sábado, 30 de abril de 2016

Listagem de canais missionários no Youtube


Diversas Missões, Igrejas e Agências Missionárias já possuem seus canais no Youtube, onde compartilham rico e edificante material. Elaboramos aqui uma breve listagem com alguns desses canais para você conhecer e seguir. Uma fonte de conhecimentos e de vídeos que podem ajudar no trabalho de promoção missionária em sua igreja local, seminário etc., e ainda podem ser compartilhados por meio de outras redes sociais, alimentando a visão missionária da igreja.

AMTBhttps://www.youtube.com/channel/UCimdsSGd9U8Q8nGKsuRZXaQ
OM Brasil https://www.youtube.com/channel/UCNG59AqmR0HWlxvQFbXq1WQ
JOCUM Brasilhttps://www.youtube.com/channel/UC3zXtUv0IFtfbhFwrygdssw
JMM (Batistas)https://www.youtube.com/channel/UCliLKGoOuSjGlD3TaIEScrA
Missão ALEMhttps://www.youtube.com/channel/UCnrkSsmtoCxNAKrvM9G_-GA
MEAPhttps://www.youtube.com/channel/UCVSY_jh1Qq4DQBPNQQzSBlA
AMME Evangelizarhttps://www.youtube.com/channel/UCcG768UXxZ07-rHlmvYpOpQ
AGEMIWhttps://www.youtube.com/channel/UCDpVGXd21sW-_0o1A8FVTyw
Povos e Línguashttps://www.youtube.com/channel/UCI5INRF9UaOLFKaKq8qOsrg
JUVEPhttps://www.youtube.com/channel/UCP94FIdWt_f-p1FkaOBASgw
AMIDEhttps://www.youtube.com/channel/UCT0e4mxA6cU2P6kqTrhqJBA
Missão PIEIAhttps://www.youtube.com/channel/UCwmLHfu2sk1LfPxKi8ZJ9LQ
Missão Novas Tribos do Brasilhttps://www.youtube.com/user/novastribos
Asas de Socorrohttps://www.youtube.com/user/AsasDeSocorro
MIAFhttps://www.youtube.com/channel/UCpORFOQPH68uaqL6XQaGe_A
Portas Abertashttps://www.youtube.com/channel/UCrxZh3z6tqeUHF4Lfe2ugFA
APMThttps://www.youtube.com/user/APMTIPB
Programa NAMISSÃOhttps://www.youtube.com/channel/UC5ND-UMNyEVKEUB2957KUMQ
Moravios.Orghttps://www.youtube.com/user/moraviosoficial
Missão na Íntegrahttps://www.youtube.com/user/Missaonaintegra
SEPAL Recursoshttps://www.youtube.com/user/SepalRecursos
SEMIPAhttps://www.youtube.com/user/missaosemipa
Missão BASE - https://www.youtube.com/user/missaobaseTV


Estrangeiros

COMIBAM - https://www.youtube.com/user/2011comunicacion
GOSPEL FOR ASIAhttps://www.youtube.com/user/GospelForAsia
Mission Network Newshttps://www.youtube.com/channel/UCJrK8CLzCnAs-1z4jNb9uSQ
Lausanne Movementhttps://www.youtube.com/user/lausannemovement
New Tribes Missionhttps://www.youtube.com/channel/UCiaWpULoxSAyuuUl2KBw9Kw
World Gospel Missionhttps://www.youtube.com/channel/UCJrK8CLzCnAs-1z4jNb9uSQ
Wycliffe Bible Translatorshttps://www.youtube.com/user/WycliffeUSA
International Mission Boardhttps://www.youtube.com/user/IMBconnecting
Global Mapping Internationalhttps://www.youtube.com/user/WatchGMIVideos




domingo, 24 de abril de 2016

1 Coríntios 13: Um guia para o amor transcultural


Se eu falasse a língua de meu campo missionário, e não tivesse amor,
seria como o metal que soa ou o címbalo que retine.

E se eu me vestisse como eles, e entendesse toda a sua cultura e toda a sua forma de entender as coisas, e se aprendesse todos os costumes, de tal maneira que me passasse por um deles, e não tivesse amor, nada seria.

E se repartisse todos os meus bens para dar de comer aos pobres, e se entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor sofre longas horas estudando o idioma, é benigno com os que se divertem com sua pronúncia; o amor não tem inveja dos que vão ao campo, o amor não é orgulhoso de sua própria cultura, não se envaidece de sua superioridade nacional.

Tudo sofre, mesmo quando criticam sua cultura, tudo crê, incluindo o bom da cultura, tudo espera e não se deixa abater pelas dificuldades, tudo suporta.

O amor nunca falha. Porém a antropologia se acabará, e mudarão as línguas, a contextualização se fará sincretismo e a ciência desaparecerá.

Porque em parte conhecemos a cultura, e ministramos somente uma parte; mas quando Cristo vier a esta cultura, então o que é inadequado em nós será aniquilado.

Quando eu estava no México, falava como mexicano, pensava como mexicano, raciocinava como mexicano; mas quando eu fui ao campo missionário, deixei o que era mexicano.

Agora no adaptamos à cultura por espelho, obscuramente; mas então veremos esta etnia face a face. Agora falo com um estranho sotaque; mas então Ele lhes falará ao coração.


E agora permanecem a adaptação cultural, o estudo do idioma e o amor, estes três; porém o maior deles é o amor.

Traduzido/adaptado por Veredas Missionárias a partir do original disponível em: http://www.idportodoelmundo.com/html/articulos/corintios13.html


terça-feira, 19 de abril de 2016

Grupo de reflexão missionária e comunhão no Facebook


Agora, além de nossa página no Facebook, onde diariamente compartilhamos informações e links de interesse missionário, contamos com um grupo, chamado Reflexão Missiológica Evangélica. Trata-se de um grupo cujo foco é a reflexão, comunhão e compartilhamento de informações sobre Missões, Evangelização e Missiologia dentro de uma perspectiva reformada/evangélica e interdenominacional.
Convidamos a todos os interessados a participarem. O grupo é fechado, então você deve acessá-lo e solicitar a participação no mesmo.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O que aprendemos com os feitos de Deus por meio de quatro missionários (In)voluntários


Silas de Lima
O povo judeu enfrentou duras adversidades nos séculos 6 e 7a.c. Jerusalém foi sitiada pelos caldeus no reinado de Jeoaquim (603 a.C). Profetizavam nessa época Jeremias, Habacuque, Daniel e outros. O livro de Jeremias relata a péssima condição espiritual do povo: insensível, rebelde e contumaz uma religião apenas de aparências. Sua fraqueza espiritual refletia também na sua vida social. A situação era tão grave que Deus chegou a ponto de proibir o profeta de interceder pelo povo.
Mas Daniel e seus companheiros evidenciaram a luz de Deus por onde passaram. A sociologia ensina que o homem é um produto do meio, mas podemos ver que o compromisso com Deus supera essa regra (6:5,10,16). Sua vida era centrada nEle. Experimentaram o propósito mais sublime da vida: conhecer a Deus e fazê-lO conhecido a outros.
Deus intervém transtornando a história do povo judeu e levando alguns jovens para a Babilônia, via cativeiro.
Eis que "realizo em vossos dias obra tal que não crereis quando vos for contada ... " Hb.1:5. Ele iria promover missões, alargar as fronteiras geográficas das marcas do seu reino e fazer um avivamento como orou Habacuque (Hb.3:2).
Alistaremos alguns aspectos transculturais tão vividos no livro de Daniel, integrado com Habacuque e Jeremias.
1 - Uso da língua e cultura do povo. 1:4
O programa do rei de prepará-los incluía isso: "e lhes ensinasse a língua e a cultura dos caldeus."Hoje em dia as missões transculturais labutam com a barreira linguística e cultural para comunicar o Evangelho, mas aqueles quatro missionários tiveram um programa de estudo de língua e cultura promovido pelo próprio rei do país. Três anos de estudo e não se admitia repetência ou retardamento: "ao fim dos quais assistiriam diante do rei".
Creio que Daniel aprendeu bem rápido e isso se mostra em sua vida pessoal, pois seu nome babilônico foi rejeitado, creio que por ele próprio. Nem o rei o chamou de Beltessazar (6:20; 8:15). Provavelmente ele tenha dito: "Não me chame assim, eu não preciso de Bel para me proteger. Chame-me Daniel".
Isso mostra também que a tolerância e aquiescência cultural têm limites; o missionário transcultural deve saber aonde pisa. Quando se tratar de comprometer seu relacionamento com Deus ele tem de mostrar suas posições firmes e não agir somente em nome de identificação cultural. O exagero na identificação cultural os levaria a ter muitos amigos, mas a mensagem se perderia ... A primeira pregação a vida comprometida com Deus.
2 - Sensibilidade com a cultura diferente da sua
Logo no início de sua permanência ali, os quatros jovens tiveram de lidar com o chamado choque cultural. Foi difícil porque se tratava de comida - algo vital e essencial. O chefe Aspenaz tinha uma ordem real a cumprir: o programa de estudos, moradia e inclusive a dieta alimentar (1:5) " ... ração diária das finas iguarias da mesa real e do vinho".
"Oba! Vamos comer o mesmo que o próprio rei come!" Diria um missionário desavisado. Daniel e seus colegas, porém, queriam investigar mais a cultura, a origem e preparação da comida, se era ou não dedicado ao deus Bel, etc. Conhecendo mais sobre a cultura, não queriam aquela comida.
Sua sensibilidade cultural se mostra no fato de não menosprezarem a comida, até chamando-a de finas iguarias (1:13) e serem sensíveis com Aspenaz conforme o difícil pedido que lhe faziam. Daniel fez uma negociação e, com a ajuda de Deus, conseguiu mudar seu cardápio sem comprometer o chefe.
Outra situação difícil: a situação era gravíssima porque o rei tinha decretado a morte de todos os animistas, místicos e esotéricos. Um missionário fundamentalista radical iria dizer aos seus colegas:"Olha, ficaremos livres de todos os  animistas e esotéricos; o rei mandou matá-los". Mas Daniel não era assim: sentiu que devia interferir e fez isso com muito tato: procurou entender bem o que se passava falando avisada e prudentemente com Arioque o homem que executaria as penas de morte (2:14,15). A seguir, sem tardança, pediu audiência com o rei com quem se comprometeu, livrando os sábios da morte. Esse tipo de tato, sensibilidade e coragem pela fé são indispensáveis ao missionário transcultural.
3 - Necessidade de confrontação cultural
Certamente Daniel e os outros fizeram várias concessões de valores e costumes. Adotaram a roupa, a língua e usaram sua sabedoria como instrumentos de bênção divina entre os babilônios, como a intervenção de Daniel em favor dos sábios.
Mais tarde, porém, enfrentaram situações que requeriam uma confrontação cultural muito clara e eles não hesitaram em fazer isso, mesmo com risco da própria vida. Quando os assessores do rei manipularam a ambição política e o levaram a assinar um decreto cujo alvo era atingir Daniel, mas este percebeu toda a trama e assumiu sua posição de fé sem titubear, conforme o capítulo 5. Orou com as janelas abertas assumindo à vista de todos sua prática de fé.
No capítulo 3 foi a vez de Misael, Ananias e Azarias assumirem uma confrontação cultural em nome da fé. Expuseram suas vidas ao perigo da fornalha por se recusarem a fazer algo não coerente com sua fé. Deus os honrou livrando-os do fogo. Puderam testemunhar aos prefeitos, governadores, sátrapas e conselheiros reais. O ocorrido deu ensejo a um decreto real exigindo respeito de todos os babilônios para o Deus deles.
Frequentemente os missionários são submetidos a esse tipo de teste. Aqueles que fazem trabalho transcultural têm de perceber a hora de afirmarem a sua fé.
4 - Lidando com política: manipulação que promete favorecimento pessoal
Não raramente missionários ficam sujeitos a situações que aparentemente os beneficia. A tentação de ceder pode ser forte. Algumas vezes essas situações provém do animismo que insinua a manipulação de poderes sobrenaturais para auferir vantagens pessoais: prestígio político ou religioso, reconhecimento, etc. 
Possivelmente os grupos animistas e esotéricos fizeram isso como os quatro jovens mas há um registro de oferta de vantagens da parte do rei que Daniel enfrentou: "Se você puder ajudar-me será vestido de púrpura, ganhará uma cadeia de ouro ao pescoço e será o terceiro no meu reino". Essa era uma boa oferta mas para a pessoa errada, pois Daniel nem se impressionou com ela; ele sabia fazer diferença entre reconhecimento cultural do povo e manipulação interesseira e comprometedora:"Minha palavra profética não  negociável; os teus presentes fiquem contigo e dá os prêmios a outrem ... " (5:16,17).
Certa vez fui desafiado por um xamã indígena. Eles procuram prestígio e reputação na capacidade de manipular poderes (trovões, vendaval, doenças) que as pessoas comuns, não têm. Ele me disse: "Você que é crente, não deixe que chova aqui (pela oração, ele queria dizer). Tentei conversar com ele um pouco e argumentei: "O senhor acha que será bom se não chover? Penso que se não chove as frutas não amadurecem na mata, não poderemos jazer coletas sazonais, as caças e os peixes que se alimentam de frutas e flores também não vão crescer, nossas plantações também não vão produzir ... Será realmente bom se não chover? ... " Uma pessoa que escutava atentamente nossa conversa começou a rir. Ele ficou desconcertado e mudou de assunto.
Fica uma pergunta: Será que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego gostaram da prosperidade com que o rei os agraciou (3:30) e continuaram com seus nomes babilônios? Esta é a última referência sobre eles. Não são mencionados na parte final do livro ...
Seria esse um sinal de alerta para missionários transculturais? À guisa de conclusão, olhando a seqüência na história, vemos que no final de tudo, Deus levantou Ciro para reedificar sua obra como predito em Isaías 44 e relatado em Esdras.
O avivamento chegou. As orações de Habacuque, Jeremias e Daniel foram respondidas no tempo de Deus e à sua maneira. O rei Dario consulta os arquivos e atende a decisão de Ciro. Ed. 6:3.
A luz brilhou na Babilônia, cumpriu-se a vontade soberana de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O perfil do missionário em um mundo turbulento


Dr. Jonatán Lewis

Vivemos nos melhores e nos piores tempos. Os avanços tecnológicos permitem a alguns viver vidas mais longas, mais produtivas, e com maior conforto que nossos antepassados. Porém, com todos os avanços tecnológicos, uma grande parte dos seis bilhões de habitantes deste mundo tem uma péssima qualidade de vida, alguns ao ponto de uma desumanização inacreditável. Os problemas sociais são enormes e endêmicos: a AIDS, a dúvida, o desmatamento, a contaminação ambiental, os refugiados, a guerras, o genocídio, a ameaça das armas biológicas e nucelares, o terrorismo etc. O secularismo, impulsionado pelos avanços científicos e a corrente do modernismo, não oferece soluções. Como força missionária, a estes desafios agregamos enormes correntes sociais, tais como o fundamentalismo religioso e sua hegemonia política em muitos países, que entorpecem nosso trabalho. Como realizaremos missões frente a esses tremendos desafios? Pode sobreviver o trabalho missionário? E se há de sobreviver, como se esboçará o missionário, sua missão, e o sistema que lhe envia e apoia nestes dias tão turbulentos?

Uma perspectiva escatológica

Em Mateus 24, frente à pergunta: Quando virá o fim? O Senhor Jesus descreve um mundo muito similar ao nosso. Porém apesar dos problemas descritos, no versículo 14 assevera que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Se entendemos missões como a gama ampla de tudo o que Deus faz para cumprir com a pregação do evangelho a todas as “nações”, então não resta dúvida de que Seu plano de “missões” vai continuar até o fim. Mas com esta declaração, também esclarecemos que “missões” pode realizar-se por qualquer meio que Deus queira utilizar. A meta da missão não muda, mas sim suas formas e normas.
Se a história se repete, Deus seguirá utilizando meios voluntários e “involuntários” para cumprir a sua meta. Ele utiliza a adversidade e os problemas como “oportunidades” para estender seu Reino. Em nosso mundo, a perseguição a crentes e a dispersão que é a sua consequência, segue sendo uma via missionária importante como já tem sido na história das missões (Ato 8.1).
Não só se estão mobilizando missionários como refugiados, porém Deus está movendo grandes populações de não-alcançados como imigrantes aos países povoados de cristãos com o propósito, segundo Atos 17.26,27, de que eles encontrem a Ele.
Não há dúvida que há muita missão transcultural a realizar-se entre esses imigrantes por parte da igreja, sem necessidade de enviar missionários a grandes distâncias. Deus elegeu utilizar a seu povo como agente principal para a evangelização mundial e realizará este trabalho de uma forma ou de outra (Gen 12.3; Ex 19.5,6).
Porém o outro lado do quadro é que Deus tem comissionado a seu povo com a tarefa da evangelização mundial, e cremos que lhe dá muito prazer e honra quando seu povo se organiza voluntariamente para realizar este trabalho. Dou graças a Deus que vi     vemos um dia em que as missões têm chegado a ser uma preocupação da igreja em todo o mundo. A visão de um movimento missionário “de todas as nações à todas as nações” tem impulsionado o ensinamento e a mobilização missionária a um nível global. Neste sentido, cremos que vivemos em um momento muito especial no plano de Deus, um momento quando quase todas as congregações e quase todos os crentes verdadeiros no mundo estão sendo conscientizados de sua responsabilidade de participar com protagonismo na tarefa global.
Este momento histórico também reúne condições que nos permitem asseverar que a Grande Comissão se pode cumprir em nossa geração. Forças tecnológicas nos permitem uma agilidade tremenda no envio e nas comunicações com os missionários e seus projetos, e a possibilidade de cobrir massivamente o globo terrestre com a Mensagem. Mas mesmo com essas ferramentas o trabalho não é fácil. Os missionários e suas organizações estão sendo afetados por grandes forças sociais, econômicas e espirituais que representam desafios e oportunidades nesta feroz guerra espiritual.

As forças da Globalização Tecnológica

Quase trinta anos atrás, um futurista popularizou o conceito de “aldeia global”. A realidade é que vivemos em um mundo pequeno. Pela influência das comunicações instantâneas, nos inteiramos do que se passa com todos os “vizinhos”. Dentro de poucas horas, vemos transmitidas por satélites imagens de qualquer acontecimento catastrófico acontecido no mundo, das consequências do terrorismo, de guerras, de secas, terremotos, e com todo o horror do momento. Hoje podemos receber canais de televisão de todo o mundo em nossos lares. Por meio da internet, temos acesso à notícias de quase qualquer país e cidade. Pelo mesmo meio, podemos pesquisar qualquer tema que nos possa interessar. O telefone celular abre as possibilidades de comunicarmo-nos com quem quisermos em todo o globo terrestre. E já entramos na era em que os telefones vêm armados com sistemas de vídeo para vermos a pessoa com quem estamos nos comunicando.
A tecnologia sem dúvida tem mudado o perfil do missionário. A habilidade no uso da internet é indispensável. E como parte de seu equipamento vai o computador que permite acesso ao correio eletrônico e leva em si quase todos os outros elementos que tem chegado a ser quase indispensáveis para a obra. O correio eletrônico permite comunicações quase instantâneas com sua igreja local, sua família e seus amigos de uma maneira eficiente e econômica. Hoje é possível conversar com um amigo em outro continente sem custo, utilizando o computador. A facilidade e efetividade destes meios de comunicação aumentarão durante os próximos anos e serão cada vez mais acessíveis a todos os cidadãos de nosso planeta.
O transporte é outro meio que tem diminuído nosso planeta. Hoje, se pode viajar de qualquer país do mundo e estar em qualquer outro país dentro de 24 horas. Ainda que as passagens aéreas pareçam caras, em comparação com o que historicamente custou viajar, são realmente baratas. Quando William Carey navegou da Inglaterra até a Índia em 1790, a passagem para ele e sua equipe custou o equivalente a 50 anos de um salário mínimo. Hoje, a mesma viajem (dessa vez por via aérea) custa uma fração de um salário mensal (em termos de países desenvolvidos). Vivemos numa época em que todo mundo viaja ao redor do mundo e a possibilidade de mover uma família de um lugar a outro é relativamente fácil e econômica.
Outro grande avanço na globalização é a transferência de divisas e valores eletronicamente. Hoje em dia, qualquer um que obtenha um cartão de crédito pode utilizá-lo para retirar dinheiro em milhares de caixas automáticos em todo o mundo. Todos os produtos são mais acessíveis com “o cartão”. O comércio utilizando a internet e cartões de crédito, cresce vertiginosamente. Quando Hudson Taylor serviu na China em meados do século XIX, uma carta demorava seis meses para chegar e se havia alguma necessidade econômica, levaria um ano inteiro entre avisar os irmãos e receber o dinheiro. Hoje as comunicações e as transferências eletrônicas permitem a atender o missionário de um dia para o outro.
Há muitos que resistem aos avanços tecnológicos. Os mesmos lhes atribuem um valor moral. Porém a tecnologia, como o dinheiro, a influência, e quantas outras coisas, podem ser utilizadas para o bem ou para o mal. O apóstolo Paulo utilizou os meios tecnológicos ao seu alcance (como passagens em barcos e a palavra escrita) para realizar a tarefa de evangelização. Não duvidemos que os avanços tecnológicos devem utilizar-se para o avanço do Reino. Os elementos tecnológicos da globalização nos facilitam e possibilitam a obra missionária.

O Perfil das Agências Missionárias

A história de missões nos apresenta várias estruturas que se tem utilizado para recrutar, enviar e manter a força missionária. É certo que as estruturas utilizadas para mobilizar voluntários para a missão, historicamente, sempre têm tomado seu padrão de estruturas já existentes na sociedade. Pode surpreender a alguns que os movimentos monásticos seguiram o padrão militar com o propósito de levar a cabo a expansão da igreja. Utilizando este modelo, os jesuítas puderam avançar a causa em lugares tão remotos como Paraguai, Japão, China e Canadá. Os celtas da ilha britânica adotaram este modelo para a evangelização de todo o norte europeu.
O movimento “moderno” protestante que nasceu em fins do século XVIII, utilizou estruturas que correspondiam ao modelo empresarial que surgiu em sua geração. As “sociedades” que se criaram foram manejadas com os critérios que correspondiam ao padrão comercial. Eventualmente, essas estruturas foram modificadas com o correr do tempo. Hoje em dia, falamos de “agências missionárias” que se manejam em muitos sentidos, como empresas modernas. Adotaram muito das ciências sociais como o manejo por meio de objetivos e os sistemas de manejo de pessoas contemporâneo. Se queremos entender de onde procedem as estruturas missionárias, é importante entender de onde procedem as instituições “seculares” e o efeito geral que tem a globalização sobre elas.

Mudanças nas forças estruturais nos últimos anos

Nos últimos anos, se tem visto uma grande mudança na estruturação de empresas. A direção da mudança é de estruturas piramidais com vários níveis de supervisão para estruturas planas com menos níveis hierárquicos, de onde os que realizam o trabalho têm mais controle sobre as decisões que afetam diretamente o seu trabalho. Algumas grandes empresas se administram como uma coleção de microempresas. Cada unidade é avaliada por sua eficácia. Quando não cumpre as metas, essa unidade se reorganiza ou é encerrada.
As missões também estão sentindo o efeito da descentralização de controle. Novas agências nos países históricos de envio que têm seguido essas inovações, têm crescido e prosperado. Lançam equipes ao campo e permitem que estas tomem as decisões que afetam sua obra. Agências que não puderam adaptar-se e seguem o padrão hierárquico com tomada de decisões centralizadas, tem diminuído em membresia e em muitos casos, se tem visto forçados a abandonar sua autonomia e fundir-se com outras agências para sobreviver.
Os efeitos da globalização reforçam o modelo descentralizado em que até mesmo as igrejas locais podem enviar missionários sem depender de agências. Com a possibilidade de comunicação, transporte fácil e barato, o envio direto do missionário e seu sustento, muitas igrejas têm preferido não utilizar as agências que historicamente realizaram essas funções, entre outras.
A descentralização de agências, com equipes que funcionam com certa autonomia no campo, é talvez o bem mais valioso desta tendência estrutural. Isso permite flexibilidade e a agilidade necessária na tomada de decisões que requerem a situação local em um mundo em mudança. Mas é importante destacar que essas equipes necessitam de supervisão, apoio e cuidado por pessoas experimentadas nas exigências e desafios da obra missionária na região onde servem. Ainda que as funções das agências missionárias tenham mudado em razão dos avanços tecnológicos, não se dispensou sua necessidade. Igrejas que enviam missionários sem contar com esse apoio, na maioria dos casos, perdem tempo e recursos. Historicamente, o ‘micromanejo’ da obra no campo pela igreja local com frequência leva à ineficácia e fracasso.

A Força das Alianças Internacionais

A globalização também tem afetado as empresas. A cada dia se escutam notícias de grandes empresas internacionais que historicamente foram competidoras, agora unindo esforços e formando sociedades para trabalhar em conjunto. Volkswagen e Ford produzem um automóvel em conjunto, linhas aéreas se unem às suas ex-competidoras para formar uma aliança estratégica que pode captar uma maior proporção do mercado global.
As Missões também estão formando alianças estratégicas localizadas em grupos culturais ou geográficos. Dezenas de alianças tem surgido entre grupos cristãos com origens muito variadas. Foram apagadas muitas das barreiras denominacionais e não é muito estranho ver uma equipe missionária que contém batistas, pentecostais e presbiterianos trabalhando em conjunto. Nesta mesma equipe pode haver mexicanos, filipinos e canadenses. Frente a esta realidade, o missionário eficaz cultivará uma atitude ampla em relação a seus companheiros de batalha.
O missionário que trabalha nesse ambiente tem que ser flexível e tratar de entender e apreciar as diferentes perspectivas doutrinárias e culturais. Isso requer humildade e habilidade de ver a meta de almas achegadas ao Senhor por meio do testemunho e trabalho da equipe. O egoísmo e a ambição pessoal, não funcionam nesse mundo de colaboradores.

A Força do Pluralismo e o Fanatismo Religioso

Nem todo mundo está de acordo que Cristo é o Senhor. Os seguidores de outros profetas e mestres são numerosos. Dos seis bilhões de habitantes na Terra, somente um terço se identifica como cristão. No Ocidente, o pluralismo religioso “respeita” o direito de cada um de crer em qualquer deus e religião. A relatividade diz que “se é verdade para você, é sua verdade”. “Porém sua verdade não é necessariamente minha verdade, senão aquilo que eu interpreto como verdade.” Qualquer proclamação de Cristo como único Senhor pode ser repudiada e ainda condenada como intolerante. Mais de um julgamento foi realizado com base em alegações de "angústia emocional" provocada pela pregação da condenação do pecador, frente a um Deus justo. O fato de que o pregador também revela a salvação oferecida em Cristo não é suficiente para justificar os evangelistas que são acusados de usar “pressão psicológica” para ganhar partidários.
Do mesmo modo, os missionários em países onde dominam as grandes religiões como o Islã, o Budismo e Hinduísmo, estão sendo atacados por uma nova onda de fundamentalismo. Paralelamente, a “retribalização” do mundo é um fato que tem tido suas piores expressões nos terríveis massacres em nossa história recente. A brutal carnificina em Ruanda e os conflitos bélicos dos países bálticos são exemplos de uma corrente global que cada vez mais quer manifestar sua própria identidade racial, religiosa e cultural. E esses estão dispostos à matança e ao genocídio para obtê-lo.
Neste ambiente, o pregador de uma religião estrangeira não é bem-vindo. As igrejas cristãs minoritárias nesses países se veem sob perseguição aguda e os missionários tem sido expulsos e expostos ao martírio. O missionário tem que enfrentar essas realidades com a sabedoria da serpente e a inocência da pomba.

O Perfil Missionário com as Duas Mãos

As forças sociais de oposição não podem ser enfrentadas com conceitos tradicionais do missionário do século XX. Os países onde vivem as grandes maiorias de inalcançados não permitem a entrada de missionários tradicionais. Frente a essa realidade, se tem revitalizado o conceito do missionário bi-ocupacional, o missionário que vai a outro país com a Palavra em uma mão e sua ferramenta de serviço na outra. Lamentavelmente, a abordagem a esta questão tem sido em grande parte pragmática sobre como resolver o problema para entrar e viver no país. Essa orientação se tem comprovado deficiente em suas considerações éticas e teológicas. O fracasso desta abordagem nos chama a uma profunda reflexão sobre a cosmovisão “cristã” popular, que propaga a falsa dicotomia entre o “sagrado” e o “secular”. A posição bíblica é que tudo o que fazemos é “sagrado” se o consagramos a Deus. Todos estamos chamados a realizar nossa vocação por meio de todas as nossas ocupações e não apesar delas (1Co10.31). Para isso, a igreja necessita mover-se para eliminar de uma vez a distinção entre ministros laicos e profissionais, completando o que a “Reforma Protestante do Século XVI” começou, com seu ensino sobre o sacerdócio santo de cada crente (1Pe 2.8). Só assim se lançará a tremenda força missionária latente da igreja.
Tomado pelo aspecto prático, o sistema bi-ocupacional para o envio e sustento do missionário é talvez o que mais potencial oferece aos movimentos missionários dos países de menores recursos. A maioria dos grupos não alcançados se encontra nos países mais pobres do mundo. Com uma larga história de fracassos no apoio econômico direto aos governos destes países, os países desenvolvidos se tem voltado para o uso de organizações não governamentais (Ongs) e Fundações na canalização de apoio econômico e social. A igreja está descobrindo este meio para inserir obreiros bi-ocupacionais e assim realizar suas metas. A oportunidade é enorme e a igreja tem que fazer muito mais, para aproveitar-se disso.
Ainda que existam vários canais para os bi-ocupacionais, não restam dúvidas de que essa pessoa terá que se capacitar adequadamente. A experiência demonstra que tomar uma profissão simplesmente como “cobertura” para estar em um país, é incoerente com a meta de ser testemunha de Cristo nesse lugar. As melhores testemunhas são as que realizam seu trabalho profissionalmente, e também se tem capacitado para realizar a obra de Deus nesses lugares. Ambas linhas de capacitação são necessárias.

As Forças Espirituais do Maligno

Hoje a igreja está despertando para a necessidade de enfrentar diretamente as forças satânicas que tem cegado os olhos de milhões, por milênios. A igreja sempre tem tido os dons e sempre tem possuído as armas espirituais. Porém nem sempre as utilizou com um enfoque maior. Graças a este despertar para a guerra espiritual, o enfrentamento de potestades e poderes está sendo encarado de forma específica e sistemática. Na medida em que a igreja se mobiliza para marchar sobre seus joelhos e levanta guerreiros espirituais, terá êxito na grande luta pelas almas de milhões. Há muitos que acreditam que as expressões das forças malignas aumentarão ao aproximar-se o fim. Vão lutar de forma desesperada para manter sua autonomia e deter seu castigo eterno.
O perfil do missionário hoje é o perfil de um guerreiro. Necessita saber manejar as armas espirituais com maior eficácia para defender-se, e para aplicá-las na libertação dos que vivem debaixo do poder do maligno.

Conclusões

Como se apresenta o ministério missionário diante dos desafios de hoje? Não há dúvida que será distinto de seus precedentes. Deus cumprirá Seus propósitos com ou sem o esforço voluntário da igreja. Porém seu povo vive um momento especial que permite a alegria de crer que se pode cumprir a Grande Comissão dentro desta geração. A igreja global está captando a visão. As forças da globalização tem provido ferramentas que facilitam a comunicação, a mobilização e o envio de recursos. As estruturas de envio também serão mais ágeis, apoiadas pela flexibilidade e acesso que provém desses meios. A organização missionária será descentralizada e disposta a uma colaboração entre crentes de diversas origens e denominações. Alianças estratégicas serão forjadas no solo não só entre grandes entidades, mas também entre igrejas pequenas que juntas podem realizar projetos que sozinhas não empreenderiam. Tomadas por uma visão de evangelizar aos povos que não escutaram a mensagem do Evangelho “até o último da terra”, unirão esforços com quem não poderiam imaginar-se trabalhando poucos anos atrás. Por tudo isso, adoramos a Deus.
Por outro lado, a dificuldade da tarefa de evangelização aumentará. A resistência dos movimentos nacionalistas e das filosofias pluralistas identificarão o missionário como “o inimigo cultural número um”. O preço será a rejeição e o martírio. As perseguições sobre as igrejas minoritárias aumentarão. A única consolação é saber que Deus       utilizará este sofrimento para Sua glória (Ap 6.9-11). Na oposição e no martírio, a missiologia e as bases teológicas em que se baseia renovarão seu compromisso com o Cristo do Novo Testamento e o compromisso que isso demanda. Só assim se conseguirá “fazer discípulos de todas as nações”. E frente a um inimigo desesperado, aumentará a quantidade e a qualidade de guerra espiritual para libertar as almas.
Que o movimento missionário seguirá em frente, não há dúvida. Deus é o que se encarrega de ver que Sua palavra se cumpra. E foi Ele que nos assegurou que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Que o povo de Deus seja fiel a seu chamado e desenvolva seu compromisso voluntariamente com todas as vantagens tecnológicas que temos hoje, mas também com o sacrifício e o compromisso que demanda evangelizar nosso mundo turbulento.

A Ele seja a glória, a honra e o domínio para sempre.

Tradução de Sammis Reachers / Veredas Missionárias, a partir do original em espanhol publicado por COMIBAM (http://www.comibam.org/wp-content/uploads/2016/02/el_perfil_del_misionero.pdf )

*   *   *   *   *
Dr. Jonathan Lewis nasceu em 1949, filho de pais missionários em Buenos Aires, Argentina. Durante sua carreira profissional viveu e trabalhou em Honduras, Peru, México e Argentina. Jonathan está casado com Dawn por quase 35 anos e tem quatro filhos: Natanael, Heather, Josías e Anneliese.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Boletim Missiológico Veredas - Baixe o primeiro número


O Boletim Missiológico Veredas é uma publicação de caráter evangélico não denominacional, que tem por objetivo compartilhar conhecimentos, fomentar o debate e promover a reflexão missiológica entre cristãos brasileiros e de demais países lusófonos. Mesmo cientes da humildade desta publicação, almejamos com a presente iniciativa ajudar a suprir a incompreensível e também injustificável carência de publicações periódicas que tenham por foco específico a Missiologia em nossas fileiras protestantes.
Sendo assim, efetivamos aqui um clipping de artigos, resenhas, monografias, entrevistas e notícias de interesse para a igreja protestante e o seu esforço de reflexão & ação missionárias.
Nesta primeira edição, trazemos uma entrevista exclusiva com o missionário e escritor Jairo de Oliveira; o artigo O perfil do missionário em um mundo turbulento, do Dr. Jonatán Lewis, inédito em português; e ainda artigos de Wellington Barbosa e Bárbara Helena Burns. E as seções: Humor, Livros em Lançamento, Eventos, Gráficos e Mapas e Citações.

Editor: Sammis Reachers

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Se preferir, leia ou baixe por aqui:


Boletim Missiológico Veredas #1

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quarta-feira, 23 de março de 2016

Livros Missiológicos em lançamento



História da MissãoA História do movimento missionário cristãoBertil Ekström (Segunda edição revista e ampliada. Editora Descoberta, 2015, 138 págs.). O estudo da História de Missões é uma interessante aventura que nos leva a descobrir a trajetória missionária e a expansão da igreja cristã desde os seus primórdios até os nossos dias. Entre muitos heróis da Fé, alguns se destacaram e se tornaram conhecidos para a posteridade. Outros tantos viveram e lutaram no anonimato, dando contribuição de igual importância. Acima de tudo, no entanto, a história recorda a obra divina. Muitos semearam e muitos regaram, mas quem garantiu o crescimento foi o próprio mandatário da obra missionária, Deus (1 Co 3.6).
O objetivo principal deste livro é de servir de orientação no estudo da história das missões. Agora em sua segunda edição, ampliada e revista, o livro serve de guia para um estudo mais panorâmico ou mais profundo dos avanços do Cristianismo.


Evangelização - Série 9 Marcas. J. Mack Stiles (Editora Vida Nova, 2015, 144 págs.). Passam-se alguns anos e as igrejas continuam se lançando à mais recente moda evangelística. Os líderes administram o novo programa, e os membros põem a mão na massa. Mas imagine uma igreja em que a evangelização simplesmente faça parte da cultura da igreja. Os líderes estão sempre compartilhando a fé e o fazem abertamente. Os membros os seguem, incentivando uns aos outros a tornar a evangelização uma forma da vida.
Esse é o conceito de evangelização apresentado neste livro pequeno, mas impactante. A questão aqui não é oferecer programas. Antes, ele apenas deseja propor à sua igreja uma nova maneira de viver e compartilhar o evangelho.

Fé, Visão e Destino Profético - O caminho do missionário. José Satírio dos Santos (Editora Cpad, 2015, 128 págs.). O Livro Fé, Visão e Destino Profético, do pastor e missionário José Satírio dos Santos (por anos atuante na Colômbia), fala sobre o caminho do missionário, abordando de acordo com a Bíblia as orientações do Senhor passadas a nós. José Satírio, através do livro "Fé, Visão e Destino Profético", quer ajudar você a trilhar o caminho pensado por Deus. Se você deseja enriquecer sua visão, caminhando pela fé na direção certa, este livro com certeza falará com você.


Movimentos de Plantação de Igrejas - Como Deus está redimindo um mundo perdidoDavid Garrison (Editora Esperança, 2015, 362 págs.). Na última década, literalmente milhões de novos convertidos entraram no Reino de Cristo através dos Movimentos de Plantação de Igrejas. Este livro tem como objetivo ajudá-lo a entender esses movimentos. Nestas páginas você poderá ver não apenas o que Deus está fazendo, mas também como ele está fazendo.
Neste livro você descobrirá:
- Como 4.000 igrejas foram plantadas no norte da Índia em apenas dez anos;
- Como 150.000 ciganos na Europa ocidental abraçaram a fé em Jesus Cristo;
- Como 160.000 chineses foram batizados em apenas um ano;
- Como 150.000 muçulmanos deixaram Maomé por Jesus;
- Como 15.000 novas igrejas foram plantadas em apenas um ano;
- Como a explosão do cristianismo do primeiro século renasceu no século 21;
- Como você pode se juntar a Deus e trazer um Movimento de Plantação de Igreja para sua comunidade.




Sal & Luz - Compreendendo, vivendo e proclamando a missão. Ronaldo Lidório (Editora Betânia, 2015, 221 págs.). “O que deve mover a igreja a viver e proclamar o evangelho de Cristo não são as estatísticas mundiais, a paixão pelos perdidos
ou testemunhos missionários, mas sim uma profunda compreensão e compromisso com a vontade de Deus. É de Deus, em missão, que convoca a sua igreja para viver e anunciar a sua verdade em todo o tempo e todo o lugar. Somente em Deus somos convencidos a andar fora do caminho natural do nosso coração corrompido. somente em Deus somos desafiados a pensar no evangelho para o mundo e não apenas em nossos interesses pessoais. Somente em Deus somos levados a perder em lugar de ganhar, sair quando é mais fácil permanecer, enviar mesmos os que nos fazem falta, investir e não simplesmente acumular, servir ao Cordeiro e não ao mundo. A Palavra é clara: o sal sem sabor é imprestável e a luz escondida é inútil. Dependemos de Deus para viver Cristo e servir a Cristo - sermos verdadeiramente sal e luz." (Ronaldo Lidório)
 O Senhor Jesus nos chama a sermos seus discípulos vivendo a cada dia a verdade do Evangelho. A mensagem deste livro irá despertar sua identidade e propósito em Cristo. Dará amplo ensino bíblico para conhecermos mais a Deus, a missão de Deus e o nosso chamado - salgar a terra e iluminar o mundo.

terça-feira, 15 de março de 2016

O Emocionante "Agora" da Missão Cristã


Apenas pense nisso. O Deus do universo focou sua revelação especial e obra de redenção em um pequeno povo étnico, Israel, por 2000 anos - do chamado de Abrão em Gênesis 12 à vinda de Cristo. Por todo aquele tempo, "... permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos;" (Atos 14:16).
Então na entrada de seu Filho no mundo, tudo mudou.
Quando Jesus estava saindo para retornar ao paraíso ele disse: "... que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém." (Lucas 24:47). "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;" (Mateus 28:19). Essa foi uma mudança-chave na história do mundo.

Plano Diligente De Deus

Mas o mandamento de discipular todas as nações não foi uma reflexão tardia. Foi um plano desde o momento que Deus escolheu Israel. Deus disse a Abraão: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra." (Gênesis 12:3)
Paulo aplicou isto ao evangelho da justificação por meio da fé em Cristo: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos." (Gálatas 3:8). Então, Deus estava se aprontando para alcançar as nações com o evangelho de Cristo quando ele escolheu Abrão 2000 anos antes da vinda de Cristo.
Por que, então, uma espera tão longa, até a vinda de Cristo e da Grande Comissão, que foi estabelecida em seu nome?

Qual o motivo da longa espera?

Porque na sabedoria de Deus, ele sabia que as nações do mundo iriam compreender a natureza de Cristo e sua obra melhor em uma situação que tem a história de 2000 anos de Israel com lei e graça, fé e falha, sacrifício e expiação, sabedoria e profecia, misericórdia e julgamento.
Aqui está o modo com que Paulo colocou isso em Romanos 3:19-20: "Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundoseja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado." Em outras palavras, Deus falou por 2000 anos a Israel de maneira que "todo o mundo" perceberia que não há esperança de estar certo perante Deus "por obras de justiça praticadas por nós". (Tito 3:5)

Livro de Lição Para As Nações

A história de Israel não é apenas sobre Israel. É sobre "toda boca" e "todo o mundo". Este não foi um desvio de 2000 anos. Deus estava escrevendo um livro de lição para as nações. Não é um acidente que nossa Bíblia tenha um Antigo Testamento.
Quando Paulo pregou aos gregos não judeus em Areópago ele disse que até agora os "tempos da ignorância" dominavam. Deus deixou eles seguirem os seus próprios caminhos. Mas não de agora em diante. "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17:30-31).

O "Agora" de Todas As Nações

Esse é o "agora" em que vivemos. E é um "agora" emocionante. "Agora, Deus notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam." O Cristo ressurreto autoriza esse mandamento. Ele vai estar conosco até o seu cumprimento.
Nós vivemos no "agora" de "todas as nações". Deus preparou esse momento por 2000 anos antes de Cristo. Ele tem perseguido isto por 2000 anos depois de Cristo. Jesus está vivo e tem poder para salvar. E está no tempo da colheita.

terça-feira, 8 de março de 2016

Curso: Olhando Para O Mundo Através das Lentes Do Islã


Curso: Olhando Para O Mundo Através das Lentes Do Islã - DE 25 A 29 DE ABRIL DE 2016 - História, desenvolvimento e assuntos contemporâneos relacionados à religião que mais cresce no mundo. 
Realização: Seminário Teológico Servo de Cristo (www.servodecristo.org.br) e Centro de Reflexão Missiológica Martureo (www.martureo.com.br). Local: São Paulo—SP.

Para maiores informações, acesse: http://www.martureo.com.br/cursos/


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