terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mais informações sobre o projeto evangelístico de Billy Graham no Brasil


Por Geremias do Couto

Minha Esperança Brasil é um projeto que está sendo realizado no país pelas igrejas evangélicas brasileiras em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham, cuja finalidade é alcançar toda a nação com a mensagem de Cristo, e que certamente resultará na maior colheita de almas na história do Brasil. Será uma resposta de Deus ao clamor por avivamento que se ouve em todas as partes do país.

O ápice do projeto será a transmissão de três únicos programas de TV, em horário nobre, sem intervalos comerciais e em rede nacional, no mês de novembro deste ano. Os dois primeiros programas serão de meia hora, com música evangélica brasileira e testemunhos impactantes, enquanto o terceiro constituir-se-á de um atraente filme evangelístico de 90 minutos. Na primeira noite o pregador será o Dr. Billy Graham, enquanto na segunda noite pregará o seu filho, Franklin Graham, presidente da AEBG.

O coração do projeto é a estratégia Mateus e seus Amigos, baseada na história de Levi, que fez um banquete em sua casa e convidou os seus amigos para ouvirem do próprio Senhor as boas novas do evangelho. De igual modo, os Mateus contemporâneos serão treinados através de suas igrejas para que nos dias das transmissões dos programas abram as suas casas e convidem os seus amigos, colegas, vizinhos e parentes para assistirem os programas. Ao final de cada programa, cada Mateus desligará a televisão, dará o seu testemunho pessoal em três minutos e fará então o convite àquelas pessoas presentes que desejam assumir o compromisso de receber Jesus como o seu Senhor e Salvador pessoal.

No entanto, até chegar às transmissões, mo mês de novembro, há uma série de fases em andamento para que todo o Brasil seja mobilizado e tenhamos então o maior número possível de igrejas e pessoas participando do projeto Minha Esperança. As fases são: organização, compartilhamento da visão, capacitação, mobilização, transmissões e acompanhamento.

Atualmente, estamos transitando da fase de organização para a fase de compartilhamento da visão, que ocorrerá nos meses de março, abril e início de maio, quando serão realizadas mais de três mil reuniões em todo o país para que todos os pastores tomem conhecimento do que é o projeto Minha Esperança Brasil e saibam porque sua igreja precisa estar envolvida e mobilizada. Temos hoje, entre coordenadores regionais, estaduais e capacitadores, cerca de mil pessoas devidamente treinadas em todo o país, munidas das ferramentas necessárias para promover essas reuniões e falar a todas as lideranças do país.

A fase seguinte, chamada de capacitação, ocorrerá entre maio e início de agosto. As mesmas reuniões se repetirão em todo o país, agora para preparar os pastores sobre como eles treinarão os membros de suas igrejas para se tornarem Mateus e usarem as três transmissões dos programas para uma grande colheita de almas em suas igrejas. Nesse período os pastores receberão novos materiais e kits para serem usados pelos Mateus nos três dias dos programas.

A fase de mobilização, que vem logo a seguir, ocorrerá entre o final de agosto até outubro, quando então os pastores, a partir do dia de lançamento da estratégia Mateus e seus Amigos em todo o país, mobilizarão os membros de suas igrejas, através de dezenas de reuniões de treinamento para que, enfim, eles estejam devidamente preparados para a fase seguinte, a das transmissões dos programas, que se constitui o grande momento do projeto Minha Esperança.

A fase que encerra o projeto é chamada de acompanhamento. É aí que os Mateus trarão para o celeiro - a sua igreja - a grande colheita de almas que vierem aos pés de Jesus durante os três dias das transmissões. É a fase mais importante do projeto, pois cuidará de preservar em cada igreja os frutos colhidos por Minha Esperança em todo o país.

A partir do dia 10 de março o site http://www.minhaesperanca.com.br/ estará definitivamente no ar, onde você poderá obter informações detalhadas sobre o andamento do projeto e localizar o endereço não só do coordenador denominacional de sua igreja no respectivo Estado, como também do coordenador que estará atuando junto às igrejas independentes. Entre em contato com ele e saiba como participar de uma das reuniões de visão, que estarão acontecendo entre março e abril. Haverá também material para download, bem como informações atualizadas sobre o projeto Minha Esperança. As primeiras três próximas fases (visão, capacitação e mobilização) terão também o apoio da mídia cristã e 15 dias antes das transmissões haverá maciça campanha na mídia secular, divulgando as transmissões que ocorrerão em novembro.

Contatos com o escritório nacional podem ser feitos através do seguinte endereço:

Av. Adolfo Pinheiro, 2360 - Santo Amaro
04734-004 São Paulo, SP
tel.: 11 34295100
email: secretaria@minhaesperanca.com.br

PS. Os demais blogueiros da blogosfera cristã estão autorizados a multiplicar livremente esta matéria nesta cadeia sem fim que nos oferece a Internet.

Qualquer contato para outros esclarecimentos, coloco-me à disposição em nosso escritório.

Geremias do Couto
Coordenador Nacional

Fonte: Blog do Autor.
Divulgação: UBE

Ps. Prezado blogueiro, divulgue este projeto e ganhe almas para Cristo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Atentado missionário


Todos os dias, vemos no jornal que um novo atentado terrorista ocorre no Iraque e em outras partes do mundo. Além dos prédios derrubados e carros queimados, milhares de pessoas morrem ou desaparecem. O atentado é um ato criminoso. Todos nós condenamos os atentados terroristas e temos até medo deles.
No entanto, gostaria de refletir sobre um outro tipo de atentado. Em primeiro lugar, ele não é um ato criminoso, mas talvez seja até um pouco pior. Depois, ele não é cometido por terroristas com uma falsa esperança, mas é cometido por cristãos que têm esperança de uma vida eterna. Esse atentado não usa explosivos ou aviões seqüestrados, mas poderosas armas invisíveis como desprezo, desinteresse e insensibilidade.
Trata-se do "atentado missionário" que muitos crentes cometem semanalmente. Um terrorista, quando descobre a falsa esperança que lhe é vendida, morre por ela. O cristão, depois que descobre a esperança de vida eterna, morre com ela, sem repartir com os outros. O terrorista faz qualquer coisa para arranjar dinamite e bombas, amarra-as ao corpo e explode tudo que for possível. O cristão pega a Bíblia "dinamitada" que tem à sua mão e guarda-a bem guardada, com medo que ela faça estragos em sua vida e na vida das pessoas que estão ao seu redor.
O terrorista tem alvos específicos. Ele quer explodir prédios e matar pessoas. O crente, muitas vezes, não tem alvo. O máximo que ele faz é construir alguns prédios que são chamados de "igrejas" para se esconder dentro deles. Talvez a única coisa em que o terrorista e o cristão são iguais é que ambos podem matar pessoas. O terrorista quer matar pessoas para defender sua causa. O cristão pode matar algumas pessoas por não propagar a sua causa.
Milhares de pessoas já morreram em atentados terroristas no mundo todo. No entanto, milhares de pessoas morrem diariamente pelo mundo, por causa dos "atentados missionários" cometidos por milhares de cristãos. Um cristão comete um "atentado missionário" quando deixa de fazer aquilo que Deus está pedindo que ele faça pela obra missionária. Um cristão comete um "atentado missionário" quando deixa de orar, contribuir, ir, pregar ou ensinar todas as coisas que Jesus mandou.
Muitos também cometem "atentados missionários" quando desprezam a obra missionária, são insensíveis à necessidade de testemunhar de Jesus ou simplesmente não se interessam pela salvação de mais pessoas. O resultado são milhares de pessoas morrendo todos os dias, sem esperança e sem Jesus, e que habitarão o inferno eternamente. Isto, sim, é um verdadeiro atentado, sem chance de reação por parte dos atingidos.
Para saber se você tem participado dos atentados missionários ao redor do mundo, responda às perguntas a seguir: "Oro por missões constantemente?", "Ajudo a sustentar missionários?", "Obedeço ao "Ide" de Jesus em minha vida?" Se você respondeu "sim" às perguntas, alegre-se, pois você está contribuindo para levar salvação a muita gente. No entanto, se você respondeu "não", leia o artigo outra vez e pense um pouco no assunto.

Josué Campanha

www.ilustrar.com.br

sábado, 16 de fevereiro de 2008

SOCKWAVE - Interceda pelos que sofrem!


O QUE É?

VISÃO

Ver jovens de todas as nações orando como uma única força pela Igreja Perseguida.

ORE PELOS PERSEGUIDOS

29 de fevereiro a 2 de março de 2008

* Em todas as nações, uma poderosa força será libertada.
* Ela varrerá todas as regiões e atravessará todas as barreiras humanas, e levará tudo a sua frente.
* O dom da oração é a arma mais efetiva que Deus nos deu para opormos a opressão e sofrimento que o inimigo inflige ao povo de Deus.

Você pode dar espaço em seu evento para Igreja Perseguida e fazer parte do
SHOCKWAVE 08? Você pode orar por 10 min, 30 ou mais...

3 dias de oração contínua pelos cristãos perseguidos.
Mais de 20 nações unidas!
Jovens de todas as nações se levantarão como uma única força.
Cada oração é poderosa!
SHOCKWAVE é uma iniciativa do ministério de jovens da Portas Abertas.

Clique Aqui para saber como participar.

E falando em perseguição, a Portas Abertas já publicou a lista de 2008 dos 50 países onde é maior a perseguição aos cristãos.
Clique Aqui para ver alista.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A igreja urbana Nordestina e o princípio e igualdade jurídica

A célebre frase de “que todos são iguais perante a Lei” continua sendo um sonho para os homens, mas deve ser uma bandeira da Igreja.

O Nordeste é rico em tradições religiosas. Antes de ser um forte, o nordestino é um religioso por natureza. Embora os evangélicos tenham crescido na região, não conseguiram deter a escalada do catolicismo nordestino. A Igreja Católica Romana nestes dez últimos anos tem crescido no Nordeste porque contextualiza seus ritos sacros aos regionais, enquanto os evangélicos se mantêm na tradição dogmática importada da Europa ou da América do Norte ou até mesmo judaica em sua forma cultual.
Nossa região foi evangelizada pelas missões católicas que impuseram o Cristianismo através da ação catequista do Brasil Colônia, não se importando com as questões culturais dos nativos. No entanto, hoje a sistemática da evangelização católica mudou com o objetivo de conquistar pelo convencimento de que a Igreja Católica é pioneira no Cristianismo.
O grande desafio da Igreja Evangélica para o terceiro milênio é migrar de suas características rurais para características urbanas e contextualizar seu discurso sem mudar a mensagem. Em sua maioria, as capitais nordestinas estão inchadas dos migrantes da zona rural que foram expulsos das terras de seus pais para fugir da morte por inanição; pessoas que acreditando nas forças divinas esperaram pelo “último pau-de-arara” para cortarem o cordão umbilical que os prendia ao torrão amado que a cada dia é violentado pela seca. Estes homens, mulheres e crianças órfãs da natureza tendem a sair da sua terra em direção às cidades, criando uma condição
sub-humana de sobrevivência e fazendo crescer os problemas urbanos, pois as cidades não se prepararam para receber tantas pessoas a cada ano.

o princípio da igualdade

Ser igreja-urbana na atualidade não é fácil, pois requer a releitura do contexto a fim de nortear a aplicação dos princípios bíblicos, compartilhando as transformações sociais da cidade a partir do amor de Deus. Em nossos dias a Igreja não pode viver no romantismo dos seus anos iniciais em Jerusalém, pois agora é formada por pessoas que vivem no tempo de agora e não no passado. A igreja-urbana precisa perceber que as cidades se desenvolveram e criaram novas necessidades para as quais a Igreja não pode ficar indiferente. O mundo urbano é regido por códigos e leis que procuram desenvolver formas de relacionamentos íntegros a partir de princípios estabelecidos de forma normativa; deve enquadrar-se e desenvolver princípios que remetam suas ações para o desenvolvimento do reino de Deus entre os homens.
O primeiro princípio que a igreja-urbana deve desenvolver é o princípio da igualdade, o primeiro passo para conseguir enxergar com os olhos de Deus.
A Igreja como corpo de Cristo é igual no Nordeste, no Norte, no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e até nos confins da terra. Somos um só povo como afirmou o apóstolo Pedro quando escreveu para a Igreja: “vós que outrora não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (I Pedro 10). A Igreja Nordestina alcançou misericórdia para ser misericordiosa e não para mendigar, pois a Palavra do Senhor não falha: “fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão”, disse Davi (Salmo 37.25). Agora, mais do que nunca, se espera que a Igreja reconheça os princípios de igualdade ou isonomia social.
Buscando igualdade regional, a Igreja vai ter melhores condições para desenvolver e colocar em prática o princípio de igualdade que deixou de nortear as ações humanas desde o pecado no Jardim no Éden. O problema da desigualdade social não é só do governo, é da Igreja também, pois os membros da igreja-instituição fazem parte da sociedade, por isso a desigualdade social, que é uma realidade, deve ser tratada pela igreja-urbana do ponto de vista jurídico.
Na língua grega há três termos para definir o status de liberdade de uma pessoa: isonomia1, isegoria2 e isotimia3. Ciente do que significa igualdade, o pastor-urbano4 saberá direcionar suas mensagens, seus discursos e suas ações. As grandes cidades possuem uma enorme rede de complexidade para a qual o pastor rural5 não foi preparado. Na roça as desigualdades são maiores, mas elas não são trabalhadas publicamente por conta dos poderes paralelos que existem nas comunidades rurais, quer seja ele religioso, que atribui tudo à vontade de Deus, ou político, onde o detentor do poder econômico se torna um demiurgo.

igreja urbana e poder político

Embora no passado, motivada por razões de interpretações, a Igreja Protestante tenha ficado fora do poder político no Brasil, não podemos nos dias de hoje ficar alheios ao que se passa ao nosso redor. A igreja-urbana não pode se furtar de trabalhar as questões de igualdade e cidadania, porque desde o seu processo embrionário a questão da justiça como área temática foi abordada e trabalhada tanto por Jesus Cristo como também pelos apóstolos; pois a temática que reflete o desejo divino do Criador para com a humanidade é que, em igualdade, os homens construam as cidades.
A população das cidades perdeu os referenciais divinos de igualdade e a Igreja, como instrumento de modelação, deve promover a igualdade jurídica sendo fraterna para com os grupos frágeis através de projetos sociais, mas também sendo a voz que combate as discriminações raciais, étnicas e de gênero. Tudo isso, obedecendo ao que o apóstolo Paulo recomendou em sua segunda Carta aos Coríntios: “mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade”
(8.14).
A Igreja Protestante e/ou Evangélica nordestina não assume o papel transformador no mundo e segue seu caminho, fechando os olhos para as lutas por igualdade. Raros são os movimentos sob a liderança de protestantes e/ou evangélicos que se envolvem com a problemática, pois está voltada para a esfera espiritual, e se protege a partir de uma interpretação errônea das palavras de Jesus quando disse: “o meu reino não é deste mundo” (João 18.36).

êxodo ‘in-nordeste’

Ao trabalhar com o princípio de igualdade, a igreja-urbana não pode esquecer-se de que a cidadania é uma questão complexa de trabalhar por conta do considerável número de migrantes do campo que chegam às cidades, principalmente as nordestinas. Fala-se muito do êxodo nordestino para o Sudeste, mas o êxodo ‘in nordeste’ é enorme e acontece motivado pela busca de uma condição de vida mais digna, inchando as cidades e alimentando o crescimento de moradias em situação de risco. Isto porque nem sempre o migrante rural encontra nas capitais o ‘eldorado’ sonhado, e termina perdendo a semente de cidadania, transformando-se em homem-urubu nos lixões das cidades. No geral, esses migrantes se tornam “não-cidadãos”, devido a mudanças de seus limites fronteiriços e à perda de identidade, gerando um grande problema de cidadania. Por não serem reconhecidos como cidadãos, eles se tornam um grupo vulnerável com relação a seus direitos. Quanto à adaptação no processo migratório, é sempre traumatizante, porque coloca as pessoas diante de novas realidades que poderão ser fáceis ou não.
Todos os dias as cidades recebem um número adicional de pessoas que têm a cidadania fragilizada e comprometida por estarem longe de suas fronteiras ou legislações. A igreja-urbana precisa urgentemente se preparar para ser fraterna com esses irmãos, como ensina a Palavra de Deus. Os migrantes merecem atenção da Igreja porque cidadania é um conceito de inclusão jurídica e social. Assim como a sociedade, a igreja-urbana precisa encontrar respostas para atender os imigrantes e incluí-los nos meios de participação da comunidade eclesial, pois a igreja-urbana deve ser uma comunidade fraterna e participante da vida de sua cidade.
Na condição de pastor da comunidade Presbiteriana de Jardim Uchoa, no Recife, tive a experiência de participar de uma igreja-urbana que desenvolvia um trabalho de Missão Integral. A comunidade não possuía templo, mas tinha um projeto social que impactava o bairro, de baixa-renda. No espaço da Igreja funcionava um projeto que atendia aproximadamente mil crianças. O projeto oferecia aulas de reforço, oficina de corte e costura, e tinha uma fábrica de vassouras. Convênios com a Visão Mundial e órgãos governamentais possibilitaram o atendimento às crianças, inclusive com fornecimento de merenda. Além do projeto, funcionavam no terreno da Igreja instrumentos comunitários que lutam por igualdade jurídica, como associação de moradores, o Clube de Mães e os Alcoólicos Anônimos. A Igreja é tão presente no bairro que durante a construção do atual templo, quando o relógio de parede foi roubado, foi devolvido no dia seguinte, porque “era o relógio da igrejinha”, como é conhecida pela comunidade.
Se a Igreja-urbana não tem recursos para desenvolver determinado projeto,
“A igreja-urbana não pode se furtar de trabalhar as questões de igualdade e cidadania”
deve buscar parcerias a fim de se fazer presente na cidade e ajudar na conscientização popular de seus direitos e deveres como cidadão. A comunidade de Jardim Uchoa possui hoje o Centro Cristão de Educação Popular, uma creche e um posto de saúde, graças ao trabalho da Igreja no local, pois todos saíram de dentro da Igreja.
Muitos são os desafios da Igreja Nordestina, por isso se faz necessário repensar nossa missão como povo de Deus. A evangelização não deve perder de vista o princípio de igualdade, dado por Deus ao criar os seres humanos. Somos “antes de tudo um forte”, como disse Euclides da Cunha, por isso devemos, como Igreja, lutar contra o rótulo de que somos coitadinhos e mendigos dos favores de além fronteiras. A implantação de igreja-urbana no Nordeste requer disposição, confiança no nosso povo e proteção de Deus, pois fé nós temos até demais.

Reverendo Pinho Borges
é pastor da Igreja Presbiteriana da Boa Vista em Recife-PE, teólogo, doutorando em Missões Urbanas e especialista em História da Arte e da Religião.

Referências:

1- É a igualdade perante a lei, sem distinção de classe, gênero ou poder econômico. O princípio da isonomia é estabelecido pela nossa Constituição Federal, que declara que “todos são iguais perante a lei”.
2- É formada por “de isos/igual” e de “agos/orador”, significa a liberdade de expressão, de emitir opiniões pessoais nas assembléias.
3- Vem da raiz de “de isos/igualdade” e de “timo/riqueza”, significa o direito de acesso às funções públicas, abolindo-se os títulos e privilégios hereditários, fundados, quase sempre, na riqueza.
4- Aquele que buscou se capacitar para ministrar nos grandes centros urbanos e que está com a sua Igreja 24 horas à disposição da comunidade.
5- Aquele que administra a Igreja como se ela estivesse na roça; onde só há atividade nos domingos.

www.agenciasoma.org.br.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

OS GESTOS E SEUS SURPREENDENTES SIGNIFICADOS


Por Jairo de Oliveira

Estando fora do nosso país, é necessário termos muito cuidado com os gestos e sinais que fazemos às pessoas. Eles podem variar bastante em forma e significado e comunicar um grande número de mensagens numa linguagem não-verbal.

Freqüentemente, os missionários têm tido contato com esse tipo de experiência no relacionamento com outras sociedades. Uma amiga missionária na Ásia descreve alguns dos significados de gestos encontrados por lá: “Os gestos transmitem muitos códigos, o que, para muitos estrangeiros, passa despercebido: os gestos com os pés, com as mãos e, em particular, com os olhos. É fácil aprender o que significam os movimentos da cabeça: movê-la várias vezes para os dois lados significa ‘sim’, mas fazer um balanceio incompleto quer dizer ‘não’. Há, também, certos ruídos com a boca que significam ‘não’, sendo usados, em especial, por aqueles que possuem véus ou tiaras sobre a cabeça”.

Ignorar a linguagem dos gestos ou desconhecê-la pode nos lançar em situações bastante constrangedoras. Na África do Sul, por exemplo, é com as mãos que as quadrilhas sinalizam para se identificar. Nos presídios, há três principais gangues que, com os dedos polegar, indicador e médio indicam seus respectivos números: vinte e seis é o número da gangue dos ladrões; vinte e sete, dos assassinos; e vinte e oito, dos homossexuais. Imagine alguém que, nesse contexto, faça um desses sinais involuntariamente ou tenha em mente outro significado?

Trabalhando em Bangladesh, a missionária Ruth Kinsman, da SIM (Servindo em Missões), teve uma experiência interessante nas primeiras semanas ao responder, utilizando uma das mãos, quando as pessoas lhe perguntavam se estava bem. Em resposta afirmativa, ela fazia o sinal de tudo bem, erguendo o dedo polegar e retraindo os demais. Somente semanas depois de repetir o sinal diariamente foi que ela descobriu que, naquela cultura, o gesto que fazia era considerado obsceno e, conseqüentemente, fechava-lhe as portas para que mantivesse um relacionamento com o povo.

Notas:

1 Gloria Mendes, Latinos no mundo muçulmano, Sepal, p. 28.

www.icp.com.br

ALUNO, PRIMEIRO ESTÁGIO DE UM MISSIONÁRIO NO CAMPO

Por Jairo de Oliveira

O processo de ajustes, quando um novo missionário chega no campo, pode ser cheio de tensão. Missionários trabalhando em determinada cultura na África tiveram de conversar abertamente com a liderança da comunidade e rejeitar a demonstração local de hospitalidade. Para evidenciar que os recém-chegados eram bem-vindos na aldeia, as mães costumavam enviar as filhas solteiras para dormir com os visitantes.

Ao desembarcar em um novo ambiente cultural, um comportamento sugerido é assumir a posição de aprendiz, a fim de assimilar como a vida funciona. Do contrário, o estrangeiro pode complicar dramaticamente sua tarefa e produzir um contexto de grande confusão.

O professor e ex-missionário Duane Elmer ilustra o cenário que pode ser criado quando tentamos transformar determinado contexto transcultural sem ter tido previamente a experiência de conhecê-lo: “Uma agência do governo americano construiu latrinas (banheiros ao ar livre) para melhorar a higiene numa imensa comunidade pobre da Ásia. Quando o projeto estava completo, os estrangeiros estavam orgulhosos da contribuição que haviam oferecido para a saúde do povo local. Contudo, em pouco tempo, descobriu-se que ninguém da comunidade local estava utilizando as latrinas. Aliás, estavam usando, mas como depósito. O que teria acontecido? Umas poucas perguntas revelaram que as latrinas foram erguidas em direção a Meca e nenhum muçulmano reverente poderia usar um banheiro voltado para sua cidade santa. Uma breve investigação antes de o projeto ter sido iniciado teria salvado a agência estrangeira dessa situação embaraçosa”.

Felizmente, a única reação contrária foi o simples desprezo pelos objetos que produziram descontentamento quanto a uma área central da religiosidade do povo. Em ambientes de radicalismo, poderia ter ocorrido manifestações públicas de desagrado, confrontos físicos e até mesmo a retirada daqueles que, com boa intenção, mas desorientados culturalmente, acreditaram que estavam servindo o povo.

Fonte: Duane Elmer, Cross-Cultural Connections, InterVaesity Press, p. 75.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Informações sobre a Cruzada Evangelística de Billy Graham, que este ano será realizada no Brasil

Pra. Graça de Oliveira

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

Estamos entrando em contato com os pastores, colocando-os a par do “Projeto Minha Esperança” que será realizado através da Associação Billy Graham.

Nesta etapa do trabalho, estamos coletando dados das igrejas para nossos cadastros; caso o senhor possua endereços de igrejas tanto em São Paulo como em outros Estados, pediria a gentileza de que nos enviasse, para assim podermos atingir o maior numero de Igrejas possível, enviando informações sobre o "Projeto Minha Esperança" a todas quantas pudermos em todo o Brasil.

Para seu conhecimento, o "Projeto Minha Esperança", realizado através da Associação Evangelisitca Billy Graham, se refere a uma Grande Cruzada Evangelistica que utilizará as casas dos membros das igrejas que se dispuserem a participar.

Isso acontecerá em Novembro de 2008 e até lá, todos os pastores que aderirem a visão e os membros de suas igrejas que quiserem participar, receberão instruções precisas da Associação Billy Graham, para que este trabalho seja executado de forma a alcançar seu objetivo em todo o Brasil - "ganhar almas para Jesus". Por isso a importância dos endereços das igrejas.

De que forma isso acontecerá?

Durante três noites consecutivas, de forma ininterrupta, através da TV em horário Nobre e em Rede Nacional serão transmitidos testemunhos de personalidades Brasileiras, acompanhados de minstrações evangelisticas que serão feitas pelo Dr. Billy Graham e Pr. Franklin Graham.

As casas dos irmãos em Cristo que chamamos "Casas de Mateus e seus amigos" receberão nestes três dias seus convidados e amigos que não são crentes para assistirem as transmissões.

Após as transmissões, este irmãos, que abriram seus lares, darão um pequeno testemunho de transformação que já vivenciaram por meio de Cristo e depois disso farão um apelo e conduzirão seus amigos em oração a decisão por Jesus Cristo.

Resumidamente este é o trabalho que iremos executar no Brasil e que já foi executado em 22 paises com muito sucesso na colheita de almas para Cristo.

Futuramente estaremos entrando em contato como todas as igrejas e pastores para que possam fazer sua adesão ao "Projeto Minha Esperança" e para mais informações.

Desde já pedimos suas orações por nós e por esta Nação.

Grata

Graça de Oliveira

Coordenadora Denominacional

E-mail: gracadeoliveira@minhaesperanca.com.br

BGEA

Agradeço sua colaboração no preenchimento do cadastro
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Deus os abençoe


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é ligada a convenção sim ( ) não ( )
nº de congregações:

Link para download do Evangelho de João, em várias línguas

O Evangelho de João, excelente para ser encaminhado para missionários atuantes nestes paises, ou para agências missionárias salvarem em seus arquivos.

Vietnamita :
http://www.uniaonet.com/images/asvietnanevjoao.pdf

Russo :
http://www.uniaonet.com/images/asrussoevjoao.pdf

Persa :
http://www.uniaonet.com/images/aspersaevjoao.pdf

Japonês :
http://www.uniaonet.com/images/asjapaoevjoao.pdf

Etíope :
http://www.uniaonet.com/images/asetiopeevjoao.pdf

Tailandês :
http://www.uniaonet.com/images/astailandesevjoao.pdf

Outras Traduções ver :
www.ibs.org.
Bíblias on-line

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Conde Zinzendorf

Nicolau von Zinzendorf

Nicolau von Zinzendorf (1700-1760) foi um nobre crente que exerceu grande influência na história missionária. Quando jovem fundou com outros estudantes o que chamou de “Ordem do Grão de Mostarda”.

Em uma de suas viagens, ao visitar um Museu, viu um quadro do Senhor Jesus coroado com espinhos e uma inscrição: “Eu tudo fiz por ti, que fazes tu por mim?” E muito se emocionou. Meditou e chorou por muitos dias sobre tal frase. Após viajar para a Groenlândia seu coração tornou-se ainda mais inquieto ao ver que os esquimós da Groenlândia não conheciam a Cristo e seu choro aumentou ainda mais.

Algum tempo depois ele encontrou um amigo cristão e lhe fez um convite para ir pregar o Evangelho aos esquimós, dizendo: “Você gostaria de pregar o Evangelho aos esquimós? Mas antes que você me responda, quero que você saiba que você vai sozinho, sem sustento e sem possibilidade de voltar para casa. Você aceita o desafio?”.

Aquele homem aceitou o desafio sem pensar duas vezes. A única coisa que fez foi pedir um par de sapatos usados, pois o mesmo estava descalço e seria difícil viajar de tal forma. Na manhã seguinte, ao chegar à casa daquele cristão com o par de sapatos usados que ele havia pedido, Zinzendorf não o encontrou. Ele havia deixado um bilhete dizendo “saí de casa, descalço, antes de o sol nascer. Não posso perder tempo para fazer a obra de Cristo”.

Hoje, mais de 95% da população da Groenlândia é cristã! E tudo começou porque um homem ousado e comprometido com Jesus respondeu “SIM” ao chamado de Cristo e dedicou-se a pregar o evangelho e salvar vidas.

Nessa época, na Morávia, a Igreja que se originara após a morte de John Huss, estava sendo grandemente perseguida. O conde mandou avisar que se aqueles crentes quisessem, seriam acolhidos em suas terras, na Saxônia. Assim, muitos refugiados morávios conseguiram chegar lá e fundaram, em 1722, uma comunidade que existe até hoje, chamada Herrnhut (“sob o cuidado do Senhor” ou também “montando guarda para o Senhor”). Lá eles se auto-sustentavam. Aprenderam a viver como artesãos e desenvolveram um movimento de oração nas 24 horas do dia, nos sete dias da semana por 100 anos. Pouco tempo depois, aquela comunidade cristã, liderada por Zinzendorf, passou a ter um fortíssimo envolvimento missionário. Vários membros (principalmente jovens), começaram a se sentirem chamados para pregar em lugares distantes.

Além do comprometimento com a oração, eles também eram extremamente comprometidos com a obra missionária. Reconheciam o chamado da Grande Comissão, sabiam que precisavam pregar o Evangelho aos que nada sabiam sobre o Evangelho e entendiam que eram responsáveis por pregar o Evangelho aos perdidos. Assim, no espaço de 20 anos, a igreja dos morávios enviou mais missionários para o mundo do que todas as igrejas protestantes em 200 anos!

Os irmãos morávios, dirigidos por Zinzendorf e outros líderes, enviaram missionários para: Ilhas Virgens (1732); Groenlândia (1733); Suriname (1735); África do Sul (1736); Jamaica (1750); Canadá (1771); Austrália (1850); Tibet (1856), entre outros longínquos lugares.

Nos primeiros 100 anos de atividade (de 1732 a 1832), os irmãos morávios obtiveram o impressionante número de 40 mil membros, 209 missionários e 41 centros de missões ao redor do mundo! Em 150 anos enviaram 2.158 missionários.

Quando Zinzendorf era questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário, respondia: “estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do Seu sacrifício”. Baseado em Isaías 53:11.

Zinzendorf morreu aos 60 anos em Herrnhut, pastoreando até o fim de seus dias.

Assim como o Senhor Jesus, foi obediente até a morte para cumprir as Escrituras.

O líder morávio procurou seguir o exemplo do Filho de Deus.

Fonte: http://www.levandoapalavra.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

William Carey: Missão e Transformação Cultural

Rubens Muzio

Na introdução ao livro “The Legacy of William Carey” , o conhecido teólogo indiano Vishal Mangalwadi, demonstra como esse famoso missionário inglês, pastor batista e pai das missões modernas, foi mais do que simplesmente um típico missionário transcultural. Na verdade, ele foi um modelo de líder cristão preocupado com a transformação das culturas, castas e cosmovisões da Índia. Para você ter uma idéia da sua abrangência e influência, se alguém perguntasse nas Universidades Indianas: “Quem foi William Carey?” aconteceria mais ou menos o seguinte:

• Estudantes dos departamentos de Letras, Literatura e Educação o reconhecem como o 1º tradutor dos grandes clássicos religiosos da literatura indiana, como o Ramayana e o tratado filosófico Samkhya na língua inglesa. Willian Carey traduziu e publicou a Bíblia em 40 línguas diferentes! Ele fundou a 1ª Faculdade Asiática em Serampore, perto de Calcutá; foi professor de Bengali, Sânscrito e Marathi no Fort William College em Calcutá e escreveu o 1º dicionário de sânscrito para estudiosos. Além disso, ele começou dezenas de escolas para crianças de todas as castas. Por mais de 3 mil anos a cultura religiosa proibiu a maioria dos indianos do acesso ao conhecimento, estratégia das altas castas para controlar as castas inferiores. Carey demonstrou tremendo poder espiritual contra os sacerdotes e religiosos. Carey escreveu baladas do evangelho em Bengali para atrair aos cultos hindus que amavam a música e transformou o Bengali – considerada apta somente para mulheres e demônios – na língua mais importante da Índia. Seu objetivo sempre foi criar uma literatura vernácula, nacional.

• Estudantes de história o têm como pai da renascença indiana nos séculos XIX e XX. O ápice intelectual, artístico, arquitetônico e literário da Índia hindu do século XI cessou e declinou com o monismo de Adi Shankaracharya. Todo o racionalismo, modernismo, temas científicos e tudo o mais que enriquece a cultura tornou-se suspeito dentro da cultura. Asceticismo, misticismo, ocultismo, superstição, idolatria, feitiçaria formaram a estrutura e visão de mundo da cultura indiana. Isso tudo em meio a exploração estrangeira e controle Europeu. Carey viu a Índia como um país amado por Deus, onde a verdade deveria reinar. O movimento de Carey culminou no surgimento do nacionalismo indiano e subseqüente movimento pela independência.

• Estudantes de economia o apontam como o precursor da idéia da poupança, um homem que lutou contra a avareza, a cultura de propinas e a usura da época. Juros entre 36-72 % tornam investimentos, indústria, comércio impossíveis, dizia ele! Ele pregou ética na economia e buscou incrementar as relações econômicas entre a Índia e Inglaterra numa época de xenofobia;

• Estudantes de engenharia o tratam como um industrial, que trouxe a máquina a vapor para a Índia, animou os ferreiros a fazerem cópias de
suas máquinas; o 1º a utilizar papel indiano para publicação;

• Estudantes de ecologia garantem que Carey foi o 1º a escrever artigos sobre a floresta indiana quase 50 anos antes do governo começar suas tentativas de conservação ambiental em Malabar. Ele defendeu o cultivo da madeira dando conselhos práticos em como plantar árvores com propósitos ambientais, agricultura e comerciais. Deus nos fez responsáveis por toda a terra!

• Estudantes de agronomia o tratam como o fundador da sociedade Agricultura e Horticultura em 1820, 30 anos antes da Sociedade Real de Agricultura ser estabelecida na Inglaterra. Carey fez sistemáticas pesquisas da agricultura e intensas campanhas pela reforma agrária. Tudo isso, por estar horrorizado pelo fato de 3/5 deste bonito país se tornara uma grande selva não cultivada e cheia de feras e serpentes; ele publicou os primeiros livros sobre ciência e história natural na Índia, trouxe o sistema de jardinagem Linnaen e inspirou o nome dum dos 3 eucaliptos da Índia: Careya Herbacea. Ele freqüentemente palestrou sobre ciência e mostrou como insetos não seriam almas aprisionadas, mas criaturas valiosas de atenção;

• Estudantes de medicina lembram que Carey realizou a 1ª campanha por um tratamento digno aos leprosos. Naquela época eles eram queimados ou enterrados vivos pela crença que um corpo, com um fim violento, transmigraria para uma existência saudável. “Jesus tocou os leprosos”, dizia Carey

• Estudantes de comunicação e marketing o honram como pai da tecnologia da impressão. Ele trouxe a imprensa e publicação e ensinou a utilizá-la além de estabelecer o 1º Jornal em língua oriental, Friend of India, uma força que impulsionou o movimento de reforma social na 1ª metade do XIX.

• Estudantes de sociologia e dos direitos da mulher lembram que ele fez pesquisas sociológicas e publicou artigos para levantar protestos em Bengali e Inglaterra. Ele foi o 1º a levantar-se contra os assassinos cruéis e opressores da mulher indiana. Os homens destruíam as mulheres através da poligamia, genocídio infantil, casamento infantil, queima de viúvas (sati), eutanásia e analfabetismo feminino. Todos esses sancionados pelo hinduísmo e outras religiões. Ele persistiu 25 anos contra o sati até que o edito de 1829 baniu essa prática, alem de abrir escolas para moças e arranjar maridos para viúvas convertidas;

• Estudantes de filosofia asseveram que William Carey reviveu a antiga idéia de que ética e moralidade estão inseparavelmente ligados à religião, enquanto muitos na época separavam a espiritualidade de moralidade. Ele reafirmou que os seres humanos são pecadores e precisam de perdão. Esse ensino revolucionou a espiritualidade indiana que enfatizava meramente a experiência mística individualista;

• Estudantes de astronomia sabem que Carey introduziu o estudo da astronomia na Índia. Ele não acreditava que os astros eram deuses que governavam a vida das pessoas. Profundamente preocupado com os desdobramentos culturais da astrologia: fanatismo, superstição, ele lembrou que homens foram criados para governar a natureza e não vice-versa. Sabia que o sol, lua e planetas são criados para manifestar a glória de Deus e ajudam a dividir as estações, anos e meses e definir direções (norte, sul, leste, oeste). A astronomia liberta enquanto a astrologia aprisiona!

• Estudantes de biblioteconomia o aceitam como o pioneiro no empréstimo de bibliotecas para a Ásia. Enquanto os navios britânicos importavam armas e soldados, Carey trouxe livros educativos e sementes nestes mesmos navios. “Livros libertam”, dizia Carey!

Como você pode perceber, William Carey desejava que o Evangelho de Cristo influenciasse todas as áreas do conhecimento e penetrasse todas as esferas sociais. Ele possuía uma profunda convicção de que o Reino de Deus deve impactar e transformar os valores, as ciências, as idéias, as atitudes e a mentalidade do povo.
Como cristãos, não podemos apenas “salvar almas”, abençoar pessoas espiritualmente (se bem que espiritualmente não signifique “fora do corpo”, alma etérea, mas sim uma ação do Espírito de Deus sobre a vida). Parece que esta ainda é a tendência vigente em muitas igrejas e projetos cristãos: fiquemos com nossas igrejas ambientadas, cultos modernizados e programas contemporâneos! E o mundo lá fora? Que se lixe, que vá para ao inferno!?! Bem, nunca foi essa escatologia escapista ou teologia fatalista que marcaram a visão de William Carey e de muitos outros santos e sábios missionários, encorajados pelo evangelho integral do Senhor Jesus Cristo, bem como do seu irmão Tiago e do apóstolo Paulo de Tarso.
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Rubens Muzio é missionário da Sepal Sul.
Visite:
www.rubensmuzio.org
www.sepal.org.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

E-book para download - Quebrando o Silêncio


Amados, baixem aqui o e-book Quebrando o Silêncio: Um debate sobre o infanticídio nas comunidades indígenas do Brasil.
Organizado por Márcia Suzuki, o e-book expõe e analisa a terrível questão do infanticídio praticado por muitas tribos indígenas em nosso país.
Para que você possa avaliar a seriedade do assunto, leia o breve texto abaixo, à guisa de prefácio:
"Eu já vi enterrar muita criança no Xingu. Já vi isso acontecer muitas vezes. Eu acho isso errado porque eu gosto de criança. Eu, por exemplo, preciso de mais crianças, pois eu só tenho dois filhos. Ao invés de enterrar, elas poderiam dar para mim. Às vezes eu tento tirar do buraco, mas é difícil. Às vezes a mãe quer a criança, mas a família dela não deixa. É muito difícil.
Até hoje eu só consegui desenterrar um com vida, o Amalé. A mãe dele era solteira, ela chorou muito, mas o pai dela enterrou ele. Ele estava chorando dentro do buraco, aí minhas parentes foram me chamar. Eu entrei na casa, perguntei onde ele estava enterrado e tirei ele do buraco. Saiu sangue da boca e do nariz dele, mas ele viveu. Ele está doente, mas eu decidi criá-lo. Agora ele é meu filho. É um menino bonito, não é cachorro. É errado enterrar.Teve três crianças que eu tentei salvar, mas não deu tempo. Uma nasceu de noite e eu não vi. A minha tia também queria essa criança, gostava dela, mas quando chegou lá a mãe dela já tinha quebrado o pescoço do bebê. Quebraram o pescoço depois enterraram. A outra eu ia tirar do buraco, não deu tempo porque eu estava do outro lado, tirando mandioca. Eu estava trabalhando e não vi. Disseram que ele também estava chorando dentro do buraco. Minha outra prima, a mãe do Mahuri, enterrou as cinco crianças que nasceram antes dele. Ela era solteira, por isso tinha que enterrar. O funcionário salvou o Mahuri porque ficou com pena, é um
menino muito bonito, já está grande. A mãe dele viu ele em dezembro e achou ele bonito.
Eu mesma não gosto que enterre, acho errado. Criança não é cachorro. Nós temos medo de nascer gêmeos, trigêmeos. Dizem que quando um pajé faz feitiço, podem nascer até sete crianças. Por isso as mães têm medo. Mas eu acho errado matar. Eu já falei isso para as mulheres de lá. A criança fica chorando dentro do buraco, criança pequena custa muito a morrer. Se eu ver no buraco eu tiro."
Kamiru Kamayurá
Brasília, Agosto de 2007.

Para baixar o e-book, Clique Aqui.

Fonte: www.sepal.org.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

PACOTES DO EVANGELISTA – estudos e e-books


Baixe aqui dois pacotes contendo cada um uma série de estudos, trechos de livros e e-books completos sobre vários aspectos do evangelismo, coletados em diversas fontes e reunidos aqui para você.

O primeiro (Pacote Evangelismo) contém:


A APRESENTAÇÃO DO EVANGELHOtrecho do livro "Discernindo os Tempos" , de Martyn Lloyd-Jones, Editado pela Editora PES;

Maneiras de Usar Folhetos EvangelísticosVárias dicas práticas e relevantes sobre o uso desta ferramenta;

APELANDO POR DECISÕESde D.M. Lloyd-Jones. Capítulo do livro "Pregação e Pregadores" - Editora FIEL

Guia de Evangelismo Pessoal
- Com Respostas às Objeções Mais Comuns – Excelente!

Municípios Brasileiros onde é menor a presença de evangélicosConforme senso do IBGE. Veja onde estão excelentes campos missionários em nossa pátria!

Para baixar,
[((cLIqUe AqUi]))



No segundo pacote (E-books Evangelismo) você encontra os excelentes estudos e e-books em pdf:

Aspectos Fundamentais sobre EvangelizaçãoEscrito pelo Rev. Oziel Gomes, um excelente artigo.


Como Evangelizar sem Medode WILLIAM FAY & RALPH HODGE. Um e-book de 57 páginas.

Guia Básico de Evangelismo InfantilEstudo elaborado por Carolina D. Miklos, da Igreja Época da Graça em Cristo.


Para baixar,
[((cLIqUe AqUi]))

sábado, 12 de janeiro de 2008

Empresas missionárias em ação


Li o livro Força Empresarial em Missão Integral de Heniz A. Suter, Marco Gmür, distribuído pela Editora Descoberta e fiquei fascinado. Após alguns meses reli. Fiquei impactado. Não sei qual será a minha reação após a leitura pela terceira vez. Só Deus o sabe... Nesses últimos dias em que estamos vivendo aqui na terra, é de impressionar o crescente número de empresários que estão conhecendo a Cristo e dedicando as suas vidas e conseqüentemente as suas empresas para a obra e o serviço de Deus. Esse número tem crescido muito graças ao esforço dinâmico e contagiante da organização ADOHNEP(Associação dos Homens de Negócios), organizada com a finalidade de alcançar os empresários para Cristo. Sendo uma classe tão ocupada com negócios – o empresariado –o tempo e a oportunidade para ela ouvir as maravilhas de Cristo, eram escassas, e com a ADONEHP, o tempo foi otimizado e muitos empresários estão se rendendo aos pés de Cristo através deste abençoado ministério. Lendo o livro citado percebi que as oportunidades de investimento no reino de Deus pelas empresas cujos empresários foram alcançados com a Graça de Deus, são inúmeras. O mundo necessita muito de empresas que estejam voltadas para o avanço do Reino de Deus. Esse desejo pode ser aprofundado para influenciar o avanço missionário ás nações necessitadas do Verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Utilizando os diversos meios no ramo de negócio as empresas podem utiliza-los influenciando com seus recursos logísticos humanos e financeiros a implantação da Igreja em regiões carentes, apoiando e sustentando missionários em regiões urbanas e especialmente além das nossas fronteiras. As dificuldades de crescimento, ampliação dos negócios, o fechamento e até mesmo a falência de muitas empresas são motivos de sobra para se questionar quais os propósitos que levaram a criação de uma empresa. O autor do livro menciona o exemplo de Friedrich W. Raiffeisen – um modelo para empresários cristãos – que fundou uma pequena instituição financeira de acordo com os princípios cristãos de “um por todos e todos por um”, para assim ajudar a eliminar a fome iminente –( Fome zero!?) Ele viveu e atuou de acordo com o seguinte princípio: “Não devemos limitar-nos a pedir a ajuda de Deus. Devemos fazer o que nos corresponde, executando diligente e lealmente a nossa tarefa, e a bênção de Deus e a atividade humana levam ao êxito.” pg.61 Uma empresa missionária é aquela cujo valores, interesses, importações e exportações estejam voltados para os lucros de valores eternos. A sua maior característica é o investimento feito por ela aqui na terra visando minimizar o sofrimento dos povos com a integralidade do evangelho cujos dividendos dessas aplicações são computados no céu. Em Lucas 16.9 Jesus atesta este fato. Ele diz: “ Por isso, eu lhes digo: "Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebem nas moradas eternas.” O ‘Estes’ são aqueles que são alcançados pelas empresas missionárias que investiram expressivo apoio logístico e financeiro em ‘Jerusalém, Judéia, Samaria,e até nos confins da terra". O acúmulo de riquezas e tesouros para engordar o patrimônio empresarial é um risco muito grande que muitos se submetem e em muitos casos paga-se um alto preço para a manutenção da segurança desses bens materiais. Jesus foi enfático ao dizer que é um esforço desnecessário o acúmulo dos tesouros na terra, pois eles são os alvos prediletos da traça, da ferrugem e dos ladrões que os roubam. As igrejas locais em toda parte estão necessitando de ampliar a visão missionária e ver os campos que continuam brancos para a ceifa. Olhar menos para dentro de si mesmas, seus interesses, seus constantes programas inovadores de entretenimento e reassumir com dedicação, compromisso e muita coragem o cumprimento da tarefa de alcançar o mundo com o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, antes que seja tarde demais. As empresas, em apoio às Igrejas Locais, que se “vestirem” de fato da responsabilidade de compartilhar o amor de Jesus a todos os povos e, tendo como princípio básico dos seus investimentos - missões - poderão com maior rapidez, alcançar centenas de grupos étnicos não alcançados. Os inúmeros meios de acesso aos povos que ainda vivem sem o evangelho de Jesus estão potencialmente disponibilizados nas mãos das empresas missionárias, que podem utilizar os seus recursos para formar parcerias com missionários, agências missionárias, denominações evangélicas, ingressando-os como seus operários - os chamados fazedores de tendas - prestadores de serviços, sem vínculo legal, mas, compromissados, no aspecto moral, ético e espiritual, para ampliação dos negócios empresariais e, especialmente o celestial. Em nenhum momento essas empresas comerciais em parcerias com missionários, ocupariam, anulariam ou substituiriam a responsabilidade da igreja local. Jesus disse que o campo é o mundo; e que deveríamos rogar ao Senhor da Seara que enviasse mais obreiros para a seara. Muitos obreiros tem surgido. Mas, onde estão os mantenedores? Onde estão os investidores? E os campos continuam brancos... As empresas missionárias, podem e devem fazer altos investimentos no apoio à Igreja, na plantação de Igrejas Locais, onde Cristo ainda não é conhecido. Investindo em vidas aqui neste mundo, estamos participando do plano estratégico de Jesus. O retorno satisfatório será eterno, no céu e a promessa de Jesus em Lc.16.9 é que os beneficiários desse investimento serão recepcionistas no céu para abraçar os que se empenharam em tornar o nome do bendito Salvador Jesus Cristo, conhecido em todos os lugares promovendo a salvação de cada um deles.

Jackson Santos, pr.
miapibr@bol.com.br
www.ejesus.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A janela nordestina


OREM PELO NORDESTE... 346 MUNICÍPIOS COM MENOS DE 1% DE EVANGÉLICOS... 44.768.201 MILHÕES DE BRASILEIROS , O GRANDE DESAFIO MAIS DE 43.000.000 A SEREM ALCANÇADOS (contagem 1.996)

Terceira maior região em tamanho, com um milhão e meio de quilômetros quadrados. Com área equivalente a três vezes maior que a Espanha, quatro vezes maior que o Japão, e setenta vezes maior que Israel. Terceira maior densidade demográfica do país, com 28,7 habitantes por quilômetros quadrados. 9 Estados, 1.787 Municípios, com 59 principais cidades. No Nordeste nasceu o Brasil, no século XVI na cidade de Porto Seguro/BA, em abril de 1.500. Começando no Maranhão e terminando na Bahia é uma das regiões mais ensolaradas do globo: de 2.800 a 3.500 horas de sol por ano (mais de oito horas por dia, em média). Em áreas irrigadas, essas características propiciam três colheitas anuais. Existem dois Nordestes, um é o Litorâneo e da Zona da Mata ( 0 Nordeste A), onde se encontram as grandes cidades e a maior densidade demográfica da região. É o Nordeste Turístico. O Outro é o Nordeste do Polígono das secas (O Nordeste B), onde predomina o sertão, a seca e suas conseqüências. É o Nordeste das pequenas cidades e das populações que sobrevivem em minifúndios ou como quase escravos de latifúndios. É o Nordeste onde a miséria humana retrata fielmente a terrível vida das regiões menos desfavorecidas do Terceiro Mundo. É o Nordeste de um dos maiores índices de analfabetismo do Ocidente, e dos mais assustadores índices de subnutrição e mortalidade infantil. Em 1.847 Marcos Antônio de Macedo, Juiz de Direito da Comarca de Crato, apresentou ao Imperador Dom Pedro II um projeto de transferência de águas da bacia do Rio São Francisco para a bacia do rio Jaguaribe, no Ceará, mas 152 anos depois, só agora projeto semelhante começa a ser alvo de atenção especial por parte do governo. Metade das crianças pobres do Brasil vivem no Nordeste, 103 crianças em 1.000, morrem antes de completar um ano. No Município de Teotônio Vilela (AL), a mortalidade infantil chega a atingir 377 crianças de um grupo de 1.000 nascimentos Sendo uma das áreas mais problemáticas do mundo. Segundo pesquisa anunciada no mês de agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) revela que 80,45 % dos baianos estavam abaixo da chamada "linha da pobreza", ganhando R$ 132,00 por mês, e que 60,24% chegavam a estar abaixo da "linha da indigência". Com rendimento inferior a R$ 65,00. Na cidade de Tucano/BA, tem funcionários diaristas da Prefeitura que chegam a receber R$ 46,00 por mês. Em Salvador, centro financeiro e comercial do Estado a renda per capita é de R$ 248,85. O Estado da Bahia ocupa a terceira pior posição do Brasil, só perdendo para o Maranhão (69,2% de indigentes), Piauí (65,67 % de indigentes), e Alagoas (58,42 % de indigentes). Onze cidades do Piauí, sete do Ceará, duas da Paraíba tem mais de 65% de indigentes. Araripe com 17.589 habitantes no Ceará é considerada a capital nacional da miséria, onde 73,3% das famílias são indigentes. Mais da metade da população do Recife, são favelados, a renda per capita do Nordeste é inferior à metade da renda nacional. A taxa de 33% de analfabetismo no Nordeste é quase o dobro, com referência ao resto do país que é de 16%. O Nordeste com o: menor percentual de saneamento, água encanada e energia elétrica, de maior numero de moradores por cômodos em uma moradia, de maior percentual de trabalho infantil, maior índice de prostituição infantil, de trabalhadores sem carteira assinada, de trabalhadores recebendo menos de um salário mínimo, de maior índice de desemprego, infelizmente a cidade de Salvador recebeu o título de capital da AIDS brasileira. São 1.209 municípios atingidos pela seca no Nordeste, quase 70% dos 1.787 municípios da Região, segundo a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), quase 10.000.000 de pessoas já estão em "situação critica". São considerados em estado critico 178 dos 221 municípios do Piauí, 117 dos 184 do Ceará, 141 dos 166 do Rio Grande do Norte, 193 dos 223 da Paraíba, 127 dos 187 de Pernambuco, 50 dos 101 de Alagoas, 33 dos 74 de Sergipe, 284 dos 415 da Bahia e 86 na Região semi-árido em Minas Gerais. A maior parte das famílias flageladas está na Bahia, o desafio vai se tornando cada vez maior, não basta anunciarmos Jesus, e eles continuarem com fome, precisamos fazer alguma coisa palpável. Para atendermos a necessidade deste povo precisaríamos de 150.000.000 de kl. de alimento mês, para as 2.000.000 de famílias dos flagelados. Há 19,36 % dos 1.787 municípios do Nordeste com menos de 1% de evangélicos. No Nordeste concentra-se o maior número de municípios com menos de 1% de evangélicos do País, 346 que já conseguimos localizar, mas sabemos ser bem maior o número. No ultimo censo realizado pelo IBGE em 1.991 constava apenas 138 municípios com menos de 1%, mas de lá para cá já foram emancipados mais de 280 municípios. Apesar de muito grande o número de evangélicos nordestinos por todo o país, são poucos os que voltam para evangelizar o seu estado natal, quase sempre em função da condição financeira. O percentual de evangélicos em 1.980 era de 3,45%. Hoje nas principais cidades a média de evangélicos é de 6 a 7%, sendo que no interior não ultrapassa 2%, o que dá na média de 3 a 3 ½ % de evangélicos em todo o Nordeste. (Apesar de algumas pesquisas declararem que o número de evangélicos no Nordeste é de 6,83%, não é esta a realidade atual do Nordeste). Juazeiro do Norte no Ceará, com uma população de 200.000 habitantes, tem 16 templos evangélicos e por volta de 3.000 crentes, o que significa 1 ½ % de evangélicos. Ainda existem muitas cidades com 0% de evangélicos, como as cidades de Monsenhor Hipólito no Piauí, Granjeiro no Ceará, São José do Seridó e Ruy Barbosa no Rio Grande do Norte, Amparo de São Francisco no Sergipe, e muitas outras no interior do Nordeste e que não tem Igreja Evangélica.

CARACTERÍSTICA ESPIRITUAL DO NORDESTE 

A Igreja Católica faz parte da cultura. O líder espiritual é atendido sem questionamento. A idolatria é uma necessidade vital para o sertanejo sofrido. O Catolicismo popular desvinculado de muitos dos dogmas e doutrinas do Vaticano domina: Frei Damião, Padre Cícero, São Francisco da Chagas... romarias, Santa Luzia, Cruz da Menina..., pagar promessa, pedra na cabeça, cruz nas costas e outros. Uma razoável adesão aos cultos afros: umbanda, macumba, candomblé... muitos feiticeiros, benzedores, espalhados pelo interior, destacando maior incidência na Bahia e Maranhão. São raras as residências no sertão que não tenham um altar com toda espécie de imagens. Uma mistura de catolicismo e macumba. Ë um povo ligado ao simbolismo, místico, mágico, tradicional, folclórico, com muita ligação a figura de Maria e aos santos.


CULTURA, COSTUMES E ALIMENTAÇÃO

Cultura predominada pelo negro e o índio (em Salvador 83% da população é de raça negra),vivem em péssima condição financeira, e com grande taxa de analfabetismo, muitos menores abandonados, sem uma estrutura familiar, nas regiões praianas, é grande o número de pessoas que habitam em palafitas (barracos levantados sobre estacas dentro do mar). É comum encontrar-mos homens convivendo com sua esposa e mais 3 a 4 amantes, na maioria das vezes nem casados são. Crianças filhos do mesmo pai, porem de mães diferentes. E isso gera grande conflito a nível de educação e formação de caráter nas crianças. É realmente um problema cultural, não podemos nos esquecer que há bem pouco tempo atrás, (na época escravidão) haviam os escravos reprodutores, portanto hoje é comum uma mulher saber da existência de outra e encarar isso com naturalidade. O sertanejo é forte, corajoso, perseverante e lutador e se adapta com facilidade aos lugares mais difíceis e duros. Tem o rosto de todos os povos. A sua própria carga hereditária antropológica, habitat e estilo de vida lhe treinaram muito bem. Conservam uma fé de que tudo vai mudar e crêem nisso, só não sabem a forma correta, por isso apelam para todas as crendices. Ë impressionante como no Nordeste encontramos carrancas nas residências (São imagens feitas na região do Rio São Francisco, que personificam o rosto de um demônio), A alimentação é predominada pela carne do sol, carne de sertão, comem quase que diariamente feijoada (feijão com carne de sertão, calabresa e etc..) muito rica em colesterol, o que faz com que o Nordestino tenha sérios problemas de saúde (colesterol alto e problemas de pressão alta). Utilizam muito azeite de dendê principalmente na Bahia. Consomem muito acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, chim chim de galinha, os cosidos, moquecas, meninicos de carneiro, carne de bode, carneiro, sarapatel, farinha de mandioca que é usada em quase todos os pratos como complemento e outras feitas com frutos do mar como caldos de sururu, siri, camarão; caranguejos, os chamados lambretas que são feitos com mariscos e outros. O arroz feito no Nordeste é cosido como macarrão, depois escorrido, só depois temperado, comem bem pouco verduras em folhas. No café da manhã o que predomina na alimentação do nordestino é o cuscuz, o beju, biscoitos feitos de goma, coco, o mingau de milho ou tapioca, o aipim, batata doce, a carne de sol acebolada. As frutas da região são umbu, cajá, cacau, cajarana, jaca mole, pinha, acerola, maracujá, nicuri, coco, caju, jambo, a banana prata e a da terra que comem cosida, é muito grande o consumo de castanhas de caju. É realmente muito interessante a cultura do nordestino.

Fonte: http://www.missoesmundiais.hpg.ig.com.br/

Nota: Algumas das informações apresentadas neste artigo estão desatualizadas, mas ainda assim ele é relevante, pelo que decidi publicá-lo aqui.

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