Mostrando postagens com marcador Igreja Perseguida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja Perseguida. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Lista Mundial da Perseguição aos Cristãos 2026

 


Há poucos dias a Missão Portas Abertas divulgou a Lista Mundial de Perseguição 2026, por ela anualmente elaborada. Mais uma vez, a Coreia do Norte capitaneia a lista dos países que mais perseguem cristãos. Ela é seguida por Somália, Iêmen, Sudão e Eritreia. 

Você pode conferir a lista completa, bem como assistir a vídeos, baixar o mapa com os 50 países onde é maior a perseguição, e também e-books gratuitos sobre o tema, no site da Portas Abertas, clicando AQUI.


sábado, 3 de fevereiro de 2024

O preconceito religioso manifestado no Censo 2022 do IBGE

 

 O título deste post é um chamariz. Utiliza a burla do ridículo e do óbvio para atrair.

Outra burla, igualmente obscena, tem sido utilizada pelo órgão oficial, e reproduzida por entes de imprensa e pessoas por todo o pais, na última semana. Ela, a burla, soa literalmente assim:

Brasil possui mais templos religiosos do que escolas e hospitais somados.

Você eventualmente deve ter visto essa "notícia", em suas redes sociais ou sites noticiosos.

O preconceito aqui é axiológico, nasce com a expressão, o próprio "raciocínio" que ela promove.

Religião é coisa de foro íntimo, particular. Templos religiosos, do terreiro de candomblé ao templo budista, passando pelo motivo velado fundamental do ódio, os templos evangélicos, são erigidos com o dinheiro dos fiéis, ou de seus idealizadores. Sim, muitos templos sequer "se pagam", e aquele que os mantém o faz por fé. Outros sim, excedem-se no lucro, e malversam algo que deveria ser sagrado. Mas em ambos, em todos esses âmbitos, eu e você, que dirá o poder público, temos pouco ou nada a ver com isso. 

Já escolas e hospitais dizem respeito a todos, pois são pagos com impostos. Seus gestores, funcionários públicos em sua maioria, estão a serviço da sociedade e por esta remunerados. Perdão, sei que essa pedagogia chega a ser ultrajante. Mas é para dar a dimensão da situação a que chegamos.

Como comparar a esfera particular com a esfera pública? Qual a relação que se busca promover ao comparar a existência de templos religiosos com a de escolas e hospitais? Fica implícito o caráter maniqueísta, de contrapor algo "positivo" a algo "negativo"; ou necessário/desnecessário, ou qualquer outra maniqueismada que se queira.

Vamos deitar um outro vestido ao raciocínio. Você viu alguma postagem ou reportagem (já não são a mesma coisa, diluídas na sopa de ideologias espúrias de seus veiculadores, uns pagos e diplomados, outros entusiastas de sofá?), sim, você viu por acaso reportagem ou postagem (que dirá recenseamento), seja do próprio IBGE, da Folha, de seu primo ateu, de seu professor marxista, nesta linha:


BRASIL TEM MAIS BARES DO QUE ECOLAS E HOSPITAIS


Viu?

Falo agora aos evangélicos. Já é tempo de levantar do canto do ringue e combater o preconceito aberto e velado que muitos vomitam ou excretam sobre nós, dia após dia. O comentário judicioso no grupo de família, escola, trabalho; a postagem tendenciosa do amigo, dO Globo ou do IBGE; o olhar repetidamente atravessado (foco no repetitivo, é sintomático) em qualquer ambiente, da empresa aos coletivos...

Eu costumo aplicar um método desconstrutivo para explicitar o preconceito das falas, preconceito que mal conseguem esconder. O truque, quase socrático em sua rusticidade, consiste na simples substituição de palavras e expressões.

Quando ouvir: "Pastor é tudo ladrão" (vários o são, conheci alguns pessoalmente) troque o "pastor" por "preto", e pergunte à pessoa se ela concorda com a mudança. "Preto é tudo ladrão". Dá até cadeia, hum? Sim, e muito justificadamente. Mas o que muitos não sabem ou não querem fazer valer é que o primeiro comentário e congêneres também. Para o bom funcionamento (e exposição do preconceituoso) vale qualquer substituição, por opção sexual (gay, lésbica, hétero, etc.), por etnia, classe profissional, nacionalidade. A ideia é a de que, quando atingida, a pessoa reflita sobre a própria intolerância que, acredite, muitas vezes é semi-voluntária e segue o abjeto padrão mental do pre-conceito: Economia mental, esforço simplificador para não esforçar-se em raciocinar, em pensar por si mesmo. Sem desconsiderar o ódio gratuito ou pago, mas execute a manobra ao rigor da Lei: presuma inocência.

Além da antiga Lei que protege a liberdade de culto - e o respeito à fé alheia, há poucos dias se comemorou o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, firmado pela Lei 11635/07. Tal lei ou data surgiu num contexto de proteção aos cultos de matriz africana, que têm sofrido preconceito histórico, desde sua introdução (ou criação, no caso da umbanda) em nosso país. Mas a primeira Lei não protege apenas estes, assim como a segunda não visibiliza apenas a sua causa. Toda intolerância religiosa deve ser judicializada. E judicializar, você sabe, segue o mesmo processo: Gravam-se falas, "printam-se" comentários, arregimentam-se testemunhas. 

Emitir opinião contrária não é crime. A intolerância se mostra quando os termos são agressivos, quando o ódio vaza do canto das bocas, quando o padrão se repete.

O mal se combate em campo. Tomemos a iniciativa, pois a bovinidade só interessa aos açougueiros, aos carrascos. 


Sammis Reachers

___________________________________________________

Publicado originalmente no blog Cidadania Evangélica. A reprodução deste texto é liberada em qualquer meio e plataforma, desde que creditada a fonte.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

QUAL É O MEU NOME ATUAL? - Uma dinâmica para promover e avaliar seus conhecimentos bíblicos, geográficos e missiológicos

 


QUAL É O MEU NOME ATUAL?

 

Objetivos: Promover e avaliar os conhecimentos bíblicos, geográficos e missiológicos dos participantes.

Materiais: Não é necessário.

 

A dinâmica se vale de nomes antigos de alguns países e cidades, conforme citados na Bíblia. A partir de dados atuais sobre tais locais, sobre suas realidades físicas, políticas e religiosas, os alunos deverão adivinhar qual o nome atual daquele lugar.

A ideia é oferecer dados sobre a realidade da presença cristã, necessidades de evangelização, dados sobre a perseguição ao cristianismo etc., colaborando para familiarizar os participantes com a realidade desses países.

Ganha aquele que obtiver mais acertos.

Se desejar, a cada acerto de um participante, o coordenador pode oferecer mais informações sobre a realidade daquele lugar, previamente pesquisadas.

Alguns exemplos que você pode utilizar (procure pesquisar outros):

 

Na Bíblia eu fui chamado de Pérsia. Hoje meus vizinhos são Turquia, Iraque, Turcomenistão, Afeganistão e Paquistão. Em minhas terras impera a religião islâmica, numa de suas duas principais vertentes: a xiita. Minha população possui apenas 1,5 % de cristãos, mas a igreja secreta tem crescido há décadas por aqui. Meu nome hoje é? – Resposta: Irã

 

A Bíblia me chama (em Is 49:12) de Sinim. Sou um país socialista, cuja população é a segunda maior do mundo. Ao expulsar os missionários estrangeiros há algumas décadas, achei que destruiria o cristianismo, “religião dos brancos”, em minhas terras. Mas a igreja secreta cresceu de uma maneira milagrosa, e hoje já é uma das maiores do mundo, embora ainda haja muitos povos não-alcançados em meu território. Sou? – Resposta: China

 

Eu fui uma cidade. Meu nome antigo era Antioquia. Em mim o apóstolo Paulo censurou a outro apóstolo, Pedro, por seu comportamento dúplice. Em mim também foi fundada a primeira igreja gentílica (não-judia) da história. Hoje abrigo um país que possui uma pequena fronteira com Israel, e está em guerra há dez anos; facções muçulmanas, bem como potências mundiais têm intervindo em meu território, e os cristãos, que gozavam de uma pequena tolerância, foram dos mais prejudicados. Antes da guerra civil eram 6%; hoje, mal chegam a 2% da população. De que país estamos falando? – Resposta: Síria

 

Fui uma cidade. Meu nome antigo era Laodiceia. Da igreja que aqui foi fundada, o próprio Cristo disse que não éramos nem frios nem quentes, mas mornos (Ap 3:14-21). Hoje minhas ruínas estão situadas num país que faz parte de dois continentes, a Europa e a Ásia, e cuja população se declara 99% muçulmana. Esse país já foi um império que ajudou a espalhar o islã por diversos lugares. Quem sou? – Resposta: Turquia

 

Na Bíblia eu fui chamada de Gadara. O “endemoniado gadareno” (Mc 5:1-20) é uma passagem famosa. No lugar onde eu me erguia, hoje está localizado um país muçulmano, vizinho de Israel. Esse país é uma monarquia, cuja língua oficial é o árabe. Comparado a outros países do Oriente Médio, aqui os cristãos desfrutam de alguma tolerância e respeito, embora sejam apenas em torno de 7% da população. No entanto, muçulmanos que se convertem a Cristo são duramente perseguidos. De que país se trata? – Resposta: Jordânia

 

Meu nome bíblico é Cirene. Como cidade, fui uma antiga colônia grega, cuja parte da história foi narrada por Heródoto, justamente o “pai da história”. Minhas ruínas estão situadas no que hoje é um grande país africano, vizinho do Egito. Tal país foi governado por anos por um ditador amado e odiado por seus cidadãos; mas as revoltas da Primavera Árabe o derrubaram, instaurando também o caos no país, pela briga de poder. Hoje tal país é uma terra sem lei, e de grande risco para cristãos. Na lista de perseguição elaborada pela Missão Portas Abertas, estou entre os dez mais. – Resposta: Líbia

 

Sou a cidade de Tiro. O país onde eu estava localizada conserva o mesmo nome, desde os tempos bíblicos até hoje. As madeiras das árvores de meu país fizeram sua fama. Nos tempos contemporâneos, mesmo estando situado no Oriente Médio, ele já possuiu 70% de população cristã (até a Primeira Guerra Mundial); no entanto, após uma guerra civil o país entrou numa sequência de crises, e hoje esse percentual não passa de 35%. O Brasil abrigou milhares de imigrantes que daqui saíram. Que país é esse? – Resposta: Líbano.

 

Meu nome é Patmos. Sou uma ilha que conserva seu nome desde os tempos bíblicos; foi aqui que o apóstolo João, prisioneiro, escreveu o livro de Apocalipse. A cultura de meu país (embora na época ele nem fosse ainda um país, mas um agrupamento de cidades independentes) ajudou a moldar a cultura ocidental. Hoje sou um dos países mais “pobres” da Europa. Mas também um dos mais cristãos: Praticamente 95% da população se declara cristã – embora o número de evangélicos mal chegue a 2%. Que país é esse? – Resposta: Grécia.

 

Sou um país onde se localiza o Monte Ararat, em que se acredita que a Arca de Noé atracou, após o nível das águas abaixar. Mas hoje tal monte pertence à Turquia, minha vizinha. Somos considerados o primeiro país a adotar o cristianismo como religião, ainda no século IV. Meu povo foi vítima de um dos maiores genocídios contra cristãos do século XX (provocado justamente pelos turcos), mas tal crime é pouco lembrado. Quem sou? – Resposta: Armênia.

 

Sou um país europeu chamado por Obadias de Sefarad. O apóstolo Paulo planejava levar o evangelho até minhas terras. Já fui uma das grandes potências mundiais, quando o mar era meu domínio, e ajudei a espalhar o catolicismo pelo mundo. Hoje, a maior parte de minha população ainda se declara católica (52%), embora os praticantes sejam menos da metade disso. E os sem religião beiram os 40% de meu povo.

Qual é o meu nome atual (no tempo de Paulo eu já tinha este nome)? – Resposta: Espanha

 

Sou um país milenar e berço de uma das primeiras civilizações. Meu território faz parte de dois continentes (Ásia e África). Abrigo o rio mais extenso do mundo (ou será o Amazonas?) e uma população de 109 milhões de almas, das quais 85% são muçulmanos. Quem sou? – Resposta: Egito

 

Sammis Reachers

Ore por nós, por inspiração e portas abertas, para que em breve tenhamos um novo livro, gratuito, reunindo recursos para ensino e mobilização missionária.


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Receitas Culinárias para uso em eventos missionários - Pela causa da Igreja Perseguida



Prezado comensal, seja bem-vindo a nosso exótico e saboroso banquete! Talvez você saiba que em algumas igrejas é comum (e se na sua não é, faça ser!) a realização de feirinhas missionárias, com barraquinhas de comida cuja renda é revertida para missões. Outras igrejas realizam festivais de sorvete ou pizza, e almoços ou jantares missionários, apresentando por vezes comidas típicas de diversos países. O objetivo, além de conscientizar a igreja e visitantes para as questões missionárias, é levantar recursos para a realização e o sustento da obra de missões.

Pensando nisso, e no objetivo de facilitar a atividade desses irmãos e irmãs que se esforçam para fazer o melhor para Deus, foi que resolvemos criar este livrinho. Aqui buscamos coligir 15 receitas típicas de diversos países “especiais”. Dizemos especiais pois tomamos por base os respectivamente 15 países onde é maior a perseguição aos cristãos, conforme apurado anualmente pela Missão Portas Abertas (que lista os 50 países onde é maior a perseguição). Utilizamos como referência a Lista de 2020 (veja AQUI).

Além dos 15 países onde é maior a perseguição aos cristãos, inserimos como bônus receitas de países onde também é grande a luta de nossos irmãos, bem como a necessidade de mais missionários: Indonésia (49º país onde é maior a perseguição), Moçambique (66º) e China (23º).

Assim, além dos esforços gerais de promoção missionária, você poderá utilizar tais receitas em momentos de conscientização da igreja sobre a causa da igreja perseguida[1], causa cada vez mais abraçada pela igreja brasileira. Outra utilidade deste material é familiarizar missionários e candidatos sobre um pouco das realidades culinárias de diversos países.

Recomendamos ainda que você não fique restrito ao aqui exposto: Na internet há muitas outras receitas desses e de outros países, e é possível variar bastante em seus eventos.

Assim, nosso objetivo com este trabalho é acrescentar um humilde, mas oportuno recurso aos mobilizadores missionários espalhados pelas igrejas do Brasil.

PARA BAIXAR O E-BOOK PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


[1] Dentro desta mesma temática, confira ainda a publicação/e-book gratuito “Ministério Infantil: Brincadeiras Infantis de Países onde é grande a Perseguição Religiosa”, que compilamos há algum tempo. Acesse AQUI.

Você pode ainda encontrar muitas outras receitas (em inglês), AQUI.


quarta-feira, 22 de julho de 2020

Relatório alerta para perseguição extrema a cristãos de Moçambique

Comunidades cristãs enfrentam desafio de ataques de grupos extremistas, além da pobreza, crises socioeconômica e religiosa
Um relatório intitulado “Moçambique, Insurgência Islâmica”, organizado pela Missão Portas Abertas, mostra que nos primeiros seis meses deste ano houve um aumento significativo no número de ataques de grupos radicais islâmicos, e o uso de armas mais sofisticadas aumentou sua intensidade. Desde o início da insurgência em 2017, mais de 1.000 pessoas foram mortas e mais de 100.000 cidadãos foram deslocados, expulsos de suas casas e cidades.
O relatório alerta ainda que, se uma solução sustentável para os problemas de Cabo Delgado não for encontrada em breve, ela poderá se transformar em uma crise nacional e potencialmente regional, com repercussões para cristãos e não cristãos. As iniciativas de saúde e educação administradas pela igreja, que serviram a região marginalizada e negligenciada, estão em risco. O subdesenvolvimento da província de Cabo Delgado é a mesma razão pela qual os insurgentes usaram para legitimar suas ações, diz o relatório.
O ataque à cidade portuária de Mocimba da Praia, na fronteira com a Tanzânia, em 27 e 28 de junho, foi o quarto desde o início da insurgência islâmica na província de Cabo Delgado em 2017.
Por horas, os insurgentes assolaram as ruas, causando mortes e destruição quando entraram em conflito com as forças do governo. Uma igreja local, uma escola secundária e o hospital distrital - assim como casas, carros e lojas - foram incendiados. Quando a bandeira negra do Estado Islâmico foi erguida, as pessoas fugiram para salvar suas vidas, deixando para trás uma "cidade fantasma”.
“Muitas pessoas foram sequestradas pelo grupo”, disseram fontes locais. "Acredita-se que o ataque foi feito realizar casamentos forçados, trabalho forçado e recrutamento de pessoas para as fileiras do grupo".
O principal grupo islâmico ativo na província de Cabo Delgado é Ahl al-Sunnah wa al-Jamma'a, ou ASWJ, que começou a perseguir os cristãos quando se alinhou com o Estado Islâmico em 2019. Segundo o Relatório da Portas Abertas, os cristãos enfrentaram assassinatos, saques de suas casas e empresas e destruição de igrejas. Além disso, segundo o documento, os problemas socioeconômicos podem estar no centro do conflito, mas a resolução do conflito precisará de uma abordagem holística, onde o papel da religião não seja esquecido. "O grupo conduziu ataques que são consistentes com o que os jihadistas de outras regiões vêm fazendo", dizem os pesquisadores. "Ele tem o apoio de um grupo jihadista internacional. O Estado Islâmico até assumiu a responsabilidade por alguns dos ataques. Alguns dos vídeos gravados pelo grupo foram incorporados aos vídeos de propaganda do EI.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Portas Abertas lança documentário sobre a Igreja Perseguida


Série conta com 12 episódios em que cristãos perseguidos contam suas histórias e como enfrentam a perseguição
 A Portas Abertas vai lançar, nos próximos dias, o projeto Faces da Perseguição, que visa aproximar a igreja brasileira da realidade enfrentada por cristãos perseguidos. Ele consiste em uma série de documentários que apresenta a história de cristãos perseguidos de países como Coreia do Norte, Eritreia, Irã, Índia, Síria, Nigéria, República Centro-Africana, Quênia e Indonésia.
No total, serão 12 episódios com histórias de impacto sobre como cristãos convivem com o medo da possibilidade de terem a vida devastada a qualquer momento, mas mesmo assim, perseveraram na fé. A cada semana, será disponibilizado um novo episódio.
Neste vídeo abaixo você pode ver um pouco do que vai acontecer!

domingo, 5 de abril de 2020

Portas Abertas lança campanha #UmComEles - Participe!



Seja ‘um’ com os cristãos perseguidos
Portas Abertas lança campanha #UmComEles para impactar na vida de sobreviventes e famílias das vítimas do ataque na última Páscoa, no Sri Lanka
A Páscoa é um período de tensão para cristãos que vivem em países perseguidos. Isso porque com a data vêm as possibilidades de ataques, tornando nossos irmãos e irmãs ainda mais vulneráveis.
Para incentivar o cristão brasileiro a se lembrar, se engajar e ser ‘um’ com os cristãos perseguidos, a Portas Abertas lançou a campanha #UmComEles .
“Queremos convidar a todos durante este mês da Páscoa a promover um grande impacto e ajudar aqueles que seguem a Jesus custe o que custar. Para isso lançamos ações de oração, de compartilhamento nas mídias sociais e de doação para projetos de ajuda emergencial da Portas Abertas no Sri Lanka”, afirma Marco Cruz, secretário-geral da organização.
O ataque ocorrido no domingo de Páscoa de 2019 no Sri Lanka foi considerado o maior e mais violento dos últimos tempos.
No total, 259 pessoas foram mortas e outras 500 ficaram feridas nos ataques a igrejas cristãs e hotéis no país. O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentando causado por 7 homens-bomba, três deles em igrejas. Apesar disso, a pressão e o trauma influenciaram de forma positiva a vida dos sobreviventes e familiares das vítimas. Eles perceberam que, mesmo em meio a tragédia, o Senhor continua fiel e no controle de todas as coisas. 

Você pode participar
A melhor forma de auxiliar cristãos que enfrentam ataques violentos é oferecendo ajuda durante o tempo que for preciso. Por isso sua doação faz diferença, com ela, você permite que um cristão afetado pelos ataques no Sri Lanka receba ajuda rápida durante 5 meses. O valor escolhido pode ter um impacto extraordinário na vida dos cristãos perseguidos afetados por ataques. 

A Cruz de Cristo
Além disso, a Portas Abertas lançou uma ação nas mídias sociais, para que todos se envolvam e compartilhem causa. “A Páscoa fala sobre a ressurreição de Jesus após sua morte na cruz. Por isso, convidamos você a desenhar uma cruz no pulso e publicar em suas redes sociais com a #UmComEles”, explica o secretário-geral.
Segundo ele, a cruz foi escolhida porque, além de ser uma marca da vitória de Cristo sobre a morte, ainda hoje, é um sinal que faz com que muitos cristãos perseguidos sejam feridos e mortos pela fé em Jesus. As imagens podem ser publicadas durante todo o mês de abril.
Para saber mais sobre a Campanha acesse o vídeo #UmComEles :



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Portas Abertas divulga Lista Mundial da Perseguição 2020

Já está disponível a atualização 2020 da Lista Mundial da Perseguição (LMP), ranking dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos por causa da fé em Jesus. O trabalho é resultado de uma pesquisa realizada com cristãos de mais de 60 países entre 1/11/2018 e 31/10/2019. A Portas Abertas divulga anualmente a pesquisa, que possui metodologia própria, desde 1993. Porém, o monitoramento da perseguição acontece desde os anos 1970. Clique no banner abaixo e confira a Lista Mundial da Perseguição 2020.
Na edição 2020 da LMP, 46% dos países tiveram um crescimento na perseguição, entre eles está Arábia Saudita, China, Marrocos e Bangladesh. Em 22% das nações, como Sudão, Jordânia e Indonésia, o nível de intolerância caiu. Outros 24% equivaleram aos que não tiveram alteração significativa na pontuação em relação à LMP 2019, como Coreia do Norte, Síria, Egito e Quênia. Os 8% restantes abrangeram os novos integrantes do relatório, como Burkina Faso, Camarões e Níger. A Ásia saiu na frente como o continente que tem mais países na Lista Mundial da Perseguição, são 30 ao todo. A África ficou em segundo lugar, com 19, e a América Latina em terceiro, com apenas a Colômbia. Assista ao vídeo e conheça melhor a realidade atual dos cristãos da Igreja Perseguida no mundo.
Além da classificação das nações onde a igreja de Cristo é mais perseguida, o relatório oferece informações sobre os tipos de perseguição que os irmãos e irmãs enfrentam todos os dias, além de expor também quais são as fontes de perseguição. Cada país ganhou uma pontuação entre 0 e 100 pontos, resultantes da análise de diferentes esferas da vida (vida privada, família, comunidade, nação e igreja) e também da violência experimentada.
Este ano, trazemos uma novidade: um e-book da Lista Mundial da Perseguição com o mapa da perseguição 2020 e informações dos 50 países do ranking. Você também encontrará dados sobre a situação atual da perseguição e pedidos de oração de cada país. Baixe gratuitamente a versão digital clicando no banner abaixo.
Além da oração, o apoio de forma prática é fundamental para realização dos projetos da Igreja Perseguida. Este mês, nosso foco é a Coreia Norte, país que lidera a Lista Mundial da Perseguição desde 2002. Contribua para que os cristãos norte-coreanos sejam fortalecidos na fé, apesar de viverem no país número um em perseguição aos seguidores de Cristo. 

quarta-feira, 3 de abril de 2019

A Abelha de Salomão – Fatos sobre a perseguição ao cristianismo



De acordo com a tradição Judaica, quando a Rainha Sabá foi visitar o Rei Salomão em Jerusalém, ela decidiu colocar à prova sua famosa sabedoria. Ela montou dois arranjos de flores, um com flores verdadeiras e outro artificial. Ela desafiou o Rei a distinguir o arranjo verdadeiro do falso sem chegar perto deles. O Rei Salomão, como diz a tradição, abriu urna janela e logo em seguida uma abelha entrou voando. Claro, ela foi diretamente para as flores verdadeiras em busca do néctar e assim Salomão pôde identificar o verdadeiro e o falso.
O ano de 2018 foi um período quando se tornou muito difícil distinguir a verdade da mentira, ou certo do errado. As velhas certezas se foram e às vezes parece que a única coisa que nós temos certeza é do crescimento da incerteza em nosso tempo. No mundo Ocidental, nossa cultura está entrando em colapso. Princípios que foram construídos em valores Bíblicos e Judaico Cristão estão desaparecendo rapidamente sob o ataque do humanismo secular. No mundo não Ocidental, novas ideologias baseadas no totalitarismo religioso ou nacionalista estão crescendo rapidamente. Em todas estas situações a Igreja está cada vez mais sob opressão. E nesta nova ordem, é difícil saber em quais países se pode confiar ... ou neste caso, quais instituições, igrejas ou líderes Cristãos.
No caso de Aasia Bibi, por exemplo, o governo Britânico, guiado por urna Primeira Ministra que é filha de um vigário, deixou claro que esta mulher Cristã do Paquistão não e bem-vinda no Reino Unido. Por outro lado, um enviado comercial Britânico renunciou seu cargo, em partes pela recusa do governo em receber Aasia Bibi; ele é um muçulmano, e filho de um imame (título muçulmano que designa o sacerdote). Países que já se orgulharam de sua liberdade religiosa e dos direitos humanos e continuam falando, mas muitas vezes não agem como falam.
A Arábia Saudita é um país onde é tão perigoso deixar o Islamismo e seguir a Cristo que Cristãos Sauditas que s têm manter sua fé completamente em segredo por medo de serem executados. Certamente que o Irã torna a vida de Cristãos muito difícil e muitos foram presos, mas tem uma igreja de convertidos do Islamismo funcionando com um número estimado entre 350.000 a um milhão de membros (embora algumas estimativas cheguem a três milhões), que se reúnem para cultos como congregação, e somente uma pessoa foi executada. Mesmo assim a Arábia Saudita é reconhecida pelo Ocidente e o Irã é condenado.
Hoje, Cristãos se encontram cada vez mais desorientados. Uma nova onda anti Cristã de marginalização, discriminação e perseguição está se desenvolvendo, e nós temos dificuldade em saber como responder. Vemos a Igreja crescendo em lugares opressores como Irã, índia e China. Vemos a Igreja morrendo mesmo com a liberdade do Ocidente. Alguns Cristãos no Ocidente vivem suas respeitáveis vidas, ainda alheios à enxurrada que está chegando, e perguntam qual é o problema. Outros enxergam o perigo, e querem fugir - mas para onde? Outros ainda querem ficar e lutar, mas como? No Velho Testamento lemos sobre o homem de Issacar que entendeu as circunstâncias e sabia o que os Cristãos deveriam fazer (1 Crônicas 12:32). Nos dias de hoje existe uma grande necessidade de tais homens e mulheres — àqueles que podem entender nosso tempo, que conheçam os pensamentos de Deus para Seu povo em nossa época, que possam discernir a verdade entre um monte de mentiras e notícias falsas.
Jesus disse, "Eu sou ... a verdade." (João 14:6) A palavra Grega para verdade é aletheia que pode significar na verdade o oposto a ouropel (aparência enganosa de luxo), falsidade e fingimento. Melhor do que qualquer abelha, nós temos Cristo, a sabedoria de Deus (1 Coríntios 1:24) que pode verdadeiramente nos guiar nesta realidade e em Seus caminhos. Então saberemos como deveremos viver, como devemos servi-Lo e como devemos servir e cuidar de Seu povo perseguido ao redor do mundo.


Editorial da revista AjudaBarnabas, #1 de Jan/Fev 2019. - http://barnabasfund.org/brasil

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ministério Infantil: Brincadeiras Infantis de Países onde é grande a Perseguição Religiosa



Brincadeiras Infantis de Países onde é grande a Perseguição Religiosa

Coligimos para o blog Veredas Missionárias uma série de brincadeiras infantis e juvenis, brincadeiras essas que são tradicionais de diversos países. Nosso foco foi reunir especialmente brincadeiras de países onde é grande a perseguição contra o cristianismo (você pode ver a lista anual dos países onde é maior a perseguição no site da Missão Portas Abertas).
A ideia é que tal recurso possa ser utilizado por líderes de ministério infantil nas mais diversas atividades, para servir de ‘gancho’ e despertar a atenção das crianças sobre a realidade de tais países, que precisam de maior quantidade e missionários, e onde a situação da igreja neles estabelecida é de grande penúria.
Claro, tais atividades podem ser livremente utilizadas por pais e educadores nos mais variados contextos que não o eclesiástico.
A atividade lúdica, além de despertar indiretamente as nossas crianças para a conscientização e a oração por tais países e por nossos irmãos neles presentes, diretamente trará um crescimento cultural saudável aos nossos pequeninos, aumentando ainda o repertório de brincadeiras à sua disposição (a maioria das brincadeiras são ideais para a realização ao ar livre).
Os textos foram coligidos do livro Jogos de Todas as Cores, do italiano Elio Giacone (Editora Vozes), que traz muitas outras brincadeiras de dezenas de países do globo.

Gundasi (Indonésia)
Coloca-se no chão uma lata vazia e, ao lado dela, vinte pedrinhas, das quais uma de cor diferente de todas as outras. Os jogadores lançam, alternadamente, para o alto essa última pedrinha e jogam as outras na lata, uma de cada vez, antes de pegar a pedrinha lançada para o alto. Depois de uma série de dez lances, ganha aquele que conseguir colocar mais pedrinhas na lata durante seu melhor lançamento.

Hámsa Ibúhesh (Marrocos)
Cavam-se cinco pequenos buracos no chão, a um palmo de distância um do outro. Cada jogador fica a três passos de distância dos buracos e joga cinco pedrinhas dentro dos buracos. Ganha aquele que preencher o maior número de buracos (e não aquele que colocar em cada buraco o maior número de pedrinhas).

Kaab (Arábia Saudita)
Desenham-se duas linhas no chão, a três ou quatro passos de distância uma da outra. Cada jogador arranja dez pedrinhas do tamanho de um amendoim, coloca uma dessas pedrinhas na primeira linha e fica atrás da segunda linha. Os jogadores lançam, alternadamente, uma de suas pedrinhas, procurando acertar as que foram colocadas no chão. Se conseguirem, recolhem as duas pedrinhas (a que foi lançada e a que foi atingida), fazem outro lance (sempre ficando atrás da segunda linha), e assim por diante. Se errarem, deixam a pedrinha lançada no chão e o jogo passa para o jogador seguinte. Quem ficar sem pedrinhas, sai do jogo, que acaba quando não houver mais pedrinhas no chão. Ganha quem conquistar o maior número de pedrinhas.

Nsikwi (Nigéria)
Os jogadores são divididos em duas equipes, que se sentam ao longo de duas linhas paralelas traçadas no chão a uma distância de dois a três metros uma da outra. Cada jogador tem diante de si uma garrafa de plástico vazia. Os jogadores de uma das duas equipes recebem uma bola de tênis cada um, e o jogo pode ter início. Os jogadores devem lançar a própria bola de tênis contra a garrafa do adversário que têm diante de si, procurando derrubá-la. Se conseguirem, ganham um ponto para a própria equipe. Quem derrubar a garrafa de um outro adversário (não daquele que está na sua frente) não só não ganha pontos, mas impede também que o companheiro de sua equipe, que enfrenta aquele adversário, ganhe pontos. Encerrada a primeira série de lances, as garrafas derrubadas são recolocadas em pé e o jogo continua, em papéis invertidos: serão agora os jogadores da segunda equipe a lançar as bolas de tênis, e assim por diante. Ganha a equipe com a maior pontuação depois que as duas equipes tiverem lançado vinte vezes as bolas de tênis.

Saisir et ramasser (Laos)
Desenhe no chão um círculo de um metro de diâmetro e espalhe ao seu redor dez bastõezinhos, a distâncias variáveis de dois a cinco metros. Os jogadores, alternadamente, entram no círculo, lançam para o alto uma bola de tênis, e correm para pegar um bastãozinho, voltam para o círculo e pegam no ar a bola que está caindo. O bastãozinho recolhido também pode ser deixado dentro do círculo, desde que não salte para fora. A bola deve ser agarrada no alto com os pés dentro do círculo, sem pisar a beirada. Quem não cometer erro, pode jogar logo a bola uma outra vez, recolher um outro bastãozinho e assim por diante. Quem não conseguir pegar a bola no ar estando dentro do círculo e pisar a beirada é eliminado. Se um bastãozinho sair do círculo, ele é recolocado no lugar. Não é permitido recolher dois ou mais bastõezinhos ao mesmo tempo. Ganha o jogador que pegar mais bastõezinhos antes de ser eliminado.

Marapachi olikkirathu (Índia)
Os jogadores se sentam no chão, um ao lado do outro. O condutor dá um nome (de pessoa, de animal, de flor, inventado...) a cada jogador (todos devem ouvir os nomes uns dos outros). Feito isso, chama, usando esses mesmos nomes, dois jogadores que se posicionam a alguns passos de distância dos outros, ficam de costas para os companheiros e são vendados. Assim que estiverem prontos, o condutor chama um outro jogador, usando também desta vez seu nome: “Flor-de-lis, flor-de-lis, venha, belisque e volte ao seu lugar”. O jogador chamado levanta-se do chão, vai até os companheiros vendados, belisca-os delicadamente e volta a sentar. A essa altura, o condutor diz: “As cabeças desaparecem!” Todos os jogadores sentados inclinam a cabeça e a escondem debaixo dos braços. Quando nenhuma cabeça estiver mais visível, o condutor tira a venda dos dois jogadores que estavam vendados e pede para eles identificarem quem os tocou. Ganha quem conseguir pôr primeiro a mão nas costas do companheiro certo.

Kyat hpa khut (Mianmar)
Dois jogadores enfrentam-se no meio de um círculo formado pelos companheiros. Saltitam um pouco com um pé só e depois com o outro. Em seguida, ao sinal do condutor, agacham-se, de forma ritmada, e esticam para frente primeiro uma perna e depois a outra, continuando sem parar. Quem se levantar, sentar ou apoiar as mãos no chão, perde. O jogo continua depois com outros dois jogadores no meio do círculo, e assim por diante.

Txila (Argélia)
Os jogadores são divididos em duas equipes. Os jogadores da primeira equipe dividem-se em duplas, os da segunda equipe se espalham pelo campo, cada um por conta própria. Cada dupla da primeira equipe recebe uma bola e o jogo pode ter início. Ao sinal de largada, as duplas de jogadores da primeira linha perseguem os seus adversários e tentam acertá-los com a bola que têm na mão, lançando-a contra eles. Quem for atingido é eliminado e sai do jogo. Os jogadores em dupla devem ficar sempre de mãos dadas e não podem separar-se um do outro. Se o fizerem, devem ficar parados pelo menos dez segundos antes de retomar o jogo. Quando todos os jogadores da segunda equipe forem eliminados, as duas equipes trocam de tarefas. Ganha a equipe que eliminar todos os adversários no menor tempo possível.

Al qarahief (Emirados Árabes Unidos)
Cada jogador pega duas latinhas vazias, faz um furo de cada lado e passa um barbante forte pelos buracos (uma lata boa para isso é aquela de leite em pó). Os jogadores formam uma fila na linha de largada. Cada um deles deve subir nas duas latinhas, empunhando e mantendo esticadas as cordas com as mãos. Ao sinal de largada, os jogadores atravessam o campo usando as latinhas como calçados. Para fazer isso, devem conseguir coordenar os passos com o movimento das mãos, que seguram as cordas esticadas, levantando e abaixando os dois calçados. O jogador que alcançar a linha de chegada em primeiro lugar é o vencedor da prova.

Bay chim (Vietnã)
Os jogadores são divididos em dois grupos. Os jogadores do primeiro grupo formam um grande círculo e se dividem em duplas. Ficam onde estão, levantam os braços e apoiam as mãos contra as mãos do próprio companheiro criando assim vários portões abertos. Ao sinal de largada, os jogadores do segundo grupo devem passar por esses portões (debaixo dos braços dos companheiros) várias vezes, contando em voz alta quantos portões ultrapassam. Quando o condutor gritar “Pare!”, os jogadores em círculo abaixam de repente os braços. Quem for feito prisioneiro é eliminado e senta no meio do círculo. Em uma nova largada, os jogadores ainda em competição recomeçam a passar através dos portões, continuam a contar a partir de onde tinham parado no momento do último “Pare” e assim por diante. A primeira parte do jogo termina quando restar na competição apenas três jogadores. A essa altura, os grupos trocam de lugar e de tarefas e o jogo recomeça novamente. Encerrada também essa segunda parte, ganha quem conseguir (em um grupo ou no outro, pouco importa) atravessar mais portões antes de ser forçado (pela eliminação ou pelo fim do jogo) a parar.

Fti fti (Eritréia)
Os jogadores formam um círculo. Todos juntos cantam uma canção repetindo ritmadamente uma série de quatro gestos: dar um pulo, agachar tocando o chão com as duas mãos ao lado dos pés, dar outro pulo, saltar levantando os braços para cima. Quem perder o ritmo, porque fica cansado ou confuso, sai do círculo e continua a cantar batendo as mãos. Ganha o último jogador que permanecer na competição.

Tukhm-jangi (Afeganistão)
Os jogadores se enfrentam dois por vez. Cada um deles segura um ovo cozido na mão. O primeiro mantém o braço esticado diante de si, com o ovo na mão, segurando-o com a ponta virada para cima. O segundo mantém o braço esticado um pouco mais alto do que o do seu companheiro segurando o ovo com a ponta virada para baixo. O segundo jogador atinge com o próprio ovo o do companheiro. Se um dos ovos quebrar, ganha o jogador com o ovo ainda inteiro. Se nenhum ovo quebrar, os dois jogadores trocam de posição: desta vez será o primeiro a atingir o ovo do segundo, e assim por diante.

Fjodor (Cazaquistão)
Delimita-se um campo com quatro pequenas bases nos cantos. Quatro jogadores vão para as bases, com uma bola de tênis na mão. Os outros espalham-se no interior do quadrado e correm de um lado para o outro. Quando o condutor gritar “Pare!”, quem está correndo deve parar imediatamente e ficar imóvel como uma estátua. Nesse momento (e não antes...), quem está nos cantos lança a própria bola de tênis, tentando atingir um companheiro. Se conseguir, os dois trocam de lugar e de tarefas; caso contrário, o jogo recomeça sem alterações. É proibido movimentar-se para não ser atingido. Não se pode atingir por tabela. Ganha quem, depois de um determinado tempo previamente estabelecido, for menos vezes para os cantos.

Kutkut (Bangladesh)
Desenha-se no chão um tabuleiro retangular formado por dois quadrados (de 30 a 40 centímetros de lado) de base por quatro quadrados de altura (um pouco parecido com o que fazemos no Brasil no jogo de “pular amarelinha”). Os jogadores, alternadamente, lançam uma pedra (chamada chara) no primeiro quadrado, inspiram profundamente e empurram a pedra para a frente, de um quadrado para o outro, pulando com um pé só e atingindo-a com o pé que estão pulando. Enquanto fazem isso, devem repetir sem parar: “Kutkut!” sem retomar o fôlego. Se a pedra ou o pé pararem na linha ou saírem do retângulo, o jogador é eliminado, como também se não conseguir chegar ao quarto quadrado sem retomar o fôlego. No quarto quadrado, o jogador pode descansar um pouco e inspirar de novo profundamente, antes de iniciar o percurso de volta ao longo dos quatro quadrados restantes. Quando o jogador termina o percurso (ou é eliminado), um outro jogador entra no jogo, e assim por diante. Ganha quem conseguir primeiro concluir, corretamente, um determinado número de percursos, decidido por todos antes do início do jogo.

Poi rakau (Malásia)
Todos os jogadores ficam em círculo, em pé com um bastão na mão. Um deles coloca o seu bastão no chão e vai para o meio do círculo. Os companheiros, alternadamente, lançam os seus bastões e ele (o que está no círculo) os lança de volta sem hesitações. Se um bastão cair no chão, quem o lançou recebe uma penalidade e substitui o companheiro no meio do círculo. Se o bastão foi lançado pelo jogador que está no meio do círculo, ele fica onde está e a penalidade vai tanto para ele quanto para o companheiro que não lançou o bastão corretamente. Ganha quem, depois de dez minutos de jogo, receber o menor número de penalidades.

Mush e Gorbe (Irã)
(Esta brincadeira é recomendada para as crianças menores)
Todos os jogadores, com excessão de dois (Mush – o gato, e Gorbe – o rato) dividem-se em grupos de quatro. Três dos quatro ficam de mãos dadas, formando assim um pequeno círculo (a toca) dentro do qual vai o quarto (um ratinho em segurança em sua toca aconchegante). Ao sinal de largada, Mush persegue Gorbe que, para escapar de suas garras, pode se esconder em uma toca. O ratinho que estava seguro naquela toca torna-se o novo Gorbe e foge imediatamente. Quando um rato for pego, torna-se gato. Mush toma o lugar de um companheiro-toca (à sua escolha), este último torna-se o novo Gorbe, e assim por diante. Ganha quem se divertir mais.

Kokon (Somália)
Desenha-se no chão um círculo de 20 a 30 centímetros de diâmetro. Traça-se uma linha a cerca de dois passos de distância do círculo. Cada jogador tem cinco pedrinhas, aproximadamente do mesmo tamanho da dos companheiros. Cada um põe uma pedrinha dentro do círculo e todos ficam atrás da linha. Cada jogador, alternadamente, joga uma pedrinha, tentando acertar e tirar para fora do círculo uma pedrinha de um adversário. Enquanto todos os jogadores não ficarem de mãos vazias, as pedrinhas permanecem onde caíram. A essa altura, as pedrinhas que estão fora do círculo são eliminadas e cada jogador recolhe as suas pedrinhas que caíram dentro do círculo. Quem não tiver mais pedrinha é eliminado. Quem tiver apenas uma pedrinha, deve coloca-la no círculo e também é eliminado. Os outros jogadores colocam cada um uma pedrinha no círculo e continuam o jogo. Ganha quem permanecer por mais tempo no jogo.

Yangolay (Paquistão)
Duas equipes, de seis a oito jogadores cada uma, vão para dois lugares diferentes de uma casa, para que não sejam vistas pela equipe adversária. Cada equipe escolhe o seu capitão. Cada capitão coloca os seus jogadores em fila. Os dois capitães, alternadamente, falam qual é, segundo eles, o nome do primeiro jogador da fila adversária. Se adivinharem, o adversário vai para o campo da outra equipe e fica a alguns passos de distância da fila. Se errarem, quando será a vez deles, terão que adivinhar, dando o nome de um outro jogador. Após ter adivinhado quem era o primeiro jogador da fila adversária, os capitães terão que adivinhar o nome do segundo jogador (que passou a ser o primeiro da fila), e assim por diante. Ganha a equipe que conseguir primeiro levar para o seu campo todos os jogadores da equipe adversária.

Çember ile yürüme (Turquia)
Costuram-se as duas extremidades de uma faixa de tecido de cinco ou seis metros de comprimento por um metro de largura, formando um único grande anel. Os jogadores da primeira equipe (no mínimo cinco e no máximo sete) colocam o anel em posição vertical e se sentam dentro dele, mantendo os pés em cima do anel e erguendo-o acima de suas cabeças. As outras equipes farão o mesmo. Ao sinal de largada, os jogadores, coordenando bem seus movimentos, vão para a frente, fazendo passar o anel de tecido, em sentido anti-horário, embaixo de seus pés e por cima de suas cabeças, até alcançar a linha de chegada. Ganha a equipe que for mais rápida.


SE PREFERIR, FAÇA O DOWNLOAD DESTE TEXTO EM FORMATO PDF, PELO SITE GOOGLE DRIVE. CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Robert Jermain Thomas, missionário e mártir na Coréia



Missionário presbiteriano na China e distribuidor de Bíblias na Coréia hostil, morreu com 27 anos a bordo de um navio que foi invadido por Coreanos. Enquanto os prisioneiros eram levados para a morte, Robert Jermain Thomas (1839 - 1866) distribuiu bíblias aos coreanos, inclusive ao próprio soldado que o executou. Ele se chamava Choon Kwon Park e converteu-se a Cristo ao ver uma paz gloriosa na face do missionário na hora de sua morte e pela impressionante fé dele, que ao invés de tentar fugir de seus perseguidores, nadou até eles para levar uma bíblia. 
Robert Jermain Thomas tornou-se uma lenda, tanto no Norte como no Sul da Coréia: na região Norte, é considerado inimigo do império - aquele que tentou trazer o imperialismo americano - e no sul do país, ele é considerado o primeiro missionário protestante mártir que perdeu sua vida evangelizando a Coréia.
Thomas começou a pregar aos 15 anos. Ele se formou na Universidade de Londres e em 1863 foi ordenado. Casou e partiu para a China no mesmo ano. Dentro de três meses, sua esposa, Caroline (Godfrey), morreu. Um ano mais tarde, ele se demitiu do LMS (London Missionary Society), sentindo que devia ser dada prioridade aos campos não alcançados e  pediu para  ser enviado para a Mongólia.
Enquanto ele estava esperando por reintegração, um encontro casual com dois comerciantes coreanos, católicos secretos, levou-o a negociar uma viagem a esse país onde era proibido distribuir Bíblias. Ele passou dois meses e meio lá em 1865 e aprendeu um pouco da língua. Contra o conselho voltou para a Coréia, em 1866, como intérprete em um navio mercante americano armado e também levando bíblias. Ele chegou em um momento em que o comércio exterior era proibido e uma perseguição feroz aos fiéis católicos estava acontecendo, o que resultou na execução de milhares de pessoas. O navio foi atacado perto de Pyongyang e ninguém sobreviveu. Esse mesmo coreano que o executou, guardou secretamente a bíblia que recebeu de Robert Thomas e se tornou depois um seguidor de Cristo.
Em 1866, apesar das advertências de morte ou a prisão, o assassinato de dez mil católicos coreanos, as ameaças do avanço francês e russo, o não convencional e ousado Robert estava determinado a embarcar em outra jornada para o Reino Eremita da Coréia.

O Legado de Thomas

O trabalho deste galês foi depreciado mesmo algum tempo após sua morte, mas com o passar dos anos, muitos, tanto Galeses  como os crentes coreanos, se tornaram gratos por este indômito  missionário, que deu as sua vida pela causa de Cristo, pois quando embarcou naquele navio ele sabia os riscos que corria; Ir levar bíblias a um país que recentemente  havia executado milhares de cristãos era um negócio de altíssimo risco. Mas essa realidade não trouxe medo a alma deste fiel servo de Cristo.


No País de Gales, ele é relativamente desconhecido, com exceção de alguns lugares. Um deles é a pequena capela em Llanover. Aqui, centenas de coreanos visitam para dar graças a Deus por ter enviado um homem, Robert Jermain Thomas, para a Coréia. Sua vida foi colhida com a idade de vinte e sete anos, mas ainda hoje, sua memória ainda vive nos corações do povo coreano.

Aproximadamente, 50 anos depois um grande avivamento eclodiu em Pyongyang, o local do ataque ao navio. Em 1904, 10.000 coreanos se batizaram, em 1906, 30.000…Em 1907, 50,000. Finalmente, em 1931 uma igreja foi erguida em memória de Robert Jermain Thomas, no mesmo lugar onde foi morto o primeiro mártir cristão da Coréia que tentava distribuir bíblias, mesmo em seu último suspiro.


domingo, 19 de março de 2017

Curso Segurança Missionária em Áreas de Risco


Cursos 1 – Segurança do Missionário em Áreas de Risco 

Nível A – 16 horas:

Conteúdo: 
1. Panorama Mundial;
2. Teologia do Risco;
3. Protocolos de Segurança Pessoal e Patrimonial;
4. Evacuação de Campo;
5. Áreas de Risco - Avaliação;
6. Ameaça e Crise;
7. Catástrofes Naturais;
8. Segurança da Informação;
9. Comunicação com Igrejas e Adotantes;
10. Pseudônimos e Plataformas de Trabalho;
11. Interrogatórios;
12. Simulações Específicas.
Data: 21 a 23 de abril de 2017 (início: 09 horas do dia 21 e término: 14 horas do dia 23)

Local: Seminário Vale da Bênção em Araçariguama - SP.

Link para inscrição:
https://goo.gl/forms/3CuUVrItSa0RrUy42


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Não existem países fechados



Nenhum país está fechado para pessoas, mesmo sendo cristãs, que trazem produtos e habilidades necessários. Qualquer um que pode suprir os produtos e as habilidades de que o país precisa é bem-vindo. 
Se você diz a seu vizinho ou colega descrente que a Arábia Saudita ou a China são países fechados, ele vai perguntar: O que você quer dizer com isso? Conheço um monte de gente que vai lá e que trabalha lá. O que você quer dizer com fechado? 
“Fechado” é um termo muito restrito ao linguajar missionário. Ninguém usa essa palavra fora do contexto de crentes com visão missionária. Ela não faz sentido para os descrentes e nem mesmo para a maioria dos crentes. 
Se você diz que a Coreia do Norte é um país fechado, as pessoas irão compreender. O líder paranoico e despótico da Coreia do Norte, Kim Jong-un, limita quase totalmente a entrada de estrangeiros – mas não deixa de permitir a entrada de produtos e profissionais essenciais. E se você disser que Cuba está fechada para os americanos, as pessoas também irão entender. 
Na verdade, todo país precisa e deixa entrar produtos e experiência de fora, pelo menos até certo ponto. Muitos, contudo, não concedem vistos para religiosos profissionais, exceto para os que trabalham para a religião oficial. De 70 a 80% restringem a emissão de vistos para missionários, mas dão as boas-vindas a outros profissionais, sem ligar para sua religião. O mundo está aberto para profissionais cristãos com as habilidades e produtos de que necessita. Todos podem entrar legalmente. Não sabemos de nenhum país em que fazedores de tendas não podem entrar, incluindo a Coreia do Norte. 
As palavras influenciam o pensamento. A palavra “fechado” distorce nossa ideia de países fechados. Achamos que países fechados são maus e totalmente fechados ao evangelho. Mas isso é preconceito. Essas nações não rejeitam apenas o cristianismo, mas todas as religiões estrangeiras. Além disso, rejeitar o cristianismo não é a mesma coisa que rejeitar o evangelho. As pessoas de cada lugar nem podem deixar de considerar o cristianismo como religião estrangeira, enquanto não o virem sendo demonstrado e transmitido por testemunhas presentes. É por isso que fazedores de tendas são essenciais. Mesmo quando se permite a entrada de missionários, seu testemunho sempre é desvalorizado por se tratar de “religiosos profissionais remunerados”. 
Um taiwanês respondeu, quando perguntado sobre o que achava do trabalho dos missionários em Taiwan, que eles recebem para fazer convertidos. Somente fazedores de tendas podem apresentar a autenticidade e o poder do evangelho na vida diária. 
Todos os países são fechados para política, cultura e religião que vêm de fora e lhes são impostas. Eles querem decidir seu próprio destino e desenvolver a si mesmos como bem entendem. Sim, motivação maligna – ganância, privilégios, poder e posição – os corrompem e amarram muito. E nações totalitárias com frequência são as mais opressivas, corruptas e subdesenvolvidas. Mas o desejo dos povos de determinar seu próprio destino e criar valor verdadeiro é uma expressão da imagem de Deus em nós. 
Nós como cristãos deveríamos entender isso melhor que ninguém. Deveríamos parar de considerar essas nações totalmente fechadas para o evangelho. 
Dois outros pensamentos acompanham o conceito de países fechados: que, para espalhar o evangelho, os missionários é que têm de ir, e que precisamos preparar obreiros em tempo integral, sustentados por doações, para continuar a espalhá-lo. Em nenhum lugar a Bíblia ensina isso. Na verdade, a grande expansão do evangelho para além de Judeia e Samaria registrada na segunda parte de Atos foi efetuada por fazedores de tendas, isto é, por trabalhadores autossustendados que integravam trabalho com testemunho. 
Fazer tendas confere poder e credibilidade ao evangelho. A evangelização é multiplicada pela ativação de discipuladores leigos. E cria um padrão de liderança leiga e pastoreio sem que se precise esperar por sustento e treinamento profissional de ministros. Líderes leigos levantados por Deus servem de exemplos poderosos de discipulado, como súditos verdadeiros, não pagos, do Senhor dos senhores no mundo. E a estratégia de fazer tendas gera muito mais líderes para a igreja e a missão. 
Portanto, paremos de chamar os países de fechados ou de acesso restrito ou com outros termos que traem os óculos coloridos de obreiros em tempo integral. Devemos reconhecer o tremendo chamado e capacidade de trabalhadores leigos, tanto de fora como do lugar. E, por fim, entendamos que todos os países estão de braços abertos para cristãos que têm os produtos e as habilidades de que eles necessitam. 

Via Global Opportunities, Jan. 2014.  Tradução: Hans Udo Fuchs.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...