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sexta-feira, 1 de maio de 2026

NOVAS ILUSTRAÇÕES MISSIONÁRIAS: Livro gratuito com 600 ilustrações sobre missões, serviço e mordomia cristã

 


O livro gratuito que você tem diante dos olhos possui um valor altíssimo. Está mesmo na prateleira de cima dos livros mais valiosos. Ele é uma antologia: uma reunião do melhor encontrável nos melhores livros. Um antologista percorre milhares e milhares de páginas para extrair aquilo que julga ser o mais relevante segundo o propósito que ele tem em mente. E, após muita depuração, entrega ao leitor a riqueza que custou o suor, as experiências, a inteligência e a criatividade de dezenas ou centenas de autores.

Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

PDF com tamanho de fonte (letra) otimizado para
leitura em aparelhos celulares.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder.


BAIXE O LIVRO PELO SITE BIBLIOTECA DE MISSÕES, CLICANDO AQUI.

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E, se você deseja o LIVRO IMPRESSO, ele está disponível na editora Uiclap, ao preço de custo (não obtemos lucros com a venda, para deixar o livro no mínimo valor possível na editora, que imprime e vende sob demanda). Ele possui 542 páginas, em formato 16x23cm. Acesse o site da editora AQUI.





segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Katharine “Katy” Barnwell e seu gigantesco impacto na obra missionária moderna

 


A Dra. Katharine “Katy” Barnwell faleceu em 29 de setembro de 2025, aos 87 anos. Descrita por muitos como a “mãe da tradução bíblica moderna”, a metodologia de tradução e o programa de treinamento de Katy capacitaram milhares de tradutores, muitos sem formação acadêmica em linguística. Por meio de sua orientação gentil e vasta experiência, ela apoiou líderes locais, incentivando-os a prosseguir com a tradução da Bíblia para seus idiomas.

Após concluir o mestrado em Língua e Literatura Inglesa, Katy iniciou seus estudos linguísticos com a SIL em 1960. Desde então, sua alegria em servir às comunidades que amava por meio da tradução tem sido inegável. Ela atuou na SIL como linguista na Nigéria, formadora de tradutores locais e coordenadora internacional de tradução, entre outras funções. Essa mesma alegria a acompanhou em sua "aposentadoria", onde continuou como bolsista da SIL e consultora sênior de tradução da Seed Company.

O impacto de Katy em sua área continua a crescer. O livro didático de tradução que ela escreveu — Tradução da Bíblia: Um Curso Introdutório em Princípios de Tradução — foi desenvolvido inicialmente em uma época em que linguistas expatriados não conseguiam mais trabalhar na Nigéria. Agora, meio século depois e em sua 4ª edição, o livro é considerado o manual de referência para a formação de tradutores nativos e é amplamente utilizado em treinamentos ao redor do mundo.  

Além da liderança de Katy por meio da pesquisa e do ensino, ela é lembrada com carinho por alunos, colegas e amigos em todo o mundo como uma mentora atenciosa e influente, dedicada humildemente a capacitar os outros e a vê-los crescer e ter sucesso. 

O Dr. Johnstone Ndunde, Diretor Executivo da SIL, reflete: “A imensa contribuição de Katy para o movimento de tradução da Bíblia por meio de estudos acadêmicos, publicações, ensino e do Projeto Filme de Jesus só é comparável ao seu cuidado e impacto na vida de inúmeras pessoas. Em minhas visitas à Nigéria, conheci pessoas de todas as classes sociais que atribuem seu crescimento — pessoal e profissional — à 'Mamãe Katy' e guardam consigo lembranças muito queridas dessa mulher especial.”

Via SIL (Summer Institute of Linguistics)

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Sobre Katherine, o site Baptist Press publicou um artigo poucos meses antes de sua morte, o qual reproduzimos:


Diana Chandler

BRENTWOOD, Tennessee (BP) – “As mulheres se casam”, teria sido a resposta de seu pai quando a missionária e tradutora da Bíblia Katharine “Katy” Barnwell lhe disse que queria se matricular na universidade em Londres, na década de 1950.

Mas, à medida que seu pai cedeu, Barnwell desafiou as convenções. Ela estudou linguística e acabou trilhando um caminho até a Nigéria, onde se falam mais de 520 línguas. Lá, ela desenvolveu um método de tradução da Bíblia que, segundo seu biógrafo Jordan K. Monson, em entrevista à Baptist Press, levou mais pessoas a Jesus do que as cruzadas do falecido Billy Graham.

“A Lifeway (Research) estima que Billy Graham tenha convertido entre 2,2 e 3 milhões de pessoas ao cristianismo durante todo o seu ministério”, disse Monson. “É claro que isso é incrível, são números impressionantes. É como se um pequeno estado dos Estados Unidos tivesse se convertido ao cristianismo sob sua influência.”

Para chegar à sua conclusão comparativa, ele levou em consideração que os métodos de tradução de Barnwell são usados ​​no projeto do filme Jesus, que, segundo ele, ela reescreveu "do zero".

“E desde que ela fez isso, 400 milhões de pessoas se tornaram cristãs depois de assistirem ao filme Jesus. E esse era o trabalho paralelo dela. Nem era sua carreira principal”, disse Monson. “Então, quando você compara isso com os 3 milhões de conversões de Billy Graham, estamos falando de uma influência, às vezes, 100 vezes maior ou mais em termos de conversões globais ou pessoas se tornando cristãs no mundo todo.”

Mas para Monson, que narra o trabalho de Barnwell no livro recém-lançado pela B&H Publishing, "Katherine Barnwell: Como uma mulher revolucionou as missões modernas", sua influência não para por aí.

Barnwell, agora com 86 anos e trabalhando remotamente de sua casa em Londres, exala humildade. Como é ser tema de uma biografia?

"Que vergonha!", escreveu ela em um e-mail para a Baptist Press, com um ponto de exclamação incluído. Mas ela considerou Monson gentil.

Ele “escreveu sobre as conquistas, em vez dos fracassos – as vezes em que perdi uma oportunidade ou permaneci em silêncio quando deveria ter me manifestado”.

Nesta fase da vida, ela destaca o trabalho em equipe como o maior objetivo de seu ministério.

“Reconhecendo que precisamos trabalhar juntos como uma equipe, compartilhando talentos e habilidades, tentando ajudar os outros a desenvolver seus dons e habilidades, trabalhando em parceria com amigos de todas as nacionalidades e origens”, disse ela à Baptist Press.

Ela ainda não terminou. Do computador de casa, ela trabalha com tradutores de Mbembe no sudeste da Nigéria, onde começou sua missão com o Projeto de Língua Mbembe, interagindo com líderes religiosos locais, treinando e incentivando tradutores.

Antes de partir para o campo missionário, ela frequentava a All Souls Langham Place, pastoreada por John Stott, e hoje frequenta a Igreja Livre de Goring, não denominacional, em Thames Valley, que a tem apoiado ao longo de seu ministério.

Ela anseia por um tempo "em que pessoas de todas as línguas terão pelo menos algumas, e depois mais, Escrituras em seu próprio idioma".

Monson conta a história de Barnwell sobre o desenvolvimento de um método de tradução que valorizava e apreciava o conhecimento e as capacidades das populações locais que ela servia, começando no sudeste da Nigéria.

“Então, foi ela quem realmente abriu essa porta para ensinar as pessoas a enxergarem sua própria língua de uma perspectiva mais linguística e a partir de uma metodologia de tradução, para que pudessem traduzir as Escrituras fielmente para o seu próprio idioma”, disse Monson à Baptist Press. Ele compara isso à maneira como o apóstolo Paulo plantava igrejas em suas viagens missionárias: estabelecendo igrejas, treinando líderes locais que falavam os idiomas e conheciam a cultura, e seguindo em frente.

Assim como Paulo, Barnwell enfrentou dificuldades e provações no campo missionário enquanto trabalhava na tradução da Bíblia.

“Após meio século em missões, Katharine Barnwell não era estranha ao perigo. Seis vezes foi assaltada à mão armada, duas vezes atacada por ladrões armados. Fugiu de uma guerra civil a pé e rio acima sem documentos”, escreveu Monson em seu livro. Em uma ocasião, ela e uma equipe de tradutores foram assaltados à mão armada por um grupo de saqueadores na Nigéria, que roubaram vários laptops. “Ela suportou ameaças constantes de terroristas e o perigo constante da malária. Era conhecida por abrir mão de comida e sono para que outros pudessem comer e ter uma cama quente.”

Ao considerar a influência de Barnwell, Monson vai além de seu trabalho de tradução no projeto do filme Jesus, abrangendo também as traduções bíblicas concluídas nas últimas quatro décadas.

“Então, se você consultar qualquer Bíblia impressa ou gravada em MP3 no mundo, que tenha sido parcial ou totalmente concluída nos últimos 30 ou 40 anos”, disse ele à Baptist Press, “praticamente todas foram feitas de acordo com o treinamento, os métodos, os ensinamentos e os discípulos dela. E é isso que a torna uma das missionárias ou cristãs mais influentes de toda a história.”

À medida que a igreja global compartilha o Evangelho, ela está usando Bíblias e Escrituras traduzidas por métodos desenvolvidos por Barnwell, disse Monson.

“Então, em termos de número de pessoas que se dizem cristãs”, disse ele, “(ela) pode ser mais de cem vezes mais influente do que Billy Graham.”

Via Baptist Press


A Sociedade Bíblica do Brasil publicou o livro Tradução Bíblica - Um curso introdutório aos princípios básicos de tradução, de Katherine Barnwell. Confira AQUI.


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Fracasso, a Porta dos Fundos para o Sucesso – A história de George Verwer e da Operação Mobilização

 


O oficial da KGB encarregado do meu interrogatório disse que eu era um espião. "Temos um lugar para espiões americanos", ele me disse. "Se chama Sibéria."

As coisas não estavam indo bem. Os soviéticos pegaram nosso veículo. Eles estavam interrogando meu parceiro, Roger, em outra sala. Era simplesmente uma questão de tempo até que descobrissem as Bíblias e o material impresso que havíamos contrabandeado para dentro do mundo comunista.

Isso foi em 1961, quando a Guerra Fria estava em pleno vapor. Meu sonho de levar o evangelho para dentro de países fechados – sem mencionar minha própria vida – poderia chegar ao fim muito rápido. O que fazer?

Qualquer pessoa que me conhecesse não ficaria surpresa do fim que me esperava. As pessoas me chamavam de radical. Desde minha conversão em 1955 numa conferência de Billy Graham, em Nova Iorque, eu mergulhava de cabeça diante de qualquer oportunidade que surgia para compartilhar o evangelho. Pouco depois da minha conversão eu tive a oportunidade de falar para todos os alunos do meu colégio, e usei-a para compartilhar sobre Jesus. Eu compartilhei da minha fé, indo de porta em porta. Organizei conferências – 600 pessoas vieram à frente em uma delas, 125 confessaram sua fé em Jesus Cristo (incluindo meu próprio pai). Em 1957 eu trabalhei para enviar pessoas para uma conferência do Billy Graham, lotando literalmente um ônibus, mas eu mesmo não pude ir para esta cruzada. Todos os assentos estavam ocupados e eu não queria tomar um lugar que poderia ser ocupado por alguém que ainda não era cristão. Então, enquanto Billy Graham compartilhava no Madson Square Garden eu fui para as ruas de Nova Iorque pregar. Mais tarde, junto com dois amigos, viajei para o México.

Isso fazia sentido. Por que não ir para um lugar onde as pessoas ainda não tinham ouvido falar do evangelho?

Naqueles dias o México era um país semi-fechado. Protestantes eram perseguidos. Importar literatura cristã era ilegal. Nosso carro estava carregado com literatura e não tínhamos ideia de como iríamos atravessar a fronteira. Mas nós cruzamos. Oramos muito, empurramos a literatura para baixo dos colchões, cruzamos a fronteira durante a noite e eles acenaram para nós.

Fomos trabalhar entre as pessoas que moravam no lixão. Fiquei chocado com a enorme pobreza que presenciei ali. Conforme eu via moscas caminhando sobre os olhos de pequenos bebês meu coração clamava a Deus: "O que posso fazer para despertar esta nação para o evangelho de Jesus Cristo que transforma vidas?" Decidimos ir para a rádio. Havia apenas um problema, no México eram proibidas rádios cristãs. Eu pensei, deve haver um jeito para resolver isso!

Voltei para os Estados Unidos, fiz a transferência do curso de Artes Livre para o Instituto Bíblico Moody, organizei uma equipe de cinco pessoas e voltei para o México. Antes de partir oramos e quando chegamos no México Deus nos deu um plano. Abrimos uma livraria e fomos para uma estação de rádio local, dizendo: "Representamos uma livraria e queremos fazer uma propaganda. Vendemos Bíblias. A razão pela qual as pessoas não compram Bíblias é porque elas não sabem o que tem nela. Gostaríamos de ler a Bíblia em nossa propaganda." Funcionou. Lemos e explicamos as Escrituras através de uma rádio no México. Este foi o início de um programa semanal de 15 minutos. De volta no Moody eu orei, planejei, organizei e li livros missionários. Eu sonhava em ir para países como o Iraque e Afeganistão. Quase não havia cristãos ali – era a oportunidade perfeita!

Eu não queria que o romance me desviasse, então eu entrei no que chamei de "jejum social" (buscando a escolha de Deus) – não namorar! Isso durou dois anos. Até que um dia eu encontrei Drena, uma funcionária do Moody. Meu jejum social terminou imediatamente. Estava apaixonado!

Eu queria ter certeza de que Drena compartilhava do meu compromisso radical com a evangelização mundial, então, no meu primeiro encontro, eu disse a ela, "Provavelmente não irá acontecer nada entre nós, mas eu vou ser um missionário, e se você se casar comigo irá provavelmente acabar sendo comida por canibais em Nova Guiné."

Definitivamente ela não estava apaixonada por mim, mas eu insisti. Por fim, ficamos noivos. Eu nunca gostava de gastar dinheiro porque queria que até mesmo a menor moeda fosse gasta com o evangelho. "Por que comprar refeições se o Moody as oferecia pra nós" – era o que eu pensava. Um dia, quando havíamos saído pra passear no Lago Michigan (eu geralmente ficava sem comer, mas não achava certo pedir a ela que também não comesse), pedi ao Senhor que de alguma forma suprisse a comida pra ela, sem que tivéssemos que gastar nenhum dinheiro. As pessoas sentadas atrás de nós estavam fazendo um piquenique, pegaram suas coisas e foram embora. Eu fui para a lixeira, puxei um saco de papel marrom que eles haviam jogado fora e descobri um sanduíche que não havia sido desembalado. Eu o dei para minha noiva. Ela teve uma ideia bem real sobre com quem estava se casando!

Nos casamos em Milwaukee em 1960, logo após minha formatura. Naquela época eu não me importava muito com cerimônias de casamento, então o nosso foi depois de um culto de domingo pela manhã, assim o pastor pôde pregar o evangelho para os não convertidos que estavam presentes. Durante a recepção, meu melhor amigo, Dale Rothon, se colocou de pé e disse, "A coisa principal que vocês podem dar a George e Drena é oração, porque eles estão vendendo tudo por  evangelho."

Nós abrimos mão da lua-de-mel e fomos para o México. No caminho decidimos não gastar nenhum dinheiro. Na primeira noite eu levei nosso bolo de casamento para um posto de gasolina em Wheaton, oferecendo-o em troca de gasolina. Eles encheram o tanque e me deixaram ficar com o bolo. Na manhã seguinte, um outro dono de posto – um cristão – também me deixou ficar com o bolo. A pessoa seguinte não foi tão generosa, ele gostou do bolo e o trocamos por gasolina. Fizemos todo o percurso até o México sem gastar nenhum centavo.

Nos seis meses seguintes abrimos livrarias e evangelizamos. Então nos mudamos para outro país fechado, a Espanha. Lá, debaixo do domínio de Franco, havia pouca tolerância para o evangelho. Então fizemos de lá nossa base enquanto eu estudava russo e me preparava para partir em direção à União Soviética.

O plano para a União Soviética era simples. Roger Malstead e eu contrabandeamos porções das Escrituras e uma imprensa para dentro do país. Então planejamos enviar os evangelhos pelo correio para endereços tirados de uma lista telefônica. As coisas estavam indo bem até que, acidentalmente, eu espirrei manteiga derretida em um dos evangelhos e concluí que ele estava estragado.

"Jogue-o no vaso sanitário e dê descarga," sugeriu Roger.

Mas eu odiava a ideia de desperdiçar as Escrituras. "Eu sei o que fazer," pensei, "Vou achar uma área isolada na parte rural, onde ninguém pode nos ver, e vou jogá-lo pela janela. Então alguém pode pegá-lo e lê-lo!"

Isso foi um grande erro. Alguém nos viu. Uns quinze quilômetros adiante fomos parados por um grande bloqueio e presos como espiões. Eles nos interrogaram por dois dias. Eu decidi contar-lhes a verdade. Quando eles encontraram a imprensa e todo o restante de nossa literatura escondida no nosso carro, ficaram apavorados.

Fomos manchete nos noticiários da Rússia Soviética. Pravda gostou tanto da história que eles a publicaram novamente dez anos depois.

Durante o período de nosso interrogatório os russos haviam acabado de enviar o primeiro russo para o espaço. O interrogador me disse, "Olhe, nós temos nosso astronauta lá fora, procurando ao redor, e não encontramos o seu Deus." Depois de dois dias eles se convenceram de que éramos fanáticos religiosos, e não funcionários da CIA. Com guardas armados com metralhadoras fomos escoltados até a fronteira com a Áustria.

Meu alvo, objetivo e desejo era levar o evangelho para dentro de países fechados. Havíamos acabado de entrar em um dos países mais fechados do mundo e rapidamente fomos expulsos. "O que Deus está fazendo?", eu me perguntava. Decidi que era hora de orar. Eu subi no alto de uma árvore numa montanha na Áustria para ficar sozinho, e assim conseguir orar. Gastei aquele dia em oração.

Aquele dia revolucionou minha vida e meu ministério. Deus me mostrou que minha visão era muito pequena. Ele me mostrou que meu trabalho era mobilizar a igreja, e ele queria que eu começasse com a igreja na Europa. Isso fazia sentido, europeus podiam dirigir para os países fechados. Os americanos, pelo contrário, precisavam cruzar o Atlântico antes de conseguirem chegar na maioria dos países que queríamos alcançar. A quantidade de dinheiro necessário para enviar um americano para um país fechado poderia levar dois ou três europeus para o mesmo lugar. Até mesmo depois de chegarem lá os europeus normalmente eram melhor recebidos do que os americanos.

Eu mal sabia que isso se tornaria o modelo precursor de uma mudança radical na mentalidade missionária. Este conceito explodiu da Europa para a Ásia, África e depois para a América Latina. Pessoas de vários países diferentes tornaram-se parceiros igualitários no trabalho missionário.

Deus me deu um nome - o nome que permaneceu: Operação Mobilização - OM.

Deus também me mostrou como mobilizar a igreja juntando pessoas para um verão, por dois anos, e enviando-as para campanhas. Depois, enviando-as de volta para suas igrejas ou para outra agência missionária para energizar, revitalizar a igreja e espalhar a visão.

Isso foi em 1961. Quase não se ouvia falar em viagens missionárias de curto-período. Isso foi um conceito revolucionário, mas funcionou.

No verão seguinte recrutamos 200 voluntários. No segundo verão, em 1963, nosso grupo cresceu para 2.000, alcançando 25 milhões de pessoas. Nos mudamos para Londres onde montamos uma frota de 120 caminhões velhos. Cruzamos o Canal Inglês, nos dividimos em equipes e dirigimos para alcançar os não-alcançados. Um ano após minha prisão na União Soviética enviamos europeus para a URSS que falavam fluentemente o russo e podiam fazer mais do que eu jamais poderia.

Focamos em ir para dentro de países fechados. Esta foi a razão pela qual eu enviei Dale Rhoton para avaliar o Afeganistão. "Enquanto você estiver na região", eu disse, "você também deve checar o Paquistão e a Índia." Sinceramente eu não tinha grandes expectativas daquela viagem. Eu sabia que havia missionários trabalhando na parte oeste do Paquistão e já havia me encontrado com cristãos vibrantes na Índia. Pelo fato das igrejas mais fortes estarem alcançando a índia imaginei que o país não precisava de nós. Mas Dale me disse o contrário. "A Índia precisa de nós," ele disse.

Então enviamos duas equipes para a Índia e eles dirigiram rumo a este país em caminhões velhos, encarando todo tipo de problemas para chegarem lá. Me sentia responsável, pois mesmo havia recrutado muitos membros daquelas equipes. Então, no final de 1963 eu voei para a Índia para ver como as coisas estavam indo.

A Índia me chocou. Viajei ao redor de trem, evangelizando e distribuindo folhetos. Fiquei pasmo com as necessidades das pessoas nas vilas e cidades. Eu disse para minha esposa, "Estamos nos mudando para a Índia."

Moramos em Bombaim. As pessoas eram atraídas por nossa mensagem radical sobre discipulado, renúncia completa, missões mundiais e oração. Ao invés de sentir que precisávamos importar missionários estrangeiros todas as vezes que desejávamos que algo fosse feito, fizemos parcerias com a igreja na Índia e apoiamos o ministério dos nacionais.

Nosso trabalho explodiu e então fui expulso do país. Desta forma nos mudamos para Katmandu, pois os indianos podiam ir nos visitar sem precisarem de visto. Nos especializamos em treinamento de liderança e também iniciamos o trabalho no Nepal.

A logística estava se tornando um desafio. Dirigir caminhões velhos que iam e voltavam por toda a Europa e Ásia não estava funcionando muito bem. Enquanto orava por isso e olhava para o globo, fiquei impressionado com quanta água existe na superfície da terra.

Então senti que precisávamos de um navio!

Quando compartilhei a ideia com igrejas na Europa alguns riram. Para outros, possuir um navio era uma extravagância. Mas quanto mais eu orava sobre isso, mais eu me convencia de que Deus queria que comprássemos um navio, e eu queria isso o mais rápido possível. Impaciência, eu admito, é uma de minhas fraquezas, e Deus lidou com isso me fazendo esperar. Esperamos por seis longos anos antes de que nosso primeiro navio, Logos, pesando 2.319 toneladas, fizesse sua primeira viagem em 1971 da Inglaterra para a Índia.

Naqueles dias não acreditávamos em captação de recursos. Pensávamos que tínhamos que seguir o exemplo de Hudson Taylor e George Muller – de nunca tornar público nossas necessidades, orando secretamente e confiando na provisão de Deus. Quando assinamos o contrato de compra do Umanak (o qual se tornou o Logos 1), tínhamos dinheiro suficiente para fazer um depósito, mas não o suficiente para completar a compra. Oramos, Deus proveu, e no vencimento do prazo conseguimos a quantia exata para concluir a aquisição e rebocar o navio para o dique seco para ser revisado e pintado.

Embora fosse empolgante ter finalmente o nosso navio, agora que o tínhamos estávamos tendo uma visão completa do que isso significava. Na verdade quase tivemos um choque de medo quando nos conscientizamos dos riscos deste projeto – um navio antigo, sem seguro, com todos aqueles jovens a bordo com seus pais aguardando ansiosos nos "bastidores". Eu costumava ter pesadelos com o navio afundando e acordava pensando, "Vamos mantê-lo em regiões de clima mais quente, porque se ele afundar pelo menos estes jovens terão uma chance. Se você afundar em mares gelados a esperança é bem menor."

Apesar de nossas ansiedades o ministério do navio tornou-se muito maior do que jamais poderíamos esperar. Nós adquirimos um segundo navio, maior (o Doulos) e ambos tornaram-se livrarias flutuantes e centros literários, bem como pontos de partida para missões de curto-período. Tripulados por 400 voluntários de 40 a 50 nações diferentes, nossos navios visitaram portos por todo o mundo, da Índia à Jamaica e do Egito à China comunista.

A Operação Mobilização cresceu para 4.000 trabalhadores de período integral, além de outras 3.000 a 4.000 pessoas que se unem durante o ano para curto-período. 130.000 pessoas já foram treinadas na OM, representando muitas denominações. Mais de 100 agências missionárias foram constituídas por fundadores ou líderes que estiveram na OM. Nosso ministério de literatura, Send The Light (STL), no Reino Unido, agora é um ministério separado com 600 empregados e 40 livrarias. Estamos em mais de 100 países, incluindo algumas nações de acesso difícil e limitado ao redor do mundo. E nos tornamos um ministério muito mais holístico. Nos últimos dez anos temos colocado carne e osso na compaixão de Jesus ao alcançar vítimas de terremotos, enchentes, guerra e pobreza – suprindo necessidades tanto físicas quanto espirituais.

Este crescimento é uma resposta direta e entusiasmante de oração. Ninguém realiza nada sem Deus. Nós também, com certeza, não entraríamos em países fechados sem muita oração. Também temos visto respostas pessoais à oração. O pai da minha esposa foi morto na Segunda Guerra Mundial. Seu padrasto pediu para que ela saísse de casa, pois ele era anti-cristãos. Ainda assim, depois de 25 anos de oração, ele se tornou um cristão.

No Moody éramos conhecidos como o grupo que estava sempre orando. Isso foi no final dos anos 50 quando não se ouvia falar sobre oração em grupos pequenos. Na mesma época tenho certeza de que outras pessoas estavam iniciando esta prática de orar em grupos pequenos, uma abordagem que se espalhou como um fenômeno por todo o mundo. Agora é parte de nossa cultura. Em 1958 começamos a nos encontrar para passarmos metade da noite em oração – uma prática que tem continuado por quarenta e três anos.

Eu creio na prática da oração. Eu creio que Deus responde orações. Mesmo as orações não respondidas, ou aparentemente não respondidas, tornam-se o meio pelo qual Deus forma verdadeiros homens e mulheres. Minha vida é cheia de orações não respondidas. Nem 50 por cento de minhas orações foram respondidas, pelo menos não ainda.

Eu miro alto, pois creio em um Deus grande e poderoso. Quando minhas esperanças, sonhos e orações não são realizados, fico desanimado. Na verdade, por toda minha vida lutei contra o desânimo. Mas eu me firmo nas promessas de Deus. Eu determinei que não vou permitir com que o sol se ponha sobre o meu desanimo. Isso pode ser um desafio.

Certamente nós enfrentamos tempos difíceis. Um pouco antes da meia-noite do dia 4 de Janeiro de 1988, o Logos bateu em uma pedra no Canal de Beagle, na parte mais sul da América do Sul. Todas as 159 pessoas a bordo (incluindo um bebê de seis meses de idade), foram resgatados, e o navio naufragou.

Na noite de 10 de Agosto de 1991, dois jovens missionários da OM foram assassinados quando um terrorista lançou uma granada durante uma reunião. Estávamos ancorados em Zambanga, nas Filipinas. Uni missionário da OM foi sequestrado por afegãos e nunca mais ouvimos falar dele. Uma outra pessoa foi baleada na Turquia. Eu não sei porque estas coisas acontecem. Há um ministério no sofrimento que nunca iremos compreender completamente.

Eu não sou a mesma pessoa de 1960. Sim, eu ainda sou entusiasmado para compartilhar o evangelho, mas Deus teve que mudar a mim e minhas ideias. Muitos de nós que recebemos ensinos bíblicos nos anos 50 temos uma tendência de fariseus – uma tendência de assassinar a graça. Nossas ideias sobre dinheiro, oração e evangelismo, e nossas regras feitas por homens tornaram-se o modo de medir o quão espiritual nós somos. Éramos julgadores, mesmo quando tentávamos não ser, nossa linguagem corporal nos denunciava.

Eu era tão focado, tão zeloso, tão determinado que costumava passar pelas pessoas sem perceber que elas estavam ali. Muitas verses eu fui duro demais com minha esposa. Deus me confrontou a respeito destas coisas, logo no primeiro mês de nosso casamento quando feri minha esposa e a vi chorando. Deus usou o ministério de homens como Oswald J. Smith e Roy Henssion para me trazer de volta, chorando, para a cruz.

Deus me mostrou que I Coríntios (o capítulo do Amor) era o capítulo mais importante da Bíblia pra nós. Embora eu creia em missões mundiais e compromissos radicais, estas coisas não significam nada se não tivermos o amor de Cristo.

Precisamos de grandes corações. Precisamos do que Charles Swindoll chama de "despertar da graça". Precisamos de um cristianismo consistente e equilibrado.

 

George Verwer, no livro Gotas de Uma Torneira Quebrada


terça-feira, 25 de março de 2025

Num Dia Eterno - Um poema sobre os heróis da fé

 


Num Dia Eterno

 

Estevão foi apedrejado pelas pedras de Saulo

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Acordou num Dia Eterno

 

Paulo foi decapitado pela espada de Roma

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Assomou num Dia Eterno

 

Tomé foi atravessado pelas lanças dos indianos

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Aportou num Dia Eterno

 

Lúlio foi apedrejado pelos muçulmanos de Túnis

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Renasceu num Dia Eterno

 

Jan Huss ardeu na fogueira de Maria a Sanguinária

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Triunfou num Dia Eterno

 

Bonhoeffer foi enforcado pelas mãos do Reich

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Pisou num Dia Eterno

 

Jim Elliot foi atravessado pelas flechas dos Auca

E, com honras e coroas de mártir e emissário

Despertou num Dia Eterno

 

E você, do sofá,

Quando, onde e sob que honras e coroas

Espera despertar?


Sammis Reachers


domingo, 16 de março de 2025

Pregando na Índia: "E o Verbo se fez Carne" - Stanley Jones

 


Quero vos falar hoje a respeito do que é para mim o versículo mais importante da Bíblia. Talvez eu sinta assim porque estou escrevendo um livro sobre o assunto. Vai ser publicado nos Estados Unidos e leva o titulo "E O VERBO SE FEZ CARNE". Se eu tivesse que escolher o versículo mais importante das Escrituras, apontaria este que dá o título ao meu livro, porque é o que distingue a fé cristã das demais.

Quando fui trabalhar na Índia encontrei essa atitude por parte do povo: tudo o que havia de bom na Bíblia se encontrava em seus livros sagrados. A Índia tem passado por três fases quanto à fé cristã. A primeira foi: "O cristianismo não é a verdade". Não puderam provar isso, então mudaram de opinião e chegaram a uma segunda fase: "O cristianismo não é uma coisa nova". A terceira fase é a atual: "O cristianismo não é vivido pelos cristãos". A maior parte de minha vida na Índia, passei-a quando vigorava a segunda fase. Tudo o que dizia para eles, encontravam um paralelo. Pegavam de seus livros sagrados e liam para mim algo semelhante.

Na América do Norte fui entrevistado em um programa de televisão por uma senhora israelita. Ela me perguntou: "Por que o Senhor anda percorrendo o mundo para pregar? O que o senhor tem que os outros não têm?" Respondi-lhe com uma única palavra: "Cristo. Eu tenho Cristo". Esta é a única coisa diferente que temos dos demais. Sadhu Sundar Singh foi um grande místico da Índia. Entrevistado por um europeu que se havia convertido ao Hinduísmo, este lhe perguntou: "O que você encontrou na sua nova fé que não havia encontrado na velha?" O Sadhu respondeu: "Cristo". "Sim", disse o europeu, "mas eu quero saber o que encontrou que nunca viu antes". A resposta veio rápida: "Esta coisa especifica é Cristo". Ele estava absolutamente certo. Mas o que é esta coisa única nesta pessoa única? É "O VERBO SE FEZ CARNE". Todas as demais religiões eram a palavra tornando-se palavra, uma filosofia, um moralismo. Quando cheguei à Índia há 56 anos atrás encontrei esta situação de norte a sul.

Encontrava-me na cabine de um trem, na Índia, com um cavalheiro maometano. Pensei comigo mesmo: "sou um missionário e devo começar a trabalhar". Li, então, para ele o Sermão do Monte. Quando terminei a leitura ele me disse: "É muito lindo, mas temos isto nos nossos livros sagrados". E quando apontei o versículo que diz: "quando te baterem na face direita, oferece também a outra", simplesmente respondeu: "temos isto também nos nossos livros sagrados" e citou uma afirmação tirada de seus livros: "Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere". "Então isto não é amar os inimigos?" "Sim", confessei". Então falei de Cristo oferecendo-se em sacrifício por nós. "Temos a mesma coisa", disse, "os Vedas dizem que Projapti, o Senhor das criaturas, deu-se a si mesmo em sacrifício. Não é Deus oferecendo-se por nós?" Tive de confessar que era. Então falei sobre Deus levando sobre si nossos pecados. Ele respondeu: "Temos isto também. Shiva do Pescoço Azul é assim chamada porque bebeu veneno para fazer sacrifício pelos nossos pecados, para que nós provássemos a ambrosia. O veneno parou em seu pescoço, tornando-o azul. Não é Deus tomando sobre si os nossos pecados?". "Sim", tive que responder. E assim por diante, tudo que eu falava, ele encontrava um paralelo. Então o que era novo?

Permaneci contra a parede durante vários anos até que percebi num relance o que era novo. E quando tive esta nova concepção, vi um mundo novo. Quando eles me falavam de todas essas passagens paralelas, via que se tratava de palavras transformadas em palavras. Mas quando Jesus, na cruz, disse: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem", isto não era palavra tornando-se palavra, mas palavra tornando-se carne. Quando eles diziam que seu Deus se deu por eles, era mera lenda, sem qualquer referência histórica. E quando falavam de Shiva, que tomou veneno, era outra lenda, não era um fato. Não havia nenhuma prova de que ele tivesse algum dia bebido aquele veneno. Mas quando Cristo se deu na cruz, era um fato histórico, era a palavra do sacrifício, fazendo-se carne. Ele bebeu o veneno dos nossos pecados para que tivéssemos a ambrosia da vida eterna. Então eu vi a diferença entre o cristianismo e as demais religiões. Todas as outras eram meras palavras que se faziam palavras. Mas Cristo é o Verbo que se fez carne. Esta é a diferença essencial, fundamental.

Todas as grandes filosofias do mundo estavam completas antes da vinda de Cristo ao mundo. As grandes nações filosóficas do mundo, Grécia, China e Índia, já haviam completado suas filosofias. Além destas filosofias assentadas o mundo não vai mais adiante. Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isto mesmo há somente um Evangelho.

Trecho do livro Jesus É Senhor (baseado em palestras que Stanley Jones proferiu quando de uma de suas visitas ao Brasil). Shedd Publicações, 2005.


quinta-feira, 6 de março de 2025

A vida de grandes missionários em poemas de cordel... produzidos por IA

 

Você sabia que a Inteligência Artificial, além de gerar textos em prosa, também é capaz de criar poemas? Isso mesmo.

A discussão sobre a IA, seus perigos e implicações está na ordem do dia. Mas, para além do debate, é inegável que ela oferece imensas possibilidades aos seres humanos. E outro debate, este de âmbito mais restrito, se estabelece: A igreja deve se utilizar deste novo recurso? Acreditamos que sim, pois todos os recursos e ferramentas, se bem empregados, são válidos para o cumprimento das Missão.

Pensando nisto, solicitamos que a IA (Chat GPT) criasse poemas “de cordel”, narrando as vidas de diversos missionários de renome.

Muitos brasileiros que dedicaram suas vidas à expansão do Reino poderiam figurar aqui; mas, até a altura em que executamos a tarefa, o Chat GPT era treinado em bases de dados fundamentalmente em inglês, não possuindo acesso maior a informações sobre missionários brasileiros.

Claro, o programa não é perfeito: não conta sílabas, e por vezes derrapa na rima, ou deixa de executá-la; vezes outras, torna-se repetitivo. No entanto, talvez surpreendentemente, os poemas são bastante aceitáveis ou razoáveis, e seu valor enquanto ferramenta de edificação, informação e promoção missionária não pode ser negado. Realizamos algumas correções e “melhorias”, num ponto ou noutro apenas.

E eis aqui o resultado desta iniciativa, poemas narrando as vidas desses abnegados servos e servas de Cristo.

Os poemas foram publicados originalmente no colossal (1.100 páginas!) Almanaque do Mobilizador Missionário, que por sinal é um e-book de download GRATUITO, reunindo poemas, peças teatrais, ilustrações, dinâmicas e esboços de sermão/estudo bíblico, tudo sobre os temas de missões e evangelização. Baixe o seu AQUI.

  

William Carey

 

Nas terras do Oriente, onde o sol desponta

Surge a história de Carey, ao inferno afronta.

William Carey, filho da Inglaterra a brilhar,

Numa missão divina, no coração a pulsar.

 

Pintor de sapatos, com um dom especial,

O chamado divino o torna pregoeiro celestial.

"Vá, ensine, batize", a ordem proclamada,

Na Índia, Carey começou sua jornada.

 

Com a Bíblia em mãos, traduziu sem cessar,

Línguas antigas, para o povo decifrar.

Plantou igrejas, como sementes no chão,

Cultivando a fé, uma sagrada plantação.

 

Bengala era seu campo, onde a luz surgiu,

Hospitais e escolas, onde o amor reluziu.

Carey, agricultor de almas em incansável semear,

Sua vida, um cordel, para o mundo cantar.

 

Enfrentou perigos, epidemias sem temor,

Nos campos missionários, era um proclamador.

Lutou contra costumes, contra o estigma social,

Um pioneiro incansável, um herói sem igual.

A ciência também viu seu intelecto aflorar,

Meteorologia, botânica, a tudo a estudar.

Seu saber se misturava ao fervor da missão,

Numa combinação única, fonte de inspiração.

 

William Carey, apóstolo da Índia, Pai das Missões,

Seu nome ressoa como um canto às nações.

Nas letras da Bíblia, nas escolas que criou,

Sua vida é um épico, uma epopeia que voou.

 

Ao vento do tempo, seu cordel ecoa,

Como uma melodia que na alma se entoa.

Que sua história soe, como um trovão no céu,

De um pequenino de Deus que cumpriu seu papel.

 

 

 

Gladys Aylward

 

No longínquo solo inglês, um sonho nasceu,

Gladys Aylward, missionária, o mundo conheceu.

Na China distante, seu coração queria estar,

A mensagem do Evangelho ela queria proclamar.

 

De uma humilde origem, com recursos singelos,

Gladys sonhava em ajudar os povos amarelos.

Com um coração corajoso e determinação sem par,

Na China distante, seu chamado foi brilhar.

 

Longas jornadas de trem e mar enfrentou,

Rumando para a China, onde a verdade plantou.

Em terras estrangeiras, desafiou as barreiras,

A língua, os costumes, rompendo fronteiras.

 

A cultura chinesa, ela abraçou de coração,

Aprendeu o idioma, buscando integração.

Com amor e compaixão, serviu as crianças,

Resgatando órfãos, dando-lhes novas esperanças.

 

Superando barreiras e desafios no caminho,

Gladys Aylward mostrou-se um sopro de carinho.

Ensinou o idioma, cuidou dos órfãos com amor,

Em meio às vilas chinesas, seu coração vivia o louvor.

 

As estradas montanhosas, ela percorria a pé,

Levando sem desfalecer de Cristo a palavra de fé.

A missão era grande, o trabalho árduo e duro,

Mas Gladys persistia, pois tinha um propósito puro.

 

Nos dias mais difíceis, a missionária não desistia,

Seu amor por Cristo e pelas pessoas nunca se extinguia.

Resgatou crianças, protegeu as vidas mais frágeis,

Uma luz brilhante em meio a tempos tão instáveis.

 

Em meio à guerra e conflitos, ela não temia,

A proteção de Deus, em cada passo, sentia.

Refugiou-se em uma cidade, salvação encontrou,

Salvando vidas, coragem e compaixão demonstrou.

 

Seu legado ecoa além do tempo e do espaço,

Uma mulher destemida, de fé e abraço.

A história da missionária Gladys Aylward ressoa,

Inspirando almas a seguirem a jornada boa.

 

Que seu exemplo nos encoraje a perseverar,

A levar a luz de Cristo onde quer que possamos chegar.

Gladys, a missionária de coração cheio de amor,

Sua vida é um testemunho, uma canção em louvor.

 

Gladys Aylward, missionária destemida,

Seu nome ecoa na história, com grande vida.

Que seu exemplo de amor e dedicação,

Nos inspire a seguir a missão com convicção.

 

  


Mary Slessor

 

Vou contar a história de uma mulher valente,

Mary Slessor, a missionária, do coração ardente.

Nascida na Escócia, no século dezenove,

Uma vida de serviço ao próximo viver lhe aprouve.

 

Desde jovem, sentiu um chamado especial,

Levar o Evangelho ao continente africano, sem igual.

Partiu para a Nigéria, onde a escuridão imperava,

Com fé e determinação, a esperança ela levava.

 

Entre tribos e povos, Mary se aventurou,

Aprendeu seus costumes e línguas, se adaptou.

Com seu coração generoso, estendeu a mão,

Aos menos favorecidos, levando amor e compaixão.

 

Nas aldeias remotas, onde o medo reinava,

Mary Slessor brilhou, a coragem não lhe faltava.

Resgatou crianças abandonadas, órfãs sem lar,

Ofereceu-lhes abrigo, cuidado e um lugar para amar.

 

Em Okoyong, construiu uma casa de amor,

Um refúgio seguro para os que não tinham valor.

Ensinou sobre Jesus, sobre a graça e o perdão,

Plantando sementes de esperança naquela região.

 

Nas terras africanas, enfrentou epidemias e enfermidade,

Com coragem e compaixão, curando feridas com bondade.

Combateu as práticas vis, supersticiosas e cruéis,

Promoveu a justiça e a igualdade, ideais nobres, fiéis.

 

Mary Slessor, a missionária incansável,

Seu exemplo de coragem é inegável.

Sua dedicação ao povo africano é louvável,

Uma luz brilhante em um mundo instável.

 

Seu legado perdura, inspirando gerações,

A amar ao próximo e buscar transformações.

Que sua história seja contada com devoção,

Honrando a memória de seu grande coração.

 

Encerro este cordel com reverência e gratidão,

A Mary Slessor, exemplo de devoção.

Que sua vida seja exemplo para a humanidade,

De dedicação, amor e generosidade.

 

 

 

John Patton

 

Vou contar a história de um missionário valente,

John Patton, um homem cheio de fé e ardente.

Nasceu na Escócia, um coração repleto de amor,

Pronto para levar o Evangelho aonde fosse o clamor.

 

Desde jovem, sentiu o chamado de Deus,

Para ir além das fronteiras, a terras longe dos seus.

Partiu para as ilhas do Pacífico, sem hesitar,

Onde tribos pagãs esperavam a luz brilhar.

 

Enfrentou mares bravios, tempestades sem fim,

Mas a coragem em seu peito jamais teve um fim.

Entre canibais de um mundo desconhecido,

John Patton se mostrou destemido.

 

Aprendeu o idioma, adaptou-se à cultura,

Com paciência e perseverança, construiu a estrutura.

Escolas, igrejas, um lugar de abrigo,

Onde os nativos encontravam consolo amigo.

 

Enfrentou ataques, doenças e adversidade,

Mas sua fé em Deus o mantinha com serenidade.

Com a Bíblia em mãos, ele proclamava o amor divino,

Desafiando o paganismo, semeando o trigo fino.

 

Seu testemunho pelo arquipélago se propagava,

Os nativos escutavam, o Evangelho lhes abraçava.

Vidas transformadas, corações cheios de gratidão,

John Patton, o mensageiro, cumprindo sua missão.

 

Seu legado se espalhou por toda a nação,

Inspiração para outros, em busca de salvação.

Que sua história seja contada, por gerações e mais,

Um exemplo de dedicação, amor e paz.

 

John Patton, o missionário do Pacífico, sem igual,

Seu nome ressoa nos corações, como um vendaval.

Sua vida dedicada a Deus e ao próximo,

É exemplo de serviço e amor deveras máximo.

 

Encerro este cordel com reverência e gratidão,

A John Patton, o missionário da determinação.

Que sua vida e legado perdurem na eternidade,

Como um farol de fé e amor, em toda a humanidade.

 

 

 

Hudson Taylor

 

Vou contar a história de um homem de Deus,

Hudson Taylor, missionário corajoso dos céus.

Nascido na Inglaterra, deu seu coração a outra terra,

Na China distante, onde a luz de Deus se encerra.

 

Jovem e decidido, ouviu o chamado divino,

Deixou sua terra natal, partiu com destino.

Nas terras orientais, enfrentou dos desafios o apelo,

Com a Bíblia na mão, caminhou com firmeza e zelo.

 

No coração da China, fundou a China Inland Mission,

Levando a Palavra a toda tribo e nação.

Vestido como chinês, adaptou-se ao costume,

Hudson Taylor plantou sementes, do Evangelho o perfume.

 

Na província de Hunan, onde poucos ousavam ir,

Hudson Taylor se entregou, sem medo de sucumbir.

Enfrentou perigos, doenças e tribulações,

Mas sua missão era clara, não eram em vão suas ações.

 

Desafiou convenções, barreiras e preconceitos,

Conquistou corações, mesmo em meio aos defeitos.

Com sua esposa Maria, ao seu lado sempre fiel,

Missionários incansáveis, em nome do Emanuel.

 

Enfrentou doenças, perigos, mas não desistiu,

Com confiança em Deus, sempre prosseguiu.

Estabeleceu hospitais, escolas e orfanatos,

Mostrou a luz e o amor de Deus em seus atos.

 

Hudson Taylor, exemplo de abnegação,

Com paixão pela China, fez história na nação.

Sua vida inspira, como um farol a brilhar,

Um missionário que deixou marcas no caminhar.

 

Que sua saga ecoe nos corações,

Incentivando novas gerações.

Hudson Taylor, fiel ao chamado celestial,

Deixou um legado que permanece imortal.

 

 


Adoniram Judson

 

No longínquo Oriente, onde o sol nasce além,

A história de Adoniram Judson resplandece também.

Nascido nos EUA, seu o chamado era forte,

Levar a luz de Cristo, era seu divino suporte.

 

Com a Bíblia em mãos, partiu para o distante leste,

Missionário destemido, sem temer tempestade ou peste.

Na Birmânia, encontrou solo de desafio e missão,

Plantou sementes divinas, naquela terra de visão.

 

Traduziu as Escrituras, em línguas desconhecidas,

Para os corações birmaneses, revelou as boas-novas escolhidas.

Nas prisões sofreu, pelo Nome que confessava,

Mas sua fé, como fogo, jamais se apagava.

 

Adoniram Judson, entre tribos de cultura exótica,

Enfrentou o desconhecido, sem vacilar em sua ética.

Fundou igrejas, ergueu o estandarte da redenção,

Uma vida de devoção, um verdadeiro clarão.

 

Sua esposa Ann, parceira no sagrado compromisso,

Juntos enfrentaram, com amor e sorriso.

Em meio a perdas e dores, a fé nunca se abalou,

A missão, como chama, sempre os guiou.

 

Na Birmânia, Judson deixou seu legado,

Uma testemunha viva de amor consagrado.

Seu exemplo ressoa, inspira gerações,

A seguir a missão, com força e convicções.

 

Adoniram Judson, no livro da eternidade inscrito,

Missionário intrépido, de destemor infinito.

Que seu nome ecoe em versos, em todo lugar,

Um herói da fé, a nos inspirar a caminhar.

 

 

 

Amy Carmichael

 

Vou contar a saga de uma alma abençoada,

Amy Carmichael, missionária consagrada.

Nascida na Irlanda, em tempo remoto,

Seu coração pulsava com amor devoto.

 

Amy, jovem destemida, ouviu o chamado;

Na Índia, seu destino foi delineado.

Em Dohnavur, uma aldeia acolhedora,

Com as crianças, ela traçou sua trajetória.

 

Adotando costumes, vestindo o sári colorido,

Amy se misturou, com o povo escolhido.

Resgatou meninas de templos, escravidão,

Um raio de esperança na escuridão.

 

Com amor maternal, seus braços se estendiam,

Muitos órfãos e desamparados eles acolhiam.

Não só na Índia, mas onde se apresentasse o instante,

Amy plantava amor, obreira submissa e constante.

 

Em trabalho incansável, com fé inabalável,

No resgate de vidas, Amy era notável.

Contra o cruel sistema ela guerreou,

Com as armas do amor, nunca recuou.

 

De olhos castanhos, cabelos como a noite,

Amy enfrentou desafios com força e açoite.

Cultivou um lar, chamado Dohnavur,

Um refúgio de amor, onde brotava o calor.

 

Pelos corredores, risos de crianças soavam,

Nas mãos de Amy, vidas se renovavam.

Na luta contra o tráfico e exploração,

Ela era a voz, a redentora da nação.

 

Nos escritos que deixou, um legado de inspiração,

Amy Carmichael, exemplo de dedicação.

Seus versos, seus livros, sua luz a brilhar,

No firmamento da fé, como estrela a cintilar.

 

Que sua história seja contada, seja cantada,

Amy Carmichael, missionária denodada.

No coração da Índia, no coração do Senhor,

Sua vida erigiu um testemunho de amor.

 

 

 

Robert Moffat

 

Nas terras longínquas, onde o sol se espalha,

Surge a história de Robert Moffat, com sua batalha.

Nasce na Escócia, responde ao chamado radical,

Missionário intrépido, seu destino é celestial.

 

Na África do Sul, sua jornada começou,

Entre tribos e savanas, seu coração pulsou.

Robert Moffat, com a Bíblia na mão,

Levou a mensagem divina, com devoção.

 

Com Lepel, sua amada, enfrentou o deserto,

Plantou a semente da fé, com fervor e concerto.

Traduziu as Escrituras para a língua local,

Um trabalho árduo, mas seu chamado era leal.

 

Missionário, educador, construtor de pontes,

Robert Moffat, nas missões, rompeu frontes.

Fundou Kuruman, o oásis de conhecimento,

Uma luz brilhante em meio ao desconhecimento.

 

Na luta contra o tráfico e pela educação,

Moffat deixou um legado, uma marca na nação.

Seu coração pelos africanos era imensurável,

Um exemplo de amor, inabalável, incancelável.

 

David Livingstone, nasceu de sua influência,

Como uma chama que não perde a consistência.

Moffat, o mentor, o guia na escuridão,

Nas vastas planícies, a luz da redenção.

 

Na história missionária, seu nome ressoa,

Como um rio que flui, uma música boa.

Robert Moffat, entre savanas e estrelas,

Uma estrela guia, uma luz sobre as procelas.

 

Que este cordel conte, como um vento a soprar,

A história de Moffat, o missionário a brilhar.

Que sua vida inspire, como o sol sobre os montes

Outros missionários a romperem os horizontes.

 

 


Lottie Moon

 

Em terras longínquas, na multimilenar China,

Surge a história de Lottie Moon, a missionária divina.

Nascida na Virgínia, em um lar de ampla luz,

Seu coração pulsava com o chamado de Jesus.

 

Amou as mulheres chinesas, sua grande paixão,

Lottie cuidou de órfãos, plantou compaixão.

Nos tempos de fome, compartilhou seu pão,

Um exemplo de serva da Grande Comissão.

 

Nas roupas chinesas, ela se envolveu,

A língua aprendeu, a cultura viveu.

Com olhos nos céus, coração na missão,

Lottie Moon quebrou barreiras, sem hesitação.

 

Em meio à fome, guerras e sacrifício,

Lottie Moon foi farol de fidelidade a seu ofício.

Com mãos que serviam, palavras que encantavam,

A missionária persistiu, onde muitos fraquejavam.

 

No campo da fé, um ícone ela se tornou,

Com paixão e compaixão, o amor manifestou.

Os sacrifícios dela ecoam como canção,

Lottie Moon, na história, é uma constelação.

 

Com os pés descalços, andava com fervor,

No campo missionário, era um raio de fulgor.

Com sua pena afiada, escreveu cartas e poesias,

Inspirando o apoio a missões, até os nossos dias.

 

Que o cordel ressoe, como um canto no ar,

A vida de Lottie Moon, a missionária exemplar.

Que sua vida inspire corações a amar e a servir,

E como ela, saibam que o amor é ordem para ir.

 

 

 

Samuel Zwemer

 

Nas areias do Oriente, onde o sol arde forte,

Samuel Zwemer, missionário, encontrou seu Norte.

Samuel, na juventude, ouviu o chamado,

Pelos mares do mundo, seu destino traçado.

 

Nascido em Michigan, solo norte-americano,

Samuel Zwemer, alma intrépida, sem engano.

No Islã, via um desafio a enfrentar,

O Evangelho, aos muçulmanos, levar.

 

Em Bahrein, no Golfo, sua missão se firmou,

Estudou, aprendeu, a cultura ele abraçou.

Traduziu as Escrituras, na língua do lugar,

A semente da fé, com amor a semear.

 

O Islã era vasto, os desafios eram mil,

Mas Samuel, intrépido, seguia com ardil.

Com respeito e zelo, ao povo se dedicou,

No coração muçulmano, o amor plantou.

 

Nos desertos da Arábia, Zwemer caminhou,

Entre beduínos, a mensagem ele pregou.

Com paixão e zelo, por décadas persistiu,

No solo do Islã, onde a fé ele construiu.

 

Com a caneta, Zwemer desafiou a escuridão,

Escreveu sobre o Islã, com dedicação.

Missionário e escritor, sua pena a clamar,

Pelos muçulmanos, pelo mundo a guiar.

 

Zwemer, o apóstolo para os muçulmanos,

Na Península Arábica, plantou seus planos.

Que o cordel conte, como um canto a girar,

A vida de Zwemer, uma estrela a brilhar.

 

 

 

Henry Martin

 

Nas terras do Oriente, onde o sol é um raio,

A história de Martin, como um cântico, num desmaio.

Nascido na Inglaterra, com coração a sonhar,

Henry, missionário, ao mundo quis amar.

 

Na Índia, no solo dos mil rios serpenteados,

Martin chegou, com mensagem aos desamparados.

Traduziu as Escrituras, com amor e ardor,

Entre culturas exóticas, era um pescador.

 

Com a Bíblia em mãos, e a paixão no olhar,

Henry Martin, ao Islã, quis se achegar.

Traduziu as Escrituras, com um propósito fiel,

Entre os persas, a mensagem revelada do céu.

 

No deserto do sofrimento, com sede de conhecimento,

Henry Martin, incansável, rompeu o firmamento.

Com a pluma e a espada, no campo missionário,

A palavra divina lançou, qual estandarte luminário.

 

Com saúde frágil, enfrentou a adversidade,

No calor do deserto, sua fé foi realidade.

Martin, a semente do Evangelho a semear,

Entre línguas e culturas, um poema a recitar.

 

Que este cordel conte, como um vento a sibilar,

A vida de Martin, o missionário a brilhar.

No Oriente, seu nome ‘inda ecoa,

Henry Martin, na história, uma estrela de proa.

 

 

 

Charles Studd

 

No sertão da Inglaterra, um jovem nasceu,

Charles Studd era seu nome, um coração que bateu.

Mas o mundo não o encantava, queria algo mais,

Uma vida dedicada a Deus, seguindo seus sinais.

 

Em Cambridge estudou, brilhante e promissor,

Mas o chamado divino soou mais alto em seu interior.

Deixou a fama e a fortuna para trás,

Lançou-se aos não-alcançados, como obreiro audaz.

 

Com seus irmãos, partiu para a China, além-mar,

Levando a mensagem do Evangelho a proclamar.

Em meio às tribulações, perigos e aflição,

A mensagem da salvação era sua missão.

 

No país do dragão, a missão começou,

Charles Studd pregava, a verdade que ecoou.

Enfrentou perseguições, provações e lutas,

Mas sua fé se fortalecia, apesar das disputas.

 

Em terras estrangeiras, o missionário se aventurou,

Entre os chineses, o amor de Deus Charles plantou.

Aprendeu o idioma, mergulhou na cultura,

Sobre as almas perdidas, ele se fez semeadura.

 

Nas terras distantes, Studd não se cansava,

Fundou escolas e hospitais, sua ajuda nunca faltava.

Com amor incondicional, aos necessitados ele servia,

Mostrando que o Evangelho em ação se fazia.

 

Mas a saúde frágil lhe trouxe desafios,

A febre o enfraquecia, dores e calafrios.

Mesmo assim, seu zelo não se apagou,

Por toda a China, o Evangelho ele pregou.

 

Em meio à pobreza, doenças e adversidade,

Charles Studd perseverou, com fé e humildade.

Com sua esposa Priscilla ao seu lado,

Plantaram sementes de fé, um sagrado legado.

 

Após anos de serviço na Ásia oriental,

Charles Studd sentiu o chamado especial.

Partiu então para a África, sem hesitar,

No Congo Belga, encontrou um novo lugar.

 

Entre os pigmeus e tribos da região,

O missionário mostrou a Cristo com dedicação.

Construiu hospitais, escolas, ajudou os necessitados,

Com amor e compaixão, seus dias foram dedicados.

 

Charles Studd, o missionário destemido,

Sua vida foi um exemplo de amor compartilhado.

Pregou o Evangelho sem temer a morte,

Deixando marcas eternas com seu passo forte.

 

Hoje, sua história nos inspira a seguir,

Os caminhos de Deus, sem nada pedir.

Que o exemplo de Charles Studd nos motive,

A viver uma vida de missão, que ao mundo revitalize.

 

No sertão da Inglaterra, um jovem nasceu,

Charles Studd foi seu nome, e o amor ele viveu.

Seu legado perdura, mesmo após tanto tempo,

Um missionário incansável, um exemplo de alento.

 

 

 

William Cameron Townsend

 

Em meio às selvas, onde a flora é exuberante,

A história de Townsend, o missionário, é vibrante.

Nasceu em Michigan, mas seu chamado era global,

No coração, o desejo de anunciar o divinal.

 

Na América Central, entre tribos distantes,

William Cameron Townsend enfrentou gigantes.

Com uma visão clara, traduzir era a missão,

As Escrituras na língua nativa, um ato de devoção.

 

Chegou à Guatemala, com zelo e paixão,

Desbravando selvas, mostrando a redenção.

Palavras vivas, em dialetos proclamadas,

Townsend, com coragem, barreiras derrotadas.

 

Wycliffe Bible Translators, sua visão se alargou,

Traduzir a Palavra, onde a luz se apagou.

Uma chama acesa nas culturas esquecidas,

Townsend, o missionário, com obras inauditas.

 

Desbravador de caminhos, pioneiro destemido,

Townsend enfrentou desafios, sempre atrevido.

Criou a SIL International, um farol no escuro,

As línguas nativas respeitando, com amor puro.

 

Com palavras e letras, barreiras foram quebradas,

Townsend, o missionário, com jornadas celebradas.

Que seu cordel ressoe, como eco na selva densa,

A história de Townsend, na missão, é imensa.

 

William Cameron Townsend, nas selvas navegou,

Traduziu a mensagem, a fé apregoou.

Que sua vida inspire, como vento na folhagem,

Um missionário dedicado, na história, uma imagem.

 

 

 

Loren Cunningham

 

Nas trilhas do mundo, onde o Sol fulgura,

Ergue-se a saga de Cunningham, alma pura.

Nascido em Califórnia, com visão audaz,

Loren, missionário, ao serviço se apraz.

 

Desde a juventude, o chamado ressoou,

O coração de Loren, na missão se encontrou.

Com visões e sonhos, Deus o guiava,

Na jornada missionária, seu espírito vibrava.

 

No México, as sementes da visão nasceram,

Fundando a Jovens Com Uma Missão, portas se abriram.

Ywam ou Jocum, como um leão a rugir,

Um movimento missionário a explodir.

 

Pelos continentes, Loren Cunningham avançou,

O Evangelho de Cristo, incansável, pregou.

Jovens treinados, enviados em missão,

Um exército para Deus, em cada nação.

 

Os mares navegou, em navios de oração,

Loren, um visionário, na proclamação.

Com sua esposa Darlene, ao seu lado sempre a estar,

Juntos, no campo de batalha, a luta a enfrentar.

 

Nas favelas do Brasil, no calor africano,

A visão de Cunningham é um plano.

Discípulos e líderes, formando na missão,

Loren, visionário, inspira a multidão.

 

A Bíblia viva, sua paixão declarada,

Por toda a Terra, a palavra é plantada.

Cunningham, na missão, um vulto a raiar,

O Evangelho, pelo mundo, a se espalhar.

 

Loren Cunningham, homem de coragem e visão,

Na missão global, sua vida é um clarão.

Nos corações de milhares, seu nome ecoa,

Como uma canção que na alma ressoa.

 

Que este cordel conte, como o vento a soprar,

A saga de Loren, no campo a caminhar.

Nas veredas da missão, exemplo abnegado,

Loren, missionário, em versos aclamado.

 

 


Aos Povos Não Alcançados

 

Nas terras distantes, onde o sol se põe,

O eco da esperança, em corações não ressoa.

Em campos onde da verdade ainda não se dispõe,

Um clamor por luz a multidão entoa.

 

Povos não alcançados, como estrelas no céu,

Perecem aos milhões em sua prisão cruel.

Nas sombras do desconhecido, a fé titubeia,

Evangelizar é abrir portas, é luz que clareia.

 

Cada coração é um campo a cultivar,

Com sementes divinas, a esperança a brotar.

Nas línguas estranhas, o amor a pregar,

A mensagem de Cristo, ao mundo revelar.

 

Em aldeias distantes, onde o mal corre livre,

Levar a palavra da vida, como fonte que revive.

Missionários, como raios, lá vão sem medo,

Plantando a fé, como um eterno segredo.

 

A Grande Comissão, como um chamado urgente,

Evangelizar os povos, missão persistente.

Em selvas e desertos, em cada recanto,

A mensagem de amor é um suave canto.

 

Que a luz da verdade, como facho a queimar,

Ilumine corações, onde as sombras queiram ficar.

Evangelizar é o eco do amor divino,

De cada povo mudando o cruel destino.

 

Pois há lugares onde o nome de Cristo é novidade,

E a evangelização é a mais perfeita caridade.

Em selvas escondidas, em desertos sem voz,

A ignorância persiste com seu encantamento atroz.

 

Nos picos mais altos, nas planícies esquecidas,

As palavras do amor devem ser ouvidas.

Que as fronteiras não sejam barreiras para o anúncio,

Pois cada coração não alcançado avança ao precipício.

 

Que as asas do amor voem além do horizonte,

Que a missão persista, como uma viva fonte.

Pois nas terras inexploradas, onde o coração clama,

A necessidade de evangelizar é uma chama.

 

Assim, no trabalho de amor sem medida,

Evangelizar é a missão de nossa vida.

Para que todos, nos confins da Terra,

Conheçam a graça que a salvação encerra.


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