O Ministério Veredas Missionárias apresenta o folheto ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS. O material é na verdade um folder do tamanho de uma folha A4, com duas dobras (compondo seis páginas ou painéis). Sua mensagem é adequada para adolescentes e jovens adultos em risco de envolverem-se, ou já envolvidos, com o tráfico de drogas e a criminalidade em geral.
O folheto é disponibilizado em duas versões: Colorido e em preto-e-branco. Você pode imprimi-lo em sua impressora caseira, ou pode levar o arquivo a uma gráfica, e imprimir a quantidade que desejar. Isso mesmo: Liberamos o material para uso livre, e sem a necessidade de você pedir licença.
OBS.: Recomendamos que você tenha sabedoria e discernimento ao evangelizar com este material, em virtude de poder estar confrontando, ainda que amigavelmente, pessoas envolvidas de alguma forma com a violência.
PARA BAIXAR O ARQUIVO DO FOLHETO COLORIDO (uma pasta compactada contendo as duas artes, frente e verso), CLIQUE AQUI (para baixar pelo Google Drive) ou AQUI (para baixar pela Biblioteca de Missões).
PARA BAIXAR O ARQUIVO DO FOLHETO em PRETO E BRANCO (uma pasta compactada contendo as duas artes, frente e verso), CLIQUE AQUI (para baixar pelo Google Drive) ou AQUI (para baixar pela Biblioteca de Missões).
ATENÇÃO: Se você verdadeiramente realiza o trabalho de evangelismo e acredita que pode utilizar este material, podemos lhe enviar pequenas quantidades (de 20 a 100 exemplares) deste folheto. Mas é necessário que você nos prove, de alguma maneira, que realmente realiza este tipo de trabalho, pois nossos recursos são escassos e não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar material. Escreva para o e-mail: sreachers@gmail.com
LEIA ABAIXO A MENSAGEM DO FOLHETO:
ENTREI PARA O TRÁFICO AOS DEZESSEIS ANOS
Uma agonia dilacera minha mente. Sou uma estatística, um
número frio. Quando cheguei aqui, me sentia muito sozinho. Estava tomado pela
tristeza e esperava encontrar algum conforto.
Não encontrei. O que vi foram diversas outras pessoas com os
corpos tão estraçalhados quanto o meu. Recebi um número e fui colocado em uma
categoria. A categoria se chamava “Autos de resistência”.
O dia em que morri era um dia normal no morro. Como queria ter
ficado em casa! Mas eu achava que era esperto demais para ficar em casa. Agora
me lembro de como entrei para o tráfico achando que ia virar alguém.
— Brota lá na boca — me disseram. — Todo mundo aqui faz
isso.
Tinha dezesseis anos quando peguei o primeiro rádio e fui
pro vapor. A adrenalina parecia liberdade. Parecia poder. Parecia dinheiro no
bolso e respeito na rua. Ninguém me ensinara que aquilo tudo não durava. Ou eu
não acreditei.
Não importa como aconteceu o confronto, eu estava no lugar
errado — fazendo um trabalho que não devia, e em meio a uma grande operação
policial. Mas estava vivendo o que achava que era minha vida, minha escolha. A
última coisa de que me lembro foi o barulho do helicóptero sobrevoando o morro,
gritos de “Lombrou, lombrou! A casa caiu!”, e então o beco virou um inferno de
tiros. Ouvi estampidos. Senti um ardor violento no peito, outro na perna. Tudo
ficou torto. Ouvi meu próprio grito.
De repente, acordei. Tudo estava em silêncio. Um policial
estava de pé ao meu lado. Vi um socorrista da ambulância. Meu corpo estava
estraçalhado. Estava coberto de sangue, misturado com a lama da viela. Havia
cartuchos de bala espalhados por todo lado. Achava estranho não sentir nada.
“Ei, não ponham esse lençol em cima da minha cabeça. Não posso estar morto.
Tenho só dezesseis anos. Tinha planejado sair do tráfico. Tinha prometido pra
minha mãe. Ainda nem vivi. Não posso estar morto!”
Mais tarde, fui colocado em uma gaveta. Minha mãe veio me
identificar. Por que precisava me ver desse jeito? Por que eu precisava olhar
nos olhos dela enquanto ela enfrentava o pior calvário da sua vida? Ela veio
com o avental de trabalho ainda amarrado na cintura — nem teve tempo de trocar
de roupa. Disse ao encarregado com a voz que mal saía:
— É o meu filho. É o meu menino.
O enterro foi estranho. Vi todos os meus parentes e amigos
andarem na direção do caixão. Eles olharam para mim com os olhos mais tristes
que já vi. Alguns dos meus amigos estavam chorando — os mesmos que me chamaram
pra vida que me trouxe até aqui. Algumas meninas tocavam na minha mão e
soluçavam enquanto se afastavam.
“Por favor, alguém me acorde! Me tire daqui.” Não posso
suportar ver minha mãe sofrendo tanto. Ela trabalhou tanto pra me criar
sozinha. Meu irmão mais novo está olhando pro caixão sem entender. Ele tem onze
anos. Eu era o espelho dele. Que espelho eu fui. Todo mundo está em transe.
Ninguém pode acreditar nisso. Eu também não posso acreditar.
“Por favor, não me enterrem! Não estou morto! Tenho muita
vida para viver! Quero rir e correr de novo. Quero ver meu irmão crescer. Quero
uma chance de sair do morro por conta própria, com dignidade. Por favor, não me
ponham no chão! Prometo que se o Senhor me der só mais uma chance, Deus, vou
ser diferente. Vou achar outro caminho. Tudo o que quero é mais uma chance. Por
favor, Deus, eu tenho só dezesseis anos.”
UM CONVITE À VIDA
Jovem, este relato não precisa ser o seu. O crime faz
promessas de poder e dinheiro, mas só entrega duas coisas: a prisão ou o
cemitério. Não espere chegar ao ponto onde o arrependimento é apenas um grito
no vazio.
Deus oferece a você uma saída agora mesmo. Como diz a
Palavra em Atos 3:19-20: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para
Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de
descanso da parte do Senhor".
Busque um novo caminho. Honre o esforço de quem ama você.
Escolha viver com dignidade e deixe que Deus transforme a sua história enquanto
ainda há vida em seus pulmões.
VERSÍCULOS BÍBLICOS PARA SUA REFLEXÃO:
“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios,
não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!”
– Salmos 1:1
“Disse-lhe Jesus: ‘Guarde a espada! Pois todos os que
empunham a espada, pela espada morrerão.’” – Mateus 26:52
“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o
homem semear, isso também colherá.” – Gálatas 6:7
“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o
ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o
seu pescoço. Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda!” – Provérbios
1:8-10
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para
perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” – 1 João
1:9
“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os
seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do
Senhor [...]” – Atos 3:19,20a
“Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que
o pecado não cause a queda de vocês. Livrem-se de todos os males que vocês
cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam
morrer, ó nação de Israel? Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do
Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!” – Ezequiel 18:30-32


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