domingo, 5 de dezembro de 2021

12 PASSOS PARA PLANEJAR UM PROJETO MISSIONÁRIO


Via Missão Esperança e Fé


Planejar um projeto é importante para todos que se envolvem com missões. Apesar de parecer uma tarefa extremamente complicada, com oração, dedicação e técnica, a etapa do planejamento pode ser muito mais fácil do que se imagina.


Por sua vez, ela começa com o checklist, um trabalho muito comum que se repete pelo cotidiano das pessoas em geral. O ato de conferir listas é um importante aliado para o cumprimento das etapas.


Afinal, o mais fundamental de planejar um projeto é conferir sempre o que falta para ele ser concluído. O que não estiver ocorrendo de acordo com o planejado deverá ser anotado em uma lista diária.


Neste post, vamos utilizar o checklist como um ponto de partida para abordar os 12 passos para quem deseja transformar o planejamento em uma referência para aqueles que irão compartilhar das ações. É recomendável verificar essas dicas constantemente para se certificar de que nenhuma etapa importante foi perdida. Vamos começar?


1. Definindo o foco

Não adianta planejarmos e se não soubermos para onde estamos indo. Com isso, tudo inicia-se com a definição de nossa missão e visão.


Precisamos ter claro em nossa mente e nosso coração o proposito pelo qual estaremos mobilizando pessoas e recursos e quais resultados esperamos ter com nossa ação.


A oração é fundamental nessa primeira fase, pois precisamos estar alinhados com a vontade de Deus se assim queremos glorificar ao seu Filho Jesus em nossas ações.


Defina qual a missão do projeto e a visão que ira guia-los na caminhada.


2. Defina o escopo

A definição do escopo é a principal questão ao se analisar um programa, pois é nele que se encontram a abordagem e o processo que sua equipe usará ao fazer a gestão.


Todo projeto precisa de um escopo claro e maduro, estabelecendo prazos e comunicando as informações mais importantes.


Uma dica importante nesse quesito inicial é deixar de encarar essa etapa como uma documentação e abrir a mente para registrar mais do que datas e deadlines.


Um bom escopo é aquele que demonstra estratégias de relacionamento com o público-alvo e reflete a preocupação dos envolvidos com o cumprimento das metas estabelecidas.


Esse escopo precisa estar claro, articulando e definindo o projeto, apontando qual é a sua importância, revelando o que precisa ser realizado em cada etapa e o tempo de execução previsto para cada atividade.


3. Identifique os apoiadores do seu projeto

Um bom projeto definido deve ter patrocinadores ou parceiros — os stakeholders. Para esses dois grupos, a conclusão do programa é importante. Por isso, é preciso deixar claro quem são essas pessoas.


Além de financiar o projeto, elas podem ter a influência necessária para manter o trabalho em uma situação de crise. Esse grupo de pessoas precisa saber tudo o que está ocorrendo, tanto as boas quanto as más notícias.


O interesse de patrocinadores e parceiros é importante para definir o caminho do projeto. Portanto, valorize a comunicação clara da visão do esboço.


Afinal, ela é vital para atrair a aprovação da sua proposta pelas partes interessadas. Se você não conseguir demonstrar as oportunidades de negócios inerentes ao esquema e persuadi-los de que você tem um caminho claro do início ao fim, nada acontecerá.


4. Determine os recursos disponíveis


Sempre acompanhando o escopo definido na primeira etapa, é preciso garantir com confiança os recursos necessários para completar o projeto.


Esses recursos podem ser qualquer coisa que você precise para que o trabalho seja executado plenamente. Dentre eles, o mais importante são as pessoas que você precisará reunir para dar andamento às tarefas.


Lembre-se de que você deve conhecer os conjuntos de habilidades requeridos de cada membro da equipe para atender às demandas específicas do projeto. A partir de então, você precisará selecionar as pessoas que possuem a disposição e experiência exigidas para a realização do esquema dentro do seu orçamento e prazo.


Ao refletir sobre os recursos, em geral, faça o máximo de perguntas possíveis para ter a certeza de que você listou tudo o que será preciso. Eles são de caráter técnico? É preciso um conjunto de habilidades especiais ou de treinamento? Os colaboradores necessários já estão no local de trabalho e disponíveis ou precisam ser empregados ou contratados como voluntários?


A resposta a essas perguntas lhe dará uma boa noção sobre o que precisará ser feito para preencher eventuais faltas de recursos.


5. Construa um cronograma detalhado


Uma parte fundamental no ato de planejar um projeto é entender qual é o cronograma associado a cada etapa. Esse é o relógio na hora de planejar um programa, marcando o tempo que você precisa para completar as atividades que determinam o objetivo da sua proposta.


O escopo e os recursos disponíveis devem trazer informações de quanto tempo será necessário para concluir o projeto. Seja detalhista no momento de estimar quanto tempo as tarefas levarão para serem cumpridas… Tarefa por tarefa!


A linha do tempo é um bem necessário, mas a verdade é que, na prática, existe uma série de fatores que podem fazer com que o delineamento desande. Imprevistos acontecem e você precisa estar preparado para lidar com eles, atualizando o cronograma sempre que preciso.


Pressões do mercado, novos interesses, mudança de agenda e novas tecnologias são exemplos de eventos que podem forçar a mudança de prazo.


Por essas e outras razões, é preciso determinar se uma mudança nos prazos será viável com os recursos disponíveis. Ideias criativas são um grande aliado nesse caso.


6. Liste as grandes etapas


Com o cronograma elaborado, o próximo passo é montar a sua Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Esse instrumento de gestão funciona como um diagrama com níveis hierárquicos, construído a partir dos grupos de trabalho que definem um projeto.


Delineamentos que optam pelo modelo de cascata, sequenciando as ações, possuem um esquema mais facilitado de detalhamento dos processos. Outras partes como o gerenciamento da equipe, do escopo e dos recursos também podem ser mais bem compreendidos.


Enquanto a EAP é repartida em entregas, serviços, híbridos, etc., você precisa começar a pensar que essas atividades devem caminhar juntas até o mais alto nível dessa hierarquia.


Isso ajudará a determinar se você tem capturado “o grande quadro” sobre o que precisa ser feito para completar um projeto.


7. Quebre em pequenas etapas


Após determinar quais são as grandes etapas, o ideal é que elas sejam quebradas em pequenas etapas, dividindo as tarefas entre as equipes. Ao quebrar as etapas, a delegação das atividades tenderá a formar uma ação mais organizada e equilibrada.


É muito comum que as tarefas dentro de um esboço dependam umas das outras, num processo de subordinação quase que natural. Portanto, esteja pronto para dividir e subordinar o que for preciso.


Uma das grandes etapas pode ser, por exemplo, a documentação. As pequenas etapas seriam, então, compostas por entregas ao longo das linhas de Manuais Técnicos, Notas de Versão e Manual de Treinamento.


Isso pode ser quebrado ainda mais em passos como escrever o manual, desenvolver o design e imprimi-lo. Esse processo ajuda a garantir que cada entrega receba seu visto para conclusão.


8. Desenvolva um plano preliminar

Chegando nesse ponto, você já sabe o que o projeto é, qual a missão a visão e para onde está indo, quanto tempo você tem para fazê-lo, os recursos que estão disponíveis e, em linhas gerais, o que precisa ser feito.


O próximo passo é desenvolver um plano preliminar. Essa é a sua primeira tentativa de combinar as datas, entregas e recursos. É a hora de identificar dependências e incluí-las em um plano adequado.


Pense nas tarefas que foram delineadas no escopo do trabalho e se esforce para criar uma abordagem de planejamento no melhor esboço que você puder redigir.

Ao final, verifique se o esboço inclui resposta para os seguintes itens:


  • prazos claros ​​e tarefas bem descritas;
  • processo de aprovação do seu cliente;
  • ações alternativas em casos de imprevistos no cronograma;
  • descrição dos recursos necessários;
  • objetivos e estratégias.

Lembre-se de que esse é o primeiro esboço do planejamento. No momento que sua equipe coloca os olhos nele, serão identificadas diversas imperfeições. Isso significa que você não precisa se sacrificar para fazer todas as descrições incrivelmente minuciosas.


9. Crie seu plano de projeto base

Como você deve saber, um gestor de projetos deve estar em constante comunicação com sua equipe. Para planejar um projeto, é preciso desenvolver uma comunicação clara dos objetivos com uma visão múltipla do que cada meta requer como solução.


Esse tipo de atividade não costuma dar muito certo quando o gestor assume toda a responsabilidade para si, excluindo a participação do time nas etapas principais do planejamento.


Com o plano preliminar pronto, é preciso o feedback da equipe. Revise-o com os principais colaboradores, expondo seu pensamento e ouvindo suas ideias.


Eles vão reconhecer áreas que você talvez tenha deixado passar ou que podem ser tecnicamente impossíveis de executar.


Além disso, o time também poderá conflitar ou beneficiar alguma outra iniciativa em andamento. Junte tudo, pondere cada sugestão e, então, desenvolva a versão 1.0 do seu plano de projeto.


Você também pode usar essa etapa de revisão do plano preliminar para questionar seu próprio pensamento e impulsionar sua equipe em busca de uma nova abordagem de trabalho.


Por exemplo, se você estiver trabalhando em um esquema de construção de um blog, a equipe de design pode começar a criar conceitos visuais enquanto os responsáveis pelo conteúdo desenvolvem textos.


A execução de ideias pela equipe e a criação de um diálogo aberto sobre a abordagem utilizada podem te ajudar a criar um planejamento mais robusto.


Esse tipo de comunicação aberta aumenta a confiança na equipe e tende a gerar um ambiente de colaboração que é extremamente útil para o desenvolvimento do trabalho.


10. Faça ajustes, refine o projeto

Você fez sua pesquisa, esboçou sua abordagem, discutiu com sua equipe e criou o seu plano de projeto base. Muito bem. Agora que o seu programa está em uma fase avançada, os ajustes são muito bem-vindos.

Reflita com base na realidade de cada passo conforme o checklist padrão. Os processos funcionaram? Os prazos excederam? Houve imprevistos?


Nesse momento, o importante é fazer os ajustes de maneira adequada e calculada, buscando sempre o melhor resultado final.


Refinar o planejamento de um esboço desenhado pode ajudar na execução de tarefas, trazendo mais recursos para concluí-las a tempo ou reduzindo o escopo para uma entrega em uma fase futura.


11. Monitore o progresso

Muitas vezes, os projetos saem exatamente como esperado! Tudo dá certo e o gerenciamento pós-implementação é o mais tranquilo possível.


Por outro lado, há momentos em que o trabalho vira um pesadelo terrível e você precisa acordar em plena madrugada para resolver problemas que parecem não ter fim. Se você trabalha como gestor de projetos, deve saber bem disso.


O progresso do trabalho precisa ser acompanhado pela equipe, respeitando o escopo definido lá na primeira etapa. Isso porque, por mais que você tenha desenvolvido um plano sólido, gerenciável e bem pensado, imprevistos sempre podem acontecer.


Será que o seu planejamento está pronto para vencê-los? O plano está, de fato, correndo bem? Os benefícios esperados serão atingidos dentro do prazo estipulado?


O progresso precisará ser algo constantemente monitorado em uma base diária. Descrever como o progresso e o sucesso serão acompanhados durante toda a duração do projeto é função de um gerente interessado e comprometido.


12. Documente tudo

Ao se planejar um projeto, é preciso ter a clara noção de que as coisas vão ser diferentes do que o previsto no plano inicial. Certifique-se de prosseguir com essas alterações por escrito, com a documentação atualizada.


À medida que a proposta caminha, mantenha um registro com todos os problemas ocorridos. Assim, você criará um documento com serventia para o aprendizado e poderá utilizá-lo para a melhoria contínua.


A organização minuciosa contribuirá para que ninguém trabalhe na versão errada dos documentos ou cronogramas. Além disso, os registros de cada etapa servem como provas dos momentos construídos e da autenticidade do trabalho desenvolvido. Por isso, não ignore o valor que existe no processo de documentação.


13. Mantenha todos atualizados

Finalmente, você precisa incluir mecanismos no seu plano de projeto que vão manter todos atualizados. Eles podem ser desde uma simples mensagem de confirmação até uma chamada de conferência de emergência, a fim de resolver um problema que acabou de surgir.


Não deixe o plano de comunicação ao acaso. Os colaboradores precisam saber o que está ocorrendo. Caso não tenham a informação de que determinada etapa precisa de auxílio, fica praticamente impossível oferecer ajudar no que for necessário.


O planejamento é a base da gestão de projetos. Cumprir cada etapa com atenção te ajudará a conduzir o plano por um bom caminho, alcançando os objetivos almejados.


Esperamos que você tenha encontrado utilidade nos 13 passos descritos para planejar um projeto! Agora, é só colocar em prática sem esquecer do checklist e ajustando os processos de acordo com a realidade da sua empresa.


Texto modificado do site Project Builder


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

É tempo de avançarmos na obra missionária, poema de Gilberto Celeti

 


É tempo de avançarmos na obra missionária!

Precisamos “levar a sério o homem para o qual (quer saiba ou não) JESUS CRISTO nasceu, morreu e ressuscitou. Trata-se do homem destinatário da Palavra de DEUS, tenha ouvido ou não. Trata-se desse homem que tem por SENHOR a DEUS, quer saiba quer não.” (Karl Barth)

Precisamos levar a sério a ordem: “Vão por todo o mundo e preguem o EVANGELHO a toda criatura.” (JESUS CRISTO)

 

Eu quero, mesmo, é conhecer a Cristo,

E as provações, bem sei, são úteis nisto,

As mágoas, aflições e até as dores,

Preciso vê-las, sim, como favores

 

Daquele que, com mão tão amorosa,

Conduz minha vida e sabiamente dosa

Momentos de aflição e inquietude

Com anos de alegria e de saúde.

 

Participar, então, de sofrimento

Com Cristo, muda o meu pensamento,

E sendo pelo Espírito ajudado

Eu ando deste mundo separado.

 

E mais e mais a Cristo semelhante,

Vivendo a vida que é abundante,

Conheço o que me traz transformação,

Que é o poder de Sua ressurreição.

 

Eu quero mesmo é conhecer a Cristo,

E cada instante, então, é sempre visto

Como preciosa oportunidade

De estar bem submisso à Sua Vontade.

  

"O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte".

(Filipenses 3:10).

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

10 conselhos aos missionários - Ronaldo Lidório



10 conselhos aos missionários, que se aplicam a todos os que servem a Deus

Ronaldo Lidório


1. Cuide de sua vida com Deus. Cuide bem de sua vida pessoal, especialmente de sua vida com Deus. Não negocie os momentos devocionais diários, mesmo debaixo das pressões do campo e do ministério.
2. Priorize a família. Não é segredo que a família é a instituição mais atacada em nossos dias. Priorizá-la tem sido uma ordem amplamente repetida, porém pouco praticada. De forma simples, priorizar a família é dedicar tempo e atenção à mesma.
3. Tenha um modelo de descanso. Normalmente a agenda missionária não é linear, portanto, poucos conseguem desenvolver uma rotina semanal. Se retirar um dia de descanso por semana não é um modelo viável em seu caso, use outros. O modelo de Cristo era de se engajar intensamente com o ministério e depois desengajar por um tempo para se refazer. É necessário ter um modelo de descanso.
4. Mantenha relacionamentos saudáveis. O relacionamento é possivelmente a melhor ferramenta de trabalho no universo missionário. Não se envolva com conflitos desnecessários e tenha em mente que manter um bom relacionamento com sua equipe e com o grupo-alvo determinará, em boa medida, o rumo do seu ministério.
5. Siga sua visão e chamado. Envolver-se com tudo é a melhor receita para nada concluir. Tenha uma visão clara e um ministério definido. Projete o que você, de acordo com sua visão e chamado, gostaria de ver concluído em 5 ou 10 anos.
6. Organize-se. Tenha um projeto ministerial bem definido e, preferencialmente, por escrito. Tenha clareza de alvos, estratégias e atividades. Liste as atividades em sua agenda, separando-as por mês e por semana. Faça listas diárias - se for de ajuda - e revise, sempre, a relação do que precisa ser feito.
7. Administre as críticas. A única forma de não ser criticado é nada fazer. Portanto, saber administrá-las é essencial para o missionário. Algumas dicas: (a) Não a jogue fora. Mesmo a que é formulada ou comunicada carnalmente pode conter uma verdade sobre a sua vida; (b) Não durma com a crítica. Após avaliá-la perante o Senhor, use o que for proveitoso e se desfaça dela. A crítica guardada por períodos prolongados desenvolve a capacidade de gerar profunda ansiedade na alma; (c) Não se torne um crítico. As pessoas mais críticas que conheço foram muito criticadas no passado.
8. Não faça de sua casa um lugar de refúgio. Aprender uma língua e uma cultura, plantar uma igreja ou desenvolver um projeto social, requer relacionamento com o povo local. Gaste mais tempo com o povo do que com sua equipe. Limite o tempo no computador e tenha uma rotina diária fora de casa.
9. Trabalhe enquanto é dia. Missionários tendem a deixar seus campos sem aviso prévio. As causas vão desde enfermidades, vistos, educação dos filhos, até outros fatores imprevisíveis. O tempo que você tem no lugar que Deus o colocou é, portanto, preciosíssimo. Use-o com sabedoria e intensidade.
10. Mantenha seu coração ensinável. Sempre temos muito a aprender e, às vezes, com a pessoa mais improvável. Leia, converse, participe de cursos e encontros, reflita sobre o que vê e ouve. Um coração ensinável aprende mais de Deus e não comete duas vezes o mesmo erro.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

O Ocidente Pós-Cristão e o Sul Global


O Ocidente Pós-Cristão e o Sul Global

 David Mathis

No processo de buscar todas as nações, Paulo levou o evangelho a Filipos (At 16) e, mais além, e pelos próximos dezessete séculos, o cristianismo se enraizou, particularmente, no Ocidente (Europa e América do Norte). A Reforma do século XVI aprofundou raízes em muitos aspectos, mas as terríveis guerras religiosas do século XVII alimentaram o "iluminismo" do século XVIII e, com ele, no decorrer do tempo, o modernismo e o secularismo.

Hoje, o Ocidente, outrora o reduto do cristianismo global, está se tornando cada vez mais (e aceleradamente) pós-cristão. Há bolsões de bênçãos significativas e grande esperança para o avanço nos dias a frente, mas, em geral, a igreja que, antigamente, estava no centro da sociedade ocidental, agora está na periferia (o que, na economia de Deus, pode ser algo muito bom para a igreja ocidental).

Entretanto, o declínio do cristianismo no Ocidente não significou o declínio global para o evangelho. Jesus edificará a igreja.

E lembre-se, Jesus nunca mente. Os últimos cinquenta anos produziram um desenvolvimento global impressionante e histórico, ao mesmo tempo que o cristianismo prosperava na África, América Latina e Ásia, algo que muitos estão chamando de “o sul global”. Os números podem ser enganosos, pois registram apenas os cristãos professos, mas mesmo permitindo inflação significativa, a tendência geral é surpreendente:

• Em 1900, a Europa abrigava mais de 70 por cento dos cristãos professos do mundo, mas em 2000, abrigava menos de 30 por cento. Nesse entretempo, a América Latina e a África passaram a abrigar mais de 40 por cento.

• Em 1900, a África tinha 10 milhões de cristãos professos, ou seja, cerca de 10 por cento da população. Mas em 2000, o número era de 360 milhões, ou seja, cerca de metade da população africana. Esta, talvez, assinale a maior mudança de afiliação religiosa na história do mundo. 1

• “O número de cristãos praticantes na China está se aproximando do número nos Estados Unidos.” 2

• “No domingo passado, [...] mais cristãos crentes frequentaram a igreja na China do que em toda a chamada ‘Europa cristã.’” 3

• “Em suma, a igreja cristã passou por uma maior redistribuição geográfica nos últimos cinquenta anos do que em qualquer outro período comparável de sua história, com exceção dos primeiros anos da história da igreja”. 4

Associando-se com o Sul Global

Essa tendência incrível faz alguns perguntarem se o Ocidente parou de enviar missionários. Não caberia agora ao sul global terminar a missão? A resposta clara é não. Em primeiro lugar, não descarte o poder de parcerias entre o Ocidente e o sul global para o avanço do evangelho. Porém, em segundo lugar, essas parcerias não devem significar apenas enviar dinheiro ocidental, mas também pessoas ocidentais, pois ir é necessário para discipular.

De acordo com o Projeto Josué, que monitora o progresso global do evangelho entre os povos não alcançados do mundo, estima-se que há sete mil grupos de povos não alcançados no mundo, num total de cerca de dezessete mil povos etnolinguísticos. 5 O Projeto Josué lista mais de 1.500 destes povos não alcançados nomeando-os de não engajados, o que significa que, atualmente, não há nenhum trabalho missionário entre eles. Com muito trabalho ainda a ser feito, terá de haver a parceria evangelística da igreja global — ocidental, hispânica, asiática, africana, do leste europeu, russa, brasileira, do Oriente Médio e mais —, para que a mensagem de Jesus seja levada até a última fronteira do mundo missionário, aos povos mais hostis ao evangelho. Como Michael Oh nos mostra no Capítulo 4, as missões dos dias de hoje já não são do Ocidente para o Oriente e do Norte para o Sul, mas “de todas as terras para todas s terras”.

Esta nova situação global cria a promessa de novas formas de parceria para enviar pessoas e recursos, dando origem, também, a novas possibilidades e problemas no Ocidente.

 

1.      Philip Jenkins, “Believing in the Global South”, First Things (Dezembro de 2006): p.13.

2.      Mark Noll, The New Shape of World Christianity: How American Experience Reflects Global Faith (Downers Grove, IL: IVP Academic, 2009). P.10

3.      Ibid.

4.      Ibid.

5.      www.joshuaproject.com

 

Trecho do livro Cumprindo a Missão: Levando o Evangelho aos Não Alcançados e aos Não Engajados (Org. John Piper e David Mathis, CPAD).

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Nossa participação no programa de rádio SEMADEC em AÇÃO

 Há alguns dias fomos convidados a "sair dos bastidores", onde sempre gostamos de atuar, para falar um pouco sobre nossa vida e ministério, no programa SEMADEC em Ação, mantido pela rádio Web News ADCOL, da Assembleia de Deus Colubandê, onde estamos membros. O programa é capitaneado pelo competente e abnegado Diácono Francisco de Lima.

Segue a íntegra do programa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Eventos, cursos e oportunidades em Missões acontecendo pelo Brasil

Consulta DEMI - 2021
Participe conosco da Consulta Missiologica do DEMI. 
Programação online na sexta e no sábado, com participação especial do Diretor Executivo do  COMIBAM. 
Uma oportunidade de reflexão, aproximação e atualização do contexto de Educação Missiológica. 
Contribua nesse diálogo!




Irmãos queridos, não próxima segunda dia 25 faremos a 2ª Consulta junto a igrejas, pastores e organizações da sociedade civil cristãs, dessa vez em Belo Horizonte e região, a respeito da acolhida de afegãos em busca de refúgio no Brasil.
Entendemos que é o momento da Igreja ser resposta a essa crise e com isso, buscamos reunir pastores e líderes para expor os detalhes da situação, mostrar de forma prática o que é acolher uma família e desafiar ao acolhimento.
Convido a todos do grupo a estarem conosco na Igreja Esperança dia 25/10 as 19:30 h e também divulgar àqueles que consideram ser pessoas, igrejas e organizações estratégicas.
O link para inscrição segue em anexo, em Cristo.





Estamos dando start na divulgação do Projeto Harvest África que tem o alvo de preparar obreiros e enviá-los para servir no continente Africano. 
De início estamos dando ênfase na região oeste onde temos obreiros já com trabalhos iniciados e com uma carência urgente de novos trabalhadores para somar forças e avançar com os trabalhos ali. 
O projeto foi dividido em 3 etapas sendo que a primeira e segunda etapa será em nossa base de treinamento e a 3a o aluno em formação terá liberdade de se deslocar pois visitará igrejas e irmãos com o alvo de levantar parceiros para sua ida ao campo. 
O envio será em parceria com a igreja local do aluno e o mesmo será recebido e integrado no campo pelos nossos missionários. 
O treinamento terá início no dia 5 de março de 2022. 
Após primeira etapa de formação, se aprovado, o aluno segue então para o aprendizado intensivo do idioma Francês para então seguir para fase final e envio. 
Estamos a disposição para mais informações e esclarecimentos. 
0 dono da Seara continua chamando por trabalhadores! Ele pode contar contigo ? 
Contatos: 17 99100 5851 














Avanço Missionário em Padre Marcos, no Piauí - Janeiro 2022















A Missão Juvep tem a alegria de informar que está retomando as atividades do Projeto Missionário de Férias e estaremos realizando o plantio de uma nova Igreja no município de Carnaubeira da Penha – PE, entre os dias 7 a 24 de janeiro de 2022.

















terça-feira, 12 de outubro de 2021

O Chamado da Cidade, de George MacDonald - Um poema sobre missões urbanas

 


O Chamado da Cidade

George MacDonald 

Trad. de José Britto Barros

 

Eu disse: "Deixa-me viver no campo".

Ele disse: "Não, vive na cidade".

Eu disse: "Não há flores ali..."

Ele disse: "Flores não, mas há um diadema".

 

Eu disse: "Mas na cidade os céus são escuros,

Não existe nada senão barulho e confusão;

E Ele chorou com profundeza d'alma,

Fazendo-me reconsiderar...

"Há mais que isso, disse Ele, há pecado."

 

Eu disse: "Mas na cidade o ar é carregado,

E nuvens de fumaça encobrem o sol”.

Ele disse: "Ali, porém, os corações estão dilacerados

E as almas se aniquilam na triste solidão espiritual".

 

Eu disse: "Lá na cidade não poderei

Notar, a suave fragrância das coisas,

E os amigos também não me notarão, eles falarão"...

E Ele respondeu: "Escolhe esta noite

Quem é mais importante para ti, Eu ou eles".

 

E eu lhe pedi me fosse dado tempo para resolver...

Ele falou: "Isto é duro para decidir?

Isto não será pesado para alcançar o céu,

Pois estarás seguindo passo a passo

As pisadas do Teu Mestre".

 

Então volvi um longo olhar de despedida para o campo

E decidido voltei meu rosto para a grande cidade.

Ele falou: "Meu filho, tu te rendes enfim?

Trocas as flores por um diadema?"

 

Então Ele pousou a sua mão dentro da minha

E no recesso do meu coração eu o senti...

Uma doce suavidade do céu me dominou o ser

Que levou o meu temor de seguir o seu caminho.


                                 *   *   *

Do livro Inspirações Poéticas do Pastor Britto.



sábado, 2 de outubro de 2021

O chamado às missões é contagioso



 Por Nathan Busenitz, via COMIBAM

O espírito missionário é absolutamente contagioso.

Até uma única vida, ardendo intensamente pelo evangelho, pode inflamar o coração de centenas de pessoas pelas gerações seguintes.

Que coisa poderosa é contemplar essa realidade na história da obra missionária! Consideremos, por exemplo, a seguinte cadeia de influência do evangelho:

  1. John Elliott (1604-1690) foi um colono puritano da Nova Inglaterra, que começou a evangelizar os nativos americanos. Conhecido como o “apóstolo dos índios”, traduziu a Bíblia para sua língua materna, ajudou a estabelecer igrejas e provocou um zelo missionário entre os colonos cristãos no Novo Mundo.
  2. Esse espírito missionário inspirou homens como David Brainerd (1718-1747) a dedicarem, de modo similar, a vida para alcançar índios nativos americanos com as boas novas do evangelho.
  3. Embora Brainerd tenha morrido com apenas 29 anos, seu amigo Jonathan Edwards (1703-1758) ficou tão impressionado com a paixão do jovem missionário que editou o diário de Brainerd e o publicou. O próprio Edwards mais tarde trabalharia como missionário para os índios americanos nativos de Stockbridge, Massachusetts.
  4. Em 1785, um sapateiro inglês chamado William Carey (1761-1834) leu uma cópia de um Relato da Vida do falecido reverendo David Brainerd, publicado por Jonathan Edwards. O livro teve um impacto profundo no pensamento de Carey, acendendo uma paixão em seu coração por levar o evangelho à Índia. William Carey foi para a Índia em 1793 e assim nasceu o movimento missionário moderno.
  5. Em 1802, um pregador britânico chamado Charles Simeon (1759-1836) falava do bem que William Carey estava fazendo na Índia. Ao ouvir essa mensagem, um jovem da congregação chamado Henry Martyn (1781-1812) decidiu que ele também iria para a Índia, em vez de ir à escola de direito.
  6. Martyn morreu jovem. No entanto, suas memórias influenciaram muitos na Inglaterra. Em particular, sua biografia teve um impacto significativo em Anthony Norris Groves (1795-1853), que é considerado por alguns como o “pai da obra missionária de fé”. (Groves foi missionário no atual Iraque e, posteriormente, no Índia) Em suas próprias memórias, Groves escreve:

Terminei de ler, pela segunda vez, as Memórias de Martyn [Henry]. Quanto minha alma o admira e ama seu zelo, abnegação e devoção; quão brilhante, quão transitória é sua carreira; quanto poder espiritual e mental em meio à debilidade do corpo e doenças! Ou, posso ser encorajado pelo seu exemplo a avançar para uma marca superior?

  1. Em 1825, Groves publicou um breve folheto intitulado A Dedicação Cristã, no qual encorajava os cristãos a viverem frugalmente, confiando em Deus para suas necessidades e dedicando a maior parte de sua renda aos esforços de evangelização em todo o mundo. Esse livro teve um grande impacto no pensamento de homens como George Müller (1805-1898) e James Hudson Taylor (1832-1905), formando significativamente sua maneira de pensar sobre o trabalho missionário.
  2. Hudson Taylor foi o primeiro missionário moderno a avançar pelo interior da China. Ele estabeleceu a Missão para o Interior da China e recrutou centenas de missionários para participar dos esforços evangelísticos lá. A certa altura, Taylor voltou à Inglaterra, onde pediu aos jovens cristãos que se juntassem a ele na China. Um famoso jogador de críquete de Cambridge, chamado CT Studd (1860-1931), foi um dos profundamente afetados pela pregação de Taylor. Studd deixou para trás uma vida de ócio para servir a Cristo no exterior. Seis outros estudantes se uniram a Studd e juntos ficaram conhecidos como “Os Sete de Cambridge”.
  3. A publicidade obtida por CT Studd e “Os Sete de Cambridge” na Inglaterra, especialmente sua influência nas universidades britânicas, influenciou o início do Movimento de Estudantes Voluntários para Missões Estrangeiras (iniciado em 1886) na América do Norte. Sob a liderança de homens como DL Moody (1837-1899) e Arthur T. Pierson (1837-1911) (o autor da biografia de George Müller), centenas de estudantes americanos se uniriam ao movimento de voluntários e se dedicariam à obra missionária estrangeira.
  4. O testemunho de Hudson Taylor também foi particularmente influente na vida de outros missionários, como Amy Carmichael (1867-1951), Eric Liddell (1902-1945) e Jim Elliot (1927-1956). Falando desse impacto, Elizabeth Elliot explicou:

Quando eu era uma estudante universitária, meu pai me emprestou dois volumes sobre a vida de Hudson Taylor. Outro estudante da universidade, Jim Elliot, também os leu, e essa era uma das grandes coisas que ele e eu tínhamos em comum: uma enorme fome por esse tipo de piedade e um verdadeiro coração missionário.

Essas breves histórias demonstram que o espírito missionário é contagioso.

De John Elliott a Jim Elliot, uma cadeia perceptível de influência pode ser rastreada e se observa como ela se transfere de um missionário fervoroso para outros. De David Brainerd a Jonathan Edwards, William Carey, Henry Martyn, Anthony N. Groves, Hudson Taylor, CT Studd, Jim Elliot e outros.

Curiosamente, essa cadeia em particular nos leva a um círculo completo – das Américas ao mundo inteiro e vice-versa. John Elliott levou o Evangelho aos índios americanos nativos da Nova Inglaterra. Três séculos depois, Jim Elliot levou o Evangelho aos índios nativos americanos do Equador.

Alguns dos missionários listados acima viveram apenas por um curto período de tempo. David Brainerd tinha 29 anos quando morreu. Henry Martyn, apenas 31. Jim Elliot, 28. No entanto, o impacto de sua vida se estende muito além de sua curta estada nesta terra. Sua abnegação inspirou milhares de pessoas a darem sua vida pela causa do evangelho. Isso é algo que devemos considerar seriamente.

Certamente, este é só um pequeno fio na grande tapeçaria que Deus tem tecido ao longo dos séculos. Existem muitas outras conexões, vínculos e influências que poderiam ter sido traçadas. No entanto, ilustra uma profunda lição de uma maneira vívida. Nunca subestime o poder de influência de uma única vida totalmente investida no serviço do Senhor Jesus. A fidelidade do sacrifício a Cristo em uma geração ressoa para muitas gerações vindouras.

Dr. Nathan Busenitz Ele é professor de teologia histórica no The Master’s Seminary. Depois de concluir dois mestrados (M.Div., Th.M.) e um doutorado (Ph.D.) na mesma instituição, ele se tornou parte do corpo docente do TMS em 2009. Ele e sua família vivem em Los Angeles. Angeles, Califórnia

Fonte: The Master’s Seminary.


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