sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Novo Testamento e Missão



Um trecho de Howard Marshall

“Talvez seja mais proveitoso reconhecê-los [os escritos do NT] como sendo especificamente os documentos de uma missão. [...]. A teologia do Novo Testamento é em essência uma teologia missionária. Com isso pretendo dizer que a formação dos documentos neotestamentários é resultado de uma missão que pode ser dividida em duas fases. A primeira fase constitui-se na missão de Jesus, enviado por Deus para inaugurar entre nós o seu reino e suas bênçãos, e chamar as pessoas a aceitá-lo. Na segunda fase, temos a missão de seus seguidores, chamados para dar continuidade à obra de Jesus, proclamando-o como Senhor e Salvador, e chamando as pessoas à fé e a um compromisso com Jesus, o que por sua vez leva ao crescimento da igreja. Desse movimento missionário, brota a teologia neotestamentária, que também por ele é moldada e a qual, por sua vez, passa a moldar a contínua missão da igreja. [...].
[Os ensinos do NT] mostram como a igreja deve ser moldada por sua missão e tratam dos problemas que se constituem em obstáculos ao progresso da missão. Em suma, pessoas que foram chamadas por Deus para a missão levam adiante seu chamado com a redação dos evangelhos, das epístolas e dos demais documentos neotestamentários. Sua preocupação é conquistar novos convertidos e depois lhes proporcionar alimento espiritual; conduzi-los ao novo nascimento e levá-los à maturidade em Cristo”.

MARSHALL, I. Howard. Teologia do Novo Testamento: diversos testemunhos, um só evangelho. São Paulo: Vida Nova, 2007, pp. 31-32.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PALAVRA e MISSÃO: Vídeos curtos de Ronaldo Lidório ensinam sobre Missões


Na série de vídeos “Palavra e Missão”, o missionário e missiólogo Ronaldo Lidório apresenta breves respostas às principais perguntas envolvendo o conceito bíblico de missão, bem como sua prática, que ele tem recebido nos últimos dois anos. 

   

   

  

Não deixe de assinar o canal de Ronaldo Lidório no Youtube, e conferir outros vídeos e pregações. Acesse: 

domingo, 22 de setembro de 2019

“Os aposentados são a maior força missionária que teremos nas próximas décadas”

En España, apenas un 60% de las personas entre 55 y 64 años tiene 
oportunidades laborales. / Eddy Klaus, Unsplash CC

O processo de envelhecimento demográfico na Europa nos obriga a repensar o papel da chamada terceira idade no desenvolvimento da sociedade e também das igrejas. Segundo a OCDE, a idade média da população na Espanha aumentará em seis anos até 2050, de 44 para 50.

Jonathan Soriano 

Se você trabalha na Espanha, é possível que em 2050 você tenha se tornado um dos cerca de 90 aposentados para cada 100 trabalhadores ativos esperados no país. Se você fizer isso na Polônia, certamente será um dos mais de uma centena de aposentados para cada 100 trabalhadores em meados do século. Mas se o seu caso é o da Grécia ou da Itália, você pode contar com uma tendência que em três décadas resultará em mais de cem aposentadorias para cada cem profissionais que trabalham.  
São dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), coletados na publicação Trabalhando melhor com a idade e mostrando as previsões do envelhecimento demográfico em escala global e seus efeitos no local de trabalho. “O envelhecimento da população deslocou a idade média das pessoas com mais de 40 anos em muitos países da OCDE. Consequentemente, espera-se que o índice de dependência da terceira idade passe de 26% em 2018 para 43% em 2050”, pode ser lido no documento.  
O aumento da idade média no Ocidente é especialmente visível no local de trabalho. Por exemplo, em 2008, apenas 10% da força de trabalho na Espanha correspondia a pessoas entre 55 e 64 anos e praticamente nenhum trabalhador em potencial entre 65 e 69 anos foi contabilizado. A tendência mudou significativamente em 2018, com 60% da força de trabalho espanhola correspondendo a pessoas da primeira faixa etária e 10% à segunda. Uma tendência que se choca totalmente com a da aposentadoria. “Se os padrões de entrada e saída da força de trabalho por idade e gênero permanecerem imóveis, o crescimento é projetado no número médio de aposentadorias ou na população inativa nos países da OCDE de até 60 pensionistas por 100 trabalhadores ativos em 2050, em comparação com os 42 de cada cem que existiam em 2018”, é garantido na publicação. Os desafios das sociedades cada vez mais envelhecidas são apenas econômicos?   

APOSENTADORIA E IDOSO, MUITO MAIS DO QUE DINHEIRO 
Negar ou desviar a atenção da questão econômica é, no entanto, ingênuo. “O desafio mais óbvio é o pagamento de pensões de aposentadoria a uma população maior e, por um período mais longo, adicionado a uma maior despesa no orçamento da saúde”, diz o consultor dos Grupos Bíblicos de Pós-Graduação (GBG), Jaume Cheio. "Já foi dito que 'demografia é destino' e isso implica que crianças que não nasceram não podem ser fabricadas industrialmente". Uma situação que, segundo o coordenador do Movimento de Lausanne na Espanha, gera "a necessidade de atrair jovens nascidos em outros países para ajudar a pagar as despesas com pensões e manter o estado de bem-estar". "É curioso que o que é percebido como o problema seja a única solução real para uma situação sem retorno", comenta sobre a relação entre a chegada de imigrantes como garantia de um sistema de pensão que não acompanha o nascimento nativo. 
Mas nem tudo deve ser dinheiro e apoio quando você pensa em uma sociedade mais envelhecida e isso começa a descobrir que também há aspectos nos quais você pode depender da velhice. “O papel do idoso é cada vez mais ativo. Plataformas como o PAH [dos afetados pela hipoteca] e manifestações contra os cortes no estado de bem-estar social viram o novo papel dos idosos na sociedade ”, diz Llenas.  
Nesse cenário, a família ganha força, que protege os idosos que o Estado não pode alcançar e também se beneficia do tempo e da disponibilidade de seus aposentados nas áreas em que é difícil encontrar maior cobertura por parte da Administração . "Em tempos de crise econômica, o setor de aposentados prestou um grande serviço à família e, portanto, à economia em geral", diz Charo Pablos., do Fórum dos Evangélicos pela Direita. Por isso, Llenas insiste que "as famílias também estão cumprindo um papel essencial no cuidado de seus parentes idosos". "Se nossa estrutura familiar continuar se deteriorando, os membros mais velhos das famílias, que estão aumentando em número, ficarão muito prejudicados", observa Llenas, que também lembra que os cortes nos fundos alocados à Lei da Dependência caíram em um saco furado. “A reforma da Lei 23/2013 passou a reduzir o valor da pensão pela aplicação do fator sustentabilidade, que busca ajustar o valor da pensão à expectativa de vida. Planejou-se que esse sistema de cálculo entre em vigor no ano de 2019, mas foi adiado quando determinado pela Comissão do Pacto de Toledo ”, afirma Pablos.

VIDA APÓS O TRABALHO 
A publicação da OCDE sugere em alguns momentos a necessidade de melhores condições de capacitação e trabalho para fortalecer uma faixa etária cada vez maior entre 55 e 64 no mercado de trabalho. “Esforços para aumentar a participação dos idosos não serão suficientes na maioria dos países para impedir que a carga de dependência dos trabalhadores aumente. É necessária uma estratégia exaustiva para fortalecer o vínculo entre todas as faixas etárias e grupos populacionais ”, diz o documento.  
Mas nem todo mundo acredita em uma fórmula que lhes permita trabalhar com mais idade. De fato, de acordo com a mesma publicação da OCDE, na Espanha pouco mais da metade das pessoas entre 55 e 64 anos está trabalhando, têm oportunidades ou incentivos. O que deixa quase outra metade do setor da população no limbo da aposentadoria precoce, benefícios reduzidos e as aulas de dança e jogos de cartas das casas de idosos. "Dado o crescimento do número de idosos, é necessário gerar novos espaços, como centros de lazer com ofertas culturais e centros geriátricos, nos quais a qualidade de vida não é prejudicada no momento em que essa provisão é necessária", enfatiza o jurista Pablos.  
"É necessário abrir canais integrativos de convivência para que os aposentados continuem sendo uma parte ativa da sociedade", acrescenta, e também não perderem de vista os direitos básicos cujo cumprimento ainda não foi reivindicado. “Um dos mecanismos de proteção tem a ver diretamente com a aposentadoria e o que diremos sobre sua suficiência. Por outro lado, a proteção social se estende ao sistema de saúde, aqui temos que quebrar uma lança a favor do nosso sistema ”, defende. 
Até o momento, o tecido associativo ofereceu alívio à situação, oferecendo a muitos idosos a possibilidade de desenvolver atividades relevantes ao seu ambiente social sem se tornar uma extensão da vida profissional. É o caso de Alberto Crespo, que após a pré-aposentadoria começou a colaborar como voluntário em uma organização de cooperação e desenvolvimento de projetos sociais. “Trabalhei como gerente de uma grande empresa e participei de vários cursos durante toda a minha atividade profissional, que serviram para poder fornecer esse treinamento no final da minha vida profissional nesta organização dedicada a os outros ”, ele explica. 

E AS IGREJAS E SEU RELACIONAMENTO COM A TERCEIRA IDADE? 
Como Llenas aponta, essa tendência demográfica de aumento da meia idade também se reflete nas igrejas, o que as colocaria como um local ideal para reverter certas perspectivas atuais sobre a velhice. “A Bíblia trabalha pouco o confronto entre gerações, porque acredita mais na cooperação entre gerações. A igreja é um dos poucos lugares da sociedade onde existem pessoas de todas as idades com um objetivo comum e em uma atividade comum, a missão de Deus. Temos que colocar mais ênfase na igreja dispersa do que na igreja reunida. Quando todos são submetidos a essa experiência nos limites da missão de Deus, todas as faixas etárias da igreja precisam do apoio e da participação do outro, sem distâncias geracionais”, diz ele. 
No entanto, Llenas lamenta "que as igrejas ainda não tenham começado a explorar o potencial dos idosos na missão". “Devemos abandonar definitivamente a mentalidade de que os membros mais velhos da Igreja são um setor que solicita serviços e que deve ser mantido em silêncio até que o Senhor os leve com Ele. Vamos abandonar a mentalidade de prestar homenagem a eles e tê-los como um objeto antigo, que permanecem lá por nostalgia do que eram antes. No futuro, eles não poderão mais ser apenas a Sra. Rosa e o Sr. Agustín. Olhando para este grupo da perspectiva da missão, eles são a maior força missionária que teremos disponível nas próximas décadas. A igreja deve despertar o chamado da missão que o Senhor lhes deu. Eles são muito mais do que membros da Igreja, são missionários que têm tempo e recursos financeiros, a quem é preciso lembrar do chamado de Deus, treinar e enviar tanto ao vizinho ao lado quanto aos confins da terra. No futuro veremos conferências de treinamento missionário direcionadas de maneira especial a esta geração que tem muitos dons, excelentes habilidades técnicas e conhecimento bíblico acima da média da igreja”, diz o consultor do GBG.  
Parte da reflexão que Llenas exige da igreja tem a ver com a compreensão do trabalho. “Do ponto de vista bíblico do trabalho, a aposentadoria não muda nada. O trabalho na Bíblia não é apenas trabalho remunerado. O fato de eles pagarem ou não por isso não adiciona nem modifica nada. O chamado de Deus para cooperar com Ele através do trabalho não tem variação”, diz ele.  
Nesse sentido, ele insiste na necessidade de dar mais importância ao trabalho do que a um simples contrato, ao nome de uma empresa ou mesmo a uma idade estipulada na legislação. “Se o trabalho é um ato de adoração e cooperação para os propósitos de Deus, o fim da vida profissional em uma empresa é apenas uma mudança de destino, mas não é o fim de nada. Se você era um funcionário da missão de Deus, isso significa apenas que você a exercitará em outro lugar ”, avisa. Uma ideia em que não há lugar para o utilitarismo ou datas de validade em termos de serviço com sentido coletivo. 

Traduzido por Veredas Missionárias

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Quatro ilustrações acerca da obra missionária



Compartilhamos aqui quatro ilustrações de teor missionário, que compilamos e adaptamos do livro Ilustrações Selecionadas, de Alcides Conejeiro Peres (Ed. CPAD).

O SENHOR É QUEM TE GUARDA

Culto e santo foi J. W. Bashford (1849-1919), que se deleitava em servir ao seu Mestre onde quer que o dever o chamasse. Por isso, depois de haver servido a uma grande congregação como pastor e também a uma grande universidade (Ohio Wesleyan University), como presidente, deixou tudo e foi para a China em prol da expansão do evangelho. Ali fazia jornadas longas e difíceis, e, muitas vezes, perigosas.
Um incidente em sua vida indica a fonte de sua força: Chegou certa noite a uma aldeia e achou o hotel já todo ocupado. O hoteleiro, entretanto, ofereceu-lhe uma cama-de-vento e lhe deu licença para dormir debaixo das árvores. Avisaram-lhe, porém, que havia ladrões por ali.
Ficando acordado por algum tempo, pensava nestas palavras: "...aquele que guarda Israel, nem cochila nem dorme. Jeová é quem te guarda" (SI 121). Então orou: -"Bendito Senhor, não há necessidade de nós ambos ficarmos acordados", e dormiu em seguida.
No outro dia, ao acordar, viu um homem perto dele, em pé: um chinês que nem era cristão e a quem ele não conhecia, o havia guardado durante toda a noite.
"O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (SI 121.5-8).


O PENTECOSTE DOS MORÁVIOS

O Conde Zinzendorf tinha 27 anos de idade quando passou por uma experiência extraordinária, fruto de sua vida consagrada à oração.
Os moravianos ou morávios são descendentes espirituais do famoso reformador John Huss, e eram conhecidos pelo nome de "Os Irmãos". Muitos, para fugir à sanha dos perseguidores, refugiavam-se na Alemanha e na Saxônia, e encontravam asilo nas propriedades do Conde. Ali se reuniam os crentes de diversas correntes evangélicas: batistas, luteranos, "os irmãos", etc.
"Os irmãos" formavam um grupo de mais ou menos 300 pessoas.
A princípio, como era de se esperar, as questões doutrinárias não os deixavam em paz: o batismo, a predestinação, a santidade, e tantas outras... Esse fato deixou seriamente preocupado o jovem Conde.
Além do aconselhamento de líder do grupo, passou a dedicar-se seriamente à oração.
Nas memórias dos moravianos se diz que no dia 16 de julho de 1727 o Conde orou com tanto fervor e lágrimas, que foi o princípio das maravilhas ali operadas por Deus. Fizeram, então, os componentes do grupo, um pacto de se reunirem muitas vezes em Hutberg, a fim de orarem. Mas no dia 13 de agosto foi que aconteceu "O Pentecoste dos Moravianos". Um dos seus historiadores assim descreve:
"Vimos a mão de Deus e as suas maravilhas, e todos estiveram sob a nuvem de nossos pais, e fomos batizados com o Espírito Santo".
A partir daí, as missões moravianas se estenderam por todo o mundo. Caribe, Groenlândia, África... O historiador, doutor Werneck, diz:
"Esta pequena igreja, em vinte anos, trouxe à existência mais missões evangélicas do que qualquer outro grupo evangélico o fez em dois séculos".
"E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e nossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumo" (Jl 2.28-30).


O SOCORRO NOS VEM DO SENHOR

Faziam parte da missão evangélica americana em Shenkiu, na China, a irmã Margareth Hillis, o missionário Dick Hillis (1913 – 2005) e dois filhinhos de ano e meio e de dois meses. Eles eram membros da China Inland Mission, a mesma que fora fundada por Hudson Taylor. Transcorria inclemente a guerra contra o Japão.
Uma tarde, na ausência de Dick, um mensageiro anuncia a aproximação das tropas japonesas.
- Todos precisam fugir - anuncia. - A senhora deve também procurar refúgio imediatamente nas aldeias rurais.
Margareth agradeceu o bondoso aviso, mas decidiu ficar. Em primeiro lugar, porque seu marido estava ausente e haveria um sério desencontro; também porque não quis submeter-se com as crianças às vicissitudes dos fugitivos, mas, principalmente, porque confiava em Deus.
Na parte da tarde desse dia, a cidade ficou desguarnecida, pois o próprio exército chinês recuara. Os presbíteros da igreja partiram e suplicaram a Margareth que os acompanhasse.
- Agradeço, irmãos, o cuidado, mas vou esperar a volta do meu marido. (Estavam a 15 de janeiro e ele prometera voltar no princípio de fevereiro.)
Margareth olhou a folhinha pendurada na parede. A do dia 15 ainda estava ali.
Arrancou-a e no verso tinha uma mensagem: "Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam" (SI 9.10). Nos dias seguintes, e, sucessivamente, foi destacando a folhinha: "Em me vindo o temor, hei de confiar em ti" (SI 56.3).
Com o passar do tempo, Margareth começou a pensar se tinha tomado uma decisão errada ficando para trás. Até o empregado que ordenhava as cabras tinha partido sem avisar, mas no dia seguinte, destacando o calendário, encontrou outra mensagem de confiança: "Eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos" (Gn 50.21). Naquela mesma tarde, alguém bateu ao portão. Foi atender preocupada, pensando que eram soldados inimigos. Era um velho conhecido que trazia frangos e ovos. Era o cumprimento da promessa da Palavra de Deus impressa no calendário.
Ainda uma vez Margareth destacou a folhinha: "No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos: bem sei isto, que Deus é por mim" (SI 56.9).
Desta vez Margareth teve dificuldades em crer na promessa de Deus. Ouvia-se o barulho das armas pesadas que se aproximavam, e foi-se deitar completamente vestida. Ao amanhecer do dia seguinte, aproxima-se do portão um mensageiro dando a boa notícia:
Os japoneses tinham retirado suas tropas!...
- É incrível - dizia Margareth! - como Deus tem cuidados especiais para com os seus servos. Ele mesmo determinou a impressão de tão grandes mensagens naquele calendário que foi feito com um ano de antecedência.
"Quando eu a ti clamar, então retrocederão os meus inimigos; isto sei eu, porque
Deus está comigo. Em Deus louvarei a sua palavra; no Senhor louvarei a sua palavra. Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem" (SI 56.9- 11).


SALOMÃO GINSBURG

O diácono Candinho foi membro de uma igreja evangélica em Jacarepaguá durante muitos anos. Convertido em 1927, conheceu pessoalmente e conviveu com o grande missionário judeu Salomão Luiz Ginsburg (1867 – 1927), que, dentre outros feitos, foi o criador do hinário Cantor Cristão. De Ginsburg, Candinho contava muitas experiências, inclusive esta:
Uma ocasião, no Estado do Rio, o missionário tinha de chegar a determinado lugar de difícil acesso onde estava sendo aguardado. Conseguiu quem o conduzisse, e aproveitou a oportunidade de falar sobre o Evangelho ao guia. Este respondeu:
- Não, missionário. Eu não posso aceitar a sua religião, porque ficarei proibido de beber, fumar, de fazer tantas coisas que gosto de fazer. Os crentes são escravos. Não têm liberdade.
O missionário pediu ao guia um maço de cigarros, e ao invés de acender um cigarro, guardou o maço no bolso e prosseguiu viagem sob a admiração do guia, que não ousava dizer nada. As horas foram passando e o missionário continuava de posse dos cigarros.
Lá pelas tantas, o companheiro sentindo um desejo irresistível de fumar, não se conteve:
- Como é, o senhor não vai me devolver os cigarros?
- Não - respondeu o missionário.
O inveterado fumante perdeu a calma e ameaçou tomar do missionário os cigarros, à força, ao que este respondeu:
- Espere, vou devolver-lhe os cigarros; eu só fiz isto para provar-lhe que eu não sou escravo, mas você é escravo. Você está querendo brigar comigo porque não pode passar sem fumar uma hora. Isto é ser escravo.
"Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências." "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?" (Rm 6.12,16).

... ... ... ... ... ... ... ... ... 

Estou, naquele ritmo de "devagar e sempre", trabalhando em um novo livro, desta vez reunindo apenas ilustrações, coligidas das mais diversas fontes. O livro, como sempre, será gratuito. Convido os irmãos a orarem por minha vida e por este projeto, para que ele seja concluído da melhor maneira e seja bênção na vida de muitos irmãos. Convido ainda vocês a enviarem ilustrações de teor missionário ou relacionadas à mordomia cristã, tanto lidas quanto ouvidas e principalmente: vividas. Colabore com mais esta obra de edificação!

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Meu Lugar em Missões - Myrtes Mathias



Talvez eu não tenha a sorte das estrelas
que belas cintilam, dando inspiração.
Talvez meu campo seja o mais mesquinho;
que me importa, se me tornar caminho
por onde passe a Tua compaixão?

Escreveu D. Malloch: "Para todos há na terra alguma coisa. Há muito trabalho a fazer / e poucos trabalhadores. / E a tarefa a escolher é sempre a mais próxima..." Este deve ser o espírito daquele que se aproxima de Deus e da consciência, para perguntar: Qual será "meu lugar em Missões"? A tarefa mais próxima pode ser ir, pode ser preparar-se, pode ser contribuir, pode ser orar... Cada um deve chegar a uma conclusão por si mesmo. Não adianta que alguém diga, que muitos escrevam, que professores ensinem. Tudo isso pode ajudar. Mas aquele que se encontra no vale da decisão, ou na encruzilhada da escolha, deve tomar a primeira e fazer a segunda, apenas com a orientação de Deus. Encontrar o lugar certo na vontade de Deus é encontrar a Felicidade, a paz verdadeira. Não o Nirvana. Uma felicidade atuante.
A ordem de Jesus é uma mensagem de urgência: "Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa" (João 4:35). A colheita tem data fixa. Na sua época os agricultores convocam trabalhadores extras, fazem mutirão, para que o produto não se perca.
É uma obra de urgência porque não sabemos de quanto tempo dispomos para o trabalho. A juventude é tão efêmera quanto a Flor do Pequeno Príncipe. "...é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor" (I Pedro 1:24). David Brainerd morreu aos 30 anos, entre os índios americanos; Dr. Wallace ergueu com uma breve vida e gloriosa morte seu monumento em terras comunistas; Noemi Campêlo recebeu de Deus apenas dois anos para serem gastos entre os craôs, e Corinto Moreira menos que isso para evangelizar o Acre. Por que foi assim com esses e com tantos outros, só Deus sabe.
Cada dia que passa representam 24 horas de sofrimento para milhões. Quem viaja pelo sertão de Goiás, e de outros Estados, contempla nos ranchos à beira das estradas, homens e mulheres precocemente envelhecidos: pele amarela, magros, bócios enormes, deformantes. Crianças seminuas pedem sempre alguma coisa: carona, favor para levar um recado...
Cada dia que passa, a miséria será maior. A doença prosseguirá a marcha. Os vícios virão.
Cada dia que passa, a ausência de Cristo será cada vez mais um anseio, um grito inconsciente. Falta-lhes alguma coisa – falta-lhes o principal.
Será preciso gastar anos e anos preparando-se para responder a essas necessidades tão simples e ao mesmo tempo vitais? para levar lenitivo aos que sofrem? para dar alguma coisa a quem nada tem?
Enquanto você pensa tanto, que estará acontecendo nos lugares que você só conhece de nome, se é que conhece? Quantos estarão morrendo por não haver no local alguém que saiba aplicar uma injeção? Enquanto você pensa, quantas crianças se tornam adultas sem conhecer uma letra, incapazes de ler um folheto, caso até eles chegue o folheto?
Não obstante, Missões exige preparo. Segundo Lucas, as Últimas palavras de Jesus a seus discípulos foram: "...ficai, porém, na cidade, até que do alto selais revestidos de poder." Sair da cidade somente quando preparados para a Obra.
Antes de partir para Labarene e tornar-se o apóstolo dos tempos modernos, Albert Schweitzer, músico de renome, formou-se em medicina. Mas, assim que se formou, foi, real e imediatamente, para a África.
Gandhi fez-se advogado para defender a causa do seu povo. Florence Nightingale aprendeu tudo quanto possível em sua época para melhor servir. Assim muitos outros, contemporâneos conhecidos de todos nós. Lá no Xingu, uma jovem médica aprende a língua ainda não escrita de nossos índios, no ideal de um dia, talvez distante, entregar-lhes a palavra de Delis. Para isso, deixou o consultório em Londres e estudou Linguística, antes de vir para o Brasil. Margarida Gonçalves foi à outra América, estudou, voltou para dirigir o "Ginásio do Sertão". Prepararam-se, exaustivamente até. Mas o belo, o sublime, é não terem pensado que seria um "desperdício" de cultura, no campo que Deus lhes entregara. "Dá-me sabedoria e conhecimento, para que eu saiba dirigir-me... para julgar este grande povo..." pediu Salomão.
Quem poderá realizar as grandes intervenções cirúrgicas, salvando vidas ou evitando a invalidez, que muitas vezes se fazem necessárias nos sertões, nas terras estrangeiras? Quanta criança inutilizada para o resto da vida, vítima da ignorância de uma "curiosa", cuja boa intenção não evita o desastre?
Como responder a esta mocidade exigente e ambiciosa, sedenta de conhecimento, senão com mestres bem preparados?
Estamos certos de que Deus tem lugar certo para cada um. Ele vocaciona alguns que vão "aos lugares baldios da terra, para transformá-los em jardins de Deus". Pessoas capazes de gastarem-se durante toda uma vida, cultivando um terreno aparentemente estéril, até que aconteça o milagre. Vocaciona outros para o trabalho que traz resultados imediatos, grandiosos. Há até essa nova galeria dos "Missionários Anônimos", que ajudam indiretamente aos que se dispõem a descer à mina. "Em grandeza não é que se ganha ou se perde. Se você não puder ser a estrada real, seja um atalho."
Esta é a hora de encontrar o lugar certo. Hora decisiva. Difícil. Somos apenas uma pessoa, com uma única vida para ser gasta, com um número limitado de anos para ser investido. A longo ou curto prazo, não sabemos, mas com um grande medo de perder a oportunidade, com um grande desejo de estar ao mesmo tempo em toda parte... Esta é a hora de ficar a sós com Deus, para ouvi-lo dizer:
"Antes que eu te formasse no ventre materno... te constituí profeta às nações."

Do livro Deus Precisa de Você (JUERP).

domingo, 18 de agosto de 2019

Folheto gratuito para a evangelização de marinheiros (em português e inglês) - Baixe e imprima


Há algum tempo, iniciamos um projeto de criação de folhetos evangelísticos, com mensagens contextualizadas para grupos específicos. A ideia era principalmente contemplar aqueles grupos/segmentos que não possuem material específico disponível no mercado ou na internet. Neste esforço, uniram-se a nós o irmão Julio do site Missões em Suas Mãos e diversos outros colaboradores. Os primeiros frutos deste esforço foram o folheto para RODOVIÁRIOS, seguido de MORADORES EM SITUAÇÃO DE RUA e GAMERS.
Agora, um sonho antigo se realiza, com a publicação de um folheto dedicado à evangelização de MARINHEIROS (marítimos / aquaviários). E o melhor: disponibilizamos o folheto, além de em PORTUGUÊS, também em INGLÊS, o que aumenta em muito o seu alcance.
O arquivo do folheto (em PDF), está disponibilizado em DOIS formatos: um ideal para a impressão em CASA, e outro otimizado para a impressão em GRÁFICAS. Você pode imprimir quantos exemplares quiser, sem precisar de autorização. Solicitamos apenas que os folhetos não sejam VENDIDOS.
Compartilhe esse recurso com igrejas, missões, missionários e obreiros que possam ter interesse no material. E lance a semente, para a glória de Deus e salvação dos que perecem!

PORTUGUÊS
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.


INGLÊS
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.


LEIA ABAIXO A MENSAGEM:

O SALMO DOS MARÍTIMOS
Uma versão dos marítimos, do Salmo 23, foi publicada no Boletim do Capelão da Armada, em Washington. Sua autoria é atribuída a J. Roger, comandante da marinha mercante, que o teria escrito durante a Segunda Guerra Mundial. Diz o seguinte:
"O Senhor é o meu piloto; eu não cairei. Ele me alumia em meio às águas escuras; conduz-me a canais profundos; guia o meu barco. Orienta-me pela estrela da santidade por amor do Seu nome. Ainda que eu navegasse por entre as trovoadas e tempestades da vida, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo. O Teu amor e o Teu cuidado me abrigam.
Preparas um porto perante mim na Terra da eternidade; unges as ondas com óleo; o meu barco desliza suavemente. Certamente que a luz do Sol e das estrelas me favorecerão todos os dias da minha viagem, e descansarei no porto do meu Deus para sempre."
Seja na navegação de cabotagem ou de longo curso, são muitas as dificuldades com que o marítimo ou aquaviário pode se deparar. Hoje a navegação eletrônica e seus muitos aparelhos facilitaram a vida dos que se dedicam à navegação, mas ainda assim os riscos existem. Da mesma forma ocorre em nossas vidas: Hoje estamos bem, com saúde e segurança financeira e emocional; mas inesperadamente podemos atravessar tempestades como desemprego, abandono, depressão...
 Em meio a um temporal, a Bíblia fala sobre marinheiros que “clamam ao Senhor na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado” (Sl 107.27-30).
Há mais de dois mil anos atrás, numa travessia de barco pelo Mar da Galileia, os discípulos de Jesus, muitos deles pescadores, viram-se em apuros durante um vendaval que perigava tombar sua pequena embarcação. Em meio àquele desespero, Jesus descansava tranquilamente. Ao ser acordado, Jesus repreendeu os ventos e o mar, que imediatamente acalmaram-se; e disse aos seus discípulos sobre a necessidade de terem e exercitarem sua fé nEle.
Pois é baseado na fé em Cristo que obtemos socorro e salvação para nossas vidas. O pecado causou o nosso afastamento de Deus. Boas obras, por mais que sejam ou nos pareçam valorosas, não podem cobrir a dívida dos nossos pecados, que todos os dias é multiplicada. Deus assim propôs a solução para a dívida da humanidade em seu próprio Filho, pois Cristo viveu sem pecados e morreu sem culpa, fazendo-se culpado em nosso lugar, e pagando de uma vez por todas a nossa dívida. Por isso a Bíblia diz: “Aquele que crer... será salvo” (Mc 16.16). Nenhuma tempestade será poderosa o bastante para nos separar da salvação oferecida por Aquele que criou os céus, a terra e os mares. Ele mesmo prometeu, após ressuscitar e subir aos céus, onde vela por nós: “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28.20b).
Deus oferece hoje, através de seu filho Jesus Cristo, a sua mão estendida, um porto seguro com oferta de paz, ajuda e salvação eterna. Aceite hoje a este amigo que não trai ou abandona, e que deseja estar contigo a cada instante e por toda a eternidade.
Leia a Bíblia e aprenda mais sobre o plano de Deus para a salvação da humanidade. Alimente-se e seja fortalecido com as suas maravilhosas promessas. Faça uma oração, conversando com Deus, assim como você fala a um amigo, e confesse seus pecados, pedindo para Jesus tomar conta de sua vida e suas ações de agora em diante. Busque a comunhão com outros cristãos em uma igreja, ou num grupo de estudo bíblico aí mesmo em sua embarcação. Deus ama você!
S. R. 


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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Mãe, Tu Deste o Melhor (sobre mães de missionários) - Myrtes Mathias



Alguns colocam o dinheiro no gazofilácio, outros deixam propriedades em testamento para que a Obra prossiga, e (aleluia!) ainda outros entregam a vida, certos de que receberão aqui cem vezes tanto, e, no porvir, a vida eterna.
Mas hoje, no dia dos cravos vermelhos e brancos, das canções de glorificação à maternidade e dos presentes preparados por mãos infantis, eu me dirijo a ti, que colocaste sobre o altar mais que a própria vida, quando entregaste a Deus a filha da tua carne e do teu coração.
Que história linda não estará escrita atrás dessa entrega? Desde o momento em que descobriste que estavas para ser mãe, que de renúncia não te foi exigida? A espera, a confecção das camisolinhas e casaquinhos, as noites à beira do berço, a angústia, quando o termômetro marcava alguns graus a mais na temperatura daquela coisinha pequenina e linda que Deus te dera para guardar? Os remédios e alimentos na hora certa, o primeiro dia de aula, os primeiros vestidos de mocinha, os sacrifícios para dar a ela um preparo melhor, os sonhos que começaram a voltar com a mesma intensidade de teu tempo de moça. A filha ocupando o papel principal... um casamento vantajoso, um lar feliz, netos... o novo ciclo que se reiniciaria.
E, então, lá do alto, a voz soou a teus ouvidos como aquela que fez estremecer Abraão:
- A tua filha para o meu serviço... o campo não pode esperar...
Eu te posso ver, mãe, num banco de igreja, vendo marchar à frente a filha do teu amor, ao som do:
“Nem sempre será para o lugar que eu quiser, que o Mestre me tem de mandar...”
Posso imaginar a luta que se travou em teu coração Tu mesma lhe havias ensinado a entregar o melhor; tu mesma lhe havias faiado do grande campo sem ceifeiros, mas, talvez, nunca tivesses pensado que ela — a tua menina — seria a escolhida. No entanto, lá estava ela, entre outros, os olhos úmidos de emoção, uma expressão tão linda como a de um anjo.
Bem sei por que choraste quando te foram felicitar. Tu sabias que isto significaria não ouvir por muito tempo os passos queridos no fim da tarde, muitos anos se passariam antes que aquele riso moço ressoasse outra vez a teus ouvidos como uma canção.
Aonde a levaria aquele Deus que tu mesma lhe colocara no coração? Quando estaria de volta? Naquelas distâncias, quem lhe prepararia a comida? lhe ouviria as confidências? Quem a aceitaria incondicionalmente, sempre, sempre?
As interrogações eram tantas, tantas, que tu mesma te sentiste sobre o altar, devolvendo a Deus a muita felicidade que ele te dera a salvação, o lar, o amor, a graça de ser mãe. Era justo, apesar de tuas lágrimas, e tu lhe cantaste aleluias por levar para longe de ti a menina do teu coração.
Isso foi há muito tempo, lembra-te, mãe? Mas a tua saudade ainda é a mesma, o desejo de tê-la junto a ti é mais intenso que nunca. Só por isso vou contar-te um segredo que te fará feliz: lá tão longe, ela pensa em ti com um amor maior no coração.
Mas, sobretudo, que se pode comparar à bênção de sabê-la abençoando o mundo? fazendo felizes centenas, milhares de vidas? fazendo maior a glória de Deus? Tua renúncia, mãe, é tua participação nessa obra que nem aos anjos foi dada a executar.
Mas, por que sei que muitos falam sobre tua filha, escrevem sobre ela, oram por ela, e poucos, talvez, se lembrem da tua renúncia de 24 horas por dia dos teus cabelos que ficaram brancos; das rugas que te surgiram no rosto; dos teus passos que se tornaram mais lentos, sem que ela esteja a teu lado para dar-te o braço e levar-te à igreja nessa manhã de domingo, é que te beijo as mãos, e afirmo, sem exagero, e sem querer plagiar o poeta, porque sei que haverá no céu uma recompensa especial para todas aquelas que, como tu, sabem entregar o melhor:
- A filha é missionária, mas a mãe é santa!

Do livro Deus Precisa de Você (JUERP).

sábado, 10 de agosto de 2019

Pôsteres para Igrejas Evangélicas - Baixe grátis e imprima


Em mais uma incursão no site Canva (onde é possível preparar artes variadas, gratuitamente), elaboramos uma série de dez pôsteres (cartazes) de temática diversa, ideais para afixar em igrejas. 
Constam no pacote: aviso de Santa Ceia, bazar missionário, chamadas para evangelizar, deixar nome no livro de orações, deixar dados (endereço, contato etc.) com obreiros da igreja, obter informações sobre batismo, além de frases motivacionais para membros e visitantes.
Os pôsteres estão em boa definição, podendo ser impressos tanto em impressoras caseiras quanto em gráficas.

PARA BAIXAR O ARQUIVO (PDF) PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

sábado, 3 de agosto de 2019

Eventos missionários acontecendo por todo o Brasil



Maiores informações: http://povosminoritarios.com.br/




























Maiores informações: http://www.wecbrasil.com/contato/



Maiores informações: https://www.facebook.com/conpleijovem/ 


Maiores informações: http://perspectivasbrasil.com/




12 A 15 de setembro no Rio de Janeiro/RJ / 17 A 20 de outubro em Recife/PE / 7 A 10 de novembro em João Pessoa/PB / 5 A 8 de dezembro na Grande São Paulo/SP
Inscreva sua igreja! Maiores informações:



SG - RJ




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