sábado, 27 de dezembro de 2025

Planner Missionário GRATUITO - Baixe e imprima

 




Veredas Missionárias traz, pela graça de Deus, um novo recurso gratuito para você: Um planner missionário. Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, do executivo à dona de casa, um planner permite organizar, segmentar e rememorar atividades, projetos e compromissos de uma forma prática e, por que não, bonita.



Nosso planner possui páginas como Caderno de Intercessão, Intercedendo pelos Missionários (com espaço para inserção de informações, foto etc.), Organização Financeira, Esboços para Pregações, Metas para propagar o Evangelho e muitas outras, e ainda TRINTA E UMA páginas em estilo agenda/diário, cada uma com um versículo da base bíblica de missões, e também uma frase missionária DIFERENTES. Assim, você tem um mês de páginas, e, se desejar, pode imprimir o quantitativo de um ano inteiro, compondo assim uma verdadeira agenda missionária anual. 

E lembre-se: Você pode imprimir apenas as páginas/seções que lhe forem úteis. O planner apresenta 11 seções diferentes.

Um recurso GRATUITO para você usar e compartilhar.

Baixe o arquivo em PDF do seu planner pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.

 


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Katharine “Katy” Barnwell e seu gigantesco impacto na obra missionária moderna

 


A Dra. Katharine “Katy” Barnwell faleceu em 29 de setembro de 2025, aos 87 anos. Descrita por muitos como a “mãe da tradução bíblica moderna”, a metodologia de tradução e o programa de treinamento de Katy capacitaram milhares de tradutores, muitos sem formação acadêmica em linguística. Por meio de sua orientação gentil e vasta experiência, ela apoiou líderes locais, incentivando-os a prosseguir com a tradução da Bíblia para seus idiomas.

Após concluir o mestrado em Língua e Literatura Inglesa, Katy iniciou seus estudos linguísticos com a SIL em 1960. Desde então, sua alegria em servir às comunidades que amava por meio da tradução tem sido inegável. Ela atuou na SIL como linguista na Nigéria, formadora de tradutores locais e coordenadora internacional de tradução, entre outras funções. Essa mesma alegria a acompanhou em sua "aposentadoria", onde continuou como bolsista da SIL e consultora sênior de tradução da Seed Company.

O impacto de Katy em sua área continua a crescer. O livro didático de tradução que ela escreveu — Tradução da Bíblia: Um Curso Introdutório em Princípios de Tradução — foi desenvolvido inicialmente em uma época em que linguistas expatriados não conseguiam mais trabalhar na Nigéria. Agora, meio século depois e em sua 4ª edição, o livro é considerado o manual de referência para a formação de tradutores nativos e é amplamente utilizado em treinamentos ao redor do mundo.  

Além da liderança de Katy por meio da pesquisa e do ensino, ela é lembrada com carinho por alunos, colegas e amigos em todo o mundo como uma mentora atenciosa e influente, dedicada humildemente a capacitar os outros e a vê-los crescer e ter sucesso. 

O Dr. Johnstone Ndunde, Diretor Executivo da SIL, reflete: “A imensa contribuição de Katy para o movimento de tradução da Bíblia por meio de estudos acadêmicos, publicações, ensino e do Projeto Filme de Jesus só é comparável ao seu cuidado e impacto na vida de inúmeras pessoas. Em minhas visitas à Nigéria, conheci pessoas de todas as classes sociais que atribuem seu crescimento — pessoal e profissional — à 'Mamãe Katy' e guardam consigo lembranças muito queridas dessa mulher especial.”

Via SIL (Summer Institute of Linguistics)

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Sobre Katherine, o site Baptist Press publicou um artigo poucos meses antes de sua morte, o qual reproduzimos:


Diana Chandler

BRENTWOOD, Tennessee (BP) – “As mulheres se casam”, teria sido a resposta de seu pai quando a missionária e tradutora da Bíblia Katharine “Katy” Barnwell lhe disse que queria se matricular na universidade em Londres, na década de 1950.

Mas, à medida que seu pai cedeu, Barnwell desafiou as convenções. Ela estudou linguística e acabou trilhando um caminho até a Nigéria, onde se falam mais de 520 línguas. Lá, ela desenvolveu um método de tradução da Bíblia que, segundo seu biógrafo Jordan K. Monson, em entrevista à Baptist Press, levou mais pessoas a Jesus do que as cruzadas do falecido Billy Graham.

“A Lifeway (Research) estima que Billy Graham tenha convertido entre 2,2 e 3 milhões de pessoas ao cristianismo durante todo o seu ministério”, disse Monson. “É claro que isso é incrível, são números impressionantes. É como se um pequeno estado dos Estados Unidos tivesse se convertido ao cristianismo sob sua influência.”

Para chegar à sua conclusão comparativa, ele levou em consideração que os métodos de tradução de Barnwell são usados ​​no projeto do filme Jesus, que, segundo ele, ela reescreveu "do zero".

“E desde que ela fez isso, 400 milhões de pessoas se tornaram cristãs depois de assistirem ao filme Jesus. E esse era o trabalho paralelo dela. Nem era sua carreira principal”, disse Monson. “Então, quando você compara isso com os 3 milhões de conversões de Billy Graham, estamos falando de uma influência, às vezes, 100 vezes maior ou mais em termos de conversões globais ou pessoas se tornando cristãs no mundo todo.”

Mas para Monson, que narra o trabalho de Barnwell no livro recém-lançado pela B&H Publishing, "Katherine Barnwell: Como uma mulher revolucionou as missões modernas", sua influência não para por aí.

Barnwell, agora com 86 anos e trabalhando remotamente de sua casa em Londres, exala humildade. Como é ser tema de uma biografia?

"Que vergonha!", escreveu ela em um e-mail para a Baptist Press, com um ponto de exclamação incluído. Mas ela considerou Monson gentil.

Ele “escreveu sobre as conquistas, em vez dos fracassos – as vezes em que perdi uma oportunidade ou permaneci em silêncio quando deveria ter me manifestado”.

Nesta fase da vida, ela destaca o trabalho em equipe como o maior objetivo de seu ministério.

“Reconhecendo que precisamos trabalhar juntos como uma equipe, compartilhando talentos e habilidades, tentando ajudar os outros a desenvolver seus dons e habilidades, trabalhando em parceria com amigos de todas as nacionalidades e origens”, disse ela à Baptist Press.

Ela ainda não terminou. Do computador de casa, ela trabalha com tradutores de Mbembe no sudeste da Nigéria, onde começou sua missão com o Projeto de Língua Mbembe, interagindo com líderes religiosos locais, treinando e incentivando tradutores.

Antes de partir para o campo missionário, ela frequentava a All Souls Langham Place, pastoreada por John Stott, e hoje frequenta a Igreja Livre de Goring, não denominacional, em Thames Valley, que a tem apoiado ao longo de seu ministério.

Ela anseia por um tempo "em que pessoas de todas as línguas terão pelo menos algumas, e depois mais, Escrituras em seu próprio idioma".

Monson conta a história de Barnwell sobre o desenvolvimento de um método de tradução que valorizava e apreciava o conhecimento e as capacidades das populações locais que ela servia, começando no sudeste da Nigéria.

“Então, foi ela quem realmente abriu essa porta para ensinar as pessoas a enxergarem sua própria língua de uma perspectiva mais linguística e a partir de uma metodologia de tradução, para que pudessem traduzir as Escrituras fielmente para o seu próprio idioma”, disse Monson à Baptist Press. Ele compara isso à maneira como o apóstolo Paulo plantava igrejas em suas viagens missionárias: estabelecendo igrejas, treinando líderes locais que falavam os idiomas e conheciam a cultura, e seguindo em frente.

Assim como Paulo, Barnwell enfrentou dificuldades e provações no campo missionário enquanto trabalhava na tradução da Bíblia.

“Após meio século em missões, Katharine Barnwell não era estranha ao perigo. Seis vezes foi assaltada à mão armada, duas vezes atacada por ladrões armados. Fugiu de uma guerra civil a pé e rio acima sem documentos”, escreveu Monson em seu livro. Em uma ocasião, ela e uma equipe de tradutores foram assaltados à mão armada por um grupo de saqueadores na Nigéria, que roubaram vários laptops. “Ela suportou ameaças constantes de terroristas e o perigo constante da malária. Era conhecida por abrir mão de comida e sono para que outros pudessem comer e ter uma cama quente.”

Ao considerar a influência de Barnwell, Monson vai além de seu trabalho de tradução no projeto do filme Jesus, abrangendo também as traduções bíblicas concluídas nas últimas quatro décadas.

“Então, se você consultar qualquer Bíblia impressa ou gravada em MP3 no mundo, que tenha sido parcial ou totalmente concluída nos últimos 30 ou 40 anos”, disse ele à Baptist Press, “praticamente todas foram feitas de acordo com o treinamento, os métodos, os ensinamentos e os discípulos dela. E é isso que a torna uma das missionárias ou cristãs mais influentes de toda a história.”

À medida que a igreja global compartilha o Evangelho, ela está usando Bíblias e Escrituras traduzidas por métodos desenvolvidos por Barnwell, disse Monson.

“Então, em termos de número de pessoas que se dizem cristãs”, disse ele, “(ela) pode ser mais de cem vezes mais influente do que Billy Graham.”

Via Baptist Press


A Sociedade Bíblica do Brasil publicou o livro Tradução Bíblica - Um curso introdutório aos princípios básicos de tradução, de Katherine Barnwell. Confira AQUI.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Participando de projetos sociais apoiados pela igreja – Alguns exemplos de sucesso

 


Em seu livro Missões Para Pequenos Grupos Multiplicadores (JMN, 2017), o pastor Djalma Albuquerque dá alguns exemplos de ações sociais evangelísticas realizadas por sua igreja.


Nossa igreja (1ª PIB de Campo Grande) apoia muitos projetos sociais aqui em Campo Grande (MS), alguns dos quais precisam de voluntários para funcionar. Imagino que em sua cidade haja projetos assim também, quem sabe até organizados por sua igreja. Se for assim, o líder de missões pode incentivar os membros ou os participantes de grupos como células ou PGMs (Pequenos Grupos Multiplicadores, metodologia adotada por algumas igrejas) e segmentos como a Secretaria de Missões a marcar um dia para servir e abençoar vidas. Certamente será uma experiência inesquecível.

O grupo pode começar um trabalho em um hospital, e se já tiver alguém atuando em um, ele pode se unir e somar forças. Podemos visitar os enfermos, orar com eles, entregar presentes ou cartões escritos pelos membros da igreja, cantar músicas cristãs, entre muitas outras atividades. Para isso, podemos inclusive aproveitar as datas comemorativas do ano, como o Natal. Ações como essas farão toda a diferença na vida de quem as recebe e de quem as pratica. Às vezes não precisamos dizer nada, nem fazer nada demais, porém somente nossa presença já "fala alto" por si só. Mas esse contato precisa ser constante o ano todo.

O trabalho em nossa igreja tem o nome de Equipe da Esperança. Essa equipe visita duas mil pessoas por mês, vinte e quatro mil por ano. É muito bom quando temos alguém que ama esse ministério e se dedica a ensinar os membros de seu grupo a fazer visitas e ajudar no que for preciso. O grupo pode, por exemplo, pintar uma parede do hospital, levantar doações de cadeiras de rodas, muletas, chinelos, fraldas para adultos e produtos de higiene pessoal. No dia da entrega, o líder de missões do grupo deve estar preparado para fotografar, filmar, organizar um momento de culto com a direção do hospital para que vejam que a igreja se importa e participa.

Lembro-me de uma vez que o Projeto IDE (Instituto de Desenvolvimento Evangélico) precisava pintar as paredes de seu prédio mais antigo. Voluntários da nossa igreja se prontificaram e, em um fim de semana, conseguiram pintar prédio inteiro por dentro e por fora. Glória a Deus! Em outra oportunidade, num Natal a igreja coletou e encapou caixas de sapato e colocou dentro um brinquedo simples, além de um minipanetone, balas e pirulitos. Marcamos o dia para levar os presentes a uma comunidade carente. Foi algo maravilhoso que marcou a todos. Esse projeto atende hoje mais de cem mil pessoas por ano e, por se dedicar a crianças em risco, já recebeu recursos do Criança Esperança e da Petrobras. Hoje as crianças têm uma história linda para contar. Elas aprendem a montar instrumentos musicais e recebem aulas de robótica. Várias delas tocam na orquestra do projeto. Melhoraram seu comportamento em casa, na escola e na sociedade. Isso tudo é fruto da integração do projeto com uma igreja que ora e participa.

Há também o Projeto Nova, que resgata mulheres "profissionais" do sexo e as abriga em uma casa. No começo não sabíamos como fazer. Havia muito preconceito, muito medo. Como preservar o anonimato e ao mesmo tempo trabalhar e colher frutos? Deus levantou uma irmã abençoada, que junto com seu marido iniciaram o projeto. Depois de alguns anos a igreja começou a aprender a interagir além de orar nos grupos e células. O próximo passo foi perguntar o que podíamos fazer para ajudar. Em certa ocasião os grupos se organizaram e, em um sábado, pegaram caixas de madeira, envernizaram, cortaram e montaram suportes de flores e hortas, que embelezaram a sede do projeto. Foi um dia em que aquelas mulheres perceberam que a igreja ama longe e perto. Foi inesquecível! Eu também estava lá e perguntei a uma irmã, Elza:

- Você já conhecia o projeto?

A reposta foi negativa.

- O que está achando do trabalho? - quis saber.

- Maravilhoso! - ela disse. - Não imaginava que eu poderia ser tão útil fazendo tão pouco e me divertindo tanto na obra de Deus!

Hoje Elza é voluntária do projeto e contagia outros voluntários.

Temos outro projeto chamado Nova Criatura, que há mais de vinte anos trabalha com resgate, restauração e ressocialização de egressos do sistema prisional. São pessoas que aceitaram Jesus dentro do presídio e que, quando saem, vão para uma casa abrigo, onde tiram documentos, aprendem uma profissão e recomeçam a vida. O projeto começou pequeno, foi ganhando experiência e hoje tem uma associação que cuida dessas pessoas. No início alguns irmãos da igreja tinham dificuldades de oferecer uma nova oportunidade para alguém com aquele perfil, mas aos poucos Deus foi permitindo que o coração desses irmãos fosse tocado com testemunhos vitoriosos, e as portas foram se abrindo.

Alex é um bom exemplo. Começou sozinho a fazer tapeçaria, e deu tão certo que hoje é empresário e faz sofás, pufes, cadeiras e é líder de um PGM abençoado. Outro exemplo é Oscar. Preso por assaltar bancos, conheceu Jesus dentro do presídio e, depois de cumprir sua pena, foi para a casa abrigo. Começou lavando carros usados e aos poucos foi crescendo. Hoje é gerente da Michelin Pneus na cidade de Três Lagoas-MS. Há muitos outros testemunhos como esses. Tudo começa quando pedimos direção de Deus para fazer a sua vontade e nos dispomos a obedecer.

Outro projeto que a nossa igreja apoia é o Impacto Aventuras, que surgiu com Fernando Campos, um dos ex-presidiários. Ele abriu uma empresa de dedetização e é apaixonado por esportes radicais e de aventura. Lidera uma equipe de voluntários que vão a escolas, praças, retiros e igrejas para levar alegria e ensino de vida. Eles usam cama elástica, futebol de sabão, torre para fazer escalada, piscina de bolinhas, malha de escalada, tirolesa, giroscópio, floorball e rapel. A criançada fica louca de ver tanta coisa boa e dá atenção a uma palavra que impacta por meio do amor e da dedicação de cada um. Os PGMs da igreja abençoam o Projeto orando e se envolvendo para conhecer como é na prática o seu cotidiano. Os voluntários ajudam a montar e desmontar o equipamento, organizar filas e colocar os equipamentos, preencher fichas, cuidar da segurança, preparar lanches, limpar as áreas, conversar com os pais e ainda participam ativamente das brincadeiras.

Garanto que, quando envolvemos os membros dos PGMs em projetos sociais e eles começam a ver os milagres de Deus por meio das orações chegando ao campo missionário, eles não permanecem os mesmos.

Djalma Albuquerque


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