domingo, 18 de março de 2012

Tradução bíblica - "Filho de Deus"


Ronaldo Lidório

Um dos movimentos missionários de maior relevância na história do Cristianismo tem sido a tradução e distribuição da Bíblia para um número crescente de línguas, inclusive aquelas minoritárias.

Dentre diversas iniciativas que atuam com tradução bíblica, a Wycliffe/SIL tem sido uma das frentes de maior competência técnica, zelo teológico e produção de traduções, versões e adaptações da Bíblia, motivo pelo qual louvamos a Deus.

Recentemente surgiram textos na web sugerindo que a Wycliffe/SIL, e organizações parceiras, estariam substituindo ou omitindo os termos “Pai”,
“Filho” e “Filho de Deus” em suas traduções bíblicas, bem como outros termos “familiares” na Palavra, com a finalidade de tornar o texto bíblico mais palatável para outros grupos religiosos.

É preciso esclarecer que a Wycliffe/SIL possui grande zelo pela Palavra, bem como rigor teológico, e já posicionou publicamente que não compactua com qualquer tentativa de omissão ou substituição dos termos bíblicos em suas traduções. Um site da Wycliffe/SIL está tratando especificamente deste assunto, com atualizações periódicas: http://www.wycliffe.org/SonofGod.aspx.

O texto e link abaixo possuem também declarações importantes que nos ajudarão a perceber a posição oficial e também de trabalho da Wycliffe/SIL.

Sobretudo oremos para que este assunto não venha causar estragos irreparáveis em diversos projetos em andamento, e outros que devem ser iniciados. Oremos para que, à semelhança do que o Senhor fez com José, Ele transforme o mal em bem. E que o movimento missionário evangélico mundial seja de alguma forma fortalecido, e cresça, para a glória de Deus.

Em Cristo Jesus,

Ronaldo Lidório

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SIL responde a falsas acusações

É verdade que a SIL apoia a remoção dos termos "Filho de Deus" e "Deus Pai" em traduções das Escrituras? Não!

(Janeiro de 2012) Em resposta às recentes acusações públicas, a SIL reafirma enfaticamente que ela não apoia a remoção dos termos divinos familiares "Filho de Deus" ou "Deus Pai", mas exige que a tradução das Escrituras comunique uma clara compreensão destes termos.

Sem reservas, a prática da SIL na tradução das Escrituras é a utilização de textos que comunicam com precisão ao público-alvo a relação de Pai pela qual o próprio Deus quis descrever sua relação com seu Filho, Jesus Cristo, como afirmam as línguas originais das Escrituras. A SIL afirma a eterna divindade de Jesus Cristo e insiste que esta qualidade seja preservada em todas as traduções.

A SIL agradece pela assistência de todos os interessados no processo de desmentir a falsidade de ela “apoiar a remoção dos termos divinos familiares". As campanhas de desinformação podem ser prejudiciais se não forem contestadas, portanto a SIL incentiva os leitores a dedicarem algum tempo à investigação da informação errada já publicada alhures. Sinta-se à vontade para acessar o seguinte link para uma página que explica a posição da SIL e outras páginas que se referem a esta informação.

Outros links de interesse

Declaração de práticas de tradução de termos familiares divinos na Bíblia
A SIL International é uma organização baseada na fé, sem fins lucrativos, que serve comunidades linguísticas pelo mundo inteiro e ajuda-as a aumentar a sua capacidade para o desenvolvimento sustentável da linguagem. Os meios empregados são principalmente a pesquisa, a tradução, o treinamento e o desenvolvimento de materiais. A SIL facilita a tradução das Escrituras em contextos em que tal atividade se enquadra no escopo do trabalho conforme os acordos assinados pela entidade, e onde a tradução de textos das Escrituras foi identificada como um recurso necessário para o desenvolvimento espiritual dos membros da comunidade. As metas de tradução para cada idioma são determinadas em estreita interação com as respectivas comunidades e agências parceiras. Assim, a tradução das Escrituras não é sempre incluída nos serviços da SIL na área de desenvolvimento linguístico.

terça-feira, 13 de março de 2012

MISSIOLOGIA: O QUE É ISSO?


Várias são as definições de missiologia.Uma delas é que missiologia é "a ciência ou estudo de missões".
Já Orlando Costa acerca de missiologia diz que é "a crítica sobre a práxis da missão que interpreta e questiona o passado e o agora da fé, buscando e se projetando para o futuro a fim de corrigir, fortalecer, suster ou totalmente mudar o desempenho missionário da igreja".
Há ainda uma definição sugestiva da parte de Verkuyl:"é o estudo das atividades salvíficas do Pai, Filho e Espírito Santo através do mundo, orientadas para trazer o reino de Deus à existência".
A Missiologia é uma ciência interdisciplinar. Abrange disciplinas bíblicas, teológicas e históricas, a ética, a hermenêutica, a ciência da religião e ainda disciplinas seculares como a antropologia, a sociologia, a estatística e a comunicação. A missiologia emprega cada uma destas, a fim de refletir sobre a identidade e tarefas missionárias da igreja em dado momento histórico e cultural.
A missiologia ajuda a igreja e o missionário a levar em conta o seu contexto missionário, de tal modo que o evangelho seja transmitido mais claramente em relação a audiência e mais fielmente em relação a Deus. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ele Foi Onde Ninguém Queria Ir



Adilton Campos

Missionário entre povo Gavião-RO


“E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Chegou, pois, a uma cidade samaritana…” João 4:4,5b

O povo samaritano era desprezado por aqueles que viviam à sua volta, os judeus, que os odiavam e os desprezavam. Muitas vezes quando os judeus precisavam viajar até a província da Galiléia, davam uma volta passando pelas margens do rio Jordão, para não passarem por Samaria.


Mas um dia Jesus, que era judeu, rompe a barreira da separação e da discriminação e vai até Samaria. Ele foi até aquele povo que outrora era desprezado e esquecido. Movido pelo amor às almas perdidas e também pelo fato de que Ele; “veio para o que era seu, e os seus não o receberam” João 1:11. 


Lá Jesus encontra a mulher samaritana e se revela a ela como o Messias e Salvador do mundo. Ela e muitos outros crêem nele. Ele foi aceito pelos samaritanos que creram Nele, por quê? Porque ele resolveu ir ao seu encontro, e porque decidiu romper aquelas barreiras que os separavam.


Amados irmãos, nós também vivemos rodeados por um povo que, muitas vezes, é discriminado, desprezado e odiado; é o povo Indígena. Assim, como Jesus fez, precisamos romper toda e qualquer barreira que nos separam, motivados pelo amor e o desejo de levar o conhecimento do Filho de Deus, Jesus Cristo, a todos aqueles que ainda não o conhecem.


É triste saber que 103 tribos indígenas vivem sem presença missionária. Como podemos dizer que o Brasil é uma nação evangelizada, se há tantos aqui ainda não alcançados? Não é justo que muitos ouçam de Cristo muitas vezes, enquanto outros nada sabem dEle. Será que isso não incomoda seu coração? Até quando eles vão esperar? Por isso Jesus falou: “Erguei os vossos olhos e vedes os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35).


Recentemente ouvi de um cacique de uma tribo de Rondônia que estava clamando por missionários para irem falar de Cristo para o seu povo, e a realidade é que não há obreiros para atender esse clamor. Queridos, vamos nos despertar e realizar a obra para a qual Ele nos chamou! Vamos levar as Boas Novas de Salvação!

domingo, 4 de março de 2012

FAÇA E APOIE A OBRA MISSIONÁRIA EM DESTERRO-PB COM A AMIVA



Pr Sergio Rezende

Amados, somos uma organização missionária registrada no (Cnpj 09.359.806/0001-45) AMIVA e estamos em pleno desenvolvimento realizando ações missionárias de forma integral na região Sul e Nordeste do nosso país. Nossa filosofia de trabalho é apoiar a igreja local nestas regiões através de cursos, seminários,  conferências missionárias,  desenvolvimento comunitário através do Projeto Rally da Misericórdia e a Escola Itinerante de Missões que busca a formação de vocacionados para a obra missionária dando assim continuidade na evangelização do sertão nordestino.
Amados, solicitamos um espaço na programação do Culto na igreja local para divulgação desta missão ( Rally da Misericórdia no Sertão Nordestino)   , a fim de encorajar e animar os irmãos (ãs) a buscarem uma vivência missionária de curto prazo na Paraíba, que é  considerado um dos estados menos evangelizado do Brasil.
 
Ficamos no aguardo de seu  contato !
 
Pr Sergio Rezende
E-mail: rally.damisericordia@hotmail.com

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escola de Missões, Teologia e Mestrado e Doutorado em Missiologia

                                       Clique na imagem para ampliar
Para maiores informações acesse: http://www.missaotranscultural.org.br
Informações por e-mail: etnia@etnia.org.br 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Doe uma Bíblia ao povo chileno



Pr. Teófilo Karkle

Estou mandando esta carta que contém uma linda Campanha, aqui do município de Peñalolen – Chile, nos pés da Cordilheira dos Andes, onde estamos trabalhando com irmãos pobres neste inicio de Missão. Peñalolen significa em língua indigena Mapuche: “Penha que Chora”.

Por onde temos andado, visitado e pregado temos visto e apalpado muitas carências. Carências de tudo, de mobílias, de instrumentos, de letreiros, de templos. As igrejas são pequenas e pobres, o povo não tem nem Bíblia, nem o pastor onde estamos hospedados tem sua Bíblia própria, ele está usando uma Bíblia emprestada.

Estamos vivendo uma grata surpresa de ouvir crianças e adolescentes dizerem que somos os primeiros missionários pisando as terras de Peñalolen, que nunca havia havia chegado aqui Missionários brasileiros como nós.

Dá-me vergonha daquelas igrejas brasileiras revestidas de mármore, mas não revestida de amor. Com ar acondicionado centralizado e nós enfrentando uma umidade relativa do ar de 22%, clima deserto mesmo, onde nossa garganta se seca rapidamente e o nosso nariz começa a sangrar. Esse clima é o mesmo da Palestina onde Jesus morava em Belem.

Tanto conforto em certas igrejas, tantas demagogias falando em missão, mas é só da boca pra fora, por que se fosse do coração deixaria gastar dinheiro em algo que já está pronto, para aplicar o dinheiro e o amor, onde está a carência do povo de Deus.

Encontramos na Sociedade Bíblica Chilena, Bíblias populares, ou Bíblias chamadas de Missionárias, no valor de Oito Reais cada uma, só que por este valor temos que comprar uma caixa de 24 Bíblias.

Se tivéssemos quatro caixas dessas teríamos onde doar: aos pobres de Peñalolen como presente de amor, vindo de brasileiros com um coração cristão de verdade, neste ano de 2012.

Uma caixa de Bíblia custa R$ 192,00 reais, isso é um valor onde no Brasil alcançaria comprar duas Bíblias de Estudo ou nem isso, pode que seja um pouco alto o valor, mas imagina, faríamos 24 ou 96 chilenos felizes.

Ajude-nos a colocar a Bíblia na não de muitos adolescentes, ajude-nos a semear a Palavra de Deus entre os pobres de Peñalolen. Depois teríamos 32 municípios mais na grande Santiago, todas com as mesmas carências.

Fale com mais alguém, algum amigo seu, algum pastor, algum empresário que queiram doar estas Bíblias Missionárias, muitas pessoas precisam ter a Palavra de Deus. Muitas vidas conhecerão a Jesus Cristo através deste trabalho.

Como as Bíblias se encontram aqui no Chile, as Doações deverão ser enviadas em Dinheiro na conta abaixo:

Agencia 3078-3
Conta Corrente 18.491-8
Banco do Brasil em nome de Teófilo Karkle.

Finalizo esta carta com muita esperança de que faremos isso para a Gloria de Deus.

Em Cristo Jesus.

Pr. Teófilo Karkle
CENTRO DE ALEGRIA
Escrevamos no nosso e-mail: centrodealegria@hotmail.com
Nós respondemos todos os e-mails que nos chegam.
Veja nossas fotos no Facebook: http://www.facebook.com/#!/Pastorkarkle


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SHOCKWAVE 2012 - Campanha de Oração pela Igreja Perseguida



De 02 a 04 de Março
Shockwave é uma campanha mundial de oração promovida anualmente pelo Underground, o Ministério Jovem da Missão Portas Abertas, em prol da Igreja Perseguida.

Conheça e participe você também!


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Missões: Quem enche o nosso coração?



Pr. Antonio Mendes Gonçales

Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade?” Atos 5.3.

Ananias e Safira protagonizaram o primeiro caso de mentira contra Deus na igreja primitiva. Depois da atitude de amor e desprendimento de Barnabé, surge o casal “manchando” a história da igreja com um comportamento vaidoso e egoísta, valorizando o material em detrimento ao espiritual.

Nesses dois comportamentos antagônicos Deus nos mostra que existem “Igrejas Barnabés” e também “Igrejas Ananias e Safiras”. No que concerne à falta de liberalidade no dar, parece-me que os “Ananias e as Safiras” estão na frente. Olhando para a lista de igrejas que contribuem para as nossas duas agências missionárias, fica claro que se todas as igrejas engajassem o espírito missionário, provavelmente dobraríamos o número de missionários, tanto no Brasil quanto no mundo.

A pergunta de Pedro a Ananias deixa claro que o homem permite que o Diabo encha seu coração. Encha seu coração de críticas para justificar seu amor ao dinheiro e descaso para com a obra missionária. Quando ele não permite que seu coração seja cheio de mentiras, vaidades e egoísmos, ele passa a encarar com responsabilidade, principalmente a obra missionária.

“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”. 1 Co 10.13. A clareza do texto é mais do que evidente. Senão vejamos:

1. A tentação é uma realidade;

2. Deus não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar;

3. Deus vai dar o escape. Veja que Deus nos dá plenas condições de não permitir que o inimigo encha o nosso coração.

Ananias e Safira abriram a entrada dos seus corações para que o inimigo os enchesse. Eles permitiram. A pergunta é pertinente: Porque a obra missionária não é levada a sério por muitos crentes? A resposta é: Porque não ouvem a voz do Espírito e não deixam ser cheios por Ele. Barnabé optou por deixar ser cheio do Espírito e deu para o Senhor o que havia sido prometido, tocado pelo Espírito. Ao passo que Ananias e Safira optaram por deixar que o Diabo enchesse seus corações. Quem está enchendo seu coração?

Pr. Mendes

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sobre o Congresso de Evangelização do Sertão Nordestino, e Bíblias em áudio para os sertanejos


Daladier Lima

Abaixo vocês assistirão a um vídeo de apenas três minutos sobre um projeto extremamente importante: a evangelização do sertão nordestino. É um tema que nos preocupa, já tendo sido abordado de várias maneiras. Inclusive, destacando a inércia da maior denominação evangélica brasileira no assunto. Líderes de diversas igrejas irão promover, de 19 a 23 de março, na cidade de Juazeiro do Norte/CE, um Congresso que buscará estratégias para a evangelização da região. Será lançado um plano de ação para plantar 10.000 igrejas nos 10.000 vilarejos sem qualquer presença evangélica, em dez anos. Setenta e um por cento das cidades menos evangelizadas do Brasil estão no Sertão Nordestino.  Segundo a Ultimato, 182 delas com menos de 1% de evangélicos.

A SBB tomará parte do projeto fornecendo 10.000 cópias em CD da Bíblia, visto que boa parte da população não é alfabetizada. Para isso precisa levantar R$ 100.000,00. Nada de semeadura, é um projeto de gente que se envolve e não anda de jatinho, rsrsrs. Se você quer ajudar:

Banco Bradesco 
Sociedade Bíblica do Brasil 
Agência 3390-1 
Conta Corrente 18.512-4 


Para maiores informações visite o site www.congressosertaonordestino.com.br
Telefone em Juazeiro do Norte: 88 3512-6041
Telefones em São Paulo: 11 4136-4773 e 4204-1176

Parabéns à organização do congresso que teve a excelente ideia de promovê-lo no coração do problema.

  

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Plantando uma roça para Deus



Wilton Dias Silva

“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Sl 126.5-6.

Todos nós sabemos que estamos vivendo na era da informática, da tecnologia ou por que não dizer na era do capitalismo e consumismo sem fronteiras? Em todas as áreas têm sido feitas pesquisas para se descobrir como facilitar e agilizar nosso dia a dia.
Até mesmo dentro de nossas igrejas têm sido usados métodos que buscam resultados fáceis visando encher os bancos, aumentar o número de pessoas e arrecadação financeira; mesmo que para isto tenham que esquecer certos princípios bíblicos determinados não pelo homem, mas sim pelo próprio Deus, a quem dizem estar ‘servindo’! Todos, ou quase todos, buscam resultados rápidos. Queremos ver frutos nos trabalhos. Quantas conversões já houve? Quantos batismos? Quantos estão na classe de catecúmenos? E assim por diante. Acredito que, como filhos de Deus queremos que “…ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.10-11).
Porém, mesmo na era da tecnologia, algumas coisas continuam sendo feitas como há muito tempo atrás, sem a ajuda da informática ou de máquinas. Há ainda muitas coisas sendo feitas que têm que esperar o tempo determinado por Deus!
Quando cheguei ao trabalho entre os Tapirapés, em outubro de 2003, percebi que alguns índios tinham roça. Logo, meu colega Edson Rocha e eu começamos a trabalhar junto com os homens em suas roças. Este tipo de roça é conhecido como roça de toco, pelo fato de ser feita manualmente, sem ajuda de trator ou animais, onde as árvores são cortadas aproximadamente entre 70 cm a 1 m do chão, ficando assim o toco da árvore de pé por muito tempo no local.
Todos nós gostamos de comer os frutos da roça. Mas nem todos sabem como se dá todo o trabalhoso processo para que isso aconteça. Quero então comparar a roça com a Obra Missionária. Normalmente, o trabalho na roça é dividido da seguinte forma: 1ª etapa - a escolha de um local na mata; 2ª etapa a demarcação do local; 3ª etapa início da brocagem (usando facão ou foice): corte dos arbustos, cipós e da vegetação mais fina; 4ª etapa - derrubada das árvores com machado, dois dias depois da brocagem e com as energias recuperadas; 5ª etapa - queima de tudo depois de aproximadamente trinta dias, quando tudo já está seco; 6ª etapa - segunda queima para os galhos mais grossos e algumas árvores que não queimaram direito (são colocados juntos e queimados); 7ª etapa - início do plantio das sementes; 8ª etapa limpeza da roça porque depois das primeiras chuvas vêm as ervas daninhas e é preciso tirá-las, senão acabam sufocando o que foi plantado; 9ª etapa colocação de uma cerca para proteção contra os invasores: veado, anta, cavalo, etc.
Depois de todo este trabalho é que as plantas irão crescer e dar frutos. Só que durante todo este processo acontecem ataques de formigas (de fogo, tucandeiras, etc.), marimbondos, abelhas, mosquitos, muriçocas, piuns, e ainda há o risco de picadas de cobras e escorpiões!
Todos nós missionários, liderança da missão, pastores, igrejas, queremos ver os frutos do nosso trabalho. Daí surgem as perguntas: Quantas conversões já houve? Quantos batismos? Quantos cultos têm por semana? Vocês já têm a Bíblia traduzida na língua indígena? Há quanto tempo estão no trabalho? E assim por diante!
Querido leitor, talvez você esteja enfrentando algumas dificuldades no processo de “construção da sua roça” (ministério), mas é preciso perguntar: em que etapa deste processo estou? Os frutos não surgem na época em que fazemos a broca ou a derrubada. Tanto na Obra Missionária Indígena como em outros ministérios somos atacados por vários insetos (desânimo, problemas de saúde ou emocionais, financeiros, frustrações, perdas, provações, etc), além do risco de sermos “picados” pelas tentações e armadilhas do diabo. Mas é preciso trabalhar! Quero desafiá-lo a juntar-se a nós para plantarmos uma roça para o Senhor, tendo almas como frutos eternos. Como diz a letra de uma música: “Mas quem observa o vento não plantará! Quem olha pras nuvens nunca colherá! E semear parece em vão, e vem do coração a voz: deixa pra lá!”
É Deus que opera o germinar nas vidas e as torna frutíferas, embora muitas vezes tenhamos que semear tendo nossas lágrimas, suor e/ou até mesmo sangue como adubo. Junte-se a nós missionários! Pegue suas ferramentas: facão, machado, enxada, foice (Palavra de Deus, oração, ânimo, coragem, etc.). Preparemos uma roça para o Senhor!

Wilton Dias Silva
Missinário junto a Tribo Tapirapé-MT

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Revista A Colheita - Informações missionárias disponibilizadas gratuitamente



A Revista A Colheita, editada pela Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, é um excelente manancial de informações missionárias, do interesse de todos os envolvidos com Missões, independente de correntes e denominações. Na revista você poderá ler artigos missionários, entrevistas, informações sobre países e povos, e muito mais.
E o melhor é que a JMM disponibiliza as edições de A Colheita para download gratuito.

Clique AQUI para visitar a página de downloads das revistas. E boa leitura!

domingo, 29 de janeiro de 2012

A paciência na obra missionária



Rev. Carlos del Pino
“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e com espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima”  -  Tg 5.7-8
Nos versos 7-12 deste capítulo vemos Tiago tratando das várias dimensões que assume a paciência na vida cristã. Com plena certeza todos cremos que este é um assunto de muita pertinência para os nossos dias, principalmente por vivermos em uma época em que a paciência já não mais é vista como uma virtude que devemos cultivar; antes, vivemos em um momento em que as pessoas querem satisfazer seus egos de forma imediata e a todo custo. Sendo assim, nos propomos a ver, passo a passo, as dimensões da paciência para a vida cristã e para a obra missionária, segundo as palavras de Tiago.
No texto de hoje (5.7-8) o autor nos apresenta o fundamento mais essencial para a paciência: a vinda de Jesus Cristo. Como cristãos sabemos que Cristo voltará, conforme ele mesmo nos prometeu (Mt 24.29-31), para o encontro definitivo e eterno com sua igreja, para o Juízo Final e para o estabelecer o destino eterno de todos os seres humanos. Mas já que não sabemos quando ocorrerá tal evento, não temos alternativa a não ser a de desenvolver a prática da paciência e da espera. Esperar pacientemente, portanto, é uma parte fundamental da vida cristã cotidiana y de sua espiritualidade.
O exemplo do agricultor que, naquele momento da história em uma região muito seca, não tinha outro remédio que aguardar com paciência pelas chuvas para que assim pudesse por sobre a mesa a comida para sua família, demonstra claramente a importância da paciência cristã fundamentando nossa esperança na vinda de Cristo. Si não nutrimos com esperança nossa espera pelo retorno de Cristo, como saberemos esperar pelas outras coisas que estão mais próximas?
Ao não aprender a esperar pacientemente pela ação de Deus, a espera pelas coisas mais próximas que nos rodeiam e que as consideramos importantes, se torna ansiosa e corrosiva. Transforma-se em um grande perigo para a sã paciência que deposita suas expectativas nas seguras mãos de Cristo. A medida, portanto, para todas as nossas esperas pessoais quanto a questões de família, de trabalho, de saúde e de missão é a paciência com que aguardamos o retorno de Jesus Cristo, que aproxima-se cada dia mais.
Para nós, especificamente, a paciência é um elemento fundamental em nossa caminhada missionária, principalmente quando as expectativas de sucesso numérico (e outros!) nos chegam de fora e de dentro de nós mesmos. Nossa vocação é exercida pacientemente e ao longo de toda a vida, sendo a perseverança e a fidelidade a Deus em tudo o que fazemos um dos principais elementos que dão sentido à missão, como uma derivação espiritual da nossa espera paciente pela volta de Jesus Cristo. Que Cristo nos ajude a caminhar pacientemente em sua missão por onde ele nos conduzir!

Rev. Carlos del Pino