sábado, 15 de dezembro de 2018

Definindo metas para expandir o impacto global da sua igreja no próximo ano



Definir metas para expandir o impacto global da sua igreja

"A menos que haja um elemento de risco em nossas façanhas para Deus, não há necessidade de fé." -Hudson Taylor

Objetivos de Alongamento da Fé

O que você acredita que Deus quer realizar no alcance global de sua igreja nos próximos 12 meses? Quando você “levanta os olhos e vê que os campos estão brancos para a colheita” (João 4:35), este pode ser um momento apropriado para parar e considerar como administrar melhor os valiosos “recursos de colheita” que o Mestre confiou você (Mt 25: 14-20).
Seja corajoso e visionário enquanto você faz um balanço de onde você está e para onde Deus está desafiando você a ir. Mas lembre-se também que tentar mudar tudo de uma vez cria um desânimo que derrota o impulso para frente. Abaixo estão listadas 20 ideias para estimular seu processo de planejamento. Recomendamos que você escolha apenas dois ou três objetivos principais para o próximo ano.
Comece tomando tempo como uma equipe de missões para avaliar os últimos 12 meses. Como seu programa missionário é mais eficaz agora do que há um ano? Celebre o progresso e identifique lições para aprender com as falhas. Em seguida, use essa lista para iniciar uma discussão sobre as prioridades do próximo ano.

Estratégia

1. Desenvolver ou revisar nossas prioridades e estratégia de missões. Um conjunto claro de prioridades e formas definidas de engajamento são fundamentais para o impacto das missões de longo prazo em qualquer igreja. Este deve ser o ano em que abordamos o desenvolvimento ou revisão dessas importantes diretrizes? Nada tem tanto potencial para aumentar nosso impacto.

2. Identifique nosso potencial de pessoas. Como poderíamos identificar com mais precisão os recursos das pessoas que Deus investiu em nossa igreja neste momento específico, especialmente áreas de maior potencial inexplorado para alcance missionário? Devemos fazer uma pesquisa em toda a igreja? Peça aos líderes de grupos pequenos que nos falem sobre os presentes daqueles que estão no grupo deles? Investigar e investir naqueles em novas classes de membros?

3. Mapeie a diversidade da nossa comunidade. Sabemos quais grupos de pessoas da diáspora (migrantes) são atualmente representados por residentes ao alcance de nossa igreja? O primeiro passo para alcançar as nações entre nós é descobrir quem está aqui e quais são suas necessidades.

4. Desafie nosso pessoal a arriscar e sacrificar. Deveríamos criar intencionalmente oportunidades de serviço onde nossos funcionários são desafiados a sair de sua zona de conforto e / ou dar um salto a um nível de sacrifício? Como nossa equipe de missões pode liderar pelo exemplo nessas áreas?

5. Desafie nossos jovens em missões. Há diversas conferências e treinamentos missionários, muitos deles focados especificamente em jovens, para acontecer por todo o Brasil. Devemos recrutar individualmente jovens adultos para participar de um desses eventos? Devemos fornecer bolsas de estudo?

6. Expandir nossa capacidade de comunicação, especialmente a capacidade de produzir vídeos de missões de alto impacto. A comunicação visual é o coração de atingir as gerações mais jovens, por isso os vídeos são uma parte cada vez mais essencial dos esforços de mobilização de missões da igreja. Deveríamos recrutar uma equipe principalmente de jovens adultos para desenvolver uma série de vídeos que inflama a visão tanto do que Deus está chamando a nossa igreja a fazer globalmente quanto dos excitantes ministérios nos quais já estamos envolvidos?

7. Experimente novas missões dando métodos. Muitas igrejas estão descobrindo que a abordagem do desafio da fé para o financiamento de missões é menos eficaz com as gerações mais jovens. Podemos experimentar uma abordagem diferente? Talvez um desafio de doação correspondente (alguém em nossa igreja, ou nossa equipe de liderança missionária, estaria disposto a fazer um presente de desafio de alongamento da fé?). Ou uma abordagem on-line do estilo “Vakinha.com” (crowdfunding)? Ou uma exibição visualizada de forma criativa (como um quebra-cabeça gigante do mundo ou uma réplica escalonada de um foguete que se mova pelo salão) mostrando o progresso em direção ao objetivo.


Ministério

8. Duplique nosso impacto na oração. E se estabelecermos como meta gerar o dobro de intercessão global de nossa congregação este ano? Como poderíamos medir a quantidade atual de oração diária ou semanal? O que precisamos fazer para desafiar e recorrer a crianças, jovens e adultos para que invistam o dobro do tempo na intercessão em prol de trabalhadores em missões e das necessidades globais?

9. Envie novos trabalhadores. Deus está nos chamando para estabelecer uma meta para identificar um certo número de membros que devemos pedir para considerar as missões de longo prazo e outro grupo para encorajar a mudança para uma missão ou projeto de curto prazo? Podemos focar a oração nessas áreas e desenvolver uma lista de perspectivas, depois agendar um horário para conversar com cada uma delas? Devemos introduzir ou expandir nossas oportunidades de estágio intercultural?

10. Patrocine uma série de sermões. Devemos trabalhar com nosso pastor para planejar uma série de sermões missionários focados em torno de uma parte específica das Escrituras? Como poderíamos facilitar o trabalho do pastor fornecendo recursos auxiliares que adicionarão impacto? Que tipos de oportunidades poderíamos projetar que seriam os primeiros passos práticos para aqueles que respondem ao desafio bíblico?

11. Encoraje os missionários. O que poderíamos fazer este ano para fornecer intencionalmente incentivo extra para um ou mais dos nossos trabalhadores globais? Programar uma visita pastoral? Financiar um projeto? Providenciar formação adicional para eles?

12. Capacitar a integração de missões. Como poderíamos recorrer a líderes de outros ministérios em nossa igreja para integrar mais engajamento global em seus programas? Uma igreja deu a cada aluno da escola dominical uma “semente” (recursos) para alavancar qualquer projeto global que escolhessem. Outros financiam viagens para que vários líderes de ministérios possam interagir com seus pares que servem às igrejas nacionais em algum lugar do mundo.

13. Avance rapidamente um projeto estratégico. As igrejas frequentemente se envolvem em tantos esforços diferentes que seus investimentos são reduzidos. Podemos escolher um empreendimento especialmente estratégico e comprometer uma quantidade de fundos que se estende pela fé para lançar ou expandir sua implementação? Quais são os nossos critérios para identificar tal projeto? Devemos convidar nossos trabalhadores / parceiros globais para enviar propostas?


Liderança

14. Melhore nosso próprio serviço. Como nossa equipe de liderança em missões aumentará nossa visão e habilidades globais este ano? Devemos definir uma meta de quantos membros da nossa equipe participarão de uma viagem de curta duração ou visita de assistência missionária ao campo neste ano? Cada um de nós se comprometerá a se envolver em algum ministério pessoal e transcultural que exija sair de nossa zona de conforto? Deveríamos também nos comprometer a ler / ouvir e depois discutir um ou mais livros ou palestras, ou fazer um curso de Perspectivas ou de missões online oferecido por uma faculdade ou seminário cristão?

15. Aperte o botão de pausa. A maioria das equipes de liderança de missões é comprometida apenas para manter sua agenda atual de eventos missionários, viagens de curta duração e trabalho administrativo. Devemos colocar uma tarefa importante em espera para o próximo ano, a fim de concentrar nosso tempo em uma atividade estratégica de longo prazo? E se não tivéssemos uma conferência de missões este ano, enviado menos equipes ou simplificado nosso processo orçamentário? Isso daria tempo para algo como (1) voltar à estaca zero e repensar e redesenhar um aspecto inteiro de nosso programa de missões, (2) lançar um alcance estratégico local para um povo da diáspora, ou (3) ter toda a nossa equipe fazendo o curso de Perspectivas ou outro relevante.

16. Realizar uma auditoria de missões internas. Existe alguém em nossa igreja com fortes habilidades analíticas que poderia nos ajudar a dar um passo atrás para avaliar todo o nosso programa de missões? Ou o ponto de vista externo de um “coach” profissional de missões nos ajudaria a ver pontos fracos e áreas estratégicas para redesenhar?

17. Expandir a propriedade das principais missões dos líderes. Como poderíamos expor nossa equipe pastoral e líderes leigos às coisas empolgantes que Deus está fazendo hoje, em campos missionários no Brasil e no mundo? É mais provável que os líderes se interessem por um trabalho de missão se puderem se conectar por meio de uma área de sua paixão ou especialização. Podemos projetar uma viagem global especializada ou divulgação local que envolva o ponto ideal de pelo menos um ou dois líderes-chave que atualmente não são apaixonados por missões? Como mobilizá-los?

18. Envolva mais pessoas na liderança de missões. E se nós criássemos algumas novas equipes de força-tarefa de missões, cada uma abordando uma meta específica em nossa lista? As pessoas são mais propensas a aceitar uma atribuição limitada no tempo do que uma função aberta. Como poderíamos projetar a tarefa de uma forma que atraísse os jovens a se engajarem?

19. Contrate um “treinador” de missões. Deveríamos convidar um pastor missionário próximo, ou um “coach” de missões de uma agência ou outra entidade mobilizadora, para vir ao nosso encontro uma vez por trimestre durante o próximo ano para avaliar como nossa equipe de liderança funciona e sugerir maneiras de melhorar?

20. Traga outra pessoa junto. Poderia cada membro de nossa equipe de liderança de missões identificar pelo menos uma oportunidade onde eles poderiam convidar um ‘marinheiro de primeira viagem para participar de uma missão de divulgação ao lado deles? O que isso poderia ser?

O chamado de Jesus aos Seus seguidores era custoso: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz diariamente e siga-me” (Lucas 9:23). Se seguirmos Jesus, não ficaremos satisfeitos em apenas manter o status quo - pessoalmente ou como líderes no corpo de Cristo. Como nossa equipe missionária confiará em Deus para grandes coisas para a expansão de Sua glória entre as nações no próximo ano?

Traduzido e adaptado por Veredas Missionárias a partir de texto disponível em Catalyst Services (Ago/2018): http://catalystservices.org/trust-god-for-more/


sábado, 1 de dezembro de 2018

Voluntariado em Missões - Confira dezenas de oportunidades



O Connect Voluntariado é uma das áreas do VOCARE, cujo objetivo é interligar o vocacionado com as possibilidades de voluntariado, serviço integral, preparo ministerial e até mesmo no engajamento dos trabalhos de curto, médio e longo prazo que a sua organização disponibiliza.

A ideia é divulgar algumas das oportunidades levantadas nesse ano para o Congresso nacional do Vocare em Maringá e também para Experience Belém e Experience Anápolis. Todas as oportunidades ofertadas são de organizações filiadas à AMTB.

São dezenas de oportunidades nos mais diversos segmentos profissionais, e em variadas Missões e Agências. 

PARA BAIXAR A LISTAGEM EM PDF PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

*Fique a vontade para enviar para o seu amigo(a) que se interessaria por alguma dessas vagas.

Caso queira se cadastrar no banco de dados de voluntariado, basta entrar no site https://vocare.org.br/connect/

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Semana de Oração pelos Quilombolas do Brasil - Participe!


A Semana Nacional de Oração pelos Quilombolas 2018 ocorrerá de 19 a 25 de novembro e tem por objetivo mobilizar através da oração crentes e igrejas locais em favor dos quilombolas. Como também, tornar mais conhecida da igreja evangélica em geral a realidade espiritual e social em que se encontram.
Serão sete dias de clamor a Deus pelos quilombolas. Para isso será disponibilizado um Guia de Oração com um tema específico para cada dia da semana.
Para participar basta preencher o cadastro de inscrição. O Guia de Oração 2018 será enviado para o e-mail cadastrado.
Vamos juntos clamarmos a Deus por um dos segmentos menos evangelizados do nosso país.
 Clique no link: 
Inscrição Gratuita

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Impacto Sertão Vida em Santana do Matos - RN - Participe!


DADOS DA CIDADE DO IMPACTO SERTÃO VIDA 2019

*Santana do Matos* é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte localizado na microrregião da Serra de Santana. De acordo com o Censo de 2018 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município conta com uma *população de 12.954 habitantes, dos quais 6.905 vivem no meio rural*. O município é o 3º maior do estado possuindo uma área territorial de 1.420 km².
Ainda segundo o mesmo Censo de 2018 *o município consta em sua população religiosa apenas 0,8% de cristãos protestantes em todo território local*.

*GEOGRAFIA*
Santana do Matos está localizada em pleno Sertão Central Potiguar possuindo clima semiárido. A vegetação predominantemente arbustiva, típica da Caatinga, é composta por elementos caducifólios - que perdem suas folhas no período da seca, salvo as Algarobas que permanecem verdes em meio a paisagem acinzentada.
Todos os rios do Município são intermitentes, ou seja, secam durante os períodos de estiagem mais severos. A má distribuição do regime de chuvas e o solo em sua maior parte pedregoso não permitem o desenvolvimento da agricultura e da pecuária extensivas, somente familiar e/ou de subsistência. Santana do Matos também é conhecida como "Coração do Rio Grande do Norte", pois é nela que está o ponto exato que determina o centro do estado.
*Una-se conosco neste desafio*

terça-feira, 13 de novembro de 2018

A falta de visão missionária: Vendo como Davi ou vendo como Deus? - Durvalina Bezerra



Durvalina Bezerra

A falta de visão do reino de Deus impossibilita a ação missionária da igreja. Observando a experiência rei Davi e relacionando-a com a realidade de muitas igrejas em nossos dias, veremos que há identificação com o mesmo tipo de visão. Porque temos a tendência de olhar numa dimensão pessoal e local, enquanto Deus nos chama para uma missão universal e terna. (2Sm 7):

Davi preocupou-se em construir uma casa para Deus (v. 2 e 7); Deus se preocupava em construir o reino da casa de Davi (v. 11, 13, 16).
Davi desejava colocar a arca de Deus numa casa de cedro (v. 2); Deus desejava colocar o seu trono em toda a terra (1Rs 8.41-43).
Davi tinha a visão local do Deus de Israel (v. 26); Deus visualizava sua presença expandindo-se por toda a terra (SI 96.3).
Davi queria honrar a Deus com a construção do templo (1Cr 29.2-3); Deus queria ser honrado pela obediência a tudo o que ele planejara: "Ele, o Senhor, te fará casa" (v.11,12).
Davi via a sucessão do seu reino em Salomão (1Cr 28.5); Deus antevia o reino messiânico e promete que ele será estabelecido para sempre (2Sm 7.16).

Precisamos orar para que a visão do reino eterno seja clara, que a Igreja desperte para proclamar as boas-novas nas cidades, nos sertões, nas vilas e aldeias; em nosso país ou fora dele; em urna cultura similar, como os países latinos, ou numa cultura mais distante — até aos confins da terra. Que a igreja cumpra a sua missão profética segundo Isaías, a qual foi ensinada por Jesus: "A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações" (Mc 11.17). Sendo assim, assumamos a responsabilidade de:

• Despertar vocações missionárias.
• Selecionar e preparar os vocacionados.
• Encaminhar os candidatos para uma escola teológica.
• Associar-se com uma agência de missões, ou usar o órgão de que a denominação dispõe para dar continuidade ao processo de preparo e envio.
• Prover o sustento adequado de acordo com o campo receptor.
• Formar uma retaguarda de apoio moral e espiritual.
• Estabelecer o cuidado pastoral antes do envio, no campo e depois do campo.
• Adotar os povos ainda não alcançados, focalizando as tribos indígenas brasileiras.
• Desenvolver um ministério de intercessão consistente.
• Organizar o conselho ou departamento missionário da igreja local.

A tarefa missionária é da igreja e nenhuma outra instituição pode fazê-la. O reino é universal e a igreja tem a missão de proclamação: fazer o evangelho alcançar cada criatura em todo o mundo. Jesus nos ordenou: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura"; "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações" (Mc 16.15; Mt 28.19). Paulo nos desafia, quando pergunta: "Como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?" (Rm 10.14,15). 

Trecho do livro A Missão de Interceder (Editora Descoberta).

terça-feira, 6 de novembro de 2018

30 maneiras de despertar sua congregação para o engajamento global em missões



Em seu relatório de fim de ano de 2010, o Grupo Barna identificou seis padrões principais emergindo entre os cristãos na América (padrões que podem ser identificados, em maior ou menor grau, também entre cristãos brasileiros):

1. A Igreja Cristã está se tornando menos alfabetizada teologicamente.
2. Os cristãos estão se tornando mais entrincheirados em suas casas e comunidades, e menos orientados para o exterior.
3. Um número crescente de pessoas está menos interessado em princípios espirituais e mais desejoso de aprender soluções pragmáticas para a vida.
4. Entre os cristãos, o interesse em participar da ação comunitária está aumentando.
5. A insistência pós-moderna na tolerância está conquistando a Igreja Cristã.
6. A influência do cristianismo na cultura e nas vidas individuais é praticamente invisível.
Muito poderia ser dito (e feito!) Sobre cada um destes padrões. Em resposta ao afastamento do envolvimento com evangelização e missões, como mencionado no segundo ponto, montamos esta lista de 30 passos práticos para que os líderes da igreja possam fazer com que suas congregações permaneçam vivas e fiéis à missão global de Deus.

* * * * *

1) Coloque um grande mapa em algum ponto bem visível de sua igreja e peça a cada pessoa que assine seu nome ou iniciais sobre uma nação pela qual eles desejam se comprometer a orar regularmente.
2) Receba um missionário visitante por uma semana ou duas de ministério e interação com sua igreja.
3) Provenha orçamento para os seus pastores fazerem pelo menos uma viagem ministerial transcultural a cada ano.
4) Identifique um bom livro e/ou guia de estudo sobre missões globais e utilize nos estudos de seus pequenos grupos e em toda a igreja.
5) Quando sua igreja enviar uma equipe intercultural de curto ou longo prazo, pendure uma bandeira nacional ou estadual representando esse país ou estado no salão da igreja como um lembrete para orar a cada semana pela equipe ou missionário.
6) Divulgue para os membros uma lista de livros de missões recomendados e biografias, e tenha os livros disponíveis na igreja.
7) Incorpore orações específicas em prol do mundo em seus serviços de adoração, e encoraje a formação de um grupo de oração comprometido com a missão na igreja (talvez baseado no livro Operation World - Ore pelas Nações).
8) Visite seus missionários. Faça com que as pessoas os ajudem a se mudar e envie regularmente equipes para ministrar a seus missionários e potencialmente ajudar no trabalho. Os missionários são geralmente mais inclinados a compartilhar necessidades com um membro da igreja visitante do que com seu supervisor de campo.
9) Quando indivíduos ou equipes forem em missão, providenciar um canal para que eles relatem sobre o seu trabalho para toda a igreja.
10) Estenda a mão para os estrangeiros em sua própria cidade. Convide-os para jantar, peça para eles virem organizar um almoço para a congregação compartilhar os alimentos de sua nação. Ajude-os a melhorar seu português, a conseguir emprego, ensine-os a usar o transporte público em sua área, etc.
11) Dedique uma semana do ano para missões em sua igreja, incorporando coisas como mensagens especiais de oradores convidados, jantares étnicos, documentários sobre nações e grupos ou povos específicos, testemunhos missionários e reuniões de oração por missões.
12) Envie grupos para conferências locais e nacionais focadas em missões.
13) Aproveite os eventos globais. Quando uma crise acontece, apresente-a em seus cultos, ore, levante dinheiro, envie uma equipe. Como pastor, antes dos cultos da igreja, verifique sempre sites jornalísticos para ver se há notícias do mundo que a congregação deve saber e para a qual devem orar naquele mesmo dia.
14) Esforce-se por distinguir claramente entre missões e evangelismo, e continuamente pregar a necessidade de ambos.
15) Desenvolva uma declaração sucinta e memorável da visão da sua igreja para missões, e publique-a em um lugar visível na sua igreja. Imprima semanalmente no boletim da igreja até que todos a possam dizer da memória.
16) Adote um grupo particular de pessoas, como uma igreja, e dirija orações, doações e serviços específicos em direção a eles. Estabelecer uma meta anual de patrocinar pelo menos um livro teológico na linguagem do grupo alvo, a cada ano.
17) Estabeleça metas com sua igreja sobre como se envolver em missões (quantas pessoas enviar este ano, quanto dinheiro investir, etc.).
18) Preserve (ou estabeleça!) o cargo de Pastor de Missões na sua igreja.
19) Contrate um estagiário para sua igreja de outro país. Enquanto eles só podem vir com um visto de estudante, sua igreja ainda pode oferecer um honorário ou estipêndio por despesas.
20) Participar ou hospedar o curso Perspectivas; ou, como alternativa, direcione seu pessoal para outros cursos, como o da Missão Kairós etc.
21) Incorporar livros e atividades em seu programa de jovens que promovam uma mentalidade sobre missão transcultural.
22) Compre a granel e venda a baixo custo mapas mundiais que os membros de sua igreja possam afixar nas paredes em suas casas.
23) Distribuir guias para os programas “30 Dias de Oração” sobre temas de outros países ou importantes religiões (como ESTA para os muçulmanos, ESTA para a Igreja Sofredora, ESTA para povos indígenas brasileiros, ESTA para sertanejos, etc.).
24) Observe o Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida, que acontece a cada ano e é patrocinado pelas missões Portas Abertas (que também realiza o Domingo da Igreja Perseguida) e A Voz dos Mártires.
25) Ofereça cursos de línguas estrangeiras à sua congregação que correspondam às línguas das pessoas que você deseja alcançar, seja no local ou no exterior.
26) Ter uma seção semanal em seu boletim da igreja com citações de missões (como as presentes nesta Antologia), estatísticas sobre nações e grupos de pessoas, atualizações dos missionários, etc.
27) Pregue uma mensagem biográfica sobre a vida de um grande missionário (ou leve o seu povo a, de alguma outra maneira, ouvir sua história). Veja AQUI uma ampla listagem com dezenas de livros biográficos de missionários publicados em português.
28) Inclua links no site da sua igreja para outros sites relacionados a missões.
29) Incentive sua congregação a se inscrever em uma fonte de notícias mundiais (como uma revista, jornal ou podcast), ou para tornar um desses sites de notícias a página inicial do seu navegador da Internet. 
30) Participar, ou talvez mesmo hospedar, eventos e jantares organizados por organizações missionárias na sua região (AMTB, Semipa, Kairós etc.).

Texto de John Piper / Mark Struck. Website: desiringGod.org
Traduzido e adaptado por Veredas Missionárias.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

LIÇÕES DA HISTÓRIA DA IGREJA NO NORTE DA ÁFRICA

ABRAÇANDO UMA TEOLOGIA DE "UNIDADE NA DIVERSIDADE"

A história de como a igreja primitiva se expandiu pela Ásia Menor e encontrou uma base na Europa é bastante conhecida. No entanto, a história da expansão para o outro lado do Mediterrâneo, ao longo do norte da África, não é tão conhecida assim. Houve um tempo em que as maiores cidades do Império Romano eram, além de Roma, Alexandria, no Egito, e Cartago, na atual Turquia.
Essas cidades também se tornaram um reduto para a igreja cristã. Pensadores cristãos primitivos, como Tertuliano, Cipriano e Agostinho, nasceram no norte da África e serviram em Cartago. Com uma história tão rica, pode ser intrigante a expansão árabe pela região que ocorreu a partir do século VII. Muitos eruditos já debateram os motivos por que a igreja não conseguiu resistir aos novos dominadores.
Vários fatores podem contribuir para uma parte da resposta. No entanto, destacamos duas razões que podem ensinar algo para nós, hoje:
  1. Pode ser um equívoco falar de uma igreja única. Durante os 300 anos anteriores à expansão árabe na região, foram estabelecidas duas igrejas paralelas, e a divisão entre elas estava crescendo. Os esforços de unidade sempre falhavam e as igrejas rotulavam uma à outra como falsas. Essa divisão realça uma tensão importante entre a igreja como uma entidade global e uma entidade local, contextualizada.
  2. Ressentimento do povo nativo contra governantes estrangeiros e sua respectiva identidade religiosa. A população berbere aparentemente escolheu uma “religião diferencial”: a filiação à igreja alternativa contribuiu para a identidade berbere e para a oposição política.
Nós nos perguntamos se essa dinâmica também pode nos ajudar a compreender melhor o andamento da igreja contemporânea.
Augustinho e os Donatistas

Contextualização ou unidade?
O movimento Donatista, que ganhou apoio entre os berberes, surgiu depois que o cristianismo se tornou a religião romana oficial. A Igreja Católica permaneceu política e culturalmente fiel ao Império Romano, enquanto a Igreja Donatista representava um movimento eclesiástico mais nacionalista, moldado pela comunidade berbere nativa. A Igreja Donatista adotou uma postura dogmática conservadora, mas incorporou uma forma de expressão mais carismática. Eles se orgulhavam de sua herança africana, de sua identidade como uma igreja de mártires e do ensino de Tertuliano sobre o discipulado radical e a pureza da vida cristã.


A Igreja Católica, por outro lado, enfatizava a universalidade da igreja, os ensinos de Tertuliano sobre unidade e o serviço da igreja à sociedade, trabalhando arduamente para se adaptar ao seu novo status de igreja oficial do Império Romano.
O conflito entre as igrejas Católica e Dontista pode então representar a tensão entre a igreja como entidade global e como entidade local – os Donatistas eram considerados uma ameaça à unidade da igreja.[1] Alguns dos fatores eram:
  • uma tensão político-religiosa entre a igreja “global” romanizada e a igreja como uma fé integrada de forma contextualizada; e,
  • uma tensão entre a uniformidade de linguagem e expressão e a necessidade de manter uma identidade cristã local.
No trabalho missionário atual, podemos questionar se a unidade necessariamente significa unidade organizacional e cultural cristã. Talvez o missionário deva encorajar a “unidade na diversidade”,[2] estimulando características culturais, em vez de as considerar como ameaça à unidade cristã.
Devemos também prestar mais atenção à história da Igreja Donatista quando falamos da igreja no norte da África, no mínimo porque a Igreja Donatista resistiu diante da expansão muçulmana, enquanto a Igreja Católica fugiu.
Além disso, somos tentados a pensar como L. R. Holme:
Se a igreja tivesse conseguido acesso à grande quantidade de tribos berbere, se tivesse conseguido unir sob a bandeira de Cristo todo o entusiasmo que mais tarde apoiou a causa islâmica, poderia ter evitado que os Sarracenos esmagassem o cristianismo africano após a conquista da província, e poderia ter evitado até mesmo a conquista da província. Acontece que o ensino que atraiu fortemente a mente berbere foi condenado pela igreja como imperfeito, e aqueles que o ensinavam e criam nele estavam sujeitos a banimento por parte das autoridades eclesiásticas e seculares. (tradução livre).[3]
Pode ser doloroso para os envolvidos em missões quando uma igreja nativa busca separação e independência ou estabelece práticas que são pouco familiares ou desconhecidas. Apesar disso, missionários de hoje devem se perguntar se isso não é simplesmente resultado do amadurecimento da igreja.

A igreja entre o centro e a periferia cultural

Os berberes eram tradicionalmente nômades e permaneceram predominantemente rurais. Eles nunca foram tentados pela cultura das cidades, que era fortemente influenciada e dominada pelos imigrantes romanos e sua herança cultural. As sociedades berberes se organizavam em estruturas tribais, opondo-se naturalmente ao estado centralizado e controlado por Roma.
Ao longo dos séculos, as cidades no norte da África tornaram-se cada vez mais centros administrativos, povoados pela elite política, financeira, militar e religiosa. A Igreja Católica, o latim e a forma de vida romana eram dominantes em todos os aspectos. Assim, os berberes, apesar de representarem a população nativa e constituírem a maioria étnica, permaneceram culturalmente marginais, sem influência nem representação política, financeira e cultural.
Diversos estudos demonstraram como a conversão religiosa e o desenvolvimento religioso de vários grupos se interrelacionam com as dinâmicas sociopolíticas e etnopolíticas, e, da mesma forma, devem ser interpretados a partir dessas estruturas.[4]
As experiências de marginalização étnica e cultural podem ter um papel significativo no fortalecimento da identidade cultural de um grupo, em oposição ao grupo dominante.
The history of the Berber population in North Africa follows a recognizable pattern in this regard. When the Roman occupying power discouraged and persecuted Christians during the first three centuries, surprisingly, Christianity found a foothold and thrived among the Berber population. Later, after the Catholic Church became the religion of the state from the year AD 380, the Berbers turned from the Catholic Church to Donatism, and persecution continued. Thus, religious following and religious identity continued to constitute an element of opposition to foreign rulers in the area throughout this considerable timespan.

Um padrão semelhante foi identificado em vários outros contextos, inclusive nos tempos modernos. Um dos exemplos é a história do desenvolvimento religioso em partes da África Oriental. Diversos estudos têm demonstrado como a oposição ao cristianismo ortodoxo do povo Amhara, grupo historicamente dominante, teve um papel significativo na formação da estrutura religiosa da Etiópia atual[5]:
  • Com a colonização das áreas a sul e oeste do país por parte dos Amhara, a composição religiosa dessas áreas mudou.
  • No entanto, grupos mais étnicos não abraçaram o cristianismo ortodoxo. Eles preferiram adotar interpretações alternativas da religião dos colonizadores.
  • A igreja evangélica etíope Mekane Yesus, numericamente forte e espiritualmente vibrante, por exemplo, é formada majoritariamente pela população da etnia Oromo, que experimentou uma marginalização cultural persistente pelos governantes Amhara.
Apesar de haver dinâmicas sociopolíticas e etnopolíticas influenciando a mudança religiosa e a conversão ao cristianismo, isso não necessariamente significa que as conversões individuais não sejam genuínas. Elas simplesmente ressaltam o fato de que a reorientação religiosa não acontece fora de contexto. Nenhum de nós fica intocado pela cultura e sociedade a que pertencemos.
Isso também pode ser uma indicação de que Deus está trabalhando em condições variáveis, e que Deus se relaciona conosco como pessoas em suas culturas e sociedades. Assim, é interessante observar que uma dinâmica semelhante pode estar ocorrendo agora no norte da África:
  • O número de cristãos árabes é pequeno.
  • No entanto, por vários anos, há relatos rotineiros de que alguns berberes estão se convertendo ao cristianismo no norte da África.[6]
  • É digno de atenção que David Garrison enfatize, por exemplo, o impacto de usar o idioma berbere entre cristãos, ao contrário do programa oficial de arabização e repressão da cultura tradicional berbere.[7]

Outras lições para a igreja contemporânea


Todo missionário transcultural traz consigo uma herança teológica e cultural. Ambas podem ser difíceis de identificar, uma vez que a religião também integra a cultura. Da mesma forma, nenhum missionário é culturalmente neutro. Nossa mensagem do evangelho tende a carregar pressupostos culturais. Não existe diferença nesse aspecto, se nossa herança teológica e cultural for coreana, nigeriana ou norueguesa. Uma simples reprodução de nossa herança religiosa em outras culturas pode perfeitamente tornar-se um “imperialismo eclesiástico”, em que nós, talvez de forma involuntária, impomos nossa tradição sobre outros. Devemos nos perguntar qual parte de nossa mensagem é indispensável e qual não é.
Missionários transculturais também precisam considerar os aspectos da representação política, financeira e de poder. Sendo forasteiros culturais, não existe um “espaço neutro”. Nós sempre representamos alguma coisa. Apesar de não podermos remover tal representação, o missionário deve estar atento a isso e procurar contrabalancear a influência de tais elementos. Caso contrário, podemos contribuir para que a igreja fique alienada de seu contexto.
O pioneiro da missiologia no século XX, Paul Hiebert, defendeu a importância da “autoteologia”.[8]
oda nova igreja precisa desenvolver uma teologia contextual, uma que faça sentido em sua cultura e que responda a questões de relevância cultural. Os missionários devem encorajar esse desenvolvimento, ainda que os líderes locais não tenham as mesmas conclusões que o missionário. O processo pode ser doloroso, como a história da igreja berbere enfatizou. No entanto, também pode ser um processo de crescimento para o missionário, já que nossa herança eclesiástica é assim desafiada e podemos aprofundar o diálogo com novas perspectivas.
Igrejas de todo o mundo podem se beneficiar ao abraçar a “unidade na diversidade”. No mundo ocidental contemporâneo, este desafio é igualmente válido no que diz respeito às novas igrejas de imigrantes.  As “igrejas majoritárias” do Ocidente devem considerar um relacionamento com as novas igrejas de imigrantes de forma a que o fluxo de cristãos do hemisfério sul contribua de forma positiva na revitalização e na reinterpretação do cristianismo no Ocidente.[9]

Notas de fim

  1. Chris J. Botha, “The Extinction of the Church in North Africa,” in Journal of Theology for Southern Afrika 57 (December 1986): 24-31. 
  2. Harding Meyer, That All May Be One: Perceptions and Models of Ecumenicity (Grand Rapids: Eerdmans, 1999), 93. 
  3. L. R. Holme, The Extinction of the Christian Churches in North Africa, 1st Edition 1898 (Leopold Classic Library, 2016), 253. 
  4. Øyvind M. Eide, Revolution and Religion in Ethiopia. The Growth and Persecution of the Mekane Yesus Church 1974-1985(Oxford: James Currey Ltd, 2000), 15-22, 85-93. 
  5. Hassen Mohammed, The Oromo of Ethiopia. A History 1570-1860 (Cambridge, 1990), 77. Arne Tolo, Sidama and Ethiopian. The Emergence of the Mekane Yesus Church in Sidama. Studia Missionalia Upsaliensia (LXIX. Uppsala, 1998), 279-82. 
  6. Bruce Maddy-Weitzman, “The Berber Awakening” in The American Interest, Volume 6, Number 5 (1 May 2011), and similarly David Garrison, A Wind in the House of Islam: How God is Drawing Muslims Around the World to Faith in Jesus Christ (Colorado: Wigtake Resources, 2014), 81-98. 
  7. Ibid., 93-94. 

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