quarta-feira, 26 de abril de 2017

Seleção de poemas para a Antologia de Poesia Missionária Volume 3 - Participe!


Nos anos de 2010 e 2013 organizei e publiquei, respectivamente,  os volumes 1 e 2 da Antologia de Poesia Missionária. A obra reúne, em ambos os volumes, uma seleção de poemas de incentivo à militância cristã e à obra de evangelização e missões, de autoria de diversos poetas evangélicos. E ainda, uma ampla seleção de frases sobre os mesmos temas de missões/evangelização, recolhidas de livros, periódicos e outras fontes. 
Além de reunir ótima poesia devocional, a ideia maior do livro é suprir conteúdo para a promoção missionária.
Pois bem, acredito que já seja tempo de editar um terceiro volume da antologia. Para isso, aqueles que são autores estão desde já convidados a enviarem para avaliação seus poemas que se enquadrem nas temáticas propostas. E se você não é autor, mas conhece algum texto interessante, por favor colabore com esta obra me enviando o mesmo, ou indicação de onde encontrá-lo.

Os textos e informações podem ser enviados para:  sreachers@gmail.com

Para quem não conhece ou ainda não baixou os dois volumes já publicados, disponibilizamos abaixo o link para download direto pelo Google Drive.

Antologia de Poesia Missionária - Volume 1 - Para baixar, CLIQUE AQUI.
Antologia de Poesia Missionária - Volume 2 - Para baixar, CLIQUE AQUI.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Dinâmica/atividade missionária: Parceiros de Oração


Parceiros de Oração

Materiais: Mapas de diversos países.
Número de participantes: De quatro em diante.
Objetivos: Promover a intercessão específica por países fechados ao Evangelho; incentivar a oração em conjunto e coordenada; incentivar o conhecimento sobre a realidade de países-alvo.

Reunir mapas de países onde é pequena a presença cristã (p.ex., Arábia Saudita, Irã, Japão, Argélia etc.). Cortar tais mapas individuais em duas ou três partes, e colocar dentro de um saco.
Após isso, solicitar aos participantes que apanhem, aleatoriamente, um pedaço cada um. Quando todos os pedaços tiverem sido apanhados, cada pessoa deverá procurar seu par (ou pares, no caso de três pedaços) com a parte do mapa correspondente. Certifique-se de que o número de pedaços, quando unidos, correspondam exatamente ao número de pessoas participantes, para que ninguém fique sem seu ‘par’.
Completados os mapas, cada grupo fará uma oração específica e em voz alta sobre seu país correspondente, e se comprometerá a orar durante uma semana especificamente sobre o país (podem orar individualmente em suas casas ou pode-se marcar um momento para oração em conjunto, o que aumentará em muito a eficácia desta iniciativa).
É interessante que o líder pesquise e, logo após os grupos estarem com seus mapas completos e antes das orações, compartilhe informações específicas sobre a realidade de cada um dos países participantes. Uma outra sugestão é que cada grupo se comprometa a pesquisar sobre o país, para favorecer suas orações específicas, e tais informações podem ainda ser compartilhadas com todo o grupo, quando de um novo encontro.


Sammis Reachers

Este texto pode ser compartilhado livremente, em qualquer meio, sem necessidade de autorização.

sábado, 15 de abril de 2017

Curso Básico de Missões e Evangelismo Gratuito


Curso Missões e Evangelismo Gratuito - O Curso Missões e Evangelismo é um curso gratuito e online, em nível básico, oferecido por CPO Brasil. 
O acesso ao curso é livre após cadastro, mas caso o aluno, ao fim do curso, queira receber o certificado de conclusão, paga uma pequena taxa. 

Para maiores informações, acesse: 


domingo, 9 de abril de 2017

Jonathan Goforth, missionário e herói da fé



Jonathan Goforth  serviu tão fielmente no campo missionário como também com um zelo imenso para agradar ao seu Salvador. Deus usou este homem, que estava disposto a pôr tudo o que tinha aos pés de Cristo, entregando-se totalmente a Cristo. Milhões de pessoas foram alcançadas com o Evangelho por meio do seu ministério. O nome de Deus era magnificado em todo o Oriente, porque Goforth entendeu o mandato que é dado a todos os cristãos e nada houve que o impedisse de cumprir a sua missão.

Muito contentes com o que Deus estava fazendo nas suas vidas, Goforth e a sua família embarcaram para Honan, que é uma província da China, onde haveriam de começar o seu ministério missionário. Nos anos seguintes à sua chegada à China tiveram muitas aflições e provas. Jonathan e a sua esposa Rosalind, adoeceram devido às suas muitas enfermidades. Por fim, cinco dos seus onze filhos morreram, sendo ainda crianças. Muitas das suas posses foram perdidas em incêndios, dilúvios e roubos. Mas apesar de tudo isto, Jonathan Goforth e a esposa nunca perderam a sua visão para com os perdidos sem Cristo.

Em 1900, a sua estratégia de missões mudou completamente. Jonathan Goforth tinha o desejo de viver num sítio durante um mês e evangelizar esse sítio massivamente. Diariamente ele e os seus cooperadores viajavam para as povoações ao redor e nas ruas evangelizavam e paralelamente a sua esposa ensinava todas as mulheres do povo dessas povoaçãoes. Durante as noites todos se reuniam para campanhas evangelísticas. Quando terminavam esse mês, um cristão maduro ficava na povoação para continuar ensinando e edificando os que tinham confiado em Cristo durante as campanhas evangelísticas.

A ideia de viajar por toda a Ásia preocupou a sua esposa Rosalind. Esta tinha medo de todas as enfermidades a que ela e os seus filhos poderiam ser expostos regularmente. E antes dela regressar para o Canáda com os seus filhos, ela escreveu uma carta ao seu marido Jonathan, “Suponhamos que eu fui contagiada por uma enfermidade incurável aqui, no Canadá, na nossa terra e eu tinha apenas algumas meses de vida, se te pedisse para vires junto de mim, virias?” Ele respondeu-lhe, “Suponhamos que o nosso país estava em guerra com outro país e eu era um oficial muito importante. Muito dependia da minha liderança, se íamos ter uma vitória ou ser derrotados. Poderia eu, como líder, permitir que deixasse a minha responsabilidade para responder a uma chamada da minha família, na minha terra?” Ela, depois disto, apenas podia responder “não.” Deus usa homens e mulheres que estejam dispostos, sem condições, a entregar-se totalmente ao Seu serviço. Todos aqueles que querem levar o Evangelho a um mundo perdido e de morte estão expostos aos dardos do diabo. Aqueles que enfrentam essas provas e dificuldades e seguem adiante são os que verdadeiramente fazem a diferença neste mundo. Jonathan Goforth, missionário e evangelista na China, na Manchúria e na Coreia, é um exemplo do que Deus pode e faz por meio de um servo que está entregue completamente ao Senhor.

Nascido neste dia, 10 de fevereiro 1859, Jonathan Goforth, foi um missionário canadense, presbiteriano, na China, conjuntamente com a sua esposa Rosalind Goforth, de 1888 a 1934. Durante a Rebelião Boxer de 1900, ele e a sua família foram milagrosamente salvos da morte e conseguiram escapar. Quando depois regressaram à missão, Deus usou-os poderosamente no evangelismo e no avivamento espiritual da China.
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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Evangelho do Reino e o alcance das nações

Quando pensamos nas Nações dois textos bíblicos precisam ser destacados:
  • Mateus 24:14, onde está escrito: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.”
  • Apocalipse 5:9, onde encontramos o seguinte registro bíblico: “e entoavam novo cântico, dizendo: “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”
Estes textos nos mostram a importância da pregação e do conteúdo do evangelho, dentro de um contexto mundial.
Neste culto de Clamor pelas Nações quero compartilhar com os irmãos sobre o evangelho do reino, seu testemunho e o seu alcance perante as nações.
O evangelho do Reino
Jesus destacou que o evangelho a ser pregado às nações é o evangelho do reino: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo” (Mt 24:14a).
E o que a Bíblia chama de “evangelho do reino”?
  1. É o evangelho que Jesus pregava: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” (Mt 4:23)
  1. É o evangelho que anuncia a graça de Deus: “desde o dia que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade” (Cl 1:3-7)
  1. É o evangelho que traz salvação através da justiça de Deus em Cristo: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: o justo viverá pela fé.” (Rm 1:16,17)
  1. É o evangelho que não abre mão do arrependimento dos pecadores: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.” (Lc 24:45-47)
Portanto, quando clamamos pelas nações, clamamos pela salvação de milhares de povos, a qual só será possível mediante o anúncio do evangelho do reino, graça, justiça e salvação de Deus mediante a pregação que leva o arrependimento dos pecadores, em nome de Jesus Cristo.
O evangelho do reino como testemunho para as nações
Jesus disse que o evangelho do reino servirá de testemunho para todas as nações.
Mas o que Jesus quis dizer com “testemunho para todas as nações”? Testemunho do quê e para quê?
  1. Testemunho do reino de Deus entre os homens: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 4:17)
  1. Testemunho da salvação única e exclusiva em Jesus: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4:11,12)
  1. Testemunho do Senhorio de Jesus Cristo: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2:9-11)
  1. Testemunho da justiça de Deus: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:1,2)
  1. Testemunho do iminente juízo de Deus: “e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1 Ts 1:10)
  1. Testemunho da restauração da glória perdida: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1 Jo 3:1-3)
Então, clamar pelas nações é clamar para que o evangelho chegue a elas como proclamação e testemunho de que o reino de Deus está entre os homens, através da Presença e Senhorio de Jesus Cristo, salvação e esperança para os que crerem e juízo para os que rejeitarem à mensagem do evangelho.
O Alcance do evangelho do reino
O texto de Apocalipse 5:9 nos diz: “porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”.
Sem dúvida alguma estamos falando do evangelho cuja base está no sacrifício de Cristo, cujo alcance é mundial, sem qualquer tipo de discriminação.
Então, no que depender de Deus todos podem ser salvos, como o apóstolo Paulo escreveu: “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1 Tm 2:4)
Mais da metade da população mundial ainda não tem um testemunho efetivo de Cristo, o que significa mais de três bilhões de pessoas.
Mas, por que, depois de mais de dois mil anos de vida da Igreja, o evangelho ainda não chegou a todos os homens?
A resposta não está do lado de fora dos muros da Igreja, mas dentro dela. Vejamos as colocações do apóstolo Paulo acerca dos judeus que rejeitaram a Cristo em Rm 10:1-4, 9-12 e finalmente 14,15.
O ponto alto da argumentação de Paulo acerca da justiça que procede da fé em Jesus Cristo está nas impossibilidades, tanto para judeus como para gentios, que o texto sugere nos versículos 14 e 15:
“Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?” (Rm 10:14,15).
Se pregadores (missionários) não forem enviados, não haverá pregação, se não houver pregação, ninguém ouvirá do evangelho, sem ouvir, ninguém crerá e se não crerem, não invocarão e, portanto, serão condenados.
Portanto, a resposta para por que o evangelho não chegou ainda para mais de três bilhões de pessoas é simples: a Igreja não foi onde deveria ir.
As razões para esta omissão são muitas, mas gostaria de destacar algumas, tomando como base a ordem de Jesus em Mt 28:19,20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”
  1. Fazei discípulos
a1) Não fazemos discípulos; apenas evangelizamos.
a2) Discípulos de quem? Normalmente da igreja e não de Cristo.
a3) Discípulos para quê? Para ficar dentro da igreja.
  1. Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado
b1) Não ensinamos; apenas pregamos, pois cremos que ensinar “esfria”.
b2) O que ensinamos aos novos convertidos?
b3) O que eles têm guardado e compartilhado com outras pessoas?
  1. E eis que estou convosco todos os dias
c1) Queremos a presença de Jesus; desvinculados da sua missão.
c2) Por que Jesus estaria conosco todos os dias?
c3) Seria Jesus uma propriedade da Igreja?
Então, existem mais de três bilhões de pessoas sem conhecer a Jesus Cristo através do evangelho do reino, porque falhamos em não produzir discípulos de Cristo, aptos a cumprir a missão de fazê-lo conhecido dentre os povos e ao invés disto nos fechamos em nossos problemas, dilemas e ambições locais.
Quando clamamos pelas nações, precisamos entender que a proposta do evangelho do reino, cuja base está no sacrifício de Cristo, é de alcance mundial, sem qualquer tipo de discriminação, desde que nos libertemos de nós mesmos e sejamos aquilo que Deus espera: uma igreja missionária até os confins da terra.
Conclusão
Enquanto estamos refletindo nesta mensagem, muitas pessoas partiram para uma eternidade irreversível de sofrimentos e tormentos por não terem tido a oportunidade de conhecer a Jesus Cristo.
A pergunta que devemos nos fazer é: Até quando seremos apenas observadores desta tragédia de alcance mundial, sabendo que Deus nos chamou para anunciarmos a salvação e a vida eterna em Cristo Jesus?
Tenhamos no coração as palavras do apóstolo Paulo: “esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: Hão de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito.” (Rm 15:20,21)

terça-feira, 28 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Missionários nigerianos Fazedores de Tendas e o esforço para alcançar da África até Jerusalém



Muitos cristãos africanos estão prontos a sofrer por Cristo e seu Reino quando eles levam o Evangelho através do Norte da África e de volta a Jerusalém.

A construção de tendas é uma ferramenta que Deus nos deu para alcançar o mundo inteiro nestes
tempos finais, diz o organizador do curso de Fazedores de Tenda na Nigéria. Foto: Istockphoto.

O movimento chinês "De volta a Jerusalém" é bem conhecido por seu compromisso de levar as pessoas a Jesus e plantar igrejas ao longo da antiga Rota da Seda, entre a China e o Oriente Médio. Seu movimento-irmão africano pode se revelar tão frutífero quando milhares de cristãos se concentram nas áreas não alcançadas de maioria muçulmana no norte do continente.
A Nigéria assumiu um papel de liderança no esforço de tornar conhecido o reino de Deus nas nações norte-africanas.
- Somos perseguidos em nossa pátria. Assim, estamos preparados para levar o Evangelho aos lugares difíceis, disse Timothy Olonade, ex-líder da Associação Missionária Evangélica Nigeriana (NEMA), quando a associação lançou a sua estratégia "Visão 5015" em 2005. O programa visa recrutar, treinar e enviar 15.000 missionários da Nigéria para as nações muçulmanas no norte da África  além, até o ano 2020.

Estratégia de criação de tendas

As cerca de 140 igrejas membros da NEMA já têm mais de 7.000 missionários ativos. Alguns anos atrás, a associação decidiu fazer do Tendmaking (Fazedores de Tendas) a principal estratégia em suas operações futuras.
- Aqueles que querem ir são desafiados a trabalhar, iniciar negócios ou estudar nas nações que pretendem atingir, diz Samuel Olatunbi. Ele chefia o Instituto da Missão Evangélica da Nigéria (NEMI), que é o ramo de treinamento da NEMA.
Nigéria é uma casa poderosa em missões africanas, e NEMA contribuiu com uma parte vital neste esforço em desenvolver a força missionária nigeriana. Hoje, missionários das igrejas e organizações da NEMA operam em 96 nações ao redor do mundo.

Colaboração

Olatunbi não se orgulha de representar um dos principais contribuintes nas missões africanas. Pelo contrário, ele quer ajudar as nações vizinhas da Nigéria a desenvolver suas ações missionárias e fazedores de tenda.
- A necessidade de trabalhadores é muito maior do que a Nigéria pode fornecer. Portanto, é importante que levemos outros a bordo. Queremos desenvolver o trabalho de Deus junto com irmãos e irmãs cristãos em nossas nações vizinhas e em outras partes do mundo, diz Olatunbe.
Nos últimos 12 anos, a Tent International e a Tentmakers International Africa (TIA) realizaram cursos e conferências anuais para capacitar os fazedores de tendas africanos. Sob a liderança de Tiowa Diarra, a TIA cresceu para se tornar um movimento com representantes na maioria das nações africanas. Diarra sublinha como a criação de tendas é um modelo viável de missões que permite que todas as igrejas participem do trabalho de cumprimento da grande comissão.

Ferramenta dada por Deus

Victor Agbonkpolor é médico e organizador do curso de fazedores de tendas GO Equipped, que aconteceu na cidade de Benin algumas semanas atrás.
- Muitas pessoas entendem mal o que é a criação de tendas, e nos círculos de missão muitas vezes pode ser apresentado como uma outra forma de missões tradicionais onde as pessoas precisam levantar o apoio antes de ir. Poderemos enviar mais pessoas assim que tivermos uma compreensão correta do conceito. Acredito que a Nigéria pode assumir um papel de liderança nisso e encorajar todos os nossos países vizinhos a enviar missionários fazedores de tendas. Tentmaking é uma ferramenta que Deus nos deu para alcançar o mundo inteiro nestes tempos de fim, diz Victor Agbonkpolor.

Tradução de Sammis Reachers / Veredas Missionárias.

domingo, 19 de março de 2017

Curso Segurança Missionária em Áreas de Risco


Cursos 1 – Segurança do Missionário em Áreas de Risco 

Nível A – 16 horas:

Conteúdo: 
1. Panorama Mundial;
2. Teologia do Risco;
3. Protocolos de Segurança Pessoal e Patrimonial;
4. Evacuação de Campo;
5. Áreas de Risco - Avaliação;
6. Ameaça e Crise;
7. Catástrofes Naturais;
8. Segurança da Informação;
9. Comunicação com Igrejas e Adotantes;
10. Pseudônimos e Plataformas de Trabalho;
11. Interrogatórios;
12. Simulações Específicas.
Data: 21 a 23 de abril de 2017 (início: 09 horas do dia 21 e término: 14 horas do dia 23)

Local: Seminário Vale da Bênção em Araçariguama - SP.

Link para inscrição:
https://goo.gl/forms/3CuUVrItSa0RrUy42


quarta-feira, 15 de março de 2017

APERFEIÇOAMENTO MISSIONÁRIO QUILOMBOLA - Participe!


Convidamos os irmãos interessados a participarem do APERFEIÇOAMENTO MISSIONÁRIO QUILOMBOLA, cuja primeira parte será realizada nos dias 15 a 21 de maio de 2017 na base da Missão Juvep em João Pessoa/PB.
Trata-se de uma iniciativa do Centro de Preparo Missionário da Juvep (CPM), em parceria com a Aliança Evangélica Pró-Quilombolas do Brasil e diversas outras organizações, visando contribuir na reflexão dos desafios missionários no contexto quilombola. Os módulos oferecidos, valores e as inscrições podem ser feitos pelo site preparomissionario.com.br/quilombola.
Maiores informações pelo telefone (83) 3248 2095.

sábado, 11 de março de 2017

Dica/lançamento: Ore Pelas Nações, Um guia completo de intercessão pelo mundo


A editora Mundo Cristão acaba de lançar uma excelente ferramenta para apoiar a intercessão e a informação missionárias. Ore pelas Nações - um guia completo de intercessão pelo mundo, escrito por Jason Mandryk, é a versão resumida do conhecido Operation World*.
O ambiente de razoável liberdade religiosa impede a muitos de conceber que em diversas regiões do planeta ser cristão é uma opção de alto risco. A perseguição é uma realidade para milhões de irmãos e irmãs. Relatos assustadores de execuções tornaram-se frequentes, remetendo-nos às barbáries registradas pela história nos primeiros anos do cristianismo. E, a julgar pelo cenário geopolítico mundial e a tendência à secularização cada vez maior das sociedades e a consequente intolerância aos valores cristãos, a Igreja precisa decidir sobre que atitudes tomar.
Sem desprezar ações de caráter jurídico, político ou diplomático, cabe a todo cristão orar pelas nações, mesmo por aquelas que não enfrentam questões de perseguição religiosa.Todo país tem o seu desafio único, e estabelecer uma dinâmica de oração em favor de cada um deles é um sinal de que nos importamos com todos que fazem parte desta grande família de filhos e filhas de Deus.
Ore pelas nações ajudará você, seu pequeno grupo e sua igreja a identificar países e suas necessidades, ao mesmo tempo que os juntará a centenas de milhares de cristãos mundo afora que se conectam ao Criador clamando pela Igreja de Cristo e seus desafios nos dias atuais.
O livro possui 368 páginas e já pode ser adquirido no site da editora, AQUI.
*Operation World/WEC é um ministério internacional dedicado à compilação de dados relevantes sobre cada país do mundo, a fim de despertar a Igreja para orações e missões. Tornou-se referência global após a publicação do livro Operation World, cuja sétima edição, de 2010, serviu de base para Ore pelas nações, uma versão abreviada e editada por Jason Mandryk e sua equipe.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Oitavo Congresso Brasileiro de Missões - Participe!



23 a 27 de Outubro - Águas de Lindóia - SP
O Congresso Brasileiro de Missões é o principal evento multidenominacional, com enfoque missionário, realizado no Brasil. Acontece a cada três anos, por iniciativa da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB). Os CBMs tem reunido entre 1500 e 2000 participantes. Trata-se de uma excelente oportunidade para expor os mais diferentes recursos ministeriais.
Para a oitava edição do CBM, em 2017, optamos por incorporar ao título a frase utilizada como tema na edição anterior. “Realidades que não Podemos Ignorar” torna-se o “mote" do Congresso Brasileiro de Missões, pois enseja a abordagem de qualquer tema que seja atualmente relevante no envolvimento com a Missão de Deus.
Para maiores informações, acesse: http://www.amtb.org.br/cbm-2017/

quinta-feira, 2 de março de 2017

17ª Expedição Missionária Rally da Misericórdia no RS - Participe!

Missão de curto prazo neste (Rio Grande do Sul) que é um dos estados menos evangelizados do Brasil.

Acampamento missionário em Brasília.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Chamado e envio correto - O princípio básico para o sucesso



INTRODUÇÃO
Creio que grande parte de nosso sucesso se assim posso dizer, no campo missionário é saber esperar o tempo de Deus, já que o missionário é aquele que é levado por Deus ao campo para simplesmente ver o que o nosso grande Deus é capaz de fazer.
Qual seria o grande modelo Bíblico de chamado e envio que poderia nos colocar com os pés no chão para evitarmos tragédias futuras?
Ex:
• Volta prematura por falta de retaguarda de oração e sustento.
• Falta de preparo adequado.
• Tratamento de caráter: submissão, obediência e fidelidade.
** 40% dos candidatos ao campo missionário voltam antes do tempo.

CHAMADO DE PAULO
1º. Deus o chamou.
“Disse-lhe porém, o Senhor: Vai! Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel. Eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome.” Atos 9:15,16
2º. O Espírito Santo comunicou a liderança da igreja.
“Na igreja de Antioquia havia alguns profetas e mestres, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Niger, Lucio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então depois de jejuarem e orarem, puseram sobre elees as mãos, e os despediram. Assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Seleucia, e dali navegaram para Chipre”. Atos 13:1,4.

• Quem chama? O Espírito Santo.
• A quem comunica? 1º. Ao comissionado “atos 9:5,16”, depois aos seus líderes “atos 13:1,4”.
• Quem envia? O Espírito Santo através dos lideres da igreja, já que o missionário é extensão da igreja no campo.
• Qual o tempo do chamado para o envio? O tempo é do Espírito Santo, que nos chama e revela aos nossos líderes.
Deus quer nos preparar:
• Deus vai usar pessoas e situações para nos provar.
• Deus vai usar nossa liderança para nos dizer alguns “nãos”.
• Deus vai testar nosso caráter. “O CARATER ANTECEDE A MISSÃO”.
• Deus vai testar nossa submissão, obediência e fidelidade a nossa liderança, ao chamado e ao Senhor.
O espírito Santo não trás confusão. Ele é sábio!
Alguns princípios do envio:
Vs. 2 “Apartai-me” – Grego:aphorisate (aphoriso) = Separar p/ um serviço, estando ainda ligado a igreja.
Vs. 3 “Puseram sobre eles as mãos” – Grego: Ephitente tas cheiras = Transferência de autoridade eclesiástica.
Vs. 3 “Onde parecia que estava tudo certo, foram jejuar e orar para despedi-los, tudo com muita responsabilidade e no vs. 4 “enviados pelo Espírito Santo” parece contraditório, já que é a igreja que está enviando, mas nos mostra uma lição, onde o Espírito Santo envia através da igreja, já que a igreja é o templo Dele.”

Conclusão:
Há muita empolgação para o campo missionário, mas temos que ser maduros o suficiente para não abortarmos o missionário gerado pelo Espírito Santo na igreja e também não podemos enviar ninguém prematuramente, há um tempo de Deus e que Ele nos ajude a entendermos isto.

PR. ELIAS DE OLIVEIRA LARANJO

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Missiologia e a Teologia da Prosperidade


Wellison Barbosa dos Santos
Introdução
Nicodemos, membro do Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus, foi procurar Jesus à noite, talvez com receio de ser visto com o Mestre, com uma argumentação interessante: “Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2)
Porém, a resposta de Jesus foi mais interessante: “A isto respondeu Jesus: em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)
Jesus está mostrando que o reino de Deus não pode ser conhecido do lado de fora pelas evidências que sustentem as argumentações humanas, mas que o reino de Deus só pode ser visto e reconhecido em suas verdadeiras virtudes por quem estiver dentro dele.
A réplica de Nicodemos a Jesus foi proporcional ao que ele via e entendia: “Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (Jo 3:4)
Diante disso, Jesus fechou a questão, dizendo: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos céus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” (Jo 3:5-7)
Portanto, o reino de Deus tem na encarnação e Obra do Cristo e na sua consequência maior, o novo nascimento, o ápice das suas manifestações, o que parece ter mudado na concepção de muitos que dizem enxergar o reino estando do lado de dentro.
Sim, porque nos dias atuais quando a presença e a influência da teologia da prosperidade atingem até mesmo os redutos mais conservadores da fé cristã: não é mais Cristo e o novo nascimento, o ser uma nova criatura em Cristo Jesus, o grande sinal do reino de Deus entre nós.
O reino de Deus está entre nós porque agora somos prósperos e abençoados; não somos mais cauda, somos cabeça; não somos mais empregados, somos patrões; determinamos pela fé o que queremos de Deus e por aí vai.
Mais do que um produto da mídia habilmente manipulado, o que estamos assistindo no nosso país é um ataque frontal aos alicerces da fé reformada, cujas consequências atingem a obra missionária não somente na questão das contribuições financeiras e na disponibilidade de vocacionados, mas principalmente na teologia que norteia a nossa missiologia.
As igrejas adeptas da teologia da prosperidade estão repletas de “abençoados e prósperos”, mas não de verdadeiros discípulos de Cristo nascidos de novo; uma grande contingente resultante de um sincretismo tão perigoso quanto ao visto em várias localidades da África, onde a prática cristã e o ocultismo convivem em igual escala de importância.
Portanto, faz-se necessário refletirmos neste texto do evangelho de João, no capítulo 3, versículos 1-21, acerca dos impactos da teologia da prosperidade na teologia que norteia a nossa missiologia, tendo como premissas:
  1. A centralidade da Cruz
  2. A proclamação da Missão de Cristo
A Centralidade da Cruz (1ª Premissa)
Os sinais de quem via o reino de Deus pelo lado de fora inquietaram o coração de Nicodemos, assim como os supostos milagres da teologia da prosperidade preparados e veiculados na mídia tem inquietado o coração de muitas lideranças evangélicas brasileiras.
A grande maioria ávida em repetir as receitas de sucesso das grandes igrejas neopentecostais, reconfiguraram suas liturgias para atrair mais pessoas e consequentemente maiores arrecadações, mas não se preocuparam com os pressupostos teológicos preteridos em prol da adoção da “novidade” de sucesso financeiro e ministerial.
A centralidade da cruz foi o maior deles. Foi trocada pela centralidade de uma fé pragmática e de resultados extremamente duvidosos.
Jesus disse a Nicodemos: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:13-15)
O propósito de Deus foi concentrar no Cristo levantado na cruz as esperanças de uma nova vida para todo aquele que Nele crer.
O sangue de Cristo é a oferta única e suficiente para esta nova vida e não os valores depositados num envelope ou as unções especiais, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente, acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1,2) .
O uso da fé, tão propagado pelos neopentecostais não é uma resposta à graça de Deus que, em Cristo Jesus concede a vida eterna a todo que Nele crer, mas sim uma proposta negociável fundamentada num paganismo que acredita poder manipular a divindade, a fim de obter seus benefícios, mediante o escambo espiritual. Parece-nos que a realidade das palavras do apóstolo aos Efésios foi esquecida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:1-9)
Não mais a cruz, mas a campanha fundamentada na oferta financeira é a porta que se abre no céu para toda sorte de benefício terreno. Assim, as palavras do apóstolo Paulo perderam o sentido para os adeptos da teologia da prosperidade: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:17-21)
Descentralizar a cruz é desenvolver uma missiologia de resultados justificados pela quantidade de templos inaugurados, pelas metas de arrecadação alcançadas e pelo público literalmente pagante presente nas reuniões de fé e milagres e não mais pela obediência à ordem de Jesus: ”Ide, portanto, fazei discípulos em todas as nações, batizando-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou conosco todos os dias até a consumação dos séculos.” (Mt 28:19,20).
Portanto, a centralidade da cruz deve ser refletida na nossa pregação, cujo mote maior não deve ser a popularidade, mas o compromisso inegociável com a verdade das Escrituras Sagradas, bem retratada pelo apóstolo Paulo à igreja em Corinto: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Co 1:21-24)
A pregação centrada na cruz não fechará as portas da teologia da prosperidade, mas certamente levará pessoas a uma fé cristocêntrica, conforme o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Corinto: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza e temor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” (1 Co 2:2-5)
Tais pessoas serão potenciais candidatos ao campo missionário, formadas com bases teológicas que não negociam sua ética e seu conteúdo, refletindo-as na vida daqueles que hoje ainda nada ouviram de Cristo.
Façamos da cruz a nossa mensagem para “Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos confins da terra”.
A Proclamação da Missão de Cristo (2ª Premissa)
Jesus explicou sua missão a Nicodemos nas seguintes palavras: “assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:14,15)
Em seguida, Jesus explica o fator motivador da sua missão, o amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
Este amor se manifestou de “tal maneira”, ou seja, na cruz onde Cristo foi levantado à semelhança à serpente no deserto levantada por Moisés.
O mundo estava sentenciado no “corredor da morte eterna”, mas o amor de Deus se manifestou em Cristo Jesus para dar vida eterna aos que crerem no Filho Bendito.
Está foi e é a missão de Jesus: tirar o pecador do “corredor da morte eterna”, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses: “Ele nos libertoouo do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção a remissão dos pecados.” (Cl 1:13,14).
A Igreja participa desta missão no poder do Espírito Santo, conforme o apóstolo Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1 Pe 2:9)
Considerando a missão de Jesus, a teologia da prosperidade é uma “anti-missão”, pois além de desfocar a centralidade da cruz, desfoca também a realidade das pessoas para um “mundo imaginário”, à margem da missão de Jesus.
Ela não considera que os pecadores estejam no “corredor da morte eterna”, nem tampouco advoga um mínimo de justiça pelos que sofrem.
Ela advoga em causa própria oferecendo uma solução irreal para os problemas do povo, escondendo o grande e maior vilão de todo ser humano: o pecado.
Na sua “anti-missão” a teologia da prosperidade consegue ofuscar a tenebrosa realidade do pecado, através do brilho falso do materialismo, a ponto de concentrar todas as esperanças do povo no consumismo tão em voga nos dias atuais.
Daí, a pergunta que se faz num cenário como este: Jesus morreu na cruz por que e para quê, se o nosso grande problema não é o pecado?
As palavras do apóstolo Paulo aos Romanos sequer são lidas e pregadas nos púlpitos neopentecostais: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12)
Benção e pecado convivem juntos na teologia da prosperidade, porque afinal de contas, o que importa é o carro novo na garagem, a mutação quase que automática de empregado para patrão, a certeza que as coisas a serem conquistadas dependem somente da aplicação financeira celestial, fixada em juros estratosféricos e resgate imediato.
Esta é a esperança oferecida pela teologia da prosperidade, a qual tem transformado e transtornado muitos púlpitos que outrora pregavam a mensagem da cruz.
Diferentemente, de tudo isso, o apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto que estava sendo afetada por ensinamentos que afirmavam não haver ressurreição dos mortos: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Co 15:19)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade ignora o pecado e suas consequências eternas, fortalecendo a ideia da inexistência da eternidade, pois o que importa é desfrutar hoje do que Deus prometeu e tem que cumprir, porque a fé está em ação, determinando as bênçãos desejadas.
Jesus disse a Nicodemos o propósito da sua missão: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade afirma que o grande inimigo das pessoas é satanás que não as deixa prosperar, que as faz adoecer, que destrói suas famílias, deixando-as numa condição humilhante.
Que satanás é o grande inimigo, ninguém discute. A questão é se o seu objetivo seria tão somente destruir o que é visível, até porque se for isso, fica mais fácil resolver.
Nas palavras do apóstolo Paulo à Igreja em Corinto não parece ser isso: “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Co 4:3-6)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade corrobora com o objetivo de satanás em manter as pessoas cegas quanto a “iluminação do conhecimento de Deus na face de Cristo”.
Na verdade, esta “anti-missão” estabelece um cativeiro disfarçado que leva o nome de Deus, mediante um apelo popular massivo travestido num falso evangelho, customizado pelos líderes neopentecostais a partir das suas revelações pessoais que contradizem as Escrituras Sagradas.
As advertências do apóstolo Paulo aos Gálatas são mais do que apropriadas nos dias de hoje às igrejas, outrora firmadas nas Escrituras, mas que se deixaram fascinar pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1:6-9)
Quais os resultados podem ser esperados do cativeiro da “anti-missão”? O apóstolo Paulo escrevendo aos Gálatas anteviu a frustração que aguarda muita gente: “Para a liberdade foi que Cristo vos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém de fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade/” (Gl 5:1-7)
Agora, é preciso considerar que Paulo escreveu a uma igreja, que se deixava levar pela doutrina dos judaizantes que confinava a salvação à observância da lei e não à fé em Cristo Jesus. E aqueles que nunca ouviram do evangelho e se convertem através da “anti-missão” da teologia da prosperidade?
O apóstolo Pedro escrevendo sobre os falsos mestres definiu o prejuízo que os mesmos causam aos incrédulos que estão se aproximando da fé, prejuízos esses semelhantes aos causados pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas pelo temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.” (2 Pe 2:17-19)
Os resultados da “anti-missão” da teologia da prosperidade implicam numa rota de colisão com a missão de Jesus: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (Jo 3:18,19)
Esta colisão se deve ao fato de que a “anti-missão” não tem como aplicar a luz à real condição do mundo sem Cristo, uma vez que se isto ocorrer as pessoas poderão enxergar seus pecados e a única possibilidade de serem livres deles, mediante a missão de Cristo na cruz.
Tais pessoas continuam em trevas, sem saber que poderiam ser salvas do que realmente as aprisiona: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com a sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós, outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2:8-15)
Sem saber, estão cada vez mais expostas ao julgamento que as tirará do corredor da morte para lança-las definitivamente na morte eterna.
Portanto, é preciso resgatar a missão de Jesus através da sua proclamação dentro e fora das igrejas, mediante a denúncia e rejeição da “anti-missão”, através do ensino das Escrituras Sagradas.
Para tanto, devemos cultivar ministérios alicerçados numa integridade pessoal e ministerial advindas das Escrituras Sagradas, ao invés de nos fascinarmos com as promessas de crescimento e fama, pois, já sabemos que o crescimento vem Dele.
Conclusão
Como em outros momentos da história, a Igreja custa perceber as portas do inferno, salvo alguns do seu escalão. Foi assim com o nazismo na Alemanha e com as ditaduras militares que assolam até hoje, principalmente, os países da América Latina e a África.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo fenômeno se repete com a teologia da prosperidade que desembarcou e fincou raízes no Brasil, aproveitando-se não apenas do subdesenvolvimento social e econômico, como também do relativismo bíblico que assola os rincões ministeriais da nação.
Muitos ainda custam acreditar que é impossível alinhar uma missiologia que promova a missão de Cristo, a partir de uma teologia orientada pelos ventos da teologia da prosperidade.
Neste cenário, os que professam a fé reformada que resulta numa missiologia transformadora, devem estar conscientes que não apenas militamos contra uma mentira assumida, como também, contra uma mentira camuflada.
O nosso consolo e esperança está na soberania de Deus que, a despeito de tudo isso, “vela em cumprir a sua palavra”.
Que Deus nos abençoe e guarde.

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