terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Doe uma Bíblia ao povo chileno



Pr. Teófilo Karkle

Estou mandando esta carta que contém uma linda Campanha, aqui do município de Peñalolen – Chile, nos pés da Cordilheira dos Andes, onde estamos trabalhando com irmãos pobres neste inicio de Missão. Peñalolen significa em língua indigena Mapuche: “Penha que Chora”.

Por onde temos andado, visitado e pregado temos visto e apalpado muitas carências. Carências de tudo, de mobílias, de instrumentos, de letreiros, de templos. As igrejas são pequenas e pobres, o povo não tem nem Bíblia, nem o pastor onde estamos hospedados tem sua Bíblia própria, ele está usando uma Bíblia emprestada.

Estamos vivendo uma grata surpresa de ouvir crianças e adolescentes dizerem que somos os primeiros missionários pisando as terras de Peñalolen, que nunca havia havia chegado aqui Missionários brasileiros como nós.

Dá-me vergonha daquelas igrejas brasileiras revestidas de mármore, mas não revestida de amor. Com ar acondicionado centralizado e nós enfrentando uma umidade relativa do ar de 22%, clima deserto mesmo, onde nossa garganta se seca rapidamente e o nosso nariz começa a sangrar. Esse clima é o mesmo da Palestina onde Jesus morava em Belem.

Tanto conforto em certas igrejas, tantas demagogias falando em missão, mas é só da boca pra fora, por que se fosse do coração deixaria gastar dinheiro em algo que já está pronto, para aplicar o dinheiro e o amor, onde está a carência do povo de Deus.

Encontramos na Sociedade Bíblica Chilena, Bíblias populares, ou Bíblias chamadas de Missionárias, no valor de Oito Reais cada uma, só que por este valor temos que comprar uma caixa de 24 Bíblias.

Se tivéssemos quatro caixas dessas teríamos onde doar: aos pobres de Peñalolen como presente de amor, vindo de brasileiros com um coração cristão de verdade, neste ano de 2012.

Uma caixa de Bíblia custa R$ 192,00 reais, isso é um valor onde no Brasil alcançaria comprar duas Bíblias de Estudo ou nem isso, pode que seja um pouco alto o valor, mas imagina, faríamos 24 ou 96 chilenos felizes.

Ajude-nos a colocar a Bíblia na não de muitos adolescentes, ajude-nos a semear a Palavra de Deus entre os pobres de Peñalolen. Depois teríamos 32 municípios mais na grande Santiago, todas com as mesmas carências.

Fale com mais alguém, algum amigo seu, algum pastor, algum empresário que queiram doar estas Bíblias Missionárias, muitas pessoas precisam ter a Palavra de Deus. Muitas vidas conhecerão a Jesus Cristo através deste trabalho.

Como as Bíblias se encontram aqui no Chile, as Doações deverão ser enviadas em Dinheiro na conta abaixo:

Agencia 3078-3
Conta Corrente 18.491-8
Banco do Brasil em nome de Teófilo Karkle.

Finalizo esta carta com muita esperança de que faremos isso para a Gloria de Deus.

Em Cristo Jesus.

Pr. Teófilo Karkle
CENTRO DE ALEGRIA
Escrevamos no nosso e-mail: centrodealegria@hotmail.com
Nós respondemos todos os e-mails que nos chegam.
Veja nossas fotos no Facebook: http://www.facebook.com/#!/Pastorkarkle


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SHOCKWAVE 2012 - Campanha de Oração pela Igreja Perseguida



De 02 a 04 de Março
Shockwave é uma campanha mundial de oração promovida anualmente pelo Underground, o Ministério Jovem da Missão Portas Abertas, em prol da Igreja Perseguida.

Conheça e participe você também!


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Missões: Quem enche o nosso coração?



Pr. Antonio Mendes Gonçales

Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade?” Atos 5.3.

Ananias e Safira protagonizaram o primeiro caso de mentira contra Deus na igreja primitiva. Depois da atitude de amor e desprendimento de Barnabé, surge o casal “manchando” a história da igreja com um comportamento vaidoso e egoísta, valorizando o material em detrimento ao espiritual.

Nesses dois comportamentos antagônicos Deus nos mostra que existem “Igrejas Barnabés” e também “Igrejas Ananias e Safiras”. No que concerne à falta de liberalidade no dar, parece-me que os “Ananias e as Safiras” estão na frente. Olhando para a lista de igrejas que contribuem para as nossas duas agências missionárias, fica claro que se todas as igrejas engajassem o espírito missionário, provavelmente dobraríamos o número de missionários, tanto no Brasil quanto no mundo.

A pergunta de Pedro a Ananias deixa claro que o homem permite que o Diabo encha seu coração. Encha seu coração de críticas para justificar seu amor ao dinheiro e descaso para com a obra missionária. Quando ele não permite que seu coração seja cheio de mentiras, vaidades e egoísmos, ele passa a encarar com responsabilidade, principalmente a obra missionária.

“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”. 1 Co 10.13. A clareza do texto é mais do que evidente. Senão vejamos:

1. A tentação é uma realidade;

2. Deus não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar;

3. Deus vai dar o escape. Veja que Deus nos dá plenas condições de não permitir que o inimigo encha o nosso coração.

Ananias e Safira abriram a entrada dos seus corações para que o inimigo os enchesse. Eles permitiram. A pergunta é pertinente: Porque a obra missionária não é levada a sério por muitos crentes? A resposta é: Porque não ouvem a voz do Espírito e não deixam ser cheios por Ele. Barnabé optou por deixar ser cheio do Espírito e deu para o Senhor o que havia sido prometido, tocado pelo Espírito. Ao passo que Ananias e Safira optaram por deixar que o Diabo enchesse seus corações. Quem está enchendo seu coração?

Pr. Mendes

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sobre o Congresso de Evangelização do Sertão Nordestino, e Bíblias em áudio para os sertanejos


Daladier Lima

Abaixo vocês assistirão a um vídeo de apenas três minutos sobre um projeto extremamente importante: a evangelização do sertão nordestino. É um tema que nos preocupa, já tendo sido abordado de várias maneiras. Inclusive, destacando a inércia da maior denominação evangélica brasileira no assunto. Líderes de diversas igrejas irão promover, de 19 a 23 de março, na cidade de Juazeiro do Norte/CE, um Congresso que buscará estratégias para a evangelização da região. Será lançado um plano de ação para plantar 10.000 igrejas nos 10.000 vilarejos sem qualquer presença evangélica, em dez anos. Setenta e um por cento das cidades menos evangelizadas do Brasil estão no Sertão Nordestino.  Segundo a Ultimato, 182 delas com menos de 1% de evangélicos.

A SBB tomará parte do projeto fornecendo 10.000 cópias em CD da Bíblia, visto que boa parte da população não é alfabetizada. Para isso precisa levantar R$ 100.000,00. Nada de semeadura, é um projeto de gente que se envolve e não anda de jatinho, rsrsrs. Se você quer ajudar:

Banco Bradesco 
Sociedade Bíblica do Brasil 
Agência 3390-1 
Conta Corrente 18.512-4 


Para maiores informações visite o site www.congressosertaonordestino.com.br
Telefone em Juazeiro do Norte: 88 3512-6041
Telefones em São Paulo: 11 4136-4773 e 4204-1176

Parabéns à organização do congresso que teve a excelente ideia de promovê-lo no coração do problema.

  

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Plantando uma roça para Deus



Wilton Dias Silva

“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Sl 126.5-6.

Todos nós sabemos que estamos vivendo na era da informática, da tecnologia ou por que não dizer na era do capitalismo e consumismo sem fronteiras? Em todas as áreas têm sido feitas pesquisas para se descobrir como facilitar e agilizar nosso dia a dia.
Até mesmo dentro de nossas igrejas têm sido usados métodos que buscam resultados fáceis visando encher os bancos, aumentar o número de pessoas e arrecadação financeira; mesmo que para isto tenham que esquecer certos princípios bíblicos determinados não pelo homem, mas sim pelo próprio Deus, a quem dizem estar ‘servindo’! Todos, ou quase todos, buscam resultados rápidos. Queremos ver frutos nos trabalhos. Quantas conversões já houve? Quantos batismos? Quantos estão na classe de catecúmenos? E assim por diante. Acredito que, como filhos de Deus queremos que “…ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.10-11).
Porém, mesmo na era da tecnologia, algumas coisas continuam sendo feitas como há muito tempo atrás, sem a ajuda da informática ou de máquinas. Há ainda muitas coisas sendo feitas que têm que esperar o tempo determinado por Deus!
Quando cheguei ao trabalho entre os Tapirapés, em outubro de 2003, percebi que alguns índios tinham roça. Logo, meu colega Edson Rocha e eu começamos a trabalhar junto com os homens em suas roças. Este tipo de roça é conhecido como roça de toco, pelo fato de ser feita manualmente, sem ajuda de trator ou animais, onde as árvores são cortadas aproximadamente entre 70 cm a 1 m do chão, ficando assim o toco da árvore de pé por muito tempo no local.
Todos nós gostamos de comer os frutos da roça. Mas nem todos sabem como se dá todo o trabalhoso processo para que isso aconteça. Quero então comparar a roça com a Obra Missionária. Normalmente, o trabalho na roça é dividido da seguinte forma: 1ª etapa - a escolha de um local na mata; 2ª etapa a demarcação do local; 3ª etapa início da brocagem (usando facão ou foice): corte dos arbustos, cipós e da vegetação mais fina; 4ª etapa - derrubada das árvores com machado, dois dias depois da brocagem e com as energias recuperadas; 5ª etapa - queima de tudo depois de aproximadamente trinta dias, quando tudo já está seco; 6ª etapa - segunda queima para os galhos mais grossos e algumas árvores que não queimaram direito (são colocados juntos e queimados); 7ª etapa - início do plantio das sementes; 8ª etapa limpeza da roça porque depois das primeiras chuvas vêm as ervas daninhas e é preciso tirá-las, senão acabam sufocando o que foi plantado; 9ª etapa colocação de uma cerca para proteção contra os invasores: veado, anta, cavalo, etc.
Depois de todo este trabalho é que as plantas irão crescer e dar frutos. Só que durante todo este processo acontecem ataques de formigas (de fogo, tucandeiras, etc.), marimbondos, abelhas, mosquitos, muriçocas, piuns, e ainda há o risco de picadas de cobras e escorpiões!
Todos nós missionários, liderança da missão, pastores, igrejas, queremos ver os frutos do nosso trabalho. Daí surgem as perguntas: Quantas conversões já houve? Quantos batismos? Quantos cultos têm por semana? Vocês já têm a Bíblia traduzida na língua indígena? Há quanto tempo estão no trabalho? E assim por diante!
Querido leitor, talvez você esteja enfrentando algumas dificuldades no processo de “construção da sua roça” (ministério), mas é preciso perguntar: em que etapa deste processo estou? Os frutos não surgem na época em que fazemos a broca ou a derrubada. Tanto na Obra Missionária Indígena como em outros ministérios somos atacados por vários insetos (desânimo, problemas de saúde ou emocionais, financeiros, frustrações, perdas, provações, etc), além do risco de sermos “picados” pelas tentações e armadilhas do diabo. Mas é preciso trabalhar! Quero desafiá-lo a juntar-se a nós para plantarmos uma roça para o Senhor, tendo almas como frutos eternos. Como diz a letra de uma música: “Mas quem observa o vento não plantará! Quem olha pras nuvens nunca colherá! E semear parece em vão, e vem do coração a voz: deixa pra lá!”
É Deus que opera o germinar nas vidas e as torna frutíferas, embora muitas vezes tenhamos que semear tendo nossas lágrimas, suor e/ou até mesmo sangue como adubo. Junte-se a nós missionários! Pegue suas ferramentas: facão, machado, enxada, foice (Palavra de Deus, oração, ânimo, coragem, etc.). Preparemos uma roça para o Senhor!

Wilton Dias Silva
Missinário junto a Tribo Tapirapé-MT

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Revista A Colheita - Informações missionárias disponibilizadas gratuitamente



A Revista A Colheita, editada pela Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, é um excelente manancial de informações missionárias, do interesse de todos os envolvidos com Missões, independente de correntes e denominações. Na revista você poderá ler artigos missionários, entrevistas, informações sobre países e povos, e muito mais.
E o melhor é que a JMM disponibiliza as edições de A Colheita para download gratuito.

Clique AQUI para visitar a página de downloads das revistas. E boa leitura!

domingo, 29 de janeiro de 2012

A paciência na obra missionária



Rev. Carlos del Pino
“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e com espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima”  -  Tg 5.7-8
Nos versos 7-12 deste capítulo vemos Tiago tratando das várias dimensões que assume a paciência na vida cristã. Com plena certeza todos cremos que este é um assunto de muita pertinência para os nossos dias, principalmente por vivermos em uma época em que a paciência já não mais é vista como uma virtude que devemos cultivar; antes, vivemos em um momento em que as pessoas querem satisfazer seus egos de forma imediata e a todo custo. Sendo assim, nos propomos a ver, passo a passo, as dimensões da paciência para a vida cristã e para a obra missionária, segundo as palavras de Tiago.
No texto de hoje (5.7-8) o autor nos apresenta o fundamento mais essencial para a paciência: a vinda de Jesus Cristo. Como cristãos sabemos que Cristo voltará, conforme ele mesmo nos prometeu (Mt 24.29-31), para o encontro definitivo e eterno com sua igreja, para o Juízo Final e para o estabelecer o destino eterno de todos os seres humanos. Mas já que não sabemos quando ocorrerá tal evento, não temos alternativa a não ser a de desenvolver a prática da paciência e da espera. Esperar pacientemente, portanto, é uma parte fundamental da vida cristã cotidiana y de sua espiritualidade.
O exemplo do agricultor que, naquele momento da história em uma região muito seca, não tinha outro remédio que aguardar com paciência pelas chuvas para que assim pudesse por sobre a mesa a comida para sua família, demonstra claramente a importância da paciência cristã fundamentando nossa esperança na vinda de Cristo. Si não nutrimos com esperança nossa espera pelo retorno de Cristo, como saberemos esperar pelas outras coisas que estão mais próximas?
Ao não aprender a esperar pacientemente pela ação de Deus, a espera pelas coisas mais próximas que nos rodeiam e que as consideramos importantes, se torna ansiosa e corrosiva. Transforma-se em um grande perigo para a sã paciência que deposita suas expectativas nas seguras mãos de Cristo. A medida, portanto, para todas as nossas esperas pessoais quanto a questões de família, de trabalho, de saúde e de missão é a paciência com que aguardamos o retorno de Jesus Cristo, que aproxima-se cada dia mais.
Para nós, especificamente, a paciência é um elemento fundamental em nossa caminhada missionária, principalmente quando as expectativas de sucesso numérico (e outros!) nos chegam de fora e de dentro de nós mesmos. Nossa vocação é exercida pacientemente e ao longo de toda a vida, sendo a perseverança e a fidelidade a Deus em tudo o que fazemos um dos principais elementos que dão sentido à missão, como uma derivação espiritual da nossa espera paciente pela volta de Jesus Cristo. Que Cristo nos ajude a caminhar pacientemente em sua missão por onde ele nos conduzir!

Rev. Carlos del Pino 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CLADE 5 publica material de estudos

O 5º Congresso Latino-americano de Evangelização 5 (CLADE 5), que acontece de 9 a 13 de julho de 2012, em San Jose, Costa Rica, publicou em português o Caderno de Participação. O objetivo é oferecer material didático para um processo participativo de diálogo e reflexão antes do evento e em torno do seu tema: “Sigamos Jesus em seu Reino de Vida. Guia-nos, Espírito Santo!”.
O caderno é dividido em três partes:
Parte 1: Seguindo Jesus pelo Caminho da Vida
Parte 2: O reino de Deus da vida
Parte 3: O Espírito da vida
Em cada parte, o material traz perguntas geradoras de diálogo, que estimulam a descoberta do significado de cada subtema. Muitas dessas perguntas abordam também questões sociais relacionadas à atual realidade latino-americana, como: meio ambiente, violência, projetos políticos, movimentos sociais e realidade da mulher.
O uso do caderno faz parte do processo de participação para o congresso; um processo “participativo, comunitário e contextual”. Pode ser usado pelos mais variados grupos, entre eles: grupos domésticos ou de discipulado, de universitários e profissionais, de trabalhadores de organizações de serviço.
O CLADE 5 é um evento promovido pela Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL).
Baixe gratuitamente: Caderno de Participação CLADE 5.
Informações sobre o CLADE 5: www.clade5.org
Fonte: RENAS

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que a Igreja tem para fazer Missões



Rev.Paulo Serafim de Souza

Texto: Atos 1.6-8

INTRODUÇÃO:
Quando o evangelho chega a um povo não alcançado, a indagação dos primeiros convertidos é quase sempre a mesma: Por que não nos trouxeram esta boa notícia antes? Como ficarão nossos antepassados que morreram sem ouvir da salvação em Cristo? A igreja não pode demorar a ouvir o clamor dos que jazem sem o evangelho de Cristo. Deus quer alcançar os povos da terra com o evangelho e os povos precisam desesperadamente da graça salvadora de Deus no evangelho de Cristo. A igreja é agência de Deus aqui na terra para a concretização do seu propósito salvador em direção aos povos. É ela quem deve fazer missões, porque missões é o trabalho de Deus através da igreja para trazer o homem à comunhão com ele através de Jesus Cristo.  Foi para essa prioridade que Jesus chamou a atenção dos seus discípulos no texto em questão.
Os discípulos queriam saber do futuro e das coisas não reveladas. Não foi esta aprimeira vez que eles perguntaram a Jesus o que estava por vir e, como das outras vezes, o Senhor não lhes deu resposta. Em vez disso, Jesus lhes focalizou aatenção para a missão atual. O futuro está nas mãos de Deus, e não lhes competia saber o que o futuro lhes traria, pelo menos não em minúcias. Eles tinham que concentrar suas energias na grande tarefa que lhes fora dada: fazer discípulos de Jesus de todos os povos da terra, ou seja, serem suas testemunhas “até os confins da terra”. Pensando nisso, eu te desafio a pensar comigo sobre o tema: O que a igreja tem para fazer missões? Primeiro, ela tem o Espírito Santo.

I – O ESPÍRITO SANTO (V.8)
O Espírito Santo é um Espírito missionário e ele é o maior recurso que a igreja tem para fazer missões. Ele é o próprio Deus presente na vida da igreja para conceder poder, dons e abrir os corações dos incrédulos para o evangelho. Lucas, que escreveu o evangelho que leva o seu nome e o livro de Atos, já havia registrado a recomendação de Jesus aos seus discípulos que não saissem de Jerusalém até que do alto fossem revistidos de poder, ou seja, eles não poderiam fazer missões sem a descida definitiva do Espírito Santo que ocorreu no dia de Pentecostes.
Com a descida do Espírito Santo, os discípulos foram capacitados com o seu poder para darem testemunho ousado da morte e da ressurreição de Cristo. Homens tímidos e de pequena fé, agora capacitados pelo Espírito Santo tinham grande coragem para falarem das maravilhas de Deus, estando dispostos a sofrer e a morrer por causa de Cristo. No primeiro sermão do apóstolo Pedro após estar cheio do Espírito Santo, cerca de três mil pessoas foram tocadas por Deus e aceitaram o evangelho. Em todo livro de Atos vemos a ação do Espírito Santo salvando, chamando e capacitando a igreja para aobra missionária. Aliás, alguém já disse que o livro de Atos poderia muito bem se chamar: Atos do Espírito Santo por intermédio dos apóstolos.
O Espírito tem um papel fundamental em missões. Ele enche a igreja de poder, concede dons espirituais, chama pessoas para missões como Paulo e Barnabé, além de agir na vida dos incrédulos, convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo. É somente pela ação do Espírito que uma pessoa pode entender e aceitar o evangelho da salvação em Cristo Jesus. O novo nascimento, é uma obra do Espírito como bem falou Jesus a Nicodemos. Não podemos jamais desprezar a ação do Espírito na obra missionária. Percebo dois extremos perigosos com relação a pessoa do Espírito Santo: Os pentecostais tendem a exaltar sua pessoa em detrimento das demais pessoas da Trindade e as igrejas históricas, como a Presbiteriana, tendem a desconsiderar a sua atuação em detrimento do seu caráter divino. O maior recurso de Deus para missões não são homens eloqüentes, não são a estrutura e o dinheiro da igreja, mas o Espírito Santo que age em nós e através de nós.
Quando formos planejar um trabalho missionário, não fiquemos primeiro pensando quantas pessoas temos, quanto recursos temos, quanta estrututra temos, mas busquemos o poder, o auxílio e a direção do Espírito Santo. Façamos como os irmãos moravianos que mantiveram uma reunião de oração por cem anos ininterruptos, conseguindo enviar missionários para várias partes do mundo. Façamos como Jesus que antes de começar o seu ministério terreno foi conduzido pelo Espírito para o deserto para orar e jejuar a fim de resistir às terríveis tentações do inimigo. Façamos como a igreja primitiva que perseverava em oração enquanto era revestida pelo poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus com toda intrepidez. Façamos como apóstolo Paulo que escreveu: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo”. Que a nossa igreja busque o poder do Espírito para fazer missões. Você pode dizer amém em concordância coma essa grande verdade bíblica. Amém!
Além do Espírito Santo,outro recurso que a igreja tem para fazer missões são as testemunhas de Jesus.

II – TESTEMUNHAS DE JESUS (V.8)
Os métodos de Deus são homens, mais precisamente são testemunhas de Jesus, pessoas que foram lavadas e redimidas pelo sangue do Cordeiro, que tiveram uma experiência pessoal com Jesus e que agora pelo poder do Espírito podem dar testemunho do que creram, sentiram e experimentaram de Jesus na sua vida pessoal. “Vós sereis minhas testemunhas”. Começa a missão, a evangelização para a construçãodo corpo de Cristo. Para isso há necessidade de “poder”. Porém não basta o poder do intelecto, da vontade humana, da retórica. “Poder do Espírito que desce sobre a igreja: somente por meio dele que é possível realizar a tarefa missionária. Com ele, os apóstolos e nós somos as “testemunhas” eficazes de Jesus.
Ele nos transforma em testemunhas. Conhecemos o termo “testemunha” do linguajar jurídico. Num processo judicial são interrogadas as testemunhas. Não lhes cabe externar sua opinião, nem relatar seus pensamentos, mas – exatamente como fazem os apóstolos – “falar das coisas que viram e ouviram”. As testemunhas estabelecem o que aconteceu na realidade. Por isso agora os apóstolos, já podiam ser testemunhas de Jesus. No entanto, como se trata de realidades invisíveis, divinas, não bastam todos os testemunhos humanos para convencer o próximo dos fatos. Somente o poder do Espírito Santo pode atestar o testemunho de Jesus de forma que atinja a consciência da pessoa e ela creia ou se rebele contra a verdade, que já não pode ser negada. O termo grego para “testemunha” =“martys” nos lembra que justamente esse testemunho que atinge o coração é que conduz os mensageiros ao sofrimento, e ele somente pode ser prestado mediante o sofrimento.
Nem todos foram chamados para serem missionários em Guiné-Bissau, nem todos foram chamados para serem pastores ou músicos, mas todos os crentes foram chamados por Jesus para serem suas testemunhas. O privilégio e o desafio de dar testemunho de Jesus são para todos crentes que foram salvos por ele. Portanto, onde você está, foi colocado por Jesus para dar testemunho dele: no seu trabalho, na sua escola e na sua família. Veja como Deus é bom: coloca você no seu trabalho para testemunhar dele e ainda permite que você ganhe o sustento para sua família e para o sustento da obra missionária.
Querido irmão, saiba de uma coisa: Antes de você ser um médico, um advogado, um enfermeiro, uma professora, um pedreiro, uma dona de casa ou um estudante, você é uma testemunha de Cristo. Você não trabalha onde trabalha só para ganhar dinheiro; você não estuda onde estuda só para adquirir conhecimentos; você não mora onde mora só para viver. Mas, principalmente para testemunhar de Cristo às pessoas com quem convive no trabalho, na escola e na vizinhança. Será que temos essa consciência? Os pais querem que seus filhos sejam médicos, advogados e engenheiros. Isso é uma coisa boa. O problema é que, às vezes, se esquecem de inculcar na cabeça dos seus filhos que antes de tudo eles são testemunhas de Jesus.  É preciso enfatizar essa missão de Deus para nós desde cedo. Temos procurado fazer isso com os nossos filhos. Sempre perguntamos para eles: vocês já falaram para os amigos sobre Jesus, já convidaram para ir à escola dominical?
Como testemunha de Jesus você deve se envolver de forma direta e indireta com missões. De forma direta você deve testemunhar de Jesus com sua vida e com suas palavras para seus amigos e vizinhos, entregar folhetos, Bíblias e literatura cristã, visitar hospitais e cadeias, etc. De forma indireta você pode orar pelos missionários, escrever para eles, informar-se do trabalho missionário no mundo, participar de conferências missionárias, ser fiel nos dízimos e generoso nas ofertas missionárias para que a igreja tenha sempre recursos para investir na evangelização do Brasil e de lugares distantes. 
Por mais que vivamos no mundo da tecnologia e do desenvolvimento científico: internet, celular, vôos espaciais, etc., Deus ainda prefere usar uma pessoa como testemunha para falar diretamente para outra, portanto, a evangelização pessoal, o discipulado, o evangelismo através de relacionamentos ainda é o grande método de Deus para o avanço da obra missionária. Podemos e devemos usar a tecnologia disponível, mas ela jamais pode substituir o contato pessoal, o relacionamento, o evangelismo de pessoa para pessoa, ao vivo e a cores. Igreja é relacionamento: com Deus e com pessoas. Missões também! Por isso, precisamos investir tempo e dinheiro em pessoas.
Temos muito que agradecer a Deus porque ele tem dado as suas testemunhas que o servem na IPB, dons, talentos, oportunidades, boa formação bíblica e profissional, boa estrutura e recursos abundantes que precisam ser canalizados para a obra missionária. Precisamos entender que tudo que Deus nos dá é para ser usado para glória dele e expansão do seu reino aqui na terra e não só para o nosso deleite pessoal. O Brasil foi ricamente abençoado pela igreja americana que enviou seus melhores homens e mulheres: pastores, médicos e professores, além de enorme quantidade de recursos financeiros para a plantação de igrejas, fundação de seminários, hospitais, escolas e universidades. Eles entenderam seu papel como testemunhas de Jesus. Agora é a nossa vez, é a vez da sua igreja, é a vez da IPB ser uma testemunha de Jesus para o mundo.
Já vimos que a igreja tem para fazer missões o Espírito Santo, as testemunhas de Jesus e também a visão missionária de Jesus.

III – A VISÃO MISSIONÁRIA DE JESUS (V.8)
O campo da igreja, ou seja, sua esfera de atuação é o mundo porque a ordem de Jesus tem um escopo universal. Partindo de Jerusalém, os discípulos deveriam sair até os confins da terra. Estas palavras contêm o corretivo para a pergunta individualista dos apóstolos no v. 6, embora se possa duvidar que eles tenham entendido dessa maneira na época. O nacionalismo judaico da igreja primitiva demorou muito a morrer. Todavia, à época em que Lucas estava escrevendo, esse nacionalismo extremado em grande parte já era coisa do passado, e a frase "até os confins da terra" havia assumido sentido mais amplo. Abrangia agora o império romano, representado pela própria Roma e, nessa base, Lucas adotou o programa resumido nesse versículo como estrutura de sua narrativa. Jerusalém– Judéia – Samaria – todo o mundo. Durante longos capítulos ele nos manterá em Jerusalém; depois ele passa ao grande avivamento na Samaria, e, na seqüência, à conversão de Paulo, com o qual viajaremos até Roma.
Jesus abriu os olhos dos discípulos para que pensassem não em termos particulares (Israel), mas em termos universais (“até os confins da terra”). Ainda hoje a igreja tende a pensar em missões, em termos particulares (aumentar seu número de membros ou abrir uma congregação em outro bairro da cidade). Ela deve pensar nisso, mas não somente nisso, seu campo não é apenas sua cidade, mas o mundo. Por muito tempo, por má interpretação do texto em questão a igreja brasileira pensou cronologicamente e não simultaneamente. Ela pensou: primeiro vamos evangelizar Jerusalém (nossa cidade), depois vamos evangelizar a Judéia (nosso estado), depois vamos evangelizar Samaria (nosso país) e depois vamos evangelizar os confins da terra (o mundo). Porém, o texto não dá base para essa ideia. Jesus disse que a igreja deve ser testemunha dele tanto aqui quanto em outros lugares ao mesmo tempo.
A igreja de Jerusalém não esperou evangelizar toda a cidade para sair do seu território. A igreja americana não esperou evangelizar todo o país para enviar Simonton ao Brasil. O testemunho de Jesus é para ser dado pela igreja simultaneamente no Brasil e no mundo. Como não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo: damos testemunho de Jesus onde estamos e apoiamos aqueles que estão dando testemunho ou que vão dar em outros lugares. Portanto, toda igreja necessariamente precisa estar envolvida com o testemunho de Jesus até os confins da terra, ou seja, toda igreja precisa participar ativamente da obra missionária em todo o mundo, pois, esta é a visão e desejo de Jesus para ela. Damos graças a Deus pelo desejo da IPB de querer se envolver mais com missões.
Se pensarmos como Jesus, vamos entender que missões não é algo para um grupo da igreja, mas para todos os seus membros; não é uma programação da igreja, mas sua atividade diária; não é parte da vida igreja, mas sua vida, sua essência, sua totalidade, sua razão de existir no mundo. Cabe a nós, pastores e líderes passar para a igreja a visão missionária de Jesus para que ela pense e haja em termos mundiais e não locais. Em termos de mundo e não de cidade. Dentro dessa perspectiva, a pergunta que não quer calar é: O que a nossa igreja está fazendo efetivamente em relação a missões mundiais? Será que estou participando de alguma forma da evangelização do mundo? O que eu tenho feito para que o nome de Jesus seja pregado e conhecido em São Paulo, em Guiné-Bissau e em todos os cantos da terra? Será que tenho enxergado o mundo todo como o campo da minha atuação como testemunha de Jesus? Será que estamos dispostos a investir os nossos recursos e enviar os nossos filhos além das nossas fronteiras?

CONCLUSÃO:
Um casal de missionários estava se preparando para evangelizar um povo não alcançado das montanhas de um país africano. Após longa preparação e horas de caminhas para chegar às montanhas, logo se depararam com o líder da tribo que disse: “Por que vocês demoravam tanto a vir aqui para tirar o nosso povo das trevas?” Os missionários ficaram pensando: Nós não falamos para eles que viríamos aqui. Como aquele povo, muitos outros povos ao redor do mundo estão clamando para que alguém vá até eles a fim de libertá-los das trevas com a luz do evangelho de Cristo. Passa a Macedônia e ajuda-nos é clamor dos povos sem Cristo ainda hoje.  Por amor a Deus que nos salvou e por amor às pessoas sem Cristo, precisamos urgentemente fazer missões.
Aprendemos que Jesus deixou os recursos necessários para que sua igreja faça missões. Ele deixou o Espírito Santo que nos enche com o seu poder e opera eficazmente no coração dos nossos ouvintes. Ele nos deixou aqui como suas testemunhas a fim de que usemos a nossa vida, os nossos dons e recursos para mostrar o seu amor ao mundo. Ele nos deixou a sua visão missionária, isto é, ele nos deu o mundo como o nosso campo de atuação missionária. Façamos, então, o que nos cabe na obra missionária: pregar onde estamos com o auxílio do Espírito Santo e apoiar em oração e financeiramente quem está dando testemunho de Jesus onde não podemos estar. Lembre-se de uma coisa: Deus nos dá um grande desafio: a evangelização do mundo, mas também no dá um grande poder: Seu Espírito Santo. Portanto, temos tudo que precisamos para fazer missões, isto é, para cumprirmos o ide de Jesus. Que Deus nos ajude. Amém.

Rev.Paulo Serafim de Souza
Missionárioda APMT
Guiné-Bissau,África Ocidental. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cursos de formação de líderes para ministérios com surdos

Vendo a necessidade de ampliar as ações missionárias entre os surdos, Missões Nacionais decidiu criar um curso capaz de formar líderes para o desenvolvimento eficaz de ministérios voltados a essa minoria, resultando assim em uma grande rede estratégica. Nosso alvo é incentivar leigos e vocacionados sem formação teológica para o trabalho com surdos.


MetodologiaO estudo é composto por aulas presenciais e atividades relacionadas, desenvolvidas em sala de aula e na igreja em que o aluno fará o estágio ou em que é membro, onde serão avaliados e orientados antes, durante e após a realização das tarefas. O estudo dirigido é feito através de livros-texto e apostilas com reflexões e atividades exigidas para a conclusão do curso.


Requisitos Ser um cristão comprometido;
 Estar envolvido ou desejar envolver-se com o trabalho com surdos na igreja ou em missões;
 Ter no mínimo dois anos de convertido;
 Ser recomendado pela igreja;
 Ter concluído o Nível Médio;
 Ser avaliado pela coordenação do curso.

Para maiores informações clique AQUI.

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