quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Morre conceituado tradutor da Bíblia


A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) manifesta seu imenso pesar pela morte do Eugene A. Nida, ocorrido na quinta-feira, 25 de agosto, em Bruxelas, na Bélgica, aos 96 anos. Grande expoente da tradução da Bíblia no século 20, Nida, por mais de 50 anos – a partir de 1943 –, coordenou o programa de traduções da Sociedade Bíblica Americana. Posteriormente, foi o mentor do programa global de traduções das Sociedades Bíblicas Unidas, além de consultor a serviço dessa organização.

“Vai-se talvez o mais influente tradutor da Bíblia de todos os tempos! Milhões de pessoas tiveram acesso à Palavra de Deus, graças a ele”, ressaltou o diretor executivo da SBB, Rudi Zimmer.

Eugene Nida será lembrado principalmente pela revolução que promoveu no âmbito da tradução bíblica, em meados do século 20. O impacto que isso teve sobre o crescimento e o desenvolvimento da Igreja cristã continua a ser sentido ainda hoje, na medida em que milhões de pessoas em centenas de línguas, em todo o mundo, tiveram acesso à Bíblia graças ao método que ele desenvolveu e disseminou.

Valendo-se de conceitos tirados da Linguística, das Ciências da Comunicação e da Psicologia, além de estudos culturais, Nida desenvolveu um enfoque ou método prático de tradução, que ele chamou de equivalência funcional ou dinâmica. Seu objetivo era tornar a tradução clara e compreensível, sem que perdesse a exatidão. Mas a contribuição dele não se limitou à tradução da Bíblia. Nida influenciou também o campo da Ciência da Tradução, que teve origem em sua época. Ele é visto como o homem que deu o pontapé inicial, que levaria ao desenvolvimento dessa disciplina.

Por meio de numerosos livros, artigos e inúmeras palestras, Nida pôde ajudar estudiosos, tradutores e especialistas a encontrar novas formas de comunicar-se de forma eficaz. Seus livros Toward a Science of Translating (Com Vistas a uma Ciência da Tradução), de 1964, e Theory and Practice of Translation (Teoria e Prática da Tradução), de 1969, foram traduzidos para várias línguas e, ainda hoje, são ferramentas essenciais para tradutores da Bíblia. Devido ao seu trabalho acadêmico, sua influência ultrapassou o campo da tradução bíblica influenciando a área da tradução como um todo.

Nida cursou a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), formando-se em 1936, tendo o Grego como área de concentração e o Latim como área complementar. Obteve uma das mais altas avaliações na história dessa universidade. No verão que se seguiu à sua formatura, Nida se preparou para começar um trabalho missionário de cunho linguístico com a organização que se tornaria o “Summer Institute of Linguistics” (Sociedade Internacional de Linguística – SIL). Um pouco mais tarde, começou a trabalhar com a língua Taramuhara, no México. No entanto, por problemas de saúde teve de retornar à Califórnia. No período do verão, continuava a treinar tradutores para SIL. Ao mesmo tempo, deu início a seus estudos de pós-graduação, concluindo o mestrado em Grego do Novo Testamento, em 1939, na Universidade do Sul da Califórnia, e o doutorado em Linguística, na Universidade de Michigan, em 1943.

Parceria duradoura Em 1943, passou a trabalhar para a Sociedade Bíblica Americana. Não demorou muito para começar um intenso programa de viagens para ajudar tradutores da Bíblia em todas as partes do mundo. No Brasil, acompanhou o trabalho de revisão da tradução de Almeida, que culminou na publicação da Almeida Revista e Atualizada. Aos poucos, foi desenvolvendo o método da equivalência funcional. Nida se comunicava com extraordinária facilidade e conseguiu mostrar a tradutores, com os mais variados níveis de formação, como poderiam usar o método de tradução que ele desenvolveu. As traduções que resultaram disso eram ao mesmo tempo exatas, do ponto de vista exegético, e compreensíveis para o leitor.

Seu método fez com que a Bíblia se tornasse disponível e acessível numa escala nunca antes vista. Isto vale tanto para línguas da Ásia, África e América Latina, para as quais a Bíblia nunca antes havia sido traduzida, bem como para o inglês e outras línguas mais conhecidas, que já têm uma longa história de tradução bíblica. Exemplos disso são a “Good News Translation”, a “Contemporary English Version”, bem como a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Mas outras traduções, como a Nova Versão Internacional e a Nova Bíblia de Jerusalém, também revelam influência do tradutor.

Quando, em 1946, várias Sociedades Bíblicas locais decidiram trabalhar em conjunto e formar as Sociedades Bíblicas Unidas (UBS), Nida se fez presente na reunião em que essa organização foi fundada e, posteriormente, se encarregou de formatar os projetos de tradução dessa nova organização.

Nida sabia que os tradutores da Bíblia precisavam ter acesso às melhores edições dos textos originais e foi assim que tomou a dianteira em projetos tanto para o Novo Testamento Grego quanto para a Bíblia Hebraica. Disso resultou a publicação de O Novo Testamento Grego das Sociedades Bíblicas Unidas – hoje na quarta edição revisada, com uma edição em português publicada no Brasil –, que é a edição mais usada por estudiosos e tradutores em nossos dias, bem como o desenvolvimento do Hebrew Old Testament Textual Project [Projeto do Texto do Antigo Testamento em Hebraico], que ajuda os tradutores a entender mais de 6 mil problemas textuais relacionados com o texto hebraico.

Ele inovou também no campo da lexicografia, na medida em que desenvolveu uma nova maneira de fazer um dicionário do grego do Novo Testamento. Trata-se do Dicionário Semântico, baseado em domínios ou campos semânticos, que são áreas de significados relacionados entre si. Nesse dicionário aparecem, não as palavras ou os equivalentes de tradução em ordem alfabética, mas os significados, que são agrupados por campos semânticos. Esse dicionário é de imenso valor para os tradutores, na medida em que ajuda a distinguir entre os diferentes significados de uma mesma palavra.

Nida teve seu trabalho reconhecido em várias ocasiões tanto pela Sociedade Linguística Americana (da qual foi presidente em 1968) como pela SBL (Society of Biblical Literature). Recebeu vários títulos de doutor honoris causa bem como outras homenagens de instituições de ensino de todo o mundo.

Seu legado continua através do “Eugene Nida Institute for Biblical Scholarship” da American Bible Society.

Nida foi casado por cinquenta anos com Althea Lucille Sprague Nida, que faleceu em 1993. Algum tempo depois, Nida conheceu a Dra. Elena Fernandez-Miranda, renomada tradutora e intérprete, com quem casou em 1997.


Fonte: Philip C. Stine, com tradução de Vilson Scholz. Philip Stine atuou no Departamento de Traduções da UBS de 1984 a 1998. Antes disso, de 1968 a 1984, havia sido consultor de traduções e coordenador regional da UBS na África.

Fonte: SBB

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Charges de missões

Isso já aconteceu contigo?




Muitos povos a serem alacançados?
Você sabe o que é?
Boa desculpa !!       



                   Você já viu isso acontecer?      
Fonte:  http://trajetosmissionarios.blogspot.com/

domingo, 21 de agosto de 2011

Ronaldo Lidório e a paixão missionária - Podcast para download gratuito


Não tem como não indicar esse podcast, a vida do nosso irmão Ronaldo Lidório é um exemplo de serviço. 
Conheça o site irmaos.com, ouça os podcasts e deixe seu comentário.

Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e Cassiano Luz conversam com o missionário Ronaldo Lidório que conta sua história de envolvimento com missões e compartilha momentos emocionantes de seu tempo na África. Clique e ouça online ou baixe o arquivo de áudio!


Duração:
 00:39:00

via http://pensareorar.blogspot.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Revistas Missionárias: Assine, informe-se e apoie a obra de Missões


Esta e outras imagens de uso livre no grupo Imagens Cristãs no Flickr

Uma excelente fonte de informações sobre a obra missionária no Brasil e no mundo pode ser encontrada em revistas dedicadas ao tema de Missões. Publicadas por igrejas, missões ou editores independentes, elas trazem informação, estudos, dicas e muito mais. E você ainda contribui com a obra missionária ao adquirir estas revistas. Excelente para promotores e líderes de departamentos de missões, pastores, missionários e para qualquer cristão que ame e apóie a obra missionária.
São muitas as revistas , e listamos aqui algumas delas, com links para as páginas das mesmas. Faça a sua assinatura, informe-se e ajude a obra missionária!


Revista Povos (editora independente) – http://www.revistapovos.com.br/


Revistas Confins da Terra (Missão Novas Tribos do Brasil) – http://www.mntb.org.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=261


Revista Portas Abertas (Missão Portas Abertas) - 
https://www.portasabertas.org.br/artigo/receba-a-revista 


Revista Visão Missionária (União Feminina Missionária Batista do Brasil) - http://loja.tray.com.br/loja/produto-161303-1250-assinatura_visao_missionaria


Revista Vida Missionária (Gideões Missionários da Última Hora) - http://www.gideoes.com.br/gmuh/revista-vida-missionaria.html

Informativo A Voz dos Mártires (Missão A Voz dos Mártires) - http://www.vozdosmartires.com.br/informativo/

Capacitando Para Missões Transculturais (Associação dos Professores de Missões do Brasil) -  http://www.apmb.org.br/loja_virtual.html

Você pode ainda acessar online e gratuitamente as revistas Ethnic e Antropos, com textos aprofundados sobre missiologia, antropologia e saberes relacionados.


Revista Ethnic - http://www.ethnic.org.br/

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

II Mini-Conplei Sul – Jocum Monte das Águias – Almirante Tamandaré-PR



O CONPLEI tem como objetivo levar o Evangelho de modo contextualizado às nações indigenas, trabalhando com a visão de uma Igreja genuinamente Indigena.
Dificuldade de acesso aos missionários não-indigenas (estrangeiros e nacionais), alavancaram a necessidade de uma nova estratégia: O próprio indígena ser o missionário para o seu povo.
Então, as 3 ONDAS MISSIONÁRIAS (estrangeira, nacional e indigena), chegam junto ao campo missionário para que o Evangelho do Senhor Jesus chegue também às áreas remotas e aos que nunca ouviram a Palavra de Deus.
EVENTO: Mini CONPLEI Sul
CONPLEI ( Conselho Nacional de Pastores e Lideres Evangélicos Indígenas)
LOCAL: JOCUM Monte das Aguias
Endereço: Rodovia dos Minérios, 2672 Km 16 Almitante Tamandaré/PR ( Grande Curitiba)
DATA: 02 A 04 de setembro de 2011
PUBLICO ALVO – Igrejas, agências missionárias, missionários, tribos indígenas da região Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)
JUNTE-SE A NÓS NESTE DESAFIO DE LEVANTAR, TREINAR E SUSTENTAR O MISSIONÁRIO ÍNDIGENA.
Visite o blog: http://conpleisul.wordpress.com

sábado, 13 de agosto de 2011

Cristãos levam esperança a crianças indianas

Crianças convertidas levam seus pais a Cristo



Cristãos levam esperança a crianças indianas
A Índia é o lar de uma das maiores populações analfabetas do mundo. Quase metade da população indiana, mais de 463 milhões, tem abaixo de 20 anos, o que significa que estas crianças serão membros da maior democracia do mundo.

A maioria dessas crianças é muito pobre. Suas famílias ganham menos de US $ 1,25 por dia. Quarenta por cento delas estão desnutridas. Como resultado da pobreza típica, a Índia também tem o maior número de crianças que trabalham, a maioria das quais vivem em vilas e favelas urbanas. 

"Esta é a pobreza sistêmica.  É também uma estrutura muito abusiva socialmente. Aqueles nas castas superiores olham para baixo sobre as castas mais baixas e consideram-nos menos do que humanos, o que faz com que essas crianças sejam de uma população vulnerável.  As crianças pobres, bem como suas famílias, são consideradas commodities. É por isso que acontece o tráfico", disse Dave Stravers, da Missão Bíblica Clube da Criança.

A questão do tráfico de seres humanos ganhou mais atenção nos últimos tempos, de acordo com Stravers.  "Há realmente uma espécie de movimento a partir da Índia para destacar o abuso de crianças. No entanto, até que haja uma mudança interna, esse tipo de condições sombria ameaça sobrecarregar as pessoas com desesperança”.

Crianças levam pais indianos a Cristo

É por isso que a Índia conta com a Missão Bíblica Clube da Criança (chamada de "Clubes de Desenvolvimento Infantil" na Índia).  "Nós treinamos os trabalhadores de igrejas cristãs locais que querem ministrar a essas pessoas pobres nas vilas e bairros que normalmente não têm uma igreja", explica Stravers.
Sob a atenção amorosa de seus professores voluntários, os sonhos de meninos e meninas da Índia estão mudando, e eles estão descobrindo a alegria em Jesus.  "Nós achamos que uma grande maioria iria apenas orar para receber a Cristo e parar de adorar ídolos, mas eles realmente testemunham a seus pais. Eles são os melhores evangelistas do mundo, e literalmente milhares de pais estão vindo para Cristo a cada ano".

Cristãos da Índia estão aguardando a oportunidade de apresentar o Clube Infantil da Bíblia em suas comunidades.  "Temos um programa de treinamento formal para eles. Nós fornecemos materiais de aula, com alguns jogos e equipamento esportivo - tudo que eles precisam para 40 crianças em sua comunidade", explica Stravers.  

A missão entra nas comunidades através de um programa de 10 dias.  Nos clubes, as crianças gostam de músicas, paródias e jogos, ouvem histórias da Bíblia, memorizam as Escrituras, descobrem um Salvador amoroso, e aprender a orar.

Nessa introdução é necessário a participação de alguém que conhece a comunidade e de mais um residente local.  "Nossa equipe não leva os Clubes da Bíblia. Estamos lá para capacitar e fornecer recursos para locais voluntários cristãos de toda a Índia", diz Stravers. 

sábado, 6 de agosto de 2011

Carta de um diabão a um diabinho sobre missões





Odiado Cramulhão Encardido Junior,

Espero que esteja comendo o pão que o nosso maldoso pai amassou. Escrevo-lhe esta missiva com vistas a lhe orientar quanto a melhor forma de obstruir o trabalho missionário dos filhos do nosso inimigo.

Primeiramente, não permita com que eles entendam o significado do inferno. Leve-os a acreditar que o inferno não existe e que o nosso inimigo é tão bom que no final de tudo salvará a todos da condenação eterna.

Em segundo lugar faça com que eles se endividem. Leve-os a consumir mais do que podem pagar, e quando estiveram cheios de dívidas, instigue-os a não contribuir com o trabalho missionário.

Ordeno também que promova brigas nos departamentos da Igreja. Leve-os a querer investir na construção de prédios, na reforma de salas, tirando assim o foco missionário.

Determino que INFERNIZE a vida dos pastores envenenando diáconos e presbiteros fazendo destes, pedras de tropeço para a obra missionária.

Agora, é mister, que você trabalhe nos crentes. Não permita com que eles enviem ofertas aos missionários, até porque, se as ofertas não chegarem ao campo, os obreiros do nosso adversário serão desestimulados em sua missão.

Leve-os ao esquecimento da oração. Torne a Igreja ativa demais e não permita com os obreiros do inimigo dediquem tempo a intercessão.

Termino esta carta, desejando todo tipo de maldade,

Com ódio,

Seu tio diabão.


Nota explicativa:

Há alguns anos, o conhecido autor evangélico C. S. Lewis, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, escreveu uma série de artigos sob o título: "The Screwtape Letters" , ou seja, "Cartas do Inferno" , Edições Vida Nova SP, e os publicou no jornal "Guardian", conhecido órgão da imprensa britânica, lá pelos idos de 1940. Depois, essas cartas foram reunidas em um livro com o mesmo título, que se tornou a obra mais popular desse eminente escritor de temas cristãos. Nessas cartas, o autor imagina uma série de conselhos que Roldão, experiente oficial da hierarquia diabólica, envia a seu sobrinho Lusbim, um diabo neófito que recebeu a incumbência de corromper a fé de um homem que se tornara cristão. Visto que, daquela época para cá, tem-se multiplicado as artimanhas satânicas, é lícito imaginar mais alguns terríveis conselhos enviados pelo sinistro oficial ao seu infernal emissário, em plena ação diabólica para desviar os fiéis do caminho estreito. Usando os mesmos personagens, apenas mudamos os nomes, e tomando emprestado o gênero literário do autor mencionado, aqui apresentamos aos amados leitores uma nova carta imaginária, vinda dos abismos infernais.

Fonte: Renato Vargens

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Oração Missionária



Mostra-nos, por Tua Palavra, pela inspiração do Teu Espírito, como devemos cumprir o chamado que sabemos que é Teu: IDE, FAZEI DISCIPULOS DE TODAS AS NAÇÕES! Senhor, a Igreja é Teu Corpo! Eis mais uma Campanha de Missões e, como vês, a diretoria desta igreja, a equipe pastoral, os ministérios, todos estamos aqui a obedecer-Te, como Cabeça. Reconhecemos, em nome de Teu Filho Jesus, o quanto temos de mudar as atitudes, reordenando nossas prioridades, para que o comando seja exclusivamente Teu, Senhor.

Senhor, cerrando nossos olhos em oração, é como se visualizássemos uma tocha, passando de Tuas mãos às dos apóstolos, e estes repassando à igreja de Jerusalém, e depois, para o Oriente Médio, Europa, Estados Unidos, Santa Bárbara d´Oeste e Americana, aqui em nosso Estado, e, daí por diante, chegando aqui, alcançando as diferentes gerações de membros da Igreja da Liberdade, nesses 102 anos. Aqui está a Igreja de hoje, decidida ao cumprimento de Tua ordem. Que todos saibamos aonde queres que cheguemos! Oh Senhor, seja de tirar o fôlego, para esta geração de crentes, a condução da Tocha do Evangelho, no mesmo ritmo de alegria e compromisso da igreja primitiva, para sermos luz em nossa Jerusalém (cidade de São Paulo), Judeia e Samaria (Estado de São Paulo e Brasil) e até os confins da terra (todas as nações).

Senhor, incomoda-nos, atuais membros da Igreja, para que caia a ficha. Se és Cabeça e nós, corpo, e nos dás a Tocha do “IDE”, como o cumpriremos assentados, desaquecidos em nossas poltronas?! E ainda cantamos: “ateia o fogo do alto do céu em cada coração”!

Senhor, dá-nos Tua suficiente graça para que, testemunhando, sustentemos a qualquer preço a pureza da fé cristã que uma vez nos foi dada. Não nos permitas, como tantos, mercadejar a Tua Palavra, interpretá-la de maneira interesseira, diferente do Evangelho que Cristo e os apóstolos nos ensinaram.

Cremos, mais que nunca, em Teus eternos propósitos para “todo homem” e para “o homem todo”, de todas as culturas e raças! Abençoa-nos! Dá-nos força para que não reduzamos a velocidade nessa corrida, oferecendo-Te nosso tudo: finanças e vidas, tocha acesa nas mãos, quais luzeiros dissipando as trevas, alcançando sedentos de Jesus, de inclusão social, sucumbindo sem esperança! Redime-os, oh Senhor, usando-nos, por Teu amor!

Ah, Senhor! Faze-nos, como diz Paulo, “despertar do sono”, ser colunas de fogo! Peço-Te pelas ovelhas que nos deste, que não esquentem mais bancos, acordem, peguem a Tocha e se certifiquem de que não podem falhar. Que hoje é o dia. Agora é a hora. Desperta-os! Sim, Senhor, desperta-nos todos!

O que devemos mudar já em nossas vidas e ministérios? O que reavaliar? Conquanto que os membros desta igreja passem a olhar com os teus olhos... Com compaixão pelos marginalizados, pelos jovens drogados, pelos miseráveis, pelas famílias em crise, pelo mundo sem Ti... Eis nossas vidas, dinheiro, orações, tudo posto em Teu altar... Um pelotão de mãos erguidas para receber a TOCHA e a levarão para onde quiseres. Ouve nosso clamor! Usa-nos, conta conosco, Senhor. Em nome de Jesus, amém e amém!

Pr. Eli Fernandes de Oliveira

via  http://vigiai.net

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Valor da Antropologia para Missões



“Eu creio que o missionário precisa pelo menos de duas coisas: uma é estudar as Escrituras, estudando teologia, teologia bíblica e teologia sistemática. A outra é estudar as pessoas e saber como se comunicar com as pessoas. A antropologia é importante para ajudar-nos a entender as pessoas. Muitos missionários não conhecem o povo, a cultura; a antropologia é essencial para que sejamos bons missionários. Mas a antropologia também pode nos ajudar a estudar as Escrituras porque ela nos ajuda a entender as pessoas envolvidas nas Escrituras”. (www.missaoavante.com.br)


1 – A Antropologia oferece ferramentas teóricas para o trabalho pratico missionário 

A Antropologia Missionária traz instrumentos dos conhecimentos, conceitos, teorias e hipóteses da moderna antropologia para a prática missionária, ela pesquisa o estudo da humanidade na música, literatura, filosofia, economia, história, geografia religião, comunicação, letras e nas relações inter-pessoais. Por fim, analisa estas matérias e se pergunta como elas se desenvolveram se modificaram e qual o seu significado para a comunicação do evangelho para o povo-alvo.

Paul Hiebert, missionário, professor de antropologia, autor de vários livros sobre antropologia missionária e considerado o principal antropólogo cristão da atualidade, ao ser indagado sobre a importância da antropologia para a obra missionária, responde:

2 – A antropologia visa apresentar os aspectos-chave da cultura ao missionário

Antes de um missionário (principalmente o pioneiro) ir para uma cultura diferente da sua é importante que ele estude, conheça e interaja com essa cultura. Pois fazendo isso ele poderá se prevenir de atos que poderiam ofender profundamente mesmo sem querer e que poderia ter sido facilmente evitado. Nesta preparação inicial ele vai conhecer melhor os sentimentos do povo sobre as diversas composições de seu meio.

O ministério do Apóstolo Paulo ilustra isso ao reconhecer Epimênides (profeta cretense não-cristão) como um verdadeiro profeta para embasar um julgamento dele sobre o povo. Estudos revelam que Aristóteles, Platão e Cícero também o consideravam profeta. Isso indica que Paulo conhecia bem a cultura dos cretenses. Conhecer costumes e tradições é crucial da estratégia missionária.

3 – O estudo antropológico visa preparar o missionário para a adaptação cultural

A antropologia missionária tem contribuído com as missões na medida que tem mostrado aos missionários a maneira como devem se comportar dentro do contexto próprio do povo. Como já foi dito, a geografia, a história, a estrutura econômica, suas artes existem de maneira a preservar a existência da comunidade. Portanto é um crime contra a cultura o missionário chegar com os valores de onde veio e querer imprimir sobre o povo ao qual foi enviado. Antes pelo contrário, ele deve se adaptar ao seu modo cultural desde que não conflituem com o evangelho.

É importante que ele reconheça a diferença da cultura, e a partir desse reconhecimento, ele se comporte semelhantemente à maneira cultural corrente. É como se um missionário fizesse duas malas para a viagem: uma para usar e outra para não usar. Na primeira é importante que ele coloque o básico para viver dignamente os seus primeiros dias ali (até atribuir a forma própria do povo). Na segunda ele deveria colocar todos os seus pré-julgamentos culturais e a cultura que aprendeu para não utilizar. Se ele não fizer essas duas malas, a sua missão poderá encontrar grande dificuldade.

Portanto a antropologia tem como interesse poder amenizar o impacto dos possíveis choques culturais vivenciado pelas famílias missionárias.

4 – O missionário não deve aceitar os fatores culturais que são contrários ao Evangelho

O missionário no exercício do seu ministério ao expor o evangelho de Cristo inevitavelmente encontrar-se-á em um conflito, tendo em vista as doutrinas demoníacas do povo. Nesse momento, ele precisará batalhar fielmente pelo evangelho de Cristo, e não poderá aceitar nenhum tipo de sincretismo. A sã doutrina deve ser defendida com todo o entendimento e todas as forças que o missionário tiver. Como bem disse Judas, uma das colunas da Igreja Primitiva de Jerusalém: “exorto-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3). Na pregação do evangelho de Cristo não poderá haver nem um acréscimo e nem um suprimento.

Sobre este aspecto da cultural na evangelização, O pacto de Lousanne afirmou o seguinte:

“O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas à cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Uma vez que o ser humano é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e bondade. Pelo fato de o ser humano ter caído, toda a sua cultura (usos e costumes) está manchada pelo pecado e parte dela é de inspiração demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade uma cultura sobre outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, qualquer que seja a cultura em questão. As organizações missionárias muitas vezes tem exportado, juntamente com o evangelho, a cultura de seu pais de origem, e tem acontecido de igrejas ficarem submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo, devem, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros. As igrejas devem se empenhar em enriquecer e transformar a cultura local, tudo para a gloria de Deus” (Mc 7.8,,13; Gn 4.21,22; 1 Co 9.19-23;Fp 2.5-7;2 Co 4.5) (REIFLER, Hans Ulrich. Antropologia missionária para o século XXI. Londrina: Descoberta Editora LTDA, 2003, pag 55)

5 – A Antropologia Missionária pretende preparar o missionário para contextualizar a mensagem

Numa entrevista a um blogger, Paul Hiebert, um dos maiores antropólogo missionário, respondeu sobre as vantagens e o perigo da contextualização da mensagem:“O perigo da contextualização é quando colocamos a mensagem na língua local e na cultura do povo, porque a língua e a cultura do povo podem destruir, mudar a mensagem, ou afastá-la da verdade. Se não tivermos cuidado, o Evangelho pode ser convertido à cultura. Mas há um perigo em não contextualizar; não teremos testemunha, nem mensagem, nem evangelismo. Em ambas as partes há perigo, mas o perigo de não contextualizar é maior do que o perigo de contextualizar. Nós precisamos contextualizar criticamente, pensando e sabendo o que estamos fazendo, não só adotar tudo ou rejeitar tudo, mas fazer isso com critério”. ( http://www.missaoavante.org.br/)

6– A Antropologia Missionária pretende auxiliar o missionário na busca pelos elos eternos de Deus nas culturas para uma pregação eficaz (Fator Melquisedeque)

O missionário e missiólogo Don Richardson, nos seus livros “Senhores da Terra”, “Totem da Paz” e principalmente no “Fator Melquisedeque”, explicou muito bem sobre o que ele mesmo define como “Fator Melquisedeque”. Nestes, ele descreve experiências vividas pessoalmente e por outros missionários em campos de missões narrando também aspectos culturais dos povos com os quais houve contato.

Segundo Richardson, todo povo possui em sua cultura um elo de contato preparado por Deus para receber a mensagem do Evangelho. Portanto quando a testemunha de Cristo alcança uma determinada cultura, através desse elo o contato com a Mensagem cristã pode ser feito.

No livro “Fator Melquisedeque”, Richardson dá exemplo de vários povos com seus elos de contato. Os Cananeus com seu E1 Elyon, os Incas com seu Viracocha, os Santal com seu Thakur Jiu, os Gedeos da Etiópia com seu Magano, os Mbaka da República Centro-Africano com seu Koro, os Chineses com o Senhor do Céu - Shang Ti e os Coreanos com seu Hananim. Em todos os exemplos há noções de um Deus Criador e Sustentados do Univer­so que há muito tempo tinha sido adorado e obedecido, mas que com o passar dos anos foi deixado de lado.

É justamente no exemplo dos Cananeus e o contato de Abraão com o rei Melquisedeque que temos uma evidência de que Deus age através de uma revelação geral entre os povos. Abraão reconhece o sacerdócio de Melquisedeque e lhe oferece o dizimo. Da mesma forma, diz Richardson, temos nos demais exemplos citados, claras provas de revelação geral como testemunho vivo de Deus nas mais diversas culturas.

 Sobre a contribuição da Antropologia Missionária para missões, e o comportamento inicial do missionário no campo, Hans Ulrich Reifler diz que:

“A tarefa da antropologia missionária é permitir que o processo de conscientização e respeito mútuo entre os povos e cultura cresça na vida missionário como entre crentes no mundo inteiro. É importante respeitar os costumes , tradições e hábitos diferentes para evitar erros irreparáveis. Para o diálogo efetivo do evangelho é necessário aceitar, em principio, a estranheza da nova cultura e não questionar nem criticar logo coisas que ainda não compreendemos. O antropólogo R.A. Le Vine argumenta que, quando o individuo se locomove para um novo lugar onde reinam costumes estranhos ou novos, ele precisa adaptar-se ou será estigmatizado pela sociedade local”. (REIFLER, Hans Ulrich. Antropologia missionária para o século XXI. Londrina: Descoberta Editora LTDA, 2003 166 pag.)

Fonte: Perspectivas e Meditações


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