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domingo, 16 de março de 2025

Pregando na Índia: "E o Verbo se fez Carne" - Stanley Jones

 


Quero vos falar hoje a respeito do que é para mim o versículo mais importante da Bíblia. Talvez eu sinta assim porque estou escrevendo um livro sobre o assunto. Vai ser publicado nos Estados Unidos e leva o titulo "E O VERBO SE FEZ CARNE". Se eu tivesse que escolher o versículo mais importante das Escrituras, apontaria este que dá o título ao meu livro, porque é o que distingue a fé cristã das demais.

Quando fui trabalhar na Índia encontrei essa atitude por parte do povo: tudo o que havia de bom na Bíblia se encontrava em seus livros sagrados. A Índia tem passado por três fases quanto à fé cristã. A primeira foi: "O cristianismo não é a verdade". Não puderam provar isso, então mudaram de opinião e chegaram a uma segunda fase: "O cristianismo não é uma coisa nova". A terceira fase é a atual: "O cristianismo não é vivido pelos cristãos". A maior parte de minha vida na Índia, passei-a quando vigorava a segunda fase. Tudo o que dizia para eles, encontravam um paralelo. Pegavam de seus livros sagrados e liam para mim algo semelhante.

Na América do Norte fui entrevistado em um programa de televisão por uma senhora israelita. Ela me perguntou: "Por que o Senhor anda percorrendo o mundo para pregar? O que o senhor tem que os outros não têm?" Respondi-lhe com uma única palavra: "Cristo. Eu tenho Cristo". Esta é a única coisa diferente que temos dos demais. Sadhu Sundar Singh foi um grande místico da Índia. Entrevistado por um europeu que se havia convertido ao Hinduísmo, este lhe perguntou: "O que você encontrou na sua nova fé que não havia encontrado na velha?" O Sadhu respondeu: "Cristo". "Sim", disse o europeu, "mas eu quero saber o que encontrou que nunca viu antes". A resposta veio rápida: "Esta coisa especifica é Cristo". Ele estava absolutamente certo. Mas o que é esta coisa única nesta pessoa única? É "O VERBO SE FEZ CARNE". Todas as demais religiões eram a palavra tornando-se palavra, uma filosofia, um moralismo. Quando cheguei à Índia há 56 anos atrás encontrei esta situação de norte a sul.

Encontrava-me na cabine de um trem, na Índia, com um cavalheiro maometano. Pensei comigo mesmo: "sou um missionário e devo começar a trabalhar". Li, então, para ele o Sermão do Monte. Quando terminei a leitura ele me disse: "É muito lindo, mas temos isto nos nossos livros sagrados". E quando apontei o versículo que diz: "quando te baterem na face direita, oferece também a outra", simplesmente respondeu: "temos isto também nos nossos livros sagrados" e citou uma afirmação tirada de seus livros: "Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere". "Então isto não é amar os inimigos?" "Sim", confessei". Então falei de Cristo oferecendo-se em sacrifício por nós. "Temos a mesma coisa", disse, "os Vedas dizem que Projapti, o Senhor das criaturas, deu-se a si mesmo em sacrifício. Não é Deus oferecendo-se por nós?" Tive de confessar que era. Então falei sobre Deus levando sobre si nossos pecados. Ele respondeu: "Temos isto também. Shiva do Pescoço Azul é assim chamada porque bebeu veneno para fazer sacrifício pelos nossos pecados, para que nós provássemos a ambrosia. O veneno parou em seu pescoço, tornando-o azul. Não é Deus tomando sobre si os nossos pecados?". "Sim", tive que responder. E assim por diante, tudo que eu falava, ele encontrava um paralelo. Então o que era novo?

Permaneci contra a parede durante vários anos até que percebi num relance o que era novo. E quando tive esta nova concepção, vi um mundo novo. Quando eles me falavam de todas essas passagens paralelas, via que se tratava de palavras transformadas em palavras. Mas quando Jesus, na cruz, disse: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem", isto não era palavra tornando-se palavra, mas palavra tornando-se carne. Quando eles diziam que seu Deus se deu por eles, era mera lenda, sem qualquer referência histórica. E quando falavam de Shiva, que tomou veneno, era outra lenda, não era um fato. Não havia nenhuma prova de que ele tivesse algum dia bebido aquele veneno. Mas quando Cristo se deu na cruz, era um fato histórico, era a palavra do sacrifício, fazendo-se carne. Ele bebeu o veneno dos nossos pecados para que tivéssemos a ambrosia da vida eterna. Então eu vi a diferença entre o cristianismo e as demais religiões. Todas as outras eram meras palavras que se faziam palavras. Mas Cristo é o Verbo que se fez carne. Esta é a diferença essencial, fundamental.

Todas as grandes filosofias do mundo estavam completas antes da vinda de Cristo ao mundo. As grandes nações filosóficas do mundo, Grécia, China e Índia, já haviam completado suas filosofias. Além destas filosofias assentadas o mundo não vai mais adiante. Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isto mesmo há somente um Evangelho.

Trecho do livro Jesus É Senhor (baseado em palestras que Stanley Jones proferiu quando de uma de suas visitas ao Brasil). Shedd Publicações, 2005.


terça-feira, 19 de abril de 2022

A cosmovisão das culturas como ponte para uma efetiva evangelização

 

Homem indiano.

Baht Singh, famoso evangelista da Índia, certa vez deu uma entrevista acerca da mensagem cristã que ele pregava:

— O senhor fala sobre a ira do Deus? — perguntaram.

— Não; todos os deuses da Índia são irados — replicou ele.

— O senhor fala acerca do amor? — foi a próxima pergunta.

— Não - respondeu Singh - o povo da Índia relaciona a palavra “amor” com o sexo.

— Fala o senhor sobre a morte de Cristo?

— Não — replicou Singh — meu povo já tem muitos mártires.

— Bem, então ... fala o senhor sobre a vida eterna?

— Não com frequência — respondeu ele. — O conceito hindu da eternidade é cíclico. De acordo com o pensamento hindu, a vida eterna não é algo desejável. É algo para ser suportado.

— Bem, então, que destaca o senhor em sua pregação? — foi a pergunta final.

— Damos ênfase ao perdão dos pecados, à paz e à serenidade íntima. É isto o que os hindus mais procuram. É neste ponto que Deus se encontra com eles.

Baht Singh realizou um poderoso ministério na Índia, graças ao qual dezenas de milhares de pessoas aceitaram a Cristo. Ele teve sabedoria suficiente para usar uma estratégia cujo objetivo era pregar as doutrinas do evangelho que mais satisfaziam às necessidades mentais e emocionais do povo. Isso não quer dizer que ele não pregava todo o evangelho. Ensinava as demais verdades bíblicas depois que os ouvintes se convertiam e se tornavam crentes. Mas, para evangelizá-los, destacava os temas evangélicos que ofereciam resposta às necessidades do povo.

Larry D. Pate, in Missiologia: A missão transcultural da igreja (Ed. Vida).

domingo, 8 de outubro de 2017

Bartolomeu Ziegenbalg, o primeiro missionário luterano


Bartolomeu Ziegenbalg (1682-1719), nascido na Saxônia, nos anos de adolescência (aos 16 anos) passou por um reavivamento da fé. Em 1703, iniciou seus estudos de Teologia em Halle. Antes de encerrar seus estudos, em 1705, foi chamado para a obra missionária e enviado junto com seu colega Plütschau para Tranquebar, uma colônia dinamarquesa no sudeste da Índia.
Dedicou-se ao gamo étnico tamil, aprendeu sua língua, cultura e mentalidade religiosa. Anunciou-lhes o evangelho e defendeu-os contra os interesses comerciais do comandante da colônia. Experimentou grandes dificuldades e sofreu o ódio dos colonos europeus que lá moravam, teve oposição dos hindus e dos católico-romanos, que se julgavam "donos" da vida religiosa do povo tamil. Como a companhia comercial não podia fazer algo abertamente contra a missão, visto ser realizada por mando do rei dinamarquês, queria manter os missionários sob controle e torná-los sem êxito. O comandante consentia em que fossem tratados com palavrões e na base de socos. Como defendeu uma cristã tamil contra um funcionário sem escrúpulos da companhia, a consequência foi seu aprisionamento por mais de quatro meses. A perseguição durou dez anos. Somente quando Ziegenbalg mesmo foi à Europa, recebeu ajuda para que o comandante fosse substituído. Apesar de sua pouca idade e experiência, teve a tenacidade necessária para aquele longo período de luta.
O primeiro missionário evangélico na Índia foi um pioneiro que teve de abrir caminho, experimentando tudo por conta própria. Não haviam princípios missionários pré-estabelecidos a serem seguidos. Ele não se contentou em pregar o evangelho em português, a língua então usada no sul da Índia. Percebeu que, para penetrar profundamente na alma tâmil, era necessário comunicar a mensagem na língua materna. Depois de um ano conseguiu realizar sua primeira pregação em tamil. Traduziu o Novo Testamento, publicado em 1714, e o Antigo Testamento até o livro de Rute. Começou uma escola com os filhos dos escravos tamis e com os órfãos.
O método missionário desenvolvido abrangia: escolas, orfanato, tradução da bíblia, editora, treinamento de professores e pregadores nativos, anúncio do evangelho de forma contextualizada, cânticos em melodia e métrica tamil, catequização dos jovens, e tudo visando a conversão pessoal a Cristo. Ziegenbalg julgou importante pesquisar as religiões da região antes de evangelizar. Julgava que o testemunho só poderia ser relevante a partir do conhecimento apurado da realidade espiritual dos nativos. Dedicou-se a conhecer sua forma de pensar e sentir. Escreveu pelo menos tias livros sobre as religiões, um hinário tâmil, uma gramática e um dicionário tâmil, enquanto seu colega escreveu sobre a medicina popular dali. Suas obras de pesquisa foram vistas como irrelevantes em toda Europa, visto que a primeira foi publicada somente mais de dois séculos após sua morte, em 1926. Depois de anos de fraqueza física e de injusta e severa crítica destrutiva por pane do comitê da missão em Copenhagen, à obra missionária, o coração de Ziegenbalg não aguentou, caindo em grave enfermidade, vindo ele a morrer com apenas 34 anos de vida. Quando da sua morte. os cristãos tamis eram cerca de 250. Ele tinha sido usado como semeador da boa semente do evangelho. Não teve tempo para ver muitos frutos, mas ocupa lugar de honra entre os representantes mais destacados da história missionária evangélica. Ele pregou o evangelho levando em conta o conhecimento natural de Deus existente entre os nativos e a visão de vida tamil, tendo como objetivo a criação de uma igreja luterana própria para aquela cultura. Ziegenbalg tem sido chamado de "protótipo do missionário evangélico".


Marlon Ronald Fluck

domingo, 25 de junho de 2017

Apresentando as boas novas para os hindus


Como evitar que o pacote se perca, seja roubado ou danificado

O hinduísmo afirma possuir 900 milhões de seguidores em todo o mundo, o que o tornaria a terceira maior religião mundial depois do cristianismo e do islamismo. A grande maioria, mais 827 milhões, vive na Índia.
O evangelho tem contribuído para o bem estar e o desenvolvimento holístico de comunidades marginalizadas, disseminação da educação e da saúde e crescimento de comunidades que cultuam Cristo entre os hindus. Em muitos lugares, porém, os que levam as Boas Novas falham na encarnação do evangelho, de modo que a comunidade não tem oportunidade de investigar a autenticidade das Boas Novas.
Hoje, quando oferecemos as Boas Novas a comunidades dentro do mundo hindu, não somos capazes de separá-las das embalagens culturais do Ocidente. Assim, o que oferecemos é rejeitado porque as Boas Novas ou ficaram perdidas ou danificadas sob as embalagens de uma cultura estranha ou foram roubadas, de modo que tudo o que realmente entregamos é a embalagem.
Infelizmente, ficamos mais confortáveis com símbolos e rituais ocidentais. Nós nos apegamos a eles como se fossem mandamentos bíblicos e somos menos tolerantes com expressões hindus de fé. Comunidades hindus baseiam-se em famílias e comunidades muito bem entrelaçadas. É comum dizerem para os jovens que as práticas da família e da comunidade são más e precisam ser renegadas, de modo que precisam optar entre a família e a fé. A vida deles fica dilacerada por questões de cultura, não de Cristo. O medo de serem extirpados da família é um dos obstáculos para pessoas de formação hindu seguirem Jesus.
A ênfase na conversão cultural em lugar da verdadeira transformação espiritual interior tem prejudicado o evangelho. Temos transportado o evangelho com toda sua embalagem cultural e esperamos que uma civilização antiga, com uma profunda consciência de Deus e fundamentação filosófica e teológica, jogue fora sua identidade, cultura e valores para ficar com nosso pacote. Precisamos nos fazer vulneráveis, atrevendo-nos a desembrulhar as Boas Novas e oferecê-las para que as comunidades possam inspecionar, alterar, aceitar ou rejeitar.
Quando estendemos essa graça a eles em oração, podemos ter a certeza de que o evangelho também irá inspecionar e transformar os hindus, sua cultura e comunidades de maneira singular que talvez nem imaginemos. Relacionamentos profundos caracterizados por aceitação incondicional, interesse genuíno e atitudes não condenatórias levarão as pessoas a examinar melhor as Boas Novas.
O caminho do progresso é o caminho do diálogo em que estamos primeiramente prontos a ouvir, aprender, nos humilhar e a sermos acessíveis; e a partir disso apresentar nossa vida e palavras para serem contempladas por nossos amigos hindus. Nosso envolvimento em diálogo e missão é uma aventura, antevendo surpresas à medida que o Espírito nos guia a um entendimento mais profundo. A beleza do evangelho é que se apresenta de novas maneiras em cada situação, quando permitimos que o Espírito Santo nos dirija.
O caráter maravilhoso do mundo hindu é que a maioria das pessoas acredita profundamente em Deus e está tentando relacionar-se com ele, conhecê-lo, agradá-lo e receber sua ajuda. Deus está empenhado em alcançar os hindus, apesar dos erros que nós, seus seguidores, cometemos em nossas ações missionárias. Como um mestre tecelão, ele é capaz de tecer desenhos grandiosos, se estivermos dispostos a lhe devolver o controle, fazendo-nos vulneráveis, saindo de nossa área de conforto, e lhe permitir que nos corrija, nos ensine e nos mantenha humildes. 
Traduzido por: Lucy Yamakami

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Geografia Missionária da Índia - Paul Mathews



Palestra realizada por Paul Mathews, missionário na Índia, na conferência bienal Todos os Povos Te Louvem Aliança realizado em Belo Horizonte - MG em novembro de 2016 pelo Grupo Povos e Línguas.

sábado, 13 de agosto de 2011

Cristãos levam esperança a crianças indianas

Crianças convertidas levam seus pais a Cristo



Cristãos levam esperança a crianças indianas
A Índia é o lar de uma das maiores populações analfabetas do mundo. Quase metade da população indiana, mais de 463 milhões, tem abaixo de 20 anos, o que significa que estas crianças serão membros da maior democracia do mundo.

A maioria dessas crianças é muito pobre. Suas famílias ganham menos de US $ 1,25 por dia. Quarenta por cento delas estão desnutridas. Como resultado da pobreza típica, a Índia também tem o maior número de crianças que trabalham, a maioria das quais vivem em vilas e favelas urbanas. 

"Esta é a pobreza sistêmica.  É também uma estrutura muito abusiva socialmente. Aqueles nas castas superiores olham para baixo sobre as castas mais baixas e consideram-nos menos do que humanos, o que faz com que essas crianças sejam de uma população vulnerável.  As crianças pobres, bem como suas famílias, são consideradas commodities. É por isso que acontece o tráfico", disse Dave Stravers, da Missão Bíblica Clube da Criança.

A questão do tráfico de seres humanos ganhou mais atenção nos últimos tempos, de acordo com Stravers.  "Há realmente uma espécie de movimento a partir da Índia para destacar o abuso de crianças. No entanto, até que haja uma mudança interna, esse tipo de condições sombria ameaça sobrecarregar as pessoas com desesperança”.

Crianças levam pais indianos a Cristo

É por isso que a Índia conta com a Missão Bíblica Clube da Criança (chamada de "Clubes de Desenvolvimento Infantil" na Índia).  "Nós treinamos os trabalhadores de igrejas cristãs locais que querem ministrar a essas pessoas pobres nas vilas e bairros que normalmente não têm uma igreja", explica Stravers.
Sob a atenção amorosa de seus professores voluntários, os sonhos de meninos e meninas da Índia estão mudando, e eles estão descobrindo a alegria em Jesus.  "Nós achamos que uma grande maioria iria apenas orar para receber a Cristo e parar de adorar ídolos, mas eles realmente testemunham a seus pais. Eles são os melhores evangelistas do mundo, e literalmente milhares de pais estão vindo para Cristo a cada ano".

Cristãos da Índia estão aguardando a oportunidade de apresentar o Clube Infantil da Bíblia em suas comunidades.  "Temos um programa de treinamento formal para eles. Nós fornecemos materiais de aula, com alguns jogos e equipamento esportivo - tudo que eles precisam para 40 crianças em sua comunidade", explica Stravers.  

A missão entra nas comunidades através de um programa de 10 dias.  Nos clubes, as crianças gostam de músicas, paródias e jogos, ouvem histórias da Bíblia, memorizam as Escrituras, descobrem um Salvador amoroso, e aprender a orar.

Nessa introdução é necessário a participação de alguém que conhece a comunidade e de mais um residente local.  "Nossa equipe não leva os Clubes da Bíblia. Estamos lá para capacitar e fornecer recursos para locais voluntários cristãos de toda a Índia", diz Stravers. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Leia os últimos artigos publicados no blog missionário Equattoria

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O blog Equattoria é um blog irmão do Veredas, que criei para publicar informações que se poderiam dizer mais 'técnicas' sobre os saberes úteis a missionários, estudiosos e demais interessados - informações sobre povos, países, línguas, religiões, geografia, antropologia, curiosidades... 
Visite sempre e seja também um seguidor do Equattoria, para estar constantemente atualizado sobre o que é publicado lá. Dê uma olhada nas últimas postagens:

Teorias linguísticas e tradução bíblica -http://equattoria.blogspot.com/2010/10/teorias-linguisticas-e-traducao-biblica.html

Como obter cidadania de vários países - http://equattoria.blogspot.com/2010/10/missionarios-como-obter-cidadania-de.html

Conheça Zanzibar - http://equattoria.blogspot.com/2010/09/conheca-zanzibar-missoes.html

CULTIVANDO A VISÃO MISSIONÁRIA - http://equattoria.blogspot.com/2010/09/cultivando-visao-missionaria.html

Maior feira de negócios de Moçambique atrai 60 empresas brasileiras - http://equattoria.blogspot.com/2010/09/maior-feira-de-negocios-de-mocambique.html

Projeto da UFRJ digitaliza livros da Coleção Brasiliana - http://equattoria.blogspot.com/2010/09/projeto-da-ufrj-digitaliza-livros-da.html

Depressão das megacidades é mais comum entre os mais jovens - http://equattoria.blogspot.com/2010/08/depressao-das-megacidades-e-mais-comum.html

Quem são os Dalits? - http://equattoria.blogspot.com/2010/08/quem-sao-os-dalits.html

Uma carta de missões da Índia para evangélicos brasileiros - http://equattoria.blogspot.com/2010/08/uma-carta-de-missoes-da-india-para.html

Universidade Luso-Afro começa a tornar-se realidade em agosto de 2010 – http://equattoria.blogspot.com/2010/08/universidade-luso-afro-comeca-tornar-se.html

Ministério do Turismo oferece cursos gratuitos de Inglês e Espanhol - http://equattoria.blogspot.com/2010/07/ministerio-do-turismo-oferece-cursos.html

Caixa de ferramentas para tradutores - http://equattoria.blogspot.com/2010/07/caixa-de-ferramentas-para-tradutores.html

ANGOLA: Conheça o mercado popular Roque Santeiro - http://equattoria.blogspot.com/2010/07/angola-conheca-o-mercado-popular-roque.html

Moringa Olífera: uma planta de múltiplo uso, verdadeiro milagre da natureza - http://equattoria.blogspot.com/2010/07/moringa-olifera-uma-planta-de-multiplo.html

O trabalho é plano - Jovens executivos e suas experiências num mercado globalizado - http://equattoria.blogspot.com/2010/06/o-trabalho-e-plano-jovens-executivos-e.html

Bíblia pode ser traduzida nas 6.909 línguas existentes no mundo - http://equattoria.blogspot.com/2010/06/biblia-pode-ser-traduzida-nas-6909.html

GUINÉ BISSAU. PORTA DE ENTRADA PARA A ÁFRICA DO NORTE - http://equattoria.blogspot.com/2010/06/guine-bissau-porta-de-entrada-para_18.html

JMM e JMN propõem ações para evangelizar estrangeiros no Brasil - http://equattoria.blogspot.com/2010/06/jmm-e-jmn-propoem-acoes-para.html

Culto pagão - http://equattoria.blogspot.com/2010/05/devocional-de-missoes.html

segunda-feira, 27 de julho de 2009

253.206 pessoas batizadas em um único dia na Índia

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A Índia e seus estados
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15 jun 2009 - ÍNDIA - 253.206 NOVOS FIÉIS batizados em um único dia!

Mesmo com todas as más notícias e a deprimente situação econômica no mundo, é importante que nos lembremos de que Jesus Cristo é tão soberano sobre o controle de todo o mundo como sempre. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos Senhores! Sua vontade se cumpre todos os dias, e seu plano de salvação será executado até a conclusão. Recentemente, a Window International Network enviou o seguinte relato de que Deus está fazendo na Índia:

Um dos parceiros do Ministério Asia Harvest (colheita na Ásia) é o Dr. Victor Choudhrie, o pai do movimento da Igreja Doméstica na Índia. Ele estava orando a Deus para batizar 100.000 pessoas durante a época da Páscoa. Orava e cria! A que você compara o trecho "assim na terra como no céu"? Provavelmente algo como a cena na Índia, em domingo de Pentecostes desse ano.

Dr. Choudhrie relatou que 253.206 pessoas foram batizadas no dia de Pentecostes, que foi também o Dia Mundial de Oração. Na Índia, a decisão de seguir Cristo é formalizada através do batismo. Isso significa que centenas de milhares foram acolhidos no Reino de Deus! Louvai ao Senhor! Estamos unindo nossos corações, mãos e vozes para clamar a Deus para uma colheita de almas. Você que é fiel e fervoroso na oração tem parceria neste fruto.

A Palavra diz que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que noventa e nove justos que não se arrependem (Lucas l5:7). O que acontece quando 253.000 pecadores se arrependem? E isso foi apenas na Índia, em um dia ...! A colheita de almas está se acelerando!

Motivos de oração:
  • Ore a Deus para continuar este explosivo mover do Espírito na Índia, atraindo milhões a mais para o seu Filho.
  • Ore para o Seu Reino crescer, e que haja o derramamento do Espírito em todas as etnias, religiões, bem como em todas as fronteiras nacionais, envolvendo todo o subcontinente.
  • Ore para a colheita de avivamento na janela l0/40, através da queima das fortalezas do inimigo e da penetração do Evangelho nas nações "fechadas" e nos grupos ainda não alcançados.
  • Peça ao Senhor da colheita mais trabalhadores para sua colheita campo. (Mateus 9:38).
    Ore para que Jesus possa ser exaltado muito acima cada deus, ídolo, falsa religião, filosofia e fortaleza espiritual e humana.
  • Orem para que as mentiras, argumentos e pretensões demoníacas sejam rasgadas e abandonadas.
  • Orem para cada que cada joelho se prostre, e que toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória do Pai. Amém!


Visite o site original da notícia aqui.

Victor Choudhrie é médico cirurgião e tem 74 anos, mora na Índia. Ele possui/mantém um blog, The Church in your House, visite. Bem desatualizado... Também, batizando tantas pessoas....
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Via blog Missões e Adoração - http://missoeseadoracao.net/

quinta-feira, 9 de abril de 2009

John Nelson Hyde : O Homem que orava


* Nota do Tradutor: Talvez, depois da Bíblia, o relato da vida de João Nelson Hyde tenha sido a história que mais inspirou os cristãos dos nossos tempos.
Este livro trata da vida de João Hyde, que partiu dos Estados Unidos em 1892 para ser missionário na Índia, país de língua difícil e árduo campo de evangelização. Morou numa vila de Punjab, em uma choça de taipa. Em sete anos, contou-se somente nas cem vilas circunvizinhas 1.200 pessoas que foram salvas!
Hyde também trabalhava nos grandes centros urbanos da Índia, onde "multidões foram constrangidas a cair de joelhos pelas orações que pronunciou quando cheio do Espírito Santo".
Hyde não pregou muito sobre sua experiência de santificação, mas tinha uma vida santa. Sua vida era um sermão. Não falou muito sobre oração, mas uma coisa ele fazia: ele orava.


Preparação

Cristo no lar

Em Lucas 19:5, Jesus diz: "Hoje me convém pousar em tua casa". Que dia abençoado no lar de Zaqueu! Mas no lar dos Hyde, Jesus era hóspede permanente!
O senhor Smith Harris Hyde, pastor da Igreja Presbiteriana em Carthage, Illinóis, era um homem de alma robusta e alegre, de estudos esmerados, de ânimo transbordante e, sobretudo, de propósito fixo em servir a Deus de todo o coração. Sua esposa era apaixonada pela música, e neste lar carinhoso e feliz, achavam-se seis filhos.
O Dr. Hyde costumava orar - tanto de púlpito como nos cultos domésticos - pedindo ao Senhor da seara que mandasse ceifeiros para a sua seara. Não admira, portanto que Deus tivesse chamado três de seus seis filhos!
Alguns dizem que a sua denominação carece de pastores... Um dia ouvi um ministro dizer que seu filho nunca seguirá seu exemplo porque sabe o que é sofrer nas mãos do povo... Mas o Dr. Hyde dignificava seu ofício, e regozijava-se em entregar seus filhos para uma vida de lutas e provações.
Fico pensando: por que milhões de perdidos em outras terras morrem sem a salvação? Por que talvez somente seus bisnetos tenham a oportunidade de ouvirem a voz de algum homem a proclamar a boa-nova eterna do Filho de Deus? Por que estes povos esperam tanto tempo?
Por que leio no jornal, de punho do ex-missionário W. B. Anderson, que na Índia existem cem milhões de pessoas que jamais ouviram falar de Jesus Cristo, e que, nas atuais circunstâncias, morrerão sem O conhecer? E por que há outros tantos milhões assim perecendo na África e em outros países, simplesmente por ignorância acerca de Cristo? Qual é a razão?
São os quartos de oração vazios. São os cultos domésticos abandonados. São as orações sem vida e cheias de formalismo proferidas nas igrejas.
Quero que saibam que as escolas bíblicas e os seminários nunca produzirão os obreiros de que o mundo carece. Minha mãe orava, quando ainda jovem, pedindo para que as portas dos países pagãos se abrissem. Depois, já com dez filhos, orava pedindo que obreiros entrassem por essas portas, e Deus enviou um de seus filhos à Índia e duas filhas à China!
Na Bíblia lemos que a avó Lóide e a mãe Eunice oravam! Quando Paulo - o Apóstolo dos Gentios - começava suas viagens missionárias, podia contar com Timóteo, o fruto daquelas orações!
João Hyde foi uma resposta à oração, e, anos mais tarde, quando orava no idioma da Índia, Deus levantou dezenas de obreiros nacionais em resposta às suas orações! O Grande Cabeça da Igreja tem um meio para levantar obreiros: "vejam as terras... elas estão brancas para a ceifa... os trabalhadores são poucos... ROGUEM!"


Dá-me almas ou morrerei!

No tabernáculo judaico havia um compartimento tão sagrado que somente o sumo-sacerdote poderia entrar uma vez por ano. Podíamos ver diariamente em cena este quadro na vida de Hyde, quando ele encontrava-se com Deus. São cenas demasiadamente sagradas para olhos comuns, e hesito em relatá-las aqui.
Mas ao lembrar-me de Jacó no vale de Jaboque, de Elias no Carmelo, de Paulo em agonia espiritual por Israel e, especialmente, do querido Mestre em agonia no Getsêmane, então sinto que estou sendo impelido pelo Espírito de Deus a relatar tais experiências, para admoestação e inspiração.
Colocando-nos ao lado do quarto de Hyde, podemos ouvir suspiros, sentir gemidos e contemplar o querido rosto banhado, repetidamente, de lágrimas. Podemos fitar o corpo enfraquecido após dias sem comer e noites sem dormir. Ali podemos ouvir, entre soluços, o insistente clamor: "Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!"
Hyde foi levado a trabalhar na Índia impressionado pela morte de seu irmão mais velho, que preparava-se para ser missionário no exterior. Decidiu-se ir somente um ano depois, quando, ao término do seminário, pediu a um colega seu que lhe apresentasse todos os argumentos que pudesse sobre o trabalho missionário no estrangeiro. Seu colega retrucou que ele não precisava de argumentos, mas de prostrar-se de joelhos diante de Deus e assim permanecer até resolver em absoluto a questão. Na manhã seguinte, o brilho no seu rosto refletia a decisão que tomara!
Embarcou no outono de 1892 rumo à Índia. Os dias seguidos de somente água o levaram a um exame próprio e à oração. No início da viagem, ele recebeu uma carta de um amigo de seu pai, que muito desejava ser missionário mas que era impossibilitado de fazê-lo. Ela instava em que Hyde buscasse o batismo com o Espírito Santo como habilitação essencial na obra missionária.
Isto aborreceu Hyde, pois insinuava que ele ainda não havia recebido o Espírito Santo. Irritado, amassou a carta e jogou-a no convés, mas, mais tarde, com mais juízo, apanhou-a e releu, reconhecendo então que carecia de algo que ainda não havia recebido.
Assim, entregou-se por toda a viagem à oração, para que fosse, de fato, cheio do Espírito Santo e soubesse, por uma experiência autêntica, o que Jesus queria dar a entender quando disse: "Recebereis poder, ao descer sobe vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (Atos 1:8).
E, a essas orações a bordo, veio maravilhosa resposta.


Os primeiros anos na Índia

A princípio Hyde não era um missionário conceituado. Era pesado de língua e não ouvia bem. Quando acontecia de ouvir e também entender a pergunta formulada a ele, demorava em formular a resposta. Os amigos receavam de que não aprendesse a língua nativa.
Era, por natureza, calmo e quieto, e parecia faltar-lhe o fundamental em um missionário: entusiasmo e iniciativa. Mas os seus olhos azuis pareciam penetrar as profundezas do íntimo das pessoas. Pareciam brilhar da alma de um profeta!
Chegando na Índia, descuidou-se um pouco no estudo da língua, a ponto de ser reprovado num exame lingüístico. Ele dizia: "o que é de primeira importância deve ocupar o primeiro lugar". Explicava que tinha ido à Índia para ensinar a Bíblia, e, para tanto, era necessário conhecê-la. E o Espírito Santo abriu-lhe o entendimento de modo maravilhoso!
Mas não desprezou o estudo, chegando a falar muito bem o urdu e o punjabi. Sobretudo, aprendeu a falar a língua dos céus, deixando auditórios de centenas de indianos boquiabertos perante as verdades da Palavra de Deus.
Em todo avivamento sempre há duas partes: a divina e a humana. Em alguns, como no de Gales, a parte divina foi mais acentuada, e praticamente não havia organização e pregação. Mas o avivamento de Sialkot, apesar de também vir do alto, não parecia tão espontâneo: havia - sob a direção de Deus - organização, e planos eram realizados, além de longos períodos de oração.
Antes de continuar a mostrar a importância da parte humana, quero descrever os princípios da Associação de Oração de Punjab. Eles foram criados mais ou menos no tempo da primeira convenção em Sialkot (1904), e foram redigidos em forma de perguntas, que eram assinaladas pelos que desejassem tornar-se seus membros:

1. Estás orando, pedindo um avivamento para a tua vida, para a vida dos teus companheiros de trabalho e para a Igreja?
2. Estás anelando mais poder do Espírito Santo na tua própria vida e serviço, e estás convicto de que não podes avançar sem esse poder?
3. Orarás pedindo graça para não te envergonhares de Jesus?
4. Crês que a oração é um grande meio de alcançar um despertamento espiritual?
5. Reservarás trinta minutos diariamente, logo após o meio-dia, para orar pedindo esse despertamento, e estás pronto a orar até que venha o despertamento?

Os membros da associação erguiam os olhos da fé - conforme a ordem de Cristo - e contemplavam os campos brancos para a ceifa. No Livro liam as imutáveis promessas de Deus. Percebiam que o único método de adquirir tal despertamento era por meio de oração. Então mantinham em seus corações deliberada, definitiva e determinantemente o propósito de usar a oração até alcançarem o resultado.
O avivamento de Sialkot não foi por acaso, nem um sopro que veio do Céu, sem ninguém o buscar. Carlos Finney disse que um avivamento não é maior milagre do que uma colheita de trigo. Em qualquer lugar pode-se obtê-lo quando almas valentes entrarem na luta determinadas a vencer ou morrer - ou, se for necessário, vencer e morrer. "O reino dos céus é tomado à força e os que se esforçam são os que o conquistam" (Mt.11:12).

Este texto é um resumo do primeiro capítulo do livreto "O Homem que Orava" (Praying Hyde), de Francisco A. McGraw, editora CPAD. Você pode encontrá-lo nas livrarias evangélicas deste Brasil, ou clicando no título.

* Tradução de Orlando S. Boyer, em 1953/58.

Via http://www.orepelaindia.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DESNASCIDOS DE NOVO! Grupo radical hindu obriga cristãos a se 'reconverterem'


O maior grupo radical hindu da Índia pretende eliminar o cristianismo com reconversões e violência.

Laba Digal, 50, fica sentado remendando pneus de bicicletas e triciclos perto de Kasinipada, um vilarejo da Índia que presenciou a maior violência anticristã deste o outono. Digal diz que ele era cristão até Setembro, quando um oficial local do grupo radical hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) veio falar com ele duas vezes.

“Ele me disse para me tornar hindu. Disse que se eu não fizesse isso, perderia minha casa. Disse que eu não poderia morar no vilarejo sendo um cristão. Eu não queria problemas. Então aceitei”, disse Digal.

Agora como um hindu, Digal diz que conseguirá um certificado do governo declarando que ele é um Dalit. Esse certificado o qualificará para outros benefícios, como trabalhos do governo reservados aos Dalits.

O RSS tem reconvertido pessoas ao hinduísmo, como Digal – geralmente do cristianismo –, por mais de uma década. A campanha de reconversão é chamada “de volta ao lar”. É bem organizada e tem oficiais distribuídos em quase todas as partes da Índia.

O RSS tem grupos que usam propaganda e grupos que usam violência. Os grupos encarregados da tarefa de levar a mensagem com palavras comandam encontros em que denunciam a igreja como sendo o inimigo. Acompanham tudo com avisos de que os cristãos devem se reconverter ao hinduísmo ou morrer. O exército RSS encarregado da força segue com ataques.

Uma lei de 1967 em Orissa proíbe conversões religiosas pelo uso da força e por meio de indução ou violência. A lei diz que o oficial da administração distrital deve permitir toda conversão. O RSS diz que, apesar da lei, poucos convertidos ao cristianismo em Orissa obtiveram sanção legal, embora o número de cristãos no Estado esteja crescendo rapidamente.

No dia 25 de Setembro deste ano, Vidyaram Pandey, oficial de uma divisão do RSS em Uttar Pradesh, fez uma denúncia de que o RSS havia reconvertido 50 mil cristãos até então, em todo o Estado, o maior da Índia. Acrescentou ainda que o RSS expulsaria todos os pastores de Uttar Pradesh em cinco anos.

A declaração de Pandey dá um vislumbre do cronograma estabelecido pelo RSS para sua investida contra os cristãos na Índia. A organização foi fundada em 1925 e agora já tem aproximadamente 30 divisões, incluindo o Bharatiya Janata, principal partido político de direita da Índia.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ÍNDIA: FOTOS DA PERSEGUIÇÃO CONTRA CRISTÃOS



Caros irmãos, acessem aqui a fotos da onda de perseguição que está sendo movida na Índia contra os cristãos. Ore, divulgue, pressione as autoridades (veja o post anterior).

PARA VER AS DEZENAS DE FOTOS, Clique Aqui.

domingo, 21 de setembro de 2008

Perseguição contra cristãos na Índia aumenta - sua ajuda é necessária!

Amados irmãos, a violência contra os cristãos indianos já atingiu mais de cinco Estados, deixando até agora, um saldo de mais de 40 mortos e milhares de pessoas refugiadas.
Em função dessa dramática situação, a Portas Abertas iniciou uma Ação Institucional em socorro aos nossos irmãos na Índia. A ação consiste em solicitar às autoridades indianas no Brasil atitudes que cessem essa onda de violência.
Quanto mais e-mails conseguirmos enviar, maior será a chance de chamar a atenção dessas autoridades. O objetivo é simples: travar a caixa de entrada dos e-mails. Mesmo que o conteúdo seja o mesmo, envie quantas vezes quiser e puder.
É extremamente simples ajudar. Sinceramente, é uma vergonha não fazê-lo!
Os endereços para onde você deve enviar a carta modelo são:
Copie os endereços e cole-os para simplificar sua ação.
Não esqueça, envie quantas vezes puder.
O momento exige urgência nas orações e ações práticas!

Em nome da Igreja da Índia,
Renata Éboli- Missão Portas Abertas

Clique aqui e veja o modelo do texto

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Em nome de Jesus, entre milhões de deuses

Missionária brasileira presta assistência espiritual e material a carentes de Calcutá, na Índia.



Matéria extraída da Revista Cristianismo Hoje


Shunii é uma divindade do mal. Todos os sábados, os devotos devem lhe depositar oferendas, quase sempre na forma de alimentos como frutas, verduras e arroz. Essa é a única maneira de aplacá-lo e assim evitar suas ações maléficas. Não é difícil encontrar Shunii – sua figura grotesca, pintada de azul, ornamenta pequenos altares instalados em esquinas, ruas e praças na Índia, tanto nas grandes cidades como nos pequenos vilarejos. Famílias inteiras saem em procissão até os nichos com imagens de Shunii, que são fabricadas e distribuídas aos borbotões pelo país. Às vezes, é preciso recorrer aos serviços de um guru, que recebe donativos para oficiar cerimônias em homenagem à entidade. Feito o culto, as pessoas podem voltar sossegadas às suas casas, pois consideram-se a salvo dos infortúnios que podem ser provocados pela ira do deus mau. Pelo menos, até a semana seguinte, quando será preciso repetir o rito.
Assim como Shunii, dezenas de milhões de divindades são veneradas na Índia, uma nação com 1,1 bilhão de habitantes. Cerca de oitenta por cento dessa imensa população declara-se seguidora do hinduísmo – muito mais que um sistema religioso, trata-se de um conjunto de crenças, tradições e superstições tão diversificado como o povo indiano. Lá, convivem centenas de etnias e fala-se nada menos que duas mil línguas e dialetos. A presença cristã, minoritária, desperta sentimentos que vão desde a intolerância ao ódio puro e simples, expresso em atentados religiosos que vêm aumentando no país. Embora pratique um regime democrático e disponha de tecnologias avançadas, a Índia é uma nação que se rege por tradições ancestrais inalteradas em pleno século 21. A sociedade é dividida nas chamadas castas, sendo a maior delas a dos párias, reunindo indivíduos que vivem na pobreza absoluta e sequer devem ser tocados. Acredita-se na lei do carma, segundo a qual os sofrimentos são resultado de maus atos praticados em vidas anteriores. Por isso, os hindus devem conformar-se com seu destino, pois seria impossível mudá-lo, e aguardar melhor sorte num ciclo sucessivo de reencarnações.
Pois foi diante deste quadro de obscurantismo espiritual que a missionária brasileira Ana Maria Miranda Sarkar se deparou quando chegou pela primeira vez à Índia, em 1996. “Aquele era um mundo novo e assustador para mim. Fiquei perplexa com o semblante das pessoas, que pareciam acuadas”, lembra a carioca de 43 anos, que lidera o ministério Harvest Today (Colheita Hoje), uma organização não-governamental de orientação evangélica instalada em Dakshin Barasat, a 50 quilômetros de Calcutá – cidade indiana com mais de 16 milhões de habitantes e todas as mazelas de um mega-aglomerado urbano de Terceiro Mundo. Harvest Today é a concretização de um sonho missionário de Ana Maria e hoje atende mais de 300 famílias carentes, prestando assistência na área educacional e de saúde.
Criada no Evangelho, Ana Maria teve trajetória semelhante à de boa parte dos adolescentes e jovens crentes. “Eu vivia mais pela fé de meus pais”, lembra. Até que, aos 19 anos, o encontro genuíno com Cristo acabou mudando o rumo de sua vida. Após um período de intensas atividades na igreja que freqüentava, Ana sentiu um chamado missionário. “A princípio, acreditei que deveria seguir para a França”, conta. A fim de se preparar devidamente para a obra, ela fez cursos na área de missiologia, estudou idiomas e especializou-se em enfermagem. Mas seu campo não seria a iluminada Europa, e sim, uma das regiões mais pobres do mundo. “Certa vez, folheando uma revista, vi uma foto chocante. Mostrava uma criança indiana miserável, chorando ao lado do cadáver da mãe.” A partir dali, ela começou a buscar a orientação do Senhor e orar pela Índia. “Deus revelou que me daria aquela nação como herança”, frisa a missionária.

“Escravidão ao diabo” – Depois de um período no Reino Unido, afiando o inglês, Ana foi “espiar a terra”. Passou três meses na Índia, fazendo contatos com cristãos locais e estudando a melhor maneira de iniciar um trabalho social e evangelístico no país. A questão legal foi uma primeira barreira. Embora tenha se apresentado como profissional de saúde disposta a auxiliar a população local, só mesmo um milagre, no entender dela, tornou possível a obtenção de um visto para cinco anos. “Isso é muito raro de acontecer”, diz. Ligada à Igreja Presbiteriana Betânia, de Niterói (RJ), ela foi enviada definitivamente como obreira comissionada e instalou-se em um apartamentinho alugado em Calcutá. “Eu não conhecia ninguém ali e não falava nada em bengali. Caminhava pelas ruas, contemplando a dura vida que as pessoas levavam. Era de apertar o coração.” Sem saber exatamente o que fazer, começou a pedir a Deus que enviasse pessoas até ela. A súplica foi atendida na pessoa de Manju, uma adolescente que veio em busca de trabalho. Manju, paupérrima, vivia numa aldeia próxima. “Ela acabou ficando. Fazia pequenos serviços domésticos, comia comigo e me observava atentamente”, conta Ana.
A garota acabou se tornando o primeiro fruto do trabalho da missionária. “Em pouco tempo, ela aprendeu um pouco de inglês a partir das nossas conversas e de alguns dicionários de bengali que eu tinha. Um dia, comprei uma Bíblia em sua língua e dei a ela.” Ana Maria explica que o processo de evangelização de um indiano é longo e trabalhoso. “Não é nada fácil para uma pessoa que pratica o panteísmo aceitar que deve adorar um só Deus”, explica. “É preciso conquistar sua confiança e desenvolver uma amizade.” Pois foi com esta fórmula que Ana levou Manju à conversão a Cristo. Logo depois, surgiu um rapaz interessado em aprender inglês. Percebendo a oportunidade, a missionária abriu um curso que atraiu outros jovens. “Um belo dia, quatro meninas maltrapilhas bateram à porta mendigando comida. O estado delas era deplorável, tive que controlar a ânsia de vômito”, admite. Mesmo contando apenas com a bolsa mensal de US$ 1 mil fornecida por sua igreja e ofertas eventuais, Ana Maria comprou-lhes roupas, um kit básico de higiene e comida.
Em pouco tempo, o apartamento já abrigava o curso de inglês, uma escolinha bíblica para crianças e uma improvisada clínica. Cada vez mais pessoas apareciam em busca de ajuda material – mas uma outra clientela chamou a atenção de Ana Maria: a de mulheres desesperadas com a própria realidade. “As meninas, principalmente, sofrem muito na sociedade indiana. A cultura local privilegia a figura masculina. As mães que têm filhas são discriminadas; afinal, meninas são um peso para suas famílias, que precisam pagar dotes aos futuros maridos.” A obreira brasileira conviveu com crianças abandonadas, mulheres violentadas e esposas espancadas pelos próprios companheiros. “Ao contrário do que muitos ocidentais imaginam, os indianos não vivem naquela aura de espiritualidade exótica. O que existe é escravidão ao diabo, mesmo. O número de suicídios é enorme, assim como o de mortos pela fome e por doenças. O cheiro de corpos cremados é horrível”, afirma.

Passo de fé – Quando começou a visitar as famílias de “suas meninas”, como faz questão de dizer, Ana conheceu a aldeia de Dakshin Barasat, que se tornou uma espécie de cabeça de ponte de seu ministério. Ali, em meio à carência generalizada, ela encontrou espaço para montar uma clínica e uma escola. Os habitantes, muitos dos quais jamais haviam tomado um antibiótico, aglomeravam-se à porta. “Havia muito o que fazer. Eu dava vitaminas, fazia pequenos curativos, ensinava hábitos de higiene.” Um médico local, também cristão, foi contratado para os atendimentos mais complexos. Centenas de pessoas apareciam a cada dia. “Eu as atendia e orava por todos em nome de Jesus. Logo, a casa ficou conhecida como ‘hospital de Jesus’”. Àquela altura, uma equipe de obreiros locais, frutos da missão, já colaborava com o serviço. Surgiu uma igreja. “Descobrimos estabelecimentos que vendiam comida e remédios mais baratos. Aquecemos até a economia local”, brinca.
Mas além de abrir corações para a Palavra de Deus, o ministério também era um risco para Ana. Grupos de religiosos radicais, tanto hindus como muçulmanos, insatisfeitos com o florescimento do trabalho cristão, passaram a intimidar a missionária. Um dia, no trajeto entre Calcutá e a aldeia, Ana Maria foi jogada do trem. “Só não fiquei paraplégica por milagre, pois fraturei várias vértebras”, conta. Sem ninguém para socorrê-la – o hinduísmo inspira nas pessoas um fatalismo que beira a indiferença –, ela se deslocou sozinha até o hospital mais próximo, muitos quilômetros e estações depois. Com a saúde e o ânimo abalados, ela confessa que pensou em desistir. “Os medos que me assaltaram na minha chegada à Índia voltaram com mais força. Mas sentia o Senhor confirmando meu ministério naquele lugar”, lembra, emocionada.
De volta ao Brasil para um período de recuperação, Ana Maria foi informada de que sua igreja não a manteria mais. “Meu pastor, temendo por minha vida, disse que eu não voltaria sob sua responsabilidade.” O jeito foi tomar uma atitude de fé e retornar mesmo sem garantia de sustento, já que as ofertas que apareciam não seriam suficientes para manter tudo funcionando. Mas a providência divina veio na forma da solidariedade de um alto funcionário do governo indiano, já aposentado, que conheceu o trabalho da brasileira e ofereceu-lhe apoio para institucionalizar o ministério. “Até então, funcionávamos em uma base improvisada. A legalização nos capacitou a fazer convênios com outras entidades.” O retorno à terra que passou a amar também teve outras surpresas para Ana. Um cristão que a conhecera havia mais de três anos a pediu em casamento. “Relutei um pouco”, conta, meio encabulada, “mas percebi naquilo a vontade do Senhor para minha vida.” A união com Malay Sarkar proporcionou a Ana a cidadania indiana e a garantia da permanência no país. “Antes, era preciso sair e retornar para renovar o visto, um processo cansativo e dispendioso. Agora, isso acabou”, comemora.
A trajetória de fé de Ana Maria a tornou conhecida e requisitada. Ela já esteve nos Estados Unidos, na Europa e até no Japão falando de seu trabalho. Em todas as ocasiões – como na temporada que passou no Brasil, entre dezembro de 2007 e março deste ano, visitando a família e percorrendo igrejas de vários estados –, fala da urgência do trabalho missionário entre povos não-alcançados e busca patrocinadores para Harvest Today. Pelo sistema da missão, é possível sustentar uma criança, dando-lhe educação, moradia e alimentação, com cerca de R$ 30 mensais. “Aqui, pode ser pouco, mas na realidade da Índia, é muito”, revela. Mais que auxílio, os assistidos pela missão ganham uma esperança. Para gente como a jovem Manju e milhares de outros indianos para quem o ministério de Ana representou a diferença entre a vida e a morte, Shunii e os milhões de deuses do panteão hindu não representam mais uma ameaça – pois eles, agora, podem descansar à sombra do Onipotente.


Fé em ação

A missão Harvest Today (Colheita Hoje) é um complexo de ação social e evangelística instalado na periferia de Calcutá, na Índia. Além de Escola Maranata de ensino fundamental – onde 300 alunos de tempo integral recebem três refeições diárias –, a entidade mantém uma clínica que atende cerca de 250 famílias da região. Há ainda cursos de inglês para crianças e jovens, núcleo de atividades comunitárias e uma igreja, a Casa Betânia. A missão abriga também cerca de 30 meninas e adolescentes rejeitadas pelas famílias. Atualmente, a missão conta com 26 obreiros de tempo integral e também com voluntários indianos e estrangeiros.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da missionária Ana Maria Miranda Sarkar e de Harvest Today pode fazer contato pelo e-mail ana_harvest@yahoo.com ou com a coordenadora no Brasil, Ormi Sardenberg, pelo e-mail ormisardenberg@ig.com.br

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