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sábado, 23 de maio de 2020

Vídeo: Uma impactante aula sobre missões transculturais e responsabilidade missional, com Kelem Gaspar


Kelem Gaspar, missionária e professora de missões, com seu estilo ao mesmo tempo forte e franco, didático e tocante, nos dá uma verdadeira aula de missões transculturais e responsabilidade missional, neste vídeo. Confira!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

II Congresso da Aliança Evangélica Pró Ribeirinhos - Manaus/AM



A Aliança Evangélica Pró Ribeirinhos (AEPR) que converge, à cinco anos, esforços de várias organizações e Igrejas envolvidas em ações missionárias junto aos Ribeirinhos convida você, interessado em se envolver no alcance dos povos da Janela Amazônica, à estar conosco no II Congresso da AEPR (03-06 0ut-18). Este é um excelente espaço para entendermos melhor a região, orientar nossas estratégias e iniciar novas possibilidades de projetos e parcerias num ambiente com vários líderes de diferentes organizações atuantes no alcance na região.



Então, acesse o link abaixo e faça sua inscrição.

Divulgue junto aos seus parceiros e conhecidos com corações dispostos em participar deste desafio missionário! tr
amos lá!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dia Nacional de Intercessão pelos Pescadores e Ribeirinhos - Participe!


Você conhece a realidade de ribeirinhos e pescadores do Brasil? Em sua maioria eles vivem isolados em ilhas, canais de mar e encostas de praias. São muito pobres e são explorados pelos chamados “atravessadores” que compram seus produtos por preços baixíssimos.
A MEAP – Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores, conhece bem esta realidade e é por isso que promove anualmente o Dia Nacional de Intercessão pelos Pescadores e Ribeirinhos que acontece no dia 29 de junho.
A campanha já começou desde o início do mês. Com pedidos diários você pode se envolver com esta campanha e interceder pelos projetos, missionários e pessoas que são alcançadas pela MEAP.
Você pode orar individualmente, com sua família, no trabalho, em pequenos grupos, na igreja… Seja onde preferir, interceda por este povo.
Acesse www.meap.net.br para conhecer mais sobre este trabalho.
Material da Campanha
Vídeo de chamada para a campanha | https://youtu.be/tIflr_I9KeU
Vídeo do Relógio de Oração | https://youtu.be/6i6EM4kgDr8
Calendário de Oração | Clique aqui para imprimir.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Desafios para a evangelização na Amazônia

No período de 15 a 18 de junho de 2015 aconteceu a Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil. O encontro que reuniu líderes de diversas agências missionárias de várias partes do país tinha como objetivo refletir sobre a realidade da evangelização e propor ações necessárias para o alcance dos povos minoritários do Brasil.
A Consulta concentrou-se em cinco segmentos socioculturais menos evangelizados no Brasil, seu contexto e desafio. São eles: Indígenas, Quilombolas, Ciganos, Sertanejos e Ribeirinhos. Ronaldo Lidório apresentou o panorama geral dos segmentos menos evangelizados, destacando a necessidade de maior pesquisa para dimensionar o desafio e direcionar os esforços missionários.
A respeito do segmento Ribeirinho, o relatório elaborado na Consulta diz que um grupo constituído por 35 mil comunidades na Amazônia, do qual se estima que 10 mil comunidades ainda não foram alcançadas pelo Evangelho. Vinte e seis milhões de pessoas habitam a Amazônia Legal sendo que cerca de 1 milhão tem pouco ou nenhum contato com o Evangelho. Há mais de 40 iniciativas evangelizadoras na Amazônia Legal e a maioria das comunidades tradicionais num raio de 100 Km das principais cidades já foram alcançadas.
Necessidades de desafios
Dentre as necessidades apontadas no relatório para o avanço do evangelho entre os ribeirinhos estão a conscientização da igreja brasileira, missionários bem treinados, com capacidade de leitura cultural adequada, formação de líderes locais e material pedagógico adequado.
Um grande desafio continua sendo o isolamento histórico e geográfico de milhares de famílias e comunidades, o que exige uma logística complexa para o acesso. O relatório citou ainda outros desafios para a evangelização: pecados culturais arraigados – promiscuidade; iniciação sexual precoce; abuso sexual familiar; conformismo da comunidade; convivência pacífica de lideranças evangélicas com pecados da cultura local; prejuízos resultantes de más experiências evangélicas anteriores e a sustentabilidade econômica.
O que fazer e o que evitar
O relatório orienta que os interessados em se envolver com a evangelização entre os ribeirinhos devem evitar atitudes como de “turistas”; ter cuidado ao firmar alianças com líderes nativos antes de conhecê-los profundamente; não aparentar atitude de superioridade; e fugir do assistencialismo.
Dentre os itens citados como melhores práticas, estão: oferecer preparo para nativos plantadores de igrejas, em localidades mais próximas de seu ambiente; recrutamento considerando chamado e caráter; preparo missionário específico voltado para a realidade ribeirinha; estudo antropológico e histórico da comunidade; recrutamento de professores e agentes de saúde na sede do município para as vilas não alcançadas; adoção de postura de respeito à liderança no processo de evangelização da comunidade; equipes de curto prazo bem preparadas, com alvos definidos e acompanhadas por liderança da igreja.
Para falar mais sobre os desafios da evangelização da Amazônia, o Paralelo10 entrevistou três pastores que atuam na região. Confira na entrevista abaixo:

Paralelo 10 – Qual a maior barreira para a evangelização da população que vive na Amazônia?
Moacy – Existem inúmeras barreiras que posso citar (custo de locomoção altíssimo, comunidades hostis ao evangelho por conta da dependência financeira e da posse da terra pela igreja romana, difícil acesso em muitas comunidades por conta da seca dos rios, dificuldades de comunicação com comunidades indígenas), porém, cito a falta de obreiros que topem enfrentar a realidade amazonense, principalmente a ribeirinha, a maior barreira para a evangelização.
Gilson – Diria que seriam a localização geográfica e as crenças religiosas. No nosso campo de atuação, entre indígenas, além da localização a língua materna de cada povo também é um grande desafio.
William – Acredito que existem duas barreiras significativas para a evangelização na Amazônia. A primeira é a falta de uma instrução e treinamento dos líderes das igrejas ribeirinhas já estabelecidas para a obra missionária. A segunda é a dificuldade de transporte para os locais mais carentes de ação missionaria, tanto naval quanto aéreo. Nenhuma dessas opções é barata.
P10 – Quais aspectos da geografia da região amazônica dificultam e quais favorecem o trabalho de evangelização?
Moacy – Calor beirando ao insuportável na maior parte do ano; secas que encarecem e, muitas vezes, impossibilita o acesso a comunidades; caminhos de estrada de barro em péssimas qualidades para locomoção. Normalmente as cheias favorecem o trabalho missionário, quando se trata de terra seca (áreas que não alagam), porém, quando as comunidades estão situadas em áreas de várzea o trabalho fica prejudicado pelo êxodo sazonal dos moradores.
Gilson – Seja por água ou terra, sempre será um trabalho desafiador. Mesmo que sejam estradas, muitos grupos estão há muitos quilômetros de distância das cidades. Como são regiões longínquas, quem vem trabalhar aqui tem que planejar ficar mais tempo com o povo a ser alcançado. Há muitos recursos naturais: rios, animais, peixes, aves, insetos, plantas, frutas, etc, os quais podem ajudar no sustento diário do obreiro.
William – Ironicamente, um aspecto da geografia que favorece o trabalho da evangelização na Amazônia é o fato de que, através de embarcaçôes e aeronaves, existe como chegar praticamente em qualquer lugar na Janela Amazônica. Praticamente todo povo da Amazônia vive na beira dos rios da Amazônia, mas com uma boa instrução e treinamento de líderes das igrejas ribeirinhas/indígenas, é possível alcançar os que não moram nessas margens.
P10 – Como usar o potencial dos recursos humanos e naturais da região para plantar igrejas autossustentáveis?
Moacy – Cada região do Brasil tem suas peculiaridades, os obreiros locais se comunicam, exemplificam, entrosam-se, com muita facilidade, pois não há a necessidade de adaptação. Por já estarem acostumados com a forma de viver das comunidades não enfrentam o choque cultural. Outra coisa que precisa ser entendido é que a Amazônia é riquíssima em recursos naturais e se faz necessário adaptar a transmissão das Boas Novas de Cristo para poder aproveitar estes recursos. Um Evangelho importado dificulta o processo de discipulado por não haver condições de multiplicar uma forma que não se tem os recursos dos quais foi aprendido.
Gilson – Temos várias iniciativas. Entre elas estão o treinamento bíblico de nativos na própria língua materna e a produção de materiais na língua materna com a ajuda do próprio povo. Construir igrejas usando os recursos naturais existentes na região e participar de eventos culturais nas aldeias também são formas de valorizar o potencial da comunidade e se aproximar do povo.
William – A forma mais viável para a plantação de igrejas na Amazônia é treinando lideres locais para dirigir e pastorear essas igrejas. O ribeirinho já está acostumado a viver da terra pescando, caçando e plantando. Não precisa de uma renda ou contribuição mensal. Se plantarmos “igreja indígenas”, ou seja, igrejas que refletem a cultura em que ela é plantada, vamos estar usando ao máximo os recursos naturais e humanos de cada região.
P10 – De que maneiras as igrejas do Sul e Sudeste poderiam contribuir com a igreja nortista para a evangelização da região?
Moacy – Acredito que a primeira e mais importante é a oração, muitas vezes as forças parecem sumir e acreditamos que as orações são a energia que nos realimenta. Apoiar obreiros locais ajudaria bastante o trabalho, muitos de nossos obreiros se desdobram para poder manter seu lar e tocar o trabalho missionário. Peço a Deus para levantar igrejas que abracem pelo menos um obreiro autóctone, isto faria uma imensa diferença na vida de várias comunidades.
Gilson – Parcerias com profissionais voluntários nas áreas de saúde, construção civil, educação e agronomia. Outra forma seria na adoção de sustento parcial de obreiros autóctones.
William – Elas podem subsidiar viagens missionárias para diminuir os custos. Contribuir para o sustento de pastores itinerantes, que dedicam suas vidas para o apoio e instrução das igrejas ribeirinhas e indígenas. Contribuir para associações missionárias sérias, que tem uma infraestrutura considerável para manter. Enviar equipes para o desenvolvimento de projetos evangelísticos, médico e social na Amazônia.
P10 – Quais são as principais características que uma pessoa que se sente chamada para evangelizar na Amazônia deve apresentar?
Moacy – Amar a Deus, amar as pessoas e disposição para renunciar em prol do reino.
Gilson – Convicção do chamado. Fácil adaptação. Abertura ao aprendizado. Ter formação teológica, missiológica e linguística.
William – Precisa ser um(a) aprendiz, conhecer como o povo vive, seu dialeto, sua cultura; não podemos chegar à um local pensando que sabemos de tudo. Não pode ser uma pessoa de julgamento; sempre observando e reconhecendo as diferenças culturais, sem julgá-las como erradas ou tentar conformar a sociedade à forma que é na sua terra de origem. Uma pessoa criativa, que procura meios de como ser usado por Deus, como suprir necessidades. Precisa ser uma pessoa que está crescendo espiritualmente humildade é chave nisso. Reconhecer que ainda não conhecemos tudo e que dependemos de Deus para nos guiar. Uma pessoa compromissada, que está disposta a sacrificar o conforto de seu lar, entendendo que isso tudo faz parte de algo muito maior que nós. Uma pessoa flexível, que espera mudanças nos planos e busque honrar somente a Deus em todas as coisas. Uma pessoa que vê além de suas preferências e preocupações pessoais, que ame pessoas – alguém disse uma vez, “o contrário de amor não é ódio, é indiferença”. Alguém que compartilhe sua vida com os outros, faça amigos, lembre nomes, lembre de histórias. Enfim, uma pessoa que saiba amar.
P10 – O que os missionários e cristãos do Sudeste que vão para a Amazônia aprendem sobre a fé e evangelização?
Moacy – Sobre fé, acredito que a dependência em Deus é multiplicada nesta região. Muitos enfrentam rios, chuva, sol e fome por horas para poder chegar a uma comunidade na qual esteja atuando. Em relação a evangelização, acho que o que mais chama a atenção é a percepção da necessidade de uma evangelização integral, é praticamente impossível visitar um ribeirinho e não se sentir sensibilizado em querer lhe apoiar a crescer em todos os aspectos de sua vida.
Gilson – Aprendem que mesmo dentro do seu forte contexto religioso, social e cultural, as pessoas aqui têm uma fé vibrante e visível ante as dificuldades da vida diária. São receptivas, hospitaleiras e gostam de dividir o que possuem. Se um nortista oferecer algo, não pergunte quanto custa, receba e depois de algum tempo, presenteio-o também. Quanto à evangelização, melhor método é a amizade.
William – Se você permitir Deus falar com você, Ele vai te mostrar exatamente o que Ele quer de você. Você vai saber sua missão aqui na terra.
• Moacy Paulino da Silva, pastor na Primeira Igreja Batista de Parintins, coordenador Centro de Treinamento de Líderes Profª Eglantina Lessa (CTL). Atua no baixo Amazonas nos municípios de Parintins, Nhamundá, Barreirinha, e comunidades ribeirinhas e indígenas.
• Gilson Ricardo da Silva, secretário executivo da Missão Evangélica aos Índios do Brasil (MEIB). Atua nos estados do Pará e Maranhão há mais de 40 anos, entre as etnias Kayapó, Xikrin, Tembé e Anambé (Pará). Guajajara e Kanela (Maranhão) e agora com os Kayapó do norte do Mato Grosso.
• William Boyd Walker Junior, diretor executivo da Missão AMOR, uma organização cristã, sem fins lucrativos, envolvida com projetos de evangelização na região amazônica.

sábado, 3 de setembro de 2016

CONSULTA POVOS MINORITÁRIOS DO BRASIL - Informação e recursos para download


Entre os dias 15 e 18 de junho de 2015 aconteceu a Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil. Realizada em João Pessoa, Paraíba, a Consulta juntou obreiros, pastores, missionários e diversos líderes de diferentes missões. Em um ambiente com momentos de profunda comunhão com Deus e uns com os outros, eles foram desafiados no compartilhar de experiências, aprendizado e estratégias para um trabalho missionário entre os cinco segmentos minoritários definidos no Brasil: ciganos, ribeirinhos, sertanejos, indígenas e quilombolas.

Apesar de serem “povos minoritários”, as estimativas recentes apontam para um desafio missionário enorme, pois o evangelho ainda não chegou para mais de 100 etnias indígenas, 10 mil comunidades ribeirinhas, 6 mil assentamentos sertanejos e 2 mil comunidades quilombolas, isso sem falar nos imigrantes e surdos, grupos que começam a ser reconhecidos com mais cuidado e carinho.

Ronaldo Lidório, missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e uma das vozes mais expoentes no assunto, afirma: “Creio que é a primeira vez que líderes se encontram de forma mais intencional para tratar da elaboração de estratégias nesta direção, pensando nos cinco segmentos, mas em diversos outros congressos o assunto já foi levantado e debatido. O Congresso Brasileiro de Missões da AMTB foi o pontapé inicial para a atenção sobre estes segmentos como um bloco.”

Guiados pela oração e encorajamento mútuo, os líderes foram encorajados a ações práticas a partir da Consulta, como caminhar na direção de um relacionamento formal das Alianças e iniciativas com a AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) por meio do seu Departamento de Alianças. A comunhão e maior interação futuras entre os participantes também é um alvo a ser desenvolvido, além da criação e manutenção saudável de uma lista com as principais estratégias que devem ser utilizadas – e as que devem ser evitadas – neste trabalho.
Gabriel Louback

Baixar anexos: 

domingo, 1 de março de 2015

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil?

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil? A MEAP (Missão Evangélica Pescadores) é uma testemunha e um instrumento do que Deus tem feito. Conheça as histórias, as ações e os objetivos da nossa parceira MEAP no documentário a seguir.


Via http://renas.org.br/

terça-feira, 6 de maio de 2014

Os oito grupos menos evangelizados do Brasil


Quilombolas

Os QUILOMBOS ou mocambos, cujas origens remontam à época colonial, foram inicialmente comunidades formadas por agrupamentos de escravos fugitivos. Posteriormente alguns abrigaram também escravos ALFORRIADOS (libertos). Buscavam para abrigo florestas e regiões isoladas, para evitar a dura perseguição. Há ocorrência deles em praticamente todo o BRASIL.
Em alguns quilombos, buscava-se retomar práticas de vida e cultura típicas da África, havendo até a nomeação de reis TRIBAIS.
Muito famoso foi o Quilombo de PALMARES, localizado em Pernambuco, e que chegou a ter 30 mil habitantes, tendo durado 94 anos. O herói ZUMBI dos Palmares chefiou durante algum tempo o quilombo. Outro quilombo famoso foi o de Campo Grande, em Minas Gerais, que chegou a POSSUIR quase 20 mil habitantes.
Atualmente, cerca de 2 mil comunidades quilombolas foram legalmente reconhecidas e certificadas pelo Estado brasileiro, com alguns de seus moradores recebendo o TÍTULO de posse da terra e outros benefícios. A Fundação Palmares (www.palmares.org.br), instituição federal focada na promoção e preservação da arte e CULTURA afrobrasileira, é a responsável pela certificação. Estima-se em 600 o NÚMERO de comunidades quilombolas sem igreja evangélica nelas ou nas proximidades.
Algumas das principais comunidades quilombolas do Brasil são:

Rio das Rãs, localizado próximo a Bom Jesus da Lapa (BA) - CAMPINHO da Independência (próximo a Parati - RJ) - Boa Vista (próximo ao município de ORIXIMINÁ - PA) - Frenchal (próxima a Mirinzal - MA) - CAFUNDÓ (próximo a Sorocaba - SP) - Kalungas (próximo a Monte Alegre e Cavalcante - GO) - Caxambu (Rio Piracicaba - MG) - Ivaporunduva (região do VALE do Ribeira - SP).




Povos Ciganos

Acredita-se que os ciganos tiveram sua origem no subcontinente INDIANO, devido à sua língua, o ROMANI (que por sua vez comporta diversos dialetos), possuir semelhanças com línguas daquela região.
Conhecidos pela característica de ser um POVO nômade, que evita fixar residência permanente (embora atualmente muitos grupos tenham abandonado essa característica), os CIGANOS sempre foram alvo de perseguição e preconceito, acusados de ladrões, místicos e desordeiros, acusações tantas vezes infundadas. Estão presentes em diversos países do mundo, notadamente na EUROPA.
Em geral, os povos ciganos não possuem uma mesma identidade religiosa, normalmente adotando as religiões dos PAÍSES onde vivem.
Ao contrário do que se pensa, os ciganos possuem grande variedade sociocultural, com grupos muito diferentes entre si. Entre eles, ainda é grande o índice de analfabetismo, principalmente entre as mulheres.
Os ciganos dividem-se em diversos grupos, dos quais os mais importantes são: sinti, rom (roma) e calon. No Brasil, os mais presentes são os rom (roma) e CALON.
Os primeiros a chegarem ao Brasil, ainda no período COLONIAL, foram ciganos calon, oriundos da Europa (principalmente Portugal e Espanha). Nos séculos XIX e XX chegam os roma e outras linhagens.
No Brasil, estimativas de associações ciganas e do governo dão conta de 800 mil a 1 milhão de ciganos vivendo no país atualmente.
As maiores comunidades ciganas no Brasil encontram-se em Nova Iguaçu (RJ), e nos estados de Minas Gerais e BAHIA.
Estima-se que existam atualmente apenas 14 missionários de tempo integral trabalhando entre os ciganos. Um dos MINISTÉRIOS que trabalham especificamente entre ciganos é a Missão Amigos dos Ciganos –www.amigosdosciganos.blogspot.com.br



Sertanejos

A região conhecida como Sertão Brasileiro ou Sertão NORDESTINO estende-se por grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí; por todo o estado do Ceará; e por uma pequena parte de SERGIPE e Alagoas, além do norte de Minas Gerais.
Frutos do contato entre brancos e índios principalmente, os povos SERTANEJOS habitam em regiões onde a ÁGUA é escassa (índice pluviométrico médio de 750 mm anuais). O CLIMA é quente e seco. Os pastos, poucos e ralos, são avidamente consumidos pelo gado bovino e CAPRINO.
Com sua dieta em geral baseada em MANDIOCA (macaxeira) e seus derivados, feijão, milho, carne seca ou de bode, dormindo em redes (herança indígena), espalhados em pequenos ASSENTAMENTOS por todo o interior nordestino, muitas vezes desassistidos pelas autoridades, o sertanejo é um forte. Em muitos LUGARES, estão ainda à mercê dos grandes latifundiários, os ‘CORONÉIS’ donos das terras e da água.
Altos índices de analfabetismo, desnutrição, POBREZA. Longos períodos de seca. População humilde, CATÓLICA, prisioneira de superstições e sincretismos: essa é a realidade do sertão.
Estima-se que existam 6.000 assentamentos sertanejos sem a presença de IGREJAS evangélicas, neles ou nas proximidades.
No site www.21diasdeoracao.com.br é possível acessar uma listagem dos 195 municípios nordestinos com índice de evangélicos de 0,8 a 5% da população. Muitos desses municípios estão localizados no sertão.



Imigrantes

Especialistas consideram que as pessoas que chegaram ao BRASIL até 1822, ano da independência do Brasil, eram colonizadores. A partir desta data, com a nação independente, passam a ser considerados imigrantes.
O Brasil tem recebido, ao longo de sua história, IMIGRANTES de mais de 100 países diferentes. Dentre esses, 27 são oriundos de países fechados à evangelização, ao Evangelho.
A recente CRISE econômica que abalou o mundo teve relativamente poucos efeitos sobre a economia brasileira, que obteve bons resultados no período, passando o país a ser visto como promissor campo de TRABALHO. Entre 2010 e 2011, quase 600.000 pessoas imigraram para cá.
Outro fenômeno recente é a chegada de HAITIANOS, principalmente pela fronteira do ACRE (por onde também entram senegaleses), notadamente após o grande terremoto que arrasou o país em 2010, e pelo fato do Brasil chefiar uma missão de paz da ONU naquele país, o que aumentou os laços entre nossos povos.
Em Foz do Iguaçu (PR) há um grande núcleo ÁRABE, com indivíduos de diversos países muçulmanos. Em São Paulo chegam bolivianos e peruanos (dentre outros sulamericanos) para trabalhar em confecções e fábricas (muitos de maneira ilegal). CHINESES e coreanos também têm vindo ao país. Quem, em nossas grandes cidades, nunca se deparou com uma das lanchonetes dirigidas por chineses?
Em quantidades totais, os maiores contingentes de imigrantes no Brasil são: portugueses, depois italianos, espanhóis, ALEMÃES e japoneses.
São Paulo é o estado brasileiro que mais recebeu e recebe imigrantes.




Indígenas

O Brasil possui em torno de 340 grupos e subgrupos indígenas, os quais falam 189 LÍNGUAS. Desses 340, 121 nunca ouviram falar do Evangelho. E se você imagina que essas tribos estão apenas na imensidão da Floresta AMAZÔNICA, engana-se: apenas no Nordeste, existem 57 TRIBOS, sendo que 23 delas permanecem não alcançadas.
As tribos indígenas brasileiras estão divididas de ACORDO com o tronco linguístico a que pertencem, que são principalmente o Tupi-Guarani (litoral do país), o Macro-Jê, e o Aruak, embora existam outras.
A contribuição dos índios para nossa CULTURA é imensa. Seja pela culinária, pelas palavras (mais de 20.000 anexadas ao português), seja por práticas como o banho DIÁRIO ou o dormir em redes, por exemplo.
Um problema comum, principalmente nas tribos mais urbanizadas ou que tiveram maior CONTATO com o homem branco, é o alcoolismo.
A Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica e Missionária -www.missaoalem.org.br) oferece TREINAMENTO para quem deseja ser um missionário tradutor da Bíblia, com foco especial em nossos povos indígenas não alcançados. A Missão Novas Tribos do Brasil (www.novastribosdobrasil.org.br), dentre outras, tem prestado também relevante serviço de EVANGELIZAÇÃO entre nossos indígenas.

Por diversas dificuldades levantadas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) à presença de missionários entre algumas tribos, tem-se incentivado aquilo que se chama de a Terceira Onda Missionária, onde os próprios indígenas, CONVERTIDOS, evangelizam outros indígenas, seja da mesma ou de outras tribos. Note-se o trabalho realizado, nesse sentido, pelo CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Indígenas).



Ribeirinhos

A AMAZÔNIA possui a maior bacia fluvial do mundo: são 7 milhões de quilômetros QUADRADOS, que se estendem por oito países. O rio Amazonas possui mais de 7 mil AFLUENTES, e 25 mil quilômetros de vias navegáveis. E é por tais extensões de águas que se espalham os RIBEIRINHOS. Apenas na Amazônia brasileira, estima-se que existam 37.000 comunidades ribeirinhas, sendo que 10.000 delas não possuem a presença de IGREJAS evangélicas, nelas ou nas proximidades. A imensa maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia só pode ser alcançada por via FLUVIAL (barcos), em viagens que podem durar diversos dias.
Mas quem são os ribeirinhos? Ribeirinhos são pessoas que vivem às margens dos rios, alimentando-se principalmente da PESCA artesanal, mas também da caça, extrativismo (recolhendo os ALIMENTOS que encontram na floresta), e da agricultura de subsistência. Suas casas de MADEIRA são construídas sobre palafitas, devido às constantes cheias dos rios e IGARAPÉS*.
Além do Amazonas, alguns dos principais rios da Amazônia são o Rio Negro, Rio SOLIMÕES, Rio Araguaia, Rio Nhamundá, Rio TAPAJÓS, Rio Tocantins, Rio Madeira, Rio Xingu.

*Igarapés são pequenos RIOS ou braços de rio, em geral estreitos e de pouca profundidade, aptos apenas para a navegação por CANOAS ou pequenos barcos.



Os mais ricos dentre os ricos

Um dos segmentos menos evangelizados do Brasil, o mais RICOS dentre os ricos, pode ser também um dos mais duros ‘campos missionários’. Isso a própria BÍBLIA deixa claro, ao falar da dificuldade maior de os ricos entrarem no Reino dos Céus (Mt 19:22-24). Como disse certo pregador: “”Nunca haverá muitos VERDADEIROS cristãos ricos, mas haverá alguns.” Pois muitos deles são pessoas ávidas pela verdade, mas vazias ou enganadas espiritualmente, e que muitas vezes, por incrível que possa parecer, nunca ouviram uma explicação satisfatória do EVANGELHO.
Pesquisas apontam a existência de mais de 165.000 MILIONÁRIOS no Brasil (considera-se milionário aquela pessoa que possui mais de um milhão de DÓLARES em ou para investimentos, não considerando-se o valor de sua habitação principal). Já o número de BILIONÁRIOS brasileiros chega a 65, Segundo a revista Forbes, e tende a mais que DOBRAR em 10 anos.
Ilhados em seus condomínios de LUXO e mansões, muitos escravizados pela MÁQUINA de fazer mais e mais dinheiro, sempre ocupados em seus NEGÓCIOS, ou então usufruindo em lazeres a vida que sua riqueza proporciona, eles estão ESPALHADOS por todo o pais, com concentração maior no Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo e RIO DE JANEIRO.
Ainda que a desigualdade econômica e social tenha diminuído nos últimos anos, em virtude da melhora na ECONOMIA e de programas sociais do Governo (como o Bolsa-Família), o Brasil segue como um dos CAMPEÕES mundiais em desigualdade, com poucas pessoas possuindo muito (recursos, terras etc.), e muitas possuindo tão pouco.



Os mais pobres dentre os pobres

Em economia, costuma-se falar em linha de pobreza e linha de pobreza extrema, também chamada indigência. Governos, entidades internacionais e ONGs não possuem um consenso sobre como efetuar essas medições, cada qual adotando padrões diversos. Segundo o GOVERNO brasileiro, vivem em pobreza extrema pessoas que recebem uma renda mensal per capita (por cabeça) de até 70 reais. No Brasil, em torno de 4% a 7% da população encontra-se nesta condição. Os programas sociais do Governo (como Bolsa-Família, Bolsa-Escola etc.), mesmo com os problemas que apresentam, têm contribuído significativamente para a diminuição da POBREZA extrema no Brasil.
Os cinco estados brasileiros onde é maior o índice de pobreza extrema são: MARANHÃO, Alagoas, Piauí, Pará e CEARÁ. O estado onde esse índice é menor é Santa Catarina.
Um subgrupo a ser considerado é o daqueles vitimados pelo trabalho ESCRAVO ou análogo à escravidão. Segundo dados do Índice de Escravidão Global, há no Brasil 200 mil PESSOAS nesta situação.
Mas, para além dessas estatísticas, há uma categoria de pessoas ‘invisíveis’ aos recenseadores: os moradores de rua, sobre os quais não há estimativas oficiais sobre sua quantidade. Números não oficiais dão conta de até 1,8 milhão de pessoas morando nas ruas, em situação de MENDICÂNCIA. Fatores como alcoolismo, uso de drogas, doenças psiquiátricas (além de problemas ESPIRITUAIS), problemas familiares ou simples falta de oportunidades, de perspectivas na vida, e de ajuda efetiva por parte de quem quer que seja (Estado, Sociedade, IGREJA), são as causas da dificuldade de reabilitação dessas pessoas. Muitos preferem não vê-los, ou acreditar que ‘para esses não há solução’. São geralmente os INALCANÇADOS mais próximos de nós. Estão sempre ao alcance de um abraço, de uma mão estendida.

Sammis Reachers
*Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2, que editamos, e que você pode baixar e imprimir gratuitamente. Acesse CLICANDO AQUI.

domingo, 23 de março de 2014

Revista Passatempos Missionários número 2: Os Grupos Menos Evangelizados do Brasil - Baixe grátis


Está pronto e disponível para download gratuito o segundo número da Revista Passatempos Missionários. Esta edição é dedicada àqueles que são considerados os oito grupos ou segmentos menos evangelizados do Brasil. São eles: Indígenas, Ribeirinhos, Ciganos, Quilombolas, Sertanejos, Imigrantes, os mais pobres dentre os pobres e os mais ricos dentre os ricos. Já há algum tempo, o missionário Ronaldo Lidório (www.ronaldo.lidorio.com.br) e outros vêm informando e conclamando a igreja brasileira para a necessidade de alcançar tais grupos. O que sua igreja tem feito em relação a esses segmentos? O que você em particular tem feito? Informe-se, interceda, contribua, envie alguém, vá até eles!

A revistinha possui 16 páginas, em formato A5 (210x148). Além de caça palavras, cruzadas e quizzes, nesta edição contamos com as seções Reflexão Missionária, com frases sobre missões/evangelização, e Labirinto.

Passatempos Missionários é uma publicação do blog Veredas Missionárias, e objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja sobre a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.
Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas evangélicas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.

Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sreachers@gmail.com

*Embora esse material tenha o objetivo de ser distribuído gratuitamente, você pode cobrar o preço de custo de cada exemplar, caso não tenha condições bancar sozinho os custos de impressão/cópias, sem problema algum. O que você não deve é obter lucro com a venda deste material.

Para baixar pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para ler online, ou baixar pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

DICAS SOBRE COMO IMPRIMIR: VEJA AQUI.

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