sexta-feira, 19 de julho de 2019

Missão... Ide... ou Indo? Formas de cumprir a Missão



Gilberto C. Weber

Um rapaz muito tímido participou de um retiro de jovens e tomou a decisão de ser um cristão autêntico. Porém, não conseguia falar da sua fé para ninguém. Sentia medo e vergonha. Numa conversa com o pastor, recebeu a orientação de que, no caso dele, talvez fosse possível ser cristão "sem falar de Cristo". Mas que deveria falar com Deus sobre isso. Então ao chegar em casa, foi para o quarto orar. Ao descer para a janta, sentindo uma profunda paz comentou com sua família. "Vocês não vão acreditar, mas seguir a Cristo é tão maravilhoso que eu não preciso nem falar dEle para ninguém". Os familiares começaram a rir, pois ele não percebeu que já estava falando de Cristo.
Há muitos textos que desafiam os cristãos para a evangelização. Livros, tratados missiológicos, estratégias, modelos, iniciativas, etc. Mas se olharmos para as Escrituras, para Jesus, para os apóstolos, percebemos que a missão acontece de maneira natural. Meu professor de grego na Escola Superior de Teologia insistia em dizer que Mateus 28.19 deveria ser traduzido: “Indo, portanto, fazei discípulos de todas as nações...”. Esta pequena mudança no verbo "ir" apazigua o coração do cristão. Não precisamos arrumar uma missão em algum lugar especial neste planeta, mas todos os espaços tornam-se oportunidades para o testemunho. Indo para o trabalho, indo para a escola, indo viajar, indo a negócios, indo jantar,... com as pessoas que eu encontrar no caminho, posso dar testemunho com palavras e ações.
Creio que nós cristãos precisamos ouvir as palavras de Cristo: Porque sois tímidos homens de pequena fé..." (Mateus 8.26). Temos uma boa teologia, mas deixamo-la presa em nossas comunidades e compartilhamos muito pouco este tesouro do viver pela fé e pela graça de Deus.
Por isso, gostaria de deixar algumas ideias, experiências, para que, a partir de nossa personalidade e de nossos dons, possamos espalhar a boa notícia do Evangelho.
1 — Ministério da Hospitalidade: Estar atento aos visitantes na Igreja, bem como novos moradores da cidade (bairro). Visitá-los levando um bolo, algumas flores e se dispondo a ajudar em qualquer necessidade.
2 — Ministério com folhetos: Levar sempre no bolso ou no carro folhetos evangelísticos. Aproveitar as rotinas do dia a dia para deixar uma mensagem (frentista do posto, caixa do banco, mercado, cabeleireiro, açougueiro, garçom, cobrador de ônibus, carteiro, etc.).
3 — Ministério de visitas aos doentes: Visitar os doentes nos hospitais, ou em seus lares, preocupando-se com ele, entregando uma mensagem, orando pelos enfermos, etc.
4 — Ministério com idosos: Cultivar amizade com pessoas idosas, oferecendo companhia, diversão (jogos, brincadeiras) e em meio às conversas aproveitar para dar testemunho, lera Bíblia e orar.
5 — Ministério com crianças: Promover atrações com esportes, brinquedos, piqueniques, com o objetivo de ganhar a simpatia das crianças. Ex. Escolinhas de futebol onde as crianças se reúnem no ginásio, alguém conta uma história bíblica e um professor de educação física desenvolve o treinamento. É possível parcerias com prefeituras e outras entidades, sem querer ser proselitista, mas compartilhar os valores da fé e do amor.
6 — Ministério de Música: Oferecer atilas de música (violão, bateria, piano, etc...) e, prepará-Los para apresentar um hino na igreja, num recitai, etc. 7- Ministério de Apoio a estudantes: Pessoas com a missão de tornar a educação possível a estudantes, principalmente para aqueles que estão longe de casa. Ser uma família espiritual que se importa com eles. Oferecer atilas de reforço escolar na Igreja.
8 — Ministério de visitas às Pessoas enlutadas: Ser um visitador e apoiador daqueles que perderam alguém querido. Levar o conforto da amizade.
9 — Ministério com alcoólatras e pessoas em recuperação: Criar espaços na Igreja onde se torna possível desenvolver atividades com pessoas que estão tentando largar os vícios. Pequenos grupos de comunhão, coral de ex-alcoólatras, encontro de famílias com problemas de dependência química, etc.
10 — Ministério de Teatros: Organizar grupos de teatros com mensagens especiais para famílias, jovens e crianças. Existem inúmeras oportunidades de apresentar teatros em escolas, asilos, clubes de mães, etc. Treinar palhaços para apresentarem peças e esquetes engraçadas, mas que tenham ensinamentos significativos para a fé.
11 — Ministério de apoio a famílias que possuem pessoas com deficiência: Geralmente famílias com pessoas com deficiências ficam isoladas e vivem em função delas. Oferecer ajuda e até se propor a cuidar delas para que a família possa sair, participar de um retiro, etc.
12 — Ministério de doação de alimentos: promover arrecadação de alimentos para famílias carentes. Oferecer refeições semanais para famílias carentes em bairros pobres, sendo antes acompanhado de meditações e hinos de louvor.
13 — Ministério de Aconselhamento: Oferecer espaço para aconselhamento sem custos. Estabelecer uma rede de contato com pastores, advogados e psicólogos cristãos ligados à igreja, com o objetivo de ajudar pessoas a resolver seus problemas.
14 — Ministério com singulares: Fomentar grupos com solteiros, divorciados, viúvos, pais e mães solteiras, promovendo novas amizades e novos horizontes.
15 — Ministério com esportes: Organizar eventos esportivos onde possa haver espaços para reflexão. Por exemplo: Futebol que começa com Leitura bíblica e oração. Caminhadas aonde um grupo vai caminhando e, em pontos estratégicos, alguém traz uma meditação, desenvolvendo simultaneamente o aspecto físico e espiritual.
16 — Café com atrações: Em alguns países, cristãos estão inaugurando cafeterias (lanchonetes) onde é possível fazer uma refeição ou lanche, ouvindo hinos de adoração, mensagens e breves testemunhos. Dispõem de uma estante de livretos para as mais diversas situações. Também jantares e almoços que a comunidade geralmente promove para arrecadar fundos podem ser transformados em locais de testemunho. Uma senhora que frequentava os chás da OASE de Porto Alegre comentou: “Eu tomo chá em muitos lugares, mas aqui é o único lugar em que eu tomo chá e ouço uma Palavra de fé”.
17 — Ministério de Acampamentos: Organizar equipes que desenvolvam acampamentos de férias com atividades lúdicas e espirituais, etc. Nas cidades grandes, muitos pais não sabem o que fazer com os filhos nas férias.
18 — Pequenos grupos: Organizar pequenos grupos por proximidade, onde as pessoas cantam, meditam, oram, dialogam e comem juntos um lanche. Excelente para criar vínculos de comunhão.
19 — Discipulado: É o método de evangelismo onde você desafia uma pessoa a tirar uma hora por semana para estudara Bíblia com ela por um período de no mínimo um ano. Isto demanda intimidade, o discipulador se torna o pastor e conselheiro daquela pessoa. Significa tirar tempo para pescar, passear, visitar e andar ao lado numa relação de pai e filho, mestre e discípulo. O objetivo é apresentar Jesus com o estudo da Palavra e com o testemunho devida.
20 — Ministério de dar Presentes: É uma forma de você fazer chegar até a casa das pessoas a Palavra de Deus. Por isso é importante presentear os amigos, parentes em seus aniversários com materiais evangélicos. Hoje existem bons devocionários, livros e cd's que podem fazer parte da cesta de natal de muitas empresas. Já pensou substituir a champanhe, ou o vinho por uma Bíblia, um Castelo Forte ou um cd com hinos? Há ainda muitas outras possibilidades, mas gostaria que você não esperasse que a sua comunidade diga o que fazer. Você possui dons que vão lhe ajudar a Levar a mensagem do evangelho adiante. Enquanto você não colocar em prática estes dons, tenho certeza de que estará deixando de experimentar a alegria de trazer alguém para o convívio da fé cristã. Teria muitos exemplos de pessoas que estavam para se suicidar, mas com um pequeno ato de bondade foram convidadas a se envolverem na comunidade e ali encontraram o sentido para suas vidas.
Então, indo pelo caminho..., façamos como o Apóstolo Paulo: "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de todos os modos, salvar alguns"(1 Coríntios 9.22).
Que Deus nos ajude!

O autor é Pastor da IECLB em Luzema/SC

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Revista Passatempos Missionários #6: A Tradução da Bíblia para todos os Povos - Baixe grátis


Deus, ao revelar à humanidade seu plano salvador ao longo da história, escolheu assegurar e compartilhar sua revelação através da palavra escrita. De todas as necessidades do esforço missionário de Cristo, a maior delas é por tradutores bíblicos. O trabalho abnegado e metódico de um tradutor exige dedicados servos de Deus.
Nesta edição de Passatempos Missionários, aprenda um pouco sobre essa que é a mais magnífica das tarefas que um ser humano pode realizar – levar a Palavra de Deus a todos os povos da Terra, de uma forma que eles entendam! São caça-palavras, cruzadas e quizz em 12 páginas com muita informação.
Ore, contribua, invista tempo e recursos em vocacionados que você conheça. E seja você mesmo o próximo missionário tradutor.

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A revista Passatempos Missionários objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja para a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.
Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Reino de Deus S/A contrata: Office-boys


O Reino avança lento, e lugares há em que jaz derrotado, pois o Mestre possui gestores, condutores e doutores demais, e office-boys de menos.
VAMOS ILUSTRAR? 
Certa época, primeiro amor, trabalhando numa empresa de ônibus, comecei a elaborar pequenos cartazes com versículos evangelísticos. Colava esses cartazes nos vidros que ficavam atrás dos motoristas e atrás dos cobradores (quando as roletas ou catracas eram no fundo do ônibus, centralizadas). Acabei criando uma pequena "rede" de motoristas, cobradores e passageiros que levavam os cartazes para colar em outros locais. 
Tínhamos por lá um irmão, cobrador, por sinal a quem muito prezo e considero meu amigo, que sempre me via colando, mas quanto aos cartazes que eu lhe dava, ele nunca os colava - e eu, mesmo no meu primeiro amor furioso, hercúleo, não poderia cobrir a empresa inteira e suas centenas de veículos. Não entendia a atitude daquele irmão, mas era bom demais para perguntar. Com o tempo, mesmo com a vista turvada (pois o amor nos concede ver o melhor das pessoas, e luta para nos fazer permanecer nesta visão), a ficha caiu: Aquele irmão, igualmente um grande leitor como eu, igualmente possuidor de considerável cultura, ainda mais no meio onde trabalhávamos, se considerava em secreto "bom demais" para "colar cartazes". Ele era homem de pregação, de conhecimentos, de dar aula em EBD de adultos. 
Assim é o Reino: quando você se esquece que Jesus lhe chamou para ser fundamentalmente um OFFICE-BOY, um entregador de recados/faz-tudo/pau-pra-toda-obra PRESO a um CONTRATO VITALÍCIO, quando você estabelece aquilo que é indigno para suas mãos gabaritadas, as coisas vão mal para a obra de Cristo. 
Estou muito longe do que fui, e carrego essa vergonha (esse texto é primeiramente para mim), mas procuro manter a porta aberta, o olhar atento à solicitação das primeiras obras, ainda que meu coração calejado reclame de ter que ajudar nisso ou naquilo. 
Sem querer jogar mais "lenha na fogueira", ampliemos a reflexão: se você costuma distribuir folhetos e já tem algum tempo de caminhada cristã, COM QUANTOS CRISTÃOS VOCÊ JÁ SE DEPAROU QUE SE RECUSAM A DISTRIBUIR FOLHETOS? E NÃO FALO DE EVANGELISMO NA PRAÇA, NA RUA: FALO DE PEGÁ-LOS (MEIA DÚZIA QUE SEJA!) NA IGREJA PARA LEVAR E COLOCAR NUMA CAIXA DE CORREIO, DAR A UM VIZINHO? Muitas vezes não é TIMIDEZ: É que alguma impressão enganosa no coração da pessoa lhe diz que ela é BOA DEMAIS PARA ISSO. Isso é coisa pro chão da igreja, pra "departamento de evangelismo", seja lá o que isso for (com se evangelizar fosse função especializada, ou destinada a apenas alguns).
Ninguém é bom demais para pegar na vassoura. Por favor, não falo aqui que líderes ocupados com as obras capitais como a pregação e a oração (vide At 6.1-7) devam sobrecarregar-se com tudo o mais; falo sobre aqueles que não estão sobrecarregados, mas delimitam o que lhes acabe e o que é indigno que façam. 
Somos para sempre escravos. 
Escreva em algum lugar visível: SOMOS PARA SEMPRE ESCRAVOS DE CRISTO JESUS.
A missão é o que a missão se torna, já disse alguém. A missão é o que a ocasião propõe.

Sammis Reachers

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Ilustrações para pregações com temas missionários - Colabore com a literatura evangélica!



HÁ POUCO TEMPO, publicamos a antologia de esboços de sermões com foco missionário. Uma provável futura obra nossa reunirá desta vez ILUSTRAÇÕES no mesmo sentido. Isso mesmo, as pequenas histórias e estórias, causos e experiências que utilizamos para enriquecer nossas pregações e a comunicação efetiva das verdades do evangelho. Há, graças a Deus, boa quantidade de livros de ilustrações por aí, e muitas mais disponíveis na internet. Mas não temos infelizmente obra que reúna ilustrações que de certa forma versem, sirvam ou objetivem a obra missionária em especial.

Sendo assim, desde já convidamos os irmãos a enviarem ilustrações que conheçam, e que possam se adequar a esta obra. Tanto de suas leituras, quanto ouvidas ou vividas em suas experiências.
Vamos construir juntos mais um recurso que permanecerá à disposição de todos - uma biblioteca livre da caça aos $$$, uma biblioteca que honre o Cristo e sua congregação de chamados para fora.

Em nossos apelos deste tipo, geralmente recebemos pouquíssimo retorno, embora nosso trabalho sirva gratuitamente a cristãos de tantos lugares e vertentes. Não deixe desta vez essa oportunidade e esse chamado passar em branco. Envie seu material. Se está em livro, e você não tem tempo de digitar, tire uma fotografia do texto e me envie. Se sabe a história de cabeça, mas não tem dons de escritor, não se preocupe. Estou aqui para isso: conte a história com suas palavras e eu dou o lustre por aqui.
Escreva para o e-mail: sreachers@gmail.com

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Folhetos evangelísticos para Moradores em Situação de Rua e Gamers - Baixe e imprima


Por um esforço conjunto entre Veredas Missionárias, Missões em Suas Mãos, o artista gráfico Kim Arés e autores diversos, estão sendo criados folhetos evangelísticos para alcance contextualizado de grupos específicos - folhetos GRATUITOS, para qualquer interessado baixar e imprimir, tanto em sua CASA quanto numa GRÁFICA.

E os primeiros frutos deste esforço já estão prontos! São os folhetos Vivendo em situação de rua - Por que sair da minha situação atual?, para a evangelização de pessoas vivendo em situação de rua, e Eternal Life - O Jogo da Vida Eterna, para jovens e pessoas em geral que gostam de jogos eletrônicos (videogames, jogos online etc.).

FIQUE ATENTO: Todos os folhetos são do modelo dobrável, coloridos, impressos em frente e verso, e disponibilizados tanto em formato específico para impressão em impressoras caseiras, quanto com arte já pronta para você levar até uma gráfica e imprimir em grande quantidade. Cada modelo de folheto a ser baixado virá com as duas versões para impressão (casa e gráfica) na mesma pasta que você baixará. Você não precisa nos pedir autorização para imprimir este folheto em grandes quantidades. Mas atenção: OS FOLHETOS NÃO PODEM SER VENDIDOS, e nem ter sua mensagem modificada. 



O folheto VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA: POR QUE SAIR DA MINHA SITUAÇÃO ATUAL? apresenta uma mensagem contextualizada para alcançar moradores em situação de rua. Foi escrito por Daphne Pepala, missionária da Missão Vida.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA, CLIQUE AQUI.


ETERNAL LIFE - O JOGO DA VIDA ETERNA, foi escrito pelo pastor e escritor Luis Miguel Gianeli (visite AQUI o blog do autor). Esta mensagem é voltada para os chamados gamers, os "aficionados" em jogos eletrônicos, não apenas jovens, mas de todas as idades.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO ETERNAL LIFE, CLIQUE AQUI.



ABAIXO VOCÊ PODE LER ONLINE OS FOLHETOS

Vivendo em situação de rua



Eternal Life - O jogo da Vida Eterna

sábado, 8 de junho de 2019

Livro Sermões Missionários - Gratuito - Centenas de esboços de sermões sobre Evangelização e Missões



Ao longo do tempo, temos dedicado grande parte de nosso esforço editorial a suprir a igreja de língua portuguesa com recursos gratuitos focados no ensino, promoção e mobilização missionárias, pois sempre nos foi patente e premente a máxima de John Wesley: [Igreja,] “tua tarefa única na Terra é esta: ganhar almas”.
Esta seleta de esboços é de certa forma um corolário deste esforço, e vem suprir mais uma pequena lacuna em nossa bibliografia homilética e missiológica. A sugestão de projeto neste sentido partiu de Wallace Batalha, e chegou a nós por intermédio de nosso colaborador Wesiley Monteiro, no que prontamente a abraçamos.
Em tempos de fruição informacional, vemos o tempo se tornar artigo cada vez mais raro e disputado. Sabemos que Deus usa os ocupados, e são muitas as frentes em que o servo cristão precisa combater. A construção de um sermão, principalmente para aqueles que devem elaborá-los constantemente, ocupa grande tempo da vida de um obreiro.  Uma seleta como esta visa, assim, não prestar-se de muleta para amparo do pregador preguiçoso, mas sim ferramentar o obreiro cristão ativo para desempenhar sua nobre função da melhor forma, remindo o tempo.  E ainda servir como instrumento pedagógico no ensino de Missões, pois tais esboços, claro esteja, prestam-se como pequenos estudos bíblicos, valiosos para os momentos devocionais, tanto a sós quanto em grupo.
Aqui estão coligidos esboços de autores os mais diversos, de ontem e de hoje, do Brasil e do exterior. Esboços de tamanho variado, indo desde breves tópicos de três linhas até esqueletos de sermão de página e meia, já quase “prontos”. Há ainda uma pequena série de sermões completos. Para enriquecimento da reflexão dos leitores, agregamos a este livro uma seleção de nada menos que trezentas citações sobre Pregação e Pregadores, e um interessante “Círculo Homilético”, na forma de gráfico ilustrando o processo da criação de uma mensagem, da oração por inspiração até sua exposição e avaliação.                                                        

Convido você, amigo leitor, a compartilhar esta obra gratuita, não apenas com pastores, obreiros e missionários, mas com todos os cristãos ao seu alcance.

O tempo urge, Jesus vem já: Trabalhemos enquanto é dia!

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO GRATUITAMENTE PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

A PREGAÇÃO PARA OUTRAS CULTURAS - Como se conectar em nosso mundo multicultural



O presente artigo foi escrito para o contexto da igreja dos EUA. No entanto, muitas das percepções são válidas para pastores e missionários do Brasil, estejam eles atuando aqui mesmo em nossa pátria, ou em outros contextos/países.

A PREGAÇÃO PARA OUTRAS CULTURAS
Como se conectar em nosso mundo multicultural

Rick Richardson

Todos nós que pregamos estamos envolvidos em pregação transcultural. Pregamos para a juventude moldada pela cultura pós-moderna. Atravessamos a ponte para pregar para os mais diversos grupos de estado-unidenses — asiáticos, afrodescendentes, indígenas e brancos — e também estrangeiros. Atravessamos divisões de gênero — de homens a mulheres, ou de mulheres a homens. A diversidade pode ser tão pequena que não a percebemos antes, mas ela é real. Nós também podemos ter oportunidades de participar de projetos missionários de curto prazo em que temos de pregar transculturalmente. Habilidades e atitudes transculturais estão se tornando mais e mais cruciais para a pregação. Aqui estão sete princípios que me ajudaram a pregar para pessoas de culturas diferentes.

Honre o que eles honram
Eles honram o tempo ou o evento? Se eles se importam com pontualidade, não se atrase. Se eles são tranquilos em relação ao horário, relaxe. A ocasião é o que importa, não o horário em que começa ou o quanto dura.
Eles são orientados pela tarefa ou pela relação? Para algumas culturas, o processo é, pelo menos, tão importante quanto a atividade. Em outra, o objetivo é o fator determinante. As culturas dos afro-descendentes são relacionais, expressivas e orientadas pelo evento, e isso confere honra. Assim, gaste tempo com as pessoas e expresse seu sentimento sobre as coisas.
Eles atribuem honra por causa de título e prestígio ou a honra é alcançada por meio de realização e experiência? A juventude não se importa com títulos, de forma que a credibilidade é construída compartilhando-se experiências com eles. Culturas estado-unidenses de afro-descendentes reverenciam o pastor e respeitam títulos. Isso significa que, quando você começa a falar, se você for um convidado, deve agradecer e honrar seu pastor e líderes. Reconheça que, como pregador, será respeitado em virtude de sua posição antes de dizer a primeira palavra.
O que eles consideram sagrado? Algo que você normalmente considera secundário ou trivial pode ser de extrema importância. Você pode até mesmo não estar consciente de que está sendo rude. A cultura estado-unidense asiática é orientada pela honra e culpa; assim, honrar os mais velhos é crucial. Por exemplo, em um sermão posso contar como aprendi uma lição valiosa com os meus avós.
Que comportamento ou vestimenta pode ofendê-los? Vista-se elegantemente para falar em uma cultura casual e criará uma barreira. Vista-se de maneira simples, e, em muitas culturas estado-unidenses de afro-descendentes, as pessoas passarão 90% tentando imaginar por que você está vestido desse jeito.
Como eles pensam com respeito a mulheres no ministério? Isso é pertinente não importa se você é mulher ou não. Não tome por certo que eles compartilham suas convicções.

Use a linguagem do coração dos ouvintes sempre que puder, mas faça isso com autenticidade
A linguagem do coração dos estado-unidense indígenas é a linguagem da experiência espiritual e da harmonia nos relacionamentos e na natureza. A cultura hispânica é orientada pela família. Falar a respeito de seu histórico, sua família e seus filhos fala a seus corações. O "coração" é comunicado na própria linguagem. Não sei muito espanhol, mas uso o que posso quando visito a igreja do meu amigo Pedro Aviles.
Quando falo com jovens, tento usar um pouco de gíria e me referir a um artista de hip-hop, mesmo que eu não seja fluente nessa cultura. A música é a linguagem do coração dos jovens hoje em dia. Referir-se a essa música mostra que você está tentando entender seu mundo. Você pode ir longe com uma citação de Eminem ou de 50 Cent, especialmente se você admitir suas limitações. A genuinidade é o que mais importa. Eu posso dizer: "Não sou o fã mais conhecedor de hip-hop, mas estas frases chamaram minha atenção...". As pessoas conseguem perceber quando você fala sua língua e não é autêntico, mas elas estimam até mesmo uma tentativa vacilante para construir a ponte.

Comunique sua consciência das questões de confiança entre suas culturas
Jimmy McGee, um líder estado-unidense afro-descendente no trabalho de estudantes universitários, contou-me este detalhe a respeito da história de opressão nos Estados Unidos. Durante trezentos anos, os africanos foram trazidos para cá em navios para escravos, viagem conhecida como a Passagem do Meio. Milhões morreram no caminho, um número excessivo de corpos foi jogado, e tubarões começaram a seguir os navios. Até hoje, tubarões transitam na Passagem do Meio, porque essa foi sua trajetória de alimentação por tantos anos. Os cristãos se envolveram na racionalização e manipulação das Escrituras para favorecer os horrores da escravidão.
Por ser branco, quando eu prego em um contexto negro, a bagagem de todo esse mal se prolonga. Preciso mostrar que estou consciente disso ou não poderão acreditar em mim.
Estado-unidense indígenas sofreram o genocídio nas mãos dos brancos. Como resultado, apenas 6% dos estado-unidenses indígenas contemporâneos são cristãos. As questões de confiança são imensas, e só mesmo as pessoas que estão dispostas a reconhecer os males do passado serão ouvidas.
Os pós-modernos desconfiam de qualquer pessoa que acha que conhece a verdade e que todos os outros estão enganados. Isso torna a pregação uma experiência transcultural.
Recentemente, em Einstein Bagels, que eu freqüento, um atendente me perguntou: "Rick, você não é um daqueles que acreditam que Jesus é o único caminho, ou é?". Pela maneira como ele disse isso, sabia que ele via aqueles que proclamavam Jesus como o único caminho como pessoas tão radicais quanto os terroristas do 11 de setembro. Assim, disse-lhe: "Sam, parece que você foi ferido por pessoas que excluíram e rejeitaram você pelo que você acreditava". Ele respondeu: "Você está certo!". E eu complementei: "Sinto muito que isso aconteceu com você. Eu detesto quando pessoas me excluem e rejeitam pelo que eu acredito. E por isso que fiquei tão surpreso quando me senti atraído para alguns dos elementos singulares do cristianismo".
Similarmente, em um sermão, reconheço o local onde a ponte está quebrada antes de tentar cruzá-la. Identifico-me com os medos das pessoas. Falo a respeito de quanto fico incomodado com pessoas que rejeitam outras. Depois, falo a respeito da esperança e do amor que Cristo concede.

Torne-se um grande contador de histórias e um teólogo narrativo
Proposições podem não transitar entre culturas, mas histórias sobre a vida, família e conflitos quase sempre o fazem. As narrativas fazem com que sintamos que podemos nos relacionar um com o outro. Ao contar histórias, compartilhamos dor, aplicamos a verdade e construímos confiança. Precisamos nos tornar fluentes na linguagem universal da história se queremos pregar transculturalmente. Comece com histórias de experiências com pessoas da cultura anfitriã. Compartilhe histórias de suas tentativas de aprender sua cultura, assim como histórias que reconhecem as questões de confiança.
Transforme seus princípios e afirmações de ideias proposicionais em ilustrações e histórias. Conte as histórias que Jesus contou. Quando puder, escolha passagens narrativas das Escrituras.
Termine com histórias que desafiam as pessoas a se apropriar das verdades que você está comunicando.

Faça o que você veio fazer
Depois de construir respeito e harmonia, não se retraia. Cumpra seu chamado e fale a verdade. O fato de que você é de uma cultura diferente frequentemente lhe dá muitas oportunidades para desafiar as pessoas de modos extraordinários. Construa a ponte e, depois, atravesse-a! Billy Graham é formidável em construir confiança, mas ele também sabe por que está ali e o que ele veio dizer, e ele sempre o diz. Já que você se identificou e construiu confiança, agora pode oferecer o presente de suas práticas e percepções culturais que traz com você. Se sua cultura faz apelos, faça-os. Se sua cultura desafia as pessoas à reflexão e pensamento, faça isso. As pessoas provavelmente reconhecerão o estilo de sua cultura e o afirmarão.

Evite julgar as respostas de sua audiência por meio de suas próprias pistas culturais
Um grupo pode estar com você e não mostrá-lo das formas que você conseguiria identificar. Quando prego para presbiterianos asiáticos, que tendem a ser respeitosos e quietos, às vezes me pergunto se qualquer coisa que eu disse fez alguma conexão. Preciso ouvir cuidadosamente os comentários posteriores e procurar afirmações que vão além da cortesia para saber o que aconteceu. Quando falo em contextos estado-unidenses de afro-descendentes, preciso estar pronto para amplificar minha voz quando eles respondem. Existe um processo de chamamento e resposta que é parte do ritmo daquela cultura. É divertido e preciso aprender a trabalhar com isso, e não ignorá-lo.
Além disso, tendências culturais são apenas tendências culturais. Sempre encontraremos pessoas que não se encaixam nessas tendências de forma alguma. Não podemos fazer suposições sobre indivíduos baseados em características culturais mais amplas.

Seja um aprendiz e observador perene e cultive "informantes" culturais
Minha amiga Brenda Salter McNeil é uma pregadora transcultural excelente e compartilhou sua habilidade comigo generosamente. Quando ela prega em contextos negros, ela honra cada pessoa que teve alguma coisa a ver com o convite para ela estar ali ou que é um líder daquela comunidade. Brenda me ajudou a entender aquela dinâmica e a reagir adequadamente.
Encontre mulheres para ajudá-lo a entender se você está se conectando com mulheres. Encontre informantes entre os jovens que podem ajudá-lo a saber se está se conectando com jovens.
Seja imensamente curioso sobre os grupos de outras pessoas. Se você quer pregar transculturalmente, está se comprometendo com uma aventura de longo prazo que o tornará humilde e também o enriquecerá. Vá em frente!

Artigo extraído do livro “A Arte e o Ofício da Pregação Bíblica”, organizado por Haddon Robinson e Craig Brian Larson (Shedd Publicações).

terça-feira, 28 de maio de 2019

Dixon Edward Hoste, missionário para a China


Dixon Edward Hoste serviu a Cristo por mais de seis décadas. Homem de profundas convicções cristãs, ele foi o diretor geral da Missão ao Interior da China de 1900 a 1935. Ele mostrou que, com tolerância e orações, era possível levar os homens à fé em Deus.
Phyllis Thompson
Dixon Edward Hoste nasceu na Inglaterra, na cidade de Brighton, em 23 de julho de 1861, apenas quatro anos antes da fundação da Missão ao Interior da China (MIC). Seus pais eram cristãos tementes que o criaram em uma casa cheia de disciplina, amor e formação nas Sagradas Escrituras. O conhecimento da mãe sobre a Bíblia era profundo. Ela transmitiu a ele o amor de Deus, a necessidade de arrependimento e fé em Cristo. Também lhe incutiu um interesse caloroso por missões e sólidos princípios evangélicos.
Quando criança, Hoste frequentou o Clifton College, onde se destacou em seus estudos, inclusive aprendendo a língua grega, que dominou aos 8 anos de idade. Mais tarde, aos 17 anos, ele ingressou na Royal Military Academy of Woolwich, onde aprendeu obediência, precisão e ordem; mais tarde, como entender e dirigir os homens. Comissionado, um ano depois, como tenente em um regimento da Real Artilharia, ele viveu uma história longe do Senhor. No entanto, o Evangelho sempre tocou seu coração naqueles dias.
Em 1882 sua existência foi transformada quando ele compareceu, guiado por seu irmão William, que acabara de se render ao Salvador, a uma reunião realizada pelo servo Dwight Moody em Brighton. A pregação do evangelista americano convenceu-o de que ele vivia em pecado e lembrou-lhe que a eterna ira esperava os incrédulos. Naquele momento, ele decidiu aceitar Jesus como seu salvador e se ajoelhou para se submeter ao poder do Altíssimo. Instantaneamente, o perdão e o amor do Criador o dominaram e ele se encheu de profunda alegria.
CRENTE FIEL
Após sua conversão, ele começou a ler a Bíblia de maneira voraz, como se fosse o único livro do mundo. Ele também sentiu uma enorme convicção de que compartilhar as boas novas era mais importante do que qualquer outra atividade. Então, seu pai o aconselhou a orar pela direção de Deus. Seu desejo de absorver mais do Evangelho levou-o a entrar em contato com seguidores de Jesus Cristo que tinham idéias semelhantes às dele. Além disso, ele pregou a Palavra em diferentes lugares e dedicou-se em seu tempo livre para aprofundar sua fé.
No início de 1883, um de seus novos amigos, Montagu Beauchamp, um estudante da Universidade de Cambridge, forneceu-lhe informações sobre a Missão no Interior da China e colocou-o em contato com quatro crentes universitários. Imediatamente ele sentiu um enorme desejo de ser um missionário e levar a mensagem do Senhor ao povo chinês. Oito meses depois, ele conheceu Hudson Taylor, fundador da organização, e ficou sabendo das provas que os fiéis que optaram por se mudar para a Ásia tiveram que suportar, mas ele não desanimou.
Na companhia dos cinco estudantes universitários e junto com um colega de seu regimento, Dixon formou mais tarde o grupo The Seven of Cambridge e fortaleceu sua esperança de levar a mensagem de salvação à China. Em fevereiro de 1884, ele compareceu perante as autoridades da Missão no Interior da China. Naquela época, o missionário Taylor aconselhou-o a ganhar experiência e ajudar os fiéis ingleses nos cultos celebrados por Moody e pelo cantor Ira Sankey. Da mesma forma, ele sugeriu aprofundar seu conhecimento das Escrituras.
Em 5 de fevereiro de 1885, depois de visitar várias universidades na Inglaterra e na Escócia, nas quais evangelizaram milhares de jovens, os Sete de Cambridge partiram para a nação asiática. Eles chegaram em 18 de março e Hoste viajou para a província de Shanxi para começar sua vida missionária. Então, ele se estabeleceu na cidade de Quwo, onde se dedicou a estudar a língua local. À noite, ele se sentava no pátio de sua casa e pregava a Palavra para uma multidão de espectadores. À noite, distribuía folhetos cristãos.
TENAZ PREGADOR
Em 1886, Hudson Taylor visitou o sul de Shanxi e comprovou o trabalho evangelístico frutífero feito em Hongtong County pelo pastor Hsi, um homem devoto, que foi um dos missionários responsáveis ​​pela difusão do cristianismo em solo chinês. Algum tempo depois, Dixon se juntou a este icônico servo chinês e colaborou com ele como seu assistente pessoal. Ambos, que eram entusiastas da oração, visitaram vários lugares onde grupos de novos crentes surgiram graças à bênção de Deus.
Ao lado do pastor Hsi, o evangelista passou um período de formação que o preparou para os desafios que ele mais tarde assumiria na Missão ao Interior da China. Naquela época, como o reverendo oriental, ele confiava somente em Cristo para mudar o coração dos homens a quem ele espalhava a mensagem do Altíssimo. Além disso, ele percebeu que os crentes tinham que apelar para sua fé quando foram perseguidos por confiar no Redentor e aprenderam a esperar que o Todo-Poderoso amadurecesse a esperança e o amor dos recém-convertidos.
Por quase uma década, o pregador contribuiu para uma enorme colheita de fiéis em Hongtong. Partidário de que a Igreja na China estivesse fundada em colaboradores locais, trabalhadores e pastores, apoiou decididamente o trabalho silencioso do Ministro Hsi, que levou milhares de pessoas aos pés de Jesus Cristo. Os dois obtiveram inúmeros triunfos espirituais que ampliaram a entidade estabelecida por Taylor, até 19 de fevereiro de 1896, quando o Senhor chamou o missionário Hsi à sua presença.
LÍDER EXAMPLAR
No início dos anos 1900, enquanto estava na cidade de Xangai, Hoste testemunhou a rebelião dos Boxers, uma revolta popular que colocou em xeque a segurança e a paz dos pregadores estrangeiros. Depois, o reverendo Taylor, que estava na Suíça, pediu que ele ficasse lá para ajudar o vice-diretor da instituição, o pastor J W Stevenson. No entanto, em 7 de agosto do mesmo ano, quando soube dos ataques sangrentos contra ministros do evangelho estrangeiros, ele o nomeou regente da Obra.
Nos 35 anos seguintes, o pregador inglês sabiamente liderou a Missão ao Interior da China e a levou a superar grandes desafios e dificuldades. Apoiado pelos membros da organização, ele implantou uma série de esforços evangelísticos baseados nos ensinamentos do Messias. Com a bênção do Criador e amparado na Bíblia, ele forneceu um governo estável à sociedade missionária, que sobrevive até o presente, e a levou a ser o corpo evangélico mais importante em território chinês.
Acreditando que o reino de Deus deveria vir em primeiro lugar, em seu trabalho à frente do MIC, orou muitas horas por dia para contar com a direção de Jesus. Além disso, embora ele fosse reservado e, às vezes, parecesse distante, ele dava abundante amor aos pequeninos que ele evangelizava em seus deveres pastorais. Da mesma forma, comprometido em seguir os passos de Cristo, escolheu a paciência e a humildade para exercer sua liderança. Do mesmo modo, suas decisões sempre se basearam nos preceitos da fé e responderam a uma análise cuidadosa.
De forma permanente, Dixon recordava aos missionários estrangeiros que eles deveriam servir os chineses e não se impor a eles. Segundo ele, a oposição espiritual precisava ser enfrentada com a gentileza e a oração. Ele também nomeou crentes nativos em posições vitais com o objetivo de construir fortes congregações locais. Até o dia de sua aposentadoria, que ocorreu em junho de 1935, sua vida foi uma jornada contínua para o crescimento do cristianismo na Ásia. Abraçando as Escrituras, ele também suportou as vicissitudes da Primeira e Segunda Guerra Mundial.
Em 19 de maio de 1946, quando o sol estava nascendo sobre a metrópole de Londres, o missionário Dixon Edward Hoste foi para o céu depois de mais de seis décadas a serviço do Todo-Poderoso. Um homem simples com profundas convicções cristãs, o servo britânico mostrou em sua longa história que, com tolerância e orações, era possível levar os homens ao caminho de Deus. Paciente e perseverante ao mesmo tempo, ele também desempenhou um papel vital no desenvolvimento da Missão ao Interior da China e na evangelização da China.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

PREGUE A MISSÃO - Dez esboços de sermões sobre Missões


Há algum tempo publiquei aqui no blog seis esboços de sermões que havia escrito, para inserção na antologia de sermões missionários, de diversos autores, em que estou trabalhando. Pois bem, a esses seis fui acrescentando no mesmo post mais um, e outro, e outro... Por fim, chegamos a dez esboços. Achei por bem então preparar um pequeno PDF reunindo esses dez esboços, reunião a que chamei (um pouco pretensiosamente) Pregue a Missão.
Perceba que tais esboços são apenas indicações, linhas de reflexão, e que você, caso queira utilizá-los, poderá os ampliar, encurtar e adaptar da maneira que o Senhor lhe inspirar. Tais esboços prestam-se também como pequenos estudos bíblicos missionais, para seu momento devocional a sós ou em grupo.
BAIXE PELO GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.


P.S. - Já foi publicado o livro SERMÕES MISSIONÁRIOS - Centenas de esboços de sermões sobre Evangelização e Missões. CLIQUE AQUI PARA BAIXAR!

sábado, 18 de maio de 2019

Relatório Como Ouvirão: As realidades e desafios missionários do Brasil e do Mundo - Baixe grátis


O Relatório Como Ouvirão é uma iniciativa inovadora do Departamento de Pesquisas da Missão Juvep, através do pesquisador Alisson Gomes de Medeiros. Nele, o leitor encontrará informações sobre os principais desafios missionários, organizados em duas partes. Na primeira parte estão as informações referente ao mundo e suas principais realidades. Já a segunda parte do relatório é dedicado aos principais desafios do Brasil.
O Relatório Como Ouvirão surge com o objetivo de apresentar um panorama dos principais desafios missionários e do avanço do Evangelho no Brasil e no mundo, para promover maior conhecimento dos desafios existentes, suprir às igrejas, professores de seminários, agências, mobilizadores e líderes de missões com informações estratégicas, e para encorajar novas iniciativas e oração em favor dos desafios apresentados.
O Relatório traz em suas páginas, de maneira especial, 32 mapas, 27 gráficos e 15 tabelas. Todo esse material visual está disponível para download gratuito em um arquivo no formato PowerPoint, com as imagens em alta resolução. De maneira que você possa usar esses recursos em suas aulas, palestras e reuniões, multiplicando assim o número daqueles que ouvirão sobre esses desafios.
Inicialmente, desejamos lançar uma nova edição a cada ano. Sugestões de novos temas são muito bem vindos, bem como, atualizações das informações apresentadas, e feedback sobre possíveis erros nos dados.
Louvamos a Deus que permitiu elaborarmos esse material e disponibilizá-lo a igreja evangélica brasileira. Esperamos Nele que muitas pessoas sejam mobilizadas efetivamente para missões com o apoio de suas igrejas.

O link para o download é www.comoouvirao.com.br/rco

terça-feira, 14 de maio de 2019

A glória de ser missionário



Luiz M. Ortiz

Nenhuma empresa no mundo enfrenta tantos obstáculos como a Obra de Deus, mas também é verdade que nenhuma outra empresa no mundo obtém mais triunfos e vitórias com resultados eternos que a Obra de Deus.
Nenhuma tarefa na Obra de Deus é mais obstaculizada, combatida, perseguida, pouco reconhecida e menos recompensada que a Obra Missionária nos campos estrangeiros. Desde que uma pessoa diz que recebeu um chamamento para ira um pais estrangeiro, começa a ser mal-entendida, malquerida, obstaculizada, combatida e perseguida.
Quando sai para o campo missionário, abandonando seu lar, seu ambiente, suas amizades, a pessoa se encontra sozinha, esquecida, enfrentando os mais duros trabalhos, sem o estímulo oportuno, sem os meios adequados, sem os fundos necessários. Tem que suportar semanas sem comer, sem os companheiros de sempre, fadigada pela indiferença, acossada pela nostalgia, ferida pela ingratidão. Quando volta a seu país, onde acha que encontrará um pouco de fôlego e compreensão, já ali é como um estrangeiro, foi relegada, é observado com suspeita e desconfiança, é tratado com desconsideração e mesmo pode ser considerada uma ameaça.
• Se não faz nada, falta ação
• Se faz alguma coisa, é ação demais.
• Se não diz nada, falta expressão.
• Se diz alguma coisa, não tem razão.
• Se volta jovem, perde a visão.
• Se volta maduro, não tem ocasião.
• Se volta idoso, pano paredão.
Todas estas coisas que para o superficial, o cobiçoso e o ambicioso são desvantagens que despreza e recusa, para o verdadeiro missionário são precisamente suas glórias, suas riquezas, seu caudal. Glórias, riqueza e caudal que não mudam pelas posições nem pelas hierarquias dos que os menosprezam e fustigam.
O verdadeiro missionário não poderá ser outra coisa. Sua vida e atividades giram em torno a esse chamamento e a essa paixão. O verdadeiro missionário pode suportar tudo, menos que queiram desviá-lo de sua vocação divina. O verdadeiro missionário está disposto às grandes renúncias, menos a renunciara seu chamamento. O verdadeiro missionário sabe que Deus o chamou, e seu chamamento e seu ministério estão por acima de homens e coisas. O verdadeiro missionário vive sua missão, e esta é uma obrigação imposta (1 Coríntios 9:16), que não pode recusar nem abandona O verdadeiro missionário compreende que a tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo, e para esse fim decidiu e rendeu sua vida. O verdadeiro missionário não antepõe nenhum outro interesse ou relação ao supremo interesse da salvação das almas e à indispensável relação com seu Mestre, a quem ama, serve e obedece. O verdadeiro missionário não pode ocultar nem calar, tem que sofrer, mas essas são suas glórias, pois "o discípulo não é superior a seu mestre".
Por estas firmes convicções e poderosas razões é que o verdadeiro missionário não pode ocultar nem calar, tem que sofrer, mas essas são suas glórias, pois "não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor' (Mateus 10:24). Como com seu Senhor, também é julgado e vestido com roupas da crítica malsã. É cuspido com palavras de agravo. É obrigado a carregar a cruz do descrédito. É sepultado na tumba do menosprezo e o esquecimento.
Mas assim como seu Mestre ressuscitou no terceiro dia, o verdadeiro missionário ressuscita todos os dias, porque todos os dias é julgado, crucificado, sepultado, cumprindo-se assim real e diariamente as palavras daquele outro grande missionário, o apóstolo Paulo, que escreveu: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também no nosso corpo; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida" (2 Coríntios 4:8-12).
Por isso o verdadeiro missionário se levanta a cada dia com nova vida, novas forças, novo entusiasmo, nova visão, nova determinação; oferecendo visão, forças e vida àqueles que ele ministra.
Quando Alexandre o Grande perguntou ao sábio sirgo Diógenes: "O que quer de mim?”, este respondeu: "Não me tires o que não me podes dar!".
E o apóstolo Paulo disse: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que prisca ganhara Cristo" (Filipenses 3:7-8).

Fonte: Revista Impacto Evangelístico 776 / Set 2018 (edição em português).

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