, recordou ele.
Mas a peregrinação se tornou uma jornada mais espiritual do que ele poderia já imaginar.
“Naquela noite, eu vi Jesus num sonho. Primeiro, Jesus tocou-me a testa com o dedo. E depois de me tocar, Ele disse ‘Você pertence a mim’”, recordou Ali.  
“E então Ele me tocou acima do coração”, continuou ele. “‘Você foi salvo. Siga-me. Você pertence a mim’, disse ele”.
O testemunho de Ali em Meca foi narrado e dramatizado num DVD chamado “More Than Dreams” (Mais do que Sonhos).
“Decidi que não vou finalizar o Hajj, a peregrinação. Qualquer que seja o preço, vou seguir essa voz”, explicou ele.
O filme documenta e dramatiza o testemunho de Ali e vários outros muçulmanos que passaram a crer em Jesus por meio de um sonho ou visão.
“Estamos vendo isso ocorrer em todos os lugares. Estamos recebendo informações de indivíduos que nunca nem mesmo pararam para pensar sobre Jesus como Salvador”, Tom Doyle, do e3 Ministries, disse. “Eles são muçulmanos satisfeitos e estão tendo frequentes sonhos”.
Doyle e sua esposa Joanna levam o Evangelho ao mundo muçulmano. Ele é o autor do livro a ser lançado “Dreams and Visions: Is Jesus Awakening the Muslim World?” (Sonhos e Visões: Jesus Está Despertando o Mundo Muçulmano?).
“Penso que nosso Deus é um Deus justo, que Ele é justiceiro e imparcial, e pessoas estão buscando e não sabem aonde ir”, disse Doyle.
“Talvez elas não tenham uma Bíblia, talvez não haja um missionário na vila delas”, disse ele. “Mas Ele de algum modo fará o Evangelho chegar a elas”.
O fenômeno de sonhos e visões tem vindo à tona em todo o mundo muçulmano, desde a Indonésia até o Marrocos.
“Na igreja se você perguntar quantas pessoas vieram a Cristo, 80 por cento dirão: ‘Eu O vi num sonho’” certa mulher na Ásia central disse para a CBN News. A identidade dela está sendo protegida por razões de segurança.
Uma amiga cristã a desafiou a pedir que Deus falasse pessoalmente com ela.
“Foi então que decidi pedir a Ele”, disse ela. “No dia seguinte… em meu sonho vi Jesus… e decidi me entregar a Ele”.
Hazem Farraj é o apresentador de “Reflections” (Meditações), um programa via satélite para muçulmanos. Ele disse que muitas vezes recebe comentários da audiência falando sobre sonhos e visões.
“Uma mulher casada me escreveu… ela disse: ‘liguei o televisor e ali estava você… as palavras que estavam saindo de sua boca tinham tanta paz que adormeci’”, recordou Farraj.
“Ela disse: ‘Quando cai no sono, acabei tendo uma visão de Jesus e eu vi o Senhor’”, continuou ele. “Ela disse: ‘Logo que olhei eu sabia que Cristo era o sacrifício, o Filho de Deus”.
Doyle disse que o sonho ou visão é geralmente o começo, não o fim, da conversão de um muçulmano.
“Ninguém vai dormir como muçulmano para acordar como cristão, mas essas experiências sobrenaturais estão derrubando as barreiras falsas que são inerentes ao islamismo”, explicou Doyle.
O casal Doyle disse que debaixo da revolução atual no Oriente Médio, está havendo um terremoto espiritual.
“Quando o mundo político e espiritual dentro do islamismo ferve, cara, o Espírito Santo se move com mais poder ainda”, disse Joanna.
“Este é o tempo em que corações estão abertos, pessoas estão desesperadas, governos estão mudando”, o marido dela acrescentou. “Os alicerces de todos têm rachaduras imensas e Jesus é a resposta que pode entrar e preencher essa necessidade”.
Muitos missionários veteranos para o mundo muçulmano dizem que sonhos e visões, junto com a televisão via satélite, estão levando os muçulmanos a conhecer Jesus em números sem precedentes.
Eles acrescentam que mais muçulmanos estão vindo a Jesus do que em qualquer outro tempo na história de 1.400 anos do islamismo.
O casal Doyle quer que os cristãos no Ocidente se unam a essa revolução espiritual.
“Nem todo mundo pode ir ao Oriente Médio. Mas todos podem orar”, disse Doyle.
“E nenhum governo, nenhum líder pode bloquear a intercessão no mundo inteiro”, disse ele. “Por isso, precisamos orar crendo que Deus continuará a avançar o Evangelho até os confins da terra”.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Dreams, Visions Moving Muslims to Christ

domingo, 4 de dezembro de 2011

INFORMAÇÃO DE INTERESSE MISSIONÁRIO: Leia os últimos 40 posts do blog Equattoria


Imagens Cristãs de uso livre

Amigos leitores, convidamos-lhes a ler os últimos artigos publicados no blog EQUATTORIA. Informações de interesse missionário e geral, neste que é um blog complementar ao VEREDAS MISSIONÁRIAS.

Índia: Avanço, mas não de tigre. De elefante



VIAGENS - O que fazer se você perder o voo



HealthMap – Alertas de focos e epidemias no mundo



Arquivos Abertos do Sudão


DICA DE VIAGEM: Embalagens que comprimem suas roupas e aumentam o espaço de armazenamento de suas bagagens

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MISSIONÁRIOS: IGREJAS NÃO CHEGAM A UM QUARTO DO MUNDO

Por Michelle A. V. Repórter do Christian PostTraduzido por Amanda Gigliotti

Mais de 25 por cento das etnias (povos não) no mundo, ou cerca de dois bilhões de pessoas, não foram representados na Conferência Lausanne.

Um grupo de povos não alcançados significa que a missão transcultural é necessária para uma pessoa do grupo ouvir o Evangelho, porque eles não conseguem encontrar pessoas dentro de seu grupo étnico para compartilhar com eles a boa notícia.

Os chefes de missão, na quarta-feira, disseram que o obstáculo mais difícil a superar para alcançar os povos não alcançados é a obediência da Igreja. Eles falaram na sessão de multiplex Lausanne.”

Um vídeo apresentado no início da sessão, destacou que apesar do fato de que 86 por cento de Muçulmanos, Hindus e Budistas, não conhecem pessoalmente um seguidor de Cristo, 90 por cento dos missionários vão para regiões "cristianizadas," de acordo com o World Christian Database.

"Em meus 14 anos trabalhando com os Muçulmanos, mobilizando as Igrejas na Coréia, eu vim a perceber que os Muçulmanos não têm faltado com pessoas para Deus, mas para o povo de Deus," disse Henry Lee, líder da missão em Seul, Coréia do Sul, e parte do Ethne to Ethne (grego pessoas para as pessoas), uma rede missão global focada em obter o evangelho a grupos de pessoas não alcançadas.

Kent Park, presidente da Missão norte-americana para Povos Não Alcançados, explicou por que as Igrejas não compartilham o Evangelho com grupos de pessoas que precisam ouví-lo.

"A Igreja da Indonésia, por sua própria confissão, disse que nós os temos ignorado (grupos de pessoas não alcançados na Indonésia), porque não queríamos pagar o preço, ficamos com medo, nós não pensamos que iria funcionar, nós não pensamos que iria dar certo. É isso que significa ser alcançado."

Arychiluhm Beyene, que já trabalhou no campo de missão nos últimos 15 anos, incluindo seis anos com as pessoas mais difíceis na Somália, contou uma história comovente de um homem "assustador" somali que se converteu ao Cristianismo do Islã.

Depois que o homem somali se converteu, ele contou Beyene, "Quando você olha para nós de fora, com nossa longa barba, com a boina, e a jalabiya (roupas tradicionais soltas usadas por alguns homens da Somália), somos assustadores. Mas eu só quero te dar garantia, não pare de contar as boas novas. Apesar de parecer assustador a partir do exterior, nosso interior está procurando a verdade."

Durante a sessão de pessoas desaparecidas, um líder da missão Africana também falou sobre a desconexão entre o que ele vê entre o que é ensinado aos Cristãos Africanos e como eles vivem suas vidas.

Embora a África atualmente tenha a maior taxa de crescimento Cristão no mundo, também tem os maiores níveis de HIV, conflitos, pobreza e corrupção, disse Peter Tantal, o diretor regional da África do Sul de Ethne to Ethne.

Em 1900, havia 8 milhões de Cristãos na África. Hoje, há 500 milhões de Cristãos na África e em alguns países 90 por cento ou mais da população é cristã.

"O desafio diante de nós é como uma Igreja, apesar de ter crescido tanto, precisamos ensinar às pessoas o que significa viver como povo de Deus," disse Tantal.

O Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial, também conhecido como Cape Town 2010, atraiu mais de 4.000 líderes cristãos representando mais de 190 países para a conferência Cape Town, África do Sul. A conferência foi fundada pelo evangelista americano Billy Graham em 1974, em Lausanne, na Suíça, para trazer junto ao corpo de Cristo global para a evangelização mundial.

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Painel de representantes regionais de Ethne para Ethne, uma rede de missão focada em grupos de pessoas não alcançadas, na sessão de multiplex: The Unserved 'One-Fourth World,' na Conferência Lausanne III, na quarta-feira, 20 de outubro de 2010, em Cidade do Cabo, África do Sul.

http://portuguese.christianpost.com/

via blog http://paginasmissionarias.blogspot.com

sábado, 13 de agosto de 2011

Cristãos levam esperança a crianças indianas

Crianças convertidas levam seus pais a Cristo



Cristãos levam esperança a crianças indianas
A Índia é o lar de uma das maiores populações analfabetas do mundo. Quase metade da população indiana, mais de 463 milhões, tem abaixo de 20 anos, o que significa que estas crianças serão membros da maior democracia do mundo.

A maioria dessas crianças é muito pobre. Suas famílias ganham menos de US $ 1,25 por dia. Quarenta por cento delas estão desnutridas. Como resultado da pobreza típica, a Índia também tem o maior número de crianças que trabalham, a maioria das quais vivem em vilas e favelas urbanas. 

"Esta é a pobreza sistêmica.  É também uma estrutura muito abusiva socialmente. Aqueles nas castas superiores olham para baixo sobre as castas mais baixas e consideram-nos menos do que humanos, o que faz com que essas crianças sejam de uma população vulnerável.  As crianças pobres, bem como suas famílias, são consideradas commodities. É por isso que acontece o tráfico", disse Dave Stravers, da Missão Bíblica Clube da Criança.

A questão do tráfico de seres humanos ganhou mais atenção nos últimos tempos, de acordo com Stravers.  "Há realmente uma espécie de movimento a partir da Índia para destacar o abuso de crianças. No entanto, até que haja uma mudança interna, esse tipo de condições sombria ameaça sobrecarregar as pessoas com desesperança”.

Crianças levam pais indianos a Cristo

É por isso que a Índia conta com a Missão Bíblica Clube da Criança (chamada de "Clubes de Desenvolvimento Infantil" na Índia).  "Nós treinamos os trabalhadores de igrejas cristãs locais que querem ministrar a essas pessoas pobres nas vilas e bairros que normalmente não têm uma igreja", explica Stravers.
Sob a atenção amorosa de seus professores voluntários, os sonhos de meninos e meninas da Índia estão mudando, e eles estão descobrindo a alegria em Jesus.  "Nós achamos que uma grande maioria iria apenas orar para receber a Cristo e parar de adorar ídolos, mas eles realmente testemunham a seus pais. Eles são os melhores evangelistas do mundo, e literalmente milhares de pais estão vindo para Cristo a cada ano".

Cristãos da Índia estão aguardando a oportunidade de apresentar o Clube Infantil da Bíblia em suas comunidades.  "Temos um programa de treinamento formal para eles. Nós fornecemos materiais de aula, com alguns jogos e equipamento esportivo - tudo que eles precisam para 40 crianças em sua comunidade", explica Stravers.  

A missão entra nas comunidades através de um programa de 10 dias.  Nos clubes, as crianças gostam de músicas, paródias e jogos, ouvem histórias da Bíblia, memorizam as Escrituras, descobrem um Salvador amoroso, e aprender a orar.

Nessa introdução é necessário a participação de alguém que conhece a comunidade e de mais um residente local.  "Nossa equipe não leva os Clubes da Bíblia. Estamos lá para capacitar e fornecer recursos para locais voluntários cristãos de toda a Índia", diz Stravers. 

domingo, 12 de junho de 2011

O crescente desinteresse brasileiro por missões




“Todo cristão que não é missionário, é um impostor”
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Apesar de numerosas iniciativas, participação missionária de Igreja brasileira está muito aquém do potencial.

Na mesma época em que se projetava um desenvolvimento glorioso para a economia nacional – o chamado “milagre econômico” dos anos 1960 e 70 –, outro setor do país, a Igreja Evangélica, também experimentava tempos de intensa euforia. Abarrotadas de jovens atraídos por uma mensagem cristã atenta aos seus anseios, as congregações faziam planos dourados para o futuro. A ideia geral era transformar o país no celeiro da obra missionária global. Difícil era encontrar igreja que não tivesse um departamento de missões e planos de enviar obreiros para ganhar o mundo para Cristo. A mensagem escatológica, então em alta nos púlpitos, era uma só: pregar o Evangelho a toda criatura, a fim de que o Senhor voltasse depressa. Organizações missionárias surgiam a cada dia, atraindo gente que desejava dedicar a vida à boa obra.
No entanto, neste início da segunda década do século 21, o que se nota é que, se tudo não passou de mero entusiasmo – e números vigorosos da presença missionária brasileira mostram que não –, a situação atual é bem diversa daquela que a geração anterior projetou. Missão rima com visão e ação, e as duas palavras andam bem distantes da maioria das igrejas evangélicas brasileiras, segundo especialistas em missiologia. Mesmo com o acelerado crescimento numérico dos que professam a fé evangélica no país, que seriam quase 20% dos brasileiros de acordo com projeções baseadas em dados oficiais, o envolvimento dos crentes nacionais com a obra missionária, em todas as suas instâncias – seja social ou evangelística –, segue a passos bem mais lentos que o possível.

O conhecimento das demandas missionárias é exposto em cada campanha ou congresso. Testemunhos são derramados nos púlpitos, levando a muita comoção e decisões pessoais. Passado algum tempo, contudo, os compromissos assumidos por um maior envolvimento com a obra de evangelização e intervenção social se esfriam e a missão de alcançar o mundo com o amor de Cristo fica a cargo dos missionários de carreira – isso quando obreiros enviados não são simplesmente esquecidos no campo. “Infelizmente, o jargão de que cada cristão é um missionário está sendo esquecido. A ênfase em muitas igrejas é pelo crescimento da congregação local”, atesta o professor Diego Almeida, docente do mestrado em missiologia do Seminário de Educação do Recife (PE). “O serviço acaba concentrado nas mãos de profissionais.”
Para o pastor José Crispim Santos, promotor setorial da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira (CBB) – uma das maiores organizações missionárias do mundo, com mais de 600 obreiros no campo –, a Igreja brasileira está bem inteirada acerca dos desafios missionários da atualidade, mas as ações ainda não são suficientes para o tamanho deles. “Há muitas agências missionárias divulgando o tempo todo, além da mídia que noticia fatos que demonstram o sofrimento humano, físico e espiritual ao redor do planeta. Nossa avaliação é que, diante deste cenário de grande carência espiritual, a Igreja tem dado sua contribuição – entretanto, isso é insuficiente, quando a missão é, de fato, tornar Cristo conhecido em toda a Terra”.
DISCURSO E PRÁTICA
O que parece evidente na paradoxal situação da Igreja brasileira, um contingente com enorme potencial humano e financeiro, mas pouco utilizado quando o assunto é o “Ide” de Jesus, é que a miopia missionária passa pela liderança – uma barreira difícil de ser transposta, conforme relatado por gente que trabalha em ministérios e departamentos específicos. Essa tendência à inação, alimentada pela valorização de outras prioridades, acaba contaminando o rebanho. Quando a visão do líder não passa das paredes do templo, dificilmente a igreja desenvolve alguma intervenção importante, até mesmo em sua comunidade. “De fato, quando o dirigente tem visão e é entusiasmado com a obra missionária, a igreja tende a acompanhá-lo. Da mesma forma, o inverso é verdadeiro. Entretanto, há algumas exceções; quando a igreja possui promotores de missões, esses batalhadores realizam verdadeiros milagres”, continua Crispim.
Acontece que a própria estrutura de funcionamento das igrejas, muitas vezes baseado em decisões de poucas pessoas, quando não apenas de um líder centralizador, torna ainda mais difícil o convencimento de que a missão é de toda pessoa que um dia recebeu a Cristo como Salvador. “Dentro do atual quadro religioso brasileiro, creio que o nosso exacerbado clericalismo é um enorme obstáculo para uma compreensão e prática da obra missionária em termos de missão integral”, atesta o professor de teologia e história eclesiástica da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, Paulo Ayres. Mas as barreiras para se desenvolver uma ação missionária mais eficiente, ainda que possam nascer no clero, também são agravadas pelo perfil do crente contemporâneo. “Hoje, grande parte dos membros de nossas congregações é constituída mais por assistentes passivos e clientes em busca de produtos religiosos do que irmãos e irmãs na fé com forte compromisso e prática missionárias, especialmente em suas atividades cotidianas no mundo secular onde vivem e trabalham”, avalia o religioso, que é bispo emérito da Igreja Metodista do Brasil.

No seu entender, a Igreja tem utilizado estratégias equivocadas (ver abaixo). Por outro lado, Ayres lembra que é muito mais cômodo terceirizar o compromisso missionário do que executá-lo pessoalmente, ainda que a missão específica possa ser realizada no próprio bairro onde se reside. “É mais cômodo contribuir para enviar um missionário ao Cazaquistão ou a Guiné-Bissau do que ir pessoalmente, no poder do Espírito Santo, trabalhar como voluntário no Piauí ou na Cracolândia, em São Paulo, ainda que seja por um curto período de tempo, como evangelista, obreiro com crianças, dentista ou trabalhador social”, comenta. Assim, além da omissão do Corpo de Cristo por falta de conhecimento ou disposição, a Igreja corre riscos de ter seu trabalho missionário hipertrofiado à medida em que se transmite toda a responsabilidade do serviço cristão para as agências especializadas – um problema acentuado principalmente em comunidades de fé ligadas a grandes associações missionárias.
MOBILIZAÇÃO
Do tripé normalmente exposto nos eventos temáticos de missões (“contribuir, orar e ir”), em geral só se desenvolve mais efetivamente o primeiro, e ainda assim em patamares muito abaixo do que as igrejas poderiam fazer. Um levantamento feito Missão Horizontes apontou que o investimento médio per capita  do crente brasileiro em missões durante um ano inteiro é menor do que o preço de uma latinha de Coca-Cola – algo em torno de irrisórios R$ 2,50.  Para o missionário e pastor batista Ricardo Magalhães, que atua em Portugal a serviço da Missão Cristã Europeia ao lado da mulher e também obreira Priscila, a escassez de investimento no setor missionário está mais atrelada à falta de visão do que de recursos. “De maneira geral, a Igreja brasileira não tem problemas com finanças, porque ela sabe se mexer para gerar fundos quando quer e para o que quer. E isso, quando se sabe que não há falta de pessoas querendo ir aos campos: inúmeros missionários só aguardam recursos para ir”, completa. Assim, o aspecto da oração, sem a visibilidade e sem o apelo de outros ministérios da igreja, fica naturalmente reduzido a pequenos grupos.
De olho na mobilização da igreja para orar, uma das ações das diversas organizações missionárias é publicar sempre em seus boletins os motivos de intercessão nos campos, pelos missionários e pelos desafios a serem superados. A JMM já utiliza até mesmo mensagens de SMS para pessoas cadastradas, que recebem torpedos com pedidos urgentes de intercessão. Já o terceiro passo, o de ir, é o maior desafio. Seja para pequenas viagens missionárias ou para partir definitivamente rumo ao campo, entre o desejo, o chamado, a preparação e a missão há de fato uma longa trajetória geralmente não concluída. Não são poucos os casos de vocações que se esfriam até mesmo dentro dos seminários, ou de leigos envolvidos com a obra serem sufocados com o ativismo religioso. É gente bem intencionada que acaba direcionando seu tempo, recursos e esforços mais para dentro do que para fora da igreja.

“As comunidades evangélicas têm caído em um dos dois extremos: ou elas se fecham a um diálogo com a sociedade ou se abrem excessivamente para uma vontade popular, abraçando um discurso econômico de prosperidade”, sustenta o missionário Alesson Góis, da Igreja Congregacional, que coordena o ministério independente Vidas em Restauração (VER). “O mundo não precisa de um cristianismo pregado, mas vivido. Todo cristão que não é um missionário é um impostor, pois é muito egoísta receber toda a graça e amor de Deus e não compartilhá-los com o próximo”. Envolvendo cerca de 60 jovens de diversas denominações, entre batistas, presbiterianos, congregacionais e membros de igrejas diversas como a Assembleia de Deus e a Sara Nossa Terra, o ministério se encontra todos os sábados no Parque Treze de Maio, no centro do Recife. Os jovens se reúnem como uma roda de conversa, mas sem se caracterizar como uma liturgia ou como uma extensão da igreja institucional. “Muita gente se surpreende pelo fato de sermos cristãos e conversarmos com eles sem forçar a barra para que se convertam”, comenta Góis.
PRESENÇA NOTADA
Para o missionário e pastor presbiteriano Ronaldo Lidório, parte da frustração de setores da Igreja vem justamente daquela expectativa superestimada em relação ao seu papel na evangelização do mundo, que acabou não se concretizando: “Pensamos que rapidamente encontraríamos uma veia missionária comparada à da Coreia do Sul, o que ainda não aconteceu”, reconhece. Mesmo assim, ressalva, existe um outro lado. “Creio que corremos perigo ao focarmos somente nas negligências. É certo que a Igreja nacional caminha com bons passos”. Ele cita como exemplo a presença evangélica em povos indígenas, setor no qual seu trabalho é respeitadíssimo. Além de ter vivido por dez anos entre o povo konkomba, de Gana (África), ele agora está envolvido com o Projeto Amanajé, de evangelismo e assistência a indígenas na Amazônia . “A Igreja atua em 182 etnias indígenas e coordena quase 260 programas sociais entre esses povos”, enumera. “Além disso, comunidades ribeirinhas, até pouco tempo esquecidas pelas igrejas, hoje contam com dezenas de programas cristãos, tanto de evangelização como de ação social.”
Lidório destaca ainda o trabalho de organizações regionais, como a Juventude Evangélica da Paraíba (Juvep), que tem plantado igrejas e centros de atendimento popular pelo Nordeste. “O sertão hoje possui menos da metade das áreas não evangelizadas em relação ao quadro de 15 anos atrás, e essa mobilização se deu a partir de iniciativas como a Juvep e outros programas dedicados aos sertanejos”. Já na área transcultural – a mais conhecida e romantizada do trabalho missionário, que envolve a figura clássica do obreiro que larga sua terra para pregar o Evangelho num canto qualquer do mundo –, Lidório garante que as igrejas e agências brasileiras também marcam presença. “Jamais tivemos tantos missionários no exterior como em nossos dias, e não é incomum encontrarmos hoje brasileiros ocupando posições de liderança em equipes e missões na África e na Ásia”, informa. Pelas estatísticas disponíveis, hoje atuam cerca de 2,3 mil missionários brasileiros no exterior, espalhados por mais de 50 países. “A Igreja brasileira é uma das maiores representações de ações missionárias na atualidade, embora o número de obreiros e de ações missionárias seja realmente bem menor do que poderia e deveria ser”, conclui Ronaldo Lidório.
No entender do especialista em missiologia Diego Almeida, ministérios como o VER têm se tornado cada vez mais comuns, não somente no Brasil, mas em diversos países. “Quando a Igreja não investe nos vocacionados, eles se preparam por conta própria”. Foi justamente o caso da estudante de psicologia e funcionária pública Quésia Cordeiro, de 23 anos. Após decidir dedicar-se às missões após os congressos temáticos de que participou, ela não recebeu nenhum suporte para dar os passos seguintes na preparação. “Não recebi nenhuma capacitação os discipulado. Tive que correr atrás para manter a chama acesa”, conta a jovem. Com conhecimento próprio, ela constata: “O despertamento para a obra missionária não é uma coisa contínua, mas pontual, restrita a conferências e eventos.” Para Almeida, mesmo que as igrejas não mostrem a Palavra de Deus, ela acaba se cumprindo de outras formas – “O triste é ver que a instituição criada para apresentar Jesus ao mundo não faz parte desse processo”, lamenta o professor.
“Nossa missão é implantar o Reino de Deus”
Para o bispo Ayres, entender missões como mero proselitismo é atitude reducionista.
Especialista em missiologia, tendo atuado como evangelista em Portugal e no Nordeste brasileiro, Paulo Ayres é hoje bispo emérito de sua denominação, a Igreja Metodista, e professor de teologia e história eclesiástica. Ele falou com CRISTIANISMO HOJE sobre o panorama evangélico brasileiro em relação à missão integral da Igreja.

CRISTIANISMO HOJE – Ao mesmo tempo em que a Igreja brasileira cresce numericamente, o conhecimento e envolvimento com missões parece decrescer a cada geração. Por quê?
PAULO AYRES – O crescimento numérico do povo evangélico brasileiro, em minha opinião, não tem sido acompanhado de um maior compromisso missionário em todos os campos da vida brasileira que reclamam um eficaz testemunho evangélico. As igrejas evangélicas brasileiras, em sua maioria, têm uma visão reducionista sobre o que é missão, entendendo-a mais em termos de evangelismo visando à conversão individual. Outras dimensões missionárias, como o serviço cristão aos necessitados, o ensino na doutrina dos apóstolos, o testemunho público do Evangelho, a ética e a moral cristãs (a práxis do Evangelho), ou até mesmo o culto, ainda que consideradas como importantes por algumas igrejas, acabam, na prática missionária, sendo somente – quando muito – andaimes secundários para a conversão individual.
Qual o resultado prático desse panorama?
Essa visão reducionista faz com que missão seja entendida e praticada mais como estratégias para conquistar almas para Cristo do que realmente levar à frente o objetivo de sinalizar a presença do Reino de Deus no mundo. Daí a obsessão pelo crescimento numérico das igrejas – melhor dizendo, das denominações – a qualquer custo, mesmo em detrimento dos valores maiores do Evangelho. É por isso que o crescimento numérico dos evangélicos brasileiros, apesar da extraordinária transformação na vida pessoal de milhões de pessoas, não tem causado maior impacto transformador em nossa sociedade.
O que fazer para mudar esse quadro de crescimento sem transformação social?
Creio que precisamos, com urgência, de uma nova reforma no evangelismo brasileiro, que deverá ter como seu centro a compreensão e a prática da missão como obra de Deus na implantação do seu Reino entre nós. Se deixarmos de lado a obra humana forjada nas regras do mercado e da exacerbada competição institucional entre as igrejas, contribuiremos para a construção de uma sociedade com alto padrão espiritual e ético, segundo a maneira de ser exposta por Jesus no Sermão do Monte.
Presença missionária brasileira
2.300 é o número aproximado de missionários brasileiros no exterior
50 são os países onde eles atuam
600 deles são ligados à Junta de Missões Mundiais da CBB

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